terça-feira, 21 de dezembro de 2010

Começam os testes do teleférico no Complexo do Alemão

20/12/2010 - O Globo - Athos Moura

Teste do teleférico no Complexo do Alemão/Foto: Guilherme Pinto - Extra

RIO - Começaram na segunda-feira os primeiros testes - que serão concluídos nesta terça-feira pelo presidente Lula e outras autoridades - do teleférico do Complexo do Alemão. Formado por seis estações e 152 gôndolas (bondinhos), por onde passarão, de acordo com a Secretaria estadual de Obras, cerca de 30 mil pessoas ao dia, o projeto tem previsão de inauguração para março do ano que vem. Os testes realizados foram para comprovar a segurança no movimento das portas, peso, capacidade, velocidade, vento, entre outros itens. Panes e falhas também passaram por simulações.

Cada gôndola do teleférico poderá transportar até oito pessoas sentadas e outras duas em pé. De acordo com o presidente da Empresa de Obras do Estado (Emop), Ícaro Moreno, a velocidade média dos bondinhos será de cinco metros por segundo e, quando eles se aproximam das estações, a velocidade cairá para 50 centímetros por segundo. Moreno afirmou ainda que, com essa velocidade, passageiros idosos e até portadores de deficiência podem desembarcar com toda a segurança.

Os testes, realizados na segunda, ocorreram entre as estações de Bonsucesso - integrada com a estação de trem -, Morro do Adeus e da Baiana. Além dessas, ainda há as estações do Alemão, Itararé e Fazendinha. Segundo o presidente da Emop, o trajeto entre todas as estações será feito em até 13 minutos. Em cada estação, haverá uma unidade social, com banco, biblioteca, centro de referência da juventude e um centro de serviços à comunidade.

O secretário estadual de Obras, Hudson Braga, anunciou que outros dois teleféricos serão construídos no Rio de Janeiro. Eles ficarão instalados na Rocinha e na Tijuca. Os projetos já estão sendo elaborados. Hudson prometeu que, até o meio do ano que vem, eles estarão prontos. De acordo com ele, na região da Tijuca, a ligação será feita da Praça Saens Peña até o Alto da Boa Vista, também visando a questão do turismo.

Leia a íntegra desta reportagem (conteúdo exclusivo para assinantes) no Globo Digital

Após quatro anos, obra de duplicação da Rio-Santos será inaugurada

20/12/2010 - O Globo - Paulo Roberto Araújo


RIO - O verão na Costa Verde fluminense promete não ser igual aos que passaram. O ministro dos Transportes, Paulo Sérgio Passos, inaugura nesta terça-feira a duplicação dos 26 quilômetros da Rodovia Rio-Santos (BR-101), entre Santa Cruz e Itacuruçá. Iniciadas há quatro anos, as obras foram feitas em ritmo lento nos três primeiros anos e custaram ao todo R$ 245 milhões, com recursos do PAC.

O superintendente do Departamento Nacional de Infraestrutura Terrestre (Dnit) no Rio, Marcelo Cotrim, disse que a duplicação reduziu em uma hora o percurso entre o Rio e Angra dos Reis. Ele garantiu que jamais vão ocorrer os engarrafamentos na véspera do carnaval, que deixavam motoristas até nove horas na estrada. Cotrim disse ainda que a duplicação está pronta, mas que serão solicitados recursos para construção de um viaduto de acesso ao pólo industrial de Santa Cruz para evitar um cruzamento perigoso no trecho inicial da rodovia.

Prefeito de Angra cobra contenção de encostas

O prefeito de Angra dos Reis, Tuca Jordão, comemorou a inauguração, mas pediu ao Dnit para acelerar as obras de contenção de encostas no trecho entre Itacuruçá e Angra dos Reis. Em dois trechos, onde houve deslizamento de barreiras, o Dnit mantém o sistema pare e siga, enquanto faz as obras de contenção.

Leia a íntegra desta reportagem (conteúdo exclusivo para assinantes) no Globo Digital

segunda-feira, 20 de dezembro de 2010

Lula inaugura duplicação da BR-101 no Rio de Janeiro

20/12/2010 - DNIT



O ministro dos Transportes, Paulo Sérgio Passos, com a presença do diretor de Infraestrutura Rodoviária do DNIT, Hideraldo Caron, inaugura nesta terça-feira, 21, a duplicação do trecho de 25 quilômetros da BR-101, no Estado do Rio de Janeiro.

Os serviços foram realizados entre o entroncamento com a Avenida Brasil e o acesso a Itacuruçá, em conjunto com o acesso ao Porto de Itaguaí.

O trecho faz parte do Arco Rodoviário do Rio de Janeiro, empreendimento incluído no Programa de Aceleração do Crescimento - PAC.

Com orçamento de R$ 245 milhões, a duplicação deste segmento da BR-101 garante o aumento da capacidade e segurança do trânsito, com a implantação de novas interseções em dois níveis, pontes e viadutos, ruas laterais e passarelas, assim como a restauração da pista existente do Acesso ao Porto.

Permite ainda o fácil acesso às diversas companhias instaladas na rodovia, como a Usina Termo Nuclear de Angra dos Reis, o Terminal da Petrobrás – TEBIG, o Estaleiro “Brás Fells”, o Terminal de “Containers” – TECON e a Usina Termo Elétrica de Santa Cruz.

A solenidade de inauguração ocorrerá às 11h no km 403 da BR-101 e contará ainda com a presença do superintendente do DNIT no Estado do Rio de Janeiro, Marcelo Cotrim.

Simultaneamente, o presidente Lula fará uma videoconferência direto do Morro do Alemão, também na capital do estado.

Serviço:

Evento: Inauguração da duplicação de trecho da BR-101/RJ

Local: km 403 da BR-101, pátio da Nuclep

Horário: 11 horas

Fonte: Site do DNIT

Veja abaixo como este trecho da BR-101/RJ se integra ao Arco Rodoviário do Rio de Janeiro

Centro da cidade será a primeira região a ter o mobiliário urbano revisto e padronizado

19/12/2010 - O Globo - Luiz Ernesto Magalhães

RIO - Fradinhos em excesso, jardineiras colocadas sem critério por comerciantes ou moradores e placas de sinalização de ruas com erros de grafia estão com os dias contados no Centro do Rio. O bairro foi escolhido pela prefeitura para um projeto piloto de conservação da cidade que terá início em janeiro e não vai se limitar a reparar o que está quebrado ou desgastado. A proposta é racionalizar e padronizar o mobiliário urbano, respeitando as características urbanísticas, históricas e culturais de cada região, a exemplo do que já acontece hoje nas áreas do Rio Cidade. A ideia é estender o projeto para outros bairros, em data a ser decidida.




O programa é desenvolvido em conjunto entre a Secretaria municipal de Conservação (Seconcerva) e o Centro de Arquitetura e Urbanismo (CAU). Na Avenida Presidente Vargas, apenas no trecho no entorno da Igreja da Candelária (entre a Avenida Rio Branco e a Casa França Brasil), as calçadas contam com 338 fradinhos, de cinco modelos e tamanhos diferentes, feitos de concreto ou ferro. O novo padrão válido para a calçada será um fradinho de ferro, igual aos existentes nas ciclovias. A quantidade também foi considerada excessiva. Dos 338, 214 serão removidos e apenas 124, mantidos.

A proposta da secretaria é elogiada por especialistas. Mas o ex-presidente do Instituto de Arquitetos do Brasil (IAB) e superintendente do Iphan-RJ, Carlos Fernando de Andrade, sugere que as intervenções sejam mais amplas. Para isso, propõe que outros órgãos participem do programa, como as secretarias de Transportes e de Fazenda.

Confira a matéria na íntegra no Globo Digital (serviço exclusivo para assinantes)

domingo, 19 de dezembro de 2010

Parte do hospital da UFRJ, na Ilha do Fundão, é implodida

19/12/2010 - O Globo


RIO - A ala sul do Hospital Universitário Clementino Fraga Filho, da UFRJ, na Ilha do Fundão, foi implodida na manhã deste domingo. A construção, que jamais foi usada, sofreu um forte abalo estrutural e foi interditada pela Defesa Civil em junho. Segundo engenheiros, por causa do alto custo não valeria a pena fazer uma reforma ( Outras imagens da implosão ).Veja vídeo da implosão

A Linha Vermelha, uma das principais vias de acesso ao Rio, foi interditada por causa da implosão e só foi reaberta às 8h30. O hospital teve que encerrar no início do mês todas as suas atividades por causa da implosão. No mês passado, o atendimento de emergência do Hospital do Fundão já havia sido totalmente interrompido.

Todos os pacientes que estavam internados no hospital foram encaminhados para outras unidades credenciadas ao Sistema Único de Saúde (SUS). A previsão é que o hospital volte a receber pacientes no dia 10 de janeiro e que o funcionamento seja retomado plenamente até o início de fevereiro de 2011.

sexta-feira, 17 de dezembro de 2010

Municípios de Itaguaí e Maricá passam a integrar Região Metropolitana

17/12/2010 - O Globo

RIO - O mapa oficial do estado do Rio de Janeiro traz uma nova delimitação geográfica, com a inclusão dos municípios de Itaguaí e Maricá na Região Metropolitana. Além dessa alteração, o documento mostra ainda o traçado do Arco Metropolitano. O documento, lançado na quinta-feira junto com o Anuário Estatístico do estado de 2010 , foi elaborado pelo Centro de Estatísticas, Estudos e Pesquisas (Ceep), órgão ligado ao Centro Estadual de Estatísticas, Pesquisas e Formação de Servidores Públicos do Rio de Janeiro (Ceperj). A última edição do mapa oficial do Estado do Rio fora lançada em 2001.

Muitas mudanças ocorreram nos últimos nove anos. Os municípios de Itaguaí e Maricá voltaram a pertencer à Região Metropolitana em 2009. Com isso, o novo mapa apresenta a região da Baixada Litorânea com uma área menor, já que perdeu Maricá. O mesmo acontece na região da Costa Verde, que também acabou reduzida com a saída do município de Itaguaí da área.

O novo mapa identifica ainda o traçado do Arco Metropolitano, considerado estratégico para a economia fluminense. Quando for concluído, terá 145 km de extensão, ligando o município de Itaboraí ao Porto de Itaguaí, passando por mais seis municípios. As obras, iniciadas em 2008, têm recursos do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC).

Jorge Roberto anuncia nova ponte Rio-Niterói

16/12/2010 - São Gonçalo Online

Niterói poderá ter mais uma ponte ligando a cidade ao Rio de Janeiro. A novidade foi anunciada, na manhã de ontem, pelo prefeito de Niterói, Jorge Roberto Silveira (PDT). A ligação será feita entre Gragoatá e Aterro do Flamengo. Os detalhes ainda serão firmados em reunião ainda este mês. O que já está acertado é a construção de um novo terminal rodoviário. O anúncio foi feito durante as comemorações do 103º aniversário do arquiteto Oscar Niemeyer, que inaugurou mais uma obra sua na cidade.

Após 36 anos da inauguração da Ponte Rio-Niterói, a prefeitura de Niterói, o Governo do Estado e prefeitura do Rio vão firmar parceria para construção de uma nova ligação entre os municípios. O prefeito Jorge Roberto disse que a construção poderá ser uma das alternativas para desafogar o trânsito no percurso do Rio e Niterói. O projeto, que ainda não foi apresentado oficialmente, tem previsão para ser apresentado em janeiro. Valores e estimativa do tempo para que o novo trajeto fique pronto deverão ser divulgados assim que a reunião acontecer. Jorge Roberto disse estar entusiasmado com a nova alternativa para o tráfego.
“É interessante este traçado, ele é curto. São 3 km, e é aonde Dom Pedro queria fazer um túnel. O governador anunciará a obra”, disse o prefeito.

Este não é o primeiro projeto para desafogar o trânsito e facilitar a vida dos trabalhadores que têm que cruzar a Baía de Guanabara. Diferentes estudos de viabilidade já foram elaborados. Um deles seria a construção de um túnel sob as águas ligando o Rio e Niterói como um complemento da Linha 3 do Metrô.

Em 2002, a então governadora Benedita da Silva lançou a pedra fundamental para a construção do túnel. Sem outra alternativa, os usuários ainda vêem nas embarcações a melhor forma de cruzar as duas cidades. Atualmente, a Concessionária Barcas S.A detém o monopólio na Travessia Rio-Niterói e é responsável pelo transporte diário de 100 mil pessoas.

Terminal – Além de anunciar a construção de uma nova ponte, Jorge Roberto também informou que construirá um novo terminal rodoviário que terá ligação com a Estação das Barcas e futura Linha 3 do Metrô. 
“O terminal João Goulart já está saturado. Nós temos que arrumar outra solução. Além de saturado, a arquitetura dele é conflitante com as obras de Oscar Niemeyer. Será uma obra rápida e já estamos abrindo licitação”, disse. 

Este empreendimento já está com a verba liberada – 60% dos recursos vieram do Ministério do Turismo e os outros 40% do Governo do Estado. 
“Não houve recursos da prefeitura, mas as parcerias viabilizaram a construção desta torre que terá, também, um restaurante em sua cúpula”, disse o prefeito.

Jorge Roberto ainda tem outros projetos para serem colocados em prática, como a revitalização do Centro da cidade. A Avenida Rio Branco, por exemplo, receberá mais uma pista. 
“Precisamos dar vida ao Centro. Queremos devolver o prazer da população em morar aqui. O Centro precisa de vida”, afirmou. 

Depois de terminar 2010 reconstruindo a cidade, 2011 promete ser o ano da virada para Niterói.
“Vou trabalhar para recuperar a auto estima do povo niteroiense e o Carnaval virá para recuperar o sorriso, devolver a felicidade ao povo de Niterói”, prometeu.

quinta-feira, 16 de dezembro de 2010

Aluguel sobe no Rio

16/12/2010 - Meia Hora

Preços pedidos estão até acima do dobro em comparação com o fim do ano passado

Quem procura imóveis para alugar no Rio está encontrando preços até acima do dobro do que era pedido no fim do ano passado. Dependendo da opção do locatário, a elevação chega a 126,2%. É o que aponta pesquisa do Sindicato da Habitação do Rio (Secovi-Rio). Em média, os aluguéis na cidade subiram 45% este ano.

As maiores valorizações ocorreram em Botafogo e na Tijuca. Os dois bairros tiveram o impacto da instalação de UPPs. Nas ruas próximas a favelas, houve recuperação do valor de mercado. Mas especialistas afirmam também que a elevação na cidade é quase generalizada por causa do aquecimento da procura por casas.

A representante de vendas Thabata Amorim, 21 anos, já se casou, mas ainda não conseguiu encontrar um apartamento. Procura um lugar para morar com o marido, Marcus Vinícius, desde o iní-cio do ano. "Os preços estão altos e a procura é tanta que as imobiliárias não têm nem interesse em nos tratar bem. A fila é sempre grande", conta ela, que procura apartamento na Tijuca e Méier.

Segundo o vice-presidente de Locações do Secovi-Rio, Antonio Paulo Monnerat, a interrupção nas construções, com a crise de 2008, reduziu as entregas de novas unidades na cidade, o que estaria se refletindo na alta dos aluguéis. Segundo ele, como o ritmo da construção civil está intenso, a partir do ano que vem, quando as entregas vão se dar, deve haver estabilização. "A tendência é de equilíbrio. Não acredito que esteja havendo especulação", diz.

O diretor de Locações da Abadi, Carlos Samuel Freitas, explica que o aumento dos salários também tem influenciado os preços. As melhores condições de renda levam os cariocas a buscarem bairros mais cobiçados.



quarta-feira, 15 de dezembro de 2010

Prefeitura de Niterói inaugura nesta quarta-feira prédio de fundação que exibirá o acervo de Oscar Niemeyer

15/12/2010 - O Globo - Paulo Roberto Araújo



RIO - O arquiteto Oscar Niemeyer vai ganhar um presente de Niterói, nesta quarta-feira, dia em que completa 103 anos. O prédio da Fundação Oscar Niemeyer, projetado por ele mesmo, será inaugurado pelo prefeito Jorge Roberto Silveira, no Caminho Niemeyer. Com 1.600 metros quadrados, a construção tem o formato de um caracol. Todo o acervo do arquiteto, como esculturas, projetos, maquetes e outros trabalhos realizados ao longo de mais de 70 anos, ficará exposto no local.

Antigo sonho de Niemeyer, o novo prédio integra o conjunto arquitetônico do Caminho Niemeyer, uma homenagem da cidade ao mais famoso arquiteto brasileiro. A construção fica sobre um espelho d'água, com 1.500 metros quadrados. A obra custou R$ 10 milhões, e os recursos foram liberados pelo Ministério do Turismo, com apoio da concessionária Barcas S.A.

O prédio da fundação é a sexta obra do arquiteto a ser inaugurada no Caminho Niemeyer. A primeira foi o Museu de Arte Contemporânea (MAC). Depois vieram a Praça JK e o terminal das barcas de Charitas. Na mesma região, estão sendo concluídas as reformas do Teatro Popular e do Memorial Roberto Silveira.

O sociólogo português Esaú Dinis se antecipou à inauguração e foi a Niterói nesta terça-feira fotografar o prédio:

- Sou de Açores. Meu avô migrou para o Brasil no século XIX, se fixou em Niterói e só voltou aos Açores em 1911. Sou um antigo admirador das obras de Niemeyer e sempre quis vê-las de perto - disse o turista.

Durante a inauguração, será distribuída a nova edição da revista "Nosso Caminho". A publicação trimestral sobre arte e cultura, que tem Oscar Niemeyer como diretor, foi criada nos moldes da "Módulo", idealizada em 1955 pelo arquiteto, extinta durante a ditadura e que voltou a circular entre 1975 e 1989.

Presidente do Grupo Executivo do Caminho Niemeyer, Selmo Treiger afirmou que o complexo levará à revitalização do Centro, atraindo turistas e aquecendo a economia do município. Ele acrescentou que o investimento do Ministério do Turismo é uma verba "carimbada", que tem que ser aplicada no turismo. Caso a prefeitura não faça tal investimento, os recursos terão que ser devolvidos - não poderão ser aplicados em outro tipo de obra.

terça-feira, 14 de dezembro de 2010

Eu ajudei a destruir o Rio de Janeiro

01/12/2010 -  Postado por Marco Antônio Nogueira

Amigos,

Eis em outras palavras o que venho dizendo com certa ironia sobre o cinismo de muita gente (intelectuais, artistas, executivos e outros) em querer aparecer na caça aos traficantes do Rio. E por que não responsabilizar o ex-Ministro Márcio Thomas Bastos por ter patrocinado a alteração do Código Penal no que se refere a descriminalização do usuário.

Faço o destaque:
"Qualquer mentecapto sabe que não pode persistir um sistema jurídico em que é proibida e reprimida a produção e venda da droga, porém seu consumo é, digamos assim, tolerado."

Marco Nogueira


"Eu ajudei a destruir o Rio de Janeiro" 
por Sylvio Guedes - Jornal de Brasília

Sylvio Guedes, editor-chefe do Jornal de Brasília, critica o "cinismo" dos jornalistas, artistas e intelectuais ao defenderem o fim do poder paralelo dos chefes do tráfico de drogas. Guedes desafia a todos que "tanto se drogaram nas últimas décadas que venham a público assumir:

EU AJUDEI A DESTRUIR O RIO

Leia o artigo na íntegra:

É irônico que a classe artística e a categoria dos jornalistas estejam agora na, por assim dizer, vanguarda da atual campanha contra a violência enfrentada pelo Rio de Janeiro. Essa postura é produto do absoluto cinismo de muitas das pessoas e instituições que vemos participando de atos, fazendo declarações e defendendo o fim do poder paralelo dos chefões do tráfico de drogas.

Quando a cocaína começou a se infiltrar de fato no Rio de Janeiro, lá pelo fim da década de 70, entrou pela porta da frente.

Pela classe média, pelas festinhas de embalo da Zona Sul, pelas danceterias, pelos barzinhos de Ipanema e Leblon.

Invadiu e se instalou nas redações de jornais e nas emissoras de TV, sob o silêncio comprometedor de suas
chefias e diretorias.

Quanto mais glamuroso o ambiente, quanto mais supostamente
intelectualizado o grupo, mais você podia encontrar gente cheirando carreiras e carreiras do pó branco.

Em uma espúria relação de cumplicidade, imprensa e classe artística (que tanto se orgulham de
serem, ambas, formadoras de opinião) de fato contribuíram enormemente para que o consumo das drogas, em especial da cocaína, se disseminasse no seio da sociedade carioca - e brasileira, por extensão.

Achavam o máximo; era, como se costumava dizer, um barato.

Festa sem cocaína era festa careta.

As pessoas curtiam a comodidade proporcionada pelos fornecedores: entregavam a droga em casa, sem a
necessidade de inconvenientes viagens ao decaído mundo dos morros, vizinhos aos edifícios ricos do asfalto.

Nem é preciso detalhar como essa simples relação econômica de mercado terminou. Onde há demanda, deve haver a necessária oferta. E assim, com tanta gente endinheirada disposta a cheirar ou injetar sua dose diária de cocaína, os pés-de-chinelo das favelas viraram barões das drogas.

Há farta literatura mostrando como as conexões dos meliantes rastacuera, que só fumavam um baseado aqui e acolá, se tornaram senhores de um império, tomaram de assalto a mais linda cidade do país e agora cortam cabeças de quem ousa lhes cruzar o caminho e as exibem em bandejas, certos da impunidade.

Qualquer mentecapto sabe que não pode persistir um sistema jurídico em que é proibida e reprimida a produção e venda da droga, porém seu consumo é, digamos assim, tolerado.

São doentes os que consomem. Não sabem o que fazem. Não têm controle sobre seus atos. Destroem famílias, arrasam lares, destroçam futuros.

Que a mídia, os artistas e os intelectuais que tanto se drogaram nas três últimas décadas venham a público assumir:

"Eu ajudei a destruir o Rio de Janeiro."
Façam um adesivo e preguem no vidro de seus Audis, BMWs e Mercedes.

sexta-feira, 10 de dezembro de 2010

Prefeitura carioca começa obras do Museu do Amanhã

02/12/2010 - Portal 2014

Projeto, que faz parte do Porto Maravilha, deverá ficar pronto em 2012

A prefeitura do Rio de Janeiro iniciou na última quarta-feira (1º/12) as obras do Museu do Amanhã. O projeto faz parte do Porto Maravilha, que irá revitalizar a Zona Portuária da cidade.

Projetado pelo arquiteto espanhol Santiago Calatrava, o museu terá 12,5 mil m2 de área, sendo que 6 mil m2serão reservados a exposições. De acordo com a prefeitura, o museu será construído de forma sustentável, utilizando recursos naturais do local, como a água da Baía de Guanabara.

A primeira fase do projeto, que terá gastos previstos de R$ 22 milhões, será de reforço estrutural do Píer Mauá, onde serão implantadas cerca de mil estacas que irão possibilitar a execução das fundações do museu. A segunda etapa será de construção do museu e urbanização do entorno. Segundo a prefeitura, a previsão do orçamento total da obra será de cerca de R$ 130 milhões. 

O projeto é uma parceria da prefeitura com a Fundação Roberto Marinho. O Museu do Amanhã, informa a prefeitura, vai unir tecnologia, ciência e conhecimento, através de um diálogo com o futuro e o meio ambiente. A ideia dos organizadores é de que a inauguração do museu ocorra durante a Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável, a Rio +20, em 2012.

Perspectiva do Museu do Amanhã, implantado em área da zona portuária (crédito: Divulgação)

Prefeitura dá início ao Parque Cidade do Rock, que fica pronto até setembro

10/12/2010 - O Globo - Luiz Ernesto Magalhães

O prefeito do Rio, Eduardo Paes, deu início nesta sexta-feira às obras para a construção do Parque Olímpico Cidade do Rock, na Avenida Salvador Allende, às margens da Lagoa de Jacarepaguá, na Barra da Tijuca. A área, que será um novo espaço de eventos da cidade administrado pela Riotur, será inaugurada em setembro do ano que vem, com a primeira de três edições do festival Rock In Rio que serão realizadas na cidade antes dos Jogos Olímpicos de 2016 - as edições do festival acontecerão em 2011, 2013 e 2015. Durante as Olimpíadas, o espaço será usado como área de lazer para os atletas. Nos períodos em que não houver eventos, os 250 mil metros quadrados vão funcionar como parque público, com quadras esportivas, ciclovia, equipamentos de ginástica para a população.

O Rock In Rio de 2011 será realizado nos dias 23, 24, 25 e 30 de setembro; e 1º e 2 de outubro. A vice-presidente da organização, Roberta Medina, contou que quase todos os 100 mil ingressos do primeiro lote liberado para o público (R$ 190 inteira e R$ 95 meia) desde o dia 19 de novembro já foram vendidos. A programação completa ainda não foi fechada, mas a expectativa é que mais de 100 bandas se apresentem no evento nos três palcos que serão instalados. Entre as que bandas já confirmadas estão Metallica, Motörhead, Sepultura, Red Hot Chili Peppers e Capital Inicial, entre outras.

- Por enquanto estamos oferecendo ingressos apenas para o público brasileiro. Observamos que neste momento, 60% dos compradores são de outros estados, porque é um público que deseja se programar com antecedência - explicou a empresária.

A capacidade total de público é de 600 mil pessoas em todo o evento (100 mil por dia). Sem entrar em detalhes, Roberta disse que estão sendo planejados com os patrocinadores vários eventos para promover o festival e incentivar a venda dos ingressos. O Rock In Rio 2011 será a décima edição do festival. Das nove edições já realizadas três foram no Rio (1985, 1991 e 2000). Os outros festivais aconteceram em Lisboa (quatro) e Madri (dois).

A previsão da Secretaria municipal de Obras é de que os serviços sejam concluídos até junho. As obras incluem a construção de uma espécie de miniacademia, ciclovia e um mirante na Lagoa de Jacarepaguá. A prefeitura também ficará responsável por implantar as redes de água, esgoto e telecomunicações. O investimento total do município chega a R$ 43,8 milhões (sendo R$ 37 milhões das obras e R$ 6,8 milhões pela compra da área, que foi desapropriada.

Prefeitura e construtora assinam contrato para iniciar obras da Vila Olímpica com um ano e meio de antecedência

10/12/2010 - O Globo 

RIO - As primeiras obras de infraestrutura para a construção da futura Vila Olímpica na Avenida Salvador Allende (Barra da Tijuca), local de hospedagem dos atletas que competirão nos Jogos Olímpicos de 2016 estão começando este mês, quase um ano e meio antes do cronograma original entregue ao Comitê Olímpico Internacional (COI) no dossiê da candidatura. Nesta quinta-feira, o prefeito Eduardo Paes e o empresário Carlos Carvalho, da construtora Carvalho Hosken, proprietária do terreno, assinaram um termo de compromisso que fixa as obrigações dos setores público e privado no projeto.

- O importante nesta fase de preparativos para os Jogos Olímpicos de 2016 é começar com antecedência os projetos que exigem mais investimentos, por demorarem mais para ficarem prontos, evitando atrasos no fim. Isto está sendo feito também com os BRTs (corredores de ônibus que usarão veículos articulados). As obras do BRT Transoeste (Campo Grande-Jardim Oceânico) já começaram. E, a partir de janeiro, daremos início ao BRT Transcarioca (Barra-Penha-Aeroporto Tom Jobim) - disse Paes.Custo do total da vila deve chegar a R$ 1 bilhão

A vila terá 34 edifícios de doze andares com 2.448 apartamentos de três e quatro quartos, que serão transformados num condomínio residencial após o evento. O custo do projeto, que terá 1,8 milhão de metros quadrados construídos, deve chegar a R$ 1 bilhão, segundo estimativas do empresário Carlos Carvalho. O empresário disse que ainda não fechou o contrato de financiamento do projeto. O mais provável, como previsto no caderno de encargos entregue ao COI, é que o dinheiro seja emprestado pela Caixa Econômica Federal (CEF). Carvalho estima que um apartamento na futura vila não sairia hoje por menos de R$ 400 mil.Empreiteira ficará isenta de taxas para concluir o projeto

O secretário municipal de Desenvolvimento Econômico, Felipe Goes, explicou que o acordo com a construtora prevê a oferta de uma série de contrapartidas da prefeitura para que todas as obras sejam concluídas até 31 de dezembro de 2015. A construtora será isenta, por exemplo, do pagamento de uma taxa à prefeitura, conhecida como outorga onerosa, para construir acima de um limite mínimo estabelecida pelo município. Pela legislação que disciplina desde o ano passado as construções na chamada região das Vargens (bairros de Vargem Grande, Vargem Pequena e Camorim), Carlos Carvalho só poderia construir 1,2 milhão de metros quadrados sem pagar a taxa. E não 1,8 milhão de metros quadrados previsto no projeto.

A prefeitura também se compromete a melhorar a urbanização do entorno e implantar um BRT ligando a Barra a Deodoro, previsto no dossiê entregue ao COI. O presidente do Comitê Rio 2016, Carlos Arthur Nuzman, disse que o gerente de Vilas do COI, Toshio Tsurunaga, visitou esta semana o canteiro de obras e ficou entusiasmado:

- Ele disse que será a mais bela vila da história dos Jogos. Vale lembrar que, em nenhuma edição do evento, a vila começou a ser erguida com tanta antecedência.

domingo, 28 de novembro de 2010

Após retomada da Vila Cruzeiro pela polícia, prefeitura do Rio anuncia megaprojeto para Penha

27/11/2010 - O Globo - Ruben Berta

RIO - Depois de se tornar um símbolo da retomada, pelo estado , de um território dominado por traficantes, o complexo de favelas da Penha, onde está localizada a comunidade da Vila Cruzeiro, será contemplado com um megaprojeto de intervenção urbanística e social da prefeitura. Esta semana, a Secretaria municipal de Habitação iniciará o processo de licitação da versão do programa Morar Carioca para a região. Será a maior já planejada até agora, com previsão de investimentos de R$ 400 milhões. A primeira intervenção, orçada em R$ 144,2 milhões, acontecerá numa área de 317 mil metros quadrados, conhecida como Parque Proletário da Penha, e começará em cerca de dois meses.

Conheça o projeto


Locais que ganharam projeção nos últimos dias por causa da retomada da Vila Cruzeiro pelo estado estão entre aqueles que receberão intervenções da prefeitura já na primeira fase do Morar Carioca na região. Ao longo da Avenida Nossa Senhora da Penha - por onde a polícia invadiu o complexo, com o apoio de blindados da Marinha -, serão construídos um mercado popular, com 47 lojas e dois quiosques, e uma Praça do Conhecimento (espaço voltado para a inclusão digital, com lan house pública, cinema e cursos de capacitação). A área atualmente é tomada por ambulantes e lojas degradadas.

Secretário acena com área para UPP

Outro ponto emblemático de intervenção será a região próxima à estrada onde traficantes foram flagrados fugindo durante a ação da polícia. Essa área, que liga os complexos do Alemão e da Penha, ganhará uma Clínica da Família, unidades habitacionais e um campo de futebol reformado, além de um Espaço de Desenvolvimento Infantil (EDI), para crianças de 3 meses a 5 anos e meio de idade. Em parceria com a Secretaria municipal do Meio Ambiente, também há um projeto para a implantação do Parque Municipal da Serra da Misericórdia.

O secretário municipal de Habitação, Jorge Bittar, destacou a importância dos investimentos sociais em conjunto com a presença da polícia na comunidade. Ele afirmou ainda que, se houver um pedido do estado, há possibilidade de se reservar um espaço no projeto urbanístico para a construção de uma Unidade de Polícia Pacificadora (UPP).

- O trabalho de pacificação da polícia só se consolida se você tiver investimentos sociais importantes nessas comunidades, com equipamentos de infraestrutura, saúde, lazer e educação. A nossa ideia é uma ocupação social que caminhe ao lado da política de segurança - comentou o secretário.

Só na primeira fase do Morar Carioca na região, no Parque Proletário da Penha, serão construídos ou reformados 14 quilômetros de vias para veículos. Outros 29 quilômetros de vias para pedestres também passarão por reforma, e receberão 808 pontos de iluminação pública.

A área contemplada na primeira etapa tem 310,7 mil metros quadrados, com 3.240 domicílios. A licitação deve ser concluída até o fim de janeiro do ano que vem. O prazo para a conclusão das obras é de 1.080 dias. Estão previstos a construção de sete praças (incluindo a Praça Central) e o reassentamento de 322 famílias. Quatro prédios com 62 unidades, sendo 16 lojas e o restante de apartamentos, serão construídos com recursos da prefeitura. Além dos R$ 144,2 milhões de recursos próprios do município, há R$ 8,1 milhões do governo federal previstos, do programa Minha Casa, Minha Vida. No local próximo a um Ciep, serão construídas 160 unidades com esses recursos para auxiliar no reassentamento de famílias.

A área total de intervenção tem cerca de 900 mil metros quadrados e, além do Parque Proletário da Penha, inclui Vila Cruzeiro e Vila Cascatinha. O investimento global, de R$ 400 milhões, prevê, por exemplo, pavimentação de todas as ruas, rede de água, esgoto, drenagem e iluminação pública. De acordo com Jorge Bittar, as duas próximas etapas de obras serão licitadas no primeiro semestre do ano que vem e já há recursos garantidos do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID).

A licitação para o projeto do Parque Proletário da Penha segue a cronologia já estipulada pela prefeitura antes da intervenção da polícia na região. Os trabalhos de elaboração da versão local do Morar Carioca duraram cerca de três meses. Também nas próximas semanas, deve ser lançado o edital para outro projeto, voltado para o complexo de favelas do Lins de Vasconcelos.

Atualmente, o Morar Carioca já tem licitação em andamento para projetos nas comunidades do Chapadão (Zona Norte); Pedreira (Zona Norte); Providência (Centro); e Babilônia e Chapéu Mangueira (Zona Sul). Já começaram as obras no Morro São José Operário (Madureira); Coroa; Vila Amizade (Tomás Coelho); Colônia Juliano Moreira e complexos de Manguinhos e do Alemão. São R$ 2 bilhões em investimentos nessas favelas.

O Morar Carioca tem a ambição de, em dez anos, urbanizar todas as favelas do Rio, com o apoio do Minha Casa, Minha Vida. O projeto prevê investimentos de R$ 9 bilhões, divididos entre prefeitura, BID e União.

No dia 2 de dezembro, a Secretaria de Habitação receberá as primeiras propostas de projetos de escritórios de arquitetura para intervenções em mais 40 favelas, numa parceria com o Instituto de Arquitetos do Brasil (IAB). Uma favela contemplada recentemente com um projeto do Morar Carioca foi a Mangueira. Segundo Bittar, já há recursos garantidos para as obras do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) 2.



sexta-feira, 26 de novembro de 2010

Prefeito assina contrato da Parceria Público Privada responsável pelas obras de Revitalização do Porto

GABINETE DO PREFEITO

COMUNICADO

Prefeito assina contrato da Parceria Público Privada responsável pelas obras de Revitalização do Porto

A maior PPP do Brasil, no valor de R$ 7,6 bilhões, vai administrar o Porto Maravilha por 15 anos e já começa as obras no início de 2011

O prefeito do Rio assina nesta sexta-feira o contrato com o Consórcio Porto Novo para o início das obras da 2ª fase do Porto Maravilha, de Revitalização da Zona Portuária da cidade. O consórcio foi o vencedor da licitação, concluída em outubro, que estabeleceu a maior Parceria Público Privada do País. O Porto Novo será o responsável por todas as obras da 2ª fase do Porto Maravilha - incluindo a demolição do Elevado da Perimetral - e pela prestação de serviços para esta região por 15 anos, no valor total de R$ 7,6 bilhões. Todo o investimento nesta etapa de revitalização da área será custeado pela venda dos Cepacs (Certificados de Potencial Adicional Construtivo). A operação vai permitir que todas as obras sejam realizadas sem gasto público.

Na segunda fase das intervenções do Porto Maravilha, serão 70km de vias construídas e reurbanizadas, além da implantação de redes de infraestrutura urbana com serviços de pavimentação, drenagem, sinalização, iluminação e arborização. Está prevista também a recuperação do sistema de água e esgoto. Haverá ainda a construção de 17km de ciclovias. Entre as principais obras desta segunda fase, estão a construção do Binário do Porto (via de mão dupla paralela à Avenida Rodrigues Alves), a demolição do Elevado da Perimetral - no trecho entre a Praça Mauá e a Avenida Francisco Bicalho - e e a criação do túnel que vai da Praça Mauá ao Armazém 5 da Rodrigues Alves. Além disso, será feita a ampliação do túnel ferroviário sob o Morro da Providência para receber o tráfego de automóveis.

Entre os serviços que ficarão sob responsabilidade do consórcio pelo período de 15 anos, estão a conservação e manutenção de vias públicas e monumentos históricos, iluminação pública, limpeza urbana e coleta de lixo domiciliar.

quinta-feira, 28 de outubro de 2010

Vencedor da segunda fase do projeto Porto Maravilha é anunciado

27/10/2010 - Portal 2014

Consórcio formado por Odebrecht, OAS e Carioca levou PPP de R$ 7,3 bilhões

Segunda fase do Porto Maravilha vai custar R$ 7,3 bilhões (crédito: Divulgação)
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O consórcio Porto Novo, formado pelas empresas Odebrecht, OAS e Carioca Engenharia, foi o vencedor da primeira Parceria Público-Privada (PPP) do Rio de Janeiro, para intervenções na segunda fase do Projeto Porto Maravilha, que pretende revitalizar a zona portuária carioca. O resultado foi anundiado ontem (26).

Uma nova avenida, chamada Binário, será construída em janeiro de 2011 em obra que levará dois anos para ser concluída. A prefeitura espera que todas as obras viárias e de infraestrutura fiquem prontas até a Olimpíada de 2016, já que o porto receberá vilas de mídia e dos árbitros, além de outras instalações.

Com valor da PPP estipulado em R$ 7,3 bilhões por 15 anos de concessão, o consórcio ficará responsável por reurbanizar ruas, calçadas, além do Morro do Pinto, próximo a área, instalar redes de esgoto, água, telefonia entre outros serviços. A assinatura do contrato será feita na última semana de novembro.

Ipanema por volta de 1960


Cartão Postal

Rodoviária do Rio de Janeiro na década de 1950

Terminal Rodoviário Mariano Procópio








http://www.skyscrapercity.com/showthread.php?t=921668&page=5

Prefeitura do Rio comprará terreno do Gasômetro

27/10/2010 - O Globo - Isabela Bastos

POTENCIAL CONSTRUTIVO

RIO - Considerado pela prefeitura o terreno com maior potencial construtivo da Zona Portuária, onde a legislação aprovada pela Câmara de Vereadores este ano permite prédios de até 50 andares, o Gasômetro será comprado pelo município . Com 116 mil metros quadrados, a área na Avenida Francisco Bicalho pertence à União, mas está cedida ao governo estadual e é usada atualmente pela CEG. Outro terreno do governo federal que entrou na mira da prefeitura é o que abriga uma série de antigos prédios da Companhia Docas às margens da Francisco Bicalho, com cerca de 55 mil metros quadrados. O lote hoje tem vários prédios abandonados e pelo menos um deles invadido por famílias. Parte do terreno é ocupada pela quadra da campeã do Grupo Especial do carnaval deste ano, a Unidos da Tijuca. A desocupação desses espaços será negociada, segundo a prefeitura.

Um dos prédios está ocupado por 75 famílias

As duas áreas foram alvo de uma reunião entre o prefeito Eduardo Paes e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que deu o aval para o começo das negociações em torno dos valores do negócio. A prefeitura já havia acertado a aquisição de outros dois terrenos da União na Zona Portuária: a área batizada de Praia Formosa, com 116 mil metros quadrados, nas imediações da Francisco Bicalho, e o Pátio da Marítima, com cerca de 24 mil metros quadrados, vizinho à Cidade do Samba, na Gamboa.

As áreas interessam à prefeitura para capitalizar a Companhia de Desenvolvimento do Porto (Cdurp), que vai leiloar os terrenos no futuro. Segundo o presidente da Cdurp, Jorge Arraes, para comprar o terreno do Gasômetro, a prefeitura, o governo estadual e a União terão que encontrar uma solução jurídica que permita ao estado abrir mão da concessão que detém da área. Já o terreno da Docas demanda negociações com eventuais ocupantes e o reassentamento das famílias. Um dos prédios da companhia é hoje moradia de 75 famílias, que batizaram o local de Quilombo das Guerreiras.

- A CEG precisa de parte da área do Gasômetro, onde ainda mantém uma unidade operacional que controla o ramal de distribuição de gás do Centro e da Zona Sul. Isso deverá ser mantido, mas todo o restante do terreno não está sendo usado - explica Jorge Arraes.

De acordo com o presidente da Cdurp, ainda não há uma estimativa de valores que a prefeitura terá que desembolsar pelos terrenos. Pelas áreas da Praia Formosa e do Pátio da Marítima, o município deverá pagar R$ 33 milhões, numa avaliação feita pela Caixa Econômica Federal. O banco ficará responsável pela avaliação do Gasômetro e do terreno da Docas.

O interesse pelo Gasômetro e pelo terreno da Docas se traduz em números. Com a aprovação da legislação urbanística da Zona Portuária, no primeiro semestre deste ano, essas áreas ganharam os maiores potenciais construtivos da região (50 andares). Somente o Gasômetro, segundo a Cdurp, tem um potencial construtivo de um milhão de metros quadrados.

- Juntos, os quatro terrenos da União na área nos quais a prefeitura tem interesse concentram 70% de todo o potencial construtivo que a legislação aprovada criou na Zona Portuária - diz Jorge Arraes.

Ainda de acordo com o presidente da Cdurp, todas as ocupações irregulares em imóveis do Porto serão mapeadas pela Fundação Euclides da Cunha. A prefeitura quer saber quantas são as famílias morando em terrenos da área. A estimativa é que cerca de 500 mantenham moradia irregular na região. A intenção é que todas sejam reassentadas em projetos habitacionais na própria Zona Portuária.

Congresso ainda precisa referendar MP de Lula

Um dos terrenos em negociação com a Secretaria de Patrimônio da União (SPU), o de Praia Formosa, deverá abrigar, junto com a área da Usina de Asfalto da prefeitura (na Francisco Bicalho), parte das instalações das Olimpíadas de 2016, como as vilas de mídia e dos árbitros e o centro de mídia não credenciada. Os projetos arquitetônicos serão escolhidos por um concurso público, a ser promovido pelo Instituto dos Arquitetos do Brasil (IAB) e que será lançado numa cerimônia na próxima semana.

A compra dos terrenos da União pela prefeitura, contudo, terá que vencer outros entraves jurídicos. A negociação em torno dessas áreas foi facilitada por uma medida provisória editada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva. No entanto, a negociação ainda precisa ser referendada pelo Congresso Nacional. A MP precisou ser prorrogada há duas semanas por Lula, porque seu prazo de 120 dias de validade já havia expirado sem que os parlamentares tenham votado a matéria.

O terreno do Gasômetro seria revendido ao mercado imobiliário para virar um grande bairro residencial. A área está sendo subutilizada desde que a CEG concluiu, em 2007, a conversão dos imóveis do Rio de gás manufaturado para gás natural. Hoje, apenas um tanque é mantido "inflado", mas como referência à história da região. O presidente da CEG, Bruno Armbrust, chegou a estimar, em agosto, que, para funcionar, a empresa só precisaria hoje de 30 mil metros quadrados.

quarta-feira, 27 de outubro de 2010

Brasil finaliza orçamento para Olimpíadas e recebe dicas de Tony Blair

27/10/2010 - Agência Brasil

O governo brasileiro deve apresentar em dezembro ao Comitê Olímpico Internacional (COI) a revisão final da proposta orçamentária das Olimpíadas de 2016, no Rio de Janeiro. Pela previsão inicial, deverão ser gastos R$ 28 bilhões. Esse valor incui, além das obras específicas para a competição esportiva, melhorias na infraestrutura da cidade, como a reforma do Aeroporto Internacional Tom Jobim-Galeão, urbanização de favelas e obras de saneamento básico.

A informação foi dada pelo ministro do Esporte, Orlando Silva, após participar do encontro As Oportunidades e Desafios do País na Organização da Copa do Mundo de Futebol em 2014 e dos Jogos Olímpicos no Rio de Janeiro em 2016, promovido pelo Grupo de Líderes Empresariais (Lide), com a presença do ex-primeiro ministro britânico Tony Blair.

Silva comparou o momento vivido pelo Brasil ao que experimentou Tony Blair na preparação da Inglaterra para os Jogos Olímpicos de 2012. O ministro do Esporte não esperou a palestra de Blair, mas disse que, em encontro que teve com o ex-primeiro ministro, em Londres, ouviu recomendações “interessantes”.

“Ele deu boas dicas e nos disse: tenham paciência e se preocupem com a preparação de legados para o país, com a organização prévia para que, quando as obras começarem, vocês tenham um rumo claro a perseguir. Foi uma lição breve que ele deu lá em Londres”, revelou o ministro brasileiro.

No encontro na capital paulista, Blair disse que a parceria de empresas públicas e privadas nos investimentos é essencial e que os projetos devem levar em conta os efeitos no longo prazo, “não apenas nas três semanas de jogos”. Entre as áreas citadas, apontou a de transporte como uma das prioridades, pois o investimento acaba servindo às comunidades, passado o período das Olimpíadas.

Ele também defendeu maior acesso da população de baixa renda aos esportes de elite como tênis, por exemplo, e salientou que as competições são um meio de aproximação entre pessoas de diferentes credos religiosos e de classes sociais. De acordo com ex-primeiro ministro britânico, os gastos previstos inicialmente nunca se confirmam. “Estaria surpreso se o orçamento final ficasse igual ao valor inicialmente projetado”.

Túneis Zuzu Angel e Acústico entrarão em reforma em dezembro por seis meses

25/10/2010 - O Globo - Isabela Bastos

R$ 12 MILHÕES

RIO - Com um fluxo de 90 mil veículos por dia, paredes cheias de infiltrações e escurecidas pela fuligem e asfalto em precárias condições, os túneis Zuzu Angel e Acústico, que ligam a Gávea a São Conrado, entram em reforma em dezembro. Segundo o secretário municipal de Conservação e Serviços Públicos, Carlos Roberto Osorio, as obras - orçadas em aproximadamente R$ 12 milhões - serão divididas em duas etapas e deverão durar seis meses. Para não atrapalhar o trânsito, os trabalhos se concentrarão no horário da madrugada - da meia-noite às 5h - quando os túneis costumam ser fechados para manutenção.

De acordo com o secretário, numa primeira etapa, a reforma se concentrará na limpeza e recuperação das paredes e dos tetos dos túneis. Para retirar a grossa camada de fuligem que recobre as abóbodas das galerias, serão usados jatos de areia. As infiltrações serão então corrigidas e os trechos em pior estado receberão reforço estrutural. Uma nova pintura, feita em cimento com camada de impermeabilizante, será aplicada por fim nas paredes, para facilitar a manutenção no futuro.

- Testamos cinco produtos nos últimos quatro meses, num pequeno trecho do Zuzu Angel, para chegarmos a uma cobertura que garantisse uma limpeza mais fácil das abóbadas após às obras. A pintura servirá não apenas para clarear os túneis, mas para corrigir imperfeições. Hoje, a faxina é comprometida porque a fuligem está muito aderida às paredes - explica Osorio.

A segunda etapa das obras consistirá na troca do asfalto dos túneis e na implantação de nova sinalização horizontal. Olhos de gato serão instalados no chão e nas paredes, com objetivo de tornar mais segura a circulação pelas galerias. As lâmpadas que hoje iluminam pouca coisa, por conta do estado precário dos túneis, também serão trocadas.

Trabalho será suspenso durante os fins de semana

Para minimizar o impacto no trânsito entre a Barra e a Zona Sul durante as obras, a Secretaria municipal de Conservação e Serviços Públicos pretende adotar o esquema que a CET-Rio já usa na manutenção dos túneis, quando as galerias são fechadas sempre um sentido de cada vez. Osorio disse ainda que os finais de semana, quando o tráfego entre essas duas regiões da cidade fica maior, serão evitados.

- O período de seis meses de obras é maior que o necessário para concluir os trabalhos, exatamente para permitir que a companhia de tráfego possa determinar os melhores dias de interdição. É uma zona de conforto - afirma Osorio.

A reforma do Zuzu Angel e do Túnel Acústico será alvo de duas licitações. A primeira, relativa à limpeza das paredes e troca do asfalto, orçada em cerca de R$ 8 milhões, será lançada na semana que vem. A autorização para essa concorrência foi publicada ontem no Diário Oficial. De acordo com Osorio, nos próximos dias, será publicado um segundo aviso de licitação para a troca das lâmpadas, num pacote de intervenções orçado em R$ 4 milhões. Ainda de acordo com o secretário de Conservação, as obras no Zuzu Angel e no Acústico serão as primeiras de uma série de intervenções prevista para acontecer em todos os túneis da cidade.

Porto Maravilha terá a maior PPP do país: R$ 7,3 bilhões e 15 anos de concessão

26/10/2010 - O Globo - Isabela Bastos

CONTAGEM REGRESSIVA

RIO - As obras que prometem mudar a cara da Zona Portuária do Rio, tirando da paisagem parte do Elevado da Perimetral, já tem data para começar. Em janeiro de 2011, a prefeitura inicia a implantação de uma nova avenida no Porto, chamada Binário, e a perfuração de um mergulhão sob a Avenida Rodrigues Alves, preparando o terreno para a demolição da Perimetral, entre o Arsenal de Marinha e a Avenida Francisco Bicalho . Incluídas na segunda etapa do projeto Porto Maravilha, as intervenções serão executadas pelo consórcio Porto Novo - formado pelas empreiteiras Norberto Odebrecht, OAS e Carioca Engenharia -, escolhido terça-feira o vencedor da primeira Parceria Público Privada (PPP) da cidade. Além de fazer as obras, o consórcio ficará, como uma grande concessionária, responsável pela manutenção dos serviços públicos municipais em toda a área. O valor da PPP foi fixado em R$ 7,3 bilhões por 15 anos de concessão.(Vídeo: Veja como vai ficar a Zona Portuária )

- É a maior PPP do Brasil. O consórcio não apenas fará as obras, como ficará encarregado dos serviços, que vão desde a troca de lâmpadas até a coleta de lixo - diz o prefeito Eduardo Paes.

Pelo cronograma da prefeitura, todas as obras viárias de reurbanização e infraestrutura do Porto - orçadas em R$ 4,2 bilhões - terão que ficar prontas nos próximos cinco anos, a tempo das Olimpíadas de 2016. O Porto receberá parte das instalações olímpicas, como as vilas de mídia e dos árbitros e o centro de mídia não credenciada, entre outros equipamentos. Já os gastos com serviços por 15 anos foi fixado em R$ 3,1 bilhões. O valor total da PPP ficou cerca de R$ 2 bilhões abaixo do previsto pela prefeitura.

A estimativa é que a implantação da Avenida Binário dure dois anos. Com seis pistas (três em cada sentido), a nova via será aberta em paralelo à Avenida Rodrigues Alves, aproveitando ruas subutilizadas da área. Para ligar a Praça Mauá à Avenida Francisco Bicalho, a avenida terá um túnel passando por baixo da sede da Polícia Federal, na Praça Mauá. Dois viadutos serão construídos sobre a Francisco Bicalho para ligar o Binário ao Elevado do Gasômetro e à Linha Vermelha.

Consórcio terá que reurbanizar a região

A prefeitura quer ainda concentrar esforço, nos dois primeiros anos, na perfuração do mergulhão sob a Rodrigues Alves, para permitir a demolição por etapas do Elevado da Perimetral, entre 2013 e 2015. O túnel será construído entre o Arsenal de Marinha e o armazém 5 do porto. A ideia é que o Binário absorva, ao final das intervenções, todo o trânsito local da região, enquanto a Rodrigues Alves, junto com o mergulhão, será transformada numa via expressa, sem sinais.

- A Rodrigues Alves terá seis pistas e o Binário outras seis. Isso fará com que, no futuro, a área do porto tenha 50% mais pistas de tráfego do que temos hoje, contando com a Perimetral - explica o presidente da Companhia de Desenvolvimento Urbano do Porto (Cdurp), Jorge Arraes.

Até 2015, o consórcio terá que implantar quatro quilômetros de túneis e viadutos, reurbanizar 70 quilômetros de ruas da área e a implantar 700 quilômetros de redes de água, esgoto, telefonia, drenagem, gás, entre outros serviços. Do pacote também fazem parte a reurbanização de 650 mil metros quadrados de calçadas, o equivalente a 79 campos do Maracanã; a instalação de sete mil novos postes de iluminação pública e o plantio de 15 mil árvores. O consórcio terá ainda que fazer toda a reurbanização do Morro do Pinto. Vizinhos a este, os morros da Providência e da Conceição tem projetos separados, que vêm sendo executados pela prefeitura.

O contrato com o consórcio será assinado na última semana de novembro. Segundo o presidente da Cdurp, as primeiras semanas do próximo mês servirão para que o consórcio possa constituir juridicamente uma empresa para ficar à frente da PPP e captar o seguro que garantirá a proposta vencedora. Os serviços públicos municipais na área não serão também transferidos imediatamente ao consórcio.

Segundo o presidente da Cdurp, dentro da PPP foram estabelecidos padrões de serviços a serem seguidos durante e depois das obras. Com base nisso, serão feitas reuniões com todas as empresas e autarquias da prefeitura que realizam os serviços atualmente - como Comlurb, RioLuz e RioÁguas - para fechar um cronograma gradativo da transferências dessas atribuições para o consórcio.

- Temos uma perspectiva de aumento populacional de 20 mil para cem mil pessoas nessa região nos próximos 15 anos, e o padrão de serviços definido dentro da PPP acompanha essa estimativa - complementa Arraes.

O financiamento das obras será feito, num primeiro momento, com recursos do FGTS. Para cobrir a operação financeira, remunerando de volta o fundo de garantia, a prefeitura espera começar a vender certificados de potencial adicional de construção, as chamadas Cepacs, ainda este ano. Segundo o presidente da Cdurp, a prefeitura deverá receber o aval da Comissão de Valores Mobiliários (CVM) para começar a leiloar as Cepacs na semana que vem. Os leilões serão realizados na Bovespa.

- Mas queremos que o primeiro leilão seja feito, simbolicamente, na Bolsa de Valores do Rio - diz o prefeito Eduardo Paes.

Para evitar obstáculos à revitalização da Zona Portuária, Paes anunciou terça-feira que decidiu sepultar uma obra viária anunciada no ano passado para a região, mas que não estava incluída no pacote da PPP: a construção de um viaduto de dois andares, como o Elevado do Joá, sobre a Rua São Cristóvão. O viaduto permitiria a ligação direta do Túnel Rebouças com a Avenida Brasil e a Ponte Rio-Niterói, sem passar pela Avenida Francisco Bicalho, eliminando um gargalo que hoje atormenta a vida de milhares de motoristas.

Segundo Paes, ele foi convencido por técnicos da prefeitura de que a construção do viaduto desvalorizaria o terreno do gasômetro, considerado o de maior valor construtivo do projeto Porto Maravilha. Na área, poderão ser construídos prédios de até 50 andares, segundo lei aprovada este ano pela Câmara de Vereadores. O viaduto diminuiria o tráfego da Francisco Bicalho em cerca de 20%, segundo estimativa da Companhia de Engenharia de Tráfego (CET-Rio). Por ali passam hoje 162 mil veículos diariamente. Com 930 metros de extensão, o novo viaduto interligaria a Linha Vermelha à Perimetral e custaria R$ 37 milhões.

Leia mais:
Porto Maravilha: Rodrigues Alves vai se tornar via expressa
Imóveis na Zona Portuária poderão ser desapropriados

terça-feira, 26 de outubro de 2010

Chafariz da Glória receberá barreira de vidro para conter vândalos

25/10/2010 - O Globo - Jacqueline Costa

RESTAURADO 4 VEZES

RIO - Depois de quatro restaurações e cinco depredações no mesmo ano, o Chafariz da Glória vai ganhar uma proteção blindada. A intenção é proteger o monumento - construído em 1742 pelo Marquês do Lavradio e tombado pelo Instituto do Patrimônio Histórico Nacional (Iphan) em 1938 - de novas ações de vandalismo. A obra será a primeira do Rio de Janeiro a contar com esse tipo de proteção, de acordo com o Superintendente do Iphan no Rio, Carlos Fernando Andrade:

- O vidro é pregado direto no chão e não prejudicará a visibilidade do monumento. É uma experiência para salvar um bem que é atacado com muita frequencia. Cada vez que ele é restaurado, são causados novos danos à peça, pois é preciso utilizar produtos químicos e abrasivos para limpá-lo. Ainda não conheço esse tipo de proteção no Brasil. Instalar câmeras não funciona, porque a câmera apenas mostra quem foi o culpado, mas o prejuízo já foi causado.

Segundo o superintendente, em 2010, a prefeitura reformou duas vezes o chafariz e o Iphan mais duas. Ele acrescenta que já foram gastos cerca de R$ 80 mil em restaurações só este ano. Os recursos para a instalação do vidro, cerca de R$ 65 mil, já foram liberados e a licitação foi concluída. Em dez dias, a novidade já deve estar instalada. Como a fonte fica entre dois prédios, apenas a frente de vidro será necessária. No total, o paredão terá 13 metros de largura por 2,40 metros de altura.

Desde que começou a ser restaurado, em setembro do ano passado, o Chafariz da Glória já foi pichado e serviu de banheiro para moradores de rua. No último ataque, no fim de setembro, o monumento foi totalmente pichado e, o mais grave, teve incendiada uma bacia superior junto à parede de argamassa.

Arquiteto do Iphan responsável pela obra, José Ribeiro explica que o vidro tem 16 milímetros de espessura e é resistente até a armas de fogo. Cada lâmina pesa 40 quilos.

domingo, 24 de outubro de 2010

Cedae começa a instalar nova elevatória no Recreio dos Bandeirantes

22/10/2010 - Renata Leite

ESGOTO

RIO - A Cedae iniciou, nesta sexta-feira, a instalação de uma rede coletora de esgoto na comunidade do Terreirão, no Recreio dos Bandeirantes. A nova elevatória estará pronta em um ano e terá capacidade para receber o esgoto de cerca de 120 mil habitantes. Hoje, todo os dejetos da comunidade vão parar no Canal das Taxas, poluído e assoreado.

Segundo Wagner Victer, presidente da Cedae, a nova estrutura estará interligada à Elevatória do Recreio, inaugurada em março, de onde o esgoto começa um trajeto até o Emissário Submarino da Barra. A Elevatória do Recreio atende ao entorno da Bacia Glaucio Gil.

- São cerca de 1.400 imóveis já conectados, fora 300 que se recusaram a regularizar o despejo. Enviamos estes casos para o Ministério Público. A Elevatória do Recreio transfere de 300 a 400 litros de esgoto por segundo para o sistema principal - disse Victer, durante o lançamento das obras, no Canal das Taxas.

O presidente da Cedae anunciou para o fim do ano a inauguração de redes coletoras de esgoto na Barra e em Curicica. Estão previstas para começar em breve as obras de uma elevatória na Vila Olímpica.

- Posso garantir que todos os compromissos que assumimos com o Comitê Olímpico Brasileiro (COB) serão executados - disse Victer.

Leslie Kikoler, relações governamentais do COB, esteve sexta-feira no Canal das Taxas e se disse satisfeito com o andamento das obras de saneamento na Zona Oeste:

- Muitos concorrentes na disputa para sede dos Jogos duvidavam de que o Rio pudesse cumprir as promessas relacionadas a meio ambiente. Estamos mantendo o Comitê Olímpico Internacional informado sobre todas as ações feitas pela Cedae.

Rock in Rio deixará herança socioambiental

POR UM MUNDO MELHOR


Publicada em 23/10/2010 às 21h38m
23/10/2010 - O Globo - OJacqueline Costa
Divulgação
RIO - Faltam 333 dias para o Rock in Rio, que volta às suas origens, na Barra da Tijuca, após dez anos, no dia 23 de setembro de 2011. Lado a lado com a contagem regressiva para preparar todos os detalhes do festival de música, anda também o ambicioso projeto Por Um Mundo Melhor, um dos pilares do evento. Roberta Medina, vice-presidente do Rock in Rio, explica que até 5% da receita obtida com a venda de ingressos serão destinados a promover ações socioambientais. Uma das novidades do evento será uma rua cenográfica, a Rock Street, inspirada em Nova Orleans (EUA), onde haverá bandas de street jazz se apresentando. A área terá ainda bares e restaurantes.
O GLOBO é o jornal oficial do evento
Até agora, as nove edições do evento - três no Brasil, quatro em Portugal e duas na Espanha - já resultaram no investimento de quase cinco milhões de euros (cerca de R$ 11,7 milhões) em iniciativas como construção de salas de aula, compra de equipamentos para instituições de auxílio à infância e à juventude, além do plantio de árvores para compensar a emissão de carbono. Roberta lembra que, em 2001, o festival arrecadou recursos para que 3.200 jovens de baixa renda, entre 17 e 29 anos, concluíssem seus estudos em cem salas de aula montadas em comunidades carentes do Rio. Outros 29 projetos financiados pelo festival, através da Unesco, beneficiaram milhares de pessoas em todo o Brasil.
A executiva diz que as novas ações socioambientais ainda não estão decididas, mas adianta que 1,5 milhão de alunos de escolas públicas cariocas serão impactados. E acrescenta que, durante o evento, será realizada uma série de brincadeiras interativas e atividades lúdicas, convidando o público a pensar de uma maneira diferente em relação à sustentabilidade.
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Para o publicitário Roberto Medina, idealizador do Rock in Rio, muito mais do que um festival com as melhores bandas internacionais e nacionais como ocorreu nas edições anteriores, o evento de 2011 será um grande movimento de mobilização.
"A música é um veículo para unir as pessoas e fazer com que elas reflitam sobre a possibilidade de um mundo melhor. Temos um déficit social impressionante. O Rock in Rio é tão complexo e difícil de ser realizado que a parte social é um estímulo para continuarmos o projeto. O evento na Espanha, por exemplo, resultou no plantio de 30 mil árvores" - diz, acrescentando que serão criados quatro mil empregos diretos.
Em 2008 e 2010, foi lançado em Portugal o concurso "Rock in Rio escola solar", para conscientizar estudantes sobre a importância do combate às alterações climáticas e da construção de um mundo mais sustentável, incentivando jovens a desenvolverem projetos em suas comunidades. Em parceria com empresas, o festival instalou 760 painéis solares em 40 escolas vencedoras. A energia gerada pelos painéis é vendida, e a renda vai para projetos de solidariedade nos próximos 15 anos.

sexta-feira, 22 de outubro de 2010

Centro Cultural de Tradições Nordestinas será revitalizado e terá fachada modificada

22/10/2010 - Portal da Prefeitura

Serão investidos R$ 11,7 milhões na mudança da fachada, pintura e reforma no interior do Pavilhão

Foto: Banco de Imagem/Prefeitura do Rio

A RioUrbe, empresa vinculada à Secretaria Municipal de Obras, lança edital de licitação para as obras de revitalização do Centro de Tradições Nordestinas Luiz Gonzaga. A prefeitura vai investir R$ 11,7 milhões na reforma do equipamento e a previsão é de que as obras sejam concluídas em um ano.

O projeto de revitalização do Pavilhão de São Cristóvão é baseado em referências nordestinas e materiais típicos, como forma de preservar a cultura da região. Para isso, a reforma prevê mudanças na fachada, que vai receber um grande painel com lonas que remetem a rendas típicas nordestinas. Na entrada serão colocados mastros com as bandeiras dos estados brasileiros e serão feitos painéis com pinturas e elementos decorativos.

No interior do Centro Cultural, os palcos vão ganhar nova pintura, o piso será trocado e a estrutura será recuperada. Localizada no centro do Pavilhão, a Praça dos Repentistas terá uma arquibancada em forma de mini-anfiteatro. A pavimentação interna passará por uma limpeza com hidrojateamento e aplicação de pintura acrílica. O local terá uma nova programação visual com postes e placas sinalizadoras de ruas e instalações elétricas, identificações visuais de lojas. Totens e painéis iluminados com mapa da feira serão recuperados; palcos e fachadas terão iluminação cênica.

O Pavilhão também passará por serviços de inspeção, limpeza e desobstrução das redes de água, esgoto e drenagem.

Prefeitura entrega primeiros postos de salvamento reformados

22/10/2010 - Prefeitura

Postos ganharam nova programação visual, além de pintura e reparos em sua estrutura e equipamentos

A Secretaria de Conservação e Serviços Públicos, por meio da empresa concessionária Orla Rio, concluiu a reforma de dois dos 27 postos de salvamento da orla do Rio, o 9 (Ipanema) e o 12 (Leblon), conforme o cronograma de serviços da Operação Verão.

Os postos ganharam nova programação visual, além de pintura e reparos em sua estrutura e equipamentos. Até dezembro, todos os postos terão sido reformados e estarão em pleno funcionamento.

quinta-feira, 21 de outubro de 2010

Favela da Providência


acervo Portal 2014

http://www.copa2014.org.br/noticias/5592/MORAR+CARIOCA.html

Novo camelódromo do Rio terá escada rolante e terraço com jardim

21/10/2010 - G1 RJ

Local no Centro da cidade terá também praça de alimentação. 

Obras custarão cerca de R$ 10 milhões, de acordo com Secretaria.

Com investimentos orçados em R$ 10 milhões, a prefeitura do Rio abriu licitação para a construção de um novo camelódromo nas proximidades da estação de trem Central do Brasil, no Centro da cidade. Serão erguidos dois prédios em um terreno que fica a cerca de 200 metros do local onde funcionava o antigo, alvo de constantes incêndios, na Rua Senador Pompeu. O novo local contará com elevadores de carga, escadas rolantes, praça de alimentação e terraço com jardins.

Segundo a RioUrbe, a empresa vencedora da licitação será anunciada no dia 25 de novembro.
Projeção mostra como deve ficar o novo camelódromo no entorno da estação de trem Central do Brasil
Projeção mostra como deve ficar o novo camelódromo no entorno da estação de trem Central do Brasil (Foto: Divulgação/RioUrbe)

A Secretaria municipal de Obras explicou que a construção, que terá o nome de Mercado Popular da Central, ocupará uma área construída de 2518 m² e 607 boxes, onde os comerciantes poderão montar seus pontos de venda. Ainda de acordo com a Secretaria, a previsão inicial é que as obras sejam concluídas em um ano.

Em abril, um incêndio atingiu grande parte do camelódromo. Na ocasião vários boxes foram danificados e comerciantes ficaram no prejuízo.

Um dia após o acidente, o presidente da Emop (Empresa de Obras Públicas), Ícaro Moreno, anunciou que os destroços seriam removidos e no logo seria erguido um novo terminal rodoviário.