quarta-feira, 25 de maio de 2011

Ponte estaiada começa a surgir ligando a Ilha do Fundão à Linha Vermelha

24/05/2011 - O Globo, Fábio Vasconcellos

Nova estrutura

RIO - Após meses de obras, o pilar central da primeira ponte estaiada (suspensa por cabos) a ser inaugurada na cidade começa a chamar a atenção de quem passa pela Linha Vermelha, na altura da Ilha do Fundão. Com 780 metros de extensão, sendo 180 de vão central, a estrutura ligará o Fundão à linha expressa, no sentido Zona Sul, na altura do Canal do Cunha, e deve ser inaugurada em outubro. O projeto faz parte de um convênio assinado entre a Secretaria estadual do Ambiente e a Petrobras no valor de R$ 270 milhões e inclui, além da ponte, a dragagem dos canais da região.

O projeto da ponte teve que ser estaiada porque teremos um vão central muito grande sobre o canal. A ponte será uma opção para os motoristas que saem da Ilha do Fundão e não têm um acesso rápido à Linha Vermelha

Segundo o subsecretário estadual do Ambiente, Antonio da Hora, a ponte vai ajudar a desafogar o trânsito na Ilha do Fundão e a expectativa é que cerca de 25 mil veículos passem pela via diariamente. No momento, os operários trabalham na instalação do pilone, estrutura de aço à qual serão fixados os cabos de sustentação da ponte.

- O projeto da ponte teve que ser estaiada porque teremos um vão central muito grande sobre o canal. A ponte será uma opção para os motoristas que saem da Ilha do Fundão e não têm um acesso rápido à Linha Vermelha - disse Antonio da Hora.Cidade terá mais três pontes suspensas por cabos

Nos próximos anos, a Ilha do Fundão vai ganhar mais uma ponte estaiada. A estrutura faz parte do lote 2 do projeto BRT Transcarioca - corredor expresso para ônibus que ligará a Barra ao Aeroporto Internacional Tom Jobim . Ela será construída sobre a Baía da Guanabara, ligando as ilhas do Governador e do Fundão. Sobre o Canal do Cunha, o projeto do BRT prevê ainda construção de um viaduto que fará a conexão do via com o Fundão.

Na Barra, haverá a construção de duas pontes estaiadas nos próximos anos. A primeira, que também faz parte do projeto do BRT Transcarioca, será erguida sobre a Lagoa de Jacarepaguá. Por conta do projeto da Linha 4 do metrô, a segunda ponte suspensa por cabos da Barra sairá da Pedra do Focinho do Cavalo, passará sobre a Lagoa da Tijuca e seguirá em direção à estação Jardim Oceânico . Pelo projeto do governo do estado, a ponte, em concreto e aço, terá 275 metros.

Em paralelo à construção da estaiada da Ilha do Fundão, a Secretaria do Ambiente trabalha na recuperação dos canais do Cunha e do Fundão. As obras de despoluição dos canais, uma área de manguezal de 170 mil metros quadrados, já duram quase dois anos. Já foram retirados 1,8 milhão de metros cúbicos de material poluente do fundo dos canais. A secretaria estima que ainda seja necessário remover mais 1,5 milhão. Com isso, os canais, que estavam praticamente assoreados, passarão a ter 4,22 metros de profundidade, permitindo a circulação de água e redução do mau cheiro.


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Prefeitura já escolheu terrenos para desapropriações de áreas na Tijuca, em Vila Isabel e no Grajaú para piscinões contra enchentes

24/05/2011 - O Globo, Isabela Bastos

Abrindo caminho

RIO - O prefeito Eduardo Paes publicou na terça-feira dois decretos declarando de utilidade pública para fins de desapropriação (total ou parcial) cinco terrenos nos bairros da Tijuca, Vila Isabel e Grajaú para a construção de quatro piscinões de retenção de águas da chuva. Entre os alvos da medida estão três áreas pertencentes a uma rede de supermercados, um terreno onde funciona um feirão de automóveis e uma área verde no Alto Grajaú. Os reservatórios subterrâneos fazem parte de um antigo projeto da prefeitura para amenizar os alagamentos na bacia do Canal do Mangue, sobretudo na região da Praça da Bandeira e arredores. Ainda não há valores de indenização fixados. O projeto - orçado em R$ 292 milhões e incluído pelo município no Plano de Aceleração do Crescimento (PAC 2), do governo federal - aguarda liberação de recursos da Caixa Econômica Federal.


Maior tanque terá 32 metros de profundidade

Em Vila Isabel, a área escolhida fica na esquina da Avenida Engenheiro Octácilio Negrão de Lima com a Rua Piza de Almeida. No local funciona o Boulevard Shopping Car, um galpão com revendedoras de carros. Ali a prefeitura pretende construir o maior dos reservatórios, para captar o excesso de água do Rio Joana. Pelo projeto, serão dois tanques com 32 metros de profundidade - o equivalente a um prédio de dez andares - e 4.400 metros quadrados de área. A capacidade total é de 143 mil metros cúbicos, mais de 57 piscinas olímpicas cheias.

O piscinão da Tijuca deverá ficar na Rua Heitor Beltrão e terá capacidade para 70 mil metros cúbicos, sendo destinado a conter parte do extravasamento do Rio Trapicheiros nas chuvas. Segundo o subsecretário de Gestão de Bacias Hidrográficas (Rio-Águas), Mauro Duarte, para dar lugar ao reservatório, será desapropriado parte do imóvel de número 80, onde fica o estacionamento do supermercado Extra. Dois terrenos na Rua Mariz e Barros 975 e 1.037, que dão fundos para a Heitor Beltrão, serão desapropriados parcialmente com o mesmo objetivo.

No Alto Grajaú, o reservatório será voltado ao Rio Jacó e terá capacidade para 50 mil metros cúbicos. O terreno, em frente a uma área da Light, faz divisa com as ruas Marianópolis e Borda do Mato e tem o perímetro fechado por uma área verde delimitada pela cota de 80 metros em relação ao nível do mar. O quarto reservatório, com capacidade para 18 mil metros cúbicos de água, ficará na Praça da Bandeira, em área pública, e captará a água de drenagem.

As obras buscam resolver o histórico problema das enchentes na Praça da Bandeira, retardando a chegada ou mesmo desviando parte da água que desemboca na região, durante temporais, através dos rios Joana, Trapicheiros, Maracanã e Papa Couve. Elaborada pela Rio-Águas, a proposta é dividida em duas partes. Além dos reservatórios, ela prevê a transposição do Rio Joana. A um custo de R$ 151 milhões, o rio será desviado por galerias subterrâneas, passando a desaguar diretamente na Baía de Guanabara. Hoje o Joana desemboca no Canal do Mangue. Essa parte da obra incluiria ainda a construção de uma calha subterrânea pela Rua Felipe Camarão, para o desvio de até 50% da água do Rio Maracanã, em caso de cheia. O projeto prevê ainda o aumento da calha do Rio Trapicheiros na Rua Francisco Eugênio.

A previsão é que as obras comecem no segundo semestre, com duração de 18 meses. A meta é que o sistema esteja concluído antes da Copa de 2014, uma vez que a área do Maracanã é núcleo da competição. De acordo com a Procuradoria Geral do Município, ainda não há definição sobre quanto deverão custar aos cofres públicos as desapropriações dos imóveis. Isso porque, após a publicação do decreto de utilidade pública, a prefeitura ainda fará um levantamento de campo para definir as áreas, dentro desses terrenos, que serão efetivamente desapropriadas. Somente a partir deste levantamento é que a PGM avalia as áreas para fixar os valores de indenização.

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segunda-feira, 23 de maio de 2011

Rio regulamenta uso e ocupação do solo no Morro do Pavão-Pavãozinho

23/05/2011 - Agência Rio

Decreto do prefeito do Rio, Eduardo Paes, publicado no Diário Oficial do Município, nesta segunda-feira (23), regulamenta uso e ocupação do solo da área de especial interesse social da comunidade do Morro do Pavão-Pavãozinho, em Copacabana, Zona Sul da cidader.

Segundo o decreto, fica vedado iniciar construção de novas edificações, exceto as de iniciativa e responsabilidade do Poder Público, para reassentamento de população em área de risco e de preservação ambiental ou para urbanização.

Serão permitidas apenas obras de reforma, comprovadamente para melhoria das condições de higiene, segurança e habitabilidade em edificações existentes em 24/11/2003, quando foi sancionada a lei 3.688, que declara aquela área como de especial interesse social.

As edificações existentes podem ter de um a três pavimentos, excetuando-se o aproveitamento da laje de cobertura, de acordo com o definido nas subzonas e o estabelecido em anexo do decreto publicado hoje, dia 23.

São consideradas passíveis de regularização as edificações existentes que se incluam nos parâmetros definidos no decreto para concessão de habite-se e inscrição imobiliária.

MS





Rio interliga maior ciclovia da cidade

22/05/2011 - Agência Rio


Foi entregue neste domingo (22) aquela que é considerada pela Prefeitura da cidade do Rio de Janeiro a maior ciclovia do município, na Zona Oeste. Cerca de 22 km foram integrados a trechos já existentes. Agora, a ciclovia passa a ter um total de quase 42 km, interligando vários bairros como Bangu, Campo Grande, Inhoaíba, Cosmos, Paciência e Santa Cuz. Com investimento de aproximadamente R$ 20 milhões, o projeto vai beneficiar 1,7 milhão de pessoas. A inauguração aconteceu com a presença do prefeito Eduardo Paes.

Cerca de 53% dos moradores daquelas regiões utilizam a bicicleta como meio de transporte para ir ao trabalho ou escola e 75% das pessoas que precisam de dois meios de transporte para chegar ao serviço, usam o veículo como opção de integração. Durante a inauguração, acompanhado de autoridades municipais, o prefeito falou sobre a importância dessa obra para a qualidade de vida dos moradores:

"Essa é a área da cidade em que as pessoas mais se deslocam de bicicleta como meio de transporte complementar e com essa obra estamos conectando Bangu a Santa Cruz. As pessoas vão poder aproveitar muito esse espaço, seja para trabalhar ou para lazer, e ainda ter mais qualidade de vida", disse.

Ao todo foram construídos três novos trechos. O primeiro deles liga a já existente ciclovia Bangu-Campo Grande (10 km) à estação de trem de Campo Grande. De lá, foi feita uma extensão até a Ciclovia Alfredo Del Cima. O segundo trecho margeia a Supervia por 14 km, passando por cinco estações de trem (Paciência, Cosmos, Benjamin do Monte, Inhoaíba, Tancredo Neves), terminando na de Santa Cruz. Do centro do bairro, parte o último trecho até a Companhia Siderúrgica do Atlântico/CSA (distrito industrial de Santa Cruz), cruzando toda a reta João XXIII - limite com o município de Itaguaí.

Toda a extensão da obra recebeu um tratamento urbanístico, com paisagismo e ampla arborização com cerca de 52 mil mudas de árvores (cassia, pau ferro, cajueiro, palmeira, pata de vaca, paineira, entre outras), vegetação e plantas ornamentais (pingo de ouro, lantana, hibisco, etc) que foram plantadas ao longo da via; além da colocação de mobiliário urbano novo como as mil vagas em bicicletários nas proximidades de escolas, estações de trens e no Terminal Rodoviário de Campo Grande.

Na nova ciclovia também foram instalados 38 postes solares (energia limpa), que absorvem a luz do sol que é convertida em energia elétrica. Esta fonte energética tem possibilidade de combater o aquecimento global, porque evita a emissão de carbono e a escassez de recursos naturais de fontes não renováveis. A mão-de-obra contratada foi formada com 70% de moradores dos bairros da região.

(MG)





sexta-feira, 20 de maio de 2011

Orla do Recreio terá área de lazer aos domingos e feriados

20/05/2011 - O Globo

RIO - Os moradores e frequentadores do Recreio dos Bandeirantes passarão a contar com uma área de lazer em um grande trecho da orla da Avenida Lúcio Costa. A partir do próximo domingo até o dia 30 de outubro, a faixa que se estende do final da Praia da Reserva até a Praça Tim Maia será reservada ao público aos domingos e feriados, das 8h às 16h.

A iniciativa foi regulamentada por portaria da Secretaria Municipal de Transportes (SMTR) publicada dia 18 no Diário Oficial do Município do Rio. Dessa forma, adeptos de caminhadas, passeio de bicicleta, skates, patins ou outras modalidades de lazer terão mais segurança para praticar suas atividades.

A orla do Recreio é a terceira maior área de lazer no município do Rio, ficando atrás apenas do Aterro do Flamengo e da orla da Zona Sul. Durante o funcionamento das atividades de lazer, será proibido o tráfego de veículos na Avenida Lúcio Costa (pista junto à orla), entre o retorno em frente à Rua Albert Sabin e o retorno em frente à Rua Governador Raul Veiga.


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Cobertura do Maracanã começa a ser demolida

20/05/2011 - Portal 2014

Em seu lugar será construída estrutura formada por lonas tensionadas

Começou na última quinta-feira (19) a demolição da cobertura de concreto do estádio do Maracanã, provável palco da final da Copa de 2014. Em seu lugar será construída uma estrutura formada por lonas tensionadas por estrutura de aço. 

A marquise foi condenada em janeiro deste ano quando estudo recebido pelo Comitê Organizador Local (COL) verificou que ela estava tecnicamente comprometida e que precisaria ser refeita.

A necessidade da demolição foi confirmada, em março, após resultados de estudos feitos por técnicos especialistas encomendados pela Emop (Empresa de Obras Públicas do Estado do Rio de Janeiro), com autorização da Secretaria Estadual de Obras (Seobras). 

Com a nova intervenção o valor da reforma do estádio saltou de R$ 705 milhões para quase R$ 1 bilhão. O orçamento final (R$ 956.787.720,00) e o projeto executivo do Maracanã foram apresentados esta semana, em Brasília, por representantes de órgãos responsáveis pela reforma aos técnicos do Tribunal de Contas da União (TCU) e da Controladoria Geral da União (CGU).


segunda-feira, 16 de maio de 2011

Barracos em área prevista para abrigar complexo da CBF na Barra são derrubados

16/05/2011 - O Globo, Waleska Borges


RIO - Oficiais de Justiça cumpriram na manhã desta segunda-feira uma ordem de demolição de construções irregulares no terreno do empresário Pasquale Mauro, que tem uma promessa de compra e venda com a CBF. A determinação foié da juíza Érica Batista, da 1ª Vara Cível da Barra da Tijuca. Quatro oficiais de Justiça foram ao local com auxílio de policiais militares para derrubada de cerca de dez barracos.




No momento da chegada dos oficiais ao local, um homem que se disse vigilante do terreno foi detido. Leonardo Dantas, de 36 anos, estava com uma réplica de um fuzil N16 guardada no seu carro. Ele disse que é colecionador de armas e atirador e apresentou um certificado do Exército que o permite ter o porte da arma. Dantas afirmou ainda que a réplica do fuzil é usada para jogos. Ele será levado para a 16ª DP (Barra da Tijuca), onde prestará esclarecimentos. Ainda segundo Dantas, ele é vigia da Paloma Incorporações.

Um dos proprietários de um dos barracos que está na área de via pública, próximo ao terreno do empresário Pasquale Mauro, alega que mora no local há 33 anos. Antônio Saraiva de Oliveira, de 73 anos, disse ainda que não vendeu o seu terreno para qualquer pessoa. No entanto, de acordo com a advogada do empresário, Roberta Mauro, a construtora de São Paulo Paloma Incorporações diz que comprou os direitos de Antônio Saraiva pela posse do terreno.

- Até hoje eu não recebi nada de ninguém. Nunca fui ao fórum. Há três anos, quando estava em viagem ao Ceará, recebi uma ligação que era para voltar ao Rio e receber uma indenização. Mas, isso nunca ocorreu - disse Antônio.

Numa outra parte, ao lado dos barracos de Antônio, mora Risomar Jerônimo Romeiro, de 44 anos. Ela diz que está no local há 24 anos e que mora com a família em três barracos.

Segundo o advogado da CBF, Carlos Eugênio Lopes, topógrafos da entidade já estão no local medindo a área que foi comprada. Ele disse que ainda nesta segunda-feira, o terreno deverá ser cercado. A intenção é que as obras do Centro de Treinamento para a Copa de 2014 comecem imediatamente. Os planos da CBF também são de construir na área uma sede administrativa e um museu do futebol.

Márcio Magalhães, diretor da construtora Andrade Gutierrez, contratada para executar o projeto da CBF, já havia explicado, durante entrevista realizada no fim de abril, que as obras do Centro de Treinamento exigirão soluções complexas de engenharia, devido a algumas características do terreno. E, à medida em que o tempo passa, o custo das obras tende a aumentar, para que tudo seja entregue em janeiro de 2013 conforme previsto. O plano original era iniciar as obras em outubro de 2010.


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Sinal verde para revitalização da Avenida Brasil

16/05/2011 - O Globo, Isabela Bastos

Vida nova


RIO - No lugar de terrenos vazios, galpões desocupados e prédios invadidos, moradias e núcleos comerciais. O cenário de esvaziamento econômico e urbano, que há pelo menos 50 anos dá um aspecto de abandono às margens da Avenida Brasil e de rodovias como Presidente Dutra e Washington Luiz (nos limites geográficos do Rio), está para mudar. É o que promete uma proposta de legislação que a prefeitura encaminhou semana passada à Câmara de Vereadores, criando uma Área de Especial Interesse Urbanístico (AEIU) ao longo dessas vias expressas e num conjunto de 31 bairros nas zonas Norte e Oeste. Se aprovada, a proposta prevê mudanças no uso e na ocupação do solo de uma região que, de industrial, passará a permitir conjuntos de lojas e salas comerciais e empreendimentos residenciais, até mesmo a partir da reconversão de prédios antigos.


Construtoras terão vantagens para investir

Entre as benesses oferecidas ao mercado imobiliário estão a flexibilização de regras urbanísticas como gabarito, taxa de ocupação e permeabilidade do terreno, além da dispensa de construção de uma vaga de garagem para cada unidade ou ainda da construção de apartamento para zelador. O objetivo da nova legislação, segundo o secretário municipal de Urbanismo, Sérgio Dias, é criar mecanismos que tornem vantajoso construir numa região que já conta com infraestrutura instalada, como redes de água, esgoto e energia elétrica, e que receberá investimentos do poder público e de concessionárias, como a construção de corredores expressos de ônibus articulados (os chamados BRTs) e melhorias em trens e metrô.

- Sem incentivo e com a legislação restritiva da região, já estamos assistindo a novos empreendimentos ao longo da Avenida Brasil, onde foi inaugurado um shopping recentemente em Irajá e já temos um segundo sendo construído em Guadalupe. Essa é uma área de grande potencial que está engessada pela legislação atual - afirma Dias.

A proposta aumenta, por exemplo, o gabarito em regiões onde, pelo uso industrial, só se permite construções unifamiliares de, no máximo, duas unidades ou dois andares por lote. Com a mudança no zoneamento, será possível aplicar regras de um decreto de 1976, que libera construções multifamiliares, afastadas das divisas dos terrenos, de até 18 andares, conforme a posição das áreas em relação ao nível do mar. De acordo com a regra, quanto mais alto o terreno em relação ao mar, menor o gabarito. Por conta disso, segundo a SMU, a previsão é que novas construções na área abrangida pelo projeto cheguem a até 14 andares.

O projeto permite ainda que um lote, hoje de uso industrial e com apenas uma numeração, possa ser subdividido em lojas, salas e unidades comerciais com numerações independentes. As construtoras que optarem pela reforma de prédios velhos ficarão liberados de regras que valem para o resto da cidade, como a construção de apartamento para zelador. Outra regra que será deixada de lado é a da projeção horizontal de um prédio no terreno, que é a medida máxima do perímetro de uma construção. No resto da cidade, essa medida não pode superar 140 metros. Dentro da AEIU, a projeção horizontal poderá ser maior.

- Sem essas regras, reconversões de prédios, como o da antiga Borgauto, na Avenida Brasil, não seriam possíveis - diz a gerente de planejamento local da Área de Planejamento 3, Maria Luiza Korenchendler.

A proposta de legislação foi bem recebida pelo presidente da Associação dos Dirigentes do Mercado Imobiliário (Ademi), Rogério Chor. Segundo ele, a região tem potencial para concentrar empreendimentos imobiliários de até R$ 140 mil, construídos dentro do programa federal Minha Casa Minha Vida.

- Essa legislação permitirá a revitalização da região porque será possível construir muitos condomínios numa região com muito transporte.


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sábado, 14 de maio de 2011

Na década de 50, casal de arquiteto e urbanista criou as mais belas obras da habitação social do Rio

13/05/2011 - O Globo, Rafael Galdo e Rogério Daflon

AMOR CONCRETO


RIO - Dizem que paixão dá e passa, e o amor é algo que se constrói e se mantém como uma casa bem-feita. Ao revisitar a fase de maior qualidade na habitação social no Rio, um discreto casal, que nunca assumiu o romance publicamente, tem de ser citado: o arquiteto Affonso Eduardo Reidy e a urbanista Carmem Portinho, do Departamento de Habitação Popular (DHP), órgão da prefeitura do então Distrito Federal, que atuou de 1948 até 1964. Reidy levou a fama de ter projetado duas joias da arquitetura: o conjunto Marquês de São Vicente, na Gávea, e o Pedregulho, em Benfica, prestes a ser tombado pelo Instituto Estadual do Patrimônio Cultural. Mas, por trás de seus traços, estava a mão de Carmen, primeira urbanista do país, chefe do DHP e de Reidy, que também projetou o MAM e o Parque do Flamengo.



- Eles viviam juntos, mas não tocavam no assunto nem em família. Como ela era chefe, os dois não queriam dar margem a comentários - conta a cineasta Ana Maria Magalhães, sobrinha de Carmem, que lançará no segundo semestre o filme "Reidy, a construção da utopia".




Quase no fim da Segunda Guerra, Carmen viajou para a Inglaterra. E acompanhou de perto as soluções para a habitação na reconstrução das cidades. E o que se vê nos conjuntos de Reidy traz a percepção de Carmen nessa viagem e dos princípios do arquiteto franco-suíço Le Corbusier: o desenho ondulante dos prédios sobre pilotis acompanhando a topografia, a ventilação cruzada dos apartamentos (basta abrir a porta e as janelas para o vento cruzar a casa), pavimentos de uso comum, proximidade dos serviços públicos.

Foi nos corredores iluminados e ventilados do Pedregulho, aliás, que outro romance embalou.

- Conheci Cláudio aqui, aos 13 anos. Casei aos 24. Já moramos numa quitinete do primeiro andar. Agora, estamos num dois quartos no Pedregulho - conta Mônica Costa.

Esse é outro aspecto do conjunto - com 328 apartamentos, 272 no edifício de curva. O Pedregulho tem imóveis de quitinete a quatro quartos, sem falar do paisagismo de Burle Marx e dos painéis de azulejos de Portinari e Anísio Medeiros na escola e na quadra esportiva do conjunto.





Para Ana Luiza Nobre, professora de história de arquitetura da PUC, a produção do DHP no Rio não deve ser analisada tanto em termos numéricos - não chegam a mil unidades em 16 anos:

- O diferencial está na luta pelo ideal moderno de habitar. Habitação, escola, posto de saúde, mercado, lavanderia: tudo isso era considerado não um privilégio, mas um direito.

Motivos que fizeram a mãe da arquiteta Angela Fontes escolher o Marquês de São Vicente, conhecido como Minhocão da Gávea, para morar, em 1965, depois de passar pelo Pedregulho e pelo Conjunto Getúlio Vargas, em Deodoro.

- Quando ela chegou aqui, não teve dúvidas: tinha duas escolas e o Miguel Couto perto. Chamo o prédio de Minhoca Mares. Com a vantagem para os outros condomínios de aqui você não se sentir só - diz Angela.

A convivência com os vizinhos tem um motivo claro: os corredores servem como varandas no Minhocão, que tem 308 apartamentos no prédio principal - 20 foram demolidos na construção do Túnel Acústico, em 1971.

Corredores longos comos os do Minhocão são os do Getúlio Vargas, em Deodoro, de 1954. Concebido pelo arquiteto Flávio Marinho Rego, indicado por Reidy, o conjunto tem grandes blocos sinuosos, o maior deles com 450 metros de extensão, e 24 blocos laminares (retos).

Se nos conjuntos da década de 50 são as curvas que chamam a atenção, no Nova Maré, da década de 90, perto da Linha Amarela, os cubos se destacam. O arquiteto Demetre Anastassakis se baseou no jogo Lego e fez sequência de encaixes nas casas, que dificultam puxadinhos. O resultado impressiona, embora a falta de conservação das residências tire qualquer espírito infantil do lugar


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quarta-feira, 11 de maio de 2011

Largo do Campinho recebe a primeira grande obra da Transcarioca

06/05/2011 - Cidade Olímpica

Mergulhão vai desafogar trânsito em duas importantes vias da Zona Norte: Estrada Intendente Magalhães e Rua Cândido Benício


Moradores da Rua Domingos Lopes deixam suas casas antes do início das obras do Mergulhão do CampinhoAs mudanças no Largo do Campinho, na Zona Norte do Rio, começaram a acontecer no fim de 2010. No entanto, quem enfrenta o trânsito pesado da região ainda lança olhares curiosos para o grande trecho aberto no lado esquerdo da Rua Domingos Lopes, atualmente já quase sem construções. 

O mergulhão do Campinho, como é chamado pelos técnicos que trabalham nas obras, será escavado com o objetivo de organizar o tráfego de veículos na região. Por enquanto, ele é apenas o marco inicial dos trabalhos de construção da Transcarioca, uma das mais importantes obras do projeto de reestruturação viária da cidade para as Olimpíadas de 2016. 

Servidora aposentada da Prefeitura do Rio, Filomena Catarina foi a última moradora a deixar a vila de número 98 da Rua Domingos Lopes. Ela é uma das moradoras que preferiram não se afastar muito e ainda moram nas vizinhanças, para poder aproveitar as mudanças no bairro. 

- Acho que vai ter muito transtorno, mas depois de pronta vai trazer muito benefício. É como fazer a faxina de uma casa: você bagunça pra depois arrumar. O trânsito daqui é caótico, mas acho que, no final de tudo, o povo vai ter uma surpresa. Vai ficar bonito e prático para todo mundo – acredita Filomena. 

Moradora há 53 anos do Campinho, dona Elvira Ferreira Leão, 75 anos, vai ficar e acompanhar as transformações do seu bairro bem de perto. Feliz com as transformações, ela explica que a casa da cunhada, na frente da sua, será demolida e a dela ficará diante da rua. 

- Acho bom, pelo menos terá mais conduções para a Barra e vai dar uma aparência melhor nisso aqui – diz ela, vizinha ao quartel do Corpo de Bombeiros. 

Com investimento total de R$ 1,3 bilhão, financiados pelo Governo Federal com contrapartida da Prefeitura, e 39 quilômetros de extensão, a Transcarioca ligará o Terminal Alvorada, na Barra da Tijuca, ao Aeroporto Internacional Tom Jobim, na Ilha do Governador. A nova via irá reduzir pela metade o tempo gasto no trajeto, que passará ainda pelos bairros de Madureira e Penha. 

O mergulhão terá 300 metros de comprimento e ficará sob um trecho das ruas Cândido Benício e Domingos Lopes. Junto com a duplicação do Viaduto Negrão de Lima, mais a frente, proporcionará um impacto positivo no trânsito da região. 

Os estudos para as obras começaram a cerca de um ano e meio. Após esse período, foi iniciada a fase de desapropriações dos imóveis, de acordo com a engenheira Ana Nacif, responsável pelo setor de Desapropriação da Secretaria Municipal de Obras. 

- Grande parte dos casos foi desapropriação com acordo. A Prefeitura pagou indenizações aos proprietários e eles entregaram as chaves, sem problemas. Muitos compraram outras casas por aqui mesmo – explica a engenheira. 

Observando as demolições do outro lado da rua, o cabeleireiro José Carlos Simões, 53 anos, faz coro com a antiga vizinha Filomena, dizendo acreditar que o resultado final compensará a dor de cabeça durante as obras. 

- No final das contas, vai ficar bom. O problema é durante. Conviver com as obras é complicado. As opiniões estão divididas; uns gostaram mais, outros menos. Mas é como diz aquele ditado: não se faz um omelete sem quebrar os ovos – resume José Carlos, lembrando que atualmente chega a levar 15 minutos para tirar o carro da garagem, por conta do tráfego confuso. 

Para minimizar esse tipo de problema, o projeto da Transcarioca prevê a criação de 45 estações, três terminais para embarque e desembarque de passageiros do sistema BRT (Bus Rapid Transit), nove pontes, dois mergulhões e dez viadutos, além da duplicação de faixas e da urbanização de áreas próximas. A previsão da Prefeitura é que Filomena, Elvira e José Carlos poderão usufruir das melhoras na região em 2014, quando deverão ser concluídas as obras.

terça-feira, 10 de maio de 2011

Governo vai construir 1.500 casas populares em terreno em São Cristóvão

10/05/2011 - O Globo

RIO - Moradores de áreas de risco da região central do Rio vão ser transferidos para São Cristóvão, após a construção de 1.500 casas populares pelo programa Minha Casa, Minha Vida, em um terreno de 100 mil metros quadrados na Rua São Luiz Gonzaga, ao lado da Cadeg, na Zona Norte do Rio. Antes, as moradias seriam erguidas na área do antigo Complexo Penitenciário da Frei Caneca .

Segundo o site oficial do governo do estado, a mudança de local aconteceu porque o terreno do antigo presídio será leiloado, e o dinheiro obtido vai para o Fundo Estadual de Habitação, que deve investir na construção de casas no interior do estado.

O edital será lançado até o fim da semana e as obras, com custo de R$ 80 milhões, estão previstas para começarem ainda neste ano.

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segunda-feira, 9 de maio de 2011

Região Oceânica de Niterói ganha ponte no Tibau

09/05/2011 - Agência  Rio

Antiga reivindicação dos moradores de Piratininga, na Região Oceânica de Niterói, a Ponte do Tibau, será inaugurada nesta terça-feira (10), às 10h, pelo governador Sérgio Cabral. A ponte vai beneficiar não só o turismo, como liberar o acesso entre as margens do Rio Tibau, permitindo integrar as comunidades do entorno.

A Ponte do Tibau - substitui a anterior que, devido à precariedade, não permitia a travessia de veículos - é mais uma etapa do plano de revitalização da Lagoa de Piratininga, desenvolvido pelo Instituto Estadual do Ambiente (Inea), com recursos do Fecam. O plano inclui a construção de um túnel de 988 metros de comprimento, cinco metros de largura e 4,5 m de altura, escavado no costão rochoso e já entregue ao município.

A construção, avaliada em R$ 1,5 milhão, foi iniciada há dois anos, mas foi paralisada no final de 2009 em função de problemas técnicos que provocaram atrasos nas obras. Foi realizada então uma nova licitação e a empresa Delta Construções assumiu o empreendimento, sendo necessário fazer alterações no projeto original.

O vice-governador Luiz Fernando Pezão, o prefeito de Niterói, Jorge Roberto Silveira, o secretário estadual do Ambiente, Carlos Minc e a presidente do Instituto Estadual do Ambiente (Inea), Marilene Ramos, estarão presentes ao evento.

sexta-feira, 6 de maio de 2011

Hotel fantasma na Gávea pode virar condomínio após 60 anos de briga judicial

06/05/2011 - O Globo, Isabela Bastos



RIO - Um dos imbróglios jurídico-imobiliários mais longos do Rio - são quase 60 anos - caminha para o fim. O esqueleto do Gávea Tourist Hotel, na Estrada das Canoas, em São Conrado, poderá ser transformado num edifício residencial, com seus 440 quartos sendo convertidos em 204 apartamentos de alto padrão, ou ter seu uso mantido como hotel. O prédio, que há décadas assombra a encosta da Floresta da Tijuca, terá seu destino selado no próximo dia 27, quando os credores da massa falida da Companhia Califórnia de Investimentos, que construiu o empreendimento, vão decidir em assembleia como será feita a venda da obra inacabada.

Avaliado judicialmente em R$ 21,6 milhões, o prédio teve um pedido de licenciamento de obra feito pelos credores da massa falida junto à prefeitura com base num projeto assinado pelo arquiteto Paulo Casé. Os novos apartamentos seriam duplex, com vista eterna para o mar. E o prédio teria ainda 221 vagas de garagem. Os compradores do esqueleto, contudo, não seriam obrigados a usar o projeto, podendo refazer o processo de licenciamento em outros moldes, mantendo até mesmo a função inicial de hotel.

Entre a assembleia de credores e a venda, daremos prazo de três meses para que os interessados façam consultas à prefeitura sobre o projeto ou sobre a possibilidade de se executar outro tipo de obra, até mesmo de hotel

- Outros dois leilões não tiveram sucesso. Por isso entramos com licenciamento para mostrar que a venda tem segurança jurídica. Entre a assembleia de credores e a venda, daremos prazo de três meses para que os interessados façam consultas à prefeitura sobre o projeto ou sobre a possibilidade de se executar outro tipo de obra, até mesmo de hotel - explica o advogado João Frederico Trotta, advogado dos credores.

A notícia de que a 5ª Vara Cível do Rio havia decidido, na última terça-feira, uma data para a assembleia de credores foi noticiada por Ancelmo Gois em sua coluna no GLOBO . A definição acontece quase cinco anos após a Justiça ter reconhecido o direito do grupo de escolher a forma de venda do prédio. A decisão foi resultado de uma ação movida pelos credores em 2004 para evitar um terceiro leilão. Temia-se que a venda fosse feita por um valor irrisório num leilão pela melhor oferta.

De acordo com Trotta, o valor arrematado na venda do imóvel de 32 mil metros quadrados será usado para indenizar - descontadas as dívidas de IPTU e de ações trabalhistas - as quantias pagas pelos credores por 11.520 cotas do negócio nos anos 50. Neste caso, a venda seria feita por proposta lacrada e, depois, o juiz marcaria dia e hora para a abertura dos envelopes. A outra forma é o pregão, em que as empresas fazem uma habilitação prévia por um valor mínimo pré-fixado.

- Acreditamos que a venda vá superar em muito o valor estipulado para o prédio pela perícia judicial porque há várias empresas interessadas, inclusive estrangeiras - afirma o advogado.

Caso o comprador resolva usar o projeto para o prédio já pronto, ele terá que esperar a renovação do licenciamento da obra na Secretaria municipal de Urbanismo, cujo pedido foi feito este ano.

Outro obstáculo será a aprovação do projeto pelo Instituto do Patrimônio Histórico Nacional (Iphan), por se tratar de área de proteção ambiental da Floresta da Tijuca. Segundo o superintendente do órgão no Rio, Carlos Fernando Andrade, como as avaliações de patrimônio caducam em dois anos, é preciso uma nova análise.

As obras do Gávea Tourist Hotel foram paralisadas em 1953. Em 1972, a titularidade do prédio mudou de mãos, gerando um processo dos cotistas contra a incorporadora. Em 1977, foi decretada a falência da Califórnia. O imbróglio jurídico gerou mais de 40 ações de indenização. Alvo constante de invasões de sem-teto e bandidos, que costumam se esconder no local, o esqueleto chegou a ser usado em 2006 como esconderijo de armas roubadas do Exército

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quarta-feira, 4 de maio de 2011

Rio lança site do concurso para o plano urbanístico dos Jogos de 2016

04/05/2011 - Portal 2014

Plano definirá ocupação das áreas na Barra da Tijuca; inscrição de projetos começou nesta terça (3)

Site do concurso do Parque Olímpico está no ar(crédito: Reprodução)

Entrou no ar esta semana o site  concurso internacional para desenvolver o Plano Geral Urbanístico do Parque Olímpico dos Jogos do Rio, que acontecerão em 2016.

O parque será construído na Barra da Tijuca. O plano urbanístico definirá as áreas públicas, praças, parques, e as volumetrias dos principais equipamentos esportivos. Além disso, deverá sugerir também as volumetrias para os futuros empreendimentos imobiliários a serem construídos na área.

A inscrição para o concurso começou ontem (3) e termina em 20 de junho. No site, os interessados podem acessar o edital completo e esclarecer dúvidas.

O Parque Olímpico concentrará o maior número de atividades e equipamentos esportivos da Olimpíada carioca. Terá amplas áreas públicas para favorecer o encontro dos torcedores, patrocinadores e atletas.

Depois dos Jogos, a área terá uso diversificado, com residências, comércio e espaços de lazer. A intenção da prefeitura carioca é que o principal equipamento dos Jogos, o Centro Olímpico de Treinamento (COT), seja usado no futuro para a formação de novos atletas.

As propostas devem ser entregues, no máximo, até 30 de junho. O julgamento dos projetos ocorrerá entre os dias 4 e 10 de julho. Três dias depois será anunciada a proposta vencedora.

A Barra da Tijuca é um dos quatro núcleos onde serão realizados os Jogos de 2016. Os demais ficarão nos bairros de Deodoro, Maracanã e Copacabana.

terça-feira, 3 de maio de 2011

Prédios da Brahma serão implodidos em 5 de junho para ampliação do Sambódromo

02/05/2011 - O Globo

A saideira da cervejaria

RIO - Os últimos traços de uma história que mistura ex-escravos, produção de cerveja e samba serão apagados no dia 5 de junho, quando deverá ser implodida a antiga fábrica da Brahma , na Cidade Nova, para dar lugar a quatro módulos de arquibancadas e a um empreendimento comercial no terreno da cervejaria. Os três prédios serão derrubados entre 8h e 9h. Por questões de segurança, edifícios num raio de 200 metros do Sambódromo terão de ser desocupados horas antes da detonação. Nesta terça-feira deverá ser concluída a demolição do último dos 31 blocos de camarotes do setor dois.



A demolição da fábrica lança luz, segundo o historiador Milton Teixeira, sobre um curioso capítulo da memória da Praça Onze e do Estácio, onde foram morar centenas de escravos libertados pela Lei Áurea, em 13 de maio de 1888. Muitos acabaram empregados na cervejaria aberta pelo judeu alemão Joseph Villiger, em setembro daquele mesmo ano, com nome de Manufactura de Cerveja Brahma Villiger & Companhia. A fábrica que irá ao chão não é mais a construção original. Ampliado em 1894, o antigo galpão foi demolido nos anos 40 para a construção dos prédios que agora serão implodidos.

- A fábrica era de tijolos vermelhos. É curioso ver como ela juntou dois povos - o alemão e o africano - e a cerveja com os futuros criadores do samba. Foi a partir dali que a Praça Onze começou a surgir do modo como todos a conhecem - diz Teixeira.Explosivos serão acionados em série

De acordo com Giordano Bruno Pinto, da Fabio Bruno Construções, empresa de demolição contratada para o serviço, os três prédios serão implodidos ao mesmo tempo. Esta semana começarão a ser retirados os telhados, janelas e portas das edificações, livrando a área de peças que possam se soltar na hora da detonação. As perfurações para colocação dos explosivos já estão sendo feitas. Uma tela de proteção será instalada no entorno do terreno. Outro cuidado será o modelo de detonação escolhido, chamado de cargas por esfera, em que os explosivos são acionados em série, para diminuir a vibração.

No sábado, operários começaram a fechar com tapumes o trecho do Sambódromo na esquina da Rua Salvador de Sá com Travessa Pedregais Rabello. Cartazes já proíbem o estacionamento no local. Também no fim de semana, as últimas quatro famílias, de um total de 60 que moravam em imóveis degradados nas imediações, deixaram o local. De acordo com o secretário municipal de Habitação, Jorge Bittar, 53 famílias concordaram com a opção de moradia oferecida pela prefeitura, um condomínio do programa Minha Casa, Minha Vida, na Avenida Cesário de Mello, em Campo Grande. Já as outras sete alegaram forte vínculo com o bairro e optaram pela indenização.

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