quarta-feira, 31 de março de 2010

Projeto de reurbanização da Mangueira prevê teleférico e Calçada do Samba

CENÁRIO COM MAIS BELEZA


Publicada em 31/03/2010 às 23h52m
Rogério Daflon - O Globo
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O projeto de reurbanização da Mangueira, que promete conectar a favela a toda a região do entorno / Reprodução
RIO - Um dos morros mais tradicionais da cultura carioca, berço de bambas e da verde-e-rosa, enaltecido em letras de sambas memoráveis e vizinho do maior estádio de futebol do mundo, a Mangueira tem um projeto de reurbanização pronto para acompanhar a futura instalação de uma Unidade de Polícia Pacificadora (UPP). Com a perspectiva de receber recursos da segunda fase do Programa de Aceleração de Crescimento (PAC-2), o governo do estado e a prefeitura fizeram um projeto em conjunto. Ambicioso, ele prevê a integração da comunidade com outros importantes equipamentos urbanos do entorno, como o Estádio do Maracanã - onde serão realizadas a final da Copa e as cerimônias de abertura e encerramento dos Jogos Olímpicos -, a Uerj, o Hospital Pedro Ernesto, a Quinta da Boa Vista, o Jardim Zoológico e a calçada musical de Vila Isabel.
Para conectar o morro eternizado por Cartola, Carlos Cachaça e Geraldo Pereira com outros pontos da cidade, está prevista, por exemplo, a construção de um teleférico, de passarelas, de ciclovias e de calçadas ecológicas.
O caderno de encargos da Copa do Mundo exige a reurbanização do entorno do Maracanã. Por isso, a Mangueira virou prioridade no PAC-2
- O caderno de encargos da Copa do Mundo exige a reurbanização do entorno do Maracanã. Por isso, a Mangueira virou prioridade no PAC-2 - explica o vice-governador e secretário estadual de Obras, Luiz Fernando Pezão, que não divulgou o orçamento do projeto.
Autor do projeto, a pedido da Secretaria municipal de Habitação, o arquiteto Jorge Jauregui acrescentou que haverá uma passarela com uma cobertura verde, que sairá da Mangueira, acima da Rua Oito de Dezembro, e chegará ao que ele chama de Praça do Conhecimento, um prédio cuja função será concentrar projetos da Mangueira, com os de lugares como o Maracanã, a Uerj ou o Hospital Pedro Ernesto.
A intenção é integrar o Calçadão do Samba, que ficará em frente à escola de samba, à famosa calçada musical de Vila Isabel, na qual as notas musicais de sambas de Noel Rosa e outros compositores estão desenhadas nas pedras portuguesas da Boulevard 28 de Setembro.
- O Calçadão do Samba, que terá notas musicais de músicas de Cartola e de outros sambistas da Mangueira, vai margear a localidade do Buraco Quente, passando pelo Centro Cultural Cartola, vai até a Praça do Conhecimento, desce pela passarela até a Uerj e dali segue até a escola de samba Vila Isabel, no Boulevard 28 de Setembro - detalhou Jauregui.

segunda-feira, 29 de março de 2010

Depois de grandes investimentos, comunidade do Cantagalo vai ganhar elevador panorâmico



26/03/2010 - 14h25

Na comunidade do Cantagalo, em Ipanema, é Natal o ano inteiro. Depois de ganhar uma estação de metrô novinha a poucos metros de seus acessos; novas residências feitas a partir de recursos do PAC; e uma Unidade de Polícia Pacificadora (UPP), o Governo do Estado vai entregar à população local um elevador panorâmico, que ligará diretamente a estação General Osório à comunidade, levando dignidade à mobilidade dos mais de 28 mil moradores da região. Com orçamento de R$48 milhões, o empreendimento será composto por duas torres, uma de 64 metros e outra de 28 metros, o que corresponde a edifícios de 21 e 9 andares, respectivamente. Nesta quinta-feira (25.03), o secretário estadual de Transportes, Julio Lopes, visitou as obras, que seguem em ritmo acelerado e devem ser concluías até o final do mês de junho.
As duas torres – localizadas no acesso da Rua Teixeira de Melo – por onde passarão os elevadores já foram erguidas. Serão ao todo, quatro elevadores, que, juntos, poderão transportar até 100 pessoas ao mesmo tempo. No topo do equipamento será construído um mirante, com vista livre para o Morro Dois Irmãos e para mar de Ipanema e do Leblon. Além disso, está sendo construído um edifício de três pavimentos na base dos elevadores, onde serão oferecidos serviços públicos, como pontos de atendimento dos Correios e do Detran, onde será possível dar entrada em pedidos de carteiras de identidade e de motorista.
- Além de totalmente inovador, este projeto agrega ganhos de enorme proporção a toda aquela região. A população do Cantagalo merece este equipamento e toda a reestruturação física e social pela qual está passando. Estamos certos de que estas intervenções serão fundamentais para a elevação do nível de qualidade de vida na região, tanto para a comunidade, como para os moradores de Ipanema e Copacabana – explica o secretário Julio Lopes.
Antes das intervenções da Secretaria Estadual de Transportes, a esquina das ruas Teixeira de Melo e Barão da Torre se encontravam uma situação de franca decadência. Além de um lixão a céu aberto, havia na área um depósito improvisado, onde pequenos comerciantes, como pipoqueiros e donos de barracas de praia, guardavam seus objetos de trabalho de forma irregular. A região também era conhecida pela falta de segurança. Além das modificações em prol da mobilidade urbana, a Secretaria está construindo um depósito adequado e seguro para os trabalhadores guardarem suas mercadorias. Os imóveis naquele trecho do bairro estão apresentando valorização de até 40%.

http://www.sectran.rj.gov.br/detalhe_noticia.asp?ident=861

domingo, 28 de março de 2010

Morro da Providência será reurbanizado e ganhará dois teleféricos e plano inclinado

APÓS A FORÇA, AS OBRAS


Publicada em 28/03/2010 às 23h43m
Rogério Daflon - O Globo - 28/03/2010
    O projeto da estação central, com dois teleféricos, que será construída no Morro da Providência / Divulgação
    RIO - O Morro da Providência, na Zona Portuária, onde foi instalada a 7ª Unidade de Polícia Pacificadora no último dia 22, passará por uma radical mudança demográfica. O secretário municipal de Habitação, Jorge Bittar, anunciou que 800 das cerca de duas mil famílias da comunidade serão reassentadas para áreas próximas dali. Segundo ele, a desocupação abrirá espaço para um projeto de reurbanização, que incluirá a instalação de dois teleféricos e um plano inclinado na região, onde se popularizou o termo favela. Orçado em R$ 150 milhões, o projeto será licitado dentro de quatro meses. A previsão é de que as obras terminem em um ano e meio, segundo o secretário:
    - As casas da localidade de Pedra Lisa, uma área de grande risco, vão sair de lá. Outras, com problemas estruturais, também. A maioria dos moradores poderá viver em unidades habitacionais do programa Minha Casa, Minha Vida, do governo federal. Não haverá pessoas transferidas para longe da Providência. A União tem dois terrenos na Zona Portuária e há ainda duas áreas de garagem de ônibus.
    (A instalação da UPP será o ponto de partida para uma vida melhor no Morro da Providência?)
    O secretário acrescenta que as duas garagens, na divisa do Morro da Providência, serão desapropriadas para dar espaço à construção de pelo menos 600 imóveis para famílias da Providência:
    - A reurbanização da Providência é fundamental para a revitalização da Zona Portuária.

    Moradores de favelas cariocas ganham posse definitiva de imóveis






    Agência Brasil
    Publicação: 27/03/2010 18:03

    Para dezenas de moradores do Complexo do Alemão, conjunto de favelas da zona norte da capital fluminense, o sábado, 27 de março, será um dia inesquecível. Eles receberam, após anos de lutas e incertezas, a escritura de posse definitiva de seus imóveis. O benefício foi conseguido graças a um projeto entre o Instituto Novo Brasil pelo Carimbo Solidário e a Defensoria Pública do Estado, que promoveram mais um mutirão pelo registro de posse.

    Durante todo o dia, os moradores foram atendidos gratuitamente e puderam, finalmente, regularizar seus imóveis. Casos como o do casal de aposentados Ciro e Idalina Gomes, que viveram 46 anos em uma casa na Vila Nova Brasília e só agora conseguiram a escritura definitiva. %u201CLá nenhum imóvel é regularizado. Agora é que através desse movimento o nosso povo está tendo um pouco mais de dignidade, vai ter endereço certo%u201D, comemorou Ciro.

    Para a esposa de ciro, o mais importante é a segurança que os moradores passam a ter. A gente fica mais descansada, porque antes não tinha o documento certo. Agora ninguém vai poder nos tirar de lá, completou Idalina.

    Segundo os moradores, os processos de compra e venda de imóveis na favela ainda dependiam de permissão da Associação de Moradores, já que não existiam documentos legais comprovando a posse. Com a legalização, essa situação muda completamente, e permite inclusive o acesso a linhas de financiamento pelos bancos públicos.

    Mais um morador satisfeito com o mutirão, é Joaquim Carlos da Silva, que trabalha como estoquista e há 17 anos vivia em um imóvel sem documentação oficial. O documento era da associação, mas normalmente quando a gente ia procurar, não existia. Nunca achavam o nosso documento. Aí apareceu esta oportunidade de fazer um documento registrado no cartório e é bem melhor para nós, contou Joaquim, morador da Favela da Grota.

    A iniciativa de se promover mutirões de regularização começou em 2003, segundo a fundadora do projeto, Sônia Andrade, titular do 6º Ofício de Registro de Títulos e Documentos. O objetivo é dar a essas comunidades documentos de posse, tirando toda essa documentação clandestina, passando da informalidade para a formalidade. É o resgate da cidadania, como se fosse a certidão de nascimento, afirmou.

    O projeto já foi executado nas favelas do Cantagalo, Pavão-Pavãozinho e parte da Maré, beneficiando mais de 3 mil famílias. Os interessados em regularizar seus imóveis pode acessar o site www.6rtd-rj.com.br ou ligar para o telefone (21) 2233-7878, do 6º Ofício de Registro de Títulos e Documentos. Também pode entrar em contato com o Núcleo de Terras e Habitação da Defensoria Pública do Estado, pelo site www.dpge.rj.gov.br ou pelo telefone (21) 2332-8266.

    sábado, 27 de março de 2010

    Paes retomará obras da Cidade da Música

    RUFAR DE TAMBORES


    Publicada em 26/03/2010 às 23h27m
    O Globo - 26/03/2010
      RIO - Depois de mais de 450 dias de paralisação - como constataram auditorias do Tribunal de Contas do Município (TCM) - a prefeitura retomará, na próxima semana, as obras de construção da Cidade da Música, na Barra da Tijuca. Em decreto publicado quarta-feira, o prefeito Eduardo Paes remanejou R$ 50 milhões do orçamento para as empreiteiras responsáveis pelo projeto. O dinheiro foi retirado de recursos destinados à manutenção de vias públicas e do projeto Bairro-Maravilha da Cidade de Deus, de reurbanização de praças e ruas.
      A assessoria de Paes, por sua vez, garantiu que o remanejamento não significa que as obras que perderam recursos não serão executadas. Isso porque as obras serão feitas por etapas e boa parte não será concluída este ano, o que não justificava manter integralmente os recursos dos projetos. O orçamento aprovado pela Câmara de Vereadores permite que até 30% dos recursos sejam livremente remanejados.
      A previsão da Secretaria municipal de Obras é de que os serviços na Cidade da Música terminem em novembro. O gasto total com o projeto deve ficar em R$ 481,3 milhões - abaixo dos mais de R$ 600 milhões estimados pela CPI da Câmara de Vereadores. Isso porque o complexo, concebido em 2002 pelo ex-prefeito Cesar Maia, ainda estará incompleto após o término das obras. Os R$ 50 milhões serão usados em serviços, como a conclusão do sistema de refrigeração e de prevenção a incêndios, e para terminar os projetos da Grande Sala e da Sala de Câmara.
      Auditorias projetaram prejuízo de R$ 247 milhões
      O projeto original, concebido pelo arquiteto francês Christian de Pontzamparc prevê que o complexo teria bares, restaurantes e cinemas sob os pilotis, além de estacionamento. O plano de Paes é fazer uma concessão do espaço à iniciativa privada, que concluiria a obra. A ideia de Cesar Maia também era fazer uma concessão da área. Mas a prefeitura entregaria essa infraestrutura pronta para que a iniciativa privada explorasse obtendo receita para manter a Cidade da Música, que seria oferecida em concessão. Mesmo assim, auditorias contratadas pelo ex-prefeito, apenas quando as obras já estavam em andamento, projetavam um prejuízo operacional de R$ 247 milhões, em 25 anos, para manter a área.
      Em 2002, quando o projeto foi anunciado, a estimativa da prefeitura era de que o projeto custasse R$ 80 milhões. Cesar chegou a inaugurar o complexo ainda em obras, no fim de 2008. Mas o evento teve que ser remarcado após os bombeiros embargarem a inauguração por falta de segurança.

      quinta-feira, 25 de março de 2010

      Ocupação à vista na Avenida Brasil


      O Dia, Christiana Nascimento, 25/mar

      Nos seus 58 quilômetros, a Avenida Brasil acumula potencial para voltar a ser um grande centro comercial e chamariz para empreendimentos residenciais populares. É essa a aposta da Secretaria Municipal de Urbanismo, que elaborou projeto para alterar os parâmetros da região, de olho na revitalização da via, hoje considerada retrato do abandono social e da migração econômica, ao longo de duas décadas, provocados pela violência. A finalidade é, entre outras coisas, alterar a legislação que restringe grandes trechos de Campo Grande e quarteirões de Irajá, Penha e Bonsucesso - na parte que dá margem à via - a construções predominantemente industriais.
      Os quase 60 km da Avenida Brasil se transformaram em depósito de galpões | Foto: Carlos Eduardo Cardoso / Agência O DiaSe a proposta for aprovada na Câmara de Vereadores, essas localidades poderão ter concessões de licença para casas, comércios e moradias mistas. "O projeto está dentro dos padrões de política que desenvolvemos para incentivar a Zona Norte. Existem regiões ao longo da Avenida Brasil em que não se pode construir moradias. Se a prefeitura mudar isso, vamos revitalizar uma região que há anos estava completamente abandonada pelo poder público", explica o secretário municipal de Urbanismo, Sérgio Dias.
      A proposta é aproveitar espaços onde hoje estão galpões vazios e transformá-los em locais para futuros empreendimentos. "Neles, podem ser construídas edificações dentro de padrões urbanísticos legais. A consequência disso é que toda a região começará a sofrer um processo de crescimento. Primeiro é uma casa, daqui a pouco é um comércio, depois vem uma loja e, de repente, o local começa a gerar sua própria economia", raciocina Dias.
      Enquanto o projeto ainda ganha ajustes para ser levado a votação, moradores esperam que a medida saia do papel. "Isso é um drama para a gente, porque esse galpão virou um enorme foco de dengue a céu aberto. Certa vez, eu entrei para pegar uma pipa e contei 20 poças num dos andares. Fora os ratos e baratas que saem dos entulhos e correm para a nossa casa. Vejo isso como um elefante branco sem futuro", conta o ambulante Carlos Ricardo da Silveira, 57 anos, que mora ao lado do que sobrou da fábrica Rheem Metalúrgica, no bairro de Benfica. "Não invadiram novamente porque colocaram um segurança. Mas se tirar o vigia, isso aqui vai se transformar numa favela do dia para a noite", reclama a cozinheira Aparecida Nunes, 37.
      Moradias populares para as margens da Brasil já estão em negociação. Entre os três condomínios dos quais a prefeitura vai entrar como parceira, um deles, o Recanto da Natureza, na altura de Campo Grande, já foi contratado pela Caixa Econômica Federal. Serão 384 unidades habitacionais para famílias com renda de até três salários mínimos (R$ 1.530). A previsão é que os prédios fiquem prontos em 15 meses. Os outros, os condomínios Vila Verde, em Santa Cruz; e Residencial Califórnia, num dos acessos da avenida ao bairro Bangu, ainda estão à espera de licença para começar as obras. Eles terão 160 e 498 apartamentos, respectivamente.
      O presidente do Conselho Regional de Engenharia e Arquitetura (Crea-RJ), Agostinho Guerreiro, apoia a iniciativa da prefeitura, desde que ocorram audiências públicas para discutir as mudanças: "A participação dos beneficiários é essencial para que esse processo dê certo. A qualidade da habitação melhorou, mas continuam problemas básicos como segurança, ensino, saúde, transporte público e lazer. É importante que instituições credencias também participem dessas discussões".
      Mudanças urbanas em vários bairros do Rio
      As mudanças de parâmetros urbanísticos têm sido uma constante na gestão Eduardo Paes. Recentemente, ele encaminhou projeto para Câmara de Vereadores que prevê aumento do gabarito das construções na Penha, Penha Circular e Brás de Pina. Atualmente, são permitidos apenas quatro pavimentos. A alteração é para que chegue a oito andares. Para o Corredor Cultural do Centro do Rio, foi aprovado projeto que permite construções maiores. Dois espigões devem ser levantados próximo aos Arcos da Lapa. A região de Vargem Grande também ganhou novas regras para adequação aos Jogos de 2016.
      Painéis acústicos geram polêmica
      A Avenida Brasil não é a única via expressa que vai mudar de cara. A Linha Vermelha está recebendo barreiras acústicas, com pinturas que serão modificadas com o passar do tempo. A próxima a receber os painéis é a Linha Amarela. O objetivo, segundo a Prefeitura do Rio, é oferecer espaço para artistas das comunidades às margens das pistas, que fazem as ilustrações. O novo 'adereço' já levanta polêmica.
      Na Linha Amarela, que ganhará a proteção de som no mês que vem, os desenhos serão definidos a partir de um concurso a ser divulgado. A Lamsa, concessionária que opera a via, realizará oficinas de arte. Na Linha Amarela, serão 7,6 quilômetros de 'telas', ao custo de R$ 20 milhões.
      Instaladas sob o pretexto de proteger a população de favelas do barulho dos veículos, o novo 'adereço' já levanta polêmica. Presidente do Instituto de Defesa dos Direitos Humanos do Rio, João Tancredo disse que a entidade estuda entrar com ação contra o município e a Lamsa, pois considera que o projeto exclui ainda mais as comunidades carentes da cidade. Presidente da Comissão de Direitos Humanos da Alerj, deputado Marcelo Freixo classifica a iniciativa de "carregada de cinismo". "O governo municipal quer, na verdade, esconder a miséria que parte da sociedade não quer ver", resume.
      As barreiras estão previstas para ficar em frente às comunidades do Caju, Complexo da Maré, Bonsucesso, Del Castilho e Inhaúma, além da Cidade de Deus.
      Colaborou Francisco Edson Alves