sábado, 31 de julho de 2010

Fiscalizações são rotineiras e também acontecem em vários pontos da cidade

TRANSPORTE
Veículos reprovados pela Prefeitura no acesso ao Cristo chegam a 90





30/07/2010 - Prefeitura


Nesta sexta-feira, dia 30, em continuidade à ação direcionada da Secretaria Municipal de Transportes (SMTR) no trajeto de acesso ao Cristo Redentor, mais 51 veículos foram avaliados pela equipe da Subsecretaria de Fiscalização (SubF), sendo 48 táxis e outros três na modalidade de fretamento. Durante a operação, 13 táxis foram reprovados e proibidos de transitar com passageiros até que solucionem todas as irregularidades flagradas pelos fiscais da SubF.



Má conservação do veículo, como pneu careca e carroceria danificada, e documentos irregulares foram os principais problemas encontrados pela SubF neste oitavo dia de fiscalização consecutiva no local.



Os táxis reprovados foram penalizados e retirados de circulação e só poderão retornar às ruas da cidade, prestando o serviço de transporte à população, após passarem por uma nova vistoria junto à SMTR.



A SubF operou com o apoio da Polícia Militar e da Guarda Municipal. Em caso de suspeitas de possíveis irregularidades, as denúncias podem ser registradas no Disque Transporte da SMTR, pelo telefone 2286-8010. O Subsecretário de Fiscalização de Transportes, Coronel PM Eduardo Frederico Cabral de Oliveira, alerta que é importante fornecer às autoridades o máximo de dados possíveis no momento da denúncia, tais como o número de placa do veículo, nome e registro do condutor.



Balanço das operações da SubF no acesso ao Cristo Redentor:


Local: Rua Cosme Velho e estradas das Paineiras e do Corcovado

Modalidades: fretamento e táxis

Foco: Coibir irregularidades quanto à documentação e conservação de veículos de transporte

Principais irregularidades: documentação irregular junto à SMTR para circular com passageiros pela cidade

Total de fiscalizados: 234 veículos

Total de penalizados: 90 veículos


As fiscalizações da SubF são rotineiras em várias localidades do município, inclusive no trajeto de acesso ao Cristo Redentor, com o objetivo de coibir a prática ilegal destas modalidades de transporte, quanto à documentação e conservação de veículos.

sexta-feira, 30 de julho de 2010

Imóveis na Zona Portuária poderão ser desapropriados

REVITALIZAÇÃO


Publicada em 29/07/2010 às 23h04m
O Globo - 29/07/2010
    RIO - O prefeito Eduardo Paes disse, nesta quarta-feira, que o município poderá adotar medidas extremas para evitar a especulação imobiliária com terrenos da Zona Portuária do Rio, como antecipou a coluna Negócios & CIA, do GLOBO, ontem. As providências poderão ir desde a desapropriação dos imóveis à aplicação de mecanismos previstos no Estatuto das Cidades, como o IPTU progressivo, que será regulamentado pelo novo Plano Diretor, em discussão na Câmara de Vereadores.
    - Ganhar dinheiro faz parte da vida. Mas o proprietário que achar que ficará deitado em berço esplêndido sem fazer nada poderá ter a área desapropriada. Nós já viabilizamos a infra-estrutura necessária para recuperar a Zona Portuária. Mas a gente quer que sejam construídos prédios residenciais e escritórios - disse o prefeito, durante a inauguração das reformas da Vila Olímpica Carlos Castilho, no Morro do Alemão.
    Também nesta quinta, a Companhia de Desenvolvimento Urbano do Porto (Cdurp) lançou o edital de licitação para que uma empresa, dentro de uma Parceria Público-Privada, seja responsável pela implantação e manutenção de toda a infra-estrutura da região durante 15 anos . A concessionária ficará responsável inclusive pela demolição do Elevado da Perimetral e transformação da Avenida Rodrigues Alves em uma nova via expressa da cidade.
    O secretário municipal de Desenvolvimento Econômico, Felipe Góes, ressaltou que este modelo de parceria é inédito no país. Ele acrescentou que, na avaliação das ofertas, em setembro, um dos critérios da comissão de licitação será verificar propostas que aproveitem a mão de obra local na execução do projeto, de forma a aumentar a renda dos moradores.

    Prefeitura volta a estudar duplicação da Niemeyer

    RIO 2016


    Publicada em 29/07/2010 às 23h03m
    Luiz Ernesto Magalhães e Ruben Berta - O Globo - 29/07/2010
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    Prefeitura estuda projeto de duplicação da Av. Niemeyer/Carlos Ivan - O Globo
    RIO - A prefeitura estuda a possibilidade de duplicar a Avenida Niemeyer entre o Vidigal e São Conrado como forma de desafogar o trânsito entre a Zona Sul e a Barra da Tijuca, dentro do pacote olímpico de obras. A informação foi confirmada, nesta quinta-feira, pelo prefeito Eduardo Paes. Ele lembrou que o município firmou um compromisso com o Comitê Olímpico Internacional (COI), assegurando que terá em operação, até os Jogos Olímpicos do Rio, em agosto de 2016, uma alternativa para melhorar o deslocamento entre as duas regiões. A solução já é considerada polêmica.
    - Você tem um gargalo, um problema que precisa de solução. Estamos estudando como melhorar esse corredor viário. Não descarto a duplicação da Avenida Niemeyer. É uma hipótese. Mas só vou anunciar qual será a solução quando tiver plena certeza de que será a adotada - disse o prefeito.
    A proposta original que constava do caderno de encargos entregue ao COI era implantar uma nova linha de ônibus articulados (BRT) entre a Barra e a Zona Sul. O projeto, porém, foi arquivado depois que o governo do estado decidiu construir a Linha 4 do Metrô, já que isso criaria uma concorrência entre dois sistemas de transporte de massa. No início do ano, durante uma visita de inspeção do COI, Paes chegou a citar como uma outra hipótese a duplicação da Autoestrada Lagoa-Barra. Agora, ele descarta essa possibilidade, alegando que não haveria tempo de concluir o projeto até os Jogos Olímpicos:
    - Precisamos de uma solução mais rápida e mais simples. E a duplicação dos túneis exigiria tempo e sairia muito cara - argumentou o prefeito.
    O projeto para a Avenida Niemeyer está sob análise de técnicos da Geo-Rio. O plano incluiria a construção de uma ciclovia entre as pistas.
    Leia a íntegra desta reportagem em O Globo digital (disponível somente para assinantes)

    quinta-feira, 29 de julho de 2010

    Prefeitura quer que o prédio dos Diários Associados, na Zona Portuária, seja a sede do Comitê Organizador da Rio 2016

    OLIMPÍADA


    Publicada em 29/07/2010 às 13h28m
    Luiz Ernesto Magalhães - O Globo - 29/07/2010
      RIO - O prefeito Eduardo Paes anunciou, na manhã desta quinta-feira, que o prédio dos Diários Associados, na Rua do Livramento, na Zona Portuária do Rio, será aproveitado nos Jogos Olímpicos de 2016. O imóvel será a futura sede do Comitê Organizador da Rio 2016 e da Autoridade Pública Olímpica (APO), entidade que gerenciará os projetos.
      As negociações com os Diários Associados já começaram. O grupo tem interesse de transferir suas instalações para um prédio de menor porte da região. Na Rua do Livramento funcionam hoje a Rádio Tupi e o Jornal Commércio.

      Zona Portuária


      O Globo, Negócios & Cia, 29/jul
      A Prefeitura do Rio intensificou sua atuação para evitar que a especulação imobiliária atrapalhe a revitalizaçãoda Zona Portuária. Diante de alguns preços exorbitantes, começou a dialogar com os proprietários de terrenos. E não descarta a possibilidade de fazer desapropriações. "Não há intenção de desapropriar em massa. Mas vamos atuar quando se tratar de área de utilidade pública e interesse social, ou se ficar claro que o dono não tem interesse de desenvolver empreendimento imobiliário", diz o secretário municipal de Desenvolvimento, Felipe Góes. Até agora, foram desapropriados três imóveis: os que abrigarão o Museu de Arte do Rio e o Museu Olímpico e um no Santo Cristo.
      A prioridade, diz Góes, é monitorar terrenos planos com mais de mil metros quadrados. São os com maior potencial de comercialização das Cepacs, títulos que autorizarão seu detentor a construir edifícios mais altos que o atual gabarito. A Prefeitura também tem direcionado investmentos. O laboratório Bronstein, por exemplo, estudava alugar um prédio da Cimento Nassau, mas teve que recuar porque ele estava em área onde estão previstas construções de 30 pavimentos.
      O interesse de grandes grupos justifica a cobiça de proprietários da área. O empresário Eike Batista quer investir no Porto Maravilha com um grupo americano, em projetos residenciais integrados a shoppings centers. A CHL busca terrenos para residenciais e comerciais. A construtora lançará no fim do ano seu primeiro prédio na região: um comercial na Avenida Venezuela, com 21 andares e valor geral de vendas de R$ 100 milhões. Diretor de incorporação da CHL, Marcos Saceanu elogia a ação pública: "A Prefeitura quer gerar negócios reais, e não especulações imaginárias. Isso é bom para as empresas interessadas em investir no Porto". Diante da dificuldade de achar compradores para imóveis maiores, a Sergio Castro Imóveis focou na venda de sobrados de R$ 300 mil. "Há demanda de pequenos investidores, interessados em em alugar para restaurantes e bancos", diz o diretor Claudio castro, que criou  filial na Gamboa.

      Porto Maravilha: Rodrigues Alves vai se tornar via expressa

      OBRAS


      Publicada em 28/07/2010 às 22h58m
      Luiz Ernesto Magalhães - O Globo - 28/07/2010
        RIO - A Avenida Rodrigues Alves será transformada em via expressa sem sinais de trânsito ou pontos de ônibus no trecho entre a Rodoviária Novo Rio e o Mosteiro de São Bento, com três faixas de tráfego em cada sentido. A mudança prevista na segunda-fase do projeto Porto Maravilha , de revitalização da região, consta do edital de licitação para uma Parceria Público Privada (PPP), que será lançado, nesta quinta-feira, pela prefeitura.
        O objetivo da intervenção é fazer com a que a via assuma o papel do Elevado da Perimetral, que será demolido , como um dos principais corredores de tráfego entre as Zonas Norte e Sul da cidade. O edital revelará ainda que a prefeitura decidiu dividir a desativação do Elevado da Perimetral em duas etapas. A primeira delas, em março/abril de 2014, entre a Rodrigues Alves e o Armazém 5; a segunda fase, até dezembro de 2015, do Armazém 5 ao Mosteiro de São Bento.
        Obra deve ser concluída até 2016, a um custo de R$ 3,5 bi
        O custo das intervenções, que fazem parte do pacote urbanístico dos Jogos Olímpicos de 2016, deve chegar a R$ 3,5 bilhões. O prazo final para a conclusão das obras, junho de 2016, pode ser antecipado. A empresa vencedora da licitação ficará responsável ainda por asfaltar 753 mil metros quadrados de vias, plantar 15.202 árvores; instalar 6.984 postes de iluminação e implantar cerca de 280 mil metros de redes de drenagem, esgoto e água potável, entre outros serviços.
        - Fixamos prazos máximos. Mas acreditamos que a conclusão de todas as obras pode ser antecipada em até um ano. O ritmo dos trabalhos será ditado pelo vencedor da concorrência pública - explicou o secretário municipal de Desenvolvimento Econômico, Felipe Goés.
        Um dos pontos que conta a favor da antecipação dos prazos é que essa será uma licitação em que a prefeitura analisará não apenas o valor proposto pelas concorrentes para fazer as obras (incluindo o valor que deseja receber da prefeitura pela prestação dos serviços), mas também a melhor proposta técnica. As soluções de engenharia terão um peso maior (60%) sobre a oferta.
        O prazo de concessão é de 15 anos sendo que a empresa assumirá pelo mesmo período a tarefa de manter o mobiliário urbana e toda a infra-estrutura (incluindo a coleta de lixo). A estimativa da prefeitura é que, apenas pela prestação desses serviços, a empresa receba $R$ 1 bilhão durante a concessão, vindos do fundo imobiliário.
        Os recursos para pagar a concessionária durante as obras já estão assegurados. Eles virão do Fundo Imobiliário da Companhia de Desenvolvimento Urbano do Porto (Cdurp), que, há duas semanas, recebeu aporte também de R$ 3,5 milhões do Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS) para investir nos projetos do porto.
        A previsão da prefeitura é de que as obras comecem no início de 2011. A prioridade será construir o chamado Binário do Porto: uma nova via com duas faixas em cada sentido, paralela a Avenida Rodrigues Alves, que deverá ser aberta ao tráfego até outubro de 2013, criando uma alternativa para o tráfego na área. A partir de então, a Avenida Rodrigues Alves seria fechada, tendo seu projeto alterado para virar uma via expressa. A lista de intervenções inclui a construção dos mergulhões (que a prefeitura prefere chamar de túneis) no trecho entre o Armazém 5 e o Mosteiro.
        - Até abril de 2014, a Rodrigues Alves será reaberta até o Armazém 5 como via expressa, com uma rampa provisória de acesso ao Elevado da Perimetral. Isso permitirá a demolição da primeira parte da Perimetral. Quando os túneis forem concluídos e a Avenida Rodrigues Alves estiver em plena capacidade de operação poderemos concluir a demolição do restante do elevado - disse o presidente da Cdurp, Jorge Luiz de Souza Arraes.
        Após as obras serem concluídas, o binário absorverá todo o trânsito local da Zona Portuária. Os acessos aos prédios residenciais e de escritórios que forem construídos no futuro nessa região serão feitos pela nova via. Uma novidade em relação à proposta original do Porto Maravilha é que o corredor de tráfego da futura linha de Veículos Leves Sobre Trilhos (VLT), que interligará a Zona Portuária a Cidade Nova e o aeroporto Santos Dumont, será implantado no Binário e não mais na Avenida Rodrigues Alves.

        quarta-feira, 28 de julho de 2010

        Fifa quer mais mudanças no Maracanã


        Prometida para abril, licitação deve ser cancelada. Outros estádios também terão mudanças

        Perfil das arquibancadas no projeto do Maracanã(crédito: Emop/RJ)
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        Da redação - Portal 2014
        postado em 22/04/2010 16:37 h
        atualizado em 23/04/2010 12:47 h
        Provável palco da final da Copa do Mundo, em 2014, o estádio do Maracanã segue sem a definição de um projeto adequado para sua modernização. A notícia mais recente, publicada no diário "Lance!", indica que a própria Fifa pediu a suspensão do edital de licitação da obra no estádio. Segundo o jornal, a entidade reprovou o projeto que embasava o edital e exige mudanças na inclinação da arquibancada inferior e na área de hospitalidade, além da ampliação das vias de acesso e de circulação.
        A informação explica porque o governo do Rio de Janeiro vem adiando a licitação há vários meses. A primeira data era o final de setembro de 2009. Posteriormente, a secretária de Esporte Márcia Lins voltou a prometer a licitação para os meses de outubro, novembro e dezembro.

        No início do ano a Emop (Empresa Municipal de Obras Públicas do Rio de Janeiro) foi anunciada como a nova projetista da obra, com assessoria do arquiteto paulistano Daniel Fernandes. Vale lembrar que o estudo preliminar originalmente enviado à Fifa foi desenvolvido no final de 2008 pela Castro Mello Arquitetos.

        Em março, após a divulgação de imagens do novo projeto, a licitação foi marcada para abril e no início do mês a data foi cravada em 16 de abril, prazo novamente descumprido.

        Hoje, ponto facultativo no Rio, a assessoria da Secretaria de Esportes estadual não confirmou nem desmentiu a informação do "Lance!" e não soube indicar alguma nova data para a licitação. Segundo o diário, na próxima semana representantes do comitê organizador, do governo fluminense e da Fifa decidirão qual será a profundidade das mudanças. E dos custos.

        Mudança em vários estádios
        Arquitetos autores de projetos de estádios confirmaram o pedido de novas mudanças, especialmente na inclinação das arquibancadas, não apenas no Maracanã, mas também na Arena de Brasília, no Mineirão e -claro- no Morumbi. O problema principal é a mudança da altura das placas de publicidade instaladas ao lado dos gramados, de 90 cm para um metro, definida pela federação internacional de futebol. Com essa barreira visual mais alta, toda a visibilidade dos torcedores seria alterada e daí a necessidade de reestruturar os projetos de arquibancadas.

        Consolidação das Favelas

        Plano bilionário para as favelas

        O Globo, Cláudio Motta e Luiz Ernesto Magalhães, 28/jul
        A prefeitura planeja concluir até o fim deste ano a licitação de obras no valor de quase R$ 1 bilhão, metade do que pretende investir até 2012 na urbanização de todas as comunidades da cidade, com o projeto Morar Carioca, lançado oficialmente ontem. Das 46 favelas ou complexos contemplados na primeira fase do programa, considerado o sucessor do Favela-Bairro, 14 já estão com obras em andamento.
        É o caso do Morro de São Carlos, no Estácio, e dos complexos do Alemão e da Tijuca. Outras 19 comunidades, entre elas os morros da Providência, no Centro, e da Coroa, no Catumbi, estão com projetos prontos e em fase de licitação de obras, que deverá ser concluída até o fim do ano. Mais 13, como o Jacarezinho, estão em fase de concorrência para a escolha dos planos de urbanização.
        Além disso, todas as 54 favelas com processo de urbanização considerado concluído pela prefeitura serão mapeadas. O objetivo é dar às comunidades o mesmo padrão de conservação adotado no asfalto, explicou o prefeito Eduardo Paes, ao lançar o Plano Municipal de Integração de Assentamentos Precários Informais, nome oficial do Morar Carioca.
        O Dona Marta, em Botafogo, e o Borel, na Tijuca, serão os primeiros a passar por vistorias de equipes das secretarias municipais de Conservação, Ordem Pública, Urbanismo e Habitação - a primeira comunidade será visitada amanhã e a segunda, na sexta-feira.
        A ideia é que, até 2020, todas as favelas da cidade sejam urbanizadas e atendidas pelos mesmos serviços públicos com que a cidade formal conta hoje. O projeto faz parte do legado social dos Jogos Olímpicos de 2016 que a prefeitura pretende deixar para o Rio.
        - Nas comunidades urbanizadas, a ação é imediata. Mas não vou permitir factoides. Também não esperem o paraíso na favela, porque não há paraíso no asfalto. Basta ver que a Rua São Clemente (em Botafogo), recapeada há dois anos, já apresenta buracos. Vamos trabalhar com a realidade - disse Paes.
        Crescimento ilegal deve ser combatido
        A Secretaria de Ordem Pública terá como prioridade combater o crescimento horizontal das comunidades.
        Estudos feitos pelo Instituto Pereira Passos (IPP) servirão como base para delimitar as áreas. O mapeamento aéreo das favelas, hoje feito de quatro em quatro anos, passará a ser anual.
        - Teremos a base de dados do IPP. Também esperamos ser acionados pelos técnicos da prefeitura, que passarão a atuar mais intensamente nas comunidades, seja um funcionário da Rioluz para trocar uma lâmpada ou um servidor da Secretaria municipal de Urbanismo. Mas também vamos fazer nossas rondas e, se constatarmos irregularidades, acionaremos as outras secretarias para efetuar demolições - disse o secretário de Ordem Pública, Alex da Costa.
        O investimento em conservação, segundo o prefeito, é um dos pontos diferentes do Morar Carioca. Citando os programas de mutirão comunitário, o Favela-Bairro e o Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), Paes disse que a nova iniciativa representará um avanço nas políticas sociais da prefeitura, que se valerá das outras experiências.
        - A grande diferença é que o Morar Carioca une o projeto de urbanização com a possibilidade de mudanças no domicílio, mais a definição de parâmetros urbanísticos, controle de expansão e conservação permanente. Favela que está urbanizada faz parte da cidade. A operação tapa-buraco que funciona, ou não funciona, em baixo tem que funcionar, ou não funcionar, em cima - disse o prefeito.
        Como O GLOBO noticiou no domingo, o Morar Carioca prevê investimentos de quase R$ 8 bilhões nos próximos dez anos. O maior custo por domicílio (R$ 51 mil) será em favelas não urbanizáveis, ou seja, serão recursos aplicados em remoções em áreas de risco, cujos moradores deverão ser beneficiados pelo programa Minha Casa, Minha Vida, da União. A estimativa é que, nessas condições, existam cerca de 13 mil domicílios em 122 comunidades. Nessas áreas, serão aplicados R$ 661 milhões.
        O programa lançado ontem beneficiará 193 favelas com menos de cem domicílios (que receberão um total de R$ 162,9 milhões); 159 comunidades entre cem e 500 domicílios (R$ 815 milhões); 36 parcialmente urbanizadas com mais de 500 domicílios (R$ 2,9 bilhões); e 61 não urbanizadas com mais de 500 domicílios (R$ 3,3 bilhões).
        Com o convênio assinado ontem com o Instituto de Arquitetos do Brasil (IAB), serão elaborados projetos para a urbanização de todas as 256 comunidades com mais de cem domicílios. Serão realizados concursos para a escolha dos melhores planos. O IAB também fará um acompanhamento mensal das obras.
        - O Rio assumiu o compromisso de ampliar a cidade a todas as comunidades - disse Sérgio Magalhães, presidente do IAB. - Isso é fundamental para que não haja mais ocupações com problemas sanitários e alto grau de adensamento, que não condizem com uma vida saudável. Isso não será fácil. Urbanizar é complexo, mas já há experiência. As favelas correspondem a 17% da população e a 7,5% do território da cidade. Mas é extremamente difícil garantir os serviços públicos. Será preciso, inclusive, romper preconceitos Para o prefeito, o Morar Carioca "representa o olhar para o futuro".
        - A chance de eu estar aqui (na prefeitura) em 2020 é nenhuma. Estamos fazendo um plano não do prefeito ou do governo, mas para a cidade. Por isso, a presença do IAB é importante - disse o prefeito.

        segunda-feira, 26 de julho de 2010

        Prefeitura investe R$ 21,8 milhões na ampliação do Viaduto de Manguinhos



        Com a melhoria, capacidade viária do viaduto aumentará em 33%

        26/07/2010 Prefeitura

        A Secretaria Municipal de Obras inicia os trabalhos para ampliar o Viaduto de Manguinhos em ambos os sentidos. O investimento é de R$ 21,8 milhões e vai aumentar a capacidade viária do viaduto em 33%. Com a melhoria, os motoristas passam a contar com quatro faixas de tráfego, desafogando os acessos da Avenida Brasil e Linha Vermelha. Para que a intervenção seja executada, não está prevista interdição total da Avenida Brasil, sendo apenas uma das faixas fechada.




        A primeira etapa de obras, a serem realizadas na pista lateral no sentido Centro – Zona Oeste, está prevista para terminar no dia 22 de outubro deste ano. Serão executados os serviços de fundações (estacas e blocos) e pilares da estrutura de alargamento do viaduto no trecho entre as pistas central e lateral (sentido Centro - Zona Oeste). Nas duas etapas seguintes, os trabalhos serão desenvolvidos na pista lateral sentido Zona Oeste – Centro (etapa 2) e na pista central nas faixas exclusivas (etapa 3).




        A CET–Rio desenvolveu um projeto de sinalização provisória de segurança e orientação para o usuário da Avenida Brasil. A obra é realizada através da implantação do projeto de investimentos da Prefeitura, em parceria com a Lamsa, que prevê nove intervenções ao longo da Linha Amarela, em vias de acesso e em comunidades limítrofes.

        domingo, 25 de julho de 2010

        Boulevard Shopping São Gonçalo entrega espaços para lojistas



        Por: Priscilla Costa 24/07/2010 - O Fluminense

        Shopping, que fica na Avenida Presidente Kennedy, 425, no Centro, já está com 93% da área ocupada. Estima-se que o local tenha consumo de R$ 1,7 milhão para o próximo ano

        Empreendedores do Boulevard Shopping São Gonçalo realizaram, na manhã deste sábado, a Festa Cumeeira para a entrega do espaço de funcionamento de cada loja para os lojistas e suas marcas. A partir de agora, cada comerciante poderá iniciar as obras no interior de suas lojas.
        O shopping, que fica na Avenida Presidente Kennedy, 425, no Centro da cidade, já está com 93% da área ocupada. Segundo o empreendedor, Vicente Pierotti, restam somente 40 lojas, de aproximadamente 50 metros disponíveis. A inauguração está programada para nove de novembro.
        “Cada lojista tem uma marca, possui as próprias características. Junto com o andamento da obra do shopping, lojistas terminarão as obras no interior das lojas”, explicou.
        Para acelerar o processo e garantir o comprometimento dos condôminos, uma espécie de gincana irá premiar o lojista numa ordem de entrega das lojas. Serão oferecidos notebook, Ipad ou iPhone e Macbook ou iPod. No dia da abertura, o lojista da melhor vitrine ganhará uma viagem para Paris.
        Com cerca de 30 mil da Área Bruta Locável (ABL), estima-se que o shopping tenha consumo de R$ 1,7 milhão para o próximo ano. O empreendimento terá aproximadamente 240 lojas, 21 restaurantes e lanchonetes, oito chopperias, espaço de eventos e complexo com seis salas de cinema. O grupo responsável é o Arteplex, que pretende instalar salas em 3D.
        “Sem dúvida será um grande empreendimento comercial e divertimento para família e povo gonçalense. Teremos as melhores lojas e maiores do Rio e Brasil”, disse o responsável pelo estabelecimento, o superintendente do shopping, Paulo Radunz.

        O Fluminense

        Monumento aos Pracinhas, no Aterro, completa 50 anos com festa e gincana


        POR FERNANDO MOLICA - O Dia - 24/07/2010
        Rio - Construído para homenagear os pracinhas brasileiros que perderam a vida em combate, o Monumento Nacional aos Mortos da Segunda Guerra Mundial, no Aterro do Flamengo, completará 50 anos no dia 5 de agosto. Para marcar a data, a partir do próximo sábado, estão programadas diversas atividades no local.
        O primeiro evento, no dia 31, será uma grande gincana de pinturas. Disparada na categoria adulto, a competição apresentará telas nas dimensões de 40 por 50 centímetros, que serão pintadas entre às 9h e às 15h. Os três primeiros colocados serão premiados durante a cerimônia de aniversário. Os trabalhos ficarão expostos até 29 de agosto.
        No dia 1º de agosto, será feita a troca da Guarda do Comando da Aeronáutica para o Comando do Exército, às 10h. Um seminário histórico e cultural está programado para o dia 3 de agosto, quando acontecerão palestras e debates. O arquiteto Marcos Konder Netto, autor do projeto do monumento, será um dos participantes. Dia 5, às 10h, uma solenidade militar celebrará o cinquentenário do monumento.
        Ponto turístico do Rio, o ‘Monumento aos Pracinhas’, como é popularmente conhecido, ocupa uma área de 10 mil metros quadrados, sendo 6.900 de construção. As obras para que fosse erguido levaram 3 anos, entre 1957 e 1960. O projeto arquitetônico é considerado um marco no País por ter sido o primeiro a usar concreto aparente, que está presente na placa no alto do pórtico de 31 metros de altura.

        A Cidade é Favela

        O SUCESSOR DO FAVELA BAIRRO

        Prefeitura lança novo plano para favelas, que prevê controle, gabarito, conservação e choque de ordem

        Publicada em 24/07/2010 às 22h08m
        Luiz Ernesto Magalhães - O Globo - 24/07/2010
        Vista aérea da Favela do Jacarezinho. Prefeitura vai investir R$ 8 bilhões até 2020 em comunidades. Foto Agência O GLOBO
        RIO - O programa Favela Bairro, que estava para entrar na sua terceira fase, já tem um sucessor na administração de Eduardo Paes. Na terça-feira, o prefeito lançará o Morar Carioca, um ambicioso plano que pretende se tornar, pelos próximos dez anos, a política pública de referência para a urbanização de todas as favelas da cidade, que estão sendo recontadas. O novo programa, concebido para ter continuidade nos governos seguintes, pretende dar às comunidades tratamento idêntico ao recebido pela cidade formal. Ao custo de R$ 8 bilhões até 2020, todas terão gabarito fixado e limites demarcados, além de serem alvo de choques de ordem em caráter permanente. A manutenção dos equipamentos públicos ficará a cargo da mesma secretaria - a de Conservação - que zela pelo restante do espaço urbano. As favelas que estiverem em áreas de risco e não forem urbanizáveis serão removidas.
        O plano, definido pela prefeitura como um legado social dos Jogos Olímpicos de 2016, prevê a remoção, até 2012, de 123 comunidades, onde vivem pelo menos 12.973 famílias em áreas de risco. Desse total, já foram retiradas 4.900. O número de favelas a serem erradicadas é similar ao antecipado pelo GLOBO em janeiro (119), quando o então secretário de Habitação, Jorge Bittar, anunciou uma série de remoções.
        Das 13 comunidades que deveriam ser integralmente removidas no primeiro semestre, a prefeitura confirmou a retirada completa de apenas 416 casas da Favela Serra do Sol, em Santa Cruz. Os moradores estão em abrigos provisórios, aguardando a conclusão das obras de casas populares no mesmo bairro. As demais favelas ou não foram ainda removidas ou o foram apenas parcialmente - caso do trecho da Tabajaras atrás do Cemitério São João Batista, em Botafogo. A prefeitura alega que as chuvas de abril forçaram uma revisão do planejamento.
        Para as famílias removidas, a prefeitura oferecerá como opção apartamentos do programa Minha Casa, Minha Vida, construídos pela União em parceria com estados e municípios. Segundo a Secretaria municipal de Habitação, o número de domicílios projetados ou já em construção no Rio chega a 54 mil, que seriam suficientes para receber as famílias removidas.
        Pelo novo programa, a Secretaria Especial da Ordem Pública ficará responsável por erradicar as favelas em estágio inicial. Os levantamentos, por fotos aéreas e satélite, de áreas ocupadas, para identificar novas invasões, passarão a ser anuais - hoje, são feitos a cada quatro anos.
        Concurso escolherá escritórios de arquitetura
        Um convênio de R$ 8 milhões será assinado na terça-feira com o Instituto de Arquitetos do Brasil (IAB). A entidade fará um concurso para escolher os escritórios de arquitetura que desenvolverão os projetos de urbanização de 378 favelas com mais de cem moradores. A expectativa da prefeitura é que todos estejam prontos até o fim de 2012. A partir daí, o município elegeria os projetos prioritários para licitação a cada ano, até a conclusão em 2020.
        Paes disse já ter assegurados cerca de R$ 2 bilhões para o programa até o fim do seu governo, em dezembro de 2012. Nesse pacote, estão obras em andamento ou em fase de licitação, com projetos que incluem comunidades com um total de 141.394 domicílios. O Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), que emprestou US$ 360 milhões à prefeitura para duas etapas do Favela-Bairro e passou a considerá-lo um exemplo mundial de projeto social, continuará como parceiro. As verbas também virão de parcerias público-privadas, do governo federal, do município e, eventualmente, do estado.
        No caso do caixa da prefeitura, Paes decidiu reforçar os gastos em urbanização das favelas com R$ 300 milhões por ano que sobrarão no orçamento, graças à redução do percentual dos juros (de 9% para 6% ao ano) da dívida do município renegociada com a União, hoje em R$ 7,4 bilhões.
        - A proposta, a partir de agora, é não se preocupar apenas com a realização das obras, como acontecia com o Favela-Bairro, mas com a manutenção da infraestrutura implantada e a contenção do crescimento, fixando regras para cada comunidade. Cada secretaria passará a cuidar das favelas da mesma maneira que faz no asfalto, substituindo um papel que tradicionalmente cabia à Secretaria de Habitação - explicou Paes.
        O prefeito acrescentou:
        - Se a estratégia é integrar as comunidades ao asfalto, precisamos ter um tratamento idêntico dos serviços públicos. A Seop terá um papel mais intenso na repressão ao crescimento desordenado, enquanto a Secretaria de Conservação assumirá atividades como a substituição de lâmpadas.
        Outra mudança é que a demarcação das comunidades não será feita só pelos ecolimites. O IAB ajudará a elaborar decretos que fixarão as regras para as construções e os limites das favelas. Os decretos terão referências simples, como uma caixa d'água ou uma birosca, que ajudarão a identificar expansões ilegais. Já a fiscalização das regras de construção ficará sob a responsabilidade de 130 Postos de Orientação Urbanística e Social (Pousos) que serão implantados. Cada um cuidará em média de cinco favelas ou complexos. Hoje, existem 30 Pousos.
        - Esse tipo de delimitação trará uma mensagem clara: a partir daqueles pontos, as comunidades não poderão mais crescer e a fiscalização será rigorosa - disse o secretário municipal de Habitação, Pierre Batista.