quinta-feira, 31 de maio de 2012

Paes inaugura Mergulhão do Campinho e ampliação do Viaduto de Madureira

25/05/2012 - Agência Rio

Antes mesmo da inauguração da Transcarioca – uma das mais importantes obras viárias na preparação do Rio para os Jogos Olímpicos de 2016 – os motoristas que circulam pela região de Madureira, na Zona Norte da cidade, já serão beneficiados.

Nesta sexta-feira (25), o prefeito Eduardo Paes entrega à população o Mergulhão Clara Nunes, em Campinho, e o Viaduto Negrão de Lima, em Madureira, com a capacidade duplicada.

Eles fazem parte da fase 1 da construção da Transcarioca – o primeiro corredor de alta capacidade no sentido transversal da cidade, ligando a Barra da Tijuca ao Aeroporto Internacional Tom Jobim, numa faixa segregada de 39 quilômetros de extensão. Dois meses depois da visita da presidenta Dilma Rousseff às obras da Transcarioca, as novas vias do futuro corredor de BRT serão definitivamente abertas ao tráfego logo depois do evento.

Construído em 14 meses, o Mergulhão Clara Nunes tem 400 metros de extensão e quase 40 metros de largura na parte maior, onde futuramente haverá uma estação de embarque e desembarque do BRT Transcarioca. A única parte coberta é na projeção da Estrada Intendente Magalhães, seguindo para a Rua Ernani Cardoso. O trânsito no mergulhão será em mão-dupla com oito faixas no total – em cada sentido serão duas faixas para o Ligeirão e duas para o tráfego geral.

Para a construção do Mergulhão Clara Nunes, foi retirado um volume total de 25 mil metros cúbicos de rocha nas escavações, o que daria para formar uma pilha de 30 metros de altura ou para encher 10 piscinas olímpicas. Todo o material foi reaproveitado na própria obra, para fazer reforço de pavimento.

As pistas do mergulhão foram executadas com asfalto tipo SMA (Stone Mastic Asphalt), mais durável e que proporciona melhor drenagem e frenagem. As pistas exclusivas para os ônibus são em concreto e foram feitas com pavimentadoras, o que garante menor necessidade de manutenção.

Numa homenagem à Zona Norte, o mergulhão ganhou dois painéis de azulejos decorados, com 80 metros de comprimento cada e um total de 32 mil peças. O conceito do trabalho da artista plástica Laura Taves – que participou também da revitalização da Escola Municipal Tasso da Silveira – foi inspirado na musicalidade dos subúrbios cariocas, nas escolas de samba da região (Portela, Tradição e Império Serrano) e no Jongo da Serrinha.

As formas representadas (losangos) fazem alusão aos botecos cariocas. Os dizeres Eu sambo Eu jongo Eu Rio estão em destaque. Também parte da Transcarioca, o antigo Viaduto Negrão de Lima com seus 650 metros de extensão foi duplicado, ganhando uma estrutura nova ao lado da já existente, com faixa exclusiva para a passagem do BRT.

A estrutura ganhou forma no mesmo prazo do mergulhão – um recorde em se tratando de uma obra pública realizada em via pública de grande circulação. No sábado, o viaduto duplicado será aberto aos motoristas. Quando a Transcarioca entrar em operação, a parte ampliada do viaduto será usada exclusivamente pelo BRT.

O novo viaduto de Madureira começa a subir na Rua Guaxima, atravessa a linha do trem e termina antes do cruzamento entre a Avenida Edgar Romero e a Rua Conselheiro Galvão. Dali, o BRT seguirá pela Edgard Romero e haverá uma estação BRT em frente à Supervia, para integração com os trens.

Manchete verde

20/05/2012 - O Globo

Foi concluída a obra de retrofit do Edifício Manchete, realizada pelo grupo Renta. Como é tombado, o famoso prédio da Praia do Flamengo teve a fachada preservada. Mas na área interna, foram incorporadas novas tecnologias, a partir de preceitos do selo Leed, de sustentabilidade. 

Primeiro arranha-céu do Brasil, A Noite passará por obra

13/05/2012 - O Globo, Rogério Daflon

Prédio de 22 andares no Centro, em estilo art déco, será reformado

Um senhor de 83 anos, o Edifício A Noite, na Praça Mauá, vai se submeter a uma reforma à altura de sua história. Primeiro arranha-céu da América Latina, marco da arquitetura art déco, o prédio, de 22 andares e um subsolo, tem a assinatura dos arquitetos Elisiário Bahiana e Joseph Gire, este responsável por outros projetos grandiosos na cidade, como o Copacabana Palace e o Hotel Glória. Pertencente à União, ele é cedido ao Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI), que ocupa 20 dos pavimentos. O INPI publicou edital, na última quinta-feira, no qual confirma o retrofit da edificação, que, assim, acompanhará a transformação pela qual passa a Região Portuária, com obras como a do Museu do o Amanhã, no Pier Mauá; e o Museu de Arte do Rio (MAR), na Praça Mauá.- A intenção é modernizar o prédio para os funcionários e abrir suas portas à sociedade com a criação de um centro cultural - anuncia o presidente do INPI, Jorge Avila.

Os funcionários do INPI estão, aos poucos, desocupando o prédio, e vão ficar, durante a reforma, em dois prédios. Instalada no último andar, de onde se vê uma bela vista do Centro, a Rádio Nacional também funcionará em outro endereço durante as intervenções. A Empresa Brasileira de Comunicação (EBC) já está à procura de uma instalação provisória. Até julho, o A Noite estará totalmente vazio e com a reforma sendo tocada. Arquiteto e historiador, Nireu Cavalcanti descreve o prédio como o primeiro grande desafio do concreto armado no Brasil:
- No A Noite, o engenheiro Emílio Bougart, que fez o cálculo estrutural, fez algo inédito na América Latina, já que prédios daquele tamanho só havia nos Estados Unidos. Não à toa, ele foi chamado para outros projetos marcantes, como o Edifício Gustavo Capanema, nos anos 1940.
O escritório de arquitetura que vencer a concorrência para o projeto básico terá uma verba de R$ 6 milhões. Nele, além da restauração arquitetônica, deverá haver soluções de sustentabilidade ambiental, instalações elétricas e cabeamento de telefonia. Com o projeto básico definido, o INPI fará o cálculo dos recursos federais para a reforma.
Antes do Corcovado, o principal mirante do Rio
Com a fachada voltada para a Praça Mauá e os fundos em direção à Travessa do Liceu, onde ambulantes e pedestres disputam o espaço apertado, o Edifício A Noite hoje destoa, em matéria de utilização, daquele tempo, quando abrigava o vespertino "A Noite" e os prédios não passavam de seis andares.

- Logo que foi inaugurado, o último andar do A Noite era o principal mirante da cidade, já que o Cristo Redentor só seria inaugurado em outubro de 1931 - conta Márcio Roiter, presidente do do Instituto Art Déco Brasil.

Nos anos 1940 e 1950, o prédio, já sem o jornal. surfava nas ondas do rádio, ou melhor, da Rádio Nacional, fundada em 1937. Novelas irradiadas faziam sucesso semelhante às da TV atualmente. Na música, o auditório da rádio apresentava cantores como Orlando Silva, Francisco Alves e Sílvio Caldas, além de geniais arranjos do maestro Radamés Gnattali.

Com 102 metros de altura, o A Noite foi construído em dois anos, com a pedra fundamental lançada em 1926. Na época da inauguração, o contraste de seu tamanho com o entorno causou polêmica. Para o historiador Nireu Cavalcanti, o edifício anunciava uma nova era na arquitetura brasileira:

- Depois dele, vários edifícios modernistas começaram a ser construídos.
Roiter observa que Lúcio Costa, principal nome da arquitetura moderna no Brasil, teve escritório no A Noite.

- Nesse escritório, ele era sócio do arquiteto ucraniano naturalizado brasileiro Gregori Warchavchik - relembra.

Lúcio chegou a escrever textos elogiosos a Emílio Baungart, o engenheiro que fez o cálculo estrutural do prédio.

Em 1934, o A Noite deixou o posto de mais alto da América Latina. Era então inaugurado o Edifício Martinelli, em São Paulo, com 105 metros. Em 1935, em Buenos, Aires surgia, desbancando os dois, o Edifício Cavanagh, com 120 metros.
- Havia uma interessantíssima a competição na época entre o Martinelli e o A Noite, muito bem descrita no livro "A Escola Brasileira do Concreto Armado", de Augusto de Vasconcelos e Renato Junior - conta Roiter.

Hoje, quem passa na Ponte Rio-Niterói, vê o A Noite ao lado do prédio RB1, de estilo pós-moderno, fazendo um interessante contraste.
A reforma do edifício deve recuperar o hall da entrada, onde e estilo art déco está escondido entre divisórias de madeiras de gosto duvidoso. Com mudanças assim, o A Noite pode voltar a brilhar e fazer jus à sua história.ik

Após 16 anos, Imperator reabre no Méier com show

12/05/2012 - O Dia, Pedro Landim

Prefeitura investiu R$ 28 milhões na reforma do espaço, que terá também peças de teatro. Primeira apresentação será de Diogo Nogueira, Alcione e a bateria da Portela

Após 16 anos fechado, o Imperator, no Méier, vai reabrir ao público no dia 15 de junho, com show de Diogo Nogueira em homenagem ao pai, que terá participações de Alcione e a bateria da Portela. Nesta quinta-feira, o prefeito Eduardo Paes visitou as obras do espaço, que agora se chamará Centro Cultural João Nogueira.

"Eu quero a Broadway!", pediu Paes a Aniela Jordan, coordenadora da casa de shows e produtora de musicais como 'Hair', sucesso na Zona Sul. A empresa de Aniela, a Produzir, foi escolhida em seleção pública pela Secretaria Municipal de Cultura sem licitação, conforme mostrou a coluna Informe do Dia essa semana. A Produzir receberá R$ 20, 359 milhões por dois anos para manutenção e programação do espaço.

"Não vamos fazer nada chinfrim. É para trazer o Diogo e também a Shirley MacLaine", avisou o prefeito, citando artista que já pisou no palco do antigo Imperator, e hoje tem 78 anos. Segundo Aniela, o Imperator terá shows em torno de R$ 50, teatro adulto a R$ 40 e infantil a R$ 25, considerando os ingressos inteiros. "Quase todo o público hoje paga meia", lembrou a produtora.

As obras foram orçadas em R$ 28 milhões e o novo espaço terá três salas de cinema - as primeiras do bairro -, café e restaurante, em três pisos, com terraço aberto à população. No dia 24, em pedido da Associação de Moradores do Méier (AMME) aprovado pelo prefeito, Diogo cantará de graça em frente ao Imperator.
As salas de cinema e o restaurante passarão por licitação e ainda não têm data de abertura marcada.

Penúltima casa da Avenida Atlântica, em Copacabana, é posta à venda por R$ 29,8 milhões

11/05/2012 - O Globo

Imóvel, na altura do Posto 6, dará lugar a um prédio de luxo ou a um hotel cinco estrelas

Penúltima casa da orla de Copacabana é posta à venda por R$ 29,8 milhões Guilherme Leporace / O Globo
RIO - Ela nem é tão bonita assim, mas pertence à realeza carioca e está sendo cortejada por dezenas de pretendentes alguns estrangeiros. Ninguém parece se importar muito com o dote: para tomar posse de uma das últimas casas da Princesinha do Mar, na orla de Copacabana, será preciso desembolsar, no mínimo, R$ 29,8 milhões, valor exigido, como mostrou Ancelmo Gois em sua coluna no GLOBO, pela República da Áustria, dona do imóvel de dois andares, instalado num terreno de cerca de mil metros quadrados na Avenida Atlântica. Após a negociação, nada de final feliz: a casa, na altura do Posto 6, será demolida para dar lugar a um prédio de alto luxo ou a um hotel cinco estrelas. Com isso, restará apenas mais uma casa em frente ao mar de Copacabana. Tombada, ela está protegida da especulação imobiliária. Em Ipanema e Leblon, ainda restam quatro casas e um clube.

O destino da casa rosa onde funcionou o Consulado da Áustria até 2009 já está traçado: no dia 16 de agosto, termina a primeira rodada da negociação. A Sivbeg, agente imobiliário que representa a Áustria, receberá as propostas encaminhadas à Jones Lang LaSalle Hotels, empresa responsável pela intermediação do negócio. Depois de analisadas as condições de pagamento dos interessados, serão selecionados alguns para uma segunda rodada de negociações, onde o preço final oferecido vai ter papel decisivo na hora de se bater o martelo. O negócio milionário, uma espécie de leilão, é cercado de sigilo. Todos os interessados são obrigados a fazer um acordo de confidencialidade:

Quem der mais, vai levar. Fizemos três avaliações para se chegar ao valor mínimo de R$ 29,8 milhões. A área permite a construção de prédios residenciais e hotéis. Acreditamos que a rede hoteleira seja a maior interessada porque o potencial construtivo para estes empreendimentos é maior diz Roberta Oncken, vice-presidente da LaSalle. Já recebemos mais de uma dezena de interessados. O endereço é muito disputado.

A Secretaria de Urbanismo diz que o gabarito da área depende de vários fatores: se o prédio a ser erguido vai ficar grudado na divisa dos vizinhos, ou não, se vai fazer sombra na praia, entre outras variáveis. Especula-se no mercado que possa ser erguido no terreno um prédio de até 13 andares. O mesmo vale no caso de hotéis.

Nem passamos nada sobre o gabarito para os interessados. Vai ser preciso apresentar o projeto à prefeitura para depois saber exatamente o que é possível ou não diz Roberta.

Especialista no mercado imobiliário, Rubem Vasconcelos diz que nenhuma construtora deve ficar desanimada diante do valor pedido. Segundo cálculos dele, é viável fazer um prédio de sete andares, com apartamentos de 375 metros quadrados cada. Se cada um for vendido por R$ 12 milhões, o negócio terá valido a pena:

O edifício teria que ser de alto luxo. O metro quadrado sairia a R$ 30 mil. É alto para a Avenida Atlântica, mas bem menor do que o da Delfim Moreira, que pode chegar a R$ 70 mil.

Em Copacabana, vizinhos do imóvel que será derrubado estão divididos.

Poderiam fazer um centro cultural, um teatro. Ela é tão bonita, é uma pena que vá ser posta abaixo diz Inês Barbosa.

Já Adriana Barbosa defende o fim da casa da Áustria:

Está feia, abandonada. Ficava mais bonito um prédio de luxo.

Uma casa de pedra, na altura da Rua Santa Clara, será a única a resistir na Avenida Atlântica. Em Ipanema, além da casa onde funciona o Centro de Cultura Laura Alvim, há o Country Club e duas casas na esquina da Farme de Amoedo. Numa delas, funciona o restaurante Vieira Souto, que guarda em quadros histórias da construção. Quem visita o imóvel pode descobrir que dois amigos ingleses, identificados apenas como Mister Roger e Mister Bailey, ergueram casas geminadas em 1938. Em 1951, a família da médica Sylvia da Silveira Mello passou a morar na casa 234. Um depoimento dela está na parede do restaurante. Alguns trechos mostram como o bairro era diferente: Na época, Ipanema só tinha três prédios. Depois, outra passagem saborosa: Eu ia com meus amigos à praia e tinha um código com a casa. Usava toalhas sobre a barraca para pedir refrigerante, sanduíches ou cerveja. Vendedor só tinha de refresco de limão, biscoito de polvilho e pirulito.

A casa ao lado, de outra família, virou um galpão abandonado. Sócio do restaurante, André Vasconcelos, diz que a especulação é menor porque o imóvel é tombado.

No Leblon, o médico Marcos Polônia, morador da última casa da Delfim Moreira, diz que sequer consegue andar em paz pelo bairro, tamanha a quantidade de propostas que recebe. Perguntado se não venderia o imóvel por R$ 30 milhões, como a casa da Áustria, ele ri:

Me ofereceram R$ 60 milhões. Mas vou sair daqui para quê? Não mesmo!

Terreno de R$ 30 milhões em Copacabana

09/05/2012 - Valor Econômico, Paola de Moura

A área mais desejada do Rio de Janeiro para o setor hoteleiro ganhou um novo espaço para construção: fica em plena Avenida Atlântica, de frente para o mar de Copacabana. O governo da Áustria colocou à venda sua propriedade de mil metros quadrados por R$ 29,8 milhões. Desocupada desde 2009, quando o governo austríaco decidiu manter só a embaixada em Brasília, a casa que ocupa o terreno não é tombada pelo Iphan, o que vai permitir que o empreendedor que adquirir o imóvel construa um prédio em seu local, espera Roberta Oncken, gerente de negócios da Jones Lang LaSalle Hotels, empresa responsável pela intermediação do negócio entre os empresários brasileiros e o governo austríaco.
Apesar de pequeno, especialistas dizem que é possível construir no terreno um hotel de 60 quartos ou até 90 quartos. Mas seria necessário ser um empreendimento de cinco estrelas para trazer algum retorno.

Segundo Eduardo Costa, diretor de planejamento e novos negócios da Performance Empreendimentos Imobiliários, empresa que desenvolve a maior parte dos projetos da Accor no Rio, o terreno é considerado pequeno para um grande hotel mas, por ter uma localização muito boa, ele provavelmente ganhará uma construção. No entanto, a sua viabilização exige um estudo detalhado e um projeto bem estruturado.

"Tive acesso a um estudo que mostrava que lá caberiam entre 80 e 90 quartos de 24 metros quadrados. Isso, em tese, é classificado como um hotel quatro estrelas", explica o diretor. "Mas dependendo da decoração e, claro, do serviço, é possível entregar um produto cinco estrelas".

Costa explica que, no Rio, alguns hotéis chamados de cinco estrelas possuem quartos menores do que o padrão internacional e que é razoável, com um bom acabamento chamar este novo hotel de cinco estrelas.

Além disso, ele explica que outro tipo de hotel não se viabiliza no local. "Se a gente considerar o preço de R$ 30 milhões o terreno e dividir por 90 quartos, para facilitar a conta, só do terreno a cota parte por quarto é de R$ 330 mil. Para se viabilizar um quatro estrelas, teria que cobrar diária entre R$ 560 e 600", detalha o executivo. Com isso, segundo ele, o investimento máximo seria de R$ 600 mil, porque "em hotelaria, existe uma conta mágica que diz que o custo do quarto pode ser, no máximo, mil vezes sua diária". Com isso, nos cálculos de Costa, tirando o terreno só sobrariam R$ 270 milhões para a construção. Já, se o hotel for de cinco estrelas, a diária subiria para R$ 1 mil e o custo do quarto para R$ 1 milhão, sobrando R$ 670 milhões. "Bem mais viável".
Sócio-diretor da HotelInvest, Diogo Canteras concorda, em parte, com a tese de Costa. Ele diz que no terreno deve mesmo subir um hotel cinco estrelas, mas acredita em um de 50 a 60 quartos. "O potencial comprador é mesmo uma cadeia hoteleira. Há várias querendo um espaço no Rio", lembra Canteras. Mas ele acredita num hotel mais charmoso, como os MGalery da rede Accor ou o um Bulgary da rede Marriott. "Torço para este nível de sofisticação. O Rio de Janeiro precisa e merece".

Há também no mercado quem não veja grande negócio no terreno, como o sócio-diretor da SIG Engenharia, Otávio Grimberg, que constrói edifícios comerciais, residenciais e hotéis. "O terreno já foi avaliado e no passado foi considerado caro demais. Claro que hoje o cenário é diferente porque a demanda por hotéis está muito mais aquecida". Grimberg afirma também que neste caso só é viável a construção de um hotel. "Ipanema, para apartamentos, é muito mais valorizada. Já Copacabana é um local tipicamente turístico".
A LaSalle receberá as propostas dos interessados até 16 de agosto deste ano. Elas serão avaliadas e funcionários do governo da Áustria virão ao Brasil negociar, numa segunda fase, com as empresas aprovadas no processo inicial de seleção.

domingo, 6 de maio de 2012

Estilo europeu

01/05/2012 - O Globo

O túnel da Grota Funda, que ligará a Barra da Tijuca a Guaratiba, seguirá os padrões de engenharia europeus. O teto deixa a rocha à mostra e as laterais terão painéis brancos vindos da Suíça, que são de fácil limpeza e ajudam na iluminação. 

Wave Ipanema

01/05/2012 - O Globo

A RJZ Cyrela vendeu a última unidade do residencial Wave Ipanema por R$ 50 mil o metro quadrado. É preço recorde no Rio. O prédio, com 84 apartamentos, fica pronto em 2014. 
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