sábado, 26 de novembro de 2011

Esgoto 1 e 2

25/11/2011 - O Globo, Negócios & cia

Carioca Engenharia, Queiroz Galvão, EIT, Cowan e Adebrecht integram o consórcio Foz/Saab, que venceu a licitação da rede de coleta e tratamento de esgoto da Zona Oeste carioca. O grupo vai pagar à Prefeitura do Rio R$ 84,2 milhões por 30 de concessão. Terá de investir R$ 1,6 bilhão.

Esgoto 2

A licitação foi montada com a EBP, que tem participação do BNDES. É a primeira vez que o setor público repassa à iniciativa privada serviço de esgoto sem distribuição de água, diz o secretário Pedro Paulo, da Casa Civil. O projeto deverá ser replicado em outras cidades do país.

R$ 1,6 bi para pôr fim aos valões

25/11/2011 - O Dia, Christina Nascimento

Obras começam em março em Santa Cruz, Bangu e Campo Grande

Com apenas 4% dos imóveis com esgoto tratado, a Zona Oeste começa a receber em março do ano que vem obras para acabar com o problema. Serão construídos na região 19 estações de tratamento e 221 elevatórias. A meta é que até 2016, 21 bairros tenham 65% do esgoto coletado e 36%, tratado. Bangu, Santa Cruz e Campo Grande serão os primeiros lugares a receber melhorias.

O Diário Oficial do município publica hoje o nome da empresa que ganhou a concessão do serviço. O consórcio vencedor - Foz/Saab, formado pelas empresas Foz do Brasil S/A e Saneamento Ambiental Águas do Brasil S/A - vai explorar o serviço por 30 anos e investir R$ 1,675 bilhão.

TARIFA NÃO VAI AUMENTAR

"Não haverá mudança nas tarifas cobradas hoje. Vamos acabar com as valões da região, que são um antigo problema. A população da Zona Oeste vai receber coleta e tratamento de esgoto adequado, sem pagar nada além da taxa cobrada atualmente pela Cedae", prometeu o secretário municipal da Casa Civil, Pedro Paulo Carvalho.

A RioÁguas funcionará como uma agência reguladora que vai fiscalizar a prestação do serviço da concessionária. A Cedae terá que manter a tarifa social.

quinta-feira, 24 de novembro de 2011

Perimetral será demolida até o primeiro semestre de 2016

24/11/2011 - O Globo

RIO - O Elevado da Perimetral já tem data para ir ao chão totalmente: primeiro semestre de 2016. O prefeito Eduardo Paes afirmou na quinta-feira que toda a estrutura, do entroncamento com o Elevado do Gasômetro até o desemboque no Aterro do Flamengo, será demolida a tempo dos Jogos Olímpicos. Para abrir caminho à remoção total, o traçado de um dos túneis previstos no projeto de revitalização da Zona Portuária está sendo modificado. A ideia é unir a galeria que ainda será perfurada ao Mergulhão da Praça Quinze, fazendo com que os motoristas atravessem toda a região pelo subsolo.
Paes falou da decisão de derrubar toda a Perimetral em entrevista à rádio CBN, quando fez um balanço de três anos de governo. Sobre os longos engarrafamentos diários registrados na região, o prefeito voltou a dizer que eles são inevitáveis e pediu compreensão dos motoristas.
VEJA TAMBÉM
Obras na Zona Portuária tornam mais caótico o trânsito no Centro
Paes volta a afirmar que o Rio terá epidemia de dengue neste verão
— Vamos demolir tudo. É óbvio. Nessa região temos o Museu Histórico Nacional, o Paço Imperial, a Igreja da Candelária, o restaurante Albamar e outros. Esses bens históricos estão escondidos por um equívoco arquitetônico. Sem ele, o lugar muda completamente — disse Paes à CBN.
Mais tarde ao GLOBO, o prefeito adiantou que o custo da demolição do trecho Praça Quinze da Perimetral, não previsto na Parceria Público Privada (PPP) da zona portuária, será bancada pelo município. O valor ainda está sendo orçado, mas Paes acredita que a despesa possa ser amortizada com a venda do concreto e do aço que sobrarem do desmonte. O trecho da Perimetral entre o Gasômetro e o Arsenal de Marinha já seria demolido até dezembro de 2015 como parte de um leque de obras que a concessionária Porto Novo — vencedora da licitação da Parceria Público Privada — teria que fazer.
Também estão previstas dentro da PPP a abertura de uma nova avenida; a implantação de novas redes de água, luz, esgoto, gás e telefonia e a reurbanização de uma área de cinco milhões de metros quadrados. Orçada em R$ 8 bilhões em 15 anos, a PPP será financiada com a venda no mercado financeiro dos chamados Certificados de Potencial Adicional de Construção (Cepacs). Os títulos permitirão que construtores ergam prédios de até 50 andares na região, dependendo do terreno.
— Não temos o valor ainda, mas não é caro fazer o resto (da demolição). Caro é abrir os túneis na Zona Portuária e isso já está incluído na PPP, que será executada sem recursos públicos. O material (do elevado) é de interesse de empresas — explicou Paes ao GLOBO.
Segundo o prefeito, um dos túneis que será perfurado na Zona Portuária terminava num ponto muito próximo ao emboque do Mergulhão da Praça Quinze, no final da Avenida Presidente Vargas, atrás da Igreja da Candelária. As galerias ficariam a uma distância de menos de 200 metros uma da outra, o que pesou a favor da decisão.
— Não tem razão nenhuma em manter o resto do elevado. O motorista vai poder cortar toda a área por túneis. E não teremos o vulto do elevado atrás da Candelária. Com as obras do porto prontas, a demolição do resto do elevado será rápida. Precisa apenas dar uma boa melhorada no mergulhão, que não está bom — complementou.
Mais cedo, em entrevista à CBN, Paes pediu desculpas à população pelos transtornos causados pelas obras de revitalização do porto e também por outras frentes de trabalho, como a construção dos corredores expressos de ônibus Transoeste e Transcarioca. Paes voltou a usar a expressão de que "para fazer uma omelete, tem que se quebrar os ovos".
— O porto é uma área de cinco milhões de metros quadrados e que hoje não serve para nada. Derrubar a Perimetral é a ultima coisa que vai acontecer, depois que tivermos o túnel como alternativa. A cidade passou muito tempo sem intervenções de infraestrutura. Sabemos dos transtornos e procuramos minimizar. Eu me desculpo com as pessoas. Mas não podemos deixar de reformular a cidade. São intervenções necessárias para melhorar a vida das pessoas.
Paes ressaltou que o Rio vem passando por um momento de transformação, em que um grande conjunto de obras e serviços vem sendo implantados em pouco tempo, gerando benefícios, mas transtornos no caminho.
— Já implantamos os corredores de ônibus de Copacabana, Leblon e Ipanema. Em dezembro, vamos chegar com o BRS ao Centro. Em 2012 teremos o Transoeste e no ano seguinte o TransCarioca. Vamos licitar agora o TransOlímpica. Hoje o Rio tem 15% da população andando em transporte de alta capacidade. A meta é chegar a 2016 com 60% das pessoas usando esser tipo de transporte — disse Paes.
O prefeito disse ainda que pretende se reunir com moradores e comerciantes da região de Ramos para explicar as modificações do traçado do TransCarioca, que passará pela Rua Uranos ao invés da Estrada Engenho da Pedra. Segundo Paes, com as modificações, será possível diminuir o número de desapropriações nesse trecho do corredor, que previa a demolição de cerca de 300 imóveis.
— Era um roteiro mal feito. Vamos diminuir o impacto nas residências das pessoas. E vou mostrar pessoalmente o projeto aos comerciantes de Ramos, para explicar que ele não facilitar a vida de todo mundo, uma vez que o corredor passará na porta dos comércios.

segunda-feira, 14 de novembro de 2011

O Bairro Carioca

13/11/2011 - O Globo, Ystatille Freitas

Projeto de empreendimento popular propões novo conceito arquitetônico e urbanístico

Entre amendoeiras, pés de jabuticaba, jasmim e goiaba nasce no Rio um empreendimento popular com traços arquitetônicos e urbanísticos que fogem aos modelos tradicionais. É o Bairro Carioca, projeto da prefeitura do Rio, que está sendo erguido no antigo complexo da Light, em Triagem. Inserido no programa Minha Casa, Minha Vida, para famílias com renda até R$ 490, o Carioca integra antigas edificações da empresa de energia a novas construções para 2.240 moradias. A idéia é, com a preservação do passado, garantir aos moradores infraestrutura de bairro e suporte à cidadania.

Antigos galpões mantêm o vínculo com o espaço

- A preservação da memória e da diversidade arquitetônica contribui para despertar o vínculo com o lugar - diz o arquiteto Celso Rayol, diretor da STA Arquitetura, um dos escritórios responsáveis pelo projeto.

- Por que não poderíamos erguer um bairro popular que tivesse os pavilhões da Light como elementos norteadores?

O prédio central, que abrigava os escritórios da companhia de energia - com fachada de pedra, salas revestidas de madeira e contornado por árvores exóticas - será transformado em um centro cívico e cultural, que vai oferecer cursos de capacitação. Este tipo de equipamento, de acordo com a arquiteta e urbanista Cristiane Guinâncio, professora da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da Universidade de Brasília (UNB), é bem diferente da maioria dos projetos que estão sendo construídos dentro do Minha Casa, Minha Vida:

-  Um centro cívico remete à proposição de uma praça central, que favorece o encontro, com potencial para promoção e fortalecimento de laços sociais na comunidade. Não se vê este tipo de equipamento em muitos projetos de habitação popular.

Além da edificação principal, outros galpões do complexo ganharão funções: as de escola, creche, mercado e centro esportivo. O projeto procura valorizar a ambiência, recuperando detalhes arquitetônicos. Para o vice-presidente do Instituto de Arquitetos do Brasil (TAB), Pedro da Luz, esse aproveitamento das construções é uma forma de valorizar um empreendimento e a cidade:

-  Há muitos projetos do Minha Casa, Minha Vida que expandem o perímetro urbano sem trazer qualquer benefício à paisagem ou qualidade de vida aos novos moradores. Dar usos aos galpões está em sintonia com o pensamento contemporâneo de aproveitar estruturas existentes.

Cristiane faz coro com o colega e acrescenta como ponto positivo o fato de o empreendimento estar dentro da malha urbana.

- É positiva a inserção das famílias em áreas centrais da cidade, providas de infraestrutura e acessíveis às oportunidades de trabalho e serviços - opina a arquiteta, para quem entretanto, os prédios residenciais poderiam ter desenhos diferentes entre si, reproduzindo padrões da cidade.

Mas todos os edifícios do Bairro Carioca têm os apartamentos, de sala e dois quartos, virados para a rua, sendo que alguns contam com vista para uma área verde. Outros, porém, estão próximos ao viaduto do Metrô, cuja passagem tende a incomodar moradores. Acontece que, diz Rayol, a disposição das edificações foi projetada para dar privacidade aos apartamentos.

O argumento tem sentido, pois, observa o antropólogo Marco Antonio da Silva Mello, coordenador do Laboratório de Etnografia Metropolitana da Universidade Federal do Rio de Janeiro (LeMetro/UFRJ), em muitos projetos de interesse popular, o morador, ao abrir a janela do quarto, quase dá de cara com a sala do vizinho. Mas, acrescenta que esta é uma realidade também presente em bairros da Zona Sul, como Botafogo e Copacabana.

A distância de cinco metros entre os prédios do Bairro Carioca, de acordo com o gerente de obra Rodrigo Neiva Deusdará, procura garantir essa privacidade, pois é maior que a de três metros, usada convencionalmente. O empreendimento terá 60 prédios de cinco andares, será contornado por uma ciclovia e deve ficar pronto em abril.

Mergulhão no Centro de Niterói será licitado em dezembro

14/11/2011 - O Globo, Diego Barreto

Obras na Avenida Marquês do Paraná estão orçadas em R$ 16 milhões e devem ser executadas em até sete meses

Obras na Avenida Marquês do Paraná estão orçadas em R$ 16 milhões e devem ser executadas em até sete meses

Perspectiva da Marquês do Paraná após a conclusão das obras
DIVULGAÇÃO/PREFEITURA DE NITERÓI

Cinco meses depois da interdição de parte da Avenida Marquês do Paraná, no Centro, para a construção do mergulhão no sentido Zona Sul da via, a prefeitura de Niterói definiu a data em que será conhecida a empresa responsável pela execução do projeto. Marcada para o próximo dia 5 de dezembro, a concorrência pública prevê que, além da construção da passagem de nível, a empresa vencedora será responsável pela implantação de sistema de drenagem, pavimentação e recuperação das calçadas. Imagens de perspectiva da obra após a conclusão foram divulgadas pela Niterói Transporte e Trânsito (NitTrans).

Orçada em R$ 16.080.694, a construção do mergulhão tem previsão de término sete meses após o início das obras. Instalado a uma profundidade de quatro metros e meio em vão livre, o mergulhão absorverá em duas faixas de rolamento o fluxo de veículos oriundo da Avenida Jansen de Melo em direção a Icaraí, à exceção de ônibus convencionais, que permanecerão com trajeto pela superfície. Sobre a laje da passagem viária subterrânea será instalado um ponto de integração do sistema de ônibus BRT.

A expectativa do governo municipal é que o mergulhão amenize os congestionamentos no trecho. Atualmente, nos horários de pico da manhã e da noite, a via registra um fluxo de aproximadamente dois mil veículos por hora.

Enquanto a obra não é concluída, motoristas precisam de uma dose extra de paciência para circular no trecho entre o quartel dos Bombeiros de Niterói e o Hospital Universitário Antonio Pedro.

— Acredito que a obra é necessária para melhorar o trânsito no Centro, mas o esquema de trânsito montado em consequêcia das interdições não está dando conta dos congestionamentos. Enfrento trânsito na ida e na volta do trabalho — diz o bancário João Pedro Ventura, morador de Santa Rosa, que trabalha no Rio.

Troca de redes subterrâneas em conclusão

A primeira etapa do projeto para a construção do mergulhão, que previa a realocação de redes subterrâneas de concessionárias de serviços públicos, deve ser concluída nas próximas semanas. O diretor da Águas de Niterói, Dante Luvisotto, explica que, no caso das redes de água e esgoto, foram remanejados 1.200 metros de tubulação:

— Começamos o trabalho em junho e concluímos o remanejamento de 700 metros de tubulação de água e 500 metros de rede de esgoto. Estamos na fase final, faltando apenas concluir as interligações para liberar a área.

A CEG informou que está executando a ampliação e o remanejamento de 130 metros da rede que cruza a Avenida Marquês do Paraná. Segundo a concessionária, os serviços no local foram iniciados em outubro e devem ser concluídos até o fim do mês. A Oi também comunicou o remanejo de cabos e tubulação, mas não divulgou a extensão da rede realocada. A empresa afirmou que segue cronograma e padrões definidos pelos órgãos públicos competentes. A Ampla disse que fez a retirada de um poste no local e aguarda definição do município para realizar remanejamentos em sua rede elétrica aérea.

sexta-feira, 4 de novembro de 2011

Museu do Amanhã, candidato a cartão-postal

02/11/2011 - O Globo

Obra no Porto tem início e deve ficar pronta em 2014. Iniciativa privada assumirá custo de R$215 milhões

O Museu do Amanhã, que começou a ser construído ontem no Píer Mauá, na Zona Portuária, não será mais custeado com recursos públicos. Orçada em R$215 milhões, a obra foi incluída pela prefeitura no leque de intervenções que terão que ser realizadas pelo consórcio Porto Novo, dentro do projeto Porto Maravilha. Projetado pelo arquiteto espanhol Santiago Calatrava e com conceito desenvolvido pela Fundação Roberto Marinho, o museu deverá ficar pronto no primeiro semestre de 2014. Dedicado à ciência, à ética e à tecnologia, ele terá o patrocínio do Banco Santander, que investirá R$65 milhões na implantação e na manutenção da instituição por dez anos.

Na cerimônia de lançamento da obra, o prefeito Eduardo Paes disse que espera que o museu se transforme num novo marco arquitetônico do Rio. Paes comparou a estrutura ao Cristo Redentor, aos Arcos da Lapa e ao Sambódromo:

- O museu é a joia da coroa do projeto de revitalização do Porto. É um ícone que se constrói para o Rio e certamente entrará para o imaginário da cidade, como o Sambódromo, os Arcos da Lapa e o Cristo.

Prédio terá sistema para aproveitar energia do sol

Com linhas arrojadas em aço e vidro, que lembram um animal marinho adormecido, o prédio terá 15 mil metros quadrados e ficará acomodado sobre um espelho d'água, alimentado com a água da Baía de Guanabara. A água do mar será usada na refrigeração do prédio. Notabilizado pelas suas obras inovadoras, como a Gare do Oriente, em Lisboa, e a Cidade das Artes e da Ciência, em Valência, o arquiteto Calatrava projetou um prédio cujo telhado se movimentará - como se fosse as escamas de um grande peixe - e será forrado de placas de captação de radiação solar, para reduzir os gastos com energia elétrica.

O paisagismo do terreno - que, com 30 mil metros quadrados, inclui espaços de lazer e ciclovias - será desenvolvido pelo escritório Burle Marx. O objetivo é que o projeto possa buscar a certificação internacional de prédio verde.

Com curadoria do físico Luiz Alberto Oliveira, doutor em cosmologia, e do jornalista e professor de cultura brasileira Leonel Kas, o museu terá um formato diferente do das instituições tradicionais, voltadas para a história natural, as ciências e a tecnologia. Ele proporá experiências interativas ao visitante, que poderá passear por ambientes onde estarão em discussão a vida do homem nos próximos 50 anos e o futuro do planeta.

- O Museu do Amanhã é um projeto verde e inovador. Ele começa a ser construído com a ambição que o cenário sugere: pensar a complexa teia de relações entre a humanidade e a natureza, a nossa responsabilidade na continuidade da vida e o tipo de vida que nossos filhos e netos terão no futuro. Essas escolhas terão que ser feitas agora. Projeções da ONU apontam que já somos sete bilhões no planeta, que têm que consumir, se alimentar e viver sem devastar o meio ambiente - afirmou o presidente da Fundação Roberto Marinho, José Roberto Marinho, que participou da cerimônia.

Títulos públicos custearão obras de infraestrutura

A obra será custeada com os recursos da venda no mercado financeiro dos Certificados de Potencial Adicional de Construção (Cepacs), títulos criados pela prefeitura que permitirão a empreendedores erguer prédios de até 50 andares na Zona Portuária, dependendo do terreno. Geridos pela Caixa Econômica Federal, que criou um fundo imobiliário para negociar os títulos, os Cepacs custearão um leque de obras urbanísticas e de infraestrutura na Zona Portuária orçadas em R$8 bilhões em 15 anos.

Entre as obras previstas estão a derrubada de parte do Elevado da Perimetral, a abertura de túneis e avenidas, e a implantação de redes de água, luz, esgoto, gás e telefonia, numa área de cinco milhões de metros quadrados, além da recuperação do patrimônio histórico e cultural.

PPP vai garantir projeto

A estimativa inicial de custos da obra do Museu do Amanhã era de R$130 milhões, sendo R$35 milhões no desenvolvimento do conteúdo e R$95 milhões na construção, como informou a prefeitura há um ano. Mas, segundo o secretário municipal de Obras, Alexandre Pinto, os valores iniciais tinham sido calculados a partir do projeto básico. Com o desenvolvimento do projeto executivo do edifício, que terá dois andares, chegou-se ao valor final de R$215 milhões.

Os gastos seriam bancados inicialmente pela prefeitura, que já desembolsou cerca de R$24 milhões na implantação das fundações do museu. A inclusão das obras do prédio no contrato de intervenções na região foi negociada pela Companhia de Desenvolvimento do Porto (Cdurp). Segundo o presidente da Cdurp, Jorge Arraes, o contrato com o consórcio Porto Novo permite o remanejamento de obras.

quinta-feira, 3 de novembro de 2011

Manchete

01/11/2011 - O Globo

A antiga sede da "TV Manchete", no Rio, será entregue à BR Properties no fim do mês. O negócio, feito pela Office Imóveis, foi de R$ 260 milhões. A reforma custou R$ 75 milhões e durou 14 meses. Metade do prédio ficará com a norueguesa Statoil, de óleo e gás.

terça-feira, 1 de novembro de 2011

Prefeitura dá início às obras do prédio do Museu do Amanhã

01/11/2011 - Agência Rio

Da Redação

A Prefeitura do Rio deu início, na tarde desta terça-feira (01), às obras de construção do prédio do Museu do Amanhã, no Píer Mauá. Uma parceria com a Fundação Roberto Marinho, o museu tem o projeto concebido pelo renomado arquiteto Santiago Calatrava e é uma das âncoras do Projeto Porto Maravilha, de revitalização da Região Portuária. O prefeito Eduardo Paes participou do evento.

Segundo a Prefeitura, o prédio terá 15 mil metros quadrados e sua arquitetura vai dialogar com a temática da sustentabilidade. O espaço será dedicado às Ciências, mas terá um formato diferente dos museus de História Natural ou de Ciências& Tecnologia já conhecidos. O Museu do Amanhã será um ambiente de experiências, que vai permitir ao visitante fazer escolhas pessoais, vislumbrar possibilidades de futuro, perceber como será sua vida e a do planeta nos próximos 50 anos.

O museu será erguido no Píer Mauá em meio a uma grande área verde, com paisagismo projetado por Calatrava e desenvolvido pelo escritório carioca Burle Marx e Cia. Serão cerca de 30 mil metros quadrados que incluem, além do prédio, área de lazer e ciclovia. Desde dezembro do ano passado, a prefeitura vem executando obras de reforço estrutural do píer e fundações do museu e do espelho d’água.

A construção do Museu do Amanhã foi incluída no pacote de obras da prefeitura que estão sendo realizadas pelo Consórcio Porto Novo através da maior PPP (Parceria Público-Privada) do País. Assim como demais intervenções do Porto Maravilha já em andamento, o prédio também vai ser custeado pela venda dos CEPACs (Certificados de Potencial Adicional de Construção), ou seja, sem recursos do tesouro municipal. Além disso, o Museu do Amanhã vai contar ainda com o patrocínio do Banco Santander, que vai investir na implantação da museografia e no programa de sustentabilidade durante dez anos.