segunda-feira, 26 de dezembro de 2011

Cinco mil famílias do Vidigal vão oficializar registro da casa própria

26/12/2011 - Agência Rio

Cinco mil famílias do morro do Vidigal receberão o título de propriedade de seus imóveis. A informação foi divulgada nesta segunda-feira (26) pelo Governo do Estado. Em janeiro de 2012, além do termo de posse de suas casas, os moradores receberão o título de propriedade de seus imóveis.

Ainda de acordo com o Governo, o processo já foi encaminhado ao governador Sérgio Cabral e depende da publicação da autorização para que os títulos sejam emitidos. Outras 800 comunidades em todo o Estado – como Cantagalo e Pavão-Pavãozinho, Morro do Preventório, Manguinhos, Santa Marta, Complexo do Alemão, Rocinha e Vidigal - têm processos de regularização tramitando junto ao Iterj. Ao todo, 37.315 famílias serão beneficiadas.

Depois de realizar assembleias com os moradores, vistorias técnicas, pesquisa fundiária para verificar a propriedade da área e confecção de planta geral e separada por lotes, o Iterj promove um estudo socioeconômico para identificar o perfil dos moradores. A solicitação de legalização pode ser solicitada pela Associação de Moradores, desde que o proprietário não possua mais de um imóvel, resida na casa que deseja legalizar, tenha renda máxima de cinco salários mínimos e não alugue a residência para terceiros.

A legalização das moradias foi facilitada pela Lei Complementar 131/09 e pela Emenda Constitucional 42/2009, que permitiram a doação de bens públicos a particulares, apenas para efeito de titulação social. A lei estadual, sancionada em 22 de dezembro de 2011, que possibilita a doação por termo administrativo ou escritura pública ampliou ainda mais o processo.

Autor do texto, junto ao deputado André Correia, o secretário de Habitação, Rafael Picciani, diz que metade das famílias residentes no Vidigal receberá o documento. "Como esses imóveis estão em áreas públicas, o processo foi mais rápido. A regularização fundiária é de grande importância, pois dignifica as comunidades. Ela garante cidadania e, devido à possibilidade de comprovação de residência, facilita o acesso ao mercado formal, à obtenção de crédito, ao emprego. É um enorme avanço", afirma o secretário.

No Complexo do Alemão, 18 mil famílias serão beneficiadas

Na Rocinha, a situação é mais complexa, já que a maioria dos imóveis está localizada em terrenos de propriedade particular. Nesses casos, a regularização é feita pelo Iterj, em parceria com a Defensoria Pública, na Justiça por usucapião ou demarcação urbanística, alternativa proporcionada pela Lei Minha Casa Minha Vida, que encurta o prazo relativo ao processo judicial.

Das 4.050 residências com solicitação de formalização em andamento, 136 já possuem termos de Autorização Provisória de Ocupação (APO) ou títulos provisórios. O próximo passo será a averbação em cartório e a outorga das escrituras públicas de doação.

O Complexo do Alemão, na Zona Norte da capital, é a maior área com moradias em fase de legalização no estado: 18 mil famílias dos morros da Baiana, Adeus, Esperança, Matinha/Relicário, Fazendinha, Palmeira, Mineiros, Grota, Itararé, Alemão e Nova Brasília serão beneficiadas. No morro do Cantagalo, na Zona Sul, o Governo do Estado já garantiu a titulação definitiva a 44 famílias, um processo histórico de garantia de propriedade de terras públicas.

PB

domingo, 18 de dezembro de 2011

Túnel Rebouças ganha câmeras para informar ocorrências em tempo real

18/12/2011 - Agência Rio

Da Redação

O Túnel Rebouças recebeu 52 câmeras inteligentes para informar ao Centro de Operações da Prefeitura do Rio, em tempo real, de qualquer tipo de incidente, como acidentes e carros enguiçados. As câmeras foram instaladas nos dois sentidos ao longo dos seus 2.800 m.

O equipamento entrou em operação na última sexta-feira (16) ao custo total para a implantação de R$ 3 milhões.

A nova aquisição pretende melhorar a operação do trânsito, além de permitir que os atendimentos dentro do local sejam mais rápidos por parte das equipes que operam nesta via.

O túnel Rebouças torna-se o primeiro túnel urbano do Brasil a receber câmeras com essa tecnologia.

Praia de Ipanema ganha chuveiro movido a energia solar

18/12/2011 - O Globo

Aparelho foi instalado na altura da Rua Vinícius de Moraes e será inaugurado até o fim do ano

CAROLINA RADU

Prefeitura vai inaugurar chuveiro movido a energia solar até o fim do ano
HUDSON PONTES / O GLOBO

RIO - Começou a funcionar experimentalmente, no sábado, a ducha ecológica movida 100% a energia solar, na Praia de Ipanema, em frente à Rua Vinícius de Moraes. O sucesso foi imediato e os banhistas aproveitaram a manhã de sol para se divertir e admirar a inovação. O chuveiro foi instalado a partir de uma parceria entre a Secretaria Municipal de Ambiente, responsável pelo deque de madeira reciclada, com 72 metros quadrados; a Blue Sol, que doou a ducha; e o Instituto-E, que adotou a ideia. A previsão é de que todo o conjunto seja inaugurado até a última semana do ano.

O engenheiro Allan Veríssimo, que vive nos Estados Unidos e veio ao Rio passar férias, achou a iniciativa interessante.

- Achei bem bacana. Deviam fazer mais e espalhar por toda a orla. Os chuveiros das barracas desperdiçam muita água, este evita justamente isso - elogia. A novidade
O invento funciona somente durante o dia, quando o tempo está aberto, e uma placa alerta que em dias nublados ou chuvosos a vazão de água diminui, devido a menor incidência do sol.
As estudantes Cecília Andrade e Vanessa Mattos também gostaram da ideia.

- É muito legal. A água está geladinha. Vamos aproveitar muito isso neste calor que faz no verão - comemora Cecília.

Revestido de madeira plástica e reciclada, o mirante terá uma escada de acesso à praia, feita do mesmo material. No entorno, serão plantadas 700 mudas de ipoméia. No total, serão investidos cerca de R$60 mil.

O secretário municipal de Meio Ambiente, Carlos Alberto Muniz, acredita que o mirante será um ótimo ponto para que cariocas e turistas vejam o pôr do sol, conversem e aproveitem a ecoducha.

- O local também trará a vegetação que outrora havia ali com o plantio da vegetação de restinga. Assim, faremos a consolidação de tempos idos dos anos 40/50/60, numa das praias mais lindas do Rio e de frente ao monumento tão bonito que são as ilhas Cagarras.

Este é um projeto-piloto, e a intenção é, primeiramente, ver a receptividade do público e, em seguida, estudar a viabilidade de colocá-lo em outros pontos da orla.

O primeiro chuveiro solar instalado em uma praia carioca capta água do lençol freático através de uma bomba instalada a nove metros de profundidade. O sistema usado é o da fotovoltaica, que é a luz do sol convertida em energia elétrica. Esta fonte energética evita o aquecimento global, pois não emite carbono. Atualmente, os chuveirões instalados na praia são alimentados por bombas a diesel, gasolina e energia elétrica.

Paes inaugura o viaduto de Inhoaíba, na Zona Oeste do Rio

18/12/2011 - Agência Rio

Da Redação

O prefeito do Rio, Eduardo Paes, inaugurou na manhã deste domingo (18) o primeiro dos três viadutos em construção na Zona Oeste, que têm como objetivo melhorar o trânsito na região e facilitar o acesso à Avenida Brasil.

Com 170 metros de extensão, o viaduto de Inhoaíba passa sobre a linha férrea, entre a Avenida Cesário de Melo e a Estrada de Inhoaíba, facilitando o acesso aos dois lados do bairro. Com isso, os motoristasnão precisarão atravessar o centro de Campo Grande para chegar à Avenida Brasil. Os viadutos do Lameirão e de Realengo, com obras em andamento, ficarão prontos no primeiro semestre de 2012.

quarta-feira, 14 de dezembro de 2011

Avenida Brasil em 1967


Penha
Foto:Lavra
http://fotolog.terra.com.br/seed

terça-feira, 13 de dezembro de 2011

Projeto cria complexo de lazer na região da Barra e Jacarepaguá

12/12/2011 - O Globo

Intervenções incluem um píer na Praia do Pontal e a criação de uma ilha artificial

RAFAELA SANTOS

Projeto da Secretaria estadual do Ambiente prevê a construção de um restaurante no Quebra-Mar,
DIVULGAÇÃO

RIO - Transformar a Barra da Tijuca numa Cancún carioca. Essa é a ideia do projeto da Secretaria estadual do Ambiente, que, além de revitalizar o sistema lagunar da região de Barra e Jacarepaguá, vai transformar a área num complexo de lazer e turismo. As intervenções fazem parte do pacote de promessas feitas para os Jogos Olímpicos de 2016. Elas incluem a criação de um píer na Praia do Pontal, próximo ao Canal do Rio Morto; a ampliação do quebra-mar da Joatinga, que vai ganhar um restaurante; e a criação de uma ilha artificial.

Os investimentos, de cerca de R$ 400 milhões, já foram aprovados pelo Ministério das Cidades e devem ser liberados no próximo ano. O secretário do Ambiente, Carlos Minc, disse que as obras devem começar em julho de 2012, sendo concluídas antes da Copa de 2014.

— O quebra-mar pode ficar pronto antes, porque é mais urgente. Para evitar o assoreamento, vamos prolongá-lo em 180 metros, o que vai melhorar a troca de água entre o mar e a lagoa (da Tijuca) — afirmou Minc.

Já a construção de uma ilha artificial foi a solução encontrada para descartar o material que será dragado da Lagoa da Tijuca. Minc afirmou que a iniciativa vai gerar uma economia de mais de R$ 100 milhões com o transporte dos detritos que serão extraídos. Segundo o secretário, na parte escolhida para a ilha, o nível da lagoa é de quase zero. O local será transformado em parque ecológico, com espaço para quadras e ciclovias, entre outras atrações.
Para o presidente da Associação Comercial e Industrial da Barra (Acibarra), Ney Suassuna, o projeto levará benefícios para a região:

— A lagoa mais limpa abre espaço para novos restaurantes, embarcações e comércio. Toda essa movimentação vai resultar em mais consumidores para o bairro.

domingo, 11 de dezembro de 2011

Dez unidades da Petrobras, cinco delas em Copacabana, não terão licença renovada pelo governo do estado

10/12/2011 - O Globo

Zona Sul reage à extinção de postos de gasolina

FÁBIO VASCONCELLOS

O Posto BR
DOMINGOS PEIXOTO / O GLOBO

RIO - A decisão do governador Sérgio Cabral de não renovar a licença de uso do solo de dez postos de gasolina da BR Distribuidora provocou uma união inédita na cidade. Moradores da Zona Sul, principal área afetada, e a empresa se uniram contra a medida. Em ofício enviado à Petrobras, o governador deu prazo de 90 dias para que os postos sejam desativados. Com isso, Copacabana perde os cinco postos da Avenida Atlântica, restando apenas dois em ruas internas do bairro. Outro três postos no canteiro central da Lagoa Rodrigo de Freitas também serão fechados, conforme antecipou na sexta-feira Ancelmo Gois em sua coluna no GLOBO.
O secretário chefe da Casa Civil, Régis Fichtner, explicou que a medida foi tomada porque as áreas ocupadas pelos postos são muito importantes do ponto de vista turístico. Ele acrescentou que os terrenos serão cedidos à prefeitura para que o município decida qual a melhor finalidade. Procurada, a prefeitura informou que ainda analisa qual será a melhor destinação das áreas.
— Esses postos estão localizados em áreas do estado e foram cedidos há 20 anos para a Petrobras. Esse prazo terminou este ano. A Petrobras fez uma proposta que foi levada para o governador, que decidiu não renovar. O governo entende que essas áreas não são adequadas para o uso de postos de gasolina. São áreas nobres do ponto de vista turístico e paisagístico — afirmou Fichtner.
Petrobras diz que bairros perderão metade dos postos
Em nota, a Petrobras diz que não desistiu do negócio e que vai buscar mais informações no governo sobre a decisão. A distribuidora acrescentou que "os postos estão localizados em bairros onde há limitação de espaço para construção de novas estações de serviço". Segundo a empresa, a extinção dos postos provocará impacto no abastecimento da região. "Nesses postos são realizados aproximadamente 1,1 milhão de abastecimentos por mês. Na Zona Sul, o número total de postos de combustíveis, de todas as bandeiras, seria reduzido à metade", diz a empresa. Além dos postos da Avenida Atlântica e Lagoa, a Petrobras terá que fechar os postos da Avenida Radial Oeste (próximo à Uerj, e a unidade no Aterro, na altura do MAM.
O presidente da Sociedade Amigos de Copacabana, Horácio Magalhães, criticou a decisão do governo. Para ele, a extinção dos postos vai reduzir a oferta do serviço para os moradores, além de dificultar o trabalho dos outros dois postos que continuarão em funcionamento:
— Antes de ser um bairro turístico, Copacabana é também um bairro residencial. Os postos já estão integrados à paisagem do bairro. Até mesmo o lazer será afetado, pois os moradores calibram os pneus das bicicletas nesses postos, que ficam próximos à ciclovia.
A presidente da Associação dos Moradores da Fonte da Saudade e Adjacências, Ana Simas, acredita que a decisão pode aumentar o monopólio de algumas bandeiras que operam o serviço na Lagoa:
— Conversei com vários moradores. Todos são contra a medida. Com menos postos, poderá haver filas enormes de veículos para abastecer nos postos que permanecerão, como acontece hoje, por exemplo, no Jardim Botânico.

Para Evelyn Rosenzweig, da Associação de Moradores e Amigos do Leblon, a medida do governador foi radical. Segundo ela, a redução no número de postos pode melhorar a paisagem, mas a medida também prejudica a população.

— Hoje, no Leblon, temos apenas um posto, e mesmo assim com risco de ser vendido para o mercado imobiliário. Muitas pessoas, como eu, já utilizavam os postos da Lagoa, justamente por falta de opção. Acho que a medida para melhorar a visibilidade nas áreas turísticas é boa, mas não poderia ser tão radical. Poderia ser buscado um meio termo.
O futuro das áreas hoje ocupadas pelos postos preocupa a Associação dos Moradores de Botafogo. A presidente da entidade, Regina Chiaradia, disse que é preciso ficar claro qual será a destinação dos terrenos:

— Constantemente recebemos reclamações de moradores sobre a redução do número de postos de gasolina. Nunca sabemos ao certo quais são os interesses que estão por trás de uma medida como essa. Espero que não seja para repassar os terrenos para o setor imobiliário. Se for isso, será um escândalo.

sábado, 26 de novembro de 2011

Esgoto 1 e 2

25/11/2011 - O Globo, Negócios & cia

Carioca Engenharia, Queiroz Galvão, EIT, Cowan e Adebrecht integram o consórcio Foz/Saab, que venceu a licitação da rede de coleta e tratamento de esgoto da Zona Oeste carioca. O grupo vai pagar à Prefeitura do Rio R$ 84,2 milhões por 30 de concessão. Terá de investir R$ 1,6 bilhão.

Esgoto 2

A licitação foi montada com a EBP, que tem participação do BNDES. É a primeira vez que o setor público repassa à iniciativa privada serviço de esgoto sem distribuição de água, diz o secretário Pedro Paulo, da Casa Civil. O projeto deverá ser replicado em outras cidades do país.

R$ 1,6 bi para pôr fim aos valões

25/11/2011 - O Dia, Christina Nascimento

Obras começam em março em Santa Cruz, Bangu e Campo Grande

Com apenas 4% dos imóveis com esgoto tratado, a Zona Oeste começa a receber em março do ano que vem obras para acabar com o problema. Serão construídos na região 19 estações de tratamento e 221 elevatórias. A meta é que até 2016, 21 bairros tenham 65% do esgoto coletado e 36%, tratado. Bangu, Santa Cruz e Campo Grande serão os primeiros lugares a receber melhorias.

O Diário Oficial do município publica hoje o nome da empresa que ganhou a concessão do serviço. O consórcio vencedor - Foz/Saab, formado pelas empresas Foz do Brasil S/A e Saneamento Ambiental Águas do Brasil S/A - vai explorar o serviço por 30 anos e investir R$ 1,675 bilhão.

TARIFA NÃO VAI AUMENTAR

"Não haverá mudança nas tarifas cobradas hoje. Vamos acabar com as valões da região, que são um antigo problema. A população da Zona Oeste vai receber coleta e tratamento de esgoto adequado, sem pagar nada além da taxa cobrada atualmente pela Cedae", prometeu o secretário municipal da Casa Civil, Pedro Paulo Carvalho.

A RioÁguas funcionará como uma agência reguladora que vai fiscalizar a prestação do serviço da concessionária. A Cedae terá que manter a tarifa social.

quinta-feira, 24 de novembro de 2011

Perimetral será demolida até o primeiro semestre de 2016

24/11/2011 - O Globo

RIO - O Elevado da Perimetral já tem data para ir ao chão totalmente: primeiro semestre de 2016. O prefeito Eduardo Paes afirmou na quinta-feira que toda a estrutura, do entroncamento com o Elevado do Gasômetro até o desemboque no Aterro do Flamengo, será demolida a tempo dos Jogos Olímpicos. Para abrir caminho à remoção total, o traçado de um dos túneis previstos no projeto de revitalização da Zona Portuária está sendo modificado. A ideia é unir a galeria que ainda será perfurada ao Mergulhão da Praça Quinze, fazendo com que os motoristas atravessem toda a região pelo subsolo.
Paes falou da decisão de derrubar toda a Perimetral em entrevista à rádio CBN, quando fez um balanço de três anos de governo. Sobre os longos engarrafamentos diários registrados na região, o prefeito voltou a dizer que eles são inevitáveis e pediu compreensão dos motoristas.
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— Vamos demolir tudo. É óbvio. Nessa região temos o Museu Histórico Nacional, o Paço Imperial, a Igreja da Candelária, o restaurante Albamar e outros. Esses bens históricos estão escondidos por um equívoco arquitetônico. Sem ele, o lugar muda completamente — disse Paes à CBN.
Mais tarde ao GLOBO, o prefeito adiantou que o custo da demolição do trecho Praça Quinze da Perimetral, não previsto na Parceria Público Privada (PPP) da zona portuária, será bancada pelo município. O valor ainda está sendo orçado, mas Paes acredita que a despesa possa ser amortizada com a venda do concreto e do aço que sobrarem do desmonte. O trecho da Perimetral entre o Gasômetro e o Arsenal de Marinha já seria demolido até dezembro de 2015 como parte de um leque de obras que a concessionária Porto Novo — vencedora da licitação da Parceria Público Privada — teria que fazer.
Também estão previstas dentro da PPP a abertura de uma nova avenida; a implantação de novas redes de água, luz, esgoto, gás e telefonia e a reurbanização de uma área de cinco milhões de metros quadrados. Orçada em R$ 8 bilhões em 15 anos, a PPP será financiada com a venda no mercado financeiro dos chamados Certificados de Potencial Adicional de Construção (Cepacs). Os títulos permitirão que construtores ergam prédios de até 50 andares na região, dependendo do terreno.
— Não temos o valor ainda, mas não é caro fazer o resto (da demolição). Caro é abrir os túneis na Zona Portuária e isso já está incluído na PPP, que será executada sem recursos públicos. O material (do elevado) é de interesse de empresas — explicou Paes ao GLOBO.
Segundo o prefeito, um dos túneis que será perfurado na Zona Portuária terminava num ponto muito próximo ao emboque do Mergulhão da Praça Quinze, no final da Avenida Presidente Vargas, atrás da Igreja da Candelária. As galerias ficariam a uma distância de menos de 200 metros uma da outra, o que pesou a favor da decisão.
— Não tem razão nenhuma em manter o resto do elevado. O motorista vai poder cortar toda a área por túneis. E não teremos o vulto do elevado atrás da Candelária. Com as obras do porto prontas, a demolição do resto do elevado será rápida. Precisa apenas dar uma boa melhorada no mergulhão, que não está bom — complementou.
Mais cedo, em entrevista à CBN, Paes pediu desculpas à população pelos transtornos causados pelas obras de revitalização do porto e também por outras frentes de trabalho, como a construção dos corredores expressos de ônibus Transoeste e Transcarioca. Paes voltou a usar a expressão de que "para fazer uma omelete, tem que se quebrar os ovos".
— O porto é uma área de cinco milhões de metros quadrados e que hoje não serve para nada. Derrubar a Perimetral é a ultima coisa que vai acontecer, depois que tivermos o túnel como alternativa. A cidade passou muito tempo sem intervenções de infraestrutura. Sabemos dos transtornos e procuramos minimizar. Eu me desculpo com as pessoas. Mas não podemos deixar de reformular a cidade. São intervenções necessárias para melhorar a vida das pessoas.
Paes ressaltou que o Rio vem passando por um momento de transformação, em que um grande conjunto de obras e serviços vem sendo implantados em pouco tempo, gerando benefícios, mas transtornos no caminho.
— Já implantamos os corredores de ônibus de Copacabana, Leblon e Ipanema. Em dezembro, vamos chegar com o BRS ao Centro. Em 2012 teremos o Transoeste e no ano seguinte o TransCarioca. Vamos licitar agora o TransOlímpica. Hoje o Rio tem 15% da população andando em transporte de alta capacidade. A meta é chegar a 2016 com 60% das pessoas usando esser tipo de transporte — disse Paes.
O prefeito disse ainda que pretende se reunir com moradores e comerciantes da região de Ramos para explicar as modificações do traçado do TransCarioca, que passará pela Rua Uranos ao invés da Estrada Engenho da Pedra. Segundo Paes, com as modificações, será possível diminuir o número de desapropriações nesse trecho do corredor, que previa a demolição de cerca de 300 imóveis.
— Era um roteiro mal feito. Vamos diminuir o impacto nas residências das pessoas. E vou mostrar pessoalmente o projeto aos comerciantes de Ramos, para explicar que ele não facilitar a vida de todo mundo, uma vez que o corredor passará na porta dos comércios.

segunda-feira, 14 de novembro de 2011

O Bairro Carioca

13/11/2011 - O Globo, Ystatille Freitas

Projeto de empreendimento popular propões novo conceito arquitetônico e urbanístico

Entre amendoeiras, pés de jabuticaba, jasmim e goiaba nasce no Rio um empreendimento popular com traços arquitetônicos e urbanísticos que fogem aos modelos tradicionais. É o Bairro Carioca, projeto da prefeitura do Rio, que está sendo erguido no antigo complexo da Light, em Triagem. Inserido no programa Minha Casa, Minha Vida, para famílias com renda até R$ 490, o Carioca integra antigas edificações da empresa de energia a novas construções para 2.240 moradias. A idéia é, com a preservação do passado, garantir aos moradores infraestrutura de bairro e suporte à cidadania.

Antigos galpões mantêm o vínculo com o espaço

- A preservação da memória e da diversidade arquitetônica contribui para despertar o vínculo com o lugar - diz o arquiteto Celso Rayol, diretor da STA Arquitetura, um dos escritórios responsáveis pelo projeto.

- Por que não poderíamos erguer um bairro popular que tivesse os pavilhões da Light como elementos norteadores?

O prédio central, que abrigava os escritórios da companhia de energia - com fachada de pedra, salas revestidas de madeira e contornado por árvores exóticas - será transformado em um centro cívico e cultural, que vai oferecer cursos de capacitação. Este tipo de equipamento, de acordo com a arquiteta e urbanista Cristiane Guinâncio, professora da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da Universidade de Brasília (UNB), é bem diferente da maioria dos projetos que estão sendo construídos dentro do Minha Casa, Minha Vida:

-  Um centro cívico remete à proposição de uma praça central, que favorece o encontro, com potencial para promoção e fortalecimento de laços sociais na comunidade. Não se vê este tipo de equipamento em muitos projetos de habitação popular.

Além da edificação principal, outros galpões do complexo ganharão funções: as de escola, creche, mercado e centro esportivo. O projeto procura valorizar a ambiência, recuperando detalhes arquitetônicos. Para o vice-presidente do Instituto de Arquitetos do Brasil (TAB), Pedro da Luz, esse aproveitamento das construções é uma forma de valorizar um empreendimento e a cidade:

-  Há muitos projetos do Minha Casa, Minha Vida que expandem o perímetro urbano sem trazer qualquer benefício à paisagem ou qualidade de vida aos novos moradores. Dar usos aos galpões está em sintonia com o pensamento contemporâneo de aproveitar estruturas existentes.

Cristiane faz coro com o colega e acrescenta como ponto positivo o fato de o empreendimento estar dentro da malha urbana.

- É positiva a inserção das famílias em áreas centrais da cidade, providas de infraestrutura e acessíveis às oportunidades de trabalho e serviços - opina a arquiteta, para quem entretanto, os prédios residenciais poderiam ter desenhos diferentes entre si, reproduzindo padrões da cidade.

Mas todos os edifícios do Bairro Carioca têm os apartamentos, de sala e dois quartos, virados para a rua, sendo que alguns contam com vista para uma área verde. Outros, porém, estão próximos ao viaduto do Metrô, cuja passagem tende a incomodar moradores. Acontece que, diz Rayol, a disposição das edificações foi projetada para dar privacidade aos apartamentos.

O argumento tem sentido, pois, observa o antropólogo Marco Antonio da Silva Mello, coordenador do Laboratório de Etnografia Metropolitana da Universidade Federal do Rio de Janeiro (LeMetro/UFRJ), em muitos projetos de interesse popular, o morador, ao abrir a janela do quarto, quase dá de cara com a sala do vizinho. Mas, acrescenta que esta é uma realidade também presente em bairros da Zona Sul, como Botafogo e Copacabana.

A distância de cinco metros entre os prédios do Bairro Carioca, de acordo com o gerente de obra Rodrigo Neiva Deusdará, procura garantir essa privacidade, pois é maior que a de três metros, usada convencionalmente. O empreendimento terá 60 prédios de cinco andares, será contornado por uma ciclovia e deve ficar pronto em abril.

Mergulhão no Centro de Niterói será licitado em dezembro

14/11/2011 - O Globo, Diego Barreto

Obras na Avenida Marquês do Paraná estão orçadas em R$ 16 milhões e devem ser executadas em até sete meses

Obras na Avenida Marquês do Paraná estão orçadas em R$ 16 milhões e devem ser executadas em até sete meses

Perspectiva da Marquês do Paraná após a conclusão das obras
DIVULGAÇÃO/PREFEITURA DE NITERÓI

Cinco meses depois da interdição de parte da Avenida Marquês do Paraná, no Centro, para a construção do mergulhão no sentido Zona Sul da via, a prefeitura de Niterói definiu a data em que será conhecida a empresa responsável pela execução do projeto. Marcada para o próximo dia 5 de dezembro, a concorrência pública prevê que, além da construção da passagem de nível, a empresa vencedora será responsável pela implantação de sistema de drenagem, pavimentação e recuperação das calçadas. Imagens de perspectiva da obra após a conclusão foram divulgadas pela Niterói Transporte e Trânsito (NitTrans).

Orçada em R$ 16.080.694, a construção do mergulhão tem previsão de término sete meses após o início das obras. Instalado a uma profundidade de quatro metros e meio em vão livre, o mergulhão absorverá em duas faixas de rolamento o fluxo de veículos oriundo da Avenida Jansen de Melo em direção a Icaraí, à exceção de ônibus convencionais, que permanecerão com trajeto pela superfície. Sobre a laje da passagem viária subterrânea será instalado um ponto de integração do sistema de ônibus BRT.

A expectativa do governo municipal é que o mergulhão amenize os congestionamentos no trecho. Atualmente, nos horários de pico da manhã e da noite, a via registra um fluxo de aproximadamente dois mil veículos por hora.

Enquanto a obra não é concluída, motoristas precisam de uma dose extra de paciência para circular no trecho entre o quartel dos Bombeiros de Niterói e o Hospital Universitário Antonio Pedro.

— Acredito que a obra é necessária para melhorar o trânsito no Centro, mas o esquema de trânsito montado em consequêcia das interdições não está dando conta dos congestionamentos. Enfrento trânsito na ida e na volta do trabalho — diz o bancário João Pedro Ventura, morador de Santa Rosa, que trabalha no Rio.

Troca de redes subterrâneas em conclusão

A primeira etapa do projeto para a construção do mergulhão, que previa a realocação de redes subterrâneas de concessionárias de serviços públicos, deve ser concluída nas próximas semanas. O diretor da Águas de Niterói, Dante Luvisotto, explica que, no caso das redes de água e esgoto, foram remanejados 1.200 metros de tubulação:

— Começamos o trabalho em junho e concluímos o remanejamento de 700 metros de tubulação de água e 500 metros de rede de esgoto. Estamos na fase final, faltando apenas concluir as interligações para liberar a área.

A CEG informou que está executando a ampliação e o remanejamento de 130 metros da rede que cruza a Avenida Marquês do Paraná. Segundo a concessionária, os serviços no local foram iniciados em outubro e devem ser concluídos até o fim do mês. A Oi também comunicou o remanejo de cabos e tubulação, mas não divulgou a extensão da rede realocada. A empresa afirmou que segue cronograma e padrões definidos pelos órgãos públicos competentes. A Ampla disse que fez a retirada de um poste no local e aguarda definição do município para realizar remanejamentos em sua rede elétrica aérea.

sexta-feira, 4 de novembro de 2011

Museu do Amanhã, candidato a cartão-postal

02/11/2011 - O Globo

Obra no Porto tem início e deve ficar pronta em 2014. Iniciativa privada assumirá custo de R$215 milhões

O Museu do Amanhã, que começou a ser construído ontem no Píer Mauá, na Zona Portuária, não será mais custeado com recursos públicos. Orçada em R$215 milhões, a obra foi incluída pela prefeitura no leque de intervenções que terão que ser realizadas pelo consórcio Porto Novo, dentro do projeto Porto Maravilha. Projetado pelo arquiteto espanhol Santiago Calatrava e com conceito desenvolvido pela Fundação Roberto Marinho, o museu deverá ficar pronto no primeiro semestre de 2014. Dedicado à ciência, à ética e à tecnologia, ele terá o patrocínio do Banco Santander, que investirá R$65 milhões na implantação e na manutenção da instituição por dez anos.

Na cerimônia de lançamento da obra, o prefeito Eduardo Paes disse que espera que o museu se transforme num novo marco arquitetônico do Rio. Paes comparou a estrutura ao Cristo Redentor, aos Arcos da Lapa e ao Sambódromo:

- O museu é a joia da coroa do projeto de revitalização do Porto. É um ícone que se constrói para o Rio e certamente entrará para o imaginário da cidade, como o Sambódromo, os Arcos da Lapa e o Cristo.

Prédio terá sistema para aproveitar energia do sol

Com linhas arrojadas em aço e vidro, que lembram um animal marinho adormecido, o prédio terá 15 mil metros quadrados e ficará acomodado sobre um espelho d'água, alimentado com a água da Baía de Guanabara. A água do mar será usada na refrigeração do prédio. Notabilizado pelas suas obras inovadoras, como a Gare do Oriente, em Lisboa, e a Cidade das Artes e da Ciência, em Valência, o arquiteto Calatrava projetou um prédio cujo telhado se movimentará - como se fosse as escamas de um grande peixe - e será forrado de placas de captação de radiação solar, para reduzir os gastos com energia elétrica.

O paisagismo do terreno - que, com 30 mil metros quadrados, inclui espaços de lazer e ciclovias - será desenvolvido pelo escritório Burle Marx. O objetivo é que o projeto possa buscar a certificação internacional de prédio verde.

Com curadoria do físico Luiz Alberto Oliveira, doutor em cosmologia, e do jornalista e professor de cultura brasileira Leonel Kas, o museu terá um formato diferente do das instituições tradicionais, voltadas para a história natural, as ciências e a tecnologia. Ele proporá experiências interativas ao visitante, que poderá passear por ambientes onde estarão em discussão a vida do homem nos próximos 50 anos e o futuro do planeta.

- O Museu do Amanhã é um projeto verde e inovador. Ele começa a ser construído com a ambição que o cenário sugere: pensar a complexa teia de relações entre a humanidade e a natureza, a nossa responsabilidade na continuidade da vida e o tipo de vida que nossos filhos e netos terão no futuro. Essas escolhas terão que ser feitas agora. Projeções da ONU apontam que já somos sete bilhões no planeta, que têm que consumir, se alimentar e viver sem devastar o meio ambiente - afirmou o presidente da Fundação Roberto Marinho, José Roberto Marinho, que participou da cerimônia.

Títulos públicos custearão obras de infraestrutura

A obra será custeada com os recursos da venda no mercado financeiro dos Certificados de Potencial Adicional de Construção (Cepacs), títulos criados pela prefeitura que permitirão a empreendedores erguer prédios de até 50 andares na Zona Portuária, dependendo do terreno. Geridos pela Caixa Econômica Federal, que criou um fundo imobiliário para negociar os títulos, os Cepacs custearão um leque de obras urbanísticas e de infraestrutura na Zona Portuária orçadas em R$8 bilhões em 15 anos.

Entre as obras previstas estão a derrubada de parte do Elevado da Perimetral, a abertura de túneis e avenidas, e a implantação de redes de água, luz, esgoto, gás e telefonia, numa área de cinco milhões de metros quadrados, além da recuperação do patrimônio histórico e cultural.

PPP vai garantir projeto

A estimativa inicial de custos da obra do Museu do Amanhã era de R$130 milhões, sendo R$35 milhões no desenvolvimento do conteúdo e R$95 milhões na construção, como informou a prefeitura há um ano. Mas, segundo o secretário municipal de Obras, Alexandre Pinto, os valores iniciais tinham sido calculados a partir do projeto básico. Com o desenvolvimento do projeto executivo do edifício, que terá dois andares, chegou-se ao valor final de R$215 milhões.

Os gastos seriam bancados inicialmente pela prefeitura, que já desembolsou cerca de R$24 milhões na implantação das fundações do museu. A inclusão das obras do prédio no contrato de intervenções na região foi negociada pela Companhia de Desenvolvimento do Porto (Cdurp). Segundo o presidente da Cdurp, Jorge Arraes, o contrato com o consórcio Porto Novo permite o remanejamento de obras.

quinta-feira, 3 de novembro de 2011

Manchete

01/11/2011 - O Globo

A antiga sede da "TV Manchete", no Rio, será entregue à BR Properties no fim do mês. O negócio, feito pela Office Imóveis, foi de R$ 260 milhões. A reforma custou R$ 75 milhões e durou 14 meses. Metade do prédio ficará com a norueguesa Statoil, de óleo e gás.

terça-feira, 1 de novembro de 2011

Prefeitura dá início às obras do prédio do Museu do Amanhã

01/11/2011 - Agência Rio

Da Redação

A Prefeitura do Rio deu início, na tarde desta terça-feira (01), às obras de construção do prédio do Museu do Amanhã, no Píer Mauá. Uma parceria com a Fundação Roberto Marinho, o museu tem o projeto concebido pelo renomado arquiteto Santiago Calatrava e é uma das âncoras do Projeto Porto Maravilha, de revitalização da Região Portuária. O prefeito Eduardo Paes participou do evento.

Segundo a Prefeitura, o prédio terá 15 mil metros quadrados e sua arquitetura vai dialogar com a temática da sustentabilidade. O espaço será dedicado às Ciências, mas terá um formato diferente dos museus de História Natural ou de Ciências& Tecnologia já conhecidos. O Museu do Amanhã será um ambiente de experiências, que vai permitir ao visitante fazer escolhas pessoais, vislumbrar possibilidades de futuro, perceber como será sua vida e a do planeta nos próximos 50 anos.

O museu será erguido no Píer Mauá em meio a uma grande área verde, com paisagismo projetado por Calatrava e desenvolvido pelo escritório carioca Burle Marx e Cia. Serão cerca de 30 mil metros quadrados que incluem, além do prédio, área de lazer e ciclovia. Desde dezembro do ano passado, a prefeitura vem executando obras de reforço estrutural do píer e fundações do museu e do espelho d’água.

A construção do Museu do Amanhã foi incluída no pacote de obras da prefeitura que estão sendo realizadas pelo Consórcio Porto Novo através da maior PPP (Parceria Público-Privada) do País. Assim como demais intervenções do Porto Maravilha já em andamento, o prédio também vai ser custeado pela venda dos CEPACs (Certificados de Potencial Adicional de Construção), ou seja, sem recursos do tesouro municipal. Além disso, o Museu do Amanhã vai contar ainda com o patrocínio do Banco Santander, que vai investir na implantação da museografia e no programa de sustentabilidade durante dez anos.

segunda-feira, 31 de outubro de 2011

O Parcão de Madureira

30/10/2011 - Extra, Marcelo Dias

Bairro da Zona Norte ganha terceira maior área de lazer da cidade, equivalente a 14 campos do Maracanã

Mais de um século depois, o Rio assiste a outro bota-abaixo. Passados 105 anos desde que o prefeito Pereira Passos derrubou tudo o que encontrou pela frente para abrir a Avenida Central e construir o Centro, finalmente as máquinas do progresso chegaram ao subúrbio da Central. Com tratores, escavadeiras e guindastes, Eduardo Paes faz surgir agora um sem fim de canteiros de obras em Madureira.

Do alto, é possível ver o bairro todo rasgado por tratores e escavadeiras, numa prévia do que virá com a chegada do corredor de ônibus Transcarioca e o surgimento do Parque de Madureira, que será o terceiro maior do Rio. A imagem mais impressionante é a da construção da nova área de lazer inauguração está marcada para o primeiro semestre de 2012.

Temperatura amena

O parque nasce num traçado reto de 1.350 metros, à beira da Unha do trem. Haverá tantas novidades ali que até o clima nas redondezas ficará mais ameno. Estima-se que a temperatura ali cairá até 5 graus centígrados por causa dos 21.500m² de grama, das 432 árvores e 194 palmeiras. Além disso, ainda haverá cinco lagos com fontes iluminadas para refrescar ainda mais os freqüentadores.

O parque terá ainda uma ciclovia de 1.500 metros, parquinho, um campo de futebol com grama sintética, quadras polivalentes e uma para vôlei de areia e até uma pista para jogar bocha. Também haverá mesas para pingue-pongue e para jogos, três academias ao ar livre e até uma mega rampa de skate projetada pelo campeão mundial Bob Burnquist.

- Esse parque será o terceiro maior do Rio e vai beneficiar não só os moradores de Madureira, como também os de Rocha Miranda, Oswaldo Cruz e Turiaçu, numa região de 204 mil habitantes - diz o prefeito Eduardo Paes, fazendo a obra crescer com o olho, de tanto que vistoria as intervenções na cidade.

- Retiramos daqui 1.200 famílias e estamos remanejando as torres de energia da Light para as laterais do terreno, além de compactar uma área vizinha para construir um conjunto habitacional - conta o secretário de Obras, Alexandre Pinto.

sábado, 29 de outubro de 2011

Avenida Rio Branco


Cartão Postal, por volta de 1940.

terça-feira, 25 de outubro de 2011

Estaleiros e cemitério são obstáculos à obra de duplicação da Avenida do Contorno, em Niterói

25/10/2011 - O Globo

Estaleiros e cemitério são obstáculos à obra de duplicação da Avenida do Contorno, em Niterói.

Henrique Gomes Batista (henrique.batista@oglobo.com.br) e Paulo Roberto Araújo (pra@oglobo.com.br)

RIO - A duplicação da Avenida do Contorno, em Niterói, um dos principais gargalos do trânsito do Grande Rio, vai demorar mais do que o previsto. Embora programada no contrato de concessão da BR-101, administrada pela espanhola OHL (Autopista Fluminense), a obra não sai porque há um impasse que impede a expansão da via: de um lado estão os estaleiros, que não querem perder espaço, e de outro há um cemitério. O gargalo é responsável por engarrafamentos diários na entrada e na saída da Ponte Rio-Niterói e pelo caos no tráfego nos fins de semana de verão.

- Há uma decisão, uma cobrança da Casa Civil, para que essa obra saia logo, mas estamos com um quebra-cabeça. O prefeito (de Niterói) e o governador (do Rio) nos pediram para reduzir ao máximo possível os impactos nos estaleiros. Mas do outro lado há um cemitério, e é sempre um problema fazer exumação de cadáveres. Estamos negociando, e a solução terá que sair logo -- afirmou Mário Rodrigues Júnior, diretor da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT).

Ele lembra que o projeto já conta, inclusive, com licenciamento ambiental e recursos. Houve uma série de adaptações no traçado para minimizar o impacto nos estaleiros. No entanto, o projeto final afeta ainda de forma relevante o estaleiro Renave, no Barreto, em Niterói. Rodrigues Júnior disse que a prefeitura está oferecendo uma parte da área do cemitério, mas que tudo tem que ser muito bem negociado.

-- A solução tem que passar por um ajuste do atual licenciamento. Se tivermos que pedir um novo, esquecemos tudo e fazemos a obra como está prevista, passando pela desapropriação do terreno dos estaleiros -- disse o diretor da ANTT.

Rodrigues Júnior informou que a decisão sobre a obra deve sair ainda este ano. Os trabalhos, contudo, devem demorar um pouco para ser iniciados, pois não é aconselhável começá-los no verão, quando o tráfego e os congestionamentos na via aumentam significativamente. A obra de dois quilômetros está orçada em R$ 25 milhões e deve demorar dois anos para ser concluída.

O governo do Estado do Rio confirmou que pediu o reestudo do projeto, para não prejudicar quatro estaleiros, que perderiam áreas com a ampliação da avenida. A solicitação foi feita depois que as empresas argumentaram que seriam prejudicadas e não teriam como atender a encomendas de navios e plataformas feitas pela Petrobras. Isso poderia gerar desemprego em massa.

Concessionária: liberação de áreas está em andamento
Para atender os estaleiros, que ficam na pista em direção à Ponte, a mudança do projeto teria que direcionar a ampliação da pista no sentido oposto. Para isso, contudo, é preciso invadir a área do Cemitério do Maruí e cortar uma pedreira, sem uso de dinamite, para não prejudicar o tráfego pesado da via.

Em nota, a OHL informou que está "em andamento o processo de liberação das áreas necessárias para as obras, o que inclui negociações com os proprietários dos terrenos às margens da rodovia. Esse processo segue em conformidade com as leis vigentes, e as obras serão iniciadas assim que os espaços forem disponibilizados. Os estudos relativos à mudança de traçado do trecho da Avenida do Contorno mais próximo à Ponte Rio-Niterói estão em análise na ANTT. Quanto à outra extremidade da Avenida do Contorno, a agência reguladora analisa a possibilidade de revisão do projeto executivo".

segunda-feira, 24 de outubro de 2011

Calçadão carioca
23/10/2011 - O Dia

A Brookfield inaugurou ontem o "Calçadão Carioca", via de pedestres de 1.246 metros quadrados ao lado da Avenida Pastor Martin Luther King Jr. Ela contará com projeto paisagístico, nova pavimentação e equipamentos urbanos. Na região, a Brookfield conta com três empreendimentos, comerciais e residenciais. A renda familiar média na região é de R$ 2.900, segundo levantamento do IBGE.        

quinta-feira, 20 de outubro de 2011

Shopping no Recreio

20/10/2011 - O Globo

O Recreio ganhará, em 2013, o shopping Crystall Mall. Ficará na Estrada dos Bandeiras, próximo ao Riocentro. Será construído como uma grande vitrine, com todas as 111 lojas voltadas à rua. Valor de vendas de R$ 30 milhões. O lançamento, da W3, Promall e KS Fomento, é dia 29.

quarta-feira, 19 de outubro de 2011

Preço do metro quadrado dos imóveis na Zona Sul dobra e é encontrado por até R$ 50 mil

19/10/2011 - O Globo Online

Apesar da fartura de lançamentos nas regiões de Barra e Jacarepaguá, os cariocas, como sempre, continuam de olho nas novidades de bairros da Zona Sul. Pensando neste público, algumas construtoras estão conseguindo abocanhar os últimos terrenos e casas, com bom espaço para construção, em Ipanema e no Leblon. O fato é que o valor do metro quadrado pago por esses achados quase dobrou nos últimos três anos, enquanto o tamanho dos imóveis vem sendo reduzido a mais da metade.

Entre 2008 e 2010, era possível encontrar lançamentos na orla e em ruas próximas às praias do Leblon e de Ipanema de apartamentos com áreas entre 220 e 770 metros quadrados e custo entre R$ 25 mil e R$ 27 mil por metro quadrado. Já este ano, o valor do metro quadrado está chegando a R$ 50 mil e as dimensões de grande parte das unidades foram enxugadas, variando entre 73 e 90 metros quadrados.

De acordo com o vice-presidente da Associação de Dirigentes do Mercado Imobiliário do Rio (Ademi), Paulo Fabrianne, a forte valorização dos imóveis localizados na orla e nas quadra próximas à praia deve-se ainda à alta demanda dos consumidores por apartamentos nesses bairros.

- Esses lançamentos são os últimos biscoitos do pacote. Com a alta procura e as poucas ofertas, o preço do metro quadrado aumentou bastante. Quem quer comprar um imóvel mais perto da praia pode chegar a pagar R$ 50 mil pelo metro quadrado. Na orla, quem sabe até mais - explica Fabrianne.

A Cyrella, que acaba de lançar um empreendimento no último terreno livre de Ipanema na quadra da praia, entre as ruas Aníbal de Mendonça e Garcia d'Ávila, está pedindo entre R$ 38 mil e R$ 50 mil pelo metro quadrado construído. Com conclusão prevista para março de 2014, a obra do Wave, que terá 1.813 metros quadrados de área total, já começou. São 84 unidades, entre 73 e 85 metros quadrados, incluindo duas suítes e plantas personalizáveis. Os apartamentos dos fundos terão vista para a praia, devido ao prédios baixos daquele trecho da Vieira Souto. De acordo com o vice-presidente da Cyrella, Rogério Jonas Zylbersztajn, o mix de plantas escolhido "está de acordo com a demanda daquela localização":

- Atende a vários perfis de compradores, em especial aos solteiros, divorciados, à Terceira Idade e a investidores.

O vice-presidente da Ademi reforça a tese de que a redução das medidas dos apartamentos é uma tendência no Rio, por conta da valorização do preço do metro quadrado na cidade.

- As famílias estão menos numerosas, e o último censo do IBGE mostrou que a população do Rio está envelhecendo. Há mais pessoas solteiras, gente saindo de casa mais cedo. Esse tipo de público não vai procurar apartamentos grandes para morar - afirma Fabrianne.

O Rêve Leblon, da Incasa, que está sendo lançado este ano num dos últimos terrenos do bairro, na rua Visconde de Albuquerque, confirma a tendência de redução do tamanho dos imóveis: a maior parte deles tem entre 83 e 90 metros quadrados. Já as coberturas apresentam áreas maiores, variando entre 130 e 225 metros quadrados. O metro quadrado do apartamento, situado numa quadra que não está colada à praia, custa entre R$ 28 mil e R$ 32 mil.

No ano passado, a Concal conseguiu negociar a construção do Conde de San Remo no lugar da última casa da Rua José Linhares, no Leblon. O valor do metro quadrado do imóvel, dúplex com 200 metros quadrados, estava entre R$ 21 mil e R$ 25 mil. Este ano, o valor dobrou, segundo afirmação da diretora comercial da construtora, Bianca Carvalho:

- Um cliente comprou um apartamento por R$ 8 milhões e vendeu por R$ 16 milhões este ano.

Em 2008, a Mozak Engenharia comprara o último terreno disponível da Praia do Leblon, na Avenida Delfim Moreira com Rua Aristides Espínola, para erguer o residencial Exclusivité Leblon, com preço do metro quadrado girando em torno de R$ 25 mil. Os imóveis, cinco ao todo, incluindo uma cobertura tríplex, têm áreas entre 450 e 770 metros quadrados.

Supermercado que provocou caos no trânsito de Niterói só reabre se apresentar proposta para tráfego

19/10/2011 - O Globo, Paulo Roberto Araújo (pra@oglobo.com.br)

RIO - Fiscais da Prefeitura de Niterói estão de plantão para impedir a reabertura de um supermercado na esquina da Avenida Marquês de Paraná com a Rua Marechal Deodoro, no Centro da cidade. Responsabilizado pelo caos no trânsito de Niterói e São Gonçalo de sábado até terça-feira, o supermercado foi fechado, através de um embargo administrativo, por decisão do prefeito Jorge Roberto Silveira. As promoções da semana de aniversário do estabelecimento provocaram um nó no trânsito e engarrafamentos que chegaram a dez quilômetros nos acesos a Niterói.

Ao contrário de segunda-feira, o trânsito flui sem maiores problemas na manhã desta quarta-feira no entorno do estabelecimento. O único problema é o tradicional engarrafamento da Rodovia Niterói-Manilha devido ao afunilamento de pistas da Avenida do Contorno, que há anos aguarda obras de alargamento. Já existe licença ambiental e recursos para as obras, mas desde dezembro a concessionária Autopista Fluminense negocia desapropriações com estaleiros ao longo da via.

O secretário de Segurança de Niterói, Wolney Trindade, disse que foi procurado na noite desta terça-feira por advogados do supermercado para negociar a reabertura, mas até agora não foi apresentada uma proposta que evite novo caos no trânsito.

- A promoção do supermercado fechou a cidade porque ele fica numa avenida por onde todos passam. Isso já aconteceu uma vez, e o prefeito, na ocasião, assinou um decreto para evitar que problemas semelhantes voltassem a acontecer. E aconteceu. O supermercado alega que tomou precauções, mas não contava que iria atrair tantos consumidores. Acreditamos que a melhor solução é liberar as promoções somente à noite, quando o volume de tráfego é menor. Estamos aguardando a proposta do supermercado para autorizar a reabertura - disse Trindade.

terça-feira, 11 de outubro de 2011

"Surubão"

11/10/2011 - O Globo, Ancelmo Gois

Conhecidos há anos como "Piranhão" e "Cafetão", porque o local foi zona de meretrício, os dois prédios da sede da prefeitura carioca ganharam um, digamos, "colega".

Para abrigar a Secretaria de Conservação, Eduardo Paes reformou o imóvel do antigo Motel Halley, no Estácio. O prédio já foi apelidado de... "Surubão".

Refém da valorização

09/10/2011 - Extra, Raiane Nogueira

Itaboraí virou a cidade dos anúncios de aluguel e de venda de imóveis e terrenos. Com as obras para a implantação da sede do Complexo Petroquímico do Estado do Rio de Janeiro (Comperj), o município passa por um boom no mercado imobiliário. No bairro de Sambaetiba, onde o complexo está sendo instalado, um terreno de dois mil metros quadrados que, em 2009, custava R$ 5 mil, hoje sai por um preço 40 vezes maior : R$ 200 mil, segundo a informação de uma corretora de imóveis local.

- Só na área do complexo, tenho cerca de 50 terrenos para vender e 20 imóveis para alugar. Até o fim do ano, a estrada que dá acesso à refinaria já deve estar pronta, o que vai valorizar ainda mais a região - revela o corretor de imóveis Josias Martins.

De acordo com Martins, a média de aluguel de uma casa de dois quartos no bairro é de R$ 1.200. O aluguel de um sítio mobiliado, com duas casas, sai por cerca de R$ 3 mil:

- Muitas empresas de São Paulo já estão investindo em terrenos e imóveis para garantir, antes que o preço aumente ainda mais.

Numa das ruas próximas ao complexo, por exemplo, uma pequena casa foi demolida para dar lugar a um conjunto com 48 unidades de quarto e banheiro, para abrigar futuros funcionários do Comperj. O responsável pela propriedade, que se identificou apenas como pastor Adilson, também é de São Paulo.

De olho no crescimento da região, moradores de Sambaetiba começam a pensar em vender suas casas para lucrar com a especulação imobiliária. O aposentado Josias Pacheco, de 54 anos, vive no bairro desde que nasceu, mas, agora, cogita a possibilidade de mudança. Ele já até iniciou uma reforma para que a casa de três quartos fique mais atraente aos olhos de possíveis compradores:

- Se precisar, até vendo minha casa, mas com muita pena, porque gosto bastante daqui. Acredito que ela esteja valendo R$ 150 mil. Já troquei o piso e estou arrumando o banheiro. Dizem que a Petrobras não vai comprar nada por aqui. Mas, de repente, surge a oferta de alguma firma.

A valorização imobiliária se estende até o Centro da cidade. Na principal avenida, o metro quadrado para a venda custa, em média, R$ 2 mil. Além disso, as construtoras tomam conta do local. Em quatro meses, a Rossi vendeu todas as unidades de seus dois empreendimentos na região e já prevê um novo lançamento até o fim do ano. O "Enterprise city center", da PDG CHL, teve 900 moradias, de um total de 945, vendidas num fim de semana.

- É tudo caríssimo. E você já não consegue alugar imóveis na avenida - explica Martins.  

segunda-feira, 10 de outubro de 2011

Casas por R$ 90 mensais

08/10/2011 - O Dia, Cristiane Campos
Imóveis de R$ 89 mil em Campo Grande e Pedra de Guaratiba têm financiamento da Caixa

Prestações a partir de R$90 e parcelas fixas durante a obra ajudam a milhares de famílias a deixarem o aluguel para ter seu imóvel próprio. As ofertas estão nos bairros de Campo Grande e Pedra de Guaratiba, na Zona Oeste do Rio. O financiamento é de até 100% do valor da moradia, além do subsídio (desconto) que pode chegar a R$ 23 mil. O prazo de pagamento é de até 30 anos e o Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) pode ser utilizado.

A Rossi, por exemplo, oferece imóveis a partir de R$89 mil, com financiamento em até 25 anos pela Caixa Econômica Federal, além do subsídio para trabalhadores com renda de até R$ 3.100. Segundo o gerente regional, Rafael Furtado, no Rossi Ideal Caminho das Árvores, que tem preço especial de lançamento, é preciso dar entrada de R$990 para ter direito a promoção - que congela o valor das parcelas até o imóvel ficar pronto. O condomínio fica na Estrada da Cachamorra 1.800, em Campo Grande.

Outra opção no bairro é o Rossi Ideal Guandu Sapê. Lá as obras estão em ritmo acelerado. O residencial está sendo construído na Estrada do Guandu Sapê 1.450. No local, os interessados podem ver uma unidade decorada.

Já em Pedra de Guaratiba, há opções de casas dúplex, da Perteg Engenharia, com preço de R$ 99.990 e parcelas a partir de R$ 90, durante a obra. Os mutuários podem contar com subsídio de até R$23 mil - quanto menor a renda familiar maior será o abatimento no valor da moradia.

Segundo o gerente da Martinelli Imóveis, Fabrício Martinelli, as casas dúplex têm dois quartos, com a área de serviço no quintal, que ainda pode receber churrasqueira e bancada de apoio. O condomínio terá lazer e guarita.

Compra do imóvel premiada

Quem comprar os primeiros 200 apartamentos do empreendimento Sublime Max Condominium, que será construído no Recreio dos Bandeirantes, da PDG, vai ganhar um Fiat Uno zero km. O complexo residencial vai contar com 870 unidades, com preço a partir de R$ 356 mil, divididas em nove blocos.

Os apartamentos serão de dois, três e quatro quartos, com uma suíte, além da área de lazer com mais de 30 opções de diversão sem sair de casa.

O Sublime será construído na Estrada Benvindo de Novais 2.205. O bairro do Recreio não para de receber projetos imobiliários residenciais e comerciais. O Grupo Zayd vai lançar o Mare Prime Residence, com apenas 10 apartamentos de três quartos e coberturas dúplex de quatro quartos.

A AG Prima também está na região com o Barra Beach Garden, com 15 apartamentos e lazer. A João Fortes Engenharia, que já atua no bairro, vai lançar um comercial ainda este ano.

segunda-feira, 3 de outubro de 2011

Arquiteto americano que comanda o projeto do Parque Olímpico diz que plano desenvolverá a região após os Jogos

01/10/2011 - O Globo, Luiz Ernesto Magalhães

As plantas coloridas que o arquiteto americano Bill Hanway vai abrindo aos poucos no escritório do colega brasileiro e parceiro de projeto Daniel Gusmão ajudam a desvendar os segredos do plano de ocupação do Parque Olímpico do Rio, onde hoje fica o Autódromo de Jacarepaguá. Ao explicar os desenhos, Bill revela: a arquitetura brasileira e a paisagem da cidade inspiraram os projetos. Responsável também pelo projeto do Parque Olímpico de Londres de 2012, Bill chegou ao Rio, na quinta-feira, para a primeira reunião de trabalho com a equipe brasileira, depois que o projeto venceu, em agosto, o concurso internacional, promovido pelo Instituto dos Arquitetos do Brasil e pela prefeitura. Em sua primeira entrevista após a vitória, Bill diz que há muito a fazer, inclusive planejar o futuro da área após as Olimpíadas de 2016.

O GLOBO: Como o senhor analisa o local escolhido para o futuro Parque Olímpico?

BILL HANWAY: O relevo do Rio de Janeiro faz com que a cidade tenha a paisagem mais bela do mundo. E essa característica eu encontrei no terreno. A área é cercada por dois morros e fica às margens de uma lagoa. O conceito do projeto foi desenvolvido a partir daí: criar uma via de circulação do público pelo parque que levasse em conta esses elementos.

Um dos esboços mostra que a principal via de acesso às instalações esportivas remete aos desenhos do calçadão de Copacabana. Por quê?

HANWAY: Queríamos homenagear a arquitetura brasileira, mas atendendo aos nossos objetivos. Os desenhos formam um calçadão sinuoso para que o público circule desde a entrada do Autódromo até a beira da Lagoa de Jacarepaguá. Também temos referências à flora brasileira Algumas áreas de serviço que concebemos têm o formato de flores encontradas na paisagem.

A preocupação do projeto se resumiu à paisagem?

HANWAY: Negativo. Nós queremos que o público aproveite ao máximo a experiência de receber os Jogos Olímpicos. Isso ajuda também a evitar que todos saiam ao mesmo tempo das instalações esportivas, após assistirem a uma competição. Isso poderia ser um problema porque, em alguns dias, o público poderá chegar a 120 mil pessoas. O calçadão levará o público não apenas às instalações esportivas, mas também a áreas de lazer e alimentação. E também ao espaço (live site) onde o público poderá acompanhar por telões competições em vários locais.

E como se dará o acesso do público, já que por razões de segurança a chegada ao parque será principalmente por transporte coletivo?

HANWAY: Em 2016, a região no entorno do Parque Olímpico será atendida por linhas de BRTs. Na entrada do futuro Parque Olímpico, teremos vários pontos de desembarque. Todos fluirão para um mesmo espaço de checagem de segurança. Após passar por essa área, o público chegará ao calçadão que liga as instalações esportivas às áreas de lazer.

Como a experiência de planejar o Parque Olímpico de Londres ajudará no desenvolvimento do plano carioca?

HANWAY: Londres ajudou a nossa equipe a entender que o plano de um parque olímpico não pode ser rígido. Ele pode sofrer modificações para atender às necessidade do evento. A preocupação não é apenas com as Olimpíadas, mas também que a área cresça nos anos seguintes de maneira planejada, valorizando também o seu entorno. Tudo será desenvolvido e pensado em equipe. Provavelmente, em 12 de outubro, apresentaremos ao Comitê Organizador Rio 2016 e ao prefeito Eduardo Paes os primeiros estudos desenvolvidos a partir do plano conceitual.

O concurso previa que, após as Olimpíadas, uma parte dos equipamentos esportivos formasse o futuro centro de treinamento do Comitê Olímpico Brasileiro (COB). E as áreas restantes deveriam ser entregues para à iniciativa privada. Como foi essa divisão?

HANWAY: O concurso previa que 40% do terreno fosse destinado ao Centro Olímpico e 60% fosse entregue à exploração da iniciativa privada, após os jogos. Nós decidimos arriscar e a ousadia deu certo: concentrar as instalações esportivas permanentes numa área equivalente a 25% do total. Nas Olimpíadas, essa concentração ajudará no controle da circulação do público e na infraestrutura do evento.

A empresa Aecom, que o senhor representa, fará dois projetos de parque olímpicos consecutivos? Existe uma fórmula para esses projetos?

HANWAY: As áreas escolhidas no Rio e em Londres têm características distintas. E isso não se limita à questão econômica, porque o Parque Olímpico de Londres foi construído numa antiga região degradada, ao contrário do que acontecerá no Rio. A área do Parque Olímpico de Londres é 2,5 vezes maior do que a do Autódromo de Jacarepaguá. Os desafios para ocupação da área antes e depois das Olimpíadas são diferentes. Ao contrário de Londres, o Estádio Olímpico João Havelange foi construído fora do parque. Aliás, me chamou a atenção o projeto olímpico do Rio justamente por isso. Vocês terão competições por todas as regiões da cidade, levando-se em conta as características físicas e de crescimento dos bairros.

Que diferenças existiram entre o processo de seleção do projeto escolhido pelo Rio e o realizado para o Parque Olímpico de Londres?

HANWAY: Em Londres, os escritórios foram convocados para expor suas idéias. No Rio, foi proposto um concurso público internacional, que exigiu o desenvolvimento desses conceitos na prática. Nós tivemos dois meses para desenvolver o projeto, com uma equipe formada por 25 pessoas, entre estrangeiros e brasileiros.  

quinta-feira, 29 de setembro de 2011

O imbróglio do último clube na orla da Barra
O Globo, Carla Rocha, 29/set
A disputa por um terreno à beira-mar do primeiro clube da orla da Barra da Tijuca - hoje o último, quase uma relíquia urbanística ameaçada - vai entrar para a crônica carioca. A história é longa, mas tem o seu charme. Nos anos 60, o húngaro Tibor Turcsany fundou num pedacinho de céu um terreno de 20 mil metros quadrados, o Riviera Country Club, nome pomposo para um empreendimento lá no fim do mundo, como era vista a Barra naqueles anos. O bonitão, louro e de olhos azuis era um louco - e visionário. O sonho de Tibor deu certo, mas durou pouco. Ele, que deixou as terras geladas e se quedou de amores pelo Rio, morreu anos depois.

Sem escritura, o clube ficou apenas com um documento manuscrito por Tibor em 64, quase um papiro, em que ele cede os direitos sobre a posse do terreno. Rico, Tibor deixou bens em seu testamento, menos o clube, talvez por considerá-lo um caso à parte. Então teve início uma grande confusão. O inventário acabou sem uma solução definitiva para o problema.

Filho de fundador transferiu terreno para seu nome

Em 2009, o único filho de Tibor, Michel Turcsany, transferiu o terreno para o seu nome, no 9º Ofício de Registro de Imóveis. Logo depois, vendeu-o. Não sem uma coincidência. O negócio foi fechado por cerca de R$ 4 milhões com a Riviera Empreendimentos e Participações - nome que lembra o clube.

A Riviera - que comprou o terreno, não o clube - tem hoje como sócios a Decta Engenharia e Raimundo Francisco Lobão. Com vários lançamentos de luxo na Zona Sul do Rio, da Lagoa a Botafogo, a Decta já foi alvo de denúncias de mutuários em Teresina e no Maranhão por obras paralisadas ou com atraso. São eles que darão ao roteiro um desfecho inesperado. Representando a Decta, duas SPEs (sociedades de propósito específico), a Poty e a Renno, a Riviera e o próprio Michel, Lobão emitiu notas no valor de R$ 60 milhões para o Petros, fundo de pensão da Petrobras, uma espécie de empréstimo para financiar projetos imobiliários do grupo. Além outras exigências, o Petros aceitou como garantia o terreno do clube, avaliado em quase R$ 100 milhões, caso um eventual leilão se faça necessário por falta de pagamento. Procurados pelo GLOBO, os responsáveis pelo Petros não quiseram comentar o caso.

Clube quer anular atos de herdeiro na Justiça

O diretor comercial da Decta, Jaques Bassan, explica:

- Os recursos vão financiar obras no Rio e em Teresina, que estavam atrasadas por problemas de financiamento bancário. Em 37 anos de existência, nunca deixamos de entregar um empreendimento - garante Jaques, acrescentando que ainda não sabe quais são os planos da empresa para o terreno do clube, agora da Riviera, que é do grupo Decta.

A briga promete no que depender dos sócios-proprietários do Riviera. São 1.200 pessoas, que podem chegar a cinco mil com os parentes. Não se sabe muito bem por que boa parte é de policiais militares. O presidente do Riviera, o coronel da PM Abílio Faria, não quer nem conversa sobre o assunto. Mas o advogado do clube, José Nicodemos, prepara uma ação judicial pedindo a nulidade de todos os atos de Michel, filho do benfeitor. Ele promete levar ao tribunal um documento manuscrito pelo húngaro em 1964 em que ele faz a cessão do terreno ao clube - que tem cópia em cartório, de acordo com ele. O combinado teria sido Tibor receber em troca 60% dos títulos vendidos. E assim foi, alega o clube. Nicodemos vai questionar ainda os últimos passos de Michel.

- No processo do espólio do pai, ele pediu, mas o juiz negou, a posse sobre o terreno do clube, que não está sequer no rol de imóveis do inventário. O pedido também foi negado em segunda instância pelo tribunal. O Michel foi ao Superior Tribunal de Justiça, mas, ao perceber que perderia mais uma vez, desistiu da ação. Curiosamente, meses depois, foi a um cartório e registrou a posse do imóvel - diz o advogado.

Clube tem dívida de IPTU já em R$ 7,6 milhões

Sobre a pendenga Michel não fala. Localizado pela reportagem do GLOBO, seu advogado, Rodrigo Monteiro Melo Silva, diz que ele está fora do Rio e nem arrisca uma previsão de quando voltará. O advogado foi econômico na resposta:

- Se ele não tivesse direito ao terreno, o cartório não teria feito o registro do imóvel.

Moral da história? Só a Justiça poderá dizer. A briga é boa. Só para complicar mais um pouquinho: o terreno do clube acumula um débito de IPTU de R$ 7,6 milhões, e foi para a dívida ativa. E um tantinho mais: o clube é tombado e, no espólio de Tibor, há ainda uma ex-bailarina húngara, muito culta, segunda mulher dele, 20 anos mais jovem, hoje uma senhora. Mas, até agora, há um silêncio total sobre sua parte no latifúndio.

De festas tradicionais a ousadas

Muito pai coruja há de lembrar de jogos de futebol dos filhos no Riviera, que está na Avenida Sernambetiba antes mesmo de a via ter sido batizada. A ousadia de Tibor rendeu. Três mil títulos foram vendidos. Famílias da Zona Sul passavam o fim de semana lá. Ao longo dos anos foram muitos casamentos, bailes de debutantes e até alguns arremedos moderninhos como festas GLBTs, que, a bem da verdade, não vingaram, sob protestos da vizinhança.

- Pena. Lembro que as festas gays provocaram muita reação da vizinhança e não deram certo por isso. Mas, que eu saiba, o clube sempre mostrou-se aberto - recorda-se Cláudio Nascimento, na época presidente do grupo Arco-Íris, hoje superintendente da Secretaria estadual de Direitos Humanos.

O futuro é incerto. Não dá para esquecer um dos últimos clubes a sair de cena, o Nevada, que, já caidinho na década de 90, virou mais um megacondomínio. Sem o Riviera, a faixa litorânea da Barra estará toda dominada por prédios de luxo com serviços, pequenas cidades particulares. O antigos clubes só serão lembrados em teses de arquitetura.

- Não vai sobrar nada. Os outros clubes estão longe da praia - diz Delair Dumbrosck, da Câmara Comunitária da Barra.


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Carvalho Hosken ergue bairro na fronteira do Recreio

29/09/2011 - Jornal do Commercio

No limite entre a Barra da Tijuca e o Recreio, a Carvalho Hosken está investindo em um projeto que poderá ser modelo para futuros bairros autônomos no Recreio. Ao lado do futuro Centro Metropolitano, e na área de influência dos equipamentos e legados que ficarão dos Jogos Olímpicos de 2016, o Cidade Jardim será o primeiro empreendimento intramuros da região. Em 512 mil metros quadrados de área total, terá espaço para moradia de aproximadamente 16 mil pessoas. Cerca de 600 unidades do bairro-condomínio já foram entregues, informa a companhia.

Por meio da Associação dos Moradores do Cidade Jardim (Ascija), administrada pelos moradores, questões básicas como segurança, lazer e serviços serão demandadas e tratadas pela própria comunidade. O local terá coleta seletiva de lixo, reutilização de água, sistema próprio de transporte de apoio e convênio com ONGs para fornecimento de mão de obra qualificada para o bairro.

No interior do bairro, cerca de 7 mil árvores plantadas for¬marão um cinturão verde envolvendo todo o bairro. Cada morador também terá uma árvore privativa. Haverá ainda parques temáticos, e equipa¬mentos de esporte. De acordo com a Carvalho Hosken, serão mais de 60 itens de lazer e facilidades, entre quiosques, bancas de jornal e bancas de flores.

HISTÓRICO. A Cidade Jardim não é o primeiro projeto da Carvalho Hosken do tipo condomínio-bairro. A empresa ergueu dois outros megaem-preendimentos na Barra da Tijuca: o Rio 2 e o Península. O primeiro está próximo de alcançar a marca de 15 mil habitantes e o segundo superou o patamar de 10 mil.

O Rio 2, criado em 1987, foi o primeiro condomínio-bairro planejado na Barra da Tijuca. Nele, apenas 8,5% de uma área de 800 mil metros quadrados foram ocupados por edificações. Segundo a empresa, o objetivo foi criar um novo conceito de qualidade de vida para a região. Hoje, o empreendimento possui 40 mil metros quadra¬dos de parque e áreas livres com projetos de paisagismo de Burle Marx.

Em 2003, a companhia iniciou a construção do primeiro condomínio ecológico da Barra, o Península. Desenvolvido em parceria com a construtora RJZ Cyrela, o empreendimento ajudou a recuperar a vegetação natural da região, segundo a companhia.

A empresa também está investindo na construção de um museu a céu aberto na Península, cujo acervo deverá alcançar o valor de R$ 2,2 milhões. Nele, serão exibidas mais de 100 réplicas de esculturas clás-sicas locadas nos maiores museus do mundo e obras de artistas contemporâneos que moram na cidade do Rio, como Franz Weissman.

Shopping Recreio planeja expansão

29/09/2011 - Jornal do Commercio

Mesmo com uma expansão tendo sido concluída neste semestre, o Recreio Shopping já planeja um terceiro aumento para atender à demanda dos moradores da região. Segundo Isabel Magalhães, diretora da Santa Isabel, empreendedora responsável pelo shopping, o terreno para a construção já foi comprado. "Adquirimos uma área verde contígua ao shopping por R$ 20 milhões." O projeto vai agregar mais 10 mil metros quadrados de Área Bruta Locável (ABL).

A construção em si deverá custar em torno de R$ 50 milhões, indicam estudos preliminares da Santa Isabel. A obra estaria pronta em 2013. "Com essa expansão, nós vemos a oportunidade de atender pessoas que hoje estão longe, mas que, com as vias, passarão a ficar há dez minutos de distância", afirma a executiva.

Hoje, o shopping recebe, em média, 450 mil pessoas por mês. Com a conclusão das obras da Transoeste, com previsão para o final do primeiro semestre de 2012, Isabel espera que o número de visitantes aumente em 20%. Para atender o novo público, o Recreio Shopping está realizando uma pesquisa de opinião. "Hoje, nós carecemos de alguns serviços, e a pesquisa vai identificar quais lojas procuraremos adicionar ao nosso mix", explica Isabel.

Os resultados do levantamento não podem ser revelados, pois se trata de dados estratégicos, segundo a diretora. Isabel relata, no entanto, que o perfil de clientes do Recreio Shopping se modificou desde que foi inaugurado, em 1997. "Na época era predominante a classe B e um pouco da C." Segundo ela, o nível socioeconômico dos clientes se alterou, sendo hoje formado por classe A e B.

Com a ampliação, o shopping terá mais que dobrado de tamanho desde sua fundação. Originalmente com 13,1 mil metros quadrados de ABL, a primeira expansão acrescentou mais 4,5 mil metros quadrados e revitalizou o empreendimento.

quarta-feira, 28 de setembro de 2011

Projeto original do Gávea Tourist previa teleférico e restaurante
O Globo, Rogério Daflon, 28/set
Projetado pelo arquiteto Décio da Silva Pacheco, o Gávea Tourist no desenho seria algo grandioso. Estavam previstos originalmente área de lazer, bosque, piscina, restaurante, boate, transporte gratuito e até um teleférico. Mas, de acordo com advogado dos cotistas, João Frederico Trotta, o sonho acabou devido a um grande golpe imobiliário.

Segundo ele, a massa falida só obteve o direito à propriedade após algumas operações irregulares, como a de transferência de propriedade para duas pessoas físicas.

O empreendimento chegou a ter elevadores suíços e recebeu habite-se parcial, nos dois últimos andares, onde um restaurante e a boate Sky Terrace, chegaram a funcionar. Lá, houve um réveillon para mais de mil pessoas, em 1965.

Mas a construção do Gávea Tourist Hotel acabou sendo interrompida pela Califórnia em 1972. Após 1977, com a falência da Califórnia de Investimentos e depois de enormes batalhas jurídicas, formou-se a massa falida, que não dispunha de recursos para vigiar a obra inacabada. Dessa forma, foram furtados, na década de 80, os seis elevadores suíços, além de inúmeros materiais de construção. Foi aberto, então, inquérito policial pelos cotistas.

Hoje, o lugar está totalmente abandonado. Lá, quatro veículos estão se deteriorando e dois deles apresentam várias perfurações de bala. Os vizinhos temem que o abandono traga doenças, como a dengue. Os pilares corroídos e lixo por todo o canto ajudam a montar um cenário mais apropriado a filmes de terror. 

Após 39 anos, esqueleto na floresta vai virar hotel

28/09/2011 - O Globo, Rogério Daflon

Empresa arremata o Gávea Tourist e prefeitura diz que prédio será usado para reduzir déficit de quartos nos Jogos

Pelo valor de R$ 29,95 milhões, o esqueleto do Gávea Tourist Hotel - um prédio inacabado de 16 pavimentos, 480 apartamentos e área construída de 30 mil metros quadrados encravado na Mata Atlântica de São Conrado - foi arrematado anteontem em leilão na 5ª Vara Cível. O uso do imóvel tem destino certo. De acordo com o secretário municipal de Urbanismo, Sérgio Dias, o empreendimento se transformará num hotel:

- A prefeitura só vai licenciar um projeto hoteleiro, que era o original. O pacote olímpico municipal estimula a construção de hotéis para diminuir o nosso déficit de quartos. E um hotel ali vai valorizar a região e causar menos impacto ao meio ambiente do que um prédio residencial.

Empresa compradora é especializada em eventos

O comprador é a FJ Produções Ltda. Trata-se de uma empresa com sede em Brasília, que, em seu site, se apresenta como uma companhia especializada em eventos, como congressos, feiras, shows, palestras e reuniões corporativas. O GLOBO tentou entrar em contato, por telefone, com a direção da empresa, mas não teve retorno. O megaedifício inacabado está próximo da terceira idade. Começou a ser construído em 1953 pela Companhia Califórnia de Investimentos e teve a obra interrompida em 1972. A Califórnia foi à falência cinco anos depois e mais de mil cotistas passaram a exigir seus direitos.

Dias afirma que hoje um edifício desse porte jamais contaria com aprovação de licença da prefeitura. Isso porque aquela área - na Estrada das Canoas e próxima ao Parque Nacional da Tijuca - integra a Zona Especial 1, com grandes restrições em termos de licença, inclusive a de número de pavimentos - no máximo, dois. Segundo o secretário, a lei municipal 44/2000, conhecida como a "Lei dos Esqueletos", assegura o término de obras não concluídas. Além disso, os cotistas garantiram na Justiça o direito de continuidade da obra.Na licença, a ser concedida pela prefeitura, serão cobradas contrapartidas ambientais. O hotel, por exemplo, terá de contratar mão de obra local, provavelmente da comunidade de Vila Canoas. A FJ Produções terá de apresentar um projeto no qual o conceito de sustentabilidade esteja presente. A empresa também terá de mitigar os impactos viários a serem produzidos pelo hotel. Impactos, aliás, preocupam a população da área. Cerca de 500 moradores enviaram à prefeitura um abaixo-assinado, no qual pedem a demolição da construção.

Ao saber da venda do esqueleto, o jornalista Cláudio 'Chagas Freitas, que assinou o documento, reforçou a apreensão dos moradores da Estrada das Canoas:

- Temos problemas de abastecimento de água, luz e uma precária rede de esgoto. Além disso, o tráfego da região é terrível nos fins de semana, com o movimento de turistas e esportistas de asa-delta. Por isso, na minha opinião, o que caberia aqui seria um prédio com 30 apartamentos, no máximo.

Iphan aprova o novo empreendimento

Em nota, a Associação dos Moradores e Amigos de São Conrado (Amasco) explicou por que não se opôs à venda do esqueleto, acentuando que as autoridades descartaram a demolição do imóvel, para assegurar os direitos dos representantes da massa falida. "Diante disso, não vimos alternativa senão apoiarmos a reativação do local, mediante um novo planejamento de mobilidade urbana, ambiental e de infraestrutura", diz a nota.

A assessoria de imprensa do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) informou que a instituição já aprovara a continuidade do empreendimento imobiliário, mas vai fiscalizá-lo no decorrer da obra.

domingo, 25 de setembro de 2011

Bairro da Zona Sul do Rio ganha ciclovia neste domingo

25/09/2011 - Agência Rio

Está confirmada para este domingo (25) a cerimônia de inauguração da Ciclovia Stuart Angel Jones , no bairro da Urca, zona sul do Rio. A ciclovia percorre toda a Av. Pasteur e será interligada à já existente Mané Garrincha (Botafogo) e possibilitará ao ciclista ter acesso e pedalar por quase todas as ciclovias da zona sul da cidade (Copacabana, Leblon, Ipanema, Lagoa).

Com cerca de 1,2 km de extensão, a ciclovia tem início no entroncamento da Av. Vensceslau Brás com a Av. Pasteur até o final da mesma, onde o trecho final foi executado ao longo da via com sinalização no asfalto (pista compartilhada).

Também terá sinalização horizontal (símbolos no piso) e vertical (placas), além da instalação de bicicletários. Uma placa com o nome da ciclovia “Stuart Angel Jones” será descerrada pela irmã Hildegard Angel, informou a Secteria Muncipal de Meio Ambiente, responsável pela obra.

Nascido em 11 de janeiro de 1946, Stuart Angel Jones era filho da estilista e figurinista Zuzu Angel e irmão da jornalista Hildegard Angel. Foi estudante de economia na Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), também denominada Universidade do Brasil, na Urca, e morreu dia 14 de junho de 1971, aos 25 anos de idade. Esse ano faz 40 anos de seu falecimento.

"Tuti", apelido de família, foi um integrante da luta armada contra a ditadura militar no Brasil e militante do grupo guerrilheiro revolucionário MR-8. Foi preso, torturado, morto e dado como desaparecido, assim como muitos políticos brasileiros.

MS

sexta-feira, 23 de setembro de 2011

Canal do Fundão voltará a ter peixes; obras de despoluição devem terminar até o fim de 2011
O Globo Online, Ana Cláudia Costa, 23/set
Previstas para serem entregues no fim deste ano, a revitalização, recuperação ambiental e reestruturação do Canal do Fundão vão mudar a paisagem nas proximidades da Cidade Universitária. Com as obras concluídas, a intenção é permitir a passagem das marés pelo canal e a recuperação dos manguezais, garantindo assim a volta de peixes e caranguejos. De acordo com o subsecretário estadual do Ambiente e engenheiro da obra, Antônio da Hora, o projeto, iniciado em 2009, vai recuperar 180 mil metros quadrados de manguezais e plantar mais 140 mil metros quadrados dessa vegetação.

Segundo o engenheiro, o canal ficou assoreado ao longo dos anos com a construção da Cidade Universitária, na década de 40, e com o aterro feito no surgimento das favelas do Complexo da Maré, na década de 60. Nesse período, o canal foi estreitado. A redução da entrada das marés fez com que o lixo se acumulasse, misturado ao lodo. O projeto atual, desenvolvido em conjunto pela Secretaria estadual do Ambiente, pela Petrobrás e pela UFRJ, vai melhorar as condições do canal.

Todo o lixo recolhido do fundo do Canal do Fundão foi levado para um aterro em Nova Iguaçu. O lodo e os sedimentos tóxicos estão sendo acondicionados em grandes cápsulas protegidas, que têm 32 metros de diâmetro e até cem de comprimento. Elas serão recolocadas num terreno próximo à Cidade Universitária. A área está sendo impermeabilizada com um gel sintético, para que não haja vazamento tóxico. Acima das cápsulas também haverá outra camada de impermeabilização.

Faltando pouco para o término da obra, já é possível visualizar a reurbanização no entorno da Ilha do Fundão. De acordo com o subsecretário Antônio da Hora, toda a região será reurbanizada e entregue à UFRJ.

- Eles poderão transformar o local em pista para prática de corridas e de ciclismo. Será um grande parque - disse.

A contrapartida da UFRJ no projeto de despoluição do Canal do Fundão, segundo o engenheiro, é o saneamento da vila universitária e a construção da ponte estaiada que vai ligar a Ilha do Fundão à Linha Vermelha, no sentido São Cristóvão, na altura do Canal do Cunha.

quinta-feira, 22 de setembro de 2011

Começa a obra do Binário do Porto

21/09/2011 - Cidade Olímpica

Perfuração do futuro túnel sob o Morro da Saúde é o início da reestruturação viária da porta de entrada do Rio. Intervenções incluem a derrubada do Viaduto da Perimetral e a criação de linha de VLT (Veículo Leve sobre Trilhos)


Máquina sueca fez primeira perfuração na rocha do Morro da Saúde, por onde passará túnel do Binário
Um jumbo hidráulico sueco deu início aos trabalhos de perfuração do Túnel da Saúde, obra que abre o caminho do Binário do Porto, uma intervenção viária que viabilizará a derrubada do Elevado da Perimetral. A previsão da CDURP é que as escavações durem aproximadamente 40 dias, e a conclusão completa do túnel é estimada em seis meses.

O túnel ficará ao lado do terreno onde está sendo construída a nova sede do Banco Central do Brasil e será responsável por ligar a Avenida Venezuela à Rua da Gamboa, que passa ao lado da Cidade do Samba.

– Depois de passarmos o ano de 2010 em um processo de negociação para realização econômica e financeira da operação, hoje nós iniciamos efetivamente a fase do que nós chamamos de fase 2, relativas às Parcerias Público Privadas (PPP). No mês que vem, nós começamos as obras do Binário na Praça Mauá e, em novembro, o túnel da via expressa – comemora Jorge Arraes, presidente da Companhia de Desenvolvimento Urbano da Região do Porto (Cdurp).

VEJA MAIS: PORTO MARAVILHA TERÁ NOVA CONFIGURAÇÃO VIÁRIA

O prefeito Eduardo Paes se referiu à revitalização do Porto como algo que deixou de ser uma “lenda urbana” do Rio. Segundo ele, a primeira fase das obras mostra que a realidade da região já é outra.

– Quando nós iniciamos esse projeto, tínhamos a previsão de durar 15, 20 anos, para transformar essa região. Os cariocas adoram fazer comparações com Puerto Madero (em Buenos Aires), que é uma área dez vezes menor que o Porto Maravilha. E já tem uns 15 anos que aquela região passa por essa reestruturação – lembrou o prefeito Eduardo Paes, referindo-se à revitalização da zona portuária portenha.

A construção do Binário, que terá 3,5 km de extensão, é financiada com a venda dos Cepacs (Certificados de Potencial Adicional de Construção). De acordo com a Cdurp, obras não provocarão mudanças de impacto no trânsito da região.

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terça-feira, 13 de setembro de 2011

Porto digital

O Dia, Luiz Lobo (Opinião), 13/set

A transformação revolucionária do projeto Porto Maravilha vai além do plano visível aos olhos da população. A reorganização do subsolo da cidade vem acompanhada de proposta inovadora que coloca o Rio de Janeiro na vanguarda das telecomunicações. A Companhia de Desenvolvimento Urbano da Região do Porto do Rio de Janeiro (Cdurp), responsável pela requalificação da Região Portuária, desenhou novo modelo da prestação de serviços de telefonia fixa e móvel, internet banda larga e conteúdo multimídia. A proposta adota redes subterrâneas de fibra ótica e alça o município à condição de distrito digital de alta conectividade. Status que poucas cidades do mundo têm.

O Rio será o primeiro no País a oferecer conexão de 1 GB, pela solução conhecida como FTTH (Fiber To The Home) ou FTTB (Fiber To The Building). Para se ter ideia do que isso representa em qualidade, a maior capacidade que o mercado oferece hoje é de 100 MB. Está em curso o processo de definição do projeto funcional e da modelagem financeira para a concessão de direito de uso das galerias e dutos com a nova rede de fibras para transporte de dados e voz na Área de Especial Interesse Urbanístico.

O investimento na instalação da rede física será obrigação da concessionária. A conversão integral da rede aérea em subterrânea tem de dar acesso a todas as operadoras e prestadores de serviços já licenciados pela Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel). Uma das boas notícias é que os custos para todos os operadores serão iguais e transparentes. A situação é inédita. Essas empresas que hoje atuam na região terão as mesmas condições de prestação de serviço ao usuário final, o que significa que teremos concorrência bastante acirrada.

Luiz Lobo é diretor de Operações da Companhia de Desenvolvimento Urbano da Região do Porto do Rio (Cdurp)

quinta-feira, 25 de agosto de 2011


Condomínio adota geração eólica e solar
Valor Econômico, Chico Santos, 25/ago
Lima, diretor da Ecoglobal, explica que o projeto não visa autonomia energética, mas economia com a conta de luz

Um condomínio residencial com oito prédios e 512 apartamentos cujas partes comuns são abastecidas com energia de origem eólica, o estacionamento é equipado com tomadas para carregar carros elétricos e a água para uso sanitário (descargas domésticas) vem de captação pluvial.

É o que promete entregar em 2016 a construtora carioca Calper, a partir de um projeto desenvolvido em conjunto com a Ecoglobal, responsável pelo projeto de sustentabilidade, e a Cintrax, que está começando a produzir no país um tipo de aerogerador de uso doméstico que se adapta ao propósito da construtora. Ao menos no Rio de Janeiro, eles garantem que é o primeiro projeto com tamanho grau de sustentabilidade.

O engenheiro Davidson Meira Jr., da Calper, um dos responsáveis pelo projeto, explica que cada edifício do condomínio será equipado com um aerogerador de 1.000 a 1.600 watts/hora e com uma bateria de placas de captação solar com a mesma capacidade. O objetivo é que haja sempre a disponibilidade de alguma energia de origem limpa para uso nas partes comuns, como portaria, corredores e até para alimentar a máquina do exaustor central do edifício, explica o engenheiro José Luiz Bastos, da Cintrax.

Como a produção será limitada, o sistema de geração própria será conectado a uma rede que, de forma automática, passa a utilizar energia da Light sempre que a demanda for superior à geração alternativa. Bastos explica que a energia produzida será convertida diretamente para consumo residencial, sem necessidade de subestações, graças a um aparelho chamado inversor de conexão à rede.

Conectada em um ponto após o relógio que marca o gasto de energia vinda de fonte externa, o sistema de geração própria poderá trazer uma economia de até 50% na conta de luz condominial, estima Bastos. Meira, da Calper, estima em até 20% a economia no custo condominial para o condomínio que será construído no Recreio dos Bandeirantes (zona oeste do Rio).

Meira explica que o projeto de geração de energia elétrica própria vai custar cerca de R$ 400 mil, com impacto de apenas R$ 800 no custo de cada apartamento. Com isso, a construtora pode vender as unidades, de dois e três dormitórios, a preços que não diferem das construções convencionais.

O ambientalista Walter Lima, diretor da Ecoglobal, disse que do ponto de vista energético o projeto não visa a autonomia, mas economia de energia, incluindo o uso de lâmpadas de LED (mais econômicas) e de motores mais econômicos nos equipamentos, como aparelhos de ar condicionado.

Sobre as tomadas para carros elétricos, Lima disse que elas serão baseadas nas especificações de recarga utilizadas por um carro que a montadora Nissan já está trazendo para o Brasil e que é utilizada também por outras montadoras, como a GM. O acesso à tomada será feito com o cartão de acesso do morador ao condomínio, de modo que o custo da recarga será debitado da cota condominial.

O ambientalista disse também que o uso de água pluvial para as descargas domésticas é inédito no Brasil e que a água da chuva será utilizadas também para regar plantas e para outras atividades de uso geral do condomínio, como lavagem de dependências, de veículos, etc. Será usado um sistema de microdrenagem do solo, de tal modo que a captação continua mesmo após a chuva.

Bastos, especializado em eletrônica, disse que até agora a Cintrax só forneceu poucos aerogeradores: para uma fazenda em Santa Catarina, para uma casa em Belo Horizonte, um prédio em Salvador e para o condomínio Via Barra, na Barra da Tijuca (zona oeste do Rio). Como a demanda é pequena, ele terceiriza a fabricação, mas o plano é montar uma fábrica própria.

Bastos avalia que a fábrica vai se viabilizar quando for votado no Congresso Nacional o projeto 630/2003, regulamentando a microprodução privada de energia elétrica. Com a nova lei, segundo ele, será possível produzir energia em casa e vender o eventual excedente para a distribuidora.


Novos shoppings atendem ao alto poder de compra
O Globo, 25/ago
O bairro que concentra a maior quantidade e variedade de shoppings por habitante do Rio de Janeiro vai ganhar novos complexos comerciais nos próximos anos. Os investidores estão de olho no alto poder de compra de seus consumidores, que têm o segundo maior índice de alfabetização entre os cariocas e renda per capita em torno de R$ 2.400.

A região já concentra todo tipo de serviço e quatro shoppings de grande porte - Barrashopping, Via Parque, Rio Design Barra e Shopping Recreio - e mais de 30 centros de compra de médio porte, como Cittá América, Downtown, Barra Square, Barra Garden, Ca- sashopping, New York City Center e Barra World, além de shoppings menores junto a prédios e residências.

O maior deles será o shopping Metropolitano Barra, em uma área de 78 mil metros quadrados, na Avenida Abelardo Bueno. O complexo terá 230 lojas, oito salas de cinema, cinco restaurantes com vista panorâmica e 2.700 vagas de estacionamento. A inauguração está prevista para outubro do ano que vem.

Cerca de 35 mil unidades residenciais e corporativas serão erguidas no Cidade Jardim e no Centro Metropolitano, numa área que corresponde a três vezes o tamanho do Leblon. "Será o novo coração do bairro. Em torno dele se desenvolverá a Barra do futuro, que terá um desenvolvimento equivalente a 30 anos em apenas 5 anos, em função das Olimpíadas", define Carlos Carvalho, presidente da Carvalho Hosken.

O mais luxuoso deles, o Village Mall, será inaugurado em novembro do próximo ano, reunindo mais de 130 lojas, restaurantes de alta gastronomia, quatro cinemas com poltronas reclináveis de couro e teatro nos padrões da Broadway.

No compasso do crescimento da Barra, após 7 anos como shopping-referência em moda, cultura e alta gastronomia, o Rio Design Barra investiu R$ 50 milhões para acrescentar 30 novas marcas ao mix, área de conveniência e cinema totalmente modernizado com a primeira sala VIP do Rio de Janeiro.

Segundo pesquisa encomendada pelo shopping, o público que freqüenta o espaço é composto em sua maioria por mulheres (84%), com formação de Nível Superior (83%), e renda familiar mensal acima de R$ 8 mil. Para manter a fidelidade desses clientes tão seletos, o shopping criou no subsolo uma área de conveniência, ancorada por um SPA e diversos serviços, como agência de viagens, casa de câmbio e pet shop. "Agora os clientes não precisam mais buscar serviços em outros lugares", garante Mariana Carvalho, diretora de Marketing da Ancar Ivanhoe, administradora do espaço.
STX investe na zona portuária do Rio de Janeiro
Brasil Econômico, Ricardo Rego Monteiro, 25/ago
Companhia de desenvolvimento imobiliário identifica oportunidades em pólos econômicos, como o pré-sal, Comperj e em eventos , como os Jogos Olímpicos

Eldorado de investidores em busca, entre outras coisas, de um porto seguro para o dinheiro em tempos de crise mundial, o setor imobiliário brasileiro começa a se sofisticar, com a adoção de modelos de negócio pouco difundidos até há pouco tempo em território nacional. Exemplo é a STX, empresa de desenvolvimento imobiliário fundada em 2008 pelo engenheiro Marcelo Conde. Com valor geral de vendas ( VGV) de R$ 1,5 bilhão nos últimos dois anos, a empresa surgiu da STA Arquitetura, escritório fundado há 35 anos pelo ex-prefeito do Rio de Janeiro Luiz Paulo Conde, pai de Marcelo.

Com escritórios em dez capitais do país, e com foco bem definido nas oportunidades abertas pelo pré-sal, Jogos Olímpicos de 2016 e o Complexo Petroquímico do Rio de Janeiro (Comperj), a empresa identifica no projeto de revitalização da Zona Portuária carioca (Porto Maravilha) apenas um dos eixos de desenvolvimento do mercado nos próximos anos. A Barra da Tijuca, na Zona Oeste da cidade, e o município de Itaboraí, na região metropolitana e escolhida para abrigar o Comperj, concentram boa parte dos empreendimentos da empresa.

"A STX é uma empresa de desenvolvimento imobiliário, e não uma incorporadora", afirma Conde, que tem as incorporadoras justamente como clientes. "Nós fazemos a prospecção de terrenos, damos assessoria jurídica e ambiental, como uma espécie de desenvolvedor. Esse é um tipo de atividade comum no mercado imobiliário americano, por exemplo."

Constituída como Sociedade Anônima (S.A.) de capital fechado, a STX criou joint ventures para empreendimentos no país, com a americana Shelter Rock, um dos mzaiores fundos imobiliários dos Estados Unidos. Fundada por Neil Weiss, desenvolveu empreendimentos não só no mercado americano, mas em outros países, como a China. Por meio da parceria, diz Conde, a intenção é focar no segmento corporativo de alto padrão

Atualmente com projetos da ordem de R$ 300 milhões de VGV, a STXRock tem lançamentos previstos para 2012 em Itaboraí, onde a empresa pretende alavancar negócios a partir dos investimentos previstos pelo Comperj. "A vantagem de Itaboraí não é só a localização, próxima de São Gonçalo ( Grande Rio), como também de áreas verdes muito bonitas", observa o fundador da STX. Para os próximos dois anos, a empresa tem oito imóveis em fase de preparação, além dos dois já lançados desde o início de 2011. Além de Itaboraí, os empreendimentos deverão ser erguidos em cidades como São Paulo, Osasco (SP), Campos (RJ) e Rio.

Na capital fluminense, a empresa alavancou recentemente o primeiro edifício do Porto Maravilha, um projeto que junta governo e iniciativa privada para recuperar a área portuária do Rio. Ali, a STX desenvolveu e moldou, a STA projetou e a TishmanSpeyer, uma das maiores incorporadoras do mundo, vai construir e incorporar uma torre de 18 andares de escritórios em plena zona do porto carioca.

segunda-feira, 22 de agosto de 2011


Novo complexo (O Dia, 21/ago)
A PDG CHL vai construir um complexo imobiliário em Itaboraí: o Enterprise City Center. O empreendimento, que ficará na Avenida 22 de Maio, contará com torres comerciais, corporativas e flat, além de edifícios residenciais e um shopping

Escritório inglês vence concurso que selecionou o projeto do Parque Olímpico do Rio Rio de Janeiro

22/08/2011 - Agência Brasil

A prefeitura do Rio de Janeiro anunciou na última sexta-feira que um escritório de arquitetura britânico foi o vencedor do concurso internacional que selecionou o projeto urbanístico do Parque Olímpico, na zona oeste da cidade, que será usado nas Olimpíadas de 2016. A empresa vencedora também trabalha nos projetos dos Jogos Olímpicos de Londres, em 2012. Ao todo, projetos de 60 países participaram da disputa. A empresa vencedora recebeu um prêmio de R$ 100 mil.

Com aproximadamente 1,18 milhão de metros quadrados, o parque abrigará, no terreno do Autódromo de Jacarepaguá, 15 modalidades olímpicas e 11 paraolímpicas. Segundo a prefeitura, será construído ainda um centro de imprensa para 20 mil profissionais.

"A gente olha para o projeto e é uma coisa fantástica. A nossa preocupação é sempre com o que vai sobrar para a cidade no dia seguinte [dos Jogos]. Nesse projeto há conceitos ambientais, de transporte e de conservação”, disse o prefeito do Rio, Eduardo Paes.

Agência Brasil