quinta-feira, 30 de agosto de 2012

Parque Madureira: de Billy Paul a réveillon à moda de Copacabana

29/08/2012 - O Globo, Luiz Ernesto Magalhães

Espaço recebe cantor americano neste domingo em evento com entrada franca, que ainda tem baile charme

Demorou, mas, finalmente, Madureira abalou. A inauguração do Parque Madureira no fim da Conferência Mundial de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável (Rio + 20), em junho, abriu caminho para o bairro conhecido como berço de tradicionais escolas de samba (Império Serrano e Portela) começar a receber novas atrações. Neste domingo, como antecipou Ancelmo Gois em sua coluna no GLOBO, o cantor americano Billy Paul abre a lista de atrações internacionais do espaço. E, em dezembro, Madureira terá a sua primeira festa oficial de réveillon, também no parque.
- O Parque Madureira é um símbolo de revitalização de uma área da cidade. O bairro merece - disse o presidente da Riotur, Pedro Guimarães.
Billy Paul se apresentará às 19h30m, com entrada franca. A festa, no entanto, começará mais cedo, com um baile charme comandado pelos DJs Fernandinho, Michel, Guto e Corello.
Já a programação musical do réveillon ainda não está definida. Em ambos os casos, os shows serão no palco Paulo da Portela, na Praça do Samba. Para a virada do ano, a prefeitura buscará parceiros privados interessados em financiar a festa, a exemplo do que ocorre com a tradicional queima de fogos da Praia de Copacabana. Mas, se não houver interessados, o município já decidiu que arcará sozinha com a festa.
- O que ainda será avaliado com o Corpo de Bombeiros é se há condições técnicas de promover uma queima de fogos com segurança na área. Existem limitações no parque: a proximidade do público e a existência de torres de alta tensão - acrescentou o presidente da Riotur.
Com o Parque Madureira, o Rio terá dez pontos oficiais para a celebração da chegada do ano novo. Em Copacabana, os interessados em patrocinar a festa deverão apresentar projetos que tenham como tema o título que a cidade conquistou este ano, o de Patrimônio Cultural da Humanidade, conferido pela Unesco. As propostas deverão ser entregues até o dia 25 de setembro.
- Copacabana é um dos cartões postais da cidade que garantiram o título de Patrimônio da Humanidade para o Rio. Nada mais natural que o título seja o tema - disse Pedro Guimarães.
O caderno de encargos para o réveillon de Copacabana prevê requisitos mínimos para a organização da festa. Deverão ser montados pelo menos quatro palcos (um principal e três satélites) e oito balsas para os fogos de artifício. Para animar a festa deverá ser contratado um mestre de cerimônias. O palco principal deverá ter o formato de concha ou similar e medir pelo menos 80 metros quadrados. Caso deseje, o patrocinador poderá usar a estrutura para realizar shows de pré-réveillon.
Além de Copacabana, a prefeitura promoverá eventos em outros oito pontos da cidade. A queima de fogos no alto da Igreja da Penha está mantida. Também estão previstos shows, com ou sem patrocinadores, nos seguintes pontos: Praia do Flamengo, Barra da Tijuca, Piscinão de Ramos, Praia da Bica (Ilha do Governador), Praia da Brisa (Pedra de Guaratiba), Praia da Moreninha (Paquetá) e na praça do conjunto habitacional IAPI na Penha.
Segundo o presidente da Riotur, não há planos de promover shows nas praias de Ipanema ou Leblon, a menos que surjam patrocinadores. Na Lagoa Rodrigo de Freitas, pode haver queima de fogos, mas por iniciativa de particulares.

Tempos de glória para o bairro da Glória

26/08/2012 - O Globo

Obras fazem preços de imóveis usados subir 200% em quatro anos

Operários trabalham na obra do futuro Gloria Palace, que terá 346 quartos e, na cobertura, piscina com fundo de vidro Ana Branco / Agência O Globo
RIO Membro do Conselho Comunitário da Glória, Roberto William Walter que mora no bairro desde 1984 e nas redondezas desde 1940 garante nunca ter visto tantas edificações serem reformadas e restauradas no lugar. São obras e mais obras, que prometem modernizar e criar uma nova Glória, que, em maio, ganhou também uma Unidade de Ordem Pública (UOP) e teve o Morro Santo Amaro ocupado por homens da Força Nacional. As âncoras desse processo são o tradicional Hotel Glória, o prédio onde funcionou a antiga TV Manchete, a Villa Aymoré e um conjunto de três edifícios residenciais na esquina das ruas da Glória e Conde de Lages, que se transformará no Centro Empresarial Ernesto Fontes.

Tamanha ebulição já está se refletindo no mercado imobiliário. Vice-presidente do Sindicato da Habitação do Rio (Secovi Rio), Leonardo Schneider contabiliza, nos últimos quatro anos, um aumento médio de 200% no valor do metro quadrado de venda de imóveis usados na Glória, mais do que os 150% da cidade como um todo. No mesmo período, o preço dos aluguéis cresceu 130% no bairro, 30 pontos percentuais acima da média do município.

Esta região tinha ficado esquecida. Agora, está se renovando e atraindo sedes de escritórios de empresas analisa Schneider.

Roberto William Walter vai além:

A tendência do Centro é se expandir. E a Glória já virou Centro da cidade.

Na construção do que será o Gloria Palace Hotel estão sendo investidos R$ 300 milhões e trabalham atualmente 250 pessoas. Mas o número de funcionários saltará para 600 no pico da obra. Aberto em 1922, o antigo Hotel Glória foi comprado em 2008 pelo Grupo EBX, do empresário Eike Batista. O primeiro projeto, licenciado em janeiro de 2010 a torre histórica seria hotel e a executiva teria escritórios , foi modificado. Em janeiro deste ano, saiu a nova licença: os dois prédios serão hotel.

Segundo Marco Adnet, diretor da REX, braço imobiliário do Grupo EBX, o novo hotel com 64 mil metros quadrados de área construída e 346 unidades hoteleiras deve começar a operar no primeiro semestre de 2014. Os menores quartos terão 40 metros quadrados e as cinco suítes executivas, 85 metros quadrados. Cada uma das duas suítes presidenciais terá 300 metros quadrados. A piscina ficará na cobertura, com vista para a Baía da Guanabara, do Pão de Açúcar, do Aterro do Flamengo e da Marina da Glória. Como terá fundo de vidro transparente, poderá ser vista do lobby. O hotel terá ainda centro de convenções, salas de reunião, spa, lojas de grife e restaurantes.

O Gloria Palace estará entre os dez hotéis mais cobiçados do mundo para turismo de luxo e de negócios assegura Adnet.

Para a vizinhança do hotel, o grupo EBX também tem planos. Em 45 dias, espera concluir o projeto do Corredor Cultural da Glória, que pretende transformar o morro da Igreja Nossa Senhora da Glória do Outeiro numa espécie de Montmartre carioca. A ideia é recuperar a escadaria de acesso (hoje fechada) e o plano inclinado do Outeiro da Glória. No caminho, ficariam artistas plásticos, floristas e músicos, que dariam o tom francês à ladeira. A proposta inclui a adoção das praças Juarez Távora e Luís de Camões. Depois de apresentado a acionistas e parceiros do grupo, o projeto precisa ser aprovado pela prefeitura e Igreja.

Outra vizinha, desde 2009 sob concessão da EBX, a Marina da Glória teve o projeto conceitual de reforma aprovado pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan). O projeto que Adnet chama de legal foi entregue à Superintendência Regional do instituto. Agora, o próximo passo é seu encaminhamento a Brasília, para ser analisado pela Câmara Técnica de Patrimônio do Iphan.

Presidente da Associação dos Dirigentes do Mercado Imobiliário, José Conde Caldas vislumbra um futuro promissor também para o mercado de imóveis novos na Glória, que se irradia pelo Catete. Como um empreendimento no terreno remanescente do metrô que a construtora Concal adquiriu na Rua do Catete, onde funcionava um posto do Detran. Será um residence service, com 98 apartamentos de sala e dois quartos e 16 lojas no térreo.

O prédio ainda não foi lançado e já há interessados em comprar quatro lojas à vista. Cada uma será vendida por R$ 2,25 milhões ou R$ 20 mil o metro quadrado. Os apartamentos custarão R$ 700 mil, R$ 12 mil o metro quadrado diz Caldas.

Revitalização do Porto inclui derrubada do Elevado da Perimetral

26/08/2012 - O Globo

Área terá 70 km de vias reurbanizadas e ganhará, além de dois túneis e ciclovia, o Museu do Amanhã

A chegada do Museu de Arte do Rio à Zona Portuária é apenas mais um dos projetos para a revitalização da área. Uma parceria público-privada assinada entre a prefeitura e o consórcio Porto Novo garante investimentos de R$ 8 bilhões em obras e serviços na área do Porto nos próximos 15 anos.
Os recursos serão usados na abertura de 11 quilômetros de vias públicas; na conclusão de 40% da estrutura do Museu do Amanhã, no Píer Mauá; e na abertura do Túnel da Saúde e do Túnel Ferroviário, que passará embaixo do Morro da Providência e será usado pelo sistema de veículo leve sobre trilhos (VLT) a ser implantado na região.
A área terá ainda 70km de vias reurbanizadas e ganhará 700km de redes de infraestrutura urbana (água, esgoto e drenagem), além de 17km de ciclovias. Serão plantadas 1.500 árvores e construídas três estações de esgoto.. A estimativa da prefeitura é que a população da região passe de 22 mil para cem mil habitantes em dez anos. Um conjunto de sete prédios para abrigar as vilas de mídia e de árbitros das Olimpíadas do Rio, em 2016, começará a ser erguido ano que vem.
Um dos pontos mais polêmicos da nova cara que será dada à região é a derrubada do Elevado da Perimetral. que será substituído pelas vias Binário do Porto e Expressa. Segundo a prefeitura, a mudança vai melhorar o tráfego na região.

'Orla' de Madureira faz preço de imóvel disparar

28/08/2012 - O Dia, Christina Nascimento e Francisco Edson Alves

Apartamentos do entorno do parque valorizaram até 122% desde a inauguração

A extensa área verde do Parque de Madureira já inflacionou a cotação imobiliária. Os preços de apartamentos no entorno da "orla da Zona Norte" aumentaram até 122% desde a inauguração do espaço, no dia 23 de junho.
Em média, o metro quadrado residencial saltou de R$ 2 mil para R$ 4 mil. Se o imóvel for comercial, a mesma metragem chega a valer R$ 6 mil.
Há três meses, custava R$ 3,5 mil. A aposta é que esse valor suba mais, estendendo-se por novos endereços, já que a prefeitura anunciou a ampliação do parque.
A artesã Rosângela Medina Amaral, 53 anos, está vendendo seu apartamento de dois quartos no oitavo andar do Edifício Mar Egeu por R$ 200 mil, mais que o dobro do que custava há pouco mais de 12 meses, quando não passava de R$ 90 mil.
"E ainda acho que está barato, pois o prédio fica entre o Shopping Madureira e o parque", argumenta a proprietária. Ela pretende, com o dinheiro da negociação, comprar uma casa no mesmo bairro: "Aqui está cada vez mais valorizado, não quero sair de jeito nenhum".
Diretor da imobiliária Brasil Brokers, Ariovaldo Filho explica que o fenômeno em Madureira deve continuar por mais algum tempo e favorecer bairros vizinhos.
"É natural que esse fluxo de valorização atinja outras áreas. Madureira há tempos não tinha atrativos. A dificuldade para as construtoras é que o bairro não tem terrenos grandes para fazer empreendimentos maiores. Talvez isso limite um pouco o crescimento", diz.
Engenheiro avaliador da Bolsa de Imóveis do Rio de Janeiro, Eduardo Pompéia afirma que estudo aponta como um dos motivos para a valorização na região do parque é o número de guardas municipais, cerca de 210.
Ele destaca que a grande quantidade de moradores de rua e de usuários de drogas na região ainda impedem um desenvolvimento imobiliário ainda mais expressivo.
Aluguel nas alturas
No embalo do boom imobiliário, nos arredores do Parque de Madureira, a cada dia aparecem mais placas de 'vende-se' e 'aluga-se' nas fachadas.
O representante aposentado de vendas Wilson Alves, 56, está negociando seu apartamento de três quartos, sala, cozinha e área, no terceiro andar de um prédio da Rua Conselheiro Galvão, ao lado do parque, por R$ 150 mil. Há um ano, teria custado R$ 90 mil.
"Das janelas, agora, pode-se avistar boa parte do belo parque. Antigamente, era só matagal", justifica Wilson Alves.
No Edifício Mar Egeu, o aluguel de um apartamento, que custava R$ 400 há pouco mais de um
ano, pulou para R$ 1 mil, e o condomínio, de R$ 230 para R$ 280.
"Pela localização, estou disposto a pagar até R$ 1,2 mil de aluguel, mas os 90 apartamentos estão todos ocupados", lamenta o contador Josiel Pereira Lima, 49 anos.
A prefeitura ainda não estabeleceu data, mas o parque será ampliado até a Avenida Brasil. A expectativa é favorecer o acesso ao visitante que vai de ônibus com a inauguração do BRT Transbrasil, que se estenderá por toda a via expressa.
Corredor BRT deve aquecer mercado
Um dos motivos para o setor imobiliário apostar no aquecimento prolongado na região de Madureira é a futura implantação do corredor rápido de ônibus BRT Transcarioca, que vai ligar a Barra da Tijuca ao Aeroporto Internacional Tom Jobim.
"A Zona Norte foi descoberta como uma boa alternativa para o ramo de compra e venda de imóveis. E, em Madureira, a gente já percebe que os apartamentos dobraram de preço. Isso deve receber ou valorizar ainda mais com o Transcarioca", disse o presidente da Patrimóvel, Rubem Vasconcelos.
A mesma opinião tem o diretor da Renascença Administradora, Alexandre Parente, que prevê valorização ainda maior. "Quando o Transcarioca ficar pronto, a tendência é que o setor fique ainda mais aquecido".
O Parque de Madureira foi construído sobre um antigo terreno baldio da Light. Ao todo, são 103 mil metros quadrados de novas áreas verdes e de lazer, além de praças de alimentação, quadras poliesportivas, campos de futebol e pistas para caminhadas.

O 1º cinco estrelas do Centro

28/08/2012 - O Globo

Le Paris ressurge de antigo 'bas-fond'
O Hotel Paris que turistas estrangeiros e brasileiros irão conhecer até a Copa do Mundo herdará do antigo estabelecimento de "má fama", que fica na Praça Tiradentes, somente o endereço e a fachada. Um projeto que a Secretaria municipal de Urbanismo acaba de aprovar - conforme revelou a coluna Gente Boa do GLOBO no domingo - transformará o local, que já foi um ponto barato de prostituição, no primeiro hotel cinco estrelas do Centro da cidade. Um investimento de R$ 10 milhões, que inclui a compra do imóvel e as obras de restauração e modernização, fará com que a velha construção neoclássica de 1902, decadente após anos de abandono, ressurja em toda a sua beleza após um retrofit.
Os novos proprietários são os irmãos François-Xavier Dussol e Jacques Dussol - proprietários dos hotéis La Suíte, na Joatinga, e La Maison, na Gávea, da rede By Dussol. Eles contrataram a arquiteta Lígia Munhoz e já comemoram a aprovação:
- Nós amamos o Centro da cidade e há anos procuramos um lugar para abrir um hotel que tivesse as mesmas características, pequeno e charmoso. Quando vimos o imóvel, nos apaixonamos. Vamos preservar a fachada, mas, por dentro, deixar a construção no osso e refazer tudo - contou François-Xavier.
Segundo ele, até mesmo o nome do estabelecimento sofrerá mudanças:
- Será Le Paris, combinando La Suíte com La Maison.
Hotel terá 21 suítes
De acordo com o projeto aprovado pela prefeitura, o Le Paris terá 21 suítes, de 16 a 30 metros quadrados. No lugar da loja de colchões no andar térreo do prédio ficará o lobby do hotel e um restaurante. Na cobertura haverá uma piscina e um sky lounge, como um clube:
- Quem não for hóspede terá que ser sócio do clube para ter acesso ao sky lounge - diz François-Xavier.
A bagatela de R$ 15 por 30 minutos de uso (da época em que o hotel alugava quartos para prostituição) sofrerá um reajuste de preço à altura do empreendimento estrelado: as diárias ficarão entre R$ 690 e R$ 2.300 (na suíte Paris). Mas, em homenagem à história da região, o Le Paris terá uma suíte rotativa, que já ganhou até nome: Delícia.
- Nós temos um nome em francês para definir o nome, "coquin" (que remete a travessura) - brincou o proprietário do futuro Le Paris.

Rio vai ganhar mais 18,2 km de ciclovias até o final do ano

28/08/2012 - Mobilize

Até o final do ano, a Prefeitura do Rio de Janeiro deverá concluir o projeto do Anel Cicloviário da Ilha do Governador, desenvolvido através de uma parceria entre a Secretaria de Meio Ambiente (SMAC) e a CET-Rio com representantes da sociedade civil (Associação dos ciclistas da Ilha do Governador e Transporte Ativo). As intervenções contam com ciclovias, ciclofaixas, faixas compartilhadas, melhorias nos cruzamentos, implantação de bicicletários e equipamentos de apoio ao ciclista em 14 bairros da localidade.
 
A área total de projeto é de 18,2 Km com um custo de R$ 1.154.452,29. As obras começaram em julho e integram o conjunto de ciclovias definidas como METAS do Programa Estratégico da Prefeitura “Rio, Capital da Bicicleta”, que visa a fomentar o uso da bicicleta como modal de transporte para médias e curtas distâncias e alimentar o sistema de transporte de massa.

Atualmente o Rio de Janeiro é líder no Brasil em quilômetros de ciclovias construídas e a vice-lider na América do Sul. A Cidade já conta hoje com 282 km de malha cicloviária em operação. Até 2016, a previsão é chegar a 450 km de ciclovias construídas, além do incentivo à instalação de bicicletários, pontos de aluguel de bicicletas e equipamentos de apoio, e da conservação das vias já existentes, de maneira a permitir a integração desse modal aos transportes públicos.

Diversas ações já estão sendo executadas para estruturar a integração, orientar e incentivar essa cultura do uso da bicicleta como modal de transporte urbano na vida do carioca. Uma delas é o Fórum Internacional da Mobilidade por Bicicleta – biciRio, que acontece em sua segunda edição este ano,  promovido pela Secretaria Municipal de Meio Ambiente do Rio de Janeiro, dentro das ações da Semana Nacional de Trânsito.

Este ano o tema central do biciRio, patrocinado pelo Banco ITAU e Fetranspor, será “A integração da bicicleta aos sistemas de transportes públicos”, com a apresentação de modelos já implantados em outras cidades do Brasil e do exterior. O objetivo é contribuir com a melhoria da mobilidade urbana e a redução dos gases de efeito estufa, reforçando a cultura do uso da bicicleta como meio de transporte, promovendo a troca de informações entre cidades com diferentes níveis de experiências na implantação de sistemas cicloviários. Já confirmaram presença os representantes do México, São Paulo e de outras cidades, alem da ONU Habitat.
 
A programação do fórum será aberta com um passeio ciclístico pela orla da Zona Sul do Rio, no dia 23 de setembro, domingo, e é totalmente gratuita. O evento prossegue nos dias 24 e 25 com visitas técnicas ao Centro de Operações do Projeto Laranjinhas (Sistema de aluguel de bicicletas do Rio de Janeiro) e a um trecho do Sistema BRT da Barra da Tijuca, gerenciado pela Fetranspor, no dia 24. No dia 25, está programada uma agenda de debates técnicos, no Centro Empresarial Rio.

Rua da Carioca à venda

29/08/2012 - O Globo, Gente Boa

Lojistas da Rua da Carioca foram notificados pela Venerável Ordem Terceira de São Francisco da Penitência de que os 42 sobrados que ficam no lado esquerdo da Rua da Carioca, junto ao morro, estão à venda. A Ordem dá preferência aos atuais inquilinos. O problema é que as casas não serão vendidas separadamente, mas no lote todo - e ele está avaliado em R$ 54 milhões. 

Prefeito do Rio confirma início da demolição da Perimetral para abril de 2013

29/08/2012 - Transporte e Idéias

A demolição do Elevado da Perimetral terá início em abril de 2013, de acordo com o prefeito do Rio de Janeiro, Eduardo Paes. Ao confirmar a data, Paes informou que a demolição só vai começar após a entrega da primeira etapa das obras da construção de uma via alternativa. As informações são do jornal “O Globo”.
A chamada Avenida Binário está no processo de construção e será utilizada para desviar o trânsito local em direção ao Centro. Paes admitiu que há a possibilidade de que hajam engarrafamentos com o início da demolição. Entretanto, o prefeito crê que os congestionamentos serão menores que os que aconteceram no início das obras do projeto Porto Maravilha.
“Tudo está sendo feito de maneira a ter alternativa para os motoristas. No início, foi mais complicado porque tínhamos muitas ruas importantes fechadas como as avenidas Barão de Teffé e Venezuela onde as obras já terminaram”, disse o prefeito.

Venda em bloco de casarios históricos da Rua da Carioca pode despejar lojas centenárias

30/08/2012 - O Globo

Lojistas inquilinos de imóveis tradicionais como Bar Luiz e A Guitarra de Prata temem ser despejados

O tradicional comércio da Rua da Carioca pode perder 19 de suas lojas Domingos Peixoto / O Globo

RIO - A Rua da Carioca, um dos mais tradicionais endereços do comércio de rua do Rio, com estabelecimentos centenários como Bar Luiz, Vesuvio e A Guitarra de Prata, teve parte de seu casario histórico posto à venda. Há pouco mais de um mês, comerciantes de 19 imóveis da rua começaram a ser informados da venda pela Venerável Ordem Terceira de São Francisco da Penitência, proprietária das lojas, dentro de um lote de 42 edificações em 13 ruas do Centro e da Zona Sul, como noticiou a coluna Gente Boa, do GLOBO. Avaliados em R$ 54,85 milhões, os imóveis deverão ser vendidos em bloco. Segundo documento ao qual O GLOBO teve acesso, a instituição religiosa estaria se desfazendo de parte de seu patrimônio devido a dívidas bancárias, fiscais e previdenciárias.

As notificações sobre a venda começaram a ser entregues no início de julho, dando prazo até 18 de agosto passado para que lojistas interessados na compra se apresentassem. Segundo comerciantes, contudo, a venda em bloco inviabilizaria a compra, devido ao alto valor pedido. Dizendo-se de mãos atadas, eles temem eventuais despejos ou mudanças nos contratos de locação.

O presidente da Sociedade Amigos da Rua da Carioca e Adjacências (Sarca), Roberto Cury, diz que os lojistas se reuniram para discutir o assunto. Mas eles não teriam como arcar com a aquisição em bloco:

São muitos imóveis, em muitas ruas. Na Carioca, vão vender do número 11 ao 53, com exceção do Cine Íris e do Shopping Matriz, que já foram vendidos. As notificações davam 30 dias, como prevê a Lei do Inquilinato. Mas não houve como exercer essa preferência de compra. Os lojistas estão desesperados.

Outro receio é da perda da tradição das lojas, caso os imóveis sejam comprados por um único empresário que queira mudar o destino dos estabelecimentos. O casario da Rua da Carioca é tombado pelo Instituto Estadual do Patrimônio Cultural (Inepac) desde 1983, e o conjunto arquitetônico é protegido por legislação municipal do Corredor Cultural.

Com 125 anos, o Bar Luiz ocupa um dos imóveis da lista. Fundado em 1887 na Rua da Assembleia, o bar se mudou para a Carioca em 1926. Foi um dos primeiros a servir cerveja e chope no Rio. A possibilidade de ter que sair do local preocupa frequentadores e funcionários.

O bar chamava-se Braço de Ferro porque, no início, a cerveja era disputada no braço. Os bares só vendiam vinho diz o garçom João Natal, um dos mais antigos do Bar Luiz.

Vizinho de parede do bar e também na iminência da venda, a loja de instrumentos musicais A Guitarra de Prata já atendeu clientes famosos como Pixinguinha, Dorival Caymmi, Nelson Gonçalves e Paulinho da Viola. Na loja, há 125 anos no mesmo endereço, o compasso é de espera.

Nosso contrato vence em dois anos. Mas há muita falta de informação. É uma insegurança grande e uma pena diz o gerente, Afrânio Capitine.

O GLOBO procurou a Ordem Terceira, mas não obteve retorno. No texto das notificações, a instituição afirma que a alienação em bloco de imóveis é imprescindível à instituição, diante da urgente necessidade de quitar parte de seu passivo fiscal, tributário, previdenciário e bancário, e à continuidade das atividades do Hospital Venerável Ordem Terceira de São Francisco da Penitência.

Subsecretário de Patrimônio faz críticas à venda em bloco

O subsecretário municipal de Patrimônio, Washington Fajardo, disse ter sido procurado por inquilinos receosos do destino da Rua da Carioca. Ele criticou a venda em bloco dos imóveis pela instituição:

A venda em lote impede a compra pelos inquilinos. O valor é alto. Não tenho dúvida de que, se a venda fosse fracionada, seria feita rapidamente. A venda em lote busca o lucro, sem considerar inquilinos históricos. É um modo pouco cristão de cuidar do patrimônio. Um capitalismo selvagem sendo praticado por uma ordem religiosa.

Os imóveis à venda ficam à esquerda da Carioca, nos limites do Morro de Santo Antônio. O lote de 42 imóveis inclui quatro na Avenida Rio Branco 100, na área chamada de Ferro de Engomar, pelo formato triangular do terreno. Os demais imóveis ficam nas ruas Miguel Couto (5), Teófilo Otoni (4), Primeiro de Março (1), Sete de Setembro (1), Gonçalves Dias (1), Senhor dos Passos (1), Uruguaiana (2), Mem de Sá (1) e Visconde de Pirajá (1), na Travessa do Ouvidor (1) e Largo de Santa Rita (1).

Cartões-postais do subúrbio

30/08/2012 - O Globo, Simone Candida

Inaugurada em 1913 para servir à Vila Operária, a estação ferroviária de Marechal Hermes ainda mantém as características de sua inauguração, com a beleza das linhas ecléticas e a imponência da composição de estruturas metálicas. Seis estações de trem antes de Marechal Hermes, outra beleza suburbana, a Capela Nossa Senhora da Piedade, uma construção de 1879 em linhas neogóticas, ainda guarda a aparência de igrejinha de cidade pequena e tem uma vista privilegiada do bairro de Piedade.
Apesar de consideradas preciosidades arquitetônicas do subúrbio, nem a estação de trem, nem a capelinha mereceram até hoje destaque em guias oficiais da cidade. Como noticiou a Coluna Gente Boa do GLOBO, para preencher essa lacuna, a prefeitura criou uma série de cartões-postais, parte da coleção "Olhos de ver", lançada dia 17 pelo Instituto Rio Patrimônio da Humanidade. São estações ferroviárias, igrejas, escolas, antigas fábricas, um conjunto residencial, uma estátua e um prédio de cinema que agora ganham destaque.
Segundo o arquiteto Washington Fajardo, presidente do Instituto Rio Patrimônio da Humanidade, o material, que será distribuído gratuitamente em escolas municipais, bibliotecas e associações de moradores, pretende ajudar o carioca a deixar de lado o preconceito quando o assunto é arquitetura suburbana:
- É preciso ampliar o olhar sobre cidade, pois estamos muito acostumados a nos deixar guiar pelo viés academicista.
Os postais trazem fotos de lugares especiais além-túnel. Na Rua Vinte e Quatro de Maio, por exemplo, no Engenho Novo, fica a Escola Municipal Sarmiento, de 1929, com dois painéis de azulejos com mapas do Brasil e do Rio de Janeiro pintados à mão. Outro postal traz a Basílica Imaculado Coração de Maria, no Méier, igreja em estilo neomourisco, de 1917.

Porto Maravilha terá R$ 7,6 bilhões em investimentos

29/08/2012 - Brasil Econômico, Gabriela Murno e Érica Ribeiro

Reurbanização do Porto do Rio de Janeiro será viabilizada por uma PPP. Entre as melhorias, estão previstas obras viárias e a construção de museus e centros culturais

Entre os projetos que vão mudar a paisagem do Porto do Rio está o Museu do Amanhã

Com significativo atraso em relação a outros países, a reurbanização do Porto do Rio de Janeiro começa a ganhar forma. As mudanças que vão dar nova cara a uma área da cidade degradada e até então esquecida, já tem cronograma de entrega de algumas das mais importantes benfeitorias. O projeto do Porto Maravilha está orçado em R$ 7,6 bilhões e, por ser uma parceria público-privada (PPP), não tem aditivos de preço. Deste total, R$ 4,1 bilhões serão aplicados em obras e R$ 3,5 bilhões representam prestação de serviços municipais.
O presidente da Companhia de Desenvolvimento Urbano da Região do Porto do Rio (Cdurp), Jorge Arraes, afirmou que o cronograma de obras de infraestrutura está em dia, assim como as obras do sistema viário que seguem adiantadas, incluindo uma das mais discutidas pelos cariocas e que vai alterar a atual configuração da Avenida Rodrigues Alves, no centro da capital fluminense, importante via de acesso à área do porto, porque significará a derrubada do elevado da Perimetral, que hoje ajuda na distribuição do trânsito local. Entretanto, em visita às obras, o prefeito do Rio, Eduardo Paes, afirmou ontem que a demolição do elevado não irá prejudicar o trânsito local, pois só terá início depois da entrega da primeira etapa das obras de construção de uma via alternativa. Segundo ele, o projeto ainda duplica a capacidade viária da região, pois serão quatro vias de ida e quatro de volta.
"A nova Rodrigues Alves começa a ganhar corpo a partir de abril de 2013, com a derrubada da primeira parte do elevado da Perimetral. Vai ser uma eliminação por trechos, com obras que vão solucionar o problema do tráfego de veículos acontecendo ao mesmo tempo. Os quatro quilômetros de demolição terminam em 2015", garante Arraes.
A área do Porto Olímpico relacionada aos equipamentos não esportivos, como a Vila de Mídia, Vila dos Árbitros, além do dois centros de tecnologia e de logística, herdados pela área do porto quando no projeto original ficariam na Barra da Tijuca, também têm obras que, segundo ele, também seguirão o cronograma sem atrasos. Outra fase importante do projeto destacada pelo presidente da Cdurp está relacionada aos projetos imobiliários privados.
"São iniciativas que atraem mais empresas, geram impostos. Teremos empreendimentos residenciais, hoteleiros e comerciais na área do porto, que vão ajudar a movimentar ainda mais aquela área da cidade. Odebrecht, Performance - parceira da rede Accor que está fechando a construção de um hotel no local - , MDL e Solace, são algumas das companhias que já estão investindo no porto.
Projetos culturais
Entre as obras que em breve vão mudar a paisagem do Porto do Rio estão o Centro Cultural José Bonifácio, com inauguração prevista para outubro de 2012; o Museu de Arte do Rio, em novembro deste ano e, no mesmo mês, a revitalização dos galpões da Gamboa.
O Museu do Amanhã será entregue ao público em julho de 2014. Dentro do projeto de infraestrutura e acessibilidade, a nova Avenida do Binário, ligando a Rodoviária à Praça Mauá, será entregue no final de 2013 e, junto com ela, a urbanização das ruas no entorno.

quinta-feira, 23 de agosto de 2012

Novo cais terá navios-hotel para 24 mil

21/08/2012 - O Dia, Gabriela Murno

Com investimento total de R$ 3 bilhões até 2016 para obras de infraestrutura de acesso rodoviário, ferroviário e marítimo, o Porto do Rio terá sua capacidade ampliada em 80%. Uma das obras mais importantes será a construção de novo píer em 'Y' para receber até sete transatlânticos, acomodando até 24 mil turistas em 10 mil quartos no ano dos Jogos Olímpicos.

Segundo Márcio Fortes, presidente da Autoridade Pública Olímpica, parte das obras estará concluída para a Copa de 2014, quando a 'perna do Y' estará pronta, aumentando a capacidade hoteleira da cidade mais 12 mil lugares em cinco mil quartos. "Será deixado um legado para a cidade", completou.

A área passará também por dragagem para dobrar o atual calado para 14 metros, para receber navios maiores e mais modernos, informou o secretário de Desenvolvimento do Estado, Julio Bueno, no lançamento do projeto 'Porto do Rio - Século 21'.

Do total, R$ 1,27 bilhão será público, vindo dos governos federal, estadual e municipal. O restante ficará a cargo do setor privado. As obras já começaram, com a construção de via que liga o Porto à Avenida Brasil.

O Porto do Rio movimenta hoje cerca de 9 milhões de toneladas por ano nos dois terminais. Com a expansão, a expectativa é de que as operações atinjam 25 milhões de toneladas até 2018.

Regra tornará Rio mais competitivo

O secretário estadual de Transportes, Julio Lopes, prevê que o Porto será beneficiado pela mudança das regras do ICMS (Imposto sobre a Circulação de Mercadorias e Serviços) de importação que, a partir de janeiro, aumentará a competitividade do Rio em comparação a outros portos do país.

"A equalização do ICMS não permite mais o financiamento do imposto, o que era feito em Santa Catarina e no Espírito Santo. Isso promoverá uma redistribuição de carga por todos os portos brasileiros", explicou Lopes, calculando o impacto em mais de 50%.

Barra da Tijuca atrai R$ 1,3 bilhão

23/08/2012 - Valor Econômico, Paola de Moura

A Barra da Tijuca, na zona oeste da cidade do Rio de Janeiro, é a menina dos olhos das construtoras e administradoras de shopping centers. O bairro já tem quatro grandes empreendimentos; estão sendo erguidos outros três shoppings novinhos em folha; e os já existentes estão em expansão. No total, as empresas estão investindo R$ 1,36 bilhão em centros comerciais na região e criando mais 152 mil m2 de área bruta locável (ABL).
Os investidores apostam na Barra porque em 2020 esse bairro terá meio milhão de habitantes, mais que a cidade de Niterói. Sua renda per capita mensal é de quase R$ 2.500 e, em quatro anos, três linhas de ônibus e metrô estarão em funcionamento, trazendo potenciais consumidores das regiões sul, norte e oeste da cidade.
Segundo dados do Censo 2010 do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o número de moradores da Barra da Tijuca já ultrapassou 300 mil. A renda per capita mensal do bairro, de R$ 2.488, é a segunda maior do município do Rio, atrás apenas da Lagoa e na frente de Ipanema e Leblon. A expectativa de vida no bairro é de 77,8 anos e o Índice de Desenvolvimento Humano (IDH), é de 0,959, o mesmo da Lagoa, empatados em terceiro lugar dentro do município.
Até 2020, a projeção é que a Barra da Tijuca tenha 500 mil moradores, 66% a mais do que o número atual. "A migração de sedes de grandes empresas do centro para a Barra, além de escolas, universidades e hospitais, traz um novo perfil de morador para o bairro, que são os executivos em busca de mais conforto e qualidade de vida", diz José Isaac Peres, presidente da Multiplan.
Segundo dados da Secretaria Municipal de Urbanismo, neste ano, até abril, foram aprovadas no bairro 5.224 unidades de imóveis, sendo 2.660 residenciais e o restante comercial. Segundo a conta média feita pelas construtoras, só com estes imóveis haverá mais 7.980 pessoas à Barra.
Na Península, região que começou a ser desenvolvida em 2002 pela construtora Carvalho Hosken, há hoje 3.200 famílias, cerca de 10 mil pessoas morando nos seus 51 edifícios cercados de jardins. Há ainda mais dois prédios em construção. Na Ilha Pura, nome dado pela Carvalho Hosken e pela Odebrecht à Vila Olímpica, que acomodará atletas e delegações durante os jogos de 2016, serão 31 novos residenciais, com 3.604 apartamentos. Lá morarão outras 10 mil pessoas, que devem começar a chegar em 2017 - os condomínios serão reformados após a Olímpiada.
Em função da expansão acelerada, o bairro hoje já tem três shoppings em construção, o Américas Shopping, da Ecia, o Metropolitano, da CCP Cyrela, e o Village Mall, da Multiplan. Somando esses três centros comerciais, serão 104 mil m2 novos de área bruta locávcel.
A Ecia, que hoje tem três shoppings na cidade operados pela BR Malls, está construindo o seu quarto na avenida das Américas, no fim da Barra e início do Recreio dos Bandeirantes. Serão 35 mil m2 de ABL na primeira fase com inauguração prevista para abril de 2014. A empresa ainda planeja fazer uma expansão com mais 10 mil m2. "A Barra está explodindo. Só no ano passado foram 40 mil licenças de obras na região", diz Fernando Araújo, diretor geral da Ecia. O grupo está trazendo marcas que ainda não estão presentes no bairro, como as varejistas C&C, de material de construção, e a Riachuelo, de moda. "Temos que fazer um shopping democrático que possa atingir todos os públicos", acrescenta ao explicar que seu padrão será voltado para o público AB. "Mas não posso virar as costas para outros consumidores".
Inaugurando o desenvolvimento de uma nova região no bairro, o Centro Metropolitano - uma área de 4 milhões de m2, idealizada ainda pelo arquiteto Lúcio Costa, onde devem morar pelos menos 140 mil pessoas a longo prazo - o braço de imóveis comerciais da Cyrella, a CCP está construindo o Shopping Metropolitano. O empreendimento, que terá 44 mil m2 de ABL, está localizado na avenida Abelardo Bueno. Nesta via, estão sendo construídos dois hotéis da Accor e vários empreendimentos comerciais. O Parque Olímpico, onde será construída a maior parte das instalações para a Rio 2016, também fica nessa avenida.
"Estamos numa área que é um dos principais vetores de crescimento da Barra. A própria presença do shopping vai ajudar no desenvolvimento da região", diz o diretor de empreendimentos corporativos da CCP, José Roberto Voso. No próprio Shopping Metropolitano, a CCP está implantando um hotel cinco estrelas e um edifício comercial. O investimento no shopping é de R$ 280 milhões.
O terceiro é o mais luxuoso de todos os empreendimentos e, por isso, com maior investimento: R$ 446 milhões. A cerca de 500 metros do BarraShopping, a Multiplan está construindo o VillageMall. Principalmente voltado para a classe A, trará para o Rio grifes como a inglesa Burberry e a americana Michael Kors, além de uma loja da Tiffany & Co e uma da Cartier. Com inauguração prevista para o fim deste ano, terá 25 mil m2 de ABL. O empreendimento conta com centro de convenções de 1,6 mil m2 e teatro com 1,1 mil lugares.
A Multiplan está fazendo a sétima expansão do BarraShopping. Hoje com 69,4 mil m2 de ABL, o maior shopping da América Latina, público de cerca de 2,5 milhões pessoas por mês, vai ganhar mais 9,5 mil m2, passando a 78,9 mil m2. O investimento da empresa será de R$ 244 milhões. Eduardo Novaes, diretor superintendente da Multiplan, diz que o objetivo é dar continuidade ao aprimoramento do 'mix' adicionando lojas que não haviam entrado no shopping por falta de espaço. "Além disso, estamos aproveitando para criar 600 vagas de estacionamento cobertas e 4.200 escritórios". A área será inaugurada em outubro de 2013. A Multiplan quer crescer ainda mais na Barra da Tijuca e tem interesse em comprar outros empreendimentos no bairro.
Brigando para se diferenciar nesse mercado concorrido, o Via Parque investe no público "família". Das 200 lojas, 30 são dedicadas às crianças. Administrado pela Alliansce, o shopping acabou de inaugurar uma expansão de 4 mil m2, com investimento de R$ 70 milhões. A fachada foi renovada e estão sendo construídas novas salas de cinema e um estacionamento no subsolo.
"Além de ampliar o shopping, investimos pesado nas atrações voltadas para crianças e também para os pais", diz Paulo Renato Rey, superintendente do shopping Via Parque O executivo lembra que na Península, que fica ao lado do empreendimento, a Cyrella está construindo o O2, um condomínio corporativo que deve trazer mais 55 mil pessoas para trabalhar na região. "É um público que temos que captar com algum diferencial", explica Rey.
E com todo esse crescimento, o Casa Shopping, empreendimento especializado em decoração, prepara-se para atender aos novos moradores com melhores instalações e mais variedade de lojas. As obras de expansão vão acrescentar mais 35 mil m2 de ABL aos 41 mil m2 já existentes, num investimento de R$ 100 milhões. Voltado para a classe AB, com lojas como a Artefato ou a Poggenpohl, de cozinhas sofisticadas, é o único do mercado carioca exclusivamente voltado a esse segmento. "Enquanto o número de moradores da zona sul caiu 4% nos últimos 10 anos, a Barra cresceu 70%", diz o superintendente do shopping, Francisco Grabowsky.

Joias lapidadas

23/08/2012 - O Globo, Isabela Bastos

Igreja de São Francisco da Prainha, galpões da Gamboa e centro cultural são recuperados

A previsão de gastos do Porto Maravilha com obras e serviços nos próximos 15 anos é de R$ 8 bilhões. Mas, além de abrir novas ruas, avenidas e túneis, o projeto tem devolvido o viço a joias históricas na Zona Portuária. Por lei, o projeto é obrigado a destinar 3% de todos os recursos para a reforma de imóveis do patrimônio histórico e cultural. Na esteira da inauguração, em julho, do Jardim e do Cais do Valongo, serão entregues, até outubro, outros equipamentos públicos, como o Centro Cultural José Bonifácio, na Rua Pedro Ernesto, e os Galpões da Gamboa, nas imediações da Cidade do Samba. Também este ano será lançado o edital de licitação para reforma da Igreja de São Francisco da Prainha, na Sacadura Cabral.
Antigos depósitos, que faziam parte da ferrovia que ligava a Zona Portuária à Estrada de Ferro Dom Pedro II (atual Central do Brasil), os galpões da Gamboa deverão ser transformados num centro sociocultural. Segundo a Companhia de Desenvolvimento Urbano da Região do Porto (Cdurp), a ideia é que os galpões (duas áreas que somam cerca de 14 mil metros quadrados) tenham vários gestores externos. O pressuposto é que sejam ocupados por atividades que se sustentem, não necessitando com recursos municipais.
- É uma construção do século XIX, com tijolos no padrão inglês. Estamos tentando viabilizar o equipamento economicamente, para que ele possa ter autogestão - explica o assessor da presidência da Cdurp, Alberto Silva.
Ginásio foi inaugurado em 1877
Já o prédio do Centro Cultural José Bonifácio foi construído originalmente para abrigar uma das primeiras escolas públicas da cidade, atendendo a um pedido do imperador Dom Pedro II. O ginásio foi inaugurado em 1877 e extinto nos anos 1970. A construção em estilo renascentista permaneceu desocupada até 1977, quando lá foi instalada a Biblioteca Popular Municipal da Gamboa e, depois, a sede do Centro de Referência da Cultura Afro-brasileira.
No ano passado, o prédio foi interditado pela Defesa Civil, por apresentar riscos em sua estrutura. No local funcionavam instalações como a Galeria de Arte Heitor dos Prazeres, o Teatro Ruth de Souza e o espaço Cine Vídeo Grande Othelo. As obras de arte foram embaladas, e as atividades suspensas.
Após as obras, a intenção é que o centro cultural retome suas atividades, segundo informou a Secretaria municipal de Cultura. A programação, contudo, ainda está sendo definida.
- O autor do projeto dessa escola foi o arquiteto neoclássico Francisco Bittencourt da Silva, que, entre outras obras, projetou o Centro Cultural Banco do Brasil; o prédio da Escola Amaro Cavalcanti, no Largo do Machado; e o primeiro planejamento de bairro moderno, em 1874, para Vila Isabel. Ele também fundou o Liceu de Artes e Ofícios - lembra o arquiteto e historiador Nireu Cavalcanti.
No caso da Igreja de São Francisco da Prainha, uma das mais antigas do Rio, o edital de reforma será publicado, segundo a Cdurp, após aprovação do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), uma vez que a construção é tombada. Hoje o prédio sofre com o desgaste do tempo. Parte do reboco da fachada está despencando, e do telhado brotam arbustos que ajudam a deteriorar o conjunto. A reforma foi noticiada pela coluna Gente Boa, do GLOBO.
A capela foi erguida em 1696, pelo padre Francisco da Motta. Muito rico, o pároco morreu em 1704, mas, antes, doou suas posses para a Ordem Terceira de São Francisco da Penitência. A família de Francisco Motta tinha um trapiche (espécie de depósito de mercadorias) perto da capela. A capela e o trapiche acabaram destruídos durante a invasão francesa ao Rio, em 1711. A reconstrução aconteceu a partir de 1738, quando a igreja ganhou o estilo barroco que tem hoje. No altar-mor está a imagem de Bom Jesus dos Navegantes.
- O mar chegava ao pé da escada da igreja nessa época. As esquadras francesas queimaram tudo, na tentativa de ocupar um pequeno forte que havia no Morro da Conceição - conta Nireu.

sábado, 18 de agosto de 2012

Obras vão preparar Zona Portuária para receber o triplo de veículos até 2020

18/08/2012 - O Globo

Entre as intervenções, a principal é a construção da Avenida Portuária, que ligará a Ponte Rio-Niterói à Linha Vermelha e à Avenida Brasil

Vista da região portuária, onde será construída ligação entre a Ponte, a Linha Vermelha e a Avenida Brasil Marcelo Carnaval
RIO - A revitalização da Zona Portuária ganhará mais um conjunto de obras nos próximos anos, e com impacto direto no dia a dia da cidade. Para reordenar os setores rodoviário, marítimo e ferroviário na região, os governos federal, estadual e municipal apresentam, segunda-feira, o Programa Porto do Rio Século XXI, que prevê investimentos públicos e privados de cerca de R$ 3 bilhões, como informou o jornal Valor Econômico. Entre as intervenções, a principal é a construção da Avenida Portuária, com cerca de 3,7 quilômetros, que ligará a Ponte Rio-Niterói à Linha Vermelha e à Avenida Brasil. A medida tem como objetivo reduzir o impacto de veículos (a maioria caminhões) na região, que deve quase triplicar, passando dos atuais 200 mil/ano para 567 mil/ano até 2020.

Na estimativa da Secretaria estadual de Transportes, a nova avenida, cuja primeira fase será feita pela concessionária CCR, que administra a Ponte Rio-Niterói, deve reduzir em 30% o volume de veículos que hoje fica engarrafado na descida da ponte, sentido Rio. O segundo trecho da Portuária, que ligará a Avenida Brasil à região do porto, poderá aliviar o tráfego de caminhões nas ruas internas do Caju e de São Cristóvão. Hoje, todo caminhão que chega pela Avenida Brasil com destino aos terminais do porto precisa seguir até quase a Rodoviária Novo Rio para só então retornar à área de carga e descarga. Resultado: lentidão e congestionamento no local.

A Avenida Portuária está orçada em R$ 344 milhões, sendo R$ 99 milhões para o trecho Ponte-Linha Vermelha e R$ 245 milhões na ligação da via com Avenida Brasil e o porto.

O efeito das obras, sobretudo a construção da Avenida Portuária, é muito significativo. Hoje há uma grande retenção de veículos na descida da Ponte para a Avenida Brasil. Com a nova via, quem vem de Niterói poderá seguir direto para a Linha Vermelha ou para a Avenida Brasil sem precisar descer pelo Caju. Essas obras são de extrema importância, porque o Porto do Rio receberá cada vez mais caminhões nos próximos anos afirma o secretário estadual de Transportes, Júlio Lopes.

Segundo o secretário, a ligação da Avenida Portuária com Avenida Brasil deverá ser feita pelo governo federal, já que liga duas vias expressas de responsabilidade da União. Já o trecho sob responsabilidade da CCR, que tem projeto executivo pronto, depende de autorização da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) para que as obras sejam iniciadas. A estimativa é que ela fique pronta até 2014. Lopes informou que a concessionária fará o projeto em troca da prorrogação do prazo de concessão da Ponte Rio-Niterói.

Outras duas obras relativas ao sistema viário na Zona Portuária são a duplicação da Via Alternativa no Caju, que hoje atende aos caminhões que precisam chegar aos terminais de carga, e a construção do truck center (centro para caminhões), também no Caju, onde os motoristas poderão aguardar até serem chamados para pegar as cargas que chegam com os navios. Hoje, a maioria para na Via Alternativa ou em ruas adjacentes. O truck center, com cerca de 45 mil metros quadrados, será construído pela iniciativa privada numa área da Comlurb que o município pretende ceder aos empresários.

Lá no truck center os motoristas terão infraestrutura adequada para estacionar os caminhões, tomar um banho, fazer uma refeição até que o porto esteja liberado para que eles retirem a carga. Todos os motoristas receberão uma senha e só poderão se deslocar até a área de carga e descarga quando forem chamados. Além de reduzir o número de caminhões parados nas proximidades do Caju, teremos um sistema muito mais organizado afirma Luiz Henrique Carneiro, presidente da Multiterminais Logística Integrada.

Além da construção do truck center, a iniciativa privada pretende investir cerca de R$ 1 bilhão na ampliação do cais. Atualmente, o Porto do Rio tem cerca de mil metros para atracação de navios, e a ideia é chegar a dois mil metros. Com isso, será possível receber grandes navios de contêineres. Outro investimento será a construção de um edifício-garagem para até sete mil veículos que são embarcados nos navios. A medida duplicará a capacidade do Porto do Rio para receber veículos nos navios.

Os empresários estão empolgados com esse programa. As obras viárias e os investimentos que estamos fazendo farão uma revolução na região portuária. Primeiro, porque alivia o trânsito nessa região, o que é muito positivo para a população. Por outro lado, melhora bastante o trabalho de embarque e desembarque de cargas no nosso porto, que é um dos mais importantes do país diz Luiz Henrique Carneiro.

Projeto prevê ainda três viadutos

No pacote do Porto Século XXI, está programada ainda a construção de três viadutos sobre a linha férrea na Baixada Fluminense. A medida tem como objetivo reduzir os riscos de acidente no trajeto entre a Baixada e o porto. Haverá ainda o reposicionamento de linhas de trem que passam dentro do porto.

O Porto Século XXI é um projeto atualizado do original de 2006, que previa a dragagem do porto, a construção da Via Alternativa e a remoção da favela com 450 casas às margens da linha férrea, num trecho de 1,5 quilômetro, entre Manguinhos e a Avenida Dom Hélder Câmara.

A região do Porto do Rio já passa por uma série de intervenções urbanísticas. O Projeto Porto Maravilha, que começou em 2009, envolve, além da recuperação urbana, obras na área de moradia e de trânsito que prometem revitalizar um trecho de 5 milhões de metros quadrados, com limites nas avenidas Presidente Vargas, Rodrigues Alves, Rio Branco e Francisco Bicalho.

sexta-feira, 17 de agosto de 2012

Rio pretende triplicar uso do transporte público até Jogos de 2016

03/08/2012 - Portal 2014

Com implantação das linhas de BRTs, cidade da próxima Olimpíada terá mais opções de transporte

Segundo prefeito, Rio tem obras bastante avançadas para Olimpíada (crédito: Pedro Carrion)

A quatro anos da próxima Olimpíada, a Prefeitura do Rio de Janeiro apresentou, nesta sexta-feira (5), o projeto Olímpico 2016.

Uma coletiva de imprensa no Centro de Operações da prefeitura, no centro da cidade, contou com presença do prefeito do Rio, Eduardo Paes, e da presidente da Empresa Olímpica Municipal (EOM), Maria Silvia Bastos Marques. Entre os assuntos abordados, destaque para as obras que visam a melhorar o transporte público na cidade. 

O legado que as obras deixarão para a cidade também foi muito citado no evento. Segundo a presidente da EOM, o objetivo é tornar o Rio de Janeiro uma cidade modelo.

"Com a implantação de todas as BRTs, pretendemos alcançar um grande aumento no uso do transporte público na cidade, ao ponto de triplicar o número de usuários. Com essa e outras melhorias em demais áreas, acreditamos que até 2020 o Rio de Janeiro seja a melhor cidade para viver, visitar e trabalhar da América do Sul", disse Maria Silvia.

Com a linha expressa BRT Transoeste já em funcionamento e a Transcarioca e a Transolímpica com obras adiantadas, apenas a linha Transbrasil ainda não começou a ser construída, o que está previsto para acontecer em junho de 2013.

"Há dois anos e meio ninguém imaginaria que estivéssemos com algumas obras tão avançadas. Já viabilizamos a linha Transoeste e a conclusão dos demais BRTs está em andamento. Assim como outras intervenções, caso do Porto Maravilha, que contará com os Veículos Leves sobre Trilhos. E do estádio Maracanã, que está com mais de 50% das obras concluídas", afirmou Eduardo Paes.

Direto de Londres, o diretor-geral do Comitê Organizador dos Jogos Olímpicos e Paralímpicos, Leonardo Gryner, participou do evento por videoconferência. Ele falou sobre suas impressões e o que pode tirar de positivo da Olimpíada que está sendo disputada na capital londrina. 

"A metodologia do planejamento utilizado aqui em Londres é bastante inspiradora, eles são muito bons nisso. Mas é preciso entender que as dimensões e características daqui e do Rio de Janeiro são diferentes. O importante é deixarmos um legado. Para as Olimpíadas, 47% das instalações que serão usadas já estão construídas, 25% vão ser temporárias e 28% serão novas", afirmou Gryner.

Porto do Rio lança pacote de R$ 3 bi de investimentos

17/08/2012 - Valor Econômico, Francisco Góes

O porto do Rio está dando um passo importante para melhorar a eficiência no transporte de cargas. A iniciativa busca pensar a logística de forma integrada, à semelhança do pacote para estradas e ferrovias lançado esta semana pelo governo federal. Uma coalizão de forças formada pela União, o Estado, o município e a iniciativa privada lança, na segunda-feira, o programa Porto do Rio Século XXI. É uma versão atualizada de um programa que começou a ser forjado há seis anos. Ele prevê uma série de obras, a maioria delas já com projetos estruturados, para melhorar os acessos rodoviários, ferroviários e aquaviários ao porto, cujos principais terminais vão passar por expansões.

O investimento total no projeto, em horizonte de cinco anos, alcança cerca de R$ 3 bilhões, entre recursos públicos e privados. O investimento público, via governo federal, soma R$ 1 bilhão e outros cerca de R$ 2 bilhões deverão ser aportados pelo setor privado. "Com o programa, o porto do Rio passará a ter uma logística toda integrada", diz o secretário estadual de Transportes do Rio, Julio Lopes. O programa é dividido em três partes na área de infraestrutura: obras de acesso rodoviário, ferroviário e marítimo. Do investimento público, R$ 167,2 milhões foram aplicados, o que considera a primeira fase do programa de dragagem do porto do Rio, obra incluída no Programa de Aceleração do Crescimento (PAC). A iniciativa privada investiu quase R$ 10 milhões em projetos e estudos.

Uma primeira versão do Porto do Rio Século XXI foi apresentada em 2006 e, a partir dali, se deu início às obras iniciais: a primeira fase da dragagem, a construção de uma via rodoviária alternativa e a remoção de uma favela que ficava rente à linha férrea que chega ao porto.

Luiz Henrique Carneiro, presidente da Multiterminais Logística Integrada, diz que essa primeira etapa de obras motivou a iniciativa privada a também investir para aumentar a capacidade de movimentação de cargas. A Multiterminais e a Libra Terminais vão investir cerca de R$ 1 bilhão no total para quadruplicar a capacidade de movimentação de contêineres. A Multi-Car, empresa da Multiterminais, também vai ampliar a capacidade de seu terminal de carros, com a construção de um edifício garagem. Carneiro prevê começar as obras até o fim de 2012.

Delmo Pinho, subsecretário de Transportes do Rio, diz que há outros projetos privados mapeados na área de influência do porto, inclusive no bairro vizinho do Caju, que podem chegar a R$ 500 milhões. Mas o potencial de investimentos privados com os novos acessos ao porto é maior, daí que a cifra total estimada, entre recursos públicos e privados, chegue a R$ 3 bilhões.

Na área de infraestrutura, um dos principais projetos é a construção da Avenida Portuária, um viaduto em pista dupla que fará a conexão entre a ponte Rio-Niterói e a Linha Vermelha, uma das vias de acesso ao Rio, o que permitirá desafogar o trânsito perto do porto. Na área do porto e adjacências, circulam hoje 200 mil veículos por ano, número que deve subir para 300 mil em 2015, a maioria caminhões de grande porte. O porto do Rio fica na região central da cidade.

Pinho afirma que um aspecto importante do programa logístico do porto do Rio é sua ligação com o Porto Maravilha, projeto de revitalização da região portuária da cidade, que inclui intervenções na Praça Mauá e a reurbanização da Avenida Rodrigues Alves, entre outras iniciativas. Pinho diz que o Rio trabalha junto ao governo federal para que o projeto Porto do Rio Século XXI seja o primeiro projeto incorporado ao Programa Nacional de Logística Integrada (PNLI).

Em uma segunda fase, será feita a ligação entre porto e a Avenida Brasil. No total, o viaduto da Avenida Portuária terá cerca três quilômetros de extensão e está orçado em R$ 344,6 milhões. O secretário Julio Lopes conversou com o ministro dos Transportes, Paulo Sérgio Passos, esta semana, em Brasília, e a ideia, segundo Lopes, é que as obras na primeira fase do viaduto sejam contratadas pela concessionária da ponte Rio-Niterói, que será indenizada pelo governo federal ao longo do prazo da concessão.

Na área rodoviária está prevista ainda a construção de um "truck-center", um centro de apoio ao caminhoneiro na retroárea do porto, estrutura que depende de investimento privado. Na parte ferroviária, será preciso erguer três viadutos para passagem de veículos, além de um viaduto ferroviário. No acesso marítimo, está incluída uma segunda etapa da dragagem para aumentar a largura e a profundidade do canal de acesso ao porto e permitir a entrada de navios maiores.

SP e Rio dividem 92ª lugar em ranking de melhores cidades para se viver

15/08/2012 - O Estado de São Paulo

Índice criado pela 'Economist' coloca metrópoles brasileiras atrás de lugares como Gangzhou, na China, Kuala Lumpur, na Malásia, e Muscat, em Amã.

São Paulo e Rio de Janeiro dividem a 92ª posição no ranking das melhores cidades para se viver publicado pela revista britânica The Economist e cuja edição de 2012 foi divulgada nesta quarta-feira.

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Com isso, ficam atrás de cidades como Shenzhen, na China (82ª), Kuala Lumpur, na Malásia (77ª), e Muscat, em Omã (89ª), no Oriente Médio. E várias posições atrás, po exemplo, de Nova York, na 56ª posição.

No ano passado, as duas metrópoles brasileiras haviam ficado na mesma posição no ranking, que inclui um total de 140 cidades. As cinco primeiras colocações também não mudaram desde 2011, sendo ocupadas por Melbourne, na Austrália, Viena, na Áustria, e três cidades canadenses: Vancouver, Toronto e Calgary.

Para chegar à posição de cada cidade na lista, a Economist Intelligence Unit analisa cinco critérios: estabilidade política e social, cultura e ambiente, saúde, educação e infraestrutura. São Paulo obteve vantagem sobre o Rio nos três primeiros critérios, e o Rio levou vantagem nos dois últimos.

Cidades britânicas. Entre as novidades do ranking deste ano está o rebaixamento de cidades britânicas. Londres caiu duas posições, passando para a 51ª colocação, e Manchester, nove, ocupando agora a 55ª posição.

O motivo foi a onda de protestos e saques ocorrida em agosto do ano passado, que fez ambas perderem pontos no quesito "estabilidade". As melhorias para a recém-terminada Olimpíada não favoreceram muito Londres, porque a cidade há tinha uma nota alta no critério que considera a oferta de atividades de lazer (cultura e ambiente).

Outras mudanças ocorreram em consequência da chamada Primavera Árabe. Damasco, por exemplo, caiu da 117ª para a 130ª posição por causa do conflito na Síria.

Além disso, cidades chinesas subiram no ranking como consequência do crescimento econômico do país e de investimentos feitos nessas cidades. BBC Brasil - Todos os direitos reservados. É proibido todo tipo de reprodução sem autorização por escrito da BBC.

quinta-feira, 16 de agosto de 2012

Sopro de modernidade

11/08/2012 - O Globo, Rogério Daflon

A revitalização do Centro vai muito além da Zona Portuária. Ainda este mês ficam prontas duas das quatro torres do Centro Empresarial Senado. O conjunto de torres espelhadas - uma de 20 pavimentos, outra de 18 e duas de 16, interligadas por um átrio - fica no quadrilátero formado pelas ruas do Senado e dos Inválidos, pela Avenida Henrique Valadares e pela Travessa Dídimo. Empreitada de paulistas no coração do Rio - a incorporadora é a WTorre -, o complexo, que vai ser totalmente alugado pela Petrobras, custou R$ 600 milhões. Mas o raio de ação do empreendimento é bem maior. Do total, R$ 48 milhões foram aplicados pela empresa em obras no entorno: 25 edificações históricas, a maioria de estilo eclético, estão sendo reformadas e restauradas. Também foram feitas obras de drenagem nas vias adjacentes. Ao lado dos novos prédios, um piscinão promete absorver a água da chuva, prevenindo as constantes enchentes na região. 

Com capacidade para receber dez mil funcionários e uma população flutuante de quatro mil pessoas, o complexo, no entanto, já causa discussões sobre o impacto urbano e arquitetônico no Centro antigo do Rio. Segundo a WTorre, em termos de área construída, trata-se do maior prédio comercial da América Latina, com 186 mil metros quadrados. No subsolo dos prédios foram construídos cinco andares de garagem subterrânea para dois mil carros. Subsecretário municipal de Patrimônio Cultural, o arquiteto Washington Fajardo criticou a opção por uma garagem tão gigantesca. 

- Os recursos poderiam ter sido usados numa via que levasse pedestres até o metrô. 

Conselheiro do Instituto dos Arquitetos do Brasil no Rio, Luiz Fernando Janot diz que uma garagem assim só poderia ter sido construída após estudos muito aprofundados da CET-Rio. 

- Os centros históricos do mundo estão restringindo cada vez mais a entrada de carros, mas, no Rio, infelizmente, não há uma política para conter o automóvel em nossa área central. 

Projeto concebido COMO 'caleidoscópio'

Em nota, a CET-Rio afirmou que projeto teve como contrapartida a execução de diversas melhorias na acessibilidade da região, como, por exemplo, intervenções para a transferência da travessia de pedestres em frente à Central do Brasil, além de modificações nas vias e calçadas das ruas dos Inválidos, do Senado, na Avenida Henrique Valadares e na Praça da República. 

Arquiteto e historiador, Nireu Cavalcanti também critica a garagem subterrânea e a arquitetura dos novos prédios. 

- A reforma e o restauro de 25 edificações naquela área são uma coisa boa, mas o prédio é uma agressão ao ambiente, e a garagem só vai estimular o aumento de fluxo de carros, ao contrário do que ocorre em centros como o da Cidade do México e o de Varsóvia. 

O subsecretário de Patrimônio elogia a revitalização da área trazida pela obra: 

- Se 10% das pessoas que frequentarão o prédio passarem a morar naquela área, o empreendimento levará mais de mil famílias de classe média àquela parte do Centro. É isso que revitaliza uma área - afirma o arquiteto.Fajardo, 

Mas faz ressalvas ao projeto: 

- Em termos de design arquitetônico, a cidade perdeu uma grande oportunidade, pois o prédio não traz qualquer novidade, apenas reproduz o que se faz lá fora. 

Edo Rocha, arquiteto que assina o projeto, orgulha-se do fato de sua obra pós-moderna refletir o passado da cidade: 

- O projeto foi concebido para ser um caleidoscópio, refletindo as edificações do entorno. 

Reforma do primeiro prédio da PM no Rio

As duas torres restantes serão entregues em outubro. Enquanto isso, as obras no entornoestão em ritmo acelerado. Uma delas está praticamente pronta: a da Sociedade Brasileira de Belas Artes, na esquina das ruas do Lavradio e da Relação, talvez a única em estilo neoclássico. Em 1808, o prédio chegou a ser utilizado como Tribunal da Relação. De estilo eclético, o Palácio da Polícia Central, na esquina da Rua da Relação com Inválidos, também está sendo recuperado. Projetado pelo arquiteto Heitor de Melo, o prédio foi o primeiro a ser construído para ser sede da polícia no Rio. Nele também funcionou, a partir da década de 1970, o Departamento de Ordem Política e Social (Dops). Além de 18 sobrados de estilo eclético, encontra-se em fase de restauração a Garagem Poula, que, à época do Império, serviu como cocheira do Imperador Pedro I.

Com bandeira, Rio se torna oficialmente cidade olímpica

13/08/2012 - Panrotas

O prefeito Eduardo Paes e o presidente do COB, Carlos Arthur Nuzmann, com vários atletas, desembarcam do voo da Air France com a bandeira olímpica
A entrega da bandeira olímpica, feita ontem, durante a festa de encerramento dos Jogos de Londres, marcou oficialmente o Rio de Janeiro como a nova sede olímpica. E o primeiro evento oficial acaba de acontecer no Salão Nobre da Infraero, no aeroporto do Galeão, com a chegada da Bandeira Olímpica. O principal símbolo dos Jogos chegou pelas mãos do prefeito da cidade, Eduardo Paes, e do governador do Rio, Sérgio Cabral, que estiveram acompanhados do presidente do Comitê Olímpico Brasileiro (COB), Carlos Arthur Nuzman.

“A chegada da bandeira é um símbolo de transformação da cidade. O Rio vive uma mudança física e, principalmente, uma mudança intangível, como a marca de uma cidade. Certamente a vinda deste símbolo aumenta e muito a autoestima de um país e, claro, da nossa cidade”, afirmou Eduardo Paes.

A bandeira terá honras especiais e será protegida pela Guarda de Honra da Bandeira Olímpica, formada por guardas municipais. O objeto ficará exposto no Palácio da Cidade e poderá ser visitado em horários e dias específicos. Quando for concluída a construção do Pavilhão Olímpico, na Cidade Nova, a bandeira será transferida e permanecerá no local até início dos Jogos. “A bandeira é mais do que um objeto é um símbolo de uma mudança que deve ser dividida com todos os cariocas, fluminenses e brasileiros”, concluiu Paes.

O Rio será a primeira cidade da América do Sul a sediar uma edição dos Jogos Olímpicos. A competição será realizada entre 5 e 21 de agosto de 2016. Já os jogos Paralímpicos serão disputados entre 7 e 18 de setembro do mesmo ano.

Novos ares sopram no Porto e no Velho Centro

13/08/2012 - O Globo, Artigo de Sérgio Magalhães

Três atributos caracterizam historicamente os centros das cidades: melhor acessibilidade, lugar mais bem infraestruturado, repositório dos equipamentos mais representativos. O Centro é o espaço da identidade cidadã. As principais cidades mundiais reconhecem esse caráter vital. Assim, cuidam para que seus centros preservem aqueles três atributos.

Diferentemente, o Rio pouco investe em sua área central. Desde a construção do metrô, nos anos 1970, o Rio prioriza outras áreas. Há correlação entre decadência do Centro, degradação da Zona Norte, expansão em baixa densidade para Oeste, escassez de serviços, aumento da violência.

O aproveitamento do Porto como novo polo de desenvolvimento vale como dádiva, após décadas de decadência do Centro. O acordo entre as três esferas de governo foi alcançado quando o Rio ganhou a Olimpíada.

Os Jogos são aglutinadores de esforços. Juntar Olimpíada e Porto, implantando equipamentos de interesse olímpico na região, associaria o Centro aos Jogos e si-nalizaria sua recuperação.

O Porto Olímpico é fruto da sábia decisão de levar para lá as Vilas de Mídia e Árbitros. Um concurso público de arquitetura escolheu os melhores projetos. Há pouco, foi anunciada a construção de 1.300 apartamentos, hotéis, apart-hotéis e edifícios comerciais. Não podemos minimizar as dificuldades superadas. A quatro anos dos Jogos, não podemos perder tempo e energia.

No Porto Olímpico, pode-se construir outras três mil habitações. Um Centro de Convenções seria útil aos Jogos e à cidade. In-vestir aí fortalecerá São Cristóvão. O eixo olímpico Deodoro-Engenhão-Maracanã-Sambódromo é um estímulo à recuperação do corredor Central do Brasil.

Se a PPP da área portuária garante a obra de infraestrutura, o sucesso do Porto Maravilha depende da mais pronta ocupação de terrenos disponíveis e da qualidade urbana. É fundamental a diversidade de usos, comerciais, corporativos, culturais e residen-ciais - gente de toda renda, as que já moram e as que vão chegar. Não convém apostar muitas fichas em prédios com 50 andares, que não são poderosos ímãs do desenvolvimento, como alguns imaginam, e podem ser miragem.

É boa a parceria entre os Jogos, o Porto e o velho Centro - se recuperado em acessibilidade, infraestrutura e patrimônio. O lugar onde o Brasil construiu sua identidade.

Rio recupera passagem subterrânea em bairro da Zona Norte

07/08/2012 - Agência Rio
    
A Prefeitura do Rio, por meio da Secretaria de Conservação e Serviços Públicos com Comlurb e Rioluz, dá início à recuperação da passagem subterrânea que liga a rua Goiás e Avenida Amaro Cavalcanti, no Engenho Novo, na Zona Norte, a partir desta terça-feira (7).

O local receberá pintura com tinta antipichação e serviço de melhoria na iluminação.  Equipe de dez garis executará limpeza numa área de 420 metros quadrados. Serão realizados serviços de retirada da tinta antiga da pedra por meio de raspagem e jateamento, além de aplicação de removedor e de verniz antipichação. Para o trabalho serão utilizados 42 litros de removedor antipichação e 122 litros de verniz antipichação.

Já a Rioluz executará manutenção dos circuitos de iluminação pública para a correção de lâmpadas apagadas à noite e acesas durante o dia. A iniciativa faz parte do Programa de Recuperação de Passagens Subterrâneas da Prefeitura e a previsão é de que o trabalho no Engenho Novo seja finalizado em dez dias.

MS