quinta-feira, 9 de junho de 2016

Túnel subterrâneo terá primeira galeria inaugurada no dia 19 deste mês

08/06/2016 - O Dia

Eduardo Paes visitou o novo Túnel Prefeito Marcello Alencar, que faz parte da reestruturação urbana da Região Portuária

Rio - O maior túnel subterrâneo do país, que substituirá o Elevado da Perimetral, terá a primeira galeria inaugurada no próximo dia 19. O prefeito Eduardo Paes visitou ontem o novo Túnel Prefeito Marcello Alencar, que faz parte da reestruturação urbana da Região Portuária, e apresentou como será a estrutura viária da área a partir deste sábado.

Prefeito Eduardo Paes visitou ontem as obras, que estão em fase final
Foto: Divulgação

Com 3.382 metros, o Túnel Marcello Alencar vai do Armazém 8 do Cais do Porto à Praça XV e faz parte da nova Via Expressa, que substitui a Perimetral e ligará a Avenida Brasil e a Ponte Rio-Niterói ao Aterro do Flamengo. Ele é composto por duas galerias: Continente (sentido Aterro do Flamengo) e Mar (sentido Avenida Brasil). A galeria Continente, com 3.370 metros e capacidade para receber até 55 mil veículos por dia, vai ser a primeira a ser inaugurada.

As modificações começam a zero hora de sábado, com novos acessos de veículos ao Aeroporto Santos Dumont. “Essa é uma entrega super importante para a cidade. A ausência desse túnel foi um fator de muito engarrafamento, não só no Centro da cidade, mas também na Zona Sul, no Aterro do Flamengo e na Avenida Brasil. Teremos uma redução de volumes nos túneis Rebouças e Santa Bárbara”, prevê o prefeito.

sábado, 4 de junho de 2016

Ilha Grande ganha obras na Vila do Abraão

03/06/2016 - O Globo, Selma Schmidt

Pousadas, bares e restaurantes não faltam na Vila do Abraão, porta de entrada da Ilha Grande. Tampouco circuitos em trilhas e no mar. Mas a Câmara Metropolitana de Integração Governamental do Rio, do governo do estado, entende que é preciso requalificar a infraestrutura básica local, para consolidar o turismo, atrair negócios e gerar empregos. O investimento, que custará R$ 28,3 milhões, será financiado pelo Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), dentro do Programa Nacional de Desenvolvimento do Turismo (Prodetur), e inclui reurbanização, drenagem e saneamento numa área de 517 mil metros quadrados. Já licitado, o projeto começará a ser executado no início de junho. Serão 16 meses de obras, a cargo da Hécio Gomes Engenharia.

No ano passado, em período de alta temporada, a vila chegou a receber num só dia 5.378 visitantes, segundo estatística do Conselho de Desenvolvimento Sustentável da Ilha Grande (Consig). Presidente da Câmara Metropolitana, o arquiteto Vicente Loureiro diz que, com as intervenções, pretende melhorar o atendimento ao turista, mas ressalta que é preciso limitar o número de visitantes à capacidade do lugar:

- Queremos turismo com responsabilidade, com cuidado. A ideia do projeto é dar qualidade e um tratamento uniforme à vila.

O DOBRO DE VISITANTES

A Câmara Metropolitana estima que, com as melhorias, a vila poderia comportar até 15 mil pessoas, incluindo os quatro mil moradores. Ou seja, conseguiria quase duplicar o número de turistas. Dos 5.378 visitantes/dia contabilizados em 2015, apenas 988 não pernoitaram no local. Entre os 4.390 restantes, 2.392 ficaram em pousadas, 670 em campings e 1.328 em casas. É para a Vila do Abraão que vai a maior parte dos turistas que desembarca na ilha. No seu cais, atracam grandes barcas com passageiros e mercadorias de Angra dos Reis e Mangaratiba.

Como a Ilha Grande é uma unidade de conservação, a proposta de revitalização do Abraão precisou ser submetida e licenciada por órgãos ambientais. A orla terá até um espaço gourmet para festas e eventos. Em um trecho, parte da calçada será alargada para a instalação de mesas e cadeiras.

A reurbanização da orla, da Rua Getulio Vargas e de vias perpendiculares prevê ainda a reforma de pontes, nova sinalização turística e substituição do saibro do pavimento por blocos de concreto. Duas praças também serão remodeladas e, quanto à iluminação, a fiação será embutida.

- Nos pontos que queremos destacar será dado um caráter cenográfico à iluminação, que ficará mais elaborada, com maior potência e foco direcionado - explica Loureiro.

Para a drenagem das águas de chuva, serão implantados 19 mil metros de dutos:

- Atualmente, esgoto e águas pluviais correm na mesma tubulação. Haverá a separação, para garantir mais balneabilidade e sustentabilidade.

O projeto contempla ainda a ampliação da Estação de Tratamento de Água (ETA) e a construção de uma Estação de Tratamento de Esgoto (ETE) - com capacidade para 24 litros por segundo - e de seis elevatórias.

A revitalização da Vila do Abraão corre em paralelo ao projeto de privatização da gestão da Ilha Grande, que terá como consequência imediata a cobrança de taxa de acesso - cujo valor ainda não foi estipulado -e a fixação da capacidade de visitantes. Deverão ficar isentos da cobrança moradores da própria ilha, de Angra dos Reis e de Mangaratiba.

Liderado pela Secretaria estadual do Ambiente, o processo de privatização está sendo discutido desde janeiro de 2015. E a intenção do secretário André Corrêa é que o novo modelo esteja funcionando a partir do meio do ano que vem, com a administração a cargo de uma empresa, que também deverá adotar medidas visando a melhorar o saneamento básico e a destinação ambientalmente adequada dos resíduos sólidos da ilha.

NOVA GESTÃO PARA PARQUE

O Parque Estadual da Ilha Grande será a primeira unidade de conservação do estado a ser gerida por meio de Parceria Público-Privada. O formato da PPP e o valor da taxa serão discutidos em audiência pública, ainda sem data marcada. Antes, em até um mês, a Secretaria do Ambiente pretende publicar aviso de consulta pública para que empresas manifestem interesse na parceria.

segunda-feira, 30 de maio de 2016

Prefeitura do Rio inaugura Novo Joá

28/05/2016 - Secretaria Municipal de Transportes

A Prefeitura do Rio entregou o Novo Joá à população no sábado (28/05), a três meses do início dos Jogos Olímpicos Rio 2016. Com 5km de extensão, a travessia é um dos principais legados de mobilidade para os cariocas dentro do escopo de obras que preparam a cidade para as Olimpíadas. A estrutura foi construída contígua ao Elevado das Bandeiras e garantirá o aumento de capacidade viária em 30% entre a Zona Sul e a Barra da Tijuca, podendo ser utilizada também em reversível nos horários de pico do tráfego. O Novo Joá conta com duas faixas e dois túneis paralelos ao já existente, sempre no sentido São Conrado-Barra. As pistas em operação, no tablado inferior, permanecem no sentido Barra-São Conrado. O tablado superior, que tem circulação em direção à Barra, passará a operar em mão dupla somente para automóveis. A faixa reversível será desativada.

As intervenções providenciaram a construção do novo Elevado Presidente Itamar Franco, com 1,1 km - cinco metros mais alto que o atual, para permitir que os motoristas continuem tendo a oportunidade de apreciar a vista para o mar; e abriram dois novos túneis, com 650 metros de extensão no total: Túnel Engenheiro Paulo Cezar Marcellino Figueire, com 220m, e Túnel Engenheiro Luiz Jacques de Moraes, com 430m. O escopo incluiu ainda a implantação da nova ponte da Joatinga, com 520 metros, e remodelou as faixas de acesso aos viadutos na altura de São Conrado, reorganizando o trânsito local.  

Iniciada em junho de 2014, com investimento de R$ 457,9 milhões, a concepção do projeto básico foi idealizada pela Fundação Geo-Rio. Toda a obra consumiu 28.000 m³ de concreto, o equivalente ao necessário para construir dois Museus do Amanhã. O volume de material escavado chegou a 92.000 m³, entre rocha e areia, o  que preencheria 25 piscinas olímpicas.

Uma ciclovia de 3,1 km foi construída sobre o elevado existente e será inaugurada após a rechecagem e inspeção dos técnicos da Coppe/UFRJ e INPH, cuja perícia independente foi contratada pela Prefeitura do Rio em abril deste ano. A faixa exclusiva para bicicletas vai contribuir para a ampliação da malha cicloviária da cidade, integrando as ciclovias existentes em São Conrado, na Barra da Tijuca e no Recreio dos Bandeirantes.

Esquema de trânsito

A nova pista do Joá e o tabuleiro inferior terão velocidade máxima de 80 km/h. Já o tabuleiro superior terá velocidade de 50 km/h. As vias contarão com fiscalização eletrônica. Com a nova configuração do Joá, espera-se uma redução de até 60% no tempo de viagem no sentido Barra no período da manhã. Já no período da tarde, a redução poderá chegar a 20%, em média, no trecho do Joá. No sentido contrário, o tempo de viagem será reduzido em 10%. Pelas pistas em operação do Joá, trafegam 85 mil veículos por dia. Por conta da redução de 85% do volume de tráfego durante a madrugada, a pista em mão dupla do tablado superior será fechada toda noite, das 23h30 às 4h30, exceto quando houver manutenção em outras pistas.

Caso haja necessidade de fechamento do tablado inferior ou da pista nova do Joá para serviços de manutenção ou conservação, o tablado superior funcionará em mão única, substituindo a pista que está fechada. Nesse caso, será permitida a circulação de ônibus, caminhões e motos.

Para os Jogos Olímpicos, no período de 31 de julho a 22 de agosto, haverá duas Faixas Olímpicas dedicadas (exclusivas) no Joá: uma faixa na nova pista sentido Barra e uma faixa no sentido São Conrado, no tablado inferior. As Faixas Olímpicas serão implementadas durante o evento para garantir o tempo de deslocamento da família olímpica aos locais de competição.

Os fechamentos de pista, quando necessários, serão comunicados com antecedência. Painéis de Mensagens Variáveis (PMV) informarão o regime de operação das pistas do Elevado do Joá. No tablado superior, dispositivos luminosos (que indicam a liberação de pista) também servirão de reforço na comunicação aos usuários sobre a operação.

 Com a nova pista, o monitoramento na via será intensificado. Equipes da CET-RIO estarão prontas para atuar em caso de ocorrências, por meio de rondas permanentes com motos, pick-ups e reboques, além de câmeras instaladas ao longo da via ligadas Centro de Operações Rio.

Paes entrega trecho entre a Praça Quinze e Museu Histórico Nacional

30/05/2016  - O Globo

Com um novo Centro à vista, os cariocas puderam redescobrir ontem mais um pedaço do coração da cidade, desta vez em um ponto entre a Praça Quinze e o Museu Histórico Nacional. Menosprezado e cinzento nos tempos da Perimetral e, durante meses, fechado para obras, o trecho de 777 metros de extensão à beira da Baía de Guanabara agora tem áreas verdes, bancos de madeira e caminho livre para pedestres e ciclistas diante de prédios históricos da região.

A área revitalizada, parte da Orla Luiz Paulo Conde, foi inaugurada pelo prefeito Eduardo Paes. Cruza a Praça Marechal Âncora, que abriga o restaurante Ancoramar (antigo Albamar), e vai até a Praça da Misericórdia, com uma passagem subterrânea que integra os dois espaços.

— É uma parte fantástica da cidade. Queremos que os cariocas venham aqui, pois perdemos esse hábito de frequentar o Centro, olhar para sua história — disse Paes, que explicou porque ainda havia alguns tapumes no caminho. — São do Túnel Marcello Alencar, que deve ficar pronto daqui a duas ou três semanas — afirmou o prefeito, que chamou a nova via de um alívio ao trânsito da Avenida Passos e dos túneis Rebouças e Santa Bárbara.

Com o trecho entregue ontem já são 2.677 metros da Orla Conde abertos — de um total de 3,5 quilômetros e nove praças. As próximas áreas a ficarem prontas, afirmou a prefeitura, serão a Praça da Candelária e a parte do boulevard do Porto entre os armazéns 6 e 8. Nos Jogos do Rio, lembrou o prefeito, o lugar vai receber uma pira olímpica.

— Essa orla será um grande espaço olímpico da cidade. Vai ser a primeira vez que a pira (depois de acesa na cerimônia de abertura no Maracanã) não ficará fechada dentro de um estádio — contou Paes. 

TEMOR QUANTO À SEGURANÇA 

Nas praças reabertas ontem, no entanto, os elogios dos visitantes vieram acompanhados de preocupações com a segurança no local. Receio manifestado, por exemplo, pela professora de música Helena Silva:

— Achei o lugar tudo de bom. Mas espero que não fique cheio de camelôs e que deem segurança para as pessoas poderem desfrutá-lo, porque está sem proteção.

Para a administradora de imóveis Mônica Vasconcelos, a falta de policiamento pode prejudicar a proposta da nova orla.

— Vai ser um espaço para marginais se não tiver policiamento — disse ela.

Até Paes ressaltou que a polícia precisa estar mais presente na área perto da estação das barcas:

— A prefeitura está cumprindo sua parte, urbanizando, pondo iluminação... Nós confiamos na polícia para agir e impedir que este seja um espaço que espante as pessoas. Quanto mais gente, menor o problema com a violência.

Conforme O GLOBO adiantou, o governo do estado vai adotar no Centro, a partir do dia 1º de julho, o modelo de policiamento em parceria com a iniciativa privada que já funciona em pontos como o Aterro. A Operação Centro Presente será apresentada hoje pela Secretaria estadual de Assistência Social e Direitos Humanos e pela Fecomércio-RJ. O reforço na segurança da região deve contar com 522 PMs.

domingo, 29 de maio de 2016

Mudanças na Ponte Rio-Niterói: Mais fiscalização e tecnologia

27/05/2016  - O Globo

Na próxima quarta-feira, os 150 mil veículos que passam diariamente pela Ponte Rio-Niterói encontrarão mudanças importantes. A principal delas tem aparência discreta, mas é a que deve gerar mais ruído: a partir do dia 1º de junho, a rodovia passa a ser fiscalizada por radares eletrônicos que vão multar todos os veículos que ultrapassarem o limite de 80km/h. Outras novidades poderão ser notadas pelos usuários, como o sinal para conexão gratuita de internet via wi-fi e gradeamento nos acessos. As alterações estão entre os compromissos estabelecidos em contrato para o primeiro ano de concessão da Ecoponte, prazo que termina no fim do mês.

ANALICE PARON - Radares. O trecho antes da chegada à Ilha do Mocanguê é um dos que terão fiscalização eletrônica de velocidade

A praça do pedágio também será ampliada, com a criação de mais duas cabines com cobrança mista (tanto manual como automática) e uma faixa para motos. Atualmente, segundo a Ecoponte, cerca de 50% dos veículos utilizam as faixas automáticas. Para se ter uma ideia do impacto das cancelas automáticas, há duas semanas um problema durante a mudança do sistema de cobrança eletrônica fez com que a liberação das cancelas ficasse manual. Como resultado, o tempo de travessia chegou a 50 minutos. Outras obras previstas em contrato para execução até o fim do mês são a instalação das duas cabines para a Polícia Rodoviária Federal, uma em cada sentido. Radares, sistema de wi-fi e o posto na saída para Niterói já estão instalados, embora ainda não operem. Já a cabine policial no sentido Rio ainda não é vista na Ponte. Embora o prazo contratual para implantação do conjunto de melhorias esteja apertado — faltam quatro dias —, a concessionária afirma que entregará tudo dentro do limite.

Segundo a Ecoponte, o conjunto de equipamentos de fiscalização tem o objetivo de dar mais segurança e fluidez ao tráfego. É o caso dos radares, que se tornam uma realidade após anos de e boatos. Serão quatro conjuntos em cada sentido da rodovia — o que dá uma média de um aparelho a cada três quilômetros. O atual limite de 80km/h foi mantido, mas agora o abuso de velocidade custará caro ao motorista. O condutor que percorrer toda a extensão da Ponte a 100km/h vai chegar ao outro lado com quatro multas de R$ 127 cada e mais 20 pontos na carteira de motorista, o suficiente para perder a habilitação. Os equipamentos serão instalados nas descidas do vão central, na reta do Cais do Porto, na grande reta e próximos à Ilha do Mocanguê. As autuações ficam a cargo da PRF. A Ecoponte informou que não terá participação na arrecadação da receita com multas.

— Os radares trarão como consequência a diespeculações minuição exponencial no número de acidentes, uma vez que a velocidade é certamente o maior causador de acidentes na Ponte — garante Daniel Cerqueira, chefe da 2ª Delegacia da PRF (Ponte). —Vale lembrar aos motoristas que, na prática, estar a 100km/h ou a 80 km/h, no fim das contas, vai dar uma diferença de apenas dois minutos. Não justifica o risco.

Professor de Transportes da UFF e da Uerj, o engenheiro Gilberto Gonçalves explica que a definição do limite de velocidade leva em consideração as características de cada via. Ele lembra que a Ponte foi inaugurada, em 1974, com velocidade máxima de 120km/h, mas eram apenas três faixas e havia acostamento.

— Hoje são quatro faixas mais estreitas, então, é necessário diminuir o limite. Os automóveis não andam em linha reta. Eles oscilam, e essa movimentação é maior ou menor, dependendo da velocidade — explica o engenheiro, que também fala sobre a disponibilidade de wi-fi na rodovia. — Entendo que é uma tendência. Daqui para frente, cada vez mais carros estarão conectados à internet. Então será um serviço útil. É óbvio que não é algo para o motorista, mas para os passageiros e para o veículo — avalia.

Entre os motoristas, há quem discorde. Morador de Itaipu, o músico Breno Brito defende que a velocidade máxima da via deveria ser maior.

— Na Ponte, a 80km/h você tem a sensação de andar a 50km/h por hora. Imagina de noite. Vai dar sono no motorista — critica.

Para os próximos anos, a concessionária diz que estuda as mudanças no fluxo de veículos após a conclusão das obras na Transoceânica, da Avenida Brasil e na região do Porto Maravilha, que prometem desafogar o trânsito nas saídas da ponte.

— Para melhorar o transito num local, você investe em outro. Com as novas alternativas que diminuem o trânsito interno, como o túnel Charitas-Cafubá, a perspectiva é de melhorar o fluxo — avalia Wilson Castilho, gerente de contratos da Ecoponte.

Nova via do Elevado do Joá é inaugurada neste sábado

28/05/2016  - O Globo / Folha de SP

RIO — A nova via do Elevado do Joá foi inaugurada às 7h45 da manhã deste sábado pelo prefeito do Rio, Eduardo Paes. A nova pista do Joá e o tabuleiro inferior terão velocidade máxima permitida de 80km/h. Já no tabuleiro superior, a velocidade máxima será de 50 km/h. As vias contarão com fiscalização eletrônica. A ligação viária promete desafogar o trânsito entre a Zona Sul e a Barra da Tijuca, ampliando em 35% a capacidade de tráfego na via, que hoje é de cem mil veículos por dia.

— Agora vamos ter uma queda permanente de tapumes. Temos que lembrar que essa obra não estava prevista para as Olimpíadas — disse Paes, que falou também sobre a ciclovia do Joá. - Poderíamos tê-la inaugurado junto com o túnel, mas vamos checar um pequeno trecho aqui (São Conrado) que tem mais contato com o mar e fazer todos os estudos.

Segundo o prefeito, nada vai ser aberto "sem ter toda segurança":

- O carioca pode ficar tranquilo, estamos checando e rechecando e o nosso objetivo é ter as duas ciclovias (Joá e Niemeyer) abertas em conjunto. Queremos devolver esse grande presente para a população, que infelizmente causou essa tragedia, a morte de duas pessoas. 

Com a nova configuração do elevado, espera-se uma redução de até 60% no tempo de viagem do sentido Barra, no período da manhã. Já no período da tarde, a redução poderá chegar a 20%, em média, no trecho do Joá. No sentido contrário, o tempo de viagem será reduzido em 10%.

Pelas pistas em operação do Joá trafegam 85 mil veículos por dia. Por conta da redução de 85% do volume de tráfego durante a madrugada, a pista em mão dupla do tablado superior será fechada todas as noites, das 23h30m às 4h30m. Exceto quando ocorrer manutenção em outras pistas.

Caso haja necessidade de fechamento do tablado inferior ou da pista nova do Joá para serviços de manutenção ou conservação, o tablado superior funcionará em mão única. Neste caso, será permitida a circulação de ônibus, caminhões e motos.

Para os jogos olímpicos, haverá duas faixas dedicadas aos jogos: uma na nova pista, sentido Barra; e outra em direção a São Conrado, no tablado inferior.


Folha de SP
Sob o trauma de ciclovia que desabou, Rio inaugura viaduto duplicado no Joá

A Prefeitura do Rio inaugura neste sábado (28) a duplicação do elevado do Joá, na zona sul do Rio, sob trauma do desabamento da ciclovia Tim Maia, que matou duas pessoas.

Enquanto o novo espaço para os carros estará aberto, o caminho para as bicicletas construído no elevado já existente ainda passa por rechecagens e inspeções de auditoria independente contratada pela Prefeitura do Rio.

"O projeto do elevado passou por rechecagem e ensaio de carga dinâmica [com caminhões com carga simulando o peso sobre o viaduto]. Não há risco. A ciclovia, por precaução, decidimos aguardar a auditoria da Coppe/UFRJ, já contratada", disse o secretário municipal de Obras, Alexandre Pinto.

A nova ciclovia fica mais perto do mar. Já o novo elevado está localizado entre a via já existente e a encosta, num nível mais elevado.

A construção do novo elevado do Joá foi uma exigência do COI (Comitê Olímpico Internacional), preocupado com o fluxo de veículos entre a zona sul e a Barra durante os Jogos. Temia-se que a configuração anterior, com apenas duas faixas de rolagem, tornaria impossível manter uma faixa exclusiva à família olímpica.

TRÊS FAIXAS

Com a conclusão da obra, haverá três faixas em cada sentido. O secretário municipal de Transporte, Rafael Picciani (PMDB), afirmou que uma de cada direção será exclusiva à família olímpica durante o evento.

"A grande concentração da rede hoteleira está na zona sul, enquanto o coração dos Jogos é na Barra", disse o secretário.

Ao custo de R$ 457,9 milhões, o novo viaduto vai ampliar em 35% a capacidade de tráfego de carros particulares entre Barra e São Conrado, trecho a ser atendido pela linha 4 do metrô em construção.

Especialistas criticam o estímulo ao uso de automóveis particular num trecho em que o transporte público terá a capacidade ampliada.

"É um contrassenso. Só é aceitável do ponto de vista da Olimpíada", disse o engenheiro José Eugênio Leal, especialista em transportes da PUC-Rio.

Picciani afirma que não vê contradição porque já há uma demanda por mais espaço para automóveis no trecho. "Não vamos aumentar, a demanda já existe. Antes da Barra se tornar local de moradia e trabalho deveriam ter previsto esse espaço", disse o secretário de Transporte.

De acordo com a CET-Rio, o engarrafamento no trecho era constante porque, enquanto o elevado possuía apenas duas faixas, os acessos tinham três.

Atualmente, 85 mil carros trafegam pelo elevado por dia. A nova pista será toda em direção à Barra. O tabuleiro antigo inferior segue com sentido a zona sul, enquanto o superior se tornará mão dupla. 

sexta-feira, 27 de maio de 2016

Retomado pela UFRJ em 2010, Canecão ainda tem futuro incerto

Por falta de recursos, casa não foi transformada em centro cultural
   
POR ELENILCE BOTTARI 

26/05/2016 - O Globo

A fachada do Canecão está sem letreiro e cheia de pichações - Alexandre Cassiano / Agência O Globo

RIO - Fechado há quase seis anos, após uma longa batalha judicial que garantiu a reintegração de posse para a Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), o Canecão, uma das mais famosas casas de espetáculos do Rio por quatro décadas, ainda não tem data para reabrir. O palco pelo qual passaram muitos artistas, inaugurado pelo empresário Mario Priolli em 1967, encerrou as atividades em 15 de outubro de 2010 para ser transformado não só em um espaço de promoção de cultura, mas também de educação, ensino e ciência da UFRJ. Porém, por falta de recursos, o projeto não foi à frente e todo o mobiliário que havia no local está abandonado.

Mas, apesar da crise financeira que a universidade enfrenta, o reitor Roberto Leher garante que o espaço será reaberto por meio de parcerias público-privadas:

— Foram os artistas que configuraram aquele espaço como um patrimônio cultural estratégico para a cidade, e precisamos reivindicar essa herança simbólica. Nós temos a responsabilidade de retomar esse espaço icônico, agora com outro conceito. A recuperação do local será gradual, de modo que possibilite o seu uso no prazo mais curto de tempo por artistas e pela universidade.

IDEIA É ATRAIR EMPRESÁRIOS COM INCENTIVOS FISCAIS

Segundo o reitor Roberto Leher, a UFRJ espera reativar o Canecão com o apoio das áreas de cultura do município, do estado e do governo federal:


A fachada do Canecão, pichada, apresenta sinais da deterioração que se arrasta desde sua retomada pela UFRJ, há dois anos. Foto de 8/12/2012

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FOTOGALERIAImóveis ainda à espera de uso na Zona Sul e no Centro
— Vamos pedir, por meio de incentivos fiscais, a participação de empresários que compreendem a relevância de um equipamento cultural que carrega uma tradição histórica, construída por músicos e outros artistas.

Para Leher, o Canecão foi utilizado por décadas de forma indevida, o que resultou numa longa disputa judicial:

— A despeito dessa relação desvantajosa para a UFRJ, compreendemos que a casa de espetáculos onde funcionou o Canecão tornou-se, ao longo dos anos, um patrimônio cultural do Rio de Janeiro e do país. Queremos recuperar o prédio, devolvendo à cidade um espaço de promoção de cultura, mas também da educação, ensino e ciência, que são finalidades da universidade.

No momento, profissionais da Escola de Belas Artes e arquitetos da UFRJ trabalham para estabelecer um novo conceito para o local. A proposta é criar um espaço multiuso, com mobiliário e palcos móveis, o que permitirá a realização de eventos dos mais diferentes tipos, de seminários internacionais a shows de MPB, de teatro de arena a concertos de música clássica.

PAINEL SERÁ RECUPERADO

A primeira atividade cultural para o público será a abertura do Laboratório Público de Restauro, que exibirá aos moradores e turistas, em tempo real, a restauração do painel “A Última Ceia”, que o cartunista Ziraldo pintou em 1967, na então choperia Canecão. A etapa atual é de preparação do restauro. Já foram demolidos paredes e tapumes que há anos impediam que a obra fosse vista. O painel é um dos maiores do Brasil, com 32mX6m.

Apesar do atraso para a reabertura do espaço, a UFRJ já conta com a torcida de Ziraldo.

— A ideia é que eu trabalhe na restauração do mural com alunos da Escola de Belas Artes. Tenho 84 anos e sou muito otimista. Gostaria muito de deixar o mural inteiro — disse o artista.

Leia mais sobre esse assunto em http://oglobo.globo.com/rio/retomado-pela-ufrj-em-2010-canecao-ainda-tem-futuro-incerto-19379592#ixzz49rU8dzAR 
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