terça-feira, 18 de janeiro de 2011

Despoluição da Baía de Guanabara rumo ao pódio

17/01/2011 - O Dia 

Setores se unem para realizar a limpeza até os Jogos Olímpicos de 2016

Rio - O desafio é enorme e, no meio do caminho rumo ao pódio, há obstáculos como televisores, preservativos, celulares, absorventes, canivetes, litros e mais litros de óleo de cozinha e tudo o mais que o homem considerar lixo em dado momento. Mas, desta vez, parece que a largada foi mesmo dada para a maior prova que o Rio de Janeiro enfrenta para sediar a Olimpíada de 2016: a despoluição da Baía de Guanabara.

Essa, ao menos, foi a impressão que os participantes do seminário SOS Baía de Guanabara tiveram ao fim do evento. Promovido pelos jornais O DIA e Brasil Econômico (publicações do Grupo Ejesa), o seminário reuniu ontem o poder público, a Petrobras, ONGs e o meio acadêmico para discutir projetos de despoluição das águas da Baía e do entorno. 

Na década de 90, o Estado do Rio de Janeiro criou um programa de despoluição, o PDBG, com a finalidade de planejar e coordenar um conjunto de ações que visavam à limpeza do ecossistema. Porém, até o momento, não conseguiu evitar que o esgoto sem tratamento chegue às águas. A despoluição é um dos compromissos assumidos pelo governo estadual com o COI para a realização de diversos esportes aquáticos da Olimpíada, como remo e vela.

A cooperação entre todas as esferas de governo e a participação da sociedade civil no cumprimento das metas do Comitê Olímpico Internacional (COI) foi um ponto positivo destacado por todos os palestrantes do evento.

“A integração entre os poderes é o que existe de mais significativo em termos de avanço. Hoje há comprometimento em deixar um legado socioambiental para o Rio”, destacou Paulo Fraga, diretor-executivo do Grupo Ejesa.

Também foi consenso a necessidade de educar a sociedade no sentido de não fazer da Baía um depósito de lixo. O presidente da Cedae, Wagner Victer, ressaltou que levantamento feito no bairro da Lapa constatou que, dos 200 imóveis comerciais existentes, 130 despejavam os dejetos clandestinamente.

“Cotonete, preservativo, cabelo, absorvente e óleo de cozinha vão direto para as águas da Baía de Guanabara. Sem conscientização ambiental não há projeto que resolva a questão”, alertou Victer, que aproveitou para dar a boa notícia: em dois meses começa a obra que vai devolver a todos os moradores do Rio uma Praia de Paquetá própria para banho de mar. 

Avanços já foram obtidos e cenário começa a mudar

Até pouco tempo atrás, a cena seria improvável: pequenas embarcações costeiras navegando pela Baía de Guanabara, sendo possível ver a correnteza e onde há um imenso viveiro de plantas nativas do mangue. O cenário é fruto de um dos projetos socioambientais da Petrobras na região, apresentados por Ronaldo Torres, gerente de Articulação e Contingência da Região Sudeste, no seminário SOS Guanabara. Governo do estado, prefeitura, Cedae, Ministério do Meio Ambiente, Instituto Baía de Guanabara, Instituto Rumo Náutico e a ONG Guardiões do Mar também abriram seus projetos ao público e debateram os caminhos para a despoluição até 2016. Na edição do próximo domingo, dia 23, um caderno especial trará a cobertura completa do evento, com o que já foi feito, o que ainda há por fazer, investimentos, desafios e a história da Baía de Guanabara.

segunda-feira, 17 de janeiro de 2011

Especialistas divergem sobre maior tragédia climática da história do país

17/01/2011 - G1 SP - Nathália Duarte

Chuva na Região Serrana do Rio de Janeiro já deixa mais de 600 mortos.
Escorregamentos na Serra das Araras, em 67, também foram catastróficos.


Tragédia na região serrana do Rio de Janeiro já deixa mais de 600 mortos
Tragédia na região serrana do Rio de Janeiro já
deixa mais de 600 mortos (Foto: Celso Pupo/G1)

Pesquisadores e geólogos divergem sobre o evento considerado a maior tragédia climática da história do país. As diferentes opiniões levam em conta o período de medição das chuvas e a contagem das vítimas, já que o Brasil não possui um banco de dados oficial sobre os prejuízos causados por tragédias climáticas.

Para o geólogo Agostinho Ogura, pesquisador do Instituto de Pesquisas Tecnológicas (IPT), os escorregamentos de terra que ocorreram entre 1966 e 1967, na Serra das Araras, no Rio de Janeiro, caracterizam a pior tragédia da história até o momento. “Os registros que nós temos indicam algo em torno de 2 mil mortos, em 1967, na região da Serra da Araras. Considerando o número de vítimas, essa foi a maior tragédia da história do país”, afirma.

A climatologista Lucí Hidalgo Nunes, no entanto, considera que os deslizamentos registrados neste início de ano na Região Serrana do Rio de Janeiro são os piores já acompanhados pelos brasileiros. “A contagem das vítimas na Serra das Araras leva em consideração as mortes causadas por diferentes eventos, em áreas próximas. É um somatório, por isso, no meu entender, a tragédia que está ocorrendo na Região Serrana do Rio é a maior”, diz a geógrafa da Universidade de Campinas (Unicamp).
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Além da chuva na Serra das Araras, os anos de 66 e 67 foram marcados por inúmeros deslizamentos na Região Sudeste, segundo os especialistas, incluindo ocorrências em Caraguatatuba (SP). “Em Caraguatatuba morreram cerca de 1 mil pessoas, e mais de 400 na Serra das Araras, mas tenho a impressão de que essa [na região serrana do Rio] é a tragédia mais significativa, porque atingiu três grandes cidades, conhecidas no cenário nacional e mundial. Se essa não é a pior tragédia, é certamente uma das maiores, principalmente porque a contagem de vítimas ainda está em andamento”, afirma o geólogo Álvaro Rodrigues dos Santos.

Antônio Mattos, historiador e subtenente do Corpo de Bombeiros do Rio de Janeiro, atuou nas enchentes de 1966 e 1967 no estado. "As enchentes de 1966 deixaram cerca de 200 mortos, e atingiram praticamente todo o estado. Em 1967, a precipitação que ocorreu na comunidade no alto da Serra das Araras, com o rompimento de barragens, causou prejuízos porque o solo estava encharcado, mas o número de mortos certamente não chegou a mil, foi muito menor, provavelmente inferior ao número de mortos na região serrana do Rio, neste mês", diz.

Para o geógrafo Lucivânio Jatobá, professor de ciências ambientais da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), a maior tragédia climática da história brasileira é mesmo a registrada neste ano. “Acredito que a maior catástrofe em termos quantitativos seja essa que estamos vivendo na Região Serrana do Rio, mas esse não é um fenômeno único e não será o último. Trata-se da associação de precipitações abundantes, em um curto período de tempo, em áreas de destruição da cobertura vegetal. Fora isso, há o fator da geologia em si. O movimento de massa ocorreria nessas áreas mesmo sem a ocupação humana”, afirma o geógrafo

A Defesa Civil Nacional afirma que não há registros oficiais sobre o número de mortos em 1966 e 1967. O órgão também afirma que não possui nenhum levantamento sobre as maiores tragédias climáticas da história do país.

Tragédia anunciada

Mesmo sem registros oficiais de dados sobre os prejuízos causados por escorregamentos de encostas, o que ambos pesquisadores concordam é que é necessário um levantamento único de informações para auxiliar na prevenção de tragédias anunciadas como a que já matou mais de 600 pessoas no Rio de Janeiro.

“As chuvas de 1967 e de agora são semelhantes. Foram muito intensas, com registros de chuva anterior, e concentradas em um espaço relativamente curto de tempo. Os escorregamentos generalizados das encostas apresentaram uma dinâmica muito destrutiva, mobilizando solo, rochas e árvores, com alto potencial destrutivo e baixo potencial de tempo de resposta adequado", diz o geólogo Ogura.

“O grande problema é que o país está sendo pego sempre de calças curtas. Não há um plano de ação organizado e também não há informações, um estudo nacional para entender o meio e assim prevenir ocorrências como essa”, diz Lucí.

Só 32% dos imóveis da cidade pagam IPTU

16/01/2011 - O Globo

Em vigor há 12 anos e baseadas em estimativas de valor de mercado dos imóveis ainda mais antigas (1997), as regras de cobrança do IPTU no Rio criaram distorções que vêm se tornando cada vez mais evidentes. Hoje, dos mais de 2,2 milhões de construções residenciais e comerciais (sem contar salas) existentes na cidade - tanto no asfalto como em favelas e loteamentos irregulares -, cerca de 710 mil apenas (32,22%) pagam IPTU, segundo a Secretaria municipal de Fazenda. De acordo com o secretário-chefe da Casa Civil, Pedro Paulo Carvalho Teixeira, a prefeitura deixa de arrecadar cerca de R$150 milhões por ano.

A arrecadação de cerca de R$1,7 bilhão com o IPTU prevista para este ano é garantida principalmente por proprietários das classes A, B e C da Zona Sul e da Barra, entre outras áreas. Enquanto na orla marítima e na Lagoa, por exemplo, 91,5% dos imóveis pagam IPTU, nas zonas Norte e Oeste esse percentual chega a ser inferior a 1% em alguns bairros. Mas as regras atuais não serão alteradas.

- A verdade é que nem ricos, nem pobres pagam o IPTU que deveriam. O maior desafio seria encontrar uma fórmula que conciliasse o patrimônio visível com aquilo que o contribuinte teria realmente condições de pagar. Mas o prefeito vai cumprir a promessa de campanha (de não aumentar o IPTU), mesmo estando claro que a realidade da cidade é bem diferente do quadro vivido em 1997. O mercado imobiliário está muito aquecido e houve melhorias na prestação de serviços públicos, inclusive com a implantação das UPPs em comunidades, valorizando imóveis no entorno - disse Pedro Paulo.

Rio tem 400 mil imóveis em favelas e loteamentos ilegais

O secretário cita exemplos resultantes das distorções, sem informar os endereços, devido ao sigilo fiscal. Em Jacarepaguá, na região de Taquara, Pechincha e Curicica, que se valorizou bastante nos últimos tempos, donos de muitos imóveis com menos de cem metros quadrados só pagam a Taxa de Coleta de Lixo (TCL). Mas o perfil dos proprietários é tipicamente de classe média.

- Os apartamentos têm sido vendidos por R$150 mil em média. O adensamento dessa e de outras áreas da cidade gera mais trânsito e outras demandas, que o poder público precisa atender, sem que haja incremento na arrecadação - acrescentou o secretário.

Segundo um estudo da secretaria, dos 2,2 milhões de construções, 400 mil estão em favelas ou loteamentos irregulares e nem recebem carnês. Do 1,8 milhão de imóveis restantes, cerca de 700 mil são isentos. Resta 1,1 milhão de construções, mas, destas, a legislação permite que aproximadamente 380 mil só paguem a taxa de lixo.

Entre aqueles que defendem mudanças nas regras, estão os quatro integrantes da sociedade civil no Conselho Municipal de Contribuintes, órgão encarregado de julgamentos de pedidos de revisão de tributos.

- De 1997 para cá, muitas regiões receberam melhoras na infraestrutura e não pagam por isso. - disse Roberto Lira de Paula, representante do Sindicato da Indústria da Construção Civil do Rio (Sinduscon).

Imposto era calculado com alíquotas progressivas

A distorção começou nas execuções do imposto em 2000, quando cerca de um milhão de contribuintes, principalmente das zonas Norte e Oeste, deixaram de pagar o IPTU, com a entrada em vigor das atuais regras de cobrança do tributo. A alteração fora proposta pelo ex-prefeito Luiz Paulo Conde no ano anterior, quando o Supremo Tribunal Federal (STF) considerou inconstitucional o modelo que era usado

O sistema antigo era baseado nas alíquotas progressivas e estava em vigor desde 1989. A mudança para a alíquota única, no entanto, criou um problema. Se fosse aplicada uniformemente, muitos proprietários de imóveis nas zonas Norte e Oeste teriam o IPTU aumentado em mais de 100%. Conde então baixou um decreto mudando as regras para a concessão de isenções. Até 1999, para que um imóvel fosse classificado como Unidade Autônoma Popular (UAP), deveria ter até 50 metros quadrados e o valor venal de 7.524 Ufirs (R$15.185,62, hoje). Com o decreto, foram incluídos todos os imóveis que mediam até cem metros quadrados e cujo valor venal chegava a 20 mil Ufirs (R$40.366, atualmente).

Em 2001, porém, o Estatuto das Cidades regulamentou o IPTU com alíquotas progressivas. Das grandes capitais, o Rio é uma das poucas que não adotaram o novo modelo e, com a defasagem da planta de valores (que indica os preços de mercado dos imóveis, por região), as distorções aumentaram. São Paulo, por exemplo, tem cinco faixas de alíquotas e Curitiba, nove. Em 2010, o Rio arrecadou R$1,6 bilhão com o IPTU.

Câmara poderá propor alterações

O secretário-chefe da Casa Civil, Pedro Paulo Carvalho Teixeira, lembra que, apesar da promessa do prefeito Eduardo Paes de não mexer no sistema de cobrança do IPTU, a Câmara de Vereadores tem autonomia para apresentar propostas revendo os critérios. Caso as sugestões sejam factíveis, poderiam ser adotadas porque, como partiriam do Legislativo, o entendimento é que a promessa não seria quebrada. Pedro Paulo, no entanto, disse ser contra a exigência do imposto para os cerca de 400 mil imóveis de favelas e loteamentos irregulares, mesmo aqueles em áreas já urbanizadas. Hoje, a inscrição de imóveis no cadastro da Secretaria municipal de Fazenda é facultativa, mesmo para aqueles que receberam títulos de propriedade.

- O poder público esteve afastado por anos dessas comunidades. Não dá para, no momento em que começa a levar seus serviços, tentar impor imediatamente uma carga tributária - disse o secretário.

A margem de atuação dos vereadores, porém, é bastante limitada. Constitucionalmente, apenas o Executivo poderia propor a criação de um número maior de alíquotas, por exemplo. Para qualquer alteração ser aprovada, seriam necessários ao menos 26 votos, mas não existe consenso sobre o assunto. Entre os defensores da revisão, está a vereadora Andrea Gouvêa Vieira (PSDB), integrante da Comissão de Finanças, Orçamento e Fiscalização Financeira.

- A manutenção de uma única alíquota e de uma tabela de cálculos de valor venal tão defasada onera a classe média. Vivemos um momento político excelente para que o IPTU seja revisto. Muitos problemas antigos da população começaram a ser resolvidos com a implantação das Unidades de Pronto Atendimento (UPAS) e das UPPs - disse ela.

Para a ex-líder do governo do ex-prefeito Luiz Paulo Conde, Rosa Fernandes (DEM), as regras não devem ser mudadas. Ela teme que o fato de o mercado imobiliário estar aquecido se reflita nos valores venais e gere distorções na hora de estimar o novo IPTU:

- Além disso, durante anos as zonas Norte e Oeste foram prejudicadas por falta de investimentos públicos. Não é justo mudar o sistema de cobrança quando essas regiões começam a ser atendidas. E é relativa a ideia de que a Zona Norte vive um momento de grande valorização. Será que podemos falar a mesma coisa de bairros como Pavuna, Parada de Lucas, Vigário Geral e Jardim América?

Entre os bairros que proporcionalmente menos pagam IPTU, estão Barros Filho (99,7%), Deodoro (99,1%) e Acari (98,6%). Morador de Acari, o comerciante aposentado Domingos João de Luca Cícero, de 58 anos, diz que ficou isento do IPTU a partir de 2000:

- Aqui falta de tudo. Se para contar com serviços melhores eu tivesse que voltar a pagar um pouco por isso, não me incomodaria. Moro ao lado do Hospital Ronaldo Gazolla, construído para ser uma emergência, mas que só atende com hora marcada. Os bueiros da minha rua só são limpos quando o Rio Acari enche e alaga tudo

O presidente da Associação Brasileira da Indústria de Hotéis (ABIH), Alfredo Lopes, é a favor de atualizar os métodos de cobrança. Para ele, porém, o ideal seria convocar especialistas, que ajudariam a desenvolver um novo modelo.

Lista variada de isenções

A relação de imóveis isentos de IPTU não inclui apenas construções residenciais e comerciais. A Constituição Federal concede isenções para templos de qualquer credo; imóveis de propriedade da União, do estado e do município; e sedes de partidos políticos, entre outros. Devido ao seu interesse histórico ou cultural, a prefeitura também concedeu isenção a 1.490 imóveis, cujos proprietários se comprometem a preservar as características das construções.

Um dos beneficiados é o Copacabana Palace. A relações-públicas do hotel, Cláudia Fialho, diz que, para obter a isenção, foi atendida uma série de exigências. As obras duraram oito anos (de 2002 a 2010) e equipes de manutenção atuam permanentemente para manter as características do prédio.

O empresário Leo Feijó reclama da burocracia para conseguir a isenção. Na Lapa, ele é sócio da choperia Brazooka (isenta do IPTU) e do Teatro Odisseia, para o qual desde 2003 reivindica o mesmo benefício.

- A manutenção do casario histórico sem ônus para o poder público é um ótimo negócio para a cidade. Mantemos pintura, fachadas e outras características originais. Apenas para restaurar o telhado da Brazooka, gastamos R$30 mil. Mas, no Odisseia, ainda pagamos R$9,2 mil por ano de IPTU.

terça-feira, 11 de janeiro de 2011

Gasto com obras do Maracanã pode chegar a R$ 1 bilhão

11/01/2011 - O Globo - Luiz Ernesto Magalhães

Sinal amarelo se acendeu na reforma do Estádio do Maracanã para a Copa do Mundo-2014, que já está custando R$ 712 milhões. Equipes do Consórcio Maracanã Rio 2014, responsável pela obra, identificaram sinais de deterioração de parte da estrutura da cobertura original do estádio. Na avaliação de especialistas, em se confirmando que a cobertura está comprometida, as obras previstas para terminar em dezembro de 2012 podem atrasar em até seis meses e fazer com que o estado acabe gastando até R$ 1 bilhão para $toda a reforma.

A estimativa de gastos adicionais e comprometimento do cronograma, que segundo a secretaria estadual de Obras ainda não é possível confirmar que vai ocorrer, é do consultor em engenharia estrutural João Luiz Casagrande. João analisou o projeto proposto para o Maracanã. Ele observa que a nova cobertura do Maracanã, que será feito em estrutura metálica flexível para cobrir 100% das arquibancadas, será construída como uma extensão da cobertura existente.

- Não estou surpreso que encontraram sinais de deterioração. Estruturas metálicas e de concreto armado foram projetadas para durar 50 anos. O Maracanã já tem 60 anos. Se for necessário recuperar a cobertura é pouco provável que operários tenham condições de segurança para trabalhar em baixo na construção de novas arquibancadas. Claro que se forem construir uma nova cobertura a obra pode encarecer. Minha estimativa é que possa chegar a R$ 900 milhões ou até R$ 1 bilhão - avaliou João Luiz Casagrande.

Problemas com empréstimo

Em nota oficial, a Secretaria estadual de Obras informou que irá encomendar um estudo especializado para garantir, com rigor científico, se existe ou não comprometimento da estrutura. A nota, porém, não deixa claro se esses estudos poderão ou não comprometer o prazo das obras. "Não há comprovação de que a cobertura do Maracanã está tecnicamente comprometida. O que há é a constatação de que houve deterioração de partes dos materiais de estrutura", informa a nota.

O presidente do Crea, Agostinho Guerreiro, acredita que só com a realização de estudos mais aprofundados - inclusive ensaios em laboratório para avaliar o desgaste de materiais - será possível ter certeza sobre o caminho a seguir. Segundo ele, isso pode levar, no mínimo, de 20 a 40 dias para uma primeira avaliação.

- Se a avaliação encontrar em partes distintas da cobertura problemas diferentes, será necessário mais tempo para $um projeto para a recuperação. Nesse caso, o tempo vai depender do que for identificado no primeiro diagnóstico - disse.

Agostinho acrescentou:

- Se há sinais de deterioração existem duas hipóteses. Ou houve falha na manutenção preventiva, que é imprescindível numa cidade cuja maresia pode atingir estruturas que ficam a até sete quilômetros de distância, ou eventualmente uma falha no projeto original do estádio - disse.

Caso as obras atrasem, o Rio de Janeiro não cumprirá compromisso com a Fifa de acabar as obras até o fim de 2012 para preparar o estádio para a Copa das Confederações (junho de 2013).

Os custos da reforma já aumentaram. Em dezembro de 2009, quando o estado desistiu de executar as obras em parceria com a iniciativa privada, que assumiria os custos em troca da exploração comercial do complexo, o projeto era estimado em R$ 500 milhões.

Os problemas não se limitam às obras. O BNDES aprovou um financiamento de R$ 400 milhões para o governo do Estado tocar a reforma, mas o contrato ainda não foi assinado. Um dos motivos é que o banco espera sinal verde da Controladoria Geral da União (CGU), que, a pedido do Ministério Público Federal, pediu esclarecimentos ao estado sobre detalhes do projeto.

sábado, 8 de janeiro de 2011

Depois de reforma que se estendeu por dois anos, prédio do antigo Méridien renasce como Windsor Atlantica

08/01/2011 - O Globo - Jacqueline Costa

Reabertura do antigo Hotel Méridien - reabre, agora, com o nome de Windsor Atlântica (Foto: Fabio Rossi / Agência O Globo)

RIO - Os investimentos na hotelaria carioca têm feito jus ao momento que a cidade atravessa. No fim de dezembro, mais precisamente no penúltimo dia de 2010, o antigo Le Méridien, no Leme, reabriu as portas - em sistema de soft opening - como Windsor Atlantica. A missão dos engenheiros e arquitetos era renovar completamente o prédio, erguido há mais de 30 anos. Depois de dois anos de obras, a tarefa foi cumprida à risca e a impressão é que um novo edifício foi construído. Paulo Marcos Monteiro, diretor de Marketing da rede Windsor, explica que o Atlantica é o décimo empreendimento na cidade e também o mais sofisticado do grupo. Com a inauguração, prevista para 20 de fevereiro, o Rio ganha mais 545 quartos.

( Previ vende Le Méridien por R$ 170 milhões )

Antigos hóspedes não podiam abrir as janelas

As janelas do imóvel de 39 andares podem se tornar um dos símbolos da renovação. Até o dia em que o Méridien parou de funcionar, era impossível abri-las para sentir o cheiro do mar ou ouvir o barulho das ondas. Para mudar isso, todos os vidros e esquadrias da fachada foram trocados. Do antigo Méridien, só foram preservadas as duas escadas rolantes que ligam o térreo e o primeiro andar. Logo ao chegar ao lobby, o hóspede se depara com um imenso lustre de cristal e um piso composto por mármore vindos de diversos cantos do mundo.

No total, o Windsor Atlantica conta com uma área de 40 mil metros quadrados. São três restaurantes - um deles, o mais sofisticado, no primeiro andar. Nos 600 metros quadrados do 38 andar, será inaugurado um spa, com tratamentos exclusivos, estação de águas, jacuzzis e estúdio de pilates. O hotel terá duas piscinas: uma no quarto pavimento e outra no terraço, que não existia na época do Méridien. Para os mais variados eventos, serão destinados 24 salões. Apenas o spa e o restaurante do primeiro andar serão abertos ao público em geral.



Neste período de soft opening, estão em funcionamento 120 apartamentos do 21 ao 35 andar. As demais suítes e os outros espaços serão abertos gradativamente até março, quando tudo deve estar funcionando normalmente. O diretor de Marketing explica que o hotel conta com duas grandes suítes presidenciais e quatro andares executivos, com serviços diferenciados, como um mordomo a postos para desfazer as malas. Segundo Paulo Marcos, a expectativa é que 80% da ocupação seja destinada ao turismo de negócios.

- A rede Windsor só trabalha no Rio de Janeiro. Com os eventos que estão por vir, como a Copa do Mundo de 2014 e as Olimpíadas de 2016, há ainda um enorme potencial de crescimento - diz Paulo.

Na recepção, é oferecido ao hóspede um cardápio de aromas. O visitante pode sentir, sutilmente, o perfume de flores silvestres, por exemplo, no quarto. Todos os apartamentos são equipados com ar-condicionado central com controle individual (a refrigeração é desligada quando as janelas são abertas). As diárias começam em R$ 490.

quinta-feira, 6 de janeiro de 2011

Petrobras: mais um passo para o Comperj

30/12/2010 - Webtranspo

Assinatura de contrato inicia fase do projeto

petrobras_comperj_maquete
Maquete mostra como será construído o Comperj

Paulo Roberto Costa, diretor de Abastecimento da Petrobras, assinou nesta semana três contratos para a implantação do Comperj (Complexo Petroquímico do Rio de Janeiro).

Com isso, a companhia viabiliza a primeira etapa para a instalação da refinaria que abrange a construção e montagem das UHN (Unidades de Hidrotratamento de Nafta) e duas unidades auxiliares.

Conforme informações da companhia, o consórcio formado pela Delta Construções S.A., Projectus Consultoria Ltda. e TKK Engenharia Ltda será o responsável pela execução dos serviços.

Em um primeiro momento, serão feitos o detalhamento do projeto, o fornecimento de equipamentos e materiais, a construção e montagem da HDT (Unidade de Hidrotratamento) de Nafta e sua subestação. Com isso, a Petrobras trabalhará para reduzir o teor de enxofre e a percentagem de compostos instáveis da nafta.

O outro contrato prevê, além dos serviços de detalhamento, fornecimento de equipamentos e materiais, a construção e montagem das Unidades de Tratamento de Gás Combustível com Amina, a recuperação de enxofre, de tratamento de gás residual, de oxidação de amônia, de pastilhamento e armazenamento de enxofre e suas subestações.

Essas unidades reduzirão os compostos de enxofre e nitrogênio e ajustaram as emissões aos padrões exigidos pelos órgãos ambientais. Esta primeira etapa da refinaria deve ser concluída no fim de 2013.

quarta-feira, 5 de janeiro de 2011

Prédios comerciais e residenciais transformam a paisagem de Itaboraí

03/01/2011 - O Fluminense, Letícia Mota

Desde o anúncio da construção do Complexo Petroquímico do Estado do Rio de Janeiro (Comperj), em 2007, Itaboraí vem transformando a sua paisagem. E as construtoras são as principais responsáveis por essas mudanças, através da construção de projetos residenciais e comerciais, que darão suporte aos novos moradores e trabalhadores da região. Lançamentos de hotéis, complexos comerciais e condomínios residenciais ganham cada vez mais espaço na cidade.

De acordo com a Prefeitura de Itaboraí, os investimentos são reflexos da importância do Comperj para a região e cidades vizinhas. Segundo a secretária municipal de Fazenda, Therezinha Freitas, para facilitar a instalação de empreendimentos no município foi concedida uma redução de 5% para 2% do ISS no primeiro ano de funcionamento.

"Toda empresa para iniciar suas atividades tem muitos custos, por isso a Prefeitura reduziu esta cobrança. Isso com certeza, também influencia na instalação de novos empreendimentos na cidade".

O ramo de hotelaria é um dos que mais cresce no município. A rede Accor já lançou hotel, da bandeira Ibis, em parceria com o grupo Paranasa/Maio. A rede Inter City será responsável pelo Hellix Business Center. O Itaboraí Plaza, complexo comercial, residencial e hoteleiro, acaba de ser lançado e será construído pela Argopar Incorporações e administrado pela CG Malls. E a Incorporadora NEP acaba de lançar o Supreme Itaboraí, apart-hotéis sob a bandeira Comfort.

De acordo com Hugo Matheson, empreendedor da Argopar, a empresa decidiu investir em Itaboraí em razão dos desdobramentos econômicos advindos do Comperj.

"A expectativa é que o potencial de consumo dobre nos próximos cinco anos. A grande surpresa veio com o resultado na pesquisa que contratamos junto ao Ibope, que já identifica na área de influência do nosso terreno, um potencial de consumo que justifica um shopping de porte médio".

O projeto do Itaboraí Plaza tem 35 mil metros quadrados e faz parte de um grande complexo comercial e residencial. O Shopping contará com quatro lojas de departamento, um hipermercado, seis salas de cinema, boliche, universidade, praça de alimentação e 150 lojas satélites. Além de duas torres de escritórios, hotel e um condomínio residencial com 1,4 mil apartamentos. Só no shopping a previsão é de um investimento total de R$ 100 milhões.

"A inauguração está prevista para março de 2012, podendo ser antecipada para 2011. Os projetos estão na fase final, a concorrência para a construção será lançada este mês, que também será o mês do início das obras. Já temos contratadas três lojas âncoras e estamos negociando com o hipermercado e mais duas mega lojas".

Parceria - A incorporadora NEP também chega a Itaboraí atraída pelos negócios gerados pelo petróleo. Em parceria a Atlântica Hotels International, a empresa acaba de lançar o Supreme Itaboraí, empreendimento que segue o formato de apart-hotel, aberto para investidores no pool de 198 unidades.

Segundo Cyro Fidalgo, responsável pelos projetos da NEP, a incorporadora identificou uma forte demanda por unidades hoteleiras e descobriu um modelo adequado aos investidores conservadores que ainda não havia sido explorado pelo mercado imobiliário na região. O empreendimento contará com 198 unidades de apart-hotel, que terão preço médio de R$ 120 mil e têm previsão de entrega para novembro de 2013.

"Comprar uma das unidades do Supreme é um ótimo investimento, que traz rendimento mensal", explica Fidalgo.

Josué Mello, sócio do Grupo Integração, que em parceria com a construtora AS e a Adriano Soares Incorporação lançaram o Hellix Business Center - com salas comerciais, hotel, lojas, shopping center e heliponto - explica que a demanda por espaços comerciais e hotéis em Itaboraí é grande, e a construção do empreendimento visa atender os executivos e comerciantes que se instalarão no local.

"Itaboraí tornou-se uma cidade promissora, onde os negócios acontecerão em torno do Comperj".

Aposta na infraestrutura de serviços

Segundo Jânio Valeriano, diretor de empreendimentos do Grupo Paranasa/Maio, a obra do hotel Ibis, da rede Accor, terá início no primeiro trimestre deste ano e término previsto para 2013, com investimentos de R$ 40 milhões."

O Ibis Itaboraí terá 200 apartamentos, com toda infraestrutura de serviços e conforto que acompanham a marca Accor", explica o executivo.

"Não há como negar a importância de Itaboraí na Região, por conta dos investimentos no setor petrolífero e, construir um hotel da Rede Accor na cidade mostra isso. A obra deve gerar 150 empregos diretos e indiretos para os trabalhadores da região, além de contribuir para o aquecimento do comércio local", avalia.

O Hellix Business Center, avaliado em R$ 65 milhões, começará a ser construído em abril de 2011 e tem conclusão prevista para 2013. O empreendimento será composto de 156 sa­las comerciais, em duas torres; hotel com 108 unidades; 57 lojas; três andares de estacionamento; shopping center; praça de alimentação e heliponto.

Propriedade - Os apart- hotéis do Supreme Itaboraí seguem a tendência de mercado onde o proprietário utiliza a unidade por um período, e no resto do tempo ela é administrada por uma empresa especializada.

"Ter um ótimo rendimento mensal é uma característica deste tipo de imóvel. Vale citar também a valorização patrimonial, já que as unidades têm serviços agregados e a manutenção fica a cargo da administradora Atlântica Hotels International, que garante a locação do imóvel, sem riscos de períodos ociosos", completa Fidalgo.

Projetos com localização privilegiada e áreas de lazer

Os empreendimentos residenciais também são foco de investimento em Itaboraí. A construtora Rossi, por exemplo, iniciou, em dezembro, as vendas do Rossi Mais Reserva Imperial, com 160 unidades, com preços médios a partir de R$ 167,4 mil. As obras terão início em junho.

"Os itens de área de lazer e a localização privilegiada são os principais diferenciais desse projeto. O Rossi Mais Reserva Imperial é um marco para o início das nossas atividades em Itaboraí", ressalta o diretor regional da empresa, Rafael Cardoso.

O empreendimento, na área Central de Itaboraí, contará com dois edifícios de dez pavimentos e oito unidades por andar, com unidades de dois ou três quartos - todos com suíte - e área de lazer completa. A área de lazer oferece piscinas adulto e infantil, redário, sauna seca, espaço de convivência, academia externa, salão de festas, parquinho e churrasqueira, entre outros. A cidade tem recebido investimento em todos os setores, inclusive do programa "Minha casa, minha vida", do governo federal.

Segundo Euclides Tarre, proprietário da REG Engenharia, empresa responsável pelo primeiro empreendimento do programa em Itaboraí - o residencial Recanto das Flores, o Recanto das Flores, da REG Engenharia, com 160 casas de dois quartos a partir de por R$ 95mil - a cidade tem um público que quer morar em um lugar calmo e tranquilo, mas com infraestrutura.

"A cidade está crescendo, e a tendência é que os novos empreendimentos acompanhem as novidades do mercado, e ofereçam unidades confortáveis com bons preços. Comprar imóveis em Itaboraí para morar ou investir é um bom negócio, pois a tendência é que se valorizem", avalia.

Prefeitura do Rio garante verbas para 2a fase do Porto Maravilha

05/01/2011 - Jornal de Turismo

O prefeito do Rio de Janeiro, Eduardo Paes, assinou no último dia 27 de dezembro, no gabinete do ex-presidente Lula, acordo com a Caixa Econômica Federal que vai garantir recursos da ordem de R$7,6 bilhões para as obras e serviços da segunda fase do projeto Porto Maravilha, incluindo a derrubada do Elevado da Perimetral. Para simbolizar a demolição, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva derrubou com uma marreta a maquete do viaduto levada pelo prefeito a Brasília. Lula também recebeu das mãos de Paes uma placa do início das obras da segunda etapa do projeto, que começam no primeiro semestre de 2011.

Com Lula, Eduardo Paes oficializa acordo com a Caixa Econômica Federal

Através do acordo, o FGTS - que pela primeira vez na história investe em uma operação urbana consorciada - se compromete a garantir os R$7,6 bilhões previstos para a recuperação da infraestrutura e manutenção dos serviços públicos da Região Portuária nos próximos 15 anos. Em troca, o fundo de investimentos do FGTS passa a administrar a emissão dos Cepacs (Certificados de Potencial Adicional Construtivo), títulos que serão negociados no mercado e serão necessários para qualquer um que deseje construir no Porto. Com o convênio firmado hoje, o FGTS – através da Caixa – também tem prioridade na compra dos terrenos da União que existem na região. A primeira parcela de recursos do FGTS alocados no Porto Maravilha é de cerca de R$ 900 milhões e já estará disponível no início de 2011.

"É um conjunto de obras que o Rio espera há 40 anos, pelo menos, e está sendo viabilizado pelo presidente Lula. Uma parte já começou, quando fomos a Brasília assinar o acordo com a Caixa para a segunda fase, fizemos questão desse gesto simbólico do presidente, que é quem está garantindo todas as condições para a derrubada daquele monstrengo que é a Perimetral. A demolição do viaduto vai ser a última intervenção até 2016 dentro do processo de requalificação daquela área, coroando o renascimento do Porto do Rio", afirmou o prefeito Eduardo Paes.

As obras da segunda etapa do Porto Maravilha serão realizadas pelo consórcio Porto Novo, vencedor da licitação da maior Parceria Público Privada do Brasil, que também vai administrar os serviços na região pelo prazo de 15 anos. O investimento nesta fase do projeto (R$7,6 bilhões – R$4,1 bilhões apenas em obras) será custeado pela venda dos Cepacs e imóveis públicos. A operação vai permitir que todas as obras sejam realizadas sem gasto público. Entre os serviços que ficarão sob responsabilidade do consórcio pelo período estão a conservação e manutenção de vias públicas e monumentos históricos, iluminação pública, limpeza urbana e coleta de lixo domiciliar.

Nessa segunda fase das intervenções do Porto Maravilha, serão 70km de vias construídas e reurbanizadas, além da implantação de redes de infraestrutura urbana com serviços de pavimentação, drenagem, sinalização, iluminação e arborização. Está prevista também a recuperação do sistema de água e esgoto. Haverá ainda a construção de 17km de ciclovias. Entre as principais obras desta etapa, estão a construção do Binário do Porto (via de mão dupla paralela à Avenida Rodrigues Alves), a demolição do Elevado da Perimetral – no trecho entre a Praça Mauá e a Avenida Francisco Bicalho - e a criação do túnel que vai da Praça Mauá ao Armazém 5 da Rodrigues Alves. Além disso, será feita a ampliação do túnel ferroviário sob o Morro da Providência para receber o tráfego de automóveis.

Desde junho de 2009, já está em andamento a primeira fase do projeto Porto Maravilha, que conta com verba municipal e do Governo Federal de R$350 milhões e inclui intervenções urbanísticas no bairro da Saúde e no Morro da Conceição, além da construção do Museu do Amanhã e do Museu de Arte do Rio. Em novembro foi inaugurada a primeira obra concluída do Porto Maravilha, o novo acesso viário para o Porto diretamente pelo Caju.

terça-feira, 4 de janeiro de 2011

Estado vai licitar expansão da Via Light e construir TransBaixada

02/01/2011 - Agência Rio

O governo do estado vai licitar, no início de 2011, as obras de ampliação da Via Light até a Avenida Brasil. A informação é do vice-governador Luiz Fernando Pezão. "Isso vai possibilitar uma melhoria no fluxo de veículos dentro da Baixada. Os motoristas não vão precisar mais entrar na Via Dutra para chegar ao outro lado da Baixada, em Nova Iguaçu, Mesquita e Nilópolis", completou Pezão.

Segundo o governador Sérgio Cabral, o prefeito do Rio, Eduardo Paes, garantiu que ligará a Via Light ao bairro de Madureira, na Zona Norte da cidade.

"A Via Light, hoje, quase que liga nada a coisa nenhuma. Vamos estar fazendo ela funcionar pra valer. Se fizer um sobrevoo de helicóptero sobre a Via Light, parece que não tem ninguém, parece uma avenida fantasma, parece que é feriado. Só tem um trechozinho ali que tem movimento, porque não liga nada a nada. Ela tem de ter mais ligações, ter ligações que fazem as pessoas se deslocarem para valer", ressaltou Cabral.
Pezão também falou sobre a TransBaixada, uma estrada que vai aliar mobilidade com defesa ambiental. A construção da via, nas duas margens do Rio Sarapuí, vai ligar a Rodovia Washington Luiz com a Via Dutra, inicialmente, mas, segundo o vice-governador, a ideia é expandi-la até a Via Light. Financiada com recursos próprios do estado, a obra está orçada em cerca de R$ 300 milhões.

Na mesma cerimônia, Cabral ainda garantiu que vai pavimentar todas as ruas sem asfalto da Baixada Fluminense.

"Este é um compromisso meu. As pessoas só têm dignidade quando deixam de pisar na lama e respirar poeira", frisou o governador.

O vice-governador acrescentou que o governo do estado já está pavimentando mais de 200 quilômetros de ruas na região.

"O governador nos deu uma missão que vamos tirar do papel. Vamos colocar este ano de R$ 500 milhões a R$ 750 milhões em todos os municípios da Baixada em ruas que não têm asfalto", complementou Pezão.
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Ônibus intermunicipais do Rio ficam mais caros a partir deste domingo

Os ônibus intermunicipais que circulam no Rio de Janeiro ficam mais caros a partir deste domingo (2). O reajuste no valor das tarifas é de 5,63%. Já a tarifa modal passará de R$ 2,35 para R$ 2,50. Porém, o valor do Bilhete Único estadual permanece no valor de R$ 4,40. O percentual, concedido pelo Departamento de Transportes Rodoviários (Detro), foi menor que o solicitado pela Fetranspor, que reivindicava um índice de 9,42%.O reajuste da tarifa intermunicipal acontece uma vez ao ano, atendendo a uma determinação do Ministério Público que, por intermédio do promotor Rodrigo Terra, há vários anos defendia a definição de data-base, a adoção de índice oficial de reajuste de preços e a antecedência no aviso à população quando da majoração das passagens do transporte público. Desta forma, o Departamento de Transportes (Detro) estabeleceu o mês de janeiro como data-base anual para o reajuste das tarifas nos ônibus intermunicipais.

Para cálculo do percentual de reajuste é usada a variação do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo – IPCA, no período imediatamente anterior de 12 meses, neste caso, entre 30 de novembro e 1º de dezembro. Este foi o menor índice de reajuste dos preços, se comparado com o INPC de 6,08% e o IGP-M, de 10,27 deste mesmo período. Os valores das novas tarifas estão disponíveis no site do Detro, http://www.detro.rj.gov.br./

Fonte: http://www.agenciario.com/

Barra e Zona Portuária do Rio ganharão novos hotéis

04/01/2011 - Panrotas

Atualmente, a cidade do Rio de Janeiro possui 29 mil quartos de hotéis. A exigência dos organizadores dos grandes eventos que acontecerão no destino é de 40 mil leitos para a Copa e 50 mil para as Olimpíadas. De acordo com a Associação Brasileira da Indústria de Hotéis (ABIH), dos nove mil novos quartos de hotel anunciados, cinco mil já estão sendo construídos. Muitos empreendimentos estão sendo analisados na região do Porto e no bairro da Barra da Tijuca, onde serão implantadas as principais construções para as Olimpíadas. 

O governo federal contribui para a ampliação. Recentemente o Banco Nacional do Desenvolvimento (BNDES) liberou R$ 1 bilhão para a reforma, ampliação ou construção de hotéis em todo o país. O BNDES ProCopa Turismo está aberto para empreendimentos em qualquer município brasileiro, há R$ 178,5 milhões em operações aprovadas e cerca de R$ 146 milhões de projetos em fase de perspectiva, consulta, enquadramento ou análise.

Segundo o Ministério do Turismo, empresas privadas pretendem construir nove hotéis no Rio, sendo cinco na Barra da Tijuca, dois na Zona Portuária, um na Lapa e um no Catete, totalizando 1.640 novas acomodações. Os projetos estão em diferentes etapas de elaboração, mas uma das unidades da Barra já possui licenciamento. O objetivo é iniciar as obras no bairro da Zona Oeste entre fevereiro e abril de 2011, para inaugurar as cinco construções até 2013.