sexta-feira, 27 de julho de 2012

ANTT eleva pedágios na Dutra e na Ponte Rio-Niterói

27/07/2012 - O Globo

Tarifa cobrada na ponte subirá 6,5%. Na rodovia, reajuste dos pedágios é de 5,3%

Trânsito na Ponte Rio-Niterói Ana Branco / Agência O Globo
BRASÍLIA A Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) publicou resolução no Diário Oficial desta sexta-feira autorizando o reajuste das tarifas de pedágio da Rodovia Presidente Dutra (BR-116), que liga o Rio a São Paulo, e da Ponte Rio-Niterói. A tarifa de pedágio na ponte será reajustada em 6,52%, de R$ 4,60 para R$ 4,90. E nas praças de pedágio da Dutra o pedágio subirá em 5,30%, de acordo com a resolução.

A resolução determina que nas praças de pedágio de Moreira César, Itatiaia e Viúva Graça da rodovia, o valor cobrado para veículos de passeio passe de R$ 9,60 para R$ 10,10. No pedágio em Jacareí, a tarifa irá de R$ 4,20 para R$ 4,40 e de R$ 2,30 para R$ 2,50 nas praças de pedágio de Arujá, Guarema Norte e Gurarema Sul.

O reajuste para as tarifas da Rodovia Presidente Dutra e da Ponte Rio-Niterói passa a vigorar a partir de zero hora do dia 1º de agosto.

Veja a tabela completa publicada no Diário Oficial, com tarifas novas para todas as categorias de veículos.

quarta-feira, 25 de julho de 2012

Japoneses ajudam o trânsito do Rio

24/07/2012 - Agência Rio
    
O Rio de Janeiro vai receber especialistas japoneses para desenvolver diretrizes de implementação do Sistema de Transportes Inteligente, tecnologia capaz de informar à população a situação da mobilidade para a Região Metropolitana, em tempo real.  O primeiro Plano Diretor de Tecnologia de Informação para Transportes do Rio deve ficar pronto até maio de 2013.

Estão sendo feitos o trabalho de coleta e o armazenamento de dados sobre o trânsito no Grande Rio e nos modais de transportes. O líder da missão japonesa, Hideo Tsuji, disse que o foco inicial é na análise do trânsito e transporte da cidade. O projeto é custeado pela Agência de Cooperação Internacional do Japão e desenvolvido em parceira com a Prefeitura, Estado e união.

“O convênio permitirá que a Região Metropolitana avance para um patamar de organização viária de excelência, através de um sistema tecnológico idêntico ao modelo em operação em Tóquio. O Rio mais uma vez sai na frente”, afirmou o secretário estadual de Transportes, Júlio Lopes.

CO

Prazo definido

24/07/2012 - O Globo

Os moradores do prédio que o Clube do Flamengo vendeu para Eike Batista têm até o dia 31 de dezembro para deixar o edifício da Avenida Rui Barbosa. O grupo EBX já avisou também aos donos das quatro academias que funcionam ali que as obras do novo hotel começam nos primeiros dias de janeiro. 

Zona Portuária pode ganhar, até 2016, as 'Trump Towers' cariocas

24/07/2012 - O Globo, Emanuel Alencar

Projeto de bilionário americano prevê 6 torres de 50 andares na Leopoldina

Aos 66 anos, o empresário americano Donald Trump mira o foco de seus bilhões também à Zona Portuária do Rio. A prefeitura confirmou ontem que as Organizações Trump, a MRP International, com sede na Bulgária, e a Even Construtora Incorporadora, de São Paulo, negociam a construção de seis arranha-céus de escritórios, de 50 andares, num terreno próximo à Rodoviária Novo Rio, entre a Avenida Francisco Bicalho e a Rua General Luiz Mendes de Morais, na Leopoldina. A proposta foi noticiada pela coluna Radar, de Lauro Jardim, na revista "Veja" desta semana.
Valor potencial de venda chega a R$ 5 bilhões
Numa área de 32 mil metros quadrados que pertence à Companhia Docas do Rio de Janeiro, o projeto batizado de "Rio Towers" está planejado para sair do papel até os Jogos Olímpicos de 2016. O terreno é uma das sete áreas da Zona Portuária que a prefeitura terá que comprar da União e do estado e repassar à Caixa Econômica para integrar o fundo imobiliário criado com o objetivo de tirar do papel o Porto Maravilha.
A soma do valor potencial de venda de todas as unidades das torres chega a R$ 5 bilhões. Um relatório que detalha o projeto, ao qual O GLOBO teve acesso, aponta que a taxa de escritórios vagos na região central da cidade é de apenas 1,6%, o que indica a alta viabilidade econômica dos megaedifícios.
"Os locatários-alvo do espaço serão grandes empresas brasileiras e multinacionais, cada uma das quais ocupará uma ou várias torres, em vez de pequenos escritórios ou poucos andares", descreve o relatório, que revela ainda que os empresários vão buscar a certificação Leed para a construção sustentável do projeto. "Planejamos incluir uma praça de alimentação e pequenas lojas de varejo no piso térreo de uma das tores", diz ainda o documento.
Com sede na Bulgária, a MRP, coordenadora do consórcio, é uma empresa criada em 2003 para desenvolver condomínios residenciais e comerciais em países do Leste Europeu. O presidente da Companhia de Desenvolvimento Urbano da Região do Porto (Cdurp), Jorge Arraes, observa que as negociações com Docas têm esbarrado em burocracia e este pode ser o principal entrave para o projeto deslanchar:
- Fomos procurados pela MRP e nos reunimos como Donald Trump Jr (filho do empresário americano, que o representa). Eles têm interesse naquele terreno do Clube dos Portuários. Até agora, o que avançou foram as negociações deles com o fundo imobiliário da Caixa Econômica. Mas a venda do terreno de Docas para a prefeitura ainda não aconteceu e pode ser um entrave. Estamos conversando com eles há dois anos. Mas Docas tem um rito operacional interno bastante lento.
O terreno em questão admite edificações de máximo 150 metros (50 andares de três metros de altura cada um), de acordo com a lei aprovada pela Câmara dos Vereadores em 2010 que instituiu a operação urbana consorciada da região do Porto do Rio. Com esta lei, a Zona Portuária foi dividida em subsetores, com variações de parâmetros urbanísticos, como gabaritos máximos.
Negociações começaram em 2010
O presidente do Sindicato da Indústria da Construção do Rio (Sinduscon-Rio), Roberto Kauffmann, comemora a possibilidade da construção das torres. Ele esteve reunido com um diretor das Organizações Trump em 2010, quando apresentou aos americanos o projetos Porto Maravilha e Minha Casa Minha Vida.
- Aquela região precisa de novos empreendimentos e, com a crise, os americanos estão focados no Rio. O Porto já vai ganhar a Vila da Mídia e Vila dos Árbitros dos Jogos Olímpicos, com sete mil apartamentos ao todo. Este empreendimento comercial seria excelente para a cidade - afirma Kauffmann.
Conhecido por apresentar o reality show "O Aprendiz", nos Estados Unidos, Donald Trump chegou a ser cogitado a se candidatar à presidência americana, mas anunciou o apoio ao republicano Mitt Romney. "O Mitt é durão, ele é esperto, ele é afiado. Ele não vai permitir que coisas ruins continuem a acontecer com este país", declarou numa entrevista em fevereiro.
Em dezembro de 2011, durante um encontro com o governador Sérgio Cabral, em Nova York, Trump manifestou interesse em construir um campo de golfe no Rio.

domingo, 22 de julho de 2012

O pesadelo acorda cedo

22/07/2012 - O Globo

Motoristas antecipam saída de casa por causa dos engarrafamentos, e rush agora madruga

RIO - O contador e analista de sistemas Wanderley Carvalho Giangiarulo sai de sua casa, em Itaipuaçu, Maricá, às 5h20m. Ele pega no trabalho, na Barra da Tijuca, às 9h. Em tese, não precisaria sair tão cedo. Mas Wanderley optou por chegar diariamente duas horas antes do início do expediente. O motivo é simples: caso contrário, levaria até três horas e meia no engarrafamento. Já a volta para casa não tem jeito. Ele gasta três horas e quarenta e cinco minutos no trânsito. Mantida a média no tempo de deslocamento entre sua casa e o emprego, ao fim de 35 anos de labuta prazo previsto para a aposentadoria , os congestionamentos diários terão imposto a Wanderley quase seis anos de prisão no trânsito. O mesmo tempo em que o ator Guilherme de Pádua esteve preso pelo assassinato da atriz Daniela Peres.

Com o crescimento médio da frota estadual em 779 veículos por dia, segundo o Detran, o horário do rush no Rio começa cada vez mais cedo. Nos últimos seis meses, só a capital fluminense emplacou 50.328 veículos em média, 279 novos veículos por dia. Antes mesmo de o galo cantar aos primeiros raios de sol, cerca de cem mil veículos já disputam cada centímetro de asfalto nos principais corredores de acesso ao Centro. A maioria deles transportando até dois passageiros. Na Ponte Rio-Niterói, o horário do rush, que em 2011 era de 7h às 10h, hoje é de 6h às 11h, o que engordou o tempo de rush em duas horas.

De acordo com especialistas, essa rotina precisa mudar urgentemente. Professor de transportes públicos da Fundação Getúlio Vargas, Márcio Barbosa defende um sistema de transporte público eficiente e integrado, para acabar com a ideia de que ainda é melhor ficar parado dentro do carro do que em pé no ônibus, no trem ou no metrô. E ainda por cima correndo o risco de não conseguir chegar na hora. Segundo ele, o fluminense sofre com o deslocamento pendular (casa-trabalho-casa).

Isso acontece porque o transporte público é ineficiente, e o trabalhador acaba optando por passar horas dentro do seu carro, onde pelo menos está sentado, do que ficar em pé, num ônibus que, além de lotado, ficará preso no mesmo trânsito. Para mudar isso, não basta bater no vidro do carro e convidar o motorista a deixar o veículo em casa e utilizar o transporte público. É preciso garantir a este trabalhador que ele terá um transporte bem mais rápido do que o carro, com uma tarifa que lhe dará direito ainda a outros modais, como metrô ou barcas explicou Márcio Barbosa.

Para ele, o Rio vive um momento especial (em razão dos megaeventos esportivos dos próximos anos) e, pela primeira vez, os investimentos em infraestrutura visam ao transporte público e não apenas a aumentar a malha para abrigar mais veículos particulares:

O BRT e o BRS que a prefeitura está implantando são exemplos de investimento no setor de transportes públicos. Durante muitos anos, costumava-se falar mal do transporte público rodoviário e defender o ferroviário como solução. Mas, só para o metrô chegar em Ipanema, foram 40 anos. A média de maturação de ferrovias tem sido de dez a 15 anos. O Rio não tem mais esse tempo para esperar. Precisamos fazer vias exclusivas de ônibus cruzando todo o estado e se integrando com outros modais. Para isso, é preciso uma integração entre governos e empresas.

Defensor do transporte de massa, Paulo Cezar Ribeiro, o professor da Coppe/UFRJ, diz que o serviço público continua ineficiente, o que leva as pessoas a soluções individuais:

É um problema sério, e a frota não para de crescer, principalmente em municípios como Nova Iguaçu. A Dutra está sendo alargada, mas não dará conta disso. É preciso investir em transportes de massa de forma rápida.

O acesso ao Rio pela Rodovia Presidente Dutra, a mais movimentada do país, começa a ficar engarrafado no fim da madrugada. Na concessionária Nova Dutra, o engenheiro Fernando Fortes, gestor de interação com o cliente, explica que a situação já esteve pior. Segundo ele, para amenizar o problema, a empresa criou uma faixa reversível de 2,5 quilômetros entre Nova Iguaçu e São João de Meriti:

Foi um paliativo enquanto fazemos as obras que criarão mais duas pistas e um acostamento em cada sentido da estrada. Desde o ano passado, a taxa de crescimento foi de 6%. O maior gargalo é nos acessos à capital.

sábado, 21 de julho de 2012

Aquário que seria inaugurado em agosto na Zona Portuária ainda não saiu do papel

20/07/2012 - O Globo

AquaRio deveria ser erguido na área do antigo frigorífico da Cibrazem, mas se construtora não começar obra até outubro pode perder concessão do imóvel.

Montagem com foto de Domingos Peixoto e imagem de divulgação O Globo
RIO - A revitalização da Zona Portuária começa a despontar no entorno da Praça Mauá e das avenidas Barão de Teffé e Venezuela, onde parte das obras do projeto Porto Maravilha surge na paisagem. Mas perto dali, na Avenida Rodrigues Alves, um projeto vinculado à reestruturação da região ainda caminha a passos muito lentos: a construção do AquaRio, um aquário marinho que seria erguido no antigo frigorífico da Cibrazem. Previsto para ser inaugurado em agosto, o aquário nem mesmo começou a ser construído. Agora, a construtora que está à frente do projeto já fala em concluir as obras em 2014.

Segundo a Companhia de Desenvolvimento Urbano da Região do Porto do Rio (Cdurp), os projetos do AquaRio estão prontos e aprovados. Mas a construtora Kreimer, responsável pela obra, precisaria começar as intervenções no frigorífico até outubro, sob pena de perder a concessão do imóvel:

Aquele é um prédio municipal, que foi cedido ao setor privado em 2009. Eles têm até outubro para dar início efetivo às obras. O projeto está aprovado. As demolições de parte do imóvel começaram mas pararam. Pelo contrato, a prefeitura pode tomar o prédio se achar conveniente explica o presidente da Cdurp, Jorge Arraes.

O presidente da construtora Kreimer, Roberto Kreimer, admite que as obras estão atrasadas. Segundo ele, a empresa optou por dar um freio ao projeto porque não via sentido em iniciar a construção com as intervenções do projeto Porto Maravilha acontecendo simultaneamente no entorno. Segundo ele, o novo prazo de inauguração do aquário será outubro ou novembro de 2014.

O aquário precisa ser inaugurado com a Zona Portuária funcionando. Não adianta colocar um empreendimento desses para funcionar com tudo fechado ou em obras em volta. Estamos acompanhando de perto o andamento da revitalização do Porto Maravilha. Desde 2009, muita coisa evoluiu. Estamos alinhando nossos prazos aos das obras que estão em curso justifica Kreimer.

Segundo o presidente da construtora, todas as demolições necessárias já teriam sido feitas no velho frigorífico, cuja fachada não pode ser modificada por ser tombada por decreto municipal. Ele diz, ainda, que pretende iniciar a construção do empreendimento no segundo semestre, durando 24 meses.

O prédio será totalmente reaproveitado. O que precisava ser derrubado já foi feito.

O projeto do aquário recebeu uma adesão de peso em agosto de 2009, quando a Coca-Cola fechou acordo com a construtora para se tornar uma das patrocinadoras do projeto, por um prazo de 12 anos. Na ocasião, foi informado que um fundo de investimento seria criado para tirar a obra do papel, com a venda de títulos no mercado financeiro. O orçamento da obra na época era de cerca de 110 milhões, e a inauguração foi marcada para agosto de 2012. Na ocasião, o prefeito Eduardo Paes comemorou o patrocínio:

Pela primeira vez, os empreendedores conseguiram um patrocínio de peso, que é o da Coca-Cola, e me parece que o projeto começa a ficar mais factível disse o prefeito, na época.

Quase quatro anos depois, o orçamento da obra aumentou. Segundo a Kreimer, o projeto deverá custar R$ 140 milhões, e os recursos sairão da venda dos títulos ao mercado. O presidente da empresa não dá muitos detalhes da operação financeira, alegando estar em período de sigilo imposto pela Comissão de Valores Mobiliários (CVM), mas a ideia é formar um leque de investidores que apliquem recursos no empreendimento através de cotas.

Iniciaremos uma emissão de papéis até agosto. Será um fundo de investimento em que as pessoas poderão ser cotistas. A obra do aquário será feita dessa forma. Já temos também um patrocinador acertado, que é a Coca-Cola, e outros em negociação afirma Kreimer.

A construtora diz que o projeto ficou mais caro porque parte do design do telhado do prédio foi modificada. A cobertura, que seria côncava, ganhou formato de onda e será coberta de placas para captação de energia solar. Ainda de acordo com Kreimer, o desenvolvimento do projeto educacional e de pesquisa do aquário também sofreu modificações.

Fechamos convênios com duas universidades. Uma delas terá um centro de pesquisa em uso de energia alternativa no aquário, como a solar e a eólica, e essas pesquisas farão parte da exposição. A outra instituição terá um centro de pesquisa de biologia marinha.

O projeto chegou a ser anunciado outras vezes. A ideia de criar um aquário na Zona Portuária começou a ser discutida em 2001, quando a prefeitura anunciou um plano diretor de revitalização da área. A prefeitura informou, à época, que estava escolhendo o melhor local. Na ocasião, os planos para o frigorífico da Cibrazem eram outros: ele seria transformado num centro de artesanato, gastronomia, cultura e comércio, a um custo de R$ 10 milhões.

O projeto estava ligado à construção de uma via paralela à Avenida Rodrigues Alves, que deveria seguir em sua maior parte pelos caminhos dos trilhos de um extinto ramal ferroviário. Chamada hoje de Avenida Binário, a via paralela já está sendo feita dentro do projeto Porto Maravilha. Mas o centro comercial e cultural não saiu do papel, dando lugar ao projeto do aquário. Inicialmente, ele começaria a ser construído em 2007. Dois anos depois foi novamente anunciado.

O frigorífico da Cibrazem foi desativado no início da década de 90. Os prédios são o retrato do abandono: várias janelas estão quebradas e parte dos telhados desabou.

Régis Fichtner confirma a construção de hangar de helicóptero em terreno da Estação do Corpo

19/07/2012 - O Globo

Ele nega que tráfego aéreo vai aumentar na região, e afirma que decisão era uma solicitação antiga

EMANUEL ALENCAR

RIO - Parte do terreno onde funcionava a academia de ginástica Estação do Corpo, na Avenida Borges de Medeiros, na Lagoa, vai mesmo receber um hangar com capacidade para até cinco helicópteros. A ideia, confirmou nesta quinta-feira o secretário-chefe da Casa Civil do estado, Regis Fichtner, é usar 20% da área de 18 mil metros quadrados para construir abrigos adequados para aeronaves da Polícia Civil e do Corpo de Bombeiros. Segundo Fichtner, os outros 80% do terreno serão repassados à prefeitura do Rio que construirá um um parque para atividades radicais.

O secretário disse que a Polícia Civil vai licitar a construção da estrutura ainda este ano e garantiu que o novo espaço destinado aos helicópteros não vai aumentar o número de pousos e decolagens no local:

— Na Lagoa já funciona um hangar do estado com uso da Polícia Civil e dos Bombeiros. É um importante ponto de operações para a proteção da cidade — justificou Régis Fichtner. — Estamos com a necessidade de aumentar esta utilização. Em contrapartida, vamos devolver à população uma enorme área. O novo hangar vai receber o mesmo número de helicópteros que já temos hoje. Muitos estão ficando ao relento, o que é muito ruim para a conservação. Apenas vamos dar mais espaço e a preservação adequadas às aeronaves.

A informação da construção do novo hangar foi antecipada pela coluna de Ancelmo Gois, no GLOBO de segunda-feira. O projeto vem sendo criticado por associações de moradores e pelo movimento “Rio Livre de Helicópteros sem Lei”, que marcaram para sábado, às 11h, um ato contrário à expansão dos voos de helicóptero da Lagoa. O Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) informou nesta quinta que só vai se pronunciar quando receber o projeto.

Mercure inaugura unidade em Nova Iguaçu (RJ)

19/07/2012 - Panrotas

Entra em operação hoje (quinta-feira, dia 19) o 66º hotel Mercure na América Latina. O empreendimento, cujo investimento foi de R$ 23 milhões, é o 63º da marca no País e está em Nova Iguaçu, no Rio de Janeiro. O município fica a 43 quilômetros da capital fluminense.

“Nova Iguaçu está inserida em uma região de expressivo crescimento econômico e, consequentemente, do turismo de negócios. A rede Mercure chega à cidade como uma opção de alta qualidade, conforto e excelente atendimento, característicos da marca em todo o mundo, a todos os turistas de negócios e de lazer que vêm à região”, afirma o diretor de operações da marca Mercure para América Latina, Patrick Mendes. 

A unidade, com 200 quartos, o novo Mercure Nova Iguaçu, que integra o grupo Accor, está localizado na avenida Doutor Mário Guimarães, 520, no centro de Nova Iguaçu. Reservas e informações, (21) 3257-8500 e www.mercure.com.

terça-feira, 17 de julho de 2012

Governo do Rio estuda construção de hangar para helicópteros na Lagoa

17/07/2012 - O Globo

Área de 20% do terreno de antiga academia receberia as novas instalações

Emanuel Alencar
emanuel.alencar@oglobo.com.br 

O governo do Rio está avaliando transformar 20% da área ocupada até fevereiro pela Academia Estação do Corpo, na Lagoa, num hangar para helicópteros da Polícia Civil e do Corpo dos Bombeiros, conforme noticiou ontem a coluna de Ancelmo Gois, do GLOBO. O projeto, diz a assessoria do governo em nota, ainda está em fase de “discussão conceitual”. A ideia vem sendo criticada por associações de moradores, que marcaram para o próximo sábado, às 11h, um ato contrário à expansão do heliponto da Lagoa, em frente ao ponto onde ficava a Estação do Corpo, na Avenida Borges de Medeiros.

De acordo com Vera Maurity, participante do movimento “Rio Livre de Helicópteros Sem Lei” e representante da Associação de Moradores do Jardim Botânico, a prefeitura já havia se comprometido a construir um parque em todo o terreno ocupado pela academia. Ela reclama da ausência de uma ampla discussão com a sociedade sobre os rumos daquela área de 18 mil metros quadrados, que será repassada do governo do estado para o município:

— Tentamos várias vezes nos reunir com o prefeito e não tivemos sucesso. Agora fomos surpreendidos com esta notícia. Aumentar o número de pousos e decolagens no local é uma medida agressiva, vai contra tudo o que defendemos. Não somos contra os helicópteros, e sim contra a desregulamentação da atividade. Aquela é uma área de lazer que deve ser conservada e ampliada.

Em janeiro, o prefeito Eduardo Paes afirmou, em entrevista ao GLOBO, que todo o terreno seria dedicado à prática de esportes radicais e à contemplação da Lagoa Rodrigo de Freitas. A Fundação Parques e Jardins inclusive já elaborou um projeto, que prevê a construção de uma pista permanente para bicicross, outra para skate e patins, um minivelódromo, um muro de escalada e uma tirolesa.

O secretário municipal de Conservação, Carlos Roberto Osório, disse que a proposta da prefeitura não mudou, mas lembrou que até agora o terreno não foi cedido ao município:

— O terreno pertence ao governo do estado, e ainda não houve qualquer transferência. Não temos conhecimento desta proposta do hangar. Agora, se o governo vai repassar 100% do terreno ou reter alguma parte para outro projeto, isso não nos cabe comentar. O que o prefeito decidiu, e mantém, é que a área a ser repassada para a prefeitura será totalmente aberta à população.

O terreno da antiga academia de ginástica fica ao lado de dois helipontos, um operado pela prefeitura e outro do governo do estado, usado pela Coodernadoria de Recursos Especiais (Core), da Polícia Civil, e pelo Corpo de Bombeiros. A Subsecretaria Adjunta de Operações Aéreas, vinculada à Casa Civil, está à frente do novo projeto de expansão. 

Bairro imperial renasce, depois de anos esquecido

16/07/2012 - O Dia, Paloma Savedra

São Cristóvão, na Zona Norte do Rio, recebe investimentos do mercado imobiliário e ganha novos moradores, mas a oferta de serviços no local ainda é deficiente

De endereço da elite na época do Império a bairro nada cobiçado por quem buscava um lugar para morar. Mas São Cristóvão está dando a volta na história. Após cinco anos sem nenhum lançamento imobiliário, mais de 1.600 unidades residenciais já foram erguidas lá desde 2006, o ano da virada.
A seis quilômetros do Centro e com rico acervo cultural - o local abriga a Quinta da Boa Vista, o Jardim Zoológico, o Centro de Tradições Nordestinas e os museus Nacional da UFRJ e de Astronomia e Ciências Afins -, a região tornou-se alvo de interesse não só de visitantes curiosos, mas de construtoras e novos moradores. Além disso, o bairro conta com a Maternidade Municipal Fernando Magalhães, que é referência em gestação de alto risco; sete escolas municipais e o tradicional Colégio Pedro II (federal).
Segundo o vice-presidente da Associação de Dirigentes de Empresas do Mercado Imobiliário, Rubem Vasconcelos, a melhoria na segurança da região é um dos motivos do crescimento do bairro: "A implantação das UPPs na Tijuca, vizinha, melhorou a segurança do entorno. O Porto Maravilha também impulsionou S. Cristóvão", enumerou.
 
Por todos os lados há novos empreendimentos, a maioria condomínios modernos, com área de lazer e serviços. "Sou de Niterói e minha esposa, de Botafogo. Morando aqui, fiquei perto do Centro. Sem falar na vista da Quinta", conta o profissional de marketing Josias Neto, 33.
A chegada de novos moradores evidenciou, no entanto, carências do bairro. A oferta de serviços e comércio, como mercados, não acompanhou o aumento populacional. De 2000 a 2011, o bairro não recebeu nenhum lançamento comercial.
"São Cristóvão tem muitas fábricas e o setor privado esquece dos moradores. Só temos um mercado", reclama a aposentada Vera Mandarino, 55. "Recorro aos bairros vizinhos", ressalta Helaine Nascimento, 25. Outra preocupação é a insegurança à noite, ao redor da Quinta: "A prostituição ainda é um problema e deixa a gente inseguro", pondera Alice Gomes, 44.
Moradores pedem atenção à área de lazer do bairro
Além da Quinta da Boa Vista, o Campo de São Cristóvão é opção de lazer para os moradores do bairro. No entanto, a má conservação tem afastado as famílias.
 
O parquinho do campo está abandonado, com balanços quebrados e muitos moradores de rua. "Tenho um filho de cinco anos, mas sinto medo de trazê-lo aqui. Ele pode ser machucar. Além disso, não vejo policiamento", reclama a enfermeira Erica Oliveira, 32 anos.
Jogar bola no campo de futebol de grama sintética é um desafio. O tapete está rasgado, e, segundo moradores, crianças já torceram o pé brincando lá.
"A grama foi colocada há um ano e já está assim. Não me arrisco. Mas tem escolinha de futebol que usa o espaço e ninguém faz nada", conta o segurança Alan Alves.
A Secretaria Municipal de Conservação afirmou que a área será recuperada, mas que o campo não é de sua responsabilidade. Procurada, a Secretaria Municipal de Esportes e Lazer não respondeu.
Moradores pedem atenção à área de lazer do bairro
Além da Quinta da Boa Vista, o Campo de São Cristóvão é opção de lazer para os moradores do bairro. No entanto, a má conservação tem afastado as famílias.
O parquinho do campo está abandonado, com balanços quebrados e muitos moradores de rua. "Tenho um filho de cinco anos, mas sinto medo de trazê-lo aqui. Ele pode ser machucar. Além disso, não vejo policiamento", reclama a enfermeira Erica Oliveira, 32 anos.
Jogar bola no campo de futebol de grama sintética é um desafio. O tapete está rasgado, e, segundo moradores, crianças já torceram o pé brincando lá.
"A grama foi colocada há um ano e já está assim. Não me arrisco. Mas tem escolinha de futebol que usa o espaço e ninguém faz nada", conta o segurança Alan Alves.
A Secretaria Municipal de Conservação afirmou que a área será recuperada, mas que o campo não é de sua responsabilidade. Procurada, a Secretaria Municipal de Esportes e Lazer não respondeu.

Shopping verde

16/07/2012 - O Dia

A João Fortes Engenharia e a Shopinvest vão investir cerca de R$ 4 milhões no paisagismo do Shopping Park Lagos, o primeiro de Cabo Frio, com 3.500 árvores nativas. O shopping está sendo construído às margens da Lagoa de Araruama. O projeto terá ainda um passeio para visitação, assinado pelo paisagista Sergio Santana. 

Engenharia é cultura

16/07/2012 - Jornal do Commercio, Marcia Peltier

Criada há 128 anos, a biblioteca do Clube de Engenharia será reinaugurada hoje, com parte do acervo digitalizado e toda climatizada. O espaço guarda obras editadas desde 1882, como os estudos sobre a estrada de ferro Madeira-Mamoré, de 1887; uma biografia de Tiradentes, editada em Paris em 1892; um estudo sobre a rede de esgotos de Niterói, de 1892; e um livro sobre linhas férreas e de navegação das bacias dos rios S. Francisco e Tocantins, de 1875. 

Grades são substituídas por vidros em condomínios da orla carioca

15/07/2012 - O Globo

Paisagem fica visualmente mais limpa; medida é aprovada por moradores

Na orla da Zona Sul, vários prédios já trocaram as grades por vidros Felipe Hanower / Agência O Globo
RIO Gradear propriedades privadas virou febre nos anos 90 e desde então faz parte do visual da maioria dos edifícios do Rio. Mas, apesar da sensação de segurança, é consenso que o amontoado de ferro não beneficia a beleza e a estética da cidade maravilhosa. Pensando nisso, muitos condomínios da orla carioca vêm substituindo as grades metálicas por vidros, que deixam a paisagem visualmente mais limpa.

Para o consultor de desenvolvimento urbano da Associação dos Dirigentes do Mercado Imobiliário (Ademi), David Caderman, o vidro resgata a ideia de que os edifícios estão integrados à cidade:

Substituir grades por vidros já é um avanço muito grande. É uma forma de conseguir um contato com a rua, com as pessoas, de resgatarmos a ideia de fazer parte de um ambiente urbano, o que perdemos com a instalação de grades.

Na opinião de arquitetos, o ideal seria que os gradis fossem totalmente extintos. Enquanto a insegurança não permite isso, o vidro passa a ser uma alternativa menos agressiva aos olhos.

A grade denuncia uma sociedade aprisionada. Acredito que o vidro seja um passo para o amadurecimento de todos, para que um dia possamos retirar tudo e viver sem essas divisões diz o arquiteto Alfredo Britto.

O empresário Ronaldo Fucci, ex-síndico de um prédio na Avenida Vieira Souto, em Ipanema, que fez a substituição há três anos, defende o uso dos vidros:

Usamos por dois motivos. Primeiro, porque é muito mais bonito. Outro motivo é a deterioração dos ferros da grade por conta da maresia. contou o Fucci.

Mas a estética envidraçada tem suas desvantagens. A manutenção custa caro e a limpeza deve ser feita com frequência maior que a das grades. Os síndicos também vêm tendo dor de cabeça, pois muitas portarias deste material foram pichadas ao longo da orla.

Picharam nosso vidro e a mancha não saiu com nenhum produto. Tivemos que trocá-lo por um novo. Além disso, no carnaval quebraram uma outra vidraça contou Ronaldo, que fez seguro para os vidros de seu edifício.

E não é barato investir na nova estética: o preço do metro linear fica em torno de R$ 1.500, dependendo do vidro.

sábado, 14 de julho de 2012

Zona Portuária do Rio

13/07/2012 - O Globo, Ancelmo Gois

O velho casario das ruas da Gamboa, do Livramento e João Alvarez, na Zona Portuária do Rio, será todo reformado pela prefeitura. A Secretaria municipal de Habitação negocia há dois anos a compra dos imóveis, que pertencem à Unilever. Agora, diz que está perto de concluir o negócio. O município já deu até o primeiro passo: retirou as pessoas que haviam invadido os imóveis e as reassentou. Mesmo assim, há quem garanta que antigos moradores ainda invadem o local à noite. A ideia é transformar o casario em 220 habitações destinadas a famílias que recebem até R$ 1.600 por mês. Vamos torcer, vamos cobrar. 

Começam obras de trevos do Arco Metropolitano

13/07/2012 - Jornal do Commercio

Construções fazem a ligação com importantes rodovias federais no estado, como a BR-040, Via Dutra e BR-495, e devem ser entregues até o final de 2013

A Secretaria Estadual de Obras já iniciou as obras de três trevos de ligação do Arco Metropolitano com as rodovias federais no estado. Localizados em pontos estratégicos, eles foram projetados para aliviar a malha rodoviária da Região Metropolitana. O primeiro fica no entroncamento da BR-040 (Rio-Belo Horizonte-Brasília) com a BR-116 (Rio-Espírito Santo-Bahia), na altura de Saracuruna, em Duque de Caxias. O segundo está sendo construído no cruzamento com a Via Dutra, próximo à entrada de Japeri. O último está na antiga Rio-São Paulo (BR-495), em Seropédica. Os projetos devem ser entregues ao longo do ano de 2013.
Segundo a secretaria, a obra em Duque de Caxias é a de execução mais complexa, porque liga o Arco a duas rodovias federais de intenso movimento de veículos. O trevo no entroncamento com a BR-040 terá oito viadutos e 12 alças que permitirão acesso dos motoristas nos dois sentidos, numa média projetada de mais de 160 mil carros por mês.
"O motorista que vem pela Rio-Teresópolis poderá seguir pelo Arco em direção à Via Dutra ou a Itaguaí ou, se quiser, poderá acessar o Rio e Petrópolis", exemplificou o subsecretário de Obras Rodoviárias e Mobilidade Urbana, José Antônio Portela.
As obras só causarão impacto no trânsito da área na fase final, de acordo como cronograma acertado com as concessionárias Concer, da Rio-Petrópolis, e CRT, da Rio-Teresópolis. Até lá, a Secretaria Estadual de Obras planeja uma série de des¬vios e sinalizações para minimizar os transtornos.
O trevo na Via Dutra, com três viadutos e sete alças, está em fase mais adiantada e deverá ficar pronto em abril do de 2013. A obra permitirá o acesso ao Arco para veículos vindo de São Paulo em direção ao Rio e vice-versa.
Já a obra do trevo da antiga Rio-São Paulo começaram em 2010, mas sofreu muitas paralisações para resolver pendências ambientais - está em área protegida. O prazo de entrega será setembro de 2013 e, segundo a secretaria, cerca de 500 a mil veículos devem passar pelo acesso diariamente.
Os trevos pertencem ao segmento do Arco sob responsabilidade do governo do estado, que vai de Saracuruna ao entroncamento com a BR-101, em Itaguaí, contornando toda a Baixada Fluminense. O percurso de 70,9 quilômetros já se encontra quase todo terraplanado.

Rocinha vai ganhar novo visual

13/07/2012 - O Dia, Christina Nascimento

Foram dados os primeiros passos rumo à implantação do pacote de obras para mudar o visual da maior favela da América Latina.
O edital de licitação publicado nesta sexta-feira no Diário Oficial do Estado vai escolher as empresas responsáveis pela construção do mercado popular, do plano inclinado, de uma creche e da implantação de serviços de drenagem, esgoto, iluminação, pavimentação e urbanismo na Rocinha, em São Conrado.
O investimento é R$ 25,9 milhões. O projeto deve ser concluído em seis meses.  Com três estações, o plano inclinado vai ligar o acesso principal da Rocinha - Autoestrada Lagoa-Barra - ao final da Rua 1, próximo ao Túnel Zuzu Angel.
A expectativa é de que esse plano seja interligado a uma escada rolante e ao teleférico, criando linha única de transporte para os moradores. "Eles saem de um e já entram em outro. Estará tudo integrado", garante o secretário estadual de Obras, Hudson Braga.
Como já vem ocorrendo, as construções dessa etapa do Programa de Aceleração de Crescimento (PAC) utilizarão os moradores da comunidade como mão de obra. "Acredito que o processo de escolha das empresas dure, no máximo, 50 dias", prevê.
Uma das novidades mais esperadas é o minishopping, que ficará próximo ao Largo dos Boiadeiros. O prédio, de três andares, terá praça de alimentação, 31 lojas e terraço aberto.
"A ideia é evitar ao máximo desapropriações. Fomos a campo justamente estudar como fazer melhorias na Rocinha sem tirar as pessoas de casa", acrescenta Hudson.
A creche terá 75 vagas. As rua 2 e do Valão vão ganhar um passeio - área para circulação de pedestres. O Caminho dos Boiadeiros receberá, além de pavimentação, drenagem e projeto de urbanismo, com sistema de iluminação pública padronizada.
Melhoria desde a pacificação
Desde que foi pacificada, em novembro, a Favela da Rocinha passou por melhorias de infraestrutura. As obras eram complicadas no local por causa da atuação do tráfico: a comunidade tinha um dos grupos de bandidos mais bem armados da cidade. A ocupação pelas forças militares trouxe reflexos para a vizinhança, que viu seus imóveis valorizados.
Na primeira fase de obras, seus quase 100 mil moradores ganharam um complexo esportivo e uma UPA 24h. Houve a construção de 144 unidades habitacionais e a urbanização da área conhecida como Valão, com melhorias nas fachadas de 60 casas.

quinta-feira, 12 de julho de 2012

Obras mudam paisagem da zona portuária do Rio

11/07/2012 - O Estado de São Paulo, Roberta Pennafort

Daqui a dois meses, quando o Museu de Arte do Rio (MAR) for inaugurado, a revitalização da zona portuária da cidade deve trocar a condição de lenda urbana pela de realidade promissora. A entrega pela Prefeitura, há uma semana, da primeira fase das obras de reurbanização em 24 ruas do entorno já deu um gostinho à população. Mas são os equipamentos culturais que prometem mudar mesmo a cara da região, ocupada desde os anos 1700 e degradada ao longo da segunda metade do século 20.
À medida que o projeto Porto Maravilha começou a tomar corpo, há três anos, estimou-se que tanto o MAR - que reunirá diferentes suportes artísticos e contará a história do Rio, além de estar conectado a uma escola, ao custo de R$ 76 milhões - quanto o Museu do Amanhã - high-tech, voltado à ciência e à ecologia e orçado em R$ 215 milhões - já estariam de portas abertas.
Subestimou-se a complexidade do Museu do Amanhã, cujo prédio, assinado pelo estrelado arquiteto espanhol Santiago Calatrava, é tão intrincado que exigiu projetos complementares. Só agora seus dois primeiros pilares surgem no píer da Baía de Guanabara. Até dezembro, 40% da estrutura deve estar pronta. A inauguração ficou para 2014.
Iniciativas mais simples, como a reforma do Palacete d. João VI, de 1916, transformado no MAR, e a adaptação do prédio vizinho, dos anos 1940, para abrigar a Escola do Olhar a partir de 2013, não fugiram muito do cronograma. A Biblioteca Nacional também já anunciou que o prédio de hemeroteca (de jornais e revistas) será modernizado.
"Teremos um círculo que se retroalimenta: a área é valorizada e atrai investidor, morador, visitante. Terrenos já começam a ser disputados", diz Jorge Arraes, presidente da Companhia de Desenvolvimento Urbano da Região do Porto, lembrando que os cariocas ouvem discursos sobre a recuperação da região há cerca de 40 anos.
Aquário
Já a abertura do AquaRio - aquário de 25 mil m² e 5,4 milhões de litros de água -, inicialmente estimada para este ano, foi retardada para coincidir com a do Museu do Amanhã. O custo é de R$ 140 milhões. "Seria um erro abrir o aquário em um canteiro de obras", diz o construtor Roberto Kreimer. Como a prefeitura, ele aposta na demolição do Viaduto da Perimetral (a se iniciar em 2013 e acabar até 2015) como peça crucial dessa transformação. "É bem diferente passear em um bulevar olhando o mar ou um viaduto."
A um custo de R$ 139 milhões, as obras de urbanização (esgoto, pavimentação, drenagem e reabertura do Jardim do Valongo, que integra o Circuito Histórico e Arqueológico da Celebração da Herança Africana) são as únicas inteiramente custeadas pelo município. Beneficiam a população de classe baixa que vive ali, que sonha com novos serviços. As informações são do jornal O Estado de S.Paulo.

terça-feira, 10 de julho de 2012

Prefeito dá início às obras do Parque Olímpico Rio 2016

06/07/2012 - Portal 2014

Demolição do autódromo é a primeira etapa; em 2013, começa a instalação das estruturas olímpicas

Começaram nesta sexta-feira (6) as obras do Parque Olímpico Rio 2016, principal complexo esportivo da Olimpíada que acontecerá daqui a quatro anos.

Em solenidade, o prefeito do Rio de Janeiro, Eduardo Paes, deu início às intervenções, que em um primeiro momento incluem apenas a reurbanização do entorno do autódromo de Jacarepaguá, na zona oeste da cidade, onde o parque será erguido.

Por uma solicitação da Confederação Brasileira de Automobilismo (CBA), o espaço continuará recebendo corridas até o fim de 2012, quando será fechado definitivamente e demolido até maio de 2013. Aí então as primeiras estruturas olímpicas começarão a ser construídas.


Projeto do Parque Olímpico: obras começaram simbolicamente (crédito: AECOM/Divulgação)
A presidente da Empresa Olímpica Municipal, Maria Silvia Bastos Marques, informou que os primeiros editais de licitação dos prédios e arenas olímpicas saem na próxima semana.

As obras serão administradas pelo consórcio Rio Mais, formado pelas empresas Odebrecht, Andrade Gutierrez e Carvalho Hosken. O custo total do empreendimento deve girar em torno de R$ 1,4 bilhão.

Em uma área de 1.180.000 m², o Parque Olímpico vai receber disputas de 15 modalidades olímpicas e 11 paraolímpicas.

segunda-feira, 9 de julho de 2012

Porto maravilha

09/07/2012 - O Globo, Ancelmo Gois

O mobiliário urbano da região no Porto do Rio, nessa revitalização, será desenhado pelo arquiteto inglês Norman Foster e pelo designer francês Philippe Stark. Os sanitários públicos serão inspirados nos de Paris.
Foster, 77 anos, assina, entre outros, o Estádio de Wembley (Londres). Stark, 63, é autor da cadeira Louis Ghost, badalada mundo afora.

Radial Oeste ganha faixa reversível no sentido Centro do Rio

09/07/2012 - Extra

A Secretaria municipal de Transportes implantou na manhã desta segunda-feira, em fase de testes, uma faixa reversível na Avenida Radial Oeste, sentido Centro. Uma agulha foi aberta na altura do estádio do Maracanã e os carros puderam seguir livremente até a altura da Praça da Bandeira. Por volta das 7h, quem optou pela faixa alternativa encontrou fluxo livre e fugiu do congestionamento na avenida. A CET-Rio informou que o período de testes continua nesta terça-feira, com operação das 6h30 às 10h.

No fim de maio, o município chegou a informar que implantaria o sistema na via, mas adiou a medida devido à Rio+20. Durante a conferência, todas as reversíveis foram suspensas na cidade. Inicialmente foi informado que ela funcionaria das 6h ás 10h, mas este horário ainda não está confirmado. A faixa é exclusiva para carros, sendo proibido o tráfego de veículos de carga, ônibus, micro-ônibus e motos. A partir das 16h30m, a Radial Oeste opera com uma reversível no sentido Zona Norte.

Na madrugada desta segunda-feira, um acidente entre três carros e uma caminhonete deixou um morto e quatro feridos na BR 101 (Niterói-Manilha), altura de Silva Jardim, sentido Norte. Duas vítimas feridas gravemente foram encaminhadas para o Hospital Público de Macaé. A colisão ocorreu por volta das 4h30m. Os dois sentidos da via funcionaram no sistema de Pare e Siga até as 6h32, momento em que a pista foi liberada após a perícia. O trânsito na região já foi normalizado.

Outra pessoa morreu em um acidente na Avenida Santa Cruz, na altura do Habib's, no fim da madrugada desta segunda-feira. Um Gol prata bateu em um poste e provocou a queda da fiação na via. Uma pessoa que estava no banco de carona do veículo morreu na batida. De acordo com o Corpo de Bombeiros, Alex Cordeiro de Freitas, de 19 anos, e Ramon Bernardes da Silva Leal, 20, ficaram feridos. Os dois foram levados para o Hospital Albert Schweitzer.

Uma queda de árvore interdita a Rua Doutor Neves, na Lagoa, Zona Sul do Rio, desde as 10h30. A rua está completamente bloqueada no trecho entre a Avenida Lineu de Paula Machado e a Rua Jardim Botânico. Comlurb está no local para fazer a remoção da árvore, embora não exista previsão da conclusão do serviço. CET-Rio faz a orientação do trânsito, que permanece intenso na região. No momento, fluxo de veículos também é intenso na Rua Voluntários da Pátria, na altura da Rua Real Grandeza. Transito intenso também na Linha Vermelha, na altura da Ilha do Governador.

O MAR e o Porto

07/07/2012 - O Globo, Cristina Tardáguila

Após obra de R$ 76,6 milhões, Museu de Arte do Rio abre as portas em setembro com 15 mil metros quadrados, acervo próprio e quatro andares para exposições

Uma das peças mais ousadas da revitalização cultural da Zona Portuária do Rio ganhou, nesta semana, uma data para se encaixar no ambicioso projeto do Porto Maravilha. No dia 10 de setembro, o Museu de Arte do Rio (MAR) abre suas portas, na Praça Mauá, após uma obra orçada em R$ 76,6 milhões que uniu dois prédios vizinhos de estilos arquitetônicos diferentes sob uma gigantesca cobertura de cimento ondulado - uma estrutura cinzenta que mais lembra um tapete voador.
Segundo a Fundação Roberto Marinho, realizadora da obra, a data de inauguração do complexo - composto por um pavilhão expositivo e um educativo - está ligada à agenda da ArtRio, a feira internacional de arte da cidade. A ideia é aproveitar o burburinho que a segunda edição do evento deve provocar na região entre os dias 12 e 16 de setembro para firmar o museu como novo ponto turístico e cultural da cidade. No ano passado, a ArtRio recebeu 46 mil visitantes em quatro dias.
Para que o MAR estreie em grande estilo, no entanto, Paulo Herkenhoff, o curador que ficará à frente do museu, trabalha na montagem de quatro exposições temporárias - uma para andar do espaço.
'Ligação entre antigo e novo'
Na semana passada, O GLOBO percorreu os 15 mil metros quadrados da nova instalação e, durante a visita, ouviu o curador antecipar detalhes do projeto:
- No térreo, teremos a mostra "Abrigo, poética e o direito de morar", reunindo obras contemporâneas que dialogam com a crônica "Mineirinho", de Clarice Lispector (no texto, a autora contrapõe o sentimento de um nativo ao de um forasteiro). Lá estarão, por exemplo, trabalhos de Flávio de Carvalho, Miguel Rio Branco, Paula Trope e Grupo Usina.
No segundo andar, Herkenhoff fará a exposição "Vontade construtivista", com 150 das cerca de 200 peças da coleção Hecilda e Sérgio Fadel, uma das mais importantes do país. Nela, estarão à mostra obras de Lygia Pape, Lygia Clark, Sergio Camargo e Cildo Meireles, entre outras.
No terceiro andar, ficará a mostra "A arte brasileira e internacional", com a coleção de Jean Boghici, o marchand há mais tempo em atividade no Rio, com obras de Kandinsky e Tarsila do Amaral, entre outros. O quarto andar sediará uma exposição de paisagens e documentos inéditos do Rio.
- Nos últimos meses acumulamos também um acervo próprio de grande consistência - comemora Herkenhoff. - Mil documentos sobre a cidade, 1.500 cartões-postais e 500 fotografias. E temos duas obras de arte cedidas pela prefeitura: um banco barroco de Alberto Guignard e uma paisagem do Rio de Tarsila. Isso sem falar em todas as doações (elas já ultrapassam 300).
Ao assumir a curadoria do MAR, Herkenhoff subverteu a proposta inicial de um museu sem acervo próprio. Mobilizou dez doadores e os convenceu a ceder à instituição pelo menos 20 peças de arte cada um. A lista de doadores inclui o empresário Alexandre Accioly, o economista Luiz Chrysóstomo e o marchand Jones Bergamin. A de obras tem desde o óleo sobre tela "Praia e Igreja de Santa Luzia", de Giovanni Castagneto, até a aquarela "Infinito", de Tunga, passando por pinturas de Alfredo Volpi e Joaquim Tenreiro.
A expectativa de Herkenhoff é que o MAR receba de 500 a mil pessoas por dia.
- O complexo do MAR é mais uma evidência da retomada da vocação cultural da região - defende Jorge Arraes, diretor-presidente da Companhia de Desenvolvimento Urbano da Região do Porto do Rio. - Ele faz uma ligação harmônica entre antigo e novo, e isso já está em sua arquitetura.
Salgueiro ajudou na construção
O MAR ocupa dois edifícios vizinhos que foram erguidos na Praça Mauá na primeira metade do século XX. O Palacete Dom João VI, tombado, em estilo eclético, e o prédio modernista que um dia abrigou o hospital da Polícia Civil. Seguindo o projeto dos arquitetos Thiago Bernardes, Paulo Jacobsen e Bernardo Jacobsen, o palacete será recheado com exposições, e o antigo hospital, com projetos pedagógicos da futura Escola do Olhar - que, a partir de janeiro de 2013, quer envolver alunos dos ensinos médio e fundamental da rede pública do Rio em pesquisas sobre arte.
- Foram aproximadamente três anos de trabalho, e o MAR sempre teve que ser ousado em termos arquitetônicos - conta Paulo Jacobsen. - Não queríamos fazer retrofits nos dois edifícios, mas uni-los de forma inovadora. Apresentamos umas dez propostas, mas só tivemos a certeza do caminho certo quando surgiu a ideia da cobertura fluida, esse lençol ondulado que cobre os dois prédios.
A cobertura - que já se destaca no horizonte da Baía de Guanabara - consiste numa estrutura de concreto ondulado com 1.500 metros quadrados sustentada por 39 pilares por onde escoa a água da chuva. Para lhe dar forma, os arquitetos recorreram a uma expertise bem carioca: a dos carnavalescos.
- A equipe do Salgueiro cortou o isopor que serviu de molde para a concretagem, que levou 12 horas - lembra Paulo Jacobsen.
O projeto também fugiu da lógica tradicional ao determinar que o fluxo de visitação vá do último andar para o térreo.
- Quem for ao MAR entra pelo pilotis da Escola do Olhar, pega um elevador até o último andar do prédio modernista, cruza uma passarela externa e entra no palacete pelo último andar - avisa o arquiteto. - Achamos mais natural fazer com que as pessoas desçam escadas. Fora que esse tipo de trajeto instiga o visitante a conhecer todos os andares.
A administração do MAR seguirá o modelo dos museus do Futebol e da Língua Portuguesa, em São Paulo. Uma organização social (OS) comandada pelo grupo Odeon, que cuida da Praça da Liberdade, em Belo Horizonte, terá R$ 12 milhões por ano da prefeitura do Rio para manter a infraestrutura do museu. Caberá à OS encontrar outros recursos para enriquecer a agenda do MAR.
O lado educativo do Museu de Arte do Rio
O lado educativo do Museu de Arte do Rio (MAR), batizado de Escola do Olhar, também tem uma meta ambiciosa. Segundo o secretário-geral da Fundação Roberto Marinho, Hugo Barreto, o objetivo é fazer com que todas as crianças da rede pública do Rio visitem o novo museu pelo menos três vezes durante os nove anos dos ensinos fundamental e médio.
- Serão aproximadamente 570 mil alunos envolvidos em projetos pedagógicos do MAR todos os anos - ele destaca. - Queremos aguçar o olhar deles para a arte, não só em seu stricto sensu, mas também estimular a compreensão da vida social.
Segundo o curador-chefe do museu, Paulo Herkenhoff, a Escola do Olhar também atenderá adultos. Será um centro de pesquisas e sede de futuros seminários de curadoria.
Ainda chama a atenção de quem circula pelas instalações a preocupação com a sustentabilidade. O novo museu trabalha para obter a certificação LEED, o principal selo de construção sustentável do mundo. Assim, todo o material de demolição foi reaproveitado, e só foram usados madeira certificada e aço reciclado. Os bueiros permaneceram tapados durante a obra para evitar que resíduos sólidos chegassem à rede de esgoto, e todos os operários tiveram aulas sobre sustentabilidade.
Além de querer ser referência em arte e educação e ajudar na revitalização do Porto, o MAR ainda sonha ser modelo do chamado greenbuilding.

Uma Ipanema separa Leblon e Anchieta

08/07/2012 - Extra

Uma diferença de exatos R$ 16.671 separa o metro quadrado mais caro do mais barato da cidade do Rio de Janeiro. Quase uma Ipanema, cujo valor médio é R$ 16.899. De acordo com o Índice FipeZap de Preços de Imóveis Anunciados do mês de junho, divulgado na última semana, os imóveis com metro quadrado de valor mais baixo estão em Anchieta (R$ 1.193), enquanto os mais caros ficam no Leblon (R$ 17.864).
A lista dos cinco bairros menos valorizados - composta por bairros das zonas Norte e Oeste - inclui, ainda, Pavuna, Senador Camará, Marechal Hermes e Realengo. A dos cinco mais valorizados tem mais quatro bairros da Zona Sul: Ipanema, Lagoa, Gávea e Jardim Botânico.
O Índice mede o preço médio do metro quadrado de imóveis anunciados em seis capitais do país e no Distrito Federal. A pesquisa mostrou também que a tendência de desaceleração no mercado imobiliário brasileiro continua. O índice de junho variou 1%. A alta é apenas um pouco maior dot que a registrada em maio, de 0,9%, quando foi observada a menor elevação desde o início do levantamento, em setembro de 2010. No Rio de Janeiro, o crescimento foi de 1%. Em junho de 2001, a variação foi de 3%.
Acima dos R$ 8 mil
Na alta acumulada em 12 meses, o índice registrou um aumento de 18,4% entre junho de 2011 e o mesmo mês deste ano, perdendo 1,5 ponto percentual em relação ao observado no mês anterior. No Rio de Janeiro, a alta acumulada nos últimos 12 meses é de 22%, metade dos 44% registrados na cidade, em junho do ano passado.
Pela primeira vez, o preço médio do metro quadrado no Rio ultrapassou os R$ 8 mil no levantamento, ficando em R$ 8.072 no mês.
Os cinco mais caros (m²)
R$ 17.864 - Leblon
R$ 16.899 - Ipanema
R$ 13.994 - Lagoa
R$ 13.665 - Gávea
R$ 12.758 - Jardim Botânico
Os cinco menos valorizados (m²)
R$ 1.193 - Anchieta
R$ 1.348 - Pavuna
R$ 1.480 - Senador Camará
R$ 1.901 - Marechal Hermes
R$ 2.010 - Realengo

Zona Norte ganha dois supercondomínios populares

07/07/2012 - O Dia, Christina Nascimento

Um foi entregue ontem, em Triagem, e outro será erguido no Jacaré, para 1.200 famílias

Zona Norte ganha dois supercondomínios populares

A prefeitura do Rio vai construir mais um supercondomínio popular na Zona Norte. O espaço terá clínica da família, mercado popular, escola, creche, ginásio, guarita e Internet sem fio gratuita.
Localizado na Rua 2 de Maio, no Jacaré, será semelhante ao Bairro Carioca, em Triagem, inaugurado nesta sexta-feira pela presidenta Dilma Roussef e pelo prefeito Eduardo Paes.
Os imóveis serão para desabrigados das chuvas e famílias de áreas de risco. Os moradores dos apartamentos já entregues começam a se mudar neste fim de semana.
No Jacaré, o condomínio, com 1.200 apartamentos, será batizado de Bairro Carioca II e ficará no terreno onde funcionou o Centro de Operações da Telerj. A construção começará no início de 2013.
"O Bairro Carioca é uma das obras mais importantes que a gente fez. É um modelo de Minha Casa, Minha Vida que é próximo de trem, metrô, do Centro. A gente tem 16 mil, 17 mil pessoas na cidade vivendo em área de alto risco", disse o prefeito.
Em Triagem, foram entregues 460 apartamentos, 20% do total de 2.240 moradias previstas. A área do supercondomínio equivale a 20 campos de futebol. A mudança para o conjunto dividiu opiniões dos novos moradores.
"Pago R$ 350 num quitinete no Morro da Providência e meu sonho era deixar de pagar aluguel. Lá, eu esquiava em balas em épocas de confrontos. Tenho certeza que terei uma vida mais calma", comemorou a doméstica Lucileda Bispo da Silva, 43.
A cozinheira Priscila da Silva, 29, é mãe de duas meninas, vive no Salgueiro com uma renda de apenas R$ 600 por mês e se diz preocupada com as contas de água, luz e gás que chegarão ao novo lar: "Lá no morro não pago nada. Como vai ser aqui?". A CEG cobrará tarifa social.
Mercado popular para os vizinhos
O mercado popular que vai funcionar no Bairro Carioca de Triagem tem 25 boxes e será aberto para moradores da vizinhança também. Os apartamentos - cada um tem 42 m² - serão dados para os moradores.
A creche e a escola do condomínio têm, juntas, 640 vagas. No mesmo espaço, haverá uma Clínica da Família com seis consultórios, sala de saúde bucal, raio-X e farmácia.

Boulevard no lugar do elevado da Perimetral

O7/07/2012 - O Dia

Já existe um modelo do caminho para pedestres que dará lugar a parte da atual Avenida Rodrigues Alves, na Zona Portuária do Rio. Sem o Elevado da Perimetral, será permitido construir o passado. A via, que terá 40 metros de largura, sairá da Praça Mauá e deve chegar até o Armazém 4. O veículo leve sobre trilhos (VLT) passará por ali também. 

domingo, 8 de julho de 2012

Prefeito dá início às obras do Parque Olímpico Rio 2016

06/07/2012 - Portal 2014

Demolição do autódromo é a primeira etapa; em 2013, começa a instalação das estruturas olímpicas

Começaram nesta sexta-feira (6) as obras do Parque Olímpico Rio 2016, principal complexo esportivo da Olimpíada que acontecerá daqui a quatro anos.

Em solenidade, o prefeito do Rio de Janeiro, Eduardo Paes, deu início às intervenções, que em um primeiro momento incluem apenas a reurbanização do entorno do autódromo de Jacarepaguá, na zona oeste da cidade, onde o parque será erguido.

Por uma solicitação da Confederação Brasileira de Automobilismo (CBA), o espaço continuará recebendo corridas até o fim de 2012, quando será fechado definitivamente e demolido até maio de 2013. Aí então as primeiras estruturas olímpicas começarão a ser construídas.

 
Projeto do Parque Olímpico: obras começaram simbolicamente (crédito: AECOM/Divulgação)
A presidente da Empresa Olímpica Municipal, Maria Silvia Bastos Marques, informou que os primeiros editais de licitação dos prédios e arenas olímpicas saem na próxima semana.

As obras serão administradas pelo consórcio Rio Mais, formado pelas empresas Odebrecht, Andrade Gutierrez e Carvalho Hosken. O custo total do empreendimento deve girar em torno de R$ 1,4 bilhão.

Em uma área de 1.180.000 m², o Parque Olímpico vai receber disputas de 15 modalidades olímpicas e 11 paraolímpicas.


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sábado, 7 de julho de 2012

Obras da Avenida Binário provocam mudanças na Zona Portuária no sábado

05/07/2012 - O Globo

Linhas de ônibus serão transferidas de terminal, detonações mudam de horário e rua será parcialmente interditada.

Canteiro de obras onde estão sendo construídos os três túneis previstos no Projeto Porto Maravilha Márcio Alves / O Globo

RIO - As obras de construção da Avenida Binário, na Zona Portuária, provocarão três grandes mudanças de trânsito e na rotina de moradores da área a partir de sábado. Vinte e três linhas de ônibus que fazem ponto final no Terminal Padre Henrique Otte, nos fundos da Rodoviária Novo Rio, serão transferidas para um terminal provisório criado num galpão na Praça Marechal Hermes 63, que fica na vizinhança. Também no sábado, o horário das detonações diárias no canteiro do Túnel da Saúde, na Avenida Rodrigues Alves, que era noturno, passará a ser às 14h. Essa troca exigirá o fechamento de avenidas do entorno por cinco minutos. Haverá mudanças ainda no trânsito da Rua Souza e Silva, que terá um trecho interditado para o início das obras do segundo túnel da Avenida Binário.

A transferência das linhas de ônibus abre caminho para a demolição do Terminal Padre Henrique Otte, que deverá acontecer a partir da próxima semana. O terminal fica na rota de passagem da Avenida Binário. A troca de local do ponto final dos ônibus não acarretará, segundo a concessionária Porto Novo, em alterações significativas nos itinerários da maioria das linhas. As que sofrerão mais mudanças são as linhas municipais 181, 303 e 339. Esses ônibus, que chegavam ao velho terminal passando pela Avenida Rodrigues Alves e as ruas Cordeiro da Graça e Equador, terão que seguir pela Rodrigues Alves até a Rua Pereira Reis, de onde terao que acessar as ruas Santo Cristo e Cordeiro da Graça.

O terminal provisório será aberto ainda em obras. A Rio Ônibus constrói uma estrutura com oito banheiros para os usuários. Até que fiquem prontos, os passageiros terão que usar banheiros químicos que serão instalados no local. A Rio Ônibus começou hoje a distribuir folhetos explicativos e mapas orientando os passageiros. As linhas de ônibus que estacionam no terminal também começaram a ganhar cartazes informativos. Dúvidas podem ser tiradas pelo teleantedimento da Rio ônibus pelo número 0800 886-1000.

Também em função das obras da Avenida Binário, o horário das detonações no Morro da Saúde passam a ser às 14h, todos os dias semana. A medida exigirá bloqueios de tráfego nas vias região por cinco minutos todos os dias. Segundo a concessionária Porto Novo, serão instalados dois painéis de mensagens variáveis nas avenidas Professor Pereira Reis e Rodrigues Alves, avisando das interrupções. A operação dos bloqueios mobilizará diariamente 16 operadores de tráfego, três reboques, duas viaturas leves, uma caminhonete e cinco motos.

De acordo com a concessionária, a mudança de horário levou em conta as necessidades dos moradores do entorno, sobretudo do Morro da Saúde, que tinham que sair de casa todos os dias à noite para a detonação. A Companhia de Desenvolvimento Urbano da Região do Porto (Cdurp) e a Porto Novo informaram que a evacuação das casas e os bloqueios de trânsito permanecerão pelo menos até agosto, quando uma bateria de testes com sismógrafos medirão o nível de segurança das detonações, para permitir ou não a suspensão dessas medidas.

A terceira mudança acontecerá na Rua Souza e Silva, que será interditada no trecho entre as avenidas Rodrigues Alves e Venezuela. A rua também terá a mão invertida entre a Avenida Venezuela e a Rua Sacadura Cabral para dar fluidez ao tráfego local. As mudanças visam abrir caminho à construção da rampa de saída do segundo túnel da Avenida Binário.

Um bairro modelo que surge 'pronto' na Zona Norte

06/07/2012 - Extra

Pelo menos 460 famílias vítimas das chuvas de abril de 2010 ou moradoras de áreas de risco da cidade já têm um novo lar: o conjunto habitacional Bairro Carioca, que será inaugurado, nesta manhã, em Triagem, Zona Norte do Rio. Até o fim do ano, todos os 2.240 apartamentos estarão habitados por mais de 9 mil pessoas. O investimento total no empreendimento chegou a R$ 95 milhões.
Considerado pela prefeitura um marco para a política habitacional do Rio, o empreendimento tem como diferencial a sua localização. Ao lado de uma estação de trem, uma de metrô e de pontos de ônibus servidos por mais de dez linhas, as 112 torres não lembram os famosos conjuntos dos anos 1980, construídos ao longo da Avenida Brasil, em direção a bairros da Zona Oeste.
- A localização é importantíssima. Tem que serperto do trabalho, tem que ter transporte, senão não dá certo, e a pessoa volta para a favela. No Bairro Carioca, temos também todos os serviços necessários - declarou o secretário municipal de Habitação, Jorge Bittar.
LAZER E SERVIÇOS
Apesar de ser um conjunto habitacional, os condôminos do Bairro Carioca terão salões de festas e churrasqueiras ao seu dispor. A novidade é que, dentro do conjunto, haverá, também, escola, creche, Clínica da Família, mercado público, centro esportivo e centro cultural digital. Todos estes equipamentos ficarão abertos ao público, assim como as ruas internas, que serão integradas à malha viária local, também sendo abertas ao trânsito.
- É uma forma de evitar que o bairro vire um novo gueto, como os outros conjuntos - afirmou Bittar.

sexta-feira, 6 de julho de 2012

Megareforma na Zona Portuária faz aluguéis subirem na região

04/07/2012 - O Dia, Felipe Freire

Não é só a poeira que está subindo nas ruas da Zona Portuária: as obras de revitalização, que estão apenas no início, já atraem olhares para a região e mexem com aluguéis e preços dos imóveis.
Os canteiros só concluíram a primeira fase da reforma, mas inquilinos viram a conta disparar 20% em seis meses. O mesmo índice foi observado nos valores de venda.
O investimento que faz as cifras subirem não é só público. Há dois grandes empreendimentos imobiliários em construção e pelo menos 70 outros projetos já autorizados pela Prefeitura do Rio, a maioria deles comerciais. A previsão é de que a população do bairro pule de 20 mil para 100 mil até 2020.
O interesse foi alavancado por investimentos de mais de R$ 8 bilhões em obras de infraestrutura do Porto Maravilha, que contemplam revitalização de ruas e abertura de túneis e galerias subterrâneas. Somente na primeira etapa, entregue no domingo, foram R$ 139 milhões para reurbanizar vias.
"A tendência é que a procura e os preços subam mais. Só não disparou por conta da falta de infraestrutura e da insegurança", ponderou o engenheiro da Bolsa de Imóveis-RJ, Eduardo Pompéia. Já no Centro, o Sindicato de Habitação estima alta de 27,7% na venda e 96,4% na locação do m².
Quem vive na região garante que os preços estão subindo há tempos. Tanto que a Associação Brasileira das Administradoras de Imóveis estimou, em 2011, crescimento de 65,9% nos custos do m² num dois-quartos do Centro.
"Comprei minha casa em 1993 por R$ 15 mil. Uma casinha igual está à venda agora por R$ 400 mil", conta a pensionista Nazaré Aparecida de Freitas, moradora da Rua do Escorrega.
Entre os valores e lucros dos proprietários estão os inquilinos. "Ano passado renovei o contrato de R$ 500 para R$ 1 mil. A casa que você comprava até então por R$ 100 mil não sai por menos de R$ 300 mil. É exagerado", alegou Márcia Regina, que mora na Rua Jogo da Bola.
Agenda das melhorias
- Em andamento
Renovação das redes de água, luz, esgoto, drenagem, iluminação, pavimentação e calçadas em 4,65 milhões de metros quadrados da Zona Portuária. Restauração do Palácio Dom João VI, que abrigará o Museu de Arte do Rio.
- Até junho de 2013
Onze quilômetros de novas vias, 15% das obras do Túnel da Via Expressa (a Av. Rodrigues Alves ampliada e modernizada) e 40% da estrutura do Museu do Amanhã.
Início da demolição do Elevado da Perimetral, conclusão dos túneis da Saúde e da Rede Ferroviária Federal e das alças de subida e descida do Viaduto do Gasômetro. Término do Reservatório do Morro do Pinto.
- Até junho de 2014
Inauguração do Túnel do Binário (via paralela à Av. Rodrigues Alves) e inauguração dos museus de Arte do Rio e do Amanhã.
- Até o fim de 2015
Urbanização dos morros, início da operação de seis linhas do VLT e conclusão do Túnel da Via Expressa.
- Até início de 2016
Demolição da parte final do Elevado da Perimetral e término da urbanização e infraestrutura da Zona Portuária.
Primeira fase entregou ruas sem buracos
A primeira etapa das obras revitalizou 24 ruas da Saúde, Gamboa e Morro da Conceição, fechou 4.900 mil buracos nas vias e resultou na limpeza de 11 mil bueiros. Deu início também à construção de quatro túneis na região.
"As obras melhoraram o clima no local, o Morro da Conceição está mais bonito. As mudanças ajudaram na circulação de pessoas e carros, já que as ruas estão mais limpas e ampliadas", aprova Benigna de Almeida, 77.

quinta-feira, 5 de julho de 2012

Rio inagura Mercado Popular Leonel de Moura Brizola nesta quarta-feira

03/07/2012 - Agência Rio
    
A Secretaria Municipal do Trabalho e Emprego do Rio inaugura nesta quarta-feira (4), o Mercado Popular Leonel de Moura Brizola, ao lado do Terminal Rodoviário Américo Fontenelle, no Centro da cidade. O espaço beneficiará os ambulantes que tiveram suas barracas incendiadas, em abril de 2010, na Central do Brasil.

O espaço conta com uma estrutura com mais de nove mil metros quadrados de área construída e oferece ligação de água, esgoto e energia aos ocupantes. Com dois prédios dotados de boxes com banheiros e almoxarifado, o complexo possui sala de administração, praça de alimentação, terraço e espaço que pode ser usado para aulas de capacitação profissional.

A obra, executada pela RioUrbe, órgão subordinado à Secretaria Municipal de Obras (SMO), terá dois prédios de três andares cada. Um ficará localizado na Rua Bento Ribeiro (do número 85 até o 104) e outro na Rua Coronel Audomaro Costa (do número 207 até o 227), no Centro.

A área do novo camelódromo fica a apenas cerca de 200 metros do terreno onde funcionava o antigo, na Rua Senador Pompeu. Os blocos um e dois serão ligados por uma passarela que irá cruzar a Rua Bento Ribeiro.

O novo Mercado Popular será vertical e no estilo de minishopping. Serão 9,7 mil metros quadrados de área construída e 607 boxes, todos com ligação de água, esgoto e energia. O Bloco I foi planejado para 457 boxes, com banheiros e almoxarifado.

No Bloco II, mais 150 boxes, banheiros, sala de administração, praça de alimentação, terraço com jardim e uma horta. Além disso, o local vai contar com elevadores de carga e escadas rolantes. A nova sede terá estrutura completa para atender aos lojistas e a seus clientes. A previsão é que as obras sejam concluídas em um ano.

segunda-feira, 2 de julho de 2012

Título de Patrimônio Mundial impõe ao Rio compromisso com a preservação de paisagens culturais

02/07/2012 - O Globo

Prêmio da Unesco pode ser retirado caso a cidade não receba os devidos cuidados

A elevação do Rio a Patrimônio Mundial como paisagem cultural, anunciada na manhã deste domingo em São Petersburgo, na Rússia, após decisão unânime e inédita da Unesco, coloca desafios para a cidade. A partir de agora, os locais que justificaram o título - o Pão de Açúcar, a Floresta da Tijuca, o Aterro do Flamengo e a Praia de Copacabana, entre outros - deverão ter sua ambiência preservada.
A ministra da Cultura, Ana de Hollanda, que apresentou, em português, a candidatura do Rio durante a sessão da Unesco com a participação dos 21 países que integram o comitê, ressaltou a responsabilidade da cidade e do Brasil em relação ao título. Segundo ela, a partir de agora, o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) terá de enviar relatórios frequentes à Unesco:
- Todos os locais mencionados na proposta de candidatura passarão a ser acompanhados pela Unesco e nós vamos apresentar relatórios dos trabalhos que forem feitos. O compromisso de manter isso é muito importante. E nós vamos honrar esse compromisso com a Unesco.
É possível haver a perda do título caso a região contemplada não receba os cuidados adequados para a manutenção das características que a consagraram Patrimônio Mundial. Por isso, é preciso enviar sempre informações à Unesco sobre a gestão dessas áreas.
De acordo com o presidente do Iphan, Luiz Fernando de Almeida, os locais que embasaram a conquista do Rio terão que ser preservados. Caso contrário, a cidade pode perder o título. Para ele, preencheu-se uma lacuna na listagem do Patrimônio Mundial:
- É um reconhecimento muito importante. Se observarmos que a lista do Patrimônio Mundial representa o país, então faltava nela o Rio, que representa a imagem mais difundida do patrimônio brasileiro no mundo.
O presidente do Iphan também destacou a importância das políticas públicas neste momento para que a cidade mantenha a conquista.
- Temos que conseguir construir uma política pública que harmonize com as políticas que são de natureza setorial: política de habitação, de meio ambiente, etc. Pensaremos numa política transversal que consiga realmente responder aos desafios de fazer a gestão de um território.
Cariocas e turistas comemoram o novo título em dia de sol e céu azul
A notícia de que o Rio foi reconhecido mundialmente como uma bela paisagem cultural urbana foi comemorada por cariocas e turistas que aproveitavam o domingo de céu azul e o sol vibrante em pleno inverno. Com o Cristo Redentor e o Pão de Açúcar tatuados na perna direita, a estudante Ingrid Barros esbanjava o sorriso de quem se orgulha do lugar onde vive. O desenho foi feito no último dia 1º de março, aniversário da cidade, como homenagem.
- Acompanhei a votação e vibrei com o resultado. Tanto as belezas naturais quanto as pessoas da cidade são especiais e diferentes de qualquer lugar do planeta - disse.
Pela primeira vez na cidade, o coordenador de transportes Maurício de Souza também acha que a cidade mereceu:
- Já achava a cidade bonita, mas ao vivo é melhor ainda. Mesmo sendo de Santos, fico contente com o título - elogiou ele, que ontem fez uma caminhada no Aterro do Flamengo e tirou muitas fotos.
Mineira, a guia de turismo Eugênia Machado vive no Rio há 25 anos e se declara apaixonada pela cidade e pelo bairro que escolheu para morar, Copacabana.
- Tenho paixão por este lugar, e agora todos vão saber o quanto é lindo - comemorava Eugênia, que neste domingo passeava pela orla ao lado da irmã, Gesolina de Paula.
Repercussão também nas redes sociais
A vitória do Rio como Patrimônio Mundial foi comemorada nas redes sociais como se fosse final de campeonato de futebol. Orgulhosos, os cariocas compartilharam imagens da cidade e discutiram sobre a decisão unânime em que 21 países elegeram o Rio como patrimônio da humanidade.
No Facebook, um post da ONG Rio Eu Amo Eu Cuido teve mais de 2 mil compartilhamentos. E os mais de 200 comentários parabenizavam os cariocas pela conquista.
Nos trending topics do Rio de Janeiro no Twitter, os assuntos Patrimônio Cultural da Humanidade e Unesco estavam entre os mais comentados na rede social. A cantora Preta Gil comemorou a notícia com a hashtag #OrgulhodeSerCarioca.
No Instagram, os cariocas aproveitaram o dia ensolarado para tirar fotos de vários monumentos históricos, como o Cristo Redentor e o Pão de Açúcar e homenagearam a cidade.
Título demorou uma década para chegar
A Unesco incorporou o conceito de paisagem cultural a suas diretrizes em 1992 e, desde então, a categoria foi incluída na lista do Patrimônio Mundial, reconhecimento instituído pela convenção de 1972 da entidade. Locais onde a interação humana com a natureza ocorre de forma harmônica podem ser indicados ao título por meio de dossiês com argumentos que justifiquem a escolha.
A primeira candidatura do Rio a patrimônio mundial foi apresentada em 2002, mas não foi adiante. Em setembro de 2009, o (Iphan), em parceria com o governo estadual, a prefeitura, a Fundação Roberto Marinho e a Associação de Empreendedores Amigos da Unesco, entregou à organização o dossiê completo da pretensão do Rio, justificando o valor universal da cidade em função da interação entre a beleza natural e seus moradores.
Jurema Machado, coordenadora de Cultura da Unesco no Brasil, acompanhou todas as tentativas do Rio de conquistar o título. Para ela, a cidade ainda tem muito a fazer, como despoluir a Baía de Guanabara, reduzir a ocupação de áreas verdes e recuperar áreas degradadas. No entanto, ela reconhece a cidade como excepcional:
- O Rio tem condições geológicas marcantes e sua ocupação, historicamente, dialogou de forma harmônica e criativa com essas características naturais. Os jardins de Burle Marx, no Flamengo, e o calçadão de Copacabana, que remete às formas das ondas do mar, são exemplos disso. A cidade, às vezes, se rende à natureza e por outras interfere nela, criando uma nova natureza.

Quando o filho feio tem pai orgulhoso

01/07/2012 - O Globo, Vera Araújo

Na contramão das críticas, engenheiro e ex-secretário de Obras defende a Perimetral

O Elevado da Perimetral, que há 34 anos liga a Avenida Brasil e a Ponte Rio-Niterói à Avenida General Justo, próximo ao Aeroporto Santos Dumont, encurtando caminhos, agora divide opiniões. Dependendo de quem veja a questão, a demolição da via expressa, que segundo a prefeitura começará em abril de 2013, vai acelerar a revitalização da Zona Portuária (como aposta o município) ou o caos urbano (como pensam alguns cariocas). Para o engenheiro civil Emílio Ibrahim, de 82 anos, considerado por urbanistas um dos pais da Perimetral, é quase como se um filho estivesse no estágio terminal de uma doença. Secretário de Obras do antigo Estado da Guanabara na gestão Chagas Freitas (1970-1975), coube a ele negociar para que os principais entraves à liberação da obra, marcada por constantes paralisações, fossem removidos. Hoje, Ibrahim não hesita em defender a cria:
- Tem que revitalizar os cinco milhões de metros quadrados da área do Porto Maravilha, incluindo a Perimetral no projeto.
A campanha para a demolição do elevado de 7,3 quilômetros começou na gestão do prefeito Luiz Paulo Conde (1997-2001). Arquiteto, ele chegou a chamar a Perimetral de "mostrengo" - expressão que já tinha sido usada por urbanistas antes mesmo de a obra, feita com dinheiro estadual e federal, ser inaugurada, em 31 de maio de 1978. Conde anunciou que o elevado seria posto abaixo, mas foi vencido pela pressão popular e pelo argumento de que a demolição provocaria um nó no trânsito na Zona Portuária.
A construção da Perimetral levou 25 anos. Em 1953, foi lançada a pedra fundamental. No entanto, as obras só começaram mesmo em 1969, devido a problemas com desapropriações, entre outros. Em sua primeira concepção, segundo o projeto do engenheiro Carlos Soares Pereira, a via teria apenas 2,5 quilômetros, começando perto do Aeroporto Santos Dumont e terminando na Avenida Rodrigues Alves.
Ibrahim participou da segunda etapa das obras em diante. Como secretário, uma das maiores dificuldades que enfrentou foi conseguir da Marinha a liberação da construção, já que o elevado atravessaria um terreno do 1 Distrito Naval e havia o temor de atentados.
- Nós nos comprometemos a fazer uma cerca para evitar que alguém jogasse bombas na área militar - lembra.
Além disso, a Perimetral atingiria imóveis da Companhia de Navegação Lloyd Brasileiro e da Administração do Porto. Coube a Ibrahim resolver também esses impasses. Ele conta que sobrevoava todos os dias as obras e negociava pessoalmente a compra das vigas de aço da CSN, em Volta Redonda. Até nos fins de semana o então secretário percorria os canteiros.
Ibrahim veio da cidade mineira de Mariana para o Rio em 1948 para jogar no Fluminense. Mesmo tendo trocado o futebol pela engenharia, ele dribla com elegância a controvérsia a respeito da demolição.
- A Perimetral descortinou uma beleza da Zona Portuária que o carioca não conseguia enxergar: o relevo da cidade entre a montanha e o mar. Um dos principais trechos é justamente o que margeia o 1 Distrito Naval, na Praça Mauá, de onde é possível admirar o Mosteiro de São Bento - argumenta.
Entre os documentos que guarda, Ibrahim mostra uma citação do amigo Lúcio Costa, arquiteto e urbanista.
- Olhe aqui - ele enfatiza, apontando para ao texto e empostando a voz. - Lúcio diz: "O prolongamento do Elevado da Perimetral dará ensejo a que se descortinem as fachadas leste e norte do imponente Mosteiro de São Bento com seu famoso botaréu" (obra maciça de alvenaria para reforçar paredes sujeitas a grandes pressões laterais). Passar de carro ali é um verdadeiro passeio turístico. Dá para ver a Ponte Rio-Niterói e a Candelária de frente. Não sou contra a revitalização da Zona Portuária, mas não é porque alguns arquitetos espanhóis puseram na cabeça que a Perimetral é um monstro que temos que acreditar nisso. É preciso ter bom senso - afirma.
O ex-secretário de Obras lembra o exemplo de outras cidades para defender a Perimetral.
- Tenho orgulho de dizer que vi esta obra nascer. Tenho motivos de sobra para não deixar que ela morra. Há várias capitais no mundo que conservam seus elevados. Até porque o trânsito ficará caótico ali. Para que sacrificar a vida dos moradores?

domingo, 1 de julho de 2012

Paes entrega obras da primeira etapa do Porto Maravilha, no Rio

01/07/2012 - Folha.com
 
ISABELA MARINHO

O prefeito do Rio, Eduardo Paes (PMDB), entregou neste domingo (1º) a primeira etapa das obras do Porto Maravilha.

Ele aproveitou o último fim de semana permitido pela legislação eleitoral para comparecer a inauguração de obras públicas. No dia 5, as candidaturas serão oficializadas.

Paes comemora eleição do Rio e quer título de prefeito vitalício
Rio recebe título de Patrimônio Cultural da Humanidade
Leitor sugere que Arpoador tenha nome do escritor Millôr Fernandes

Com investimento de R$139 milhões, a Secretaria de Obras reurbanizou 24 vias nos bairros da Saúde e Gamboa e no Morro da Conceição. A prefeitura ficou responsável pela revitalização de 350 mil metros quadrados.

O objetivo é que parte restante dos 5 milhões de metros quadrados do entorno do porto sejam recuperados com recursos privados.

"As obras serão feitas sem mexer em um tostão das contribuições do carioca. A valorização do Porto Maravilha por si só chama os recursos privados. O Rio de Janeiro precisava disso depois de tantos anos de abandono", disse Paes.

Entre a recuperação, estão as obras do Cais do Valongo, na avenida Barão de Tefé. O local foi construído para receber a imperatriz Thereza Cristina de Bourbon, em 1843. Os Jardins do Valongo também foram restaurados.

Na ocasião, o prefeito aproveitou para mostrar o novo sistema de coleta seletiva com armazenamento subterrâneo. O lixo ficará em cubas, debaixo da terra, para evitar o mau cheiro. Segundo o prefeito, caminhões vão passar três vezes pro semana para efetuar a coleta.

A inauguração contou com uma apresentação do grupo musical e teatral Fanfarra Carioca. Os artistas contaram a história da região, relembraram as obras do prefeito Pereira Passos (governo de 1902 a 1906) e tocaram músicas enaltecendo a cidade.

O governador Sérgio Cabral (PMDB)) esteve presente e comemorou o título recebido pela cidade, de Patrimônio Cultural da Humanidade.

Aberta a 1ª galeria do Túnel da Saúde na Zona Portuária

26/06/2012 - Monitor Mercantil

Nesta segunda-feira, o prefeito Eduardo Paes acionou a detonação para abertura da primeira galeria do Túnel da Saúde, que faz parte da Binário do Porto, via que fará a distribuição do tráfego no entorno do Centro e entre os bairros da Zona Portuária.
- Aqui começamos a materializar o sonho que permitirá que o elevado da Perimetral possa ser demolido. A Via Binário permitirá um maior fluxo de veículos nessa região. Esse é um projeto que não custa nada para a Prefeitura. É fruto de uma parceria público-privada. Todos os recursos são provenientes da valorização imobiliária - disse o prefeito.
Em nove meses de obra, o Túnel da Saúde, que terá três faixas de rolamento de ida, três de volta e também servirá de passagem para o Veículo Leve sobre Trilhos (VLT), chegou a 20% das escavações. Com previsão de conclusão em junho de 2013, o túnel, de 70 metros, terá 3,5 Km de extensão e será paralela à Avenida Rodrigues Alves.
Com as obras realizadas pela Concessionária Porto Novo, a Via Binário do Porto terá capacidade de transportar 4.500 veículos por hora em horários de pico. Quando o novo sistema for concluído, este conjunto de ruas vai elevar a capacidade de tráfego de 7.600 para 10.500 veículos por hora em momentos de pico no trânsito. No conjunto, as vias Binário do Porto e Expressa (ampliação da Avenida Rodrigues Alves e construção de um túnel de 1.540 metros quadrados) vão elevar o número de faixas de rolamento de oito para 12, o que representa 50% de acréscimo em pistas.
Além do Túnel da Saúde, o Túnel do Binário (1.480 metros) também integra o complexo da Via Binário do Porto. Começa na Rua Primeiro de Março, passa sob o Morro de São Bento e a Praça Mauá até desembocar na Rua Antônio Laje, próximo ao Moinho Fluminense. Deste ponto, segue em nível pela antiga Via Trilhos.
Responsáveis pela conexão entre a Via Binário do Porto, Ponte Rio-Niterói e Linha Vermelha, as alças que farão a ligação da Via Binário do Porto ao Viaduto do Gasômetro estão em andamento desde o mês de abril. As intervenções - que ainda prevêem 17 quilômetros em ciclovias mais 30 quilômetros de VLT - têm papel fundamental na melhora do trânsito na área. Sua conclusão, no início de 2013, torna possível iniciar a demolição do Elevado da Perimetral em abril.

Unesco confirma o Rio como patrimônio da humanidade

01/07/2012  - Correio Braziliense

São Petersburgo - A Unesco incluiu neste domingo a cidade do Rio de Janeiro na lista de Patrimônio Mundial, durante sua reunião em São Petersburgo (Rússia), na categoria paisagem cultural urbana.

A decisão favorável à cidade maravilhosa foi adotada pelo comitê de patrimônio da organização, reunido na antiga capital imperial russa.

Os famosos símbolos de cartão postal da cidade, como o Pão de Açúcar, o Cristo Redentor, o calçadão de Copacabana ou deslumbrante vista da Baía de Guanabara, foram os argumentos apresentados pelo Brasil.

Durante a apresentação, o comitê técnico da candidatura do Rio na Unesco defendeu as "paisagens cariocas entre a montanha e o mar".

Na apresentação, o Rio de Janeiro foi mostrado como uma cidade onde a paisagem urbana se funde com uma natureza exuberante que dá origem a "uma cultura de rua", com grandes espaços abertos, parques públicos, jardins e orla que são parte da vida cotidiana dos cariocas.

Prefeitura inaugura mergulhão Cidade das Artes, na Barra

30/06/2012 - O Globo

Estrutura remodela o trânsito da região para implantação do BRT e custou R$ 1,5 bilhão

O MERGULHÃO Cidade das Artes, inaugurado neste sábado (30/06), tem 670m de extensão e 8m de largura e é parte da primeira fase do corredor expresso Barra-Aeroporto Internacional Marcos Tristão
RIO - O prefeito Eduardo Paes e o secretário municipal de obras, Alexandre Pinto, inauguraram neste sábado às 9h20m o Mergulhão Billy Blanco, que faz parte da primeira fase das obras de construção da Transcarioca, linha viária que ligará a Barra da Tijuca ao Aeroporto Internacional Tom Jobim.

Situado próximo à Cidade das Artes (antiga Cidade da Música), o novo mergulhão já se encontra aberto ao trânsito, permitindo que a pista do BRT passe por baixo do entroncamento das avenidas Ayrton Senna e das Américas, além de receber o trânsito de quem vem da pista lateral da Avenida das Américas, do BarraShopping, no sentido Recreio dos Bandeirantes ou praia.

A obra foi construída em 15 meses e tem 670m de extensão e 8m de largura. Na boca de entrada, a estrutura conta com duas pistas, com uma faixa em cada. Na boca de saída, há uma pista com duas faixas. O mergulhão situa-se a 600 m do Terminal Alvorada, e a 250m do Hospital Lourenço Jorge, onde futuramente será construída uma estação do BRT.

Cerca de 350 operários trabalharam na construção do mergulhão Cidade das Artes, cuja obra teve que enfrentar o desafio do solo arenoso, característica que levou as equipes de engenharia a optar pela tecnologia de paredes diafragma enrijecidas.

Já para construir a laje de fundo, foi preciso utilizar uma outra solução de engenharia denominada jet grouting, em que é injetada em alta pressão uma mistura de cimento e água no subsolo. Tal mistura, quando solidificada, funciona como um tampão. A técnica não deixa que a água do subsolo entre na estrutura e permite que se faça as escavações necessárias, bem como a execução da laje do piso do mergulhão.

Na obra foi escavado um total de 43.460 metros cúbicos de solo, o equivalente ao volume de 17 piscinas olímpicas. O projeto inteiro consumiu 22.868 metros cúbicos de concreto e 2.400 toneladas de aço.

Este é o segundo mergulhão inaugurado no traçado da Transcarioca. A secretaria municipal de obras já concluiu a construção do Mergulhão Clara Nunes, no Campinho, bem como a ampliação do antigo viaduto Negrão de Lima, em Madureira, que ganhou uma estrutura vizinha por onde futuramente passarão os ligeirões.

A prefeitura já está trabalhando também na construção de uma ponte estaiada na Avenida Ayrton Senna na Barra, e na duplicação do viaduto João XXIII, que liga as avenidas Brás e Pina e Lobo Júnior, na Penha. A segunda etapa do projeto começou com a construção de uma ponte estaiada sobre a Baía de Guanabara, ligando o Fundão à Ilha do Governador, apelidada carinhosamente pelos taxistas da cidade como perna da bailarina. As obras da Transcarioca contam com recursos de R$ 1,5 bilhão, com participação do Governo Federal e da Prefeitura.

Arco Metropolitano pode ser esticado em 15km

26/06/2012 - O Globo

Um pacote de obras rodoviárias e ferroviárias voltadas para impulsionar a economia fluminense está sendo negociado com a União. O principal ponto prevê a ampliação do que já é uma das maiores obras em andamento no estado, o Arco Metropolitano, estimado em mais de R$ 1 bilhão. Em vez de terminar em Manilha, Itaboraí, a autoestrada ganharia um novo trecho de 15 quilômetros até Venda das Pedras, na junção com a RJ-114, fechando assim um trajeto até Maricá. Uma espichada que deverá custar R$ 600 milhões.

Todas as obras negociadas representam um investimento de cerca de R$ 4 bilhões no Rio. O ministro dos Transportes, Paulo Sérgio Passos, que esteve semana passada no Rio, disse ter achado interessante o pleito.

— Há uma consideração do estado para que se ajuste o traçado. Nós estamos estudando. Trata-se de uma região muito adensada de fato. O governo estadual quer que o Arco vá até Venda das Pedras. A preocupação é conectá-lo à rodovia (RJ-114) que desce para Maricá — disse o ministro Paulo Sérgio Passos, que esteve com o secretário estadual de Transportes, Júlio Lopes.

Duplicação da Rio-Santos até Mangaratiba

O projeto é ainda uma reivindicação do prefeito de Maricá, Washington Quaquá (PT), preocupado com o impacto no trânsito. Para ele, com a integração à RJ-114, o Arco não agravaria os engarrafamentos em Manilha, Maricá, São Gonçalo e Itaboraí.

A obra do Arco Metropolitano, iniciada em 2008, tinha orçamento de pouco mais de meio milhão. Mas uma série de questões técnicas e imprevistos — foram achados mais de 20 sítios arqueológicos — engordaram os custos. E atrasaram o projeto. Previsto inicialmente para 2010, o Arco só será concluído em 2014.

Na reunião na Secretaria estadual de Transportes, o ministro discutiu outras obras. Como a União prepara mais investimentos de cerca de R$ 15 bilhões no PAC da Mobilidade, o Rio começa a se movimentar para garantir uma fatia deste bolo. Uma outra aposta é a duplicação da BR-101 (Rio-Santos) — já em andamento entre Santa Cruz e Itacuruçá — também no trecho até Mangaratiba. Com a nova proposta, que prevê a duplicação dos túneis já existentes, a obra sairia por R$ 1,5 bilhão, R$ 5,5 bilhões a menos do que o projeto original do Dnit (Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes). Por questões topográficas e ambientais, a partir de Mangaratiba, onde estão as usinas de Angra 1 e 2, seriam feitos ajustes para aumentar a capacidade da rodovia, sem intervenções radicais.

— A BR-101 tem uma importância fundamental. A gente vai avançar duplicando, mas, depois de Mangaratiba, seria feita uma adequação de capacidade. Precisamos levar em conta a acessibilidade, a questão ambiental. A região é delicada, tem muitas encostas. Mas é possível fazer melhorias que possam dar maior operacionalidade à rodovia — observou Paulo Sérgio Passos.

Na mesma região, a antiga reivindicação de pavimentar nove quilômetros da BR-494, que criaria uma alternativa de rota de fuga em caso de acidente nas usinas, também está no pacote.

Só ferrovia até Porto do Açu custaria R$ 2,2 bilhões

Por último, também foi discutido o projeto de um ramal ferroviário, ligando o Porto do Rio ao Porto do Açu, de Eike Batista. A ideia é buscar parceiros na inciativa privada, além do próprio grupo EBX. Um deles pode ser a Vale. O ministro estima que, dentro de três meses, a modelagem do projeto estará pronta:

— Ainda não cogitamos compensações tributárias, mas uma das hipóteses seria permitir que concessionárias ferroviárias, que assinaram termos de ajustes de conduta, pudessem reverter para o projeto recursos que devem destinar à União.

O secretário estadual de Transportes, Júlio Lopes, acredita num acordo com a União, em especial porque alguns envolvem uma região importante.

— A região econômica do petróleo, por exemplo, precisa de um equacionamento logístico, rodoviário e ferroviário de longo prazo — observou Lopes.

Se a costura for bem feita, a ferrovia, orçada em R$ 2,2 bilhões, poderá ser inaugurada em 2015. A melhoria dos acessos rodoviários até o Porto do Açu também está na pauta. 

Novo parque será ampliado

24/06/2012 - Extra

Área de lazer de Madureira inaugurada ontem vai ser estendida até a Av. Brasil

Inaugurado com festa ontem, o Parque de Madureira, na Zona Norte, deverá ser ampliado. A prefeitura já trabalha no detalhamento da expansão da área que, com 93 mil metros quadrados e 1,5 quilômetro de extensão, incorporará uma faixa territorial de 3,5 quilômetros, passando a somar 450 mil metros quadrados. O terreno hoje abriga linhas de transmissão da Light, passando por Bento Ribeiro, Oswaldo Cruz, Marechal Hermes, Deodoro e Guadalupe, até a Avenida Brasil. Segundo o prefeito Eduardo Paes, que foi confirmado ontem candidato à reeleição numa chapa do PMDB e do PT, a ampliação custará R$ 200 milhões.
A inauguração aconteceu na presença do secretário-geral das Nações Unidas, Sha Zukang, e do governador Sérgio Cabral.
- É o grande legado que queremos deixar da Rio+20. Madureira tem a menor cobertura vegetal da cidade - disse Paes.
Oficialmente aberto, o Parque de Madureira Rio+ 20 não contava ontem com instalações básicas. Havia buracos na divisória entre o parque e a linha de trem. Os banheiros inacabados e fechados foram substituídos por 30 sanitários químicos.
- É muito bonito, mas não tem banheiro para lavar as mãos nem água no bebedouro - disse Kátia Cristina dos Santos, que estava com o filho Maycon, de 8 anos.
A Secretaria municipal de Obras informou que houve problema no abastecimento de água.

Trem, metrô e ônibus para as 2 mil famílias

25/06/2012 - Extra, Wilson Mendes

Conjunto habitacional Bairro Carioca, em Triagem, terá 112 prédios e vai receber pelo menos nove mil moradores, que contarão com uma diversificada oferta de transporte de massa na porta de casa

Quando a dona de casa Luiza Leda, hoje com 50 anos, foi removida de um terreno da Light invadido, na Favela de Manguinhos, ela e a família ganharam um teto novo. E só.
- Levaram a gente para o Nova Sepetiba. Não tinha asfalto nem ponto de ônibus perto. Poucos postes na rua tinham lâmpada. Isso foi há 12 anos e muito foi feito desde então. Mas, ainda hoje, a vida é difícil para quem precisa trabalhar fora daqui - revela a dona de casa.
Muitos vizinhos de Luiza, depois da primeira semana, nunca mais voltaram. Quem ficou se viu obrigado a sair de casa às 3h para chegar ao trabalho a tempo. Tudo por conta da rede precária de transporte de massa.
Mais de uma década se passou e, às vésperas da inauguração do novo conjunto habitacional Bairro Carioca, em Triagem, a história promete ser diferente.
Enquanto quem vive em Sepetiba demora hoje mais de duas horas para chegar ao Centro, os moradores de Triagem levarão 20 minutos. O conjunto, no entanto, vai exigir mais dos sistemas viários. Se todos forem usuários do metrô, o fluxo de pessoas duplicará na estação.
- Não há como pensar em habitação popular sem a oferta de transporte de massa. E não é tudo: é preciso ter escola, posto de saúde e lugar para a polícia, no mínimo - avalia o urbanista e historiador Nireu Cavalcanti.
A prefeitura garante que a nova geração de conjuntos habitacionais contará com todo esse aparato. O primeiro deles, o Bairro Carioca, será inaugurado no próximo sábado, conforme o EXTRA anunciou ontem, no primeiro dia da série "Quase uma cidade". Os 112 prédios abrigarão mais de duas mil famílias que perderam suas casas nas chuvas de abril de 2010 e moradores de áreas de risco dos morros Chupa-Cabra e do Turano.
- Temos ali a Linha 2 do metrô, ramais da SuperVia e uma série de linhas de ônibus. Estamos construindo também creche, escola, Clínica da Família e um complexo esportivo - enumera o secretário municipal de Habitação, Jorge Bittar. - É um marco na política habitacional da cidade do Rio de Janeiro, um modelo para os novos conjuntos que estão sendo planejados.
Localização privilegiada é pré-requisito
A nova geração de conjuntos habitacionais da prefeitura será edificada em áreas semelhantes a de Triagem. A preocupação é que sejam locais de fácil acesso e, principalmente, servidos por transporte de alta capacidade, como trem, metrô e, agora, os Ligeirões, que já circulam pela Zona Oeste.
Estão previstos conjuntos em Costa Barros, Centro, Jacaré, Barros Filho e na região de Jacarepaguá.
- Sempre com localização privilegiada, com transporte na porta, além de outros equipamentos públicos. Em Triagem, temos até vista para o Cristo Redentor - garante o secretário Jorge Bittar.
O conceito aplicado na nova geração de habitação popular, no entanto, é antigo. Já foi tentado em outras oportunidades, algumas vezes com sucesso, outras, não.
- A proposta sempre foi essa. É claro que uma área com serviços comerciais e opções de transporte ajuda. Foi pensado assim no Pedregulho (em São Cristóvão). Mas quando olhamos para a Vila do João, que também está dentro da malha urbana, vemos que isso não é tudo e que a favelização pode ocorrer em prédios - exemplifica o urbanista Nireu Cavalcanti.
Além de uma rede de transportes de massa eficiente, seria preciso o acompanhamento de assistentes sociais e arquitetos, orientando os moradores.
- Se nos prédios da Zona Sul as pessoas fazem puxadinho, o que falar para uma família grande que mora em um conjunto? - finalizou.
Uma política centenária
A construção de conjuntos habitacionais no Rio completa, em 2012, 101 anos. Apesar do longo tempo, a política habitacional, descontinuada, vive de altos e baixos. Tudo o que o Bairro Carioca não quer é repetir os erros do passado. Os conjuntos de Sepetiba cometeram as mesmas falhas que haviam sido denunciadas na década de 60, na Cidade de Deus: a remoção de pessoas para áreas distantes sem infraestrutura básica e transporte.
Os moradores mais antigos ainda se lembram da caminhada de uma hora até o ponto de ônibus mais próximo e das ruas sem iluminação para as pessoas que saíam de madrugada para chegar a tempo ao trabalho.
Em Nova Sepetiba, muitos moradores chegaram no ano 2000, como a dona de casa Luiza Leda. Os problemas de 40 anos antes nunca foram tão atuais, como a carência de transporte que levou boa parte a optar entre a casa segura e o emprego.
E pensar que, há cem anos, o presidente Marechal Hermes instalou o primeiro conjunto habitacional, com 170 casas, às margens da estrada de ferro, no bairro que, hoje, leva seu nome.

Um novo lar para mais de duas mil famílias

24/06/2012 - Extra, Wilson Mendes

Conjunto Bairro Carioca receberá moradores de área de risco e desabrigados

Imagine que todos os moradores dos bairros Paquetá, Ribeira e Saúde sejam transferidos para um único condomínio. Ele teria 2.240 apartamentos, divididos em 112 prédios, ocupando uma área de 122 mil metros quadrados, o equivalente a 20 campos de futebol. Esse é o conjunto habitacional Bairro Carioca, que está sendo construído em Triagem, na Zona Norte, e que começa a receber moradores no próximo dia 30. Serão nove mil pessoas, todos desabrigados ou moradores de áreas de risco.
Tão grande quanto o em¬preendimento é a missão que ele tem: ser modelo para uma nova política habitacional para o Rio. De acordo com os novos moldes propostos pelo projeto, a proximidade com os meios de transportes públicos de massa é fundamental. Além das dez linhas de ônibus das ruas próximas, o conjunto fica a poucos metros das estações de trem e metrô.
- Isto pode ser a diferença entre o sucesso e o fracasso(do empreendimento). Não adianta construir casas em localidades distantes para quem trabalha no Centro. Esse é um conjunto que pensa nisso, é o início de uma nova forma de olhar a habitação popular - garante Jorge Bittar, secretário municipal de Habitação.
A presença de equipamentos esportivos, culturais e educacionais é outra característica inovadora e será repe¬tida em novos projetos. Praças, escolas, ginásios, tudo estará disponível aos novos e aos antigos moradores de Triagem. O acesso da comunidade será facilitado quando as ruas do condomínio estiverem livres para a circulação, integrando a malha viária local.
- O condomínio aberto evitará que sejam criados guetos e a isolação das pessoas do restante do bairro - finalizou Bittar.
Conjuntos semelhantes serão construídos, ainda, no Centro, Zona Norte (Jacaré, Barros Filho e Costa Barros) e Zona Oeste (Jacarepaguá).
No Bairro Carioca, os moradores ainda receberão geladeira, fogão, sofá, cama de casal, beliche e colchões. De acordo com o cronograma, todas as unidades estarão ocupadas em novembro.