terça-feira, 21 de dezembro de 2010

Começam os testes do teleférico no Complexo do Alemão

20/12/2010 - O Globo - Athos Moura

Teste do teleférico no Complexo do Alemão/Foto: Guilherme Pinto - Extra

RIO - Começaram na segunda-feira os primeiros testes - que serão concluídos nesta terça-feira pelo presidente Lula e outras autoridades - do teleférico do Complexo do Alemão. Formado por seis estações e 152 gôndolas (bondinhos), por onde passarão, de acordo com a Secretaria estadual de Obras, cerca de 30 mil pessoas ao dia, o projeto tem previsão de inauguração para março do ano que vem. Os testes realizados foram para comprovar a segurança no movimento das portas, peso, capacidade, velocidade, vento, entre outros itens. Panes e falhas também passaram por simulações.

Cada gôndola do teleférico poderá transportar até oito pessoas sentadas e outras duas em pé. De acordo com o presidente da Empresa de Obras do Estado (Emop), Ícaro Moreno, a velocidade média dos bondinhos será de cinco metros por segundo e, quando eles se aproximam das estações, a velocidade cairá para 50 centímetros por segundo. Moreno afirmou ainda que, com essa velocidade, passageiros idosos e até portadores de deficiência podem desembarcar com toda a segurança.

Os testes, realizados na segunda, ocorreram entre as estações de Bonsucesso - integrada com a estação de trem -, Morro do Adeus e da Baiana. Além dessas, ainda há as estações do Alemão, Itararé e Fazendinha. Segundo o presidente da Emop, o trajeto entre todas as estações será feito em até 13 minutos. Em cada estação, haverá uma unidade social, com banco, biblioteca, centro de referência da juventude e um centro de serviços à comunidade.

O secretário estadual de Obras, Hudson Braga, anunciou que outros dois teleféricos serão construídos no Rio de Janeiro. Eles ficarão instalados na Rocinha e na Tijuca. Os projetos já estão sendo elaborados. Hudson prometeu que, até o meio do ano que vem, eles estarão prontos. De acordo com ele, na região da Tijuca, a ligação será feita da Praça Saens Peña até o Alto da Boa Vista, também visando a questão do turismo.

Leia a íntegra desta reportagem (conteúdo exclusivo para assinantes) no Globo Digital

Após quatro anos, obra de duplicação da Rio-Santos será inaugurada

20/12/2010 - O Globo - Paulo Roberto Araújo


RIO - O verão na Costa Verde fluminense promete não ser igual aos que passaram. O ministro dos Transportes, Paulo Sérgio Passos, inaugura nesta terça-feira a duplicação dos 26 quilômetros da Rodovia Rio-Santos (BR-101), entre Santa Cruz e Itacuruçá. Iniciadas há quatro anos, as obras foram feitas em ritmo lento nos três primeiros anos e custaram ao todo R$ 245 milhões, com recursos do PAC.

O superintendente do Departamento Nacional de Infraestrutura Terrestre (Dnit) no Rio, Marcelo Cotrim, disse que a duplicação reduziu em uma hora o percurso entre o Rio e Angra dos Reis. Ele garantiu que jamais vão ocorrer os engarrafamentos na véspera do carnaval, que deixavam motoristas até nove horas na estrada. Cotrim disse ainda que a duplicação está pronta, mas que serão solicitados recursos para construção de um viaduto de acesso ao pólo industrial de Santa Cruz para evitar um cruzamento perigoso no trecho inicial da rodovia.

Prefeito de Angra cobra contenção de encostas

O prefeito de Angra dos Reis, Tuca Jordão, comemorou a inauguração, mas pediu ao Dnit para acelerar as obras de contenção de encostas no trecho entre Itacuruçá e Angra dos Reis. Em dois trechos, onde houve deslizamento de barreiras, o Dnit mantém o sistema pare e siga, enquanto faz as obras de contenção.

Leia a íntegra desta reportagem (conteúdo exclusivo para assinantes) no Globo Digital

segunda-feira, 20 de dezembro de 2010

Lula inaugura duplicação da BR-101 no Rio de Janeiro

20/12/2010 - DNIT



O ministro dos Transportes, Paulo Sérgio Passos, com a presença do diretor de Infraestrutura Rodoviária do DNIT, Hideraldo Caron, inaugura nesta terça-feira, 21, a duplicação do trecho de 25 quilômetros da BR-101, no Estado do Rio de Janeiro.

Os serviços foram realizados entre o entroncamento com a Avenida Brasil e o acesso a Itacuruçá, em conjunto com o acesso ao Porto de Itaguaí.

O trecho faz parte do Arco Rodoviário do Rio de Janeiro, empreendimento incluído no Programa de Aceleração do Crescimento - PAC.

Com orçamento de R$ 245 milhões, a duplicação deste segmento da BR-101 garante o aumento da capacidade e segurança do trânsito, com a implantação de novas interseções em dois níveis, pontes e viadutos, ruas laterais e passarelas, assim como a restauração da pista existente do Acesso ao Porto.

Permite ainda o fácil acesso às diversas companhias instaladas na rodovia, como a Usina Termo Nuclear de Angra dos Reis, o Terminal da Petrobrás – TEBIG, o Estaleiro “Brás Fells”, o Terminal de “Containers” – TECON e a Usina Termo Elétrica de Santa Cruz.

A solenidade de inauguração ocorrerá às 11h no km 403 da BR-101 e contará ainda com a presença do superintendente do DNIT no Estado do Rio de Janeiro, Marcelo Cotrim.

Simultaneamente, o presidente Lula fará uma videoconferência direto do Morro do Alemão, também na capital do estado.

Serviço:

Evento: Inauguração da duplicação de trecho da BR-101/RJ

Local: km 403 da BR-101, pátio da Nuclep

Horário: 11 horas

Fonte: Site do DNIT

Veja abaixo como este trecho da BR-101/RJ se integra ao Arco Rodoviário do Rio de Janeiro

Centro da cidade será a primeira região a ter o mobiliário urbano revisto e padronizado

19/12/2010 - O Globo - Luiz Ernesto Magalhães

RIO - Fradinhos em excesso, jardineiras colocadas sem critério por comerciantes ou moradores e placas de sinalização de ruas com erros de grafia estão com os dias contados no Centro do Rio. O bairro foi escolhido pela prefeitura para um projeto piloto de conservação da cidade que terá início em janeiro e não vai se limitar a reparar o que está quebrado ou desgastado. A proposta é racionalizar e padronizar o mobiliário urbano, respeitando as características urbanísticas, históricas e culturais de cada região, a exemplo do que já acontece hoje nas áreas do Rio Cidade. A ideia é estender o projeto para outros bairros, em data a ser decidida.




O programa é desenvolvido em conjunto entre a Secretaria municipal de Conservação (Seconcerva) e o Centro de Arquitetura e Urbanismo (CAU). Na Avenida Presidente Vargas, apenas no trecho no entorno da Igreja da Candelária (entre a Avenida Rio Branco e a Casa França Brasil), as calçadas contam com 338 fradinhos, de cinco modelos e tamanhos diferentes, feitos de concreto ou ferro. O novo padrão válido para a calçada será um fradinho de ferro, igual aos existentes nas ciclovias. A quantidade também foi considerada excessiva. Dos 338, 214 serão removidos e apenas 124, mantidos.

A proposta da secretaria é elogiada por especialistas. Mas o ex-presidente do Instituto de Arquitetos do Brasil (IAB) e superintendente do Iphan-RJ, Carlos Fernando de Andrade, sugere que as intervenções sejam mais amplas. Para isso, propõe que outros órgãos participem do programa, como as secretarias de Transportes e de Fazenda.

Confira a matéria na íntegra no Globo Digital (serviço exclusivo para assinantes)

domingo, 19 de dezembro de 2010

Parte do hospital da UFRJ, na Ilha do Fundão, é implodida

19/12/2010 - O Globo


RIO - A ala sul do Hospital Universitário Clementino Fraga Filho, da UFRJ, na Ilha do Fundão, foi implodida na manhã deste domingo. A construção, que jamais foi usada, sofreu um forte abalo estrutural e foi interditada pela Defesa Civil em junho. Segundo engenheiros, por causa do alto custo não valeria a pena fazer uma reforma ( Outras imagens da implosão ).Veja vídeo da implosão

A Linha Vermelha, uma das principais vias de acesso ao Rio, foi interditada por causa da implosão e só foi reaberta às 8h30. O hospital teve que encerrar no início do mês todas as suas atividades por causa da implosão. No mês passado, o atendimento de emergência do Hospital do Fundão já havia sido totalmente interrompido.

Todos os pacientes que estavam internados no hospital foram encaminhados para outras unidades credenciadas ao Sistema Único de Saúde (SUS). A previsão é que o hospital volte a receber pacientes no dia 10 de janeiro e que o funcionamento seja retomado plenamente até o início de fevereiro de 2011.

sexta-feira, 17 de dezembro de 2010

Municípios de Itaguaí e Maricá passam a integrar Região Metropolitana

17/12/2010 - O Globo

RIO - O mapa oficial do estado do Rio de Janeiro traz uma nova delimitação geográfica, com a inclusão dos municípios de Itaguaí e Maricá na Região Metropolitana. Além dessa alteração, o documento mostra ainda o traçado do Arco Metropolitano. O documento, lançado na quinta-feira junto com o Anuário Estatístico do estado de 2010 , foi elaborado pelo Centro de Estatísticas, Estudos e Pesquisas (Ceep), órgão ligado ao Centro Estadual de Estatísticas, Pesquisas e Formação de Servidores Públicos do Rio de Janeiro (Ceperj). A última edição do mapa oficial do Estado do Rio fora lançada em 2001.

Muitas mudanças ocorreram nos últimos nove anos. Os municípios de Itaguaí e Maricá voltaram a pertencer à Região Metropolitana em 2009. Com isso, o novo mapa apresenta a região da Baixada Litorânea com uma área menor, já que perdeu Maricá. O mesmo acontece na região da Costa Verde, que também acabou reduzida com a saída do município de Itaguaí da área.

O novo mapa identifica ainda o traçado do Arco Metropolitano, considerado estratégico para a economia fluminense. Quando for concluído, terá 145 km de extensão, ligando o município de Itaboraí ao Porto de Itaguaí, passando por mais seis municípios. As obras, iniciadas em 2008, têm recursos do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC).

Jorge Roberto anuncia nova ponte Rio-Niterói

16/12/2010 - São Gonçalo Online

Niterói poderá ter mais uma ponte ligando a cidade ao Rio de Janeiro. A novidade foi anunciada, na manhã de ontem, pelo prefeito de Niterói, Jorge Roberto Silveira (PDT). A ligação será feita entre Gragoatá e Aterro do Flamengo. Os detalhes ainda serão firmados em reunião ainda este mês. O que já está acertado é a construção de um novo terminal rodoviário. O anúncio foi feito durante as comemorações do 103º aniversário do arquiteto Oscar Niemeyer, que inaugurou mais uma obra sua na cidade.

Após 36 anos da inauguração da Ponte Rio-Niterói, a prefeitura de Niterói, o Governo do Estado e prefeitura do Rio vão firmar parceria para construção de uma nova ligação entre os municípios. O prefeito Jorge Roberto disse que a construção poderá ser uma das alternativas para desafogar o trânsito no percurso do Rio e Niterói. O projeto, que ainda não foi apresentado oficialmente, tem previsão para ser apresentado em janeiro. Valores e estimativa do tempo para que o novo trajeto fique pronto deverão ser divulgados assim que a reunião acontecer. Jorge Roberto disse estar entusiasmado com a nova alternativa para o tráfego.
“É interessante este traçado, ele é curto. São 3 km, e é aonde Dom Pedro queria fazer um túnel. O governador anunciará a obra”, disse o prefeito.

Este não é o primeiro projeto para desafogar o trânsito e facilitar a vida dos trabalhadores que têm que cruzar a Baía de Guanabara. Diferentes estudos de viabilidade já foram elaborados. Um deles seria a construção de um túnel sob as águas ligando o Rio e Niterói como um complemento da Linha 3 do Metrô.

Em 2002, a então governadora Benedita da Silva lançou a pedra fundamental para a construção do túnel. Sem outra alternativa, os usuários ainda vêem nas embarcações a melhor forma de cruzar as duas cidades. Atualmente, a Concessionária Barcas S.A detém o monopólio na Travessia Rio-Niterói e é responsável pelo transporte diário de 100 mil pessoas.

Terminal – Além de anunciar a construção de uma nova ponte, Jorge Roberto também informou que construirá um novo terminal rodoviário que terá ligação com a Estação das Barcas e futura Linha 3 do Metrô. 
“O terminal João Goulart já está saturado. Nós temos que arrumar outra solução. Além de saturado, a arquitetura dele é conflitante com as obras de Oscar Niemeyer. Será uma obra rápida e já estamos abrindo licitação”, disse. 

Este empreendimento já está com a verba liberada – 60% dos recursos vieram do Ministério do Turismo e os outros 40% do Governo do Estado. 
“Não houve recursos da prefeitura, mas as parcerias viabilizaram a construção desta torre que terá, também, um restaurante em sua cúpula”, disse o prefeito.

Jorge Roberto ainda tem outros projetos para serem colocados em prática, como a revitalização do Centro da cidade. A Avenida Rio Branco, por exemplo, receberá mais uma pista. 
“Precisamos dar vida ao Centro. Queremos devolver o prazer da população em morar aqui. O Centro precisa de vida”, afirmou. 

Depois de terminar 2010 reconstruindo a cidade, 2011 promete ser o ano da virada para Niterói.
“Vou trabalhar para recuperar a auto estima do povo niteroiense e o Carnaval virá para recuperar o sorriso, devolver a felicidade ao povo de Niterói”, prometeu.

quinta-feira, 16 de dezembro de 2010

Aluguel sobe no Rio

16/12/2010 - Meia Hora

Preços pedidos estão até acima do dobro em comparação com o fim do ano passado

Quem procura imóveis para alugar no Rio está encontrando preços até acima do dobro do que era pedido no fim do ano passado. Dependendo da opção do locatário, a elevação chega a 126,2%. É o que aponta pesquisa do Sindicato da Habitação do Rio (Secovi-Rio). Em média, os aluguéis na cidade subiram 45% este ano.

As maiores valorizações ocorreram em Botafogo e na Tijuca. Os dois bairros tiveram o impacto da instalação de UPPs. Nas ruas próximas a favelas, houve recuperação do valor de mercado. Mas especialistas afirmam também que a elevação na cidade é quase generalizada por causa do aquecimento da procura por casas.

A representante de vendas Thabata Amorim, 21 anos, já se casou, mas ainda não conseguiu encontrar um apartamento. Procura um lugar para morar com o marido, Marcus Vinícius, desde o iní-cio do ano. "Os preços estão altos e a procura é tanta que as imobiliárias não têm nem interesse em nos tratar bem. A fila é sempre grande", conta ela, que procura apartamento na Tijuca e Méier.

Segundo o vice-presidente de Locações do Secovi-Rio, Antonio Paulo Monnerat, a interrupção nas construções, com a crise de 2008, reduziu as entregas de novas unidades na cidade, o que estaria se refletindo na alta dos aluguéis. Segundo ele, como o ritmo da construção civil está intenso, a partir do ano que vem, quando as entregas vão se dar, deve haver estabilização. "A tendência é de equilíbrio. Não acredito que esteja havendo especulação", diz.

O diretor de Locações da Abadi, Carlos Samuel Freitas, explica que o aumento dos salários também tem influenciado os preços. As melhores condições de renda levam os cariocas a buscarem bairros mais cobiçados.



quarta-feira, 15 de dezembro de 2010

Prefeitura de Niterói inaugura nesta quarta-feira prédio de fundação que exibirá o acervo de Oscar Niemeyer

15/12/2010 - O Globo - Paulo Roberto Araújo



RIO - O arquiteto Oscar Niemeyer vai ganhar um presente de Niterói, nesta quarta-feira, dia em que completa 103 anos. O prédio da Fundação Oscar Niemeyer, projetado por ele mesmo, será inaugurado pelo prefeito Jorge Roberto Silveira, no Caminho Niemeyer. Com 1.600 metros quadrados, a construção tem o formato de um caracol. Todo o acervo do arquiteto, como esculturas, projetos, maquetes e outros trabalhos realizados ao longo de mais de 70 anos, ficará exposto no local.

Antigo sonho de Niemeyer, o novo prédio integra o conjunto arquitetônico do Caminho Niemeyer, uma homenagem da cidade ao mais famoso arquiteto brasileiro. A construção fica sobre um espelho d'água, com 1.500 metros quadrados. A obra custou R$ 10 milhões, e os recursos foram liberados pelo Ministério do Turismo, com apoio da concessionária Barcas S.A.

O prédio da fundação é a sexta obra do arquiteto a ser inaugurada no Caminho Niemeyer. A primeira foi o Museu de Arte Contemporânea (MAC). Depois vieram a Praça JK e o terminal das barcas de Charitas. Na mesma região, estão sendo concluídas as reformas do Teatro Popular e do Memorial Roberto Silveira.

O sociólogo português Esaú Dinis se antecipou à inauguração e foi a Niterói nesta terça-feira fotografar o prédio:

- Sou de Açores. Meu avô migrou para o Brasil no século XIX, se fixou em Niterói e só voltou aos Açores em 1911. Sou um antigo admirador das obras de Niemeyer e sempre quis vê-las de perto - disse o turista.

Durante a inauguração, será distribuída a nova edição da revista "Nosso Caminho". A publicação trimestral sobre arte e cultura, que tem Oscar Niemeyer como diretor, foi criada nos moldes da "Módulo", idealizada em 1955 pelo arquiteto, extinta durante a ditadura e que voltou a circular entre 1975 e 1989.

Presidente do Grupo Executivo do Caminho Niemeyer, Selmo Treiger afirmou que o complexo levará à revitalização do Centro, atraindo turistas e aquecendo a economia do município. Ele acrescentou que o investimento do Ministério do Turismo é uma verba "carimbada", que tem que ser aplicada no turismo. Caso a prefeitura não faça tal investimento, os recursos terão que ser devolvidos - não poderão ser aplicados em outro tipo de obra.

terça-feira, 14 de dezembro de 2010

Eu ajudei a destruir o Rio de Janeiro

01/12/2010 -  Postado por Marco Antônio Nogueira

Amigos,

Eis em outras palavras o que venho dizendo com certa ironia sobre o cinismo de muita gente (intelectuais, artistas, executivos e outros) em querer aparecer na caça aos traficantes do Rio. E por que não responsabilizar o ex-Ministro Márcio Thomas Bastos por ter patrocinado a alteração do Código Penal no que se refere a descriminalização do usuário.

Faço o destaque:
"Qualquer mentecapto sabe que não pode persistir um sistema jurídico em que é proibida e reprimida a produção e venda da droga, porém seu consumo é, digamos assim, tolerado."

Marco Nogueira


"Eu ajudei a destruir o Rio de Janeiro" 
por Sylvio Guedes - Jornal de Brasília

Sylvio Guedes, editor-chefe do Jornal de Brasília, critica o "cinismo" dos jornalistas, artistas e intelectuais ao defenderem o fim do poder paralelo dos chefes do tráfico de drogas. Guedes desafia a todos que "tanto se drogaram nas últimas décadas que venham a público assumir:

EU AJUDEI A DESTRUIR O RIO

Leia o artigo na íntegra:

É irônico que a classe artística e a categoria dos jornalistas estejam agora na, por assim dizer, vanguarda da atual campanha contra a violência enfrentada pelo Rio de Janeiro. Essa postura é produto do absoluto cinismo de muitas das pessoas e instituições que vemos participando de atos, fazendo declarações e defendendo o fim do poder paralelo dos chefões do tráfico de drogas.

Quando a cocaína começou a se infiltrar de fato no Rio de Janeiro, lá pelo fim da década de 70, entrou pela porta da frente.

Pela classe média, pelas festinhas de embalo da Zona Sul, pelas danceterias, pelos barzinhos de Ipanema e Leblon.

Invadiu e se instalou nas redações de jornais e nas emissoras de TV, sob o silêncio comprometedor de suas
chefias e diretorias.

Quanto mais glamuroso o ambiente, quanto mais supostamente
intelectualizado o grupo, mais você podia encontrar gente cheirando carreiras e carreiras do pó branco.

Em uma espúria relação de cumplicidade, imprensa e classe artística (que tanto se orgulham de
serem, ambas, formadoras de opinião) de fato contribuíram enormemente para que o consumo das drogas, em especial da cocaína, se disseminasse no seio da sociedade carioca - e brasileira, por extensão.

Achavam o máximo; era, como se costumava dizer, um barato.

Festa sem cocaína era festa careta.

As pessoas curtiam a comodidade proporcionada pelos fornecedores: entregavam a droga em casa, sem a
necessidade de inconvenientes viagens ao decaído mundo dos morros, vizinhos aos edifícios ricos do asfalto.

Nem é preciso detalhar como essa simples relação econômica de mercado terminou. Onde há demanda, deve haver a necessária oferta. E assim, com tanta gente endinheirada disposta a cheirar ou injetar sua dose diária de cocaína, os pés-de-chinelo das favelas viraram barões das drogas.

Há farta literatura mostrando como as conexões dos meliantes rastacuera, que só fumavam um baseado aqui e acolá, se tornaram senhores de um império, tomaram de assalto a mais linda cidade do país e agora cortam cabeças de quem ousa lhes cruzar o caminho e as exibem em bandejas, certos da impunidade.

Qualquer mentecapto sabe que não pode persistir um sistema jurídico em que é proibida e reprimida a produção e venda da droga, porém seu consumo é, digamos assim, tolerado.

São doentes os que consomem. Não sabem o que fazem. Não têm controle sobre seus atos. Destroem famílias, arrasam lares, destroçam futuros.

Que a mídia, os artistas e os intelectuais que tanto se drogaram nas três últimas décadas venham a público assumir:

"Eu ajudei a destruir o Rio de Janeiro."
Façam um adesivo e preguem no vidro de seus Audis, BMWs e Mercedes.

sexta-feira, 10 de dezembro de 2010

Prefeitura carioca começa obras do Museu do Amanhã

02/12/2010 - Portal 2014

Projeto, que faz parte do Porto Maravilha, deverá ficar pronto em 2012

A prefeitura do Rio de Janeiro iniciou na última quarta-feira (1º/12) as obras do Museu do Amanhã. O projeto faz parte do Porto Maravilha, que irá revitalizar a Zona Portuária da cidade.

Projetado pelo arquiteto espanhol Santiago Calatrava, o museu terá 12,5 mil m2 de área, sendo que 6 mil m2serão reservados a exposições. De acordo com a prefeitura, o museu será construído de forma sustentável, utilizando recursos naturais do local, como a água da Baía de Guanabara.

A primeira fase do projeto, que terá gastos previstos de R$ 22 milhões, será de reforço estrutural do Píer Mauá, onde serão implantadas cerca de mil estacas que irão possibilitar a execução das fundações do museu. A segunda etapa será de construção do museu e urbanização do entorno. Segundo a prefeitura, a previsão do orçamento total da obra será de cerca de R$ 130 milhões. 

O projeto é uma parceria da prefeitura com a Fundação Roberto Marinho. O Museu do Amanhã, informa a prefeitura, vai unir tecnologia, ciência e conhecimento, através de um diálogo com o futuro e o meio ambiente. A ideia dos organizadores é de que a inauguração do museu ocorra durante a Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável, a Rio +20, em 2012.

Perspectiva do Museu do Amanhã, implantado em área da zona portuária (crédito: Divulgação)

Prefeitura dá início ao Parque Cidade do Rock, que fica pronto até setembro

10/12/2010 - O Globo - Luiz Ernesto Magalhães

O prefeito do Rio, Eduardo Paes, deu início nesta sexta-feira às obras para a construção do Parque Olímpico Cidade do Rock, na Avenida Salvador Allende, às margens da Lagoa de Jacarepaguá, na Barra da Tijuca. A área, que será um novo espaço de eventos da cidade administrado pela Riotur, será inaugurada em setembro do ano que vem, com a primeira de três edições do festival Rock In Rio que serão realizadas na cidade antes dos Jogos Olímpicos de 2016 - as edições do festival acontecerão em 2011, 2013 e 2015. Durante as Olimpíadas, o espaço será usado como área de lazer para os atletas. Nos períodos em que não houver eventos, os 250 mil metros quadrados vão funcionar como parque público, com quadras esportivas, ciclovia, equipamentos de ginástica para a população.

O Rock In Rio de 2011 será realizado nos dias 23, 24, 25 e 30 de setembro; e 1º e 2 de outubro. A vice-presidente da organização, Roberta Medina, contou que quase todos os 100 mil ingressos do primeiro lote liberado para o público (R$ 190 inteira e R$ 95 meia) desde o dia 19 de novembro já foram vendidos. A programação completa ainda não foi fechada, mas a expectativa é que mais de 100 bandas se apresentem no evento nos três palcos que serão instalados. Entre as que bandas já confirmadas estão Metallica, Motörhead, Sepultura, Red Hot Chili Peppers e Capital Inicial, entre outras.

- Por enquanto estamos oferecendo ingressos apenas para o público brasileiro. Observamos que neste momento, 60% dos compradores são de outros estados, porque é um público que deseja se programar com antecedência - explicou a empresária.

A capacidade total de público é de 600 mil pessoas em todo o evento (100 mil por dia). Sem entrar em detalhes, Roberta disse que estão sendo planejados com os patrocinadores vários eventos para promover o festival e incentivar a venda dos ingressos. O Rock In Rio 2011 será a décima edição do festival. Das nove edições já realizadas três foram no Rio (1985, 1991 e 2000). Os outros festivais aconteceram em Lisboa (quatro) e Madri (dois).

A previsão da Secretaria municipal de Obras é de que os serviços sejam concluídos até junho. As obras incluem a construção de uma espécie de miniacademia, ciclovia e um mirante na Lagoa de Jacarepaguá. A prefeitura também ficará responsável por implantar as redes de água, esgoto e telecomunicações. O investimento total do município chega a R$ 43,8 milhões (sendo R$ 37 milhões das obras e R$ 6,8 milhões pela compra da área, que foi desapropriada.

Prefeitura e construtora assinam contrato para iniciar obras da Vila Olímpica com um ano e meio de antecedência

10/12/2010 - O Globo 

RIO - As primeiras obras de infraestrutura para a construção da futura Vila Olímpica na Avenida Salvador Allende (Barra da Tijuca), local de hospedagem dos atletas que competirão nos Jogos Olímpicos de 2016 estão começando este mês, quase um ano e meio antes do cronograma original entregue ao Comitê Olímpico Internacional (COI) no dossiê da candidatura. Nesta quinta-feira, o prefeito Eduardo Paes e o empresário Carlos Carvalho, da construtora Carvalho Hosken, proprietária do terreno, assinaram um termo de compromisso que fixa as obrigações dos setores público e privado no projeto.

- O importante nesta fase de preparativos para os Jogos Olímpicos de 2016 é começar com antecedência os projetos que exigem mais investimentos, por demorarem mais para ficarem prontos, evitando atrasos no fim. Isto está sendo feito também com os BRTs (corredores de ônibus que usarão veículos articulados). As obras do BRT Transoeste (Campo Grande-Jardim Oceânico) já começaram. E, a partir de janeiro, daremos início ao BRT Transcarioca (Barra-Penha-Aeroporto Tom Jobim) - disse Paes.Custo do total da vila deve chegar a R$ 1 bilhão

A vila terá 34 edifícios de doze andares com 2.448 apartamentos de três e quatro quartos, que serão transformados num condomínio residencial após o evento. O custo do projeto, que terá 1,8 milhão de metros quadrados construídos, deve chegar a R$ 1 bilhão, segundo estimativas do empresário Carlos Carvalho. O empresário disse que ainda não fechou o contrato de financiamento do projeto. O mais provável, como previsto no caderno de encargos entregue ao COI, é que o dinheiro seja emprestado pela Caixa Econômica Federal (CEF). Carvalho estima que um apartamento na futura vila não sairia hoje por menos de R$ 400 mil.Empreiteira ficará isenta de taxas para concluir o projeto

O secretário municipal de Desenvolvimento Econômico, Felipe Goes, explicou que o acordo com a construtora prevê a oferta de uma série de contrapartidas da prefeitura para que todas as obras sejam concluídas até 31 de dezembro de 2015. A construtora será isenta, por exemplo, do pagamento de uma taxa à prefeitura, conhecida como outorga onerosa, para construir acima de um limite mínimo estabelecida pelo município. Pela legislação que disciplina desde o ano passado as construções na chamada região das Vargens (bairros de Vargem Grande, Vargem Pequena e Camorim), Carlos Carvalho só poderia construir 1,2 milhão de metros quadrados sem pagar a taxa. E não 1,8 milhão de metros quadrados previsto no projeto.

A prefeitura também se compromete a melhorar a urbanização do entorno e implantar um BRT ligando a Barra a Deodoro, previsto no dossiê entregue ao COI. O presidente do Comitê Rio 2016, Carlos Arthur Nuzman, disse que o gerente de Vilas do COI, Toshio Tsurunaga, visitou esta semana o canteiro de obras e ficou entusiasmado:

- Ele disse que será a mais bela vila da história dos Jogos. Vale lembrar que, em nenhuma edição do evento, a vila começou a ser erguida com tanta antecedência.