quarta-feira, 31 de outubro de 2012

Um plano B para o Joá

31/10/2012 - O Globo, Luiz Ernesto Magalhães

Prefeitura estuda construção de túnel como alternativa a uma terceira faixa no elevado

A prefeitura estuda um plano B de intervenções no Elevado do Joá com o objetivo de melhorar o acesso viário entre a Zona Sul e a Barra da Tijuca para os Jogos Olímpicos de 2016. O projeto original era construir uma terceira faixa no sentido Barra, com o alargamento dos túneis do Joá e de São Conrado. Mas uma proposta alternativa, desenvolvida por técnicos da GEO-Rio, ganhou na terça-feira o sinal verde do prefeito Eduardo Paes: a construção de um novo túnel a partir de São Conrado, com duas faixas de trânsito.
- O túnel parece ser um projeto melhor que a terceira faixa - disse Paes.
O secretário municipal de Obras, Alexandre Pinto, explicou que cada intervenção tem vantagens e desvantagens. Os estudos da terceira faixa estão mais adiantados, com o desenvolvimento de um projeto executivo por uma empresa contratada. Nesse caso, o elevado ganharia, no tabuleiro superior, uma faixa adicional, que ampliaria a capacidade da via. A proposta do túnel ainda se encontra na fase de projeto conceitual na GEO-Rio. Para não perder tempo, o projeto executivo seria desenvolvido junto com as obras. Segundo Pinto, enquanto o martelo não é batido, ambas as propostas serão apresentadas ao Instituto Estadual do Ambiente (Inea) para serem licenciadas.
- O problema da terceira faixa é que não podermos fazer as obras sem interditar o Elevado do Joá no sentido Barra da Tijuca. Devido ao tráfego pesado de dia, nosso horário de trabalho ficaria limitado entre meia-noite e 5h da manhã. Seriam pelo menos 24 meses de obras. O túnel poderia ser concluído em 18 meses sem tantos problemas. Poderíamos fazer rápidas interrupções para detonações de rochas, e as escavações poderão ser a qualquer hora. No trecho da Barra, uma das faixas (do túnel) seguiria em direção à Barrinha. Seria possível redimensionar as faixas de trânsito até a Armando Lombardi sem alargar o viaduto existente - disse Alexandre Pinto.
No caso da terceira faixa, o custo estimado é de R$ 150 milhões e prevê também a implantação de uma ciclovia, criando uma ligação por bicicleta entre a orla da Barra e do Recreio dos Bandeirantes e a Zona Sul da cidade. Segundo Alexandre Pinto, o custo da proposta alternativa ainda está sendo levantado. Mas, se por um lado, o túnel aumenta a capacidade de tráfego na via, por outro, o projeto, por limitações técnicas, não permite a implantação de ciclovia.
Segundo Alexandre Pinto, os consultores de transportes do Comitê Olímpico Internacional (COI) analisaram a proposta alternativa e a consideraram viável. O que existe de concreto é que, independentemente do projeto escolhido para os Jogos Olímpicos, as obras terão de começar ainda em 2013.
Hoje, cerca de 112 mil veículos circulam diariamente pelo Elevado do Joá, que já apresenta sinais de saturação no início da manhã (em ambos os sentidos) e no fim da tarde (principalmente em direção à Barra da Tijuca). O diretor de Desenvolvimento da Companhia de Engenharia de Tráfego (CET-Rio), Ricardo Lemos, explicou que há 15 dias conheceu o novo projeto desenvolvido pela GE0-Rio e que, do ponto de vista do trânsito, ainda não tem dados sobre o que ele representaria em termos de aumento de capacidade.
- Apenas uma terceira faixa na parte de cima do Joá representaria um aumento de 25% na capacidade da via. O Joá passaria a ter cinco faixas (duas na parte inferior em direção a São Conrado e três no tabuleiro superior no sentido Barra). Isso permitiria operar a terceira faixa como reversível, conforme o horário. No novo projeto, teremos que analisar isso melhor, já que a faixa seguiria para a Barrinha, e não em direção à área central da Barra - disse Lemos.
Para o presidente da Câmara Comunitária da Barra da Tijuca, Delair Dumbrosck, o ideal seria que a prefeitura duplicasse toda a Auto-Estrada Lagoa-Barra. O projeto, porém, foi abandonado pelo município sob o argumento de que isso só atrairia mais carros para a via:
- Se a decisão for pelo alargamento (do elevado) ou construção de um novo túnel, isso vai gerar aumento de tráfego da mesma maneira. Mas, para quem mora na Barra, qualquer que seja a solução escolhida a situação será melhor que a atual. Se a tendência é promover cada vez mais eventos no bairro, é preciso investir em melhorias nos acessos para a região - disse o presidente da Câmara Comunitária.
As melhorias no Joá seriam um dos legados olímpicos para o Rio. Mas, durante as Olimpíadas, haveria restrições de circulação. Durante o evento, o tráfego dos carros de passeio em ambos os sentidos do elevado deverá ser feito apenas pela plataforma superior.
A pista inferior (que hoje é usada apenas em direção à Zona Sul) seria utilizada no deslocamento de coletivos e carros oficiais da família olímpica.
Discussão já dura 16 anos
Há pelo menos 16 anos, a prefeitura discute melhorias viárias no acesso entre a Zona Sul e a Barra da Tijuca. Mas nenhuma delas saiu do papel. Agora, a solução não pode ser mais adiada devido aos compromissos com o Comitê Olímpico Internacional (COI), que, em candidaturas anteriores, apontou os problemas de trânsito como um dos principais motivos para tirar o Rio da disputa. No caderno de encargos da candidatura para os Jogos Olímpicos de 2016, havia a proposta de implantar um corredor de BRT entre a Barra e a Zona Sul que incluía a construção de mergulhões na Lagoa-Barra para eliminar sinais em cruzamentos com a Rua Mário Ribeiro e Praça Sibélius. Após a vitória do Rio, começaram as negociações com o COI para rever os planos. O COI concordou em excluir o projeto das obrigações olímpicas, porque o governo do estado decidiu levar adiante a construção de parte da Linha 4 do metrô (entre Barra e São Conrado), que será conectada com a Linha 1 na Zona Sul. Mas ainda exigiu uma alternativa ao metrô. A opção foi redimensionar o Joá.


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Trânsito muda para implosão do Hospital Santa Mônica

31/10/2012 - O Fluminense

Segundo cálculo da Defesa Civil, cerca de 2,5 mil pessoas terão que deixar seus imóveis na data marcada para demolição da unidade de saúde desativada

Oitocentas e oitenta e duas famílias que moram no entorno do prédio onde funcionava o Hospital Santa Mônica, na Avenida Marquês do Paraná, no Centro, terão que desocupar suas residências para a implosão do edifício, marcada para a próxima sexta-feira, Dia de Finados.
O esquema de trânsito para interdição das ruas foi divulgado ontem pela prefeitura. Além das residências, a Defesa Civil notificou responsáveis por dez estabelecimentos comerciais e duas obras que ficam a menos de 150 metros do local.
A implosão - que vai durar 12 segundos - está marcada para as 8 horas e os vizinhos do prédio deverão sair duas horas antes. De acordo com a notificação da Defesa Civil, duas horas depois da demolição todos poderão voltar.
Giordano Bruno, diretor da empresa responsável pela implosão - Fábio Bruno Construções - adiantou, porém, que cerca de 30 minutos depois da demolição - tempo de dispersar a poeira - as pessoas já poderiam voltar às suas casas.
Os vizinhos ao prédio já começaram a se programar para o dia da implosão. Para não precisar acordar cedo no feriado, a dona de casa Solange da Costa, de 54 anos, disse que vai com a família para a casa do irmão. Já a química Laura Nunes, de 26, contou que vai para a casa do noivo. "Ele mora aqui no mesmo bairro. Já os meus pais devem acordar cedo para curtir um dia de praia".
Explosivos já começam a ser colocados- Na terça-feira começaram a ser colocados os 150 quilos de explosivos que serão usados na implosão. A dinamite foi espalhada em 1.150 pontos estratégicos dos três blocos. A colocação deverá terminar no fim da manhã de quinta-feira. A implosão deve gerar cerca de 10 mil metros cúbicos de entulho. O material será reciclado para ser utilizado em algumas etapas no projeto do novo prédio. A intenção do Estado é construir no lugar uma nova unidade pública de saúde, o Centro de Diagnóstico por Imagem, que já está sendo chamado de Rio Imagem 2.
Esquema de trânsito - A partir das 5 horas da manhã de sexta-feira, agentes e operadores da NitTrans, em viaturas e motocicletas, vão interditar o trânsito no trecho da Avenida Marquês do Paraná, nos dois sentidos, entre a Rua Doutor Celestino e o encontro da Avenida Roberto Silveira e Rua Miguel de Frias. A interdição terá apoio da PM e vai se estender até o fim da implosão, prevista para 9 horas. Nesse período, o trânsito das linhas de ônibus entre o Centro e Icaraí será feito pela orla de Icaraí e Ingá. O trânsito da Avenida Roberto Silveira terá como opção as ruas Miguel de Frias e Fagundes Varela, que dá acesso ao Centro, tanto pela Rua Moacyr Padilha, como pela Rua São Sebastião.


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segunda-feira, 29 de outubro de 2012

Britadeiras abrem o caminho para uma nova Penha

29/10/2012 - O Dia, Cláudio Vieira

Bairro passa por transformação para construção de corredor Transcarioca, que afeta o comércio, mas promete melhorias

Com a pacificação do Complexo do Alemão, já não se ouve mais o barulho assustador de tiroteios. O som ambiente na Penha é outro: o das máquinas abrindo passagem para a Transcarioca, o corredor de ônibus que ligará a Barra ao Galeão. A comunidade, que vivia trancada em casa, está nas ruas de um bairro em transformação. Mas as melhorias trazem ônus.
"As ruas ficaram tão tranquilas que até os mendigos voltaram para ocupar as cercanias do Parque Xangai", alfineta o comerciante Luís Carlos Martins Valente, dono de lanchonete na Rua dos Romeiros.
O comércio já se preocupa com o impacto do barulho e da poeira nos negócios. Apesar de afetar as vendas, empresários apostam nas vantagens da conclusão do trecho do BRT e a duplicação do viaduto João 23.
Fiéis de Nossa Senhora da Penha poderão se deslocar da Barra ou da Ilha e descer à porta do plano inclinado que dá acesso ao santuário.
Os comerciantes serão convocados para reuniões com o subprefeito da Zona Norte, André Santos, para opinar sobre cronograma e estratégia de obras nos próximos meses.Além da construção do trecho da via expressa, o centro comercial do bairro está recebendo diversas melhorias.
Foram inauguradas no Parque Ary Barroso e arredores a Arena Cultural Dicró, que serve de palco para os jovens talentos locais e oferece espetáculos gratuitos, uma ciclofaixa e uma academia de ginástica para a terceira idade.
Do outro lado da linha do trem, a área do antigo IAPI ganhará, no início de novembro, uma Nave do Conhecimento semelhante às instaladas em Madureira e Irajá.
Mês da santa
Há quem atribua as mudanças aos milagres de Nossa Senhora, padroeira do bairro. Mais de 100 mil pessoas visitaram o Santuário da Penha este mês, dedicado à santa.
"Dia 20, recebemos mais de 30 mil pessoas, quando foram celebradas nove missas", afirma o pároco Serafim Fernandes.
A Festa da Penha completou 377 anos. Moradora do bairro, Cláudia Aparecida trabalha há quatro anos conduzindo o bondinho do plano inclinado que transporta os devotos. Conheceu vários pagadores de promessas: "A gente acaba fazendo amizade".
Com creche, mas ainda sem teleférico
Há dois anos, lideranças de comunidades do Complexo da Penha entregaram ao poder público lista de pedidos de intervenções, que passavam por obras de contenção de encostas, cobertura de quadras poliesportivas e construção de creches.
Alcir Azevedo, primeiro secretário da Associação de Moradores do Morro da Caixa D'água, diz que os pedidos foram atendidos. Mas cobra ainda investimento semelhante ao que ocorreu no Complexo do Alemão.
"Dizem que a verba do PAC já foi liberada. Esperamos receber benefícios semelhantes aos que foram instalados no Alemão", diz, Alcir, referindo-se ao teleférico.
Apelo por investimento nos trens
Presidente da Associação Comercial e Industrial Leopoldinense, Marco Moutinho acredita que um dos principais problemas da Penha é falta de incentivo para o transporte ferroviário.
Ele aponta falha no planejamento da estação: acessos só por escadas. "Isso dificulta que idosos e portadores de necessidades especiais usem o trem". Moutinho observa que, de carro, engarrafamentos fazem o trajeto da Penha ao Centro levar até duas horas. De trem, chega-se à Central do Brasil em menos de 20 minutos.
"Se houvesse maior investimento nos trens e nas estações, diminuiria o número de linhas de ônibus que congestionam o bairro e a Av. Brasil", conclui.


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domingo, 28 de outubro de 2012

Criação de parque impedirá construções no entorno da Lagoa e do Canal de Marapendi

28/10/2012 - O Globo

Para a transformação de toda a reserva em parque, Câmara dos Vereadores terá que aprovar um projeto de lei a ser enviado nos próximos dias pela prefeitura

A Lagoa de Marapendi impressiona pela beleza e pela poluição, mais acentuada nas proximidades do Canal das Taxas (à direita) Custodio Coimbra
RIO - A Reserva de Marapendi, na Barra da Tijuca, consegue ser bonita e degradada ao mesmo tempo. Na lagoa e no canal que levam seu nome, encontra-se uma fauna em que espécies como o jacaré-de-papo-amarelo, a capivara e aves migratórias como o falcão-peregrino, o martim-pescador e a batuíra convivem com águas extremamente poluídas. Mas agora o poder público parece querer limpar a área. O prefeito Eduardo Paes anunciou que transformará toda a reserva em parque, proibindo assim novas construções no entorno da lagoa e do canal.

Parte da lagoa, próximo ao Canal das Taxas, em sua parte leste, já era parque. Agora a parte oeste também será. Para isso, a Câmara dos Vereadores terá de aprovar um projeto de lei, a ser enviado nos próximos dias pela prefeitura.

Se algum proprietário quiser construir na Reserva de Marapendi, a prefeitura não vai permitir o empreendimento e vai transferir o potencial construtivo para outra área da Barra. Se for o caso de um hotel de três andares, por exemplo, a prefeitura vai adquirir aquele terreno e autorizar esse parâmetro em outro lugar do bairro explicou Paes.

O trecho da reserva que não pertence ao Parque de Marapendi é atualmente uma área de proteção ambiental.

Independentemente do projeto a ser enviado à Câmara, algumas ações já estão em curso. Agentes do Mosaico Carioca órgão da Secretaria municipal de Meio Ambiente que abarca todas as unidades de conservação da capital visitaram 140 endereços, entre prédios, condomínios e casas, exigindo que eles se conectem à rede formal de coleta de esgoto da Cedae já existente ao longo do Canal das Taxas. E boa parte da Favela do Terreirão, no Recreio dos Bandeirantes, que ainda despeja seu esgoto no mesmo canal, já se ligou também aos troncos da companhia, de acordo com a própria Cedae.

A despoluição do Canal das Taxas é fundamental para a limpeza da Lagoa de Marapendi. A receptividade dos donos dos imóveis foi boa, mas daqui a dois meses faremos novas vistorias disse Celso Junios, secretário-executivo do Mosaico Carioca, acrescentando que todo o Canal das Taxas foi cercado, para proteger animais, que eram constantemente atropelados.

Presidente da Cedae, Wagner Victer disse que os endereços dos imóveis sem conexão com a rede foram encaminhados ao Ministério Público estadual, para que acionem os proprietários.

É responsabilidade dos donos dos imóveis fazer essa ligação disse Victer.

Ideia é formar um corredor verde

Segundo o Mosaico Carioca, o cronograma do Instituto Estadual do Ambiente (Inea) para a dragagem do Complexo Lagunar de Jacarepaguá vai priorizar o Canal das Taxas.

O Canal das Taxas liga a Lagoa de Marapendi ao Parque Chico Mendes. Despoluído e livre do assoreamento, ele se transforma num corredor verde. Esse é o nosso projeto piloto de despoluição das lagoas, numa ação conjunta com outros órgãos do município e do estado disse Celso Junios.

De barco, repórteres do GLOBO puderam conferir várias saídas de esgotos de condomínios de classe média, ao longo do Canal de Marapendi, que desaguam na lagoa. No canal se veem ainda galerias de águas pluviais que despejam dejetos. Uma pequena comunidade também descarrega seu esgoto naquelas águas. Mas é na Lagoa de Marapendi que pode ser vista a maior poluição, vinda do Canal das Taxas, como prova a mancha observada em voos de helicóptero sobre a região.


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Estacionar já custa até R$ 18 por hora

27/10/2012 - O Globo

Empresas cobram valores diferentes, de acordo com o tamanho do carro

Em Ipanema, na Rua Visconde de Pirajá, estacionamento chega a cobrar R$ 18 a hora

Marcos Tristão

RIO - Com uma frota de quase dois milhões de veículos de passeio na cidade e poucas vagas legalizadas nas ruas (o Rio Rotativo tem 43 mil), o carioca virou refém de estacionamentos privados que, sem uma legislação específica, não seguem tabela e, geralmente, praticam preços diferenciados de acordo com a localização do estacionamento. Os mais caros chegam a cobra R$ 32 pelo período de duas horas. Outro fator que influencia o valor cobrado pelas empresas é o tamanho do carro e, em alguns locais, o preço pode sofrer variação de até 80%.

Repórteres do GLOBO percorreram aleatoriamente 12 estacionamentos na Zona Sul e no Centro do Rio. Na disputa pelo topo do ranking dos mais caros, o administrado pela Estapar, no Fórum de Ipanema, na Visconde de Pirajá, divide o pódio com outro que funciona na mesma rua, da Gepark. Neles, o motorista desembolsa R$ 32 a cada duas horas. No Morumbi, bairro nobre de São Paulo, onde a Estapar também oferece vagas, a hora sai por R$ 14 R$ 4 a menos que o valor pago por hora em Ipanema.

Para Patricia Resende, abordada na fila do estacionamento do Fórum de Ipanema, os valores são abusivos:

Mas não há vaga na rua.

Na Visconde de Pirajá, Fernanda Fukelman preferiu dar algumas voltas antes de conseguir uma vaga no Rio Rotativo para ir à videolocadora.

Só pago estacionamento caro em situações extremas.

Na Rua Dias Ferreira, no Leblon, a empresa Gepark cobra de acordo com tamanho do veículo: até uma hora, carros pequenos pagam R$ 18, e os grandes, R$ 20. Na Visconde de Pirajá, a empresa Patropi, que explora 50 estacionamentos na cidade, cobra pela primeira hora R$ 10 (carros pequenos), R$ 13 (médios) e R$ 18 (grandes). Segundo o gerente Wilson Rodrigues, o que pesa é o valor do seguro.

No Centro, o subterrâneo da Cinelândia, com 1.036 vagas, da Estapar, cobra R$ 12 pelos primeiros 60 minutos, e um adicional de R$ 9 até a segunda hora. No Terminal Menezes Cortes, o motorista paga ainda mais caro: R$ 14 na primeira hora. Depois, R$ 28 até o fim da segunda hora.

Quem anda de carro tem que pagar mais. É um alerta para migrarem para o transporte público avalia o economista André Braz, professor da Fundação Getúlio Vargas.

Procurados pelo GLOBO, representantes da Gepark não responderam as questões. A Estapar, que tem 83 pontos na cidade , argumenta que os preços são impactados pelo aluguel e mão de obra, e que o déficit de vagas também afeta os valores. Quanto à diferença do preço cobrado no Rio e em São Paulo, a empresa afirma: os preços são equivalentes.

Parada de Emergência

Estacionar em hospital também custa caro. Numa situação de emergência, o motorista Eliezer Viana pagou R$ 11 na Clínica São Vicente, na Gávea. De acordo com a tabela do estacionamento, o valor mínimo cobrado é R$ 9, por até 30 minutos. Até quatro horas e meia, R$ 36. A partir daí, são mais R$ 2 por 30 minutos ou fração.

Shoppings também cobram valores altos, ainda mais em áreas VIP. Na do Shopping Leblon, são R$ 10 pelos primeiros 30 minutos. No rotativo, o motorista paga apenas R$ 3 por meia hora, mas não tem direito a manobrista, água e café.


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sábado, 27 de outubro de 2012

Aportes em comunidades somam mais de R$ 700 mi

24/10/2012 - Jornal do Commercio

Revitalização executada pela Emop em Manguinhos e no Jacarezinho inclui obras de infraestrutura e novas moradias. Cedae também anuncia investimentos na região

Por intermédio da Secretaria Estadual de Obras (Seobras), o governo fluminense está destinando mais de R$ 700 milhões para a região onde ficam as comunidades de Manguinhos e do Jacarezinho, na Zona Norte do Rio de Janeiro. Entre as intervenções previstas e em andamento estão obras de infraestrutura e de saneamento, além de novas moradias e a construção da Cidade da Polícia.
Executado pela Empresa de Obras Públicas do Estado (Emop), o programa de revitalização envolve uma extensa área do Complexo de Manguinhos, entre as avenidas Dom Hélder Câmara e Leopoldo Bulhões. Atualmente, três obras de infraestrutura do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC 1) estão em andamento, sendo duas no entorno da Avenida Leopoldo Bulhões e a terceira no terreno da antiga fábrica da Cooperativa Central dos Produtores de Leite (CCPL), em Benfica.
As obras ao longo da Avenida Leopoldo Bulhões, na Rua Uranos e na área da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), estão sendo intensificadas para construção de ruas, ciclovias e quadras poliesportivas, entre outras coisas. Já na área da antiga Conab, as moradias vão dar lugar a um grande centro esportivo, orçado em R$ 34 milhões. No local, a Emop já demoliu 34 residências. Outras 650 famílias, que já estão recebendo aluguel social, devem sair nos próximos dias.
A Emop também iniciou a construção de 728 unidades habitacionais na área onde funcionava a antiga4trbrica da CCPL. No terreno serão construídos 32 blocos de apartamentos e áreas de lazer, com praça arborizada, espaço para recreação infantil e quadra poliesportiva. "Estamos reocupando locais abandonados há décadas, onde havia violência. Já fizemos grandes investimentos, em parceria com o governo federal, que somam mais de R$ 550 milhões e vamos fazer mais", afirmou o vice-governador e coordenador de Infraestrutura do estado, Luiz Fernando Pezão, destacando ainda a construção da Cidade da Polícia.
Saneamento
A Companhia Estadual de Águas e Esgotos (Cedae) também confirmou que construirá uma rede coletora para levar o esgoto produzido em Manguinhos e no Jacarezinho à Estação de Tratamento de Esgoto Alegria (ETE), no Caju. Com orçamento de cerca de R$ 250 milhões, a obra financiada pela Caixa Econômica Federal faz parte do compromisso firmado entre governo fluminense e o Comitê Olímpico Internacional (COI) para a despoluição da Baía de Guanabara.
O projeto ainda está em fase de licitação. Com o coletor, 2,3 mil litros de esgoto deixarão de ser lançados diariamente na baía. "Todo o esgoto de Manguinhos e do Jacarezinho é lançado hoje in natura no Rio Faria-Timbó, que deságua na Baía de Guanabara", afirmou o presidente da Cedae, Wagner Victer.
Os dutos colocados embaixo da terra funcionarão como artérias de escoamento do esgoto produzido pelos moradores das comunidades. Desde a pacificação, as comunidades vem recebendo melhorias da Cedae. No total, já foram realizados reparos em cerca de 80 vazamentos nos complexos.


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Lançado edital para hotel e centro de negócios no Santos Dumont

24/10/2012 - Infraero

Lançado edital para hotel e centro de negócios no Santos Dumont
A Infraero publicou nesta quarta-feira (24/10) o edital de licitação para concessão de uso de área destinada à implantação e exploração de hotel e centro de negócios no Aeroporto do Rio de Janeiro/Santos Dumont (RJ). A concessão corresponde a uma área de 4.785 m² que compreende os antigos prédios da Varig e da Vasp, que, respectivamente, acolherão o hotel e o centro de negócios. A licitação inclui também um espaço não edificado de 8.432 m², além de um balcão para reservas localizado no terminal de passageiros do Santos Dumont , totalizando uma área de 13.223 m². A data de abertura do certame está prevista para 8/1 de 2013.

O edital pode ser acessado aqui.

O contrato contempla atividades de hotelaria, categoria quatro estrelas, com serviços de café da manhã incluídos na diária, Room Service e lavanderia 24 horas, traslado do hotel para o aeroporto, internet wireless gratuita e outras facilidades. O empreendimento também poderá oferecer atividades complementares, como loja de conveniência/joalheria, agência de viagens e loja de câmbio. Já o centro de negócios funcionará sete dias por semana e contará com recepcionistas bilíngues, serviços de impressão, cópia, digitalização, encadernação e plastificação de documentos, serviços de tradução para os principais idiomas comerciais, concierge, editoração eletrônica, vídeo e teleconferências, reservas de táxi, automóvel, passagem área, hotel, cafeteria, restaurante, papelaria, loja de conveniência, entre outros.

O preço mínimo mensal ofertado para a licitação não poderá ser inferior a R$ 764,1 mil. A vigência do contrato será de 25 anos, contados a partir da assinatura da Ordem de Serviço, sendo que o prazo de amortização dos investimentos será no máximo de 16 anos, sem prorrogação.

"Com essa iniciativa, a Infraero alia dois aspectos do Rio de Janeiro: um como um dos principais destinos turísticos do país e um dos mais representativos centros de negócios do país", destacou o diretor Comercial da Infraero, Geraldo Moreira Neves.


Assessoria de Imprensa - Infraero
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O tradicional bondinho do Rio de Janeiro, um dos mais célebres cartões postais do Brasil, celebra cem anos neste sábado, 27.

27/10/2012 - O Estado de São Paulo

Ao longo destes período, 40 milhões de pessoas puderam conferir as belezas do Rio ao fazerem o percurso aéreo até o morro Pão de Açúcar.

Entre os visitantes ilustres que realizaram o trajeto figuram nomes como o presidente americano John F. Kennedy e o cientista alemão Albert Einstein.

A impressionante beleza do trajeto já inspirou até mesmo produções de Hollywood. O agente secreto 007 protagonizou uma fictícia luta à bordo do bondinho contra um terrível inimigo, no filme 007 Contra o Foguete da Morte.

A construção do bondinho foi um marco e um desafio. Para transportar o equipamento trazido da Alemanha foram contratados alipinistas.

Na época de sua construção, só havia outros dois teleféricos semelhantes no mundo, na Espanha e na Suíça e os primeiros bondinhos eram de madeira.

Os teleféricos atuais, de vidro e com laterais panorâmicas, só foram surgir em 1972. O modelo atualmente em vigor tem capacidade para 65 pessoas, contra 22 da antiga versão.

A Companhia Aérea do Pão de Açúcar planeja reformas no teleférico de cerca de R$ 4 milhões, mas estas só deverão ocorrer após a Copa do Mundo de 2014.

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sexta-feira, 26 de outubro de 2012

Rio déco

25/10/2012 - Jornal do Commercio, Marcia Peltier

Duas joias do art déco carioca, em mau estado de conservação, vão ser recuperadas e poderão entrar para a lista de exemplares do estilo arquitetônico dignos de visitação na cidade. O pequeno prédio da Ladeira Santa Leocádia, em Copacabana, de 1929, foi comprado pela SIG Engenharia e manterá sua vocação residencial. Já o edifício de 12 andares e área de 20 mil m² da Rua da Glória 122, de 1939, será transformado num grande centro empresarial.



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Começam as obras de duplicação da Avenida do Contorno

26/10/2012 - O Globo

Com prazo de execução de dois anos, as intervenções vão custar R$ 26,7 milhões

A Avenida do Contorno, em Niterói, em um dos acessos à Ponte Rio-Niterói Márcia Foletto / O Globo

RIO - Com atraso de 38 anos, começam nesta sexta-feira as obras de duplicação da Avenida do Contorno, trecho inicial da da BR-101/Norte, em Niterói. Com dois quilômetros de extensão, a rodovia é um dos principais gargalos da entrada e saída do Rio, responsável por engarrafamentos diários que se agravam nos fins de semana do verão, pois é o principal acesso à Região dos Lagos. Com prazo de execução de dois anos, as obras vão custar R$ 26,7 milhões. Não haverá interdições de pistas durante o fluxo de verão.

O ministro da Secretaria de Assuntos Estratégicos (SAE), Moreira Franco, disse que foi aproveitado o projeto original da duplicação, atingindo áreas de estacionamento dos estaleiros, na pista sentido Rio, porque não houve acordo com a prefeitura de Niterói para duplicar a rodovia no sentido contrário, que atingiria uma área do Cemitério do Maruí. O impasse atrasou o início das obras, que são prometidas de 1974, quando foi inaugurada a Ponte Rio-Niterói.

Esta obra é de fundamental importância para todo o estado para acabar com o caos diário dos engarrafamentos e com o inferno no trânsito nos fins de semana do verão disse o ministro, que é ex-prefeito de Niterói.

Defensor Público da União, André Ordacgy fez uma vistoria na Avenida do Contorno no início do ano e cobrou rapidez no processo da duplicação da Avenida do Contorno, por onde passam cerca de 90 mil veículos por dia. Ele disse que vai acompanhar o cronograma de obras para que os prazos sejam cumpridos e para que sejam tomados cuidados com a segurança dos usuários da rodovia principalmente durante as obras, que serão feitas pela concessionária Autopista Fluminense.

O início da duplicação é uma vitória da população e da imprensa, que cobraram das autoridades o cumprimento do princípio constitucional da eficiência, que deve nortear a administração pública. O aumento de capacidade da rodovia vai melhorar a qualidade de vida de milhares de pessoas que sofrem com os engarrafamentos comemorou o defensor.

O alargamento vai atingir 3,5 metros da faixa de domínio da rodovia, que foi ocupada em alguns trechos por construções irregulares. Com duas pistas em cada sentido, a Avenida do Contorno foi aberta na década de 60, pelo governo do antigo Estado do Rio, para ligar Niterói a São Gonçalo. O estrangulamento aconteceu quando a via passou a receber o fluxo da Ponte Rio-Niterói.


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terça-feira, 23 de outubro de 2012

Hotel e residência

23/10/2012 - O Globo

Começa ainda este mês a construção do Grand Hyatt Rio, misto de hotel e condomínio residencial na Praia da Barra. Será o primeiro hotel da rede no estado; o segundo no Brasil. Terá 436 apartamentos e suítes. Fica pronto em 2015. Até 2016, o grupo terá 22 hotéis na América Latina.



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Viaduto da Perimetral começou a ser derrubado no Rio

23/10/2012 - Idéias e Transporte

Teve início nesta segunda-feira o processo de derrubada do Elevado da Perimetral, Zona Portuária do Rio de Janeiro. A obra deverá terminar em 2015, de acordo com previsões. O custo estimado para a demolição do primeiro trecho da via é de mais de R$ 1 bilhão, conforme mostrou reportagem do "RJTV", da "TV Globo". A obra será feita por etapas, com o objetivo de não tumultuar o trânsito da região.
A rampa de descida da Perimetral para a Avenida Rodrigues Alves, que vai ser desmontada, está fechada ao trânsito desde 2011. Os técnicos vão, na primeira fase, retirar toda a mureta de proteção, cuja estrutura de concreto é cortada com um fio coberto por aneis de diamante.
A derrubada da alça de acesso à Perimetral, para quem vem da Praça Mauá, é a segunda etapa prevista, que deverá começar em novembro. Durante as obras, o acesso à Perimetral a partir deste ponto será retirado e terá o acesso invertido.

Assista abaixo à reportagem:



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Maracanã sem pistas de atletismo e piscina

23/10/2012 - O Globo, Luiz Ernesto Magalhães

Reformado por R$ 10 milhões (valores da época) para receber as provas de polo aquático do Pan de 2007, o Parque Aquático Júlio Delamare será demolido, juntamente com o Estádio de Atletismo Célio de Barros. Os dois equipamentos esportivos, que hoje integram o complexo esportivo do Maracanã, serão reconstruídos num terreno em São Cristóvão, segundo a minuta do edital de concessão divulgado nesta segunda-feira. O bota-abaixo faz parte da engenharia financeira encontrada pelo governo do estado para transformar o Maracanã e o Maracanãzinho num negócio mais atraente para investidores privados, que vão explorar a área por 35 anos.

Apesar de o estado já estar investindo R$ 859,9 milhões no Maracanã, o vencedor da concorrência ainda terá que gastar mais R$ 469,4 milhões para tornar o espaço uma opção de lazer mais atraente, sem depender tanto das receitas do futebol. Na conta, estão ainda a demolição e o reassentamento do Célio de Barros e do Júlio Delamare em São Cristóvão, com a construção, no espaço que ficará vago no Maracanã, de bares, restaurante, dois estacionamentos com duas mil vagas e heliponto, que vão gerar rendimentos para a concessionária.

Ginásio terá menos lugares

A empresa ainda terá que fazer melhorias na drenagem interna do Maracanã, para evitar enchentes, e fazer reformas no Maracanãzinho, que já passou por uma recuperação de R$ 92 milhões para o Pan. Para receber o vôlei nas Olimpíadas de 2016, o ginásio terá novamente as arquibancadas, que passarão a ser retráteis, reformadas. Com isso, a capacidade do ginásio vai encolher de 11.424 para 9.914 lugares. Como o projeto olímpico prevê a construção de duas quadras de aquecimento, a Escola Municipal Friedenreich, que funciona no complexo, será transferida para um local ainda não escolhido.

Apesar das despesas, em 35 anos, o concessionário deve chegar a uma receita de mais de R$ 2 bilhões, descontados os investimentos. Mas o estado verá só uma pequena parcela desse dinheiro, que nem pagará as obras em andamento. O valor da outorga anual previsto no edital é de R$ 7 milhões, a serem quitados em 33 parcelas anuais, com dois anos de carência. Ou seja: o governo estadual receberá apenas R$ 231 milhões passados os 35 anos, ou 26,86% do total investido, caso a concessão ocorra pelo valor mínimo.

- Quando nós começamos a estudar a concessão do Maracanã, em 2008, pensávamos em transferir à iniciativa privada os custos de fazer a reforma completa. Mas a conta não fechava, devido ao elevado nível de gastos para prepará-lo para os megaeventos. E mais investimentos privados serão necessários nos próximos dois anos no complexo - disse o secretário-chefe da Casa Civil, Regis Fichtner.

Ele confirmou que o antigo prédio do Museu do Índio será demolido. A tarefa também caberá à concessionária. Segundo Fichtner, o objetivo é atender à exigência da Fifa de fazer melhorias na circulação no entorno do Maracanã, para garantir que o estádio seja esvaziado em oito minutos no caso de emergências.

Clubes ficarão de fora

De acordo com a minuta do edital, nenhum clube de futebol terá exclusividade pelo uso do espaço. Para atender a esse item, não poderão participar da concorrência clubes ou grupos que tenham vínculos com eles. Além disso, para manter o estádio com a vocação de "templo mundial do futebol", não poderá haver símbolos de qualquer clube no Maracanã.

Segundo o secretário, as atuais instalações do Parque Aquático Júlio Delamare e o Estádio Célio de Barros só serão demolidas quando as novas ficarem prontas. O edital, no entanto, não deixa isso claro: informa que caberá aos concorrentes elaborar um plano de trabalho com prazos para a execução de todos os projetos.

O parque aquático e o estádio de atletismo eram tombados desde 2002 por decreto do ex-prefeito Cesar Maia. Para viabilizar a concessão, o ato foi revogado na segunda pelo prefeito Eduardo Paes. O terreno onde os dois serão reconstruídos fica próximo às chamadas cocheiras do Imperador, que recentemente foram motivo de polêmica, já que a prefeitura planejava sua demolição para obras de reurbanização visando às Olimpíadas. Nesta segunda-feira, o município informou que o projeto foi revisto e as cocheiras - marco histórico da história do Império no Brasil - serão mantidas.

Um dos grupos que devem participar da concorrência é o IMX, do empresário Eike Batista. A empresa foi responsável por contratar os estudos de viabilidade, ao custo de R$ 2,3 milhões, que serviram de base para elaborar o edital. A audiência pública para a apresentação oficial do edital será no dia 8 de novembro, às 18h, na sede do Galpão da Cidadania, na Rua Barão de Teffé, na Gamboa. Com base nos resultados da audiência, o edital ainda poderá sofrer alterações. A data da licitação ainda não está marcada.

Maracanãzinho pode mudar de nome

A minuta prevê ainda que o concessionário será obrigado a manter o nome do estádio. Já o Maracanãzinho poderá ter o nome alterado, para a geração de receitas.

A ideia é que o novo operador assuma o complexo do Maracanã antes da Copa das Confederações, prevista para junho de 2013. A concorrência abre a possibilidade de participação de empresas estrangeiras. O edital leva em conta não apenas o preço da outorga, mas também a experiência na gestão e na operação de complexos de entretenimento.

As confederações brasileiras de Desportos Aquáticos (CBDA) e de Atletismo (CBAt) desconheciam os detalhes sobre a demolição do Parque Aquático Júlio Delamare e do Estádio Célio de Barros, na minuta do edital de concessão do Maracanã à iniciativa privada.

Presidente da CBAt, Roberto Gesta de Melo soube da demolição do estádio pelos jornais. Segundo ele, não basta prometer que um outro espaço será construído antes da demolição do antigo. É preciso que isso esteja escrito no contrato e com data para concluir a obra.

Na minuta do edital, é transferida à empresa privada que ganhar a concorrência a responsabilidade de construção do novo estádio. O documento, no entanto, não estipula um prazo para que tudo fique pronto.

Como responsável maior pelo atletismo no país, Gesta acredita que deveria ter sido ao menos consultado sobre a demolição do estádio. Em 2007, ano do Pan, a CBAt também não foi consultada sobre a concessão do Engenhão - que também é um estádio de atletismo e foi construído com dinheiro público - ao Botafogo.

Com duas medalhas olímpicas no currículo e dono da melhor marca já feita nos 100m rasos no Célio de Barros, Robson Caetano faz coro com o presidente da CBAt.

- É uma atrocidade destruir o Célio de Barros sem antes construir um outro estádio melhor. Pior ainda é não consultar os atletas sobre essa possibilidade - disse Robson.


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segunda-feira, 22 de outubro de 2012

RJ tem primeira pousada classificada pelo SBClass

RJ tem primeira pousada classificada pelo SBClass

22/10/2012 - Panrotas

A pousada Água Marinha, localizada em Cabo Frio, Região dos Lagos do Rio de Janeiro, recebeu a classificação duas estrelas pelo novo Sistema Brasileiro de Classificação de Meios de Hospedagem (SBClass), do Ministério do Turismo. O empreendimento é o primeiro a receber a chancela do governo federal no Estado do Rio de Janeiro.

"Fico feliz em saber que a minha pousada foi a primeira do Estado a receber a certificação e, que a partir de agora, somos uma referência para o nosso segmento", comemora o proprietário do empreendimento, Sérgio Luís Azevedo.



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Aos 100 anos, bondinho do Pão de Açúcar enfrenta desafios

22/10/2012 - Agência Estado

Reconhecido em todo o mundo, o bondinho, na zona sul do Rio, completa 100 anos no próximo sábado (27)

Ícone brasileiro reconhecido em todo o mundo, o bondinho do Pão de Açúcar, na zona sul do Rio, completa 100 anos no sábado. Com 40 milhões de visitantes e título de patrimônio da humanidade pela Unesco, o monumento inicia as comemorações de olho no período mais difícil de seu centenário - o calendário de grandes eventos da cidade e o incremento no fluxo de turistas dos próximos quatro anos.

A expectativa é de aumento anual de 10% no número de visitantes, o que representará, em 2016, mais de 2 milhões de pessoas. Após a Olimpíada, a Companhia Caminho Aéreo Pão de Açúcar, que administra a concessão do sistema, projeta crescimento ainda maior e status semelhante ao dos mais visitados monumentos do mundo.

A comparação pelos números já equipara o bondinho ao conjunto arquitetônico de Alhambra, no sul da Espanha. Mas as semelhanças param por aí. Na Alhambra, é possível comprar bilhetes com antecedência, pela internet, com dia e hora previamente agendados. No bondinho, a bilhetagem e o acesso ao passeio são os principais gargalos enfrentados pelos turistas.

Um sistema semelhante ao espanhol deve ser inaugurado em dezembro, mas hoje apenas oito bilheterias atendem o fluxo de 4,5 mil visitantes por dia na alta estação, o que causa filas e queixas entre turistas e moradores do entorno. O fluxo, que se concentra no fim da manhã e da tarde, é de 80 viagens diárias, cada uma com 65 passageiros. Em 2016, o número de viagens do teleférico saltará para mais de 200, com 7,5 mil visitantes. O máximo que o sistema comporta são 13 mil pessoas.

"Ainda temos a capacidade teórica de crescimento em 30% do público. Digo teórica pois as pessoas não chegam distribuídas ao longo do dia. Vamos incentivar, com descontos, a vinda em horários ociosos, para a gente não estrangular o sistema", explica Maria Ercília Leite de Castro, presidente da Companhia Caminho Aéreo Pão de Açúcar.

Prazos. Além da mudança no sistema operacional, o grupo planeja investir R$ 4 milhões em uma grande reforma das instalações - com teto solar nas estações, mudanças no auditório, pisos, lanchonetes e sanitários. Mas a empresa admite que não conseguirá realizar as reformas a tempo da Copa de 2014. Como o conjunto paisagístico do Pão de Açúcar é tombado, o projeto de reforma precisa passar por avaliação do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), que ainda não liberou as intervenções.

"Já perdemos o timing para a Copa. A gente vai fazer uma reforma de peso nas estações até a Olimpíada", afirma Maria Ercília. Hoje, apenas quatro lanchonetes atendem o público - três no Morro da Urca, a segunda estação, e uma no Pão de Açúcar.

Além da necessidade de modernização, o grupo também é criticado pelos preços dos serviços, principalmente pelos turistas brasileiros. Hoje, eles representam 70% dos visitantes e foram os responsáveis, nos últimos dez anos, pelo crescimento de mais de 270% na visitação ao monumento. Os ingressos para o passeio de teleférico custam R$ 53 e uma lata de refrigerante, R$ 7. Nas lojas de souvenir, uma sandália chega a R$ 150.

"Este é um dos maiores símbolos da cidade, algo que todo mundo quer conhecer, mas a gente não tem condição de pagar. Tudo é muito caro, voltado para o turista de fora", reclama a estudante carioca Ana Carolina da Silva, de 17 anos, que foi ao bondinho pela primeira vez na última semana em visita escolar.

Fonte: Agência Estado


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A alternativa de bairros populares na Avenida Brasil

21/10/2012 - O Globo

Via expressa, com infraestrutura e rede de serviços já existentes, mas que podem ser melhoradas, poderia abrigar novos programas urbanísticos e habitacionais

Ao anunciar que pretende desapropriar a área da Refinaria de Manguinhos e ali implantar um projeto habitacional, o governador Sérgio Cabral pode ter reaberto uma discussão vital para o desenvolvimento urbanístico do Rio. Polêmicas à parte sobre a viabilidade de Cabral conseguir de fato levar à frente a ideia, Manguinhos está no circuito do que pode ser um programa com potencial para mudar radicalmente o modo de ocupação da cidade e de sua região metropolitana: a transformação da Avenida Brasil, e seu entorno imediato, num vasto corredor de bairros populares formais.
A alternativa não é nova. Um estudo do Sindicato da Construção Civil (Sinduscom) propõe, há anos, o projeto de bairros populares ao longo da via, amparado por circunstâncias que se juntam para viabilizar a ideia: a Avenida Brasil liga as imediações do Centro da cidade, pela Zona Portuária, ao subúrbio através de uma rede de infraestrutura e de serviços (transportes, ramais ferroviários, rede de energia elétrica, abastecimento de água, imóveis que podem ter sua destinação revista e amplas áreas para novas construções) que, modernizada, daria o suporte necessário aos moradores desses novos distritos. Adicionalmente, o Rio vive um momento de transformações urbanísticas que preveem melhorias no sistema viário dessa grande artéria, como a construção do BRT Transbrasil, um vital desafogo para a atualmente crítica ligação do Rio com a Baixada Fluminense.
Hoje, a Avenida Brasil é um degradado corredor expresso de 58 quilômetros, distribuídos por 27 bairros. Nessa que é a mais importante via expressa do Rio e a maior avenida em extensão do país, estende-se um desanimador exemplo de mau aproveitamento urbanístico. O corredor viário está saturado pela falta de planejamento do transporte coletivo, com linhas de ônibus que se superpõem em trechos mais valorizados e demandas de frequência em zonas menos atraentes. A malha ferroviária tem potencial para melhorar a oferta de serviços, um objetivo a ser equacionado. Mantê-la num estado de sub-aproveitamento é uma contradição com os planos de realinhamento urbanístico da cidade.
Estudos indicam que o projeto de bairros populares é viável - inclusive do ponto de vista financeiro, graças a linhas de crédito disponíveis e melhoria do perfil econômico da população. O Minha Casa, Minha Vida se soma ao Morar Carioca para viabilizar esses bairros. Por fim, aproveitar a vocação da via terá reflexos diretos em ações de desfavelização, com a transferência para essas regiões, mais bem servidas de serviços, de famílias que vivem em áreas de risco nos morros ou em locais inadequados. A discussão, portanto, extrapola os limites de Manguinhos. É mais ampla e diz respeito ao futuro do Rio.


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A casa da Atlântica

20/10/2012 - O Globo

Está à venda a última casa da Atlântica - a outra, onde funciona o Consulado da Áustria, na altura da Souza Lima, já foi vendida e deve virar hotel. Quase na esquina da Santa Clara, a "casa de pedra" pertencia a uma senhora de 101 anos que morreu em maio. Os herdeiros resolveram vendê-la. Duas construtoras negociam a compra.


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O rush agora não tem hora: acontece o dia inteiro no Rio

22/10/2012 - O Globo

Gerente de uma concessionária de automóveis na Barra da Tijuca e morador do Leblon, Luís Oscar Assunção Ribeiro, de 54 anos, adotou a tática de mudar de itinerário para fugir dos engarrafamentos. Seguir pela Gávea e pegar a Rua Artur Araripe, já na entrada do Túnel Acústico, na Autoestrada Lagoa-Barra, é uma delas. Usar a Estrada do Joá como alternativa aos túneis e ao elevado que ligam São Conrado à Barra é outra. A Avenida das Américas é também substituída pela Sernambetiba. Mesmo no contra-fluxo e se valendo de artifícios, Ribeiro leva uma hora para chegar ao trabalho, um percurso que, sem engarrafamento, pode ser feito em 20 minutos.

— Tenho de dar umas quebradas para chegar às 9h no trabalho — conta o gerente. — A Barra está saturadíssima. Daqui a um ano ou dois, só indo de helicóptero ou morando na Barra.

O que Ribeiro constata no dia a dia tem respaldo técnico. Segundo o diretor de Operações da CET-Rio, Joaquim Dinis, que trabalha com trânsito há 20 anos, em algumas vias os engarrafamentos se estendem ao longo do dia, não se limitando aos horários de rush:

— É o caso do Túnel Rebouças, da Autoestrada Lagoa-Barra, das avenidas Brasil, Francisco Bicalho, Borges de Medeiros e Ayrton Senna, do centro da Taquara e da Rua Jardim Botânico, esta no sentido Gávea.

Rush cada vez mais cedo

São muitos veículos em circulação: 1,1 milhão saem das garagens todos os dias, 25% a mais do que há dez anos. A frota em circulação é identificada pela CET-Rio através de contagens de tráfego e medições feitas por equipamentos eletrônicos. Sem falar que o rush da manhã está começando cada vez mais cedo, o que levou a CET-Rio a antecipar em uma hora, para as 5h, o horário de início de trabalho dos seus controladores.

— O crescimento da cidade e do poder aquisitivo da população faz com que mais pessoas estejam se locomovendo, circulando nos corredores de tráfego — avalia Dinis.

Um transtorno vivido ainda mais pelos que trafegam nas chamadas vias estruturantes (como Avenida Brasil, Túnel Rebouças e Linha Amarela), de acordo com o diretor de Planejamento da CET-Rio, Ricardo Lemos:

— As vias estruturantes operam, nos horários de pico, no limite de sua saturação. Qualquer incidente, por menor que seja, provoca congestionamento e gera uma onda de choque que se propaga por vias do entorno. Os congestionamentos também ocorrem pela perda de capacidade decorrente das mudanças das características físicas da via, como estreitamento ou redução do número de faixas; e, ainda, devido a outros fatores, como a concorrência de duas vias com grande volume de veículos.

Falhas de engenharia, sinais em autoestradas, transporte público deficiente, facilidades para a compra de carros, além das infrações cometidas por motoristas são também citados por especialistas como outras causas dos nós no trânsito.

Para o engenheiro de transportes Miguel Bahury — responsável pela criação da Secretaria municipal de Transportes e da CET-Rio —, a solução para o Rio está no metrô e no trem.

— Não sou contra o BRT, mas esses corredores segregados para ônibus são uma solução paliativa. Os BRTs devem ser integrados ao trem e ao metrô. Os ônibus têm de ser meios de transporte complementares — diz ele, que presidiu o metrô.

Uma proposta dos engenheiros Bahury e Carlos Theófilo foi aprovada pelo Clube de Engenharia e encaminhada ao governador Sérgio Cabral. Uma das ponderações é que não basta construir a perna da Linha 4 do metrô entre a Barra (Jardim Oceânico) e a Praça General Osório (Ipanema):

— É preciso começar a construir um sistema em rede. Para isso, as prioridades imediatas são construir a estação do metrô da Gávea em dois níveis, para atender às duas pernas da Linha 4; fazer a perna da Linha 4 entre a Gávea e Botafogo; implantar a ligação entre as estações Estácio e Carioca, para evitar a superposição de passageiros da Linha 2 na Linha 1; e fazer os cinco quilômetros de túnel ligando a Gávea à estação Uruguai — diz Bahury.

Engenheiros: mais trens

As medidas imediatas, que, segundo o Clube de Engenharia, deveriam ser implementadas num futuro próximo são a realização de estudos sobre a expansão da Linha 4 entre o Jardim Oceânico e o Terminal Alvorada e sobre a implantação de metrô de superfície entre Alvorada e o Fundão. Outra providência seria a ampliação da oferta ferroviária: os trens, que já levaram 1,2 milhão de passageiros por dia, hoje transportam 500 mil. Bahury chama a atenção ainda para problemas de engenharia de trânsito. Um dos mais graves, segundo ele, está nas ruas Mário Ribeiro e Padre Leonel Franca, na Lagoa-Barra. Ele discorda da instalação de sinais nos cruzamentos dessa via expressa.

Mergulhão na lagoa-barra

Diretor do Clube de Engenharia, Jaques Sherique defende a construção de mergulhões na Lagoa-Barra, em substituição aos sinais de trânsito na Praça Sibelius. Próximo à autoestrada, ele identifica outra falha de engenharia no entroncamento das avenidas Delfim Moreira, Visconde de Albuquerque e Niemeyer.

— O melhor seria duplicar a Niemeyer. Mas, como solução de curto prazo, se poderia colocar um bloqueio físico, de concreto, separando e direcionando os veículos provenientes da Delfim Moreira e da Visconde de Albuquerque. Como está hoje, os carros que estão na Visconde de Albuquerque ficam disputando com os da Delfim Moreira para poder ingressar na Niemeyer, que tem duas faixas longo no início, caindo imediatamente para uma — afirma Sherique, que acompanhou uma equipe do GLOBO numa ronda para identificar problemas de engenharia de tráfego na cidade.

Ainda na Zona Sul, Sherique sugere o direcionamento do tráfego, através de uma barreira física, para os veículos que estão na Rua Visconde Silva, que converge nos dois sentidos na Rua Macedo Sobrinho, no Humaitá.

O professor da Coppe/UFRJ Rômulo Orrico, ex-subsecretário municipal de Transportes, diz que, se por um lado o país cresceu e incorporou 40 milhões de pessoas à sociedade de consumo, por outro surgiram grandes desafios para os transportes.

— O primeiro deles decorre do fato de que a cidade não é mais monocêntrica. Ela é policêntrica. Não dá para planejar transporte como se todo mundo convergisse apenas para o Centro. O transporte tem de ser planejado como um instrumento estimulador e modificador do desenvolvimento urbano.

O professor cita ainda a questão do financiamento para ampliar a estrutura de transporte coletivo e público:

— Crédito existe. Mas alguém tem que pagar a conta. É preciso discutir as fontes de financiamento. Atualmente, são os usuários do transporte público que pagam a conta. Isso é uma grande injustiça. Eles não são os únicos que se beneficiam.

Orrico considera ainda fundamental haver uma gestão eficiente, no sentido de se adotar uma orientação para a melhoria do transporte público. Apostar na economia verde é mais um desafio, segundo o professor.



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O Parque que trouxe diversão para novos negócios

21/10/2012 - O Globo, Fábio Vasconcellos e Selma Schmidt

Área de lazer em Madureira muda perfil da região e valoriza os imóveis: metro quadrado já subiu 12%
Enquanto do lado de dentro moradores e visitantes curtem como ninguém os atrativos do Parque Madureira, inaugurado em junho, do lado de fora o comércio e o mercado imobiliário não têm do que reclamar. A nova área de lazer da Zona Norte vem provocando mudanças na região. Números do Sindicato da Habitação do Rio (Secovi Rio) mostram que, de janeiro a outubro deste ano, o valor do metro quadrado de venda de imóveis usados subiu 30,6% em Madureira, passando de R$ 2.080 para R$ 2.717. Apenas entre junho e este mês, o valor do metro quadrado subiu 12%.
A valorização de 30,6% do metro quadrado dos imóveis usados de Madureira, nos primeiros dez meses deste ano, é superior a de bairros como Tijuca (13,2%), Vila Isabel (25,4%), Méier (16,5%) e Centro (8,1%). O mesmo se repete em relação a bairros da Zona Sul, como Botafogo (13,1%), Leblon (15,3%), Ipanema (12,6) e Flamengo (6,1%).
Os números da Secretaria municipal de Urbanismo também são animadores. As licenças para construção e modificações de prédios em Madureira, Rocha Miranda, Honório Gurgel e Turiaçu passaram de 34, em 2011, para 45 este ano (mais 32%), que ainda nem acabou. Do total, 13 foram para obras em Madureira. Os investimentos em Madureira e em outros bairros da Zona Norte incentivaram também os empresários, que passaram a aplicar recursos na construção de novos empreendimentos. Segundo a Associação dos Dirigentes de Empresas Imobiliárias (Ademi), dois grandes empreendimentos residenciais foram lançados este ano na região: o Dez Rocha Miranda, com 444 apartamentos; e o Bella Vita Residencial (Madureira), com 190 unidades, de dois e três quartos.
Vendedores comemoram aquecimento de mercado
A operadora de telemarketing, Fabiana Nascimento visitava na última quinta-feira o estande do condomínio Dez Rocha Miranda. Os atrativos do residencial apresentado pelos vendedores? Estar perto do metrô e, claro, do Parque Madureira.
- Estou pesquisando. Pelo que vi, gostei muito. Estar perto do parque é muito bom porque é uma área de lazer que poderei ir a pé - diz Fabiana.
Ao lado do parque, novas obras estão previstas. Após a inauguração do Madureira Centro Empresarial, deverá ser erguido um novo prédio comercial. Já está em funcionamento o mercado popular, com capacidade de 88 lojas, que abriu há quatro meses.
- Nós investimos R$ 300 mil na construção. O ponto é ótimo. Trabalhamos neste momento na divulgação e esperamos, em breve, que o movimento seja muito forte - diz o lojista Actovik Silva Souza.
Revitalização da área
Vice-presidente do Secovi Rio, Leonardo Schneider está mais do que convencido de que o Parque de Madureira vai alavancar ainda mais o mercado imobiliário da região, já aquecido por conta de outras obras públicas e da pacificação de favelas da Zona Norte.
- O que posso adiantar é que, com o novo parque, o potencial para o mercado imobiliário da área é a ainda mais positivo. Mas é preciso esperar cerca de seis meses, após a inauguração do espaço, para que o crescimento dos valores de venda de imóveis usados e de aluguel se consolidem - afirma Schneider.
Vice-presidente da Ademi, Paulo Fabbiani destaca os incentivos que a Zona Norte vem recebendo, através da realização de obras públicas, de acordo com o que determina o Plano Diretor da cidade:
- Toda vez que há uma releitura do espaço público, com a abertura de vias e parques, por exemplo, há valorização imobiliária. Em termos de dinâmica, a expectativa da implantação do Parque de Madureira é a mesma daquela quando se dota de infraestrutura e se revitaliza um lugar.
Fabbiani lembra que, no passado, quase não havia lançamentos imobiliários na região. Ele acredita que o valor do metro quadrado dos imóveis novos em Madureira e bairros próximos aumente este ano mais do que a média da Rio, estimada em 15%.
Inaugurado em 23 de junho, o Parque Madureira é a terceira maior área de lazer do Rio. O parque tem 103 mil metros quadrados, e a área de lazer beneficia, além de Madureira, Turiaçu, Rocha Miranda e Honório Gurgel.


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Vai ficar bonito

21/10/2012 - O Globo

Com o anúncio do túnel sob a Rodrigues Alves, houve um redesenho da parte superior da região portuária. Ela ganhará um parque, de 44 mil m², arborizado com ciclovias, ligando toda a área do Armazém 7 ao Cais do Porto. A área para pedestres equivale a mais da metade do Parque Madureira. De veículo, apenas uma reta para o Veículo Leve sobre Trilho.



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Luxo em hospedagem

21/10/2012 - O Dia

A construtora Calper já vendeu 80% do Heritage Design Hotel, que será erguido no Recreio. Com Valor Geral de Vendas ( VGV) de R$ 137 milhões e 279 quartos, o empreendimento está sendo comercializado em sistemas de cotas - 500 no total - e até agora, todas vendidas a investidores.
Segundo Carolina Feijó, gerente de marketing da construtora, a aposta para as vendas é quase inédita na cidade. "É a primeira vez no Rio que um projeto como este é comercializado através de cotas, o que é comum no mercado internacional - chamado de fractional ownership", explica Carolina.
O hotel será construído em um terreno de mais de 3 mil metros quadrados. Além disso, a vista é para a praia do Recreio e vai contar com seis salas de convenções que podem ser unificadas, três salas de reunião, restaurante, piscina com borda infinita, sauna, spa e academia.


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Casa da Atlântica

21/10/2012 - O Globo

A última casa da Avenida Atlântica, no quarteirão entre a Santa Clara e a Constante Ramos, que estava à venda na edição de Gente Boa de ontem, foi comprada pelo empresário Omar Peres, da Fiorentina. Ele vai convidar a arquiteta iraquiana Zaha Hadid para o projeto de construção de um hotel de luxo, de 12 andares, que preserve a fachada da casa. Vinte herdeiros participaram da negociação, que teve ainda como concorrentes as construtoras RJZ, Sig e João Fortes.



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domingo, 21 de outubro de 2012

Rampa de acesso à Perimetral começa a ser demolida nesta segunda-feira

21/10/2012 - O Globo

Obra será realizada em alça próximo à Avenida Barão de Teffé, desativada há dois anos

Um instantâneo de como deverá ficar a Praça Mauá após as obras de revitalização. Ao fundo, a Perimetral Reprodução
RIO - Uma das rampas de acesso do Elevado da Perimetral começará a ser demolida nesta segunda-feira, segundo a Companhia de Desenvolvimento Urbano da Região do Porto (Cdurp). Conforme O GLOBO antecipou na semana passada, o trabalho será feito numa alça desativada há dois anos, próxima à Avenida Barão de Teffé, na Saúde. A obra dará a partida para a modificação viária mais expressiva do projeto Porto Maravilha.

De acordo com o presidente da Cdurp, Jorge Arraes, como a rampa que será demolida já está interditada ao tráfego há dois anos, o seu desmonte não deverá alterar o trânsito da região. Funcionários do consórcio já estão trabalhando no local. Parte do concreto da rampa será cortado e 18 vigas serão retiradas. Todo o material será reaproveitado.

Em entrevista ao GLOBO, o prefeito Eduardo Paes também informou que pretende licitar, ainda este ano, a construção de uma galeria subterrânea interligando o mergulhão da Praça Quinze a um dos três túneis previstos no projeto de revitalização. Com 400 metros de extensão, a galeria será construída nas imediações do 1º Distrito Naval e custeada com recursos municipais. Ela é considerada fundamental para viabilizar a demolição de toda a Perimetral antes dos Jogos Olímpicos de 2016.

Um vídeo produzido pela prefeitura mostra como deverá ficar o sistema viário da Zona Portuária após as obras do Porto Maravilha. Com cerca de quatro minutos, ele revela que a abertura do túnel da Rodrigues Alves liberará uma área, hoje usada pelos carros, para a criação de uma esplanada com jardins, mobiliário urbano e arborização, ligada diretamente à Praça e ao Píer Mauá. O vídeo mostra ainda como deverá funcionar a Avenida Binário, que está sendo aberta aproveitando vias subutilizadas do Porto, e o sistema de veículos leves sobre trilhos (VLT), que deverá ser implantado na região até 2016.


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As diferentes faces do louco que criou o bondinho do Pão de Açúcar

19/10/2012 - O Globo

Visionário e generalista, que entendia até de café, o engenheiro civil Augusto Ferreira Ramos convenceu a alta sociedade a investir em sonho que foi alvo de piadas

O estilo do engenheiro Augusto Ramos: chapéu, bigode e gravata borboleta Acervo do Caminho Aéreo Pão de Açúcar

RIO O engenheiro Augusto Ferreira Ramos é daquelas pessoas com currículo tão extenso que parece ter tido duas vidas. Quando imaginou o bondinho, em 1908, ele já era um dos mais importantes nomes da engenharia de sua época. Na história de Augusto Ramos, nascido na cidade de Cantagalo no ano de 1860, o Pão de Açúcar é destaque ao lado do seu enorme conhecimento da cultura do café. Antes de criar o teleférico, ligando os morros da Urca, do Pão de Açúcar e da Babilônia, ele viajou por vários países da América Latina, pelos EUA e pela Europa para estudar a agricultura cafeeira na América Espanhola. A inspiração para a ligação suspensa por cabos na Urca teria surgido nessas viagens. Mas os registros históricos indicam que o estalo veio durante a Exposição Nacional de 1908, aos pés do Morro da Urca pelo centenário da Abertura dos Portos. Ele foi um dos coordenadores do pavilhão de São Paulo por causa do café, primeiro produto da balança comercial brasileira naquele tempo.

O projeto do caminho aéreo conquistou a alta sociedade, mas foi um espanto no Rio do início do século XX. As más línguas chegaram a insinuar que ele deveria fazer um bondinho até o Hospício Nacional, que funcionava no atual campus da UFRJ. Nada abalou Augusto Ramos, formado em engenharia civil pela Escola Politécnica do Rio de Janeiro e, desde 1894, professor da mesma instituição em São Paulo.

Era uma pessoa muito diversificada. O que me impressiona mais nele é que, além do bondinho, ele fez uma série de outras obras no país. Hoje não existe engenheiro assim afirma o engenheiro Octavio Augusto Ramos, bisneto do criador do bondinho.

Augusto Ramos atuou em diferentes frentes na virada do século XIX: no ramo do café, como autor de importantes escritos sobre o seu cultivo e comercialização; na construção de usina de açúcar, de fábricas de cimento e papel, de uma hidrelétrica no Vale do Itapemirim, e de uma das primeiras estradas de ferro elétricas do país, no Espírito Santo; na retificação de trechos do Vale do Rio Paraíba, na Bahia; e em obras de saneamento em Curitiba e Vitória.

Ele era um visionário diz a professora de Turismo da UFF Telma Lasmar, coautora do livro sobre os 95 anos do bondinho.

Do bisavô, que não conheceu, Octavio guarda a imagem retratada na estátua ao lado do antigo bondinho, no Morro da Urca: um senhor elegante, de chapéu, gravatinha borboleta e bigode bem feito. As histórias do parente ilustre foram contadas pelo pai,que foi educado por Augusto Ramos. O avô de Octavio, o também engenheiro Theodoro Ramos, morreu precocemente em 1936.

Como ele não era abastado, convenceu a alta sociedade da época a construir o bondinho conta ele, de 52 anos, que pisou pela primeira vez no teleférico aos cinco anos.

Fundos captados nas altas rodas

Entre os investidores, estão nomes de famílias ilustres como o industrial Manuel Antônio Galvão, Candido Gaffrée, Eduardo Guinle e Raymundo Ottoni de Castro Maya. Em 1912, o engenheiro dividia a direção do negócio com o comendador Fridolino Cardoso.

A Companhia Caminho Aéreo Pão de Açúcar foi aberta com um capital de 360 contos de réis, e a construção do teleférico custou dois milhões na mesma moeda. Parte do dinheiro veio do café. Como o país não possuía indústrias que fabricassem teleféricos, buscou-se uma solução lá fora. Foi contratada a empresa J.Pohling, em Colônia, na Alemanha, que fabricou e montou os equipamentos. A viagem em 1912 no camarote carril custava dois mil réis, o que equivaleria a cerca de R$ 9 hoje, segundo o professor Moacyr Alvim, da Fundação Getúlio Vargas. Com o sucesso e o passar dos anos, a passagem encareceu: hoje custa R$ 53 (as regras do meio ingresso são respeitadas e crianças até seis anos não pagam).

O projeto, grandioso, caminhava na direção das intensas transformações da cidade no começo do século XX na gestão do prefeito Pereira Passos, entre 1903 e 1906.

O Rio vivia uma eferverscência cultural, econômica e política. O que era a cidade antes da República? Era acanhada, pequena, com ruas tortuosas, estreitas. O Pereira Passos chega tentando transformar a cidade colonial portuguesa. O Rio era considerado a Paris dos trópicos explica Alberto Taveira, arquiteto do Instituto Estadual do Patrimônio Cultural (Inepac), lembrando ainda um fato curioso: Em 1908, foi dado pela primeira vez ao Rio o apelido de Cidade Maravilhosa.

Depois de sua grande obra, que mudaria de vez a paisagem do Rio, Augusto Ramos escreveu, em 1923, o tratado O café no Brasil e no estrangeiro, obra comemorativa do 1º centenário da Independência do Brasil. Antes, ele já havia publicado, pela Secretaria de Agricultura paulista, o relatório A indústria cafeeira na América Espanhola. Doutora em História pela USP e historiadora da Secretaria estadual de Cultura de São Paulo, Ana Luiza Martins aponta os livros e revistas sobre o café, de autoria do engenheiro, como as mais significativas publicações do tipo na época:

Augusto Ramos teve um papel fundamental. Ele traçou políticas para o café numa época de crise.

Augusto Ramos morreu em 1939. Em 34, Carlos Pinto Monteiro assumiu o bondinho e, em 62, foi a vez de Cristóvão Leite de Castro, pai da atual diretora, Maria Ercília Leite de Castro.



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Próxima Parada do bondinho do Pão de Açúcar pode ser na estação Morro da Babilônia

19/10/2012 - O Globo

Prefeitura vai propor à União e ao operador do teleférico a retomada de projeto original de terceira linha; instalações serão reformadas

Visitantes apreciam vista no alto do Pão de Açúcar Custódio Coimbra / O Globo

RIO A história dá voltas e, numa delas, o bondinho e os cariocas podem ganhar um presente de aniversário inesperado. Prevista no projeto original, a terceira linha de um dos teleféricos mais famosos do mundo, que não saiu do papel, pode ser construída. A variante ligaria o Morro da Urca ao Morro da Babilônia. O prefeito Eduardo Paes quer levar a proposta à União a área é federal e à Companhia Caminho Aéreo Pão de Açúcar. No século passado, a expansão encontrou oposição no Exército, que via na ocupação do Babilônia um risco para as fortalezas na entrada da Baía de Guanabara. Os tempos mudaram. Hoje, o morro entre os bairros da Urca e de Copacabana é uma Área de Proteção Ambiental (APA) e parte da encosta está ocupada por comunidades carentes.

Sou a favor da expansão e acho possível acontecer. Uma APA não pressupõe que não se possa fazer uso da área. Essa ideia qualificaria o equipamento disse Paes, ao falar sobre a possibilidade de concretizar o projeto original do engenheiro Augusto Ramos.

O engenheiro pretendia que a variante do bondinho para a Babilônia partisse do Morro da Urca. Foram anos seguidos de negociações com o governo, como mostra reportagem do jornal A Noite, em 9 de outubro de 1916, intitulada Ministro da Guerra aborrece-se com a insistência de uma consulta.

Passado um século, novos obstáculos se impõem. Os morros da Urca e do Pão de Açúcar estão no centro de uma briga jurídica entre a prefeitura e a concessionária do serviço, que se arrasta desde 1999. A empresa ocupa a área mediante uma cessão de uso da União. A prefeitura, por sua vez, já tentou licitar o serviço e foi atropelada por ações judiciais, que ainda estão em curso.

Segurança em trilha é frágil

Além disso, a área do Babilônia é uma APA, criada por decreto municipal em 1996. A legislação veta cortes, aterros ou qualquer alteração do perfil natural do terreno. Os morros da Urca e do Pão de Açúcar, por sua vez, compõem, desde 2006, um monumento natural, criado também por decreto municipal. O conjunto de montanhas é tombado ainda pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), desde 1973. Mas, apesar das restrições, foi justamente o entrosamento entre a beleza natural do lugar e a ocupação humana, que está na essência do conjunto do Pão de Açúcar, que ajudou a dar ao Rio o título da Unesco de Patrimônio Mundial como paisagem cultural.

Mas o Pão de Açúcar ainda tem dever de casa para fazer. A unidade de conservação, embora tenha sido criada há seis anos, ainda não tem um plano de manejo que estabeleça as regras de o uso e proteção da área, como determina o Sistema Nacional de Unidades de Conservação. A Secretaria municipal de Meio Ambiente promete o plano para o fim do ano e diz que ele trará novidades, como a imposição de limites à visitação através da Pista Cláudio Coutinho. A prefeitura admite que a trilha do Morro da Urca se encontra degradada. A administração do parque não tem uma sede e a área é vigiada apenas de dia, por dois guardas municipais.

Estamos discutindo com o Iphan um local para instalar a sede administrativa. Queremos também criar uma guarita de acesso, instalar câmeras de segurança e colocar vigilância noturna explica a coordenadora de proteção ambiental da secretaria, Isabela Lobato.

O Caminho Aéreo Pão de Açúcar prepara um banho de loja para o aniversariante. Marcas registradas das estações do bondinho, as coberturas azuis, feitas em fibra de vidro, que protegem o embarque e desembarque há 40 anos, vão se aposentar. Em 2013, elas deverão ser trocadas por abrigos em vidro temperado, dentro de uma série de melhorias que o operador do bondinho pretende empreender, orçadas em R$ 3 milhões.

Catracas eletrônicas em 2013

A mudança ainda depende de autorização do Iphan. Mas a intenção, segundo a diretora-geral da companhia, Maria Ercília Leite de Castro, é que a obra seja feita em um ano. As intervenções incluem ainda a recuperarão da estrutura em concreto das estações e a troca das catracas por modelos eletrônicos que poderão validar o bilhete com o uso de celulares. O Morro da Urca ganhará um plano inclinado para facilitar a circulação de cadeirantes.

As obras serão feitas à noite. O bondinho não pode parar. As novas coberturas de vidro permitirão a contemplação do céu disse Maria Ercília.



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Bondinho do Pão de Açúcar foi considerado obra desafiadora no início do século passado

19/10/2012 - O Globo

Monumento acabou se tornando um dos símbolos da modernização do Rio

Visão panorâmica. A cadeia de montanhas surge em detalhes, vista do Pão de Açúcar, o ponto mais alto do passeio Custódio Coimbra / O Globo

RIO Em seis minutinhos, chega-se ao cume do Pão de Açúcar, viajando dentro de um diamante suspenso por cabos sobre a Baía de Guanabara. A 396 metros de altitude. Mágico até os dias atuais, o passeio de teleférico era visto, há 100 anos, quando foi concebido, como criação de uma mente louca. O engenheiro Augusto Ferreira Ramos, no entanto, provou para a sociedade da época que seu projeto era viável e o bondinho viajou, pela primeira vez, em 27 de outubro de 1912. Feito de madeira, o camarote carril como era chamado deslizou da Praia Vermelha até o Morro da Urca levando 577 passageiros no dia da sua inauguração, depois de pouco mais de três anos de obras. No próximo sábado, a primeira linha do bondinho do Pão de Açúcar, que se consagraria como uma obra monumental e um dos principais cartões-postais do Rio, completa 100 anos.

A tecnologia mudou no último século, assim como a língua portuguesa, que trocou os dois ss de Pão de Assucar pelo ç e pôs acento agudo no u. Mas o encantamento atravessaria gerações. Quarenta milhões de pessoas já embarcaram nessa aventura, nos cálculos da Companhia Caminho Aéreo Pão de Açúcar, que administra o serviço. A emoção de flutuar pelos céus do Rio e apreciar de cima as praias da Zona Sul, o mar de morros e os contornos de Niterói, do outro lado da Baía, não embaçou com o tempo. Somente no ano passado, segundo a Riotur, o monumento teve 1.331.487 visitantes, ficando atrás apenas do Corcovado, outro ícone.

Por três séculos, depois do Descobrimento, o Pão de Açúcar foi um marco do Rio e do Brasil inacessível. Foram várias as tentativas de desbravá-lo. Em 1817, um feito. A inglesa Henrietta Carstairs escalou o costão, pela face leste, e chegou lá. Não ficou barato. Movido pela paixão, no dia seguinte, o soldado lusitano José Maria Gonçalves fez o mesmo só para substituir a Union Jack pelo pavilhão real português.

De inacessível a símbolo pop

Desde então, céus e terra ainda seriam revolvidos. O fotógrafo Marc Ferrez encarou as escarpas íngremes para fazer, em 1890, a primeira foto panorâmica do Rio, vista do Pão de Açúcar levando com ele 100 quilos de equipamentos. O que capturou foi uma imagem deslumbrante, ainda em preto e branco: ondas de montanhas sobre um Rio ainda pouco tocado.

Era a medida de que a construção do teleférico seria uma epopeia. Os operários de Augusto Ramos eram alpinistas que içaram quatro mil toneladas de equipamentos e material de construção. Com trabalho árduo, logo depois da conclusão da primeira linha, ficou pronto o segundo ramal até o Pão de Açúcar em 1913. O diplomata e pesquisador Pedro da Cunha e Menezes observa que a obra era vista como algo impossível:

Mesmo na Europa havia pouquíssimos teleféricos. No Brasil, não se acreditava que houvesse capacidade técnica para fazer os desenhos estruturais da obra, nem para executá-la com desenhos feitos por estrangeiros diz ele, um dos autores do livro sobre os 95 anos do bondinho do Pão de Açúcar, publicado em 2007.

Maior centro de escalada do país

Até então, só havia o teleférico de Monte Ulia, na Espanha, com 280 metros de extensão, e o de Wetterhorn, na Suíça, com 560 metros, ambos construções recentíssimas à época. Ao quase ineditismo, soma-se o momento histórico. O Rio, no início do século XX, tinha uma população empobrecida vivendo em cortiços e pessoas morrendo de febre amarela. Ao mesmo tempo, era uma cidade que queria deixar para trás o passado colonial, a partir de um intenso processo de modernização, com obras como a da Avenida Central, de 1905, para se tornar a Paris dos trópicos.

O bondinho do Pão de Açúcar é um dos primeiros grandes sinais do uso da paisagem do Rio como elemento importante do turismo diz o historiador e arquiteto Nireu Cavalcanti.

Além da proeza, o Pão de Açúcar é único porque alia beleza natural e importância histórica aos pés do Morro Cara de Cão, que fica ao lado, foi fundada a Cidade do Rio de Janeiro. Suas características geológicas até hoje estimulam a prática do montanhismo. O complexo de morros da Urca inclusive o da Babilônia, que, nos sonhos de Augusto Ramos, ganharia um ramal próprio, a terceira linha do bondinho concentra o maior centro de escalada do país, cerca de 300 vias com diferentes graus de dificuldade.

Há vias para todos os gostos. As muito curtas, feitas sem cordas, e as longas com duração de mais de um dia diz Kika Bradford, vice-presidente da Federação de Montanhismo do Rio de Janeiro.

Rebatizados pelos cariocas, dada a semelhança com os bondes, os bondinhos ganharam design exclusivo, que lembra uma bolha ou as formas de um diamante. Ao todo, são quatro que deslizam por 2,17 minutos no trecho de 528 metros da Praia Vermelha ao Morro da Urca, e por mais 2,25 minutos nos 735 metros que levam até o Pão de Açúcar. Seis minutos arredondados, contando o entra e sai de passageiros. No início, o bondinho vindo da Alemanha era de madeira, com bancos e cortinas enfeitando as janelas. Nos anos 60, o modelo não mudou muito, mas ganhou estrutura de metal. A versão em acrílico e policarbonato chegou em 72. Os acidentes são tão raros que, quando acontecem, viram manchete. Em 2000, um susto: turistas ficaram quase uma hora presos depois que um cabo se rompeu. Não houve feridos.

Bisneto do idealizador do teleférico, o engenheiro Octavio Augusto Ramos, de 52 anos, acompanhou parte das mudanças. Desde criança, em todo aniversário do bondinho, ele vestia roupa de festa e ia com o pai, carregando flores, até o alto do Pão de Açúcar:

Era uma aventura, todos a bordo de num bondinho de madeira, muito sensível ao vento, que balançava muito. Pelas frestas do piso, dava para ver o mar lá embaixo.


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Bondinho do Pão de Açúcar completa um século com planos de mudanças

Bondinho 20/10/2012 - O Globo

Teleférico tem projeto de revitalização e sonho de uma nova linha entre os morros da Urca e da Babilônia, que constava de projeto original.

O bondinho do Pão de Açúcar iluminado pelo sol da tarde no Rio Custódio Coimbra / O Globo

RIO Um colosso de 396 metros de altura, dominado à custa de muita ousadia e suor, flutua sobre a Baía da Guanabara há milhões de anos. Mas foi nos últimos cem anos que a rocha selvagem, que faz contraste com o verde do mar e o céu mais azul da Guanabara, virou um mirante de luxo para cariocas e turistas. O bondinho chegou ao alto do Pão de Açúcar graças a uma façanha da engenharia nacional e foi inaugurado em outubro de 1912. No próximo dia 27, é seu centenário. Quando começou a ser imaginado, o Rio mal saía de uma epidemia de febre amarela que assolou a cidade, a Avenida Central havia sido rasgada sob inspiração parisiense e a Candelária tinha finalmente sido concluída. Conceber um teleférico, àquela altura do campeonato, era coisa de maluco, como chegou a ser tachado seu idealizador, o engenheiro Augusto Ramos. Ele provou que não.

Do alto do cartão-postal, que antecedeu o próprio Cristo Redentor, pode-se gravar na retina, ou em fotos, um dos mais encantadores 360 graus da cidade. Pendurada por cabos, a viagem dois morros acima, que começa na Praia Vermelha, é rápida. E uau! Estão lá a Pedra da Gávea, Copacabana no recorte de praias da Zona Sul, o Centro e o próprio Corcovado em sua cadeia de montanhas. Nos últimos anos, o Pão de Açúcar foi um cartão-postal em movimento, com passeios de tirar o fôlego, incluindo gerações de montanhistas, cenário de filmes como 007, em que o ator Roger Moore aparece lá em cima numa inacreditável cena de luta, e de shows do Noites Cariocas, marco dos anos 80.

Se o doce bárbaro impressionou os primeiros navegantes que chegaram por aqui para fundar o Rio de Janeiro, o Pão de Açúcar, e seu bondinho transparente, continua a ocupar hoje um lugar especial, por ser um feito histórico, um ícone urbano e pop e, ao mesmo tempo, um monumento da natureza. Parabéns, gigante.


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sexta-feira, 19 de outubro de 2012

Rio terá 5 novos shoppings populares até 2014

19/10/2012 - O Globo, Danielle Nogueira

Para atrair classe C, em ascensão, investimentos no segmento já somam R$ 711 milhões no estado

Os shoppings também se renderam à classe C. Dos sete que serão inaugurados no Estado do Rio de 2012 a 2014, cinco têm como foco esse extrato social. Juntas, as cinco novas unidades somam investimentos de R$ 711 milhões ou 50% do total previsto nos sete empreendimentos (R$ 1,4 bilhão). É mais uma mostra da força do varejo popular.
Em comum, esses centros de consumo têm lojas âncoras como Riachuelo, Renner e Marisa e estão sendo erguidos em áreas carentes de comércio, lazer e serviços. O primeiro da leva a ser aberto será o ParkShopping Campo Grande, em novembro. Com investimento de R$ 260 milhões, terá mais de 250 lojas e vai oferecer, além das tradicionais opções de entretenimento - como cinema e praça de alimentação -, um parque de diversões indoor. Será o 15º shopping do grupo Multiplan, dono do BarraShopping.
- A empresa percebeu a ascensão da nova classe média, e as mudanças em seus hábitos - diz Paulo Bittencourt, superintendente do ParkShopping Campo Grande.
Outro bairro do Rio que vai abrigar um shopping popular é Sulacap, onde quase metade (49,3%) dos domicílios pertencem à classe C, de acordo com levantamento do IPC Marketing. O IPC segue o critério de definição de classe da Associação Brasileira de Empresas de Pesquisa (Abepe), que leva em conta o acesso a bens de consumo. Por esse critério, a classe C em renda média domiciliar bruta de R$ 1.310 a R$ 1.950 mensais.
O Parque Shopping Sulacap será inaugurado no segundo semestre de 2013. Será o primeiro empreendimento no Rio da General Shopping Brasil, que guarda a sete chaves o valor do investimento. A expectativa é que 1,2 milhão de pessoas circulem a cada mês. Bem mais que nos shoppings cariocas classe A. No Shopping da Gávea, a média mensal é de 620 mil pessoas. No Shopping Leblon, são 750 mil por mês.
Consumo em alta
Pesquisa feita em maio pela Associação Brasileira de Shopping Centers (Abrasce) mostra que, no Rio, a frequência de consumidores da classe C nos centros comerciais está acima da média nacional. Enquanto aqui eles representam 26% do total, no Brasil eles respondem por 23%. A pesquisa também segue o critério da Abepe.
O presidente da Abrasce, Luiz Fernando Veiga, frisa que esse movimento de busca pela classe C ocorre em todo o país e é reflexo não apenas do aumento da renda (e do poder de compra desse grupo social), mas também do crescimento da demanda por serviços.
- Percebemos, por exemplo, um crescimento do uso de lotéricas nos shoppings. Isso é um efeito classe C (que paga suas contas lá) - diz Veiga.
Além das lotéricas, academias e cinemas são o chamariz dos novos shoppings populares. Justamente pela ausência desse serviço nas regiões. Morador de Guadalupe, Zona Norte, o analista de sistemas Marcos Silva Roberto passou a frequentar o Shopping Jardim Guadalupe, aberto há menos de um ano, para se exercitar:
- Não ia a academia porque não havia academia de qualidade aqui. Agora, malho porque tenho opção no shopping. Vou a pé.
A universitária Paula Cavalcanti e o comerciante Luiz Vieira também vão ao Jardim Guadalupe ao menos uma vez por semana para almoçar. E no fim de semana, pegam um cineminha.
- Antes tínhamos que ir até São João de Meriti para ir ao cinema - diz Paula.
Os outros três shoppings com foco na classe C que serão inaugurados até o fim de 2012 são o Pátio Alcântara, em São Gonçalo, o Itaboraí Plaza, em Itaboraí, e o Park Lagos, em Cabo Frio. Nas três cidades, esse nicho responde por 48% a 54% dos domicílios, segundo o IPC Marketing. Na capital fluminense, a classe C representa 43% das casas.
- Um fator para decidirmos investir foi o fato de São Gonçalo ser densamente povoado por pessoas da Classe C. É o segmento onde está o grande crescimento de consumo nos próximos anos - diz Magda Amaral, da ABL Shopping, à frente do Pátio Alcântara.
O Itaboraí Plaza quer aproveitar o fluxo de pessoas que deverá aumentar na cidade com a instalação do Complexo Petroquímico do Rio de Janeiro (Comperj). Segundo o Ibope Inteligência, a demanda da área de influência do shopping é de um consumo de R$ 165 milhões por mês. Serão 200 lojas, além de universidade, escola e hipermercado. Quem encabeça o projeto é a ARGO, que investirá R$ 200 milhões e aposta também na atração de público da Região dos Lagos.


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Construção de via subterrânea do Porto começa amanhã

19/10/2012 - O Globo

Ação da prefeitura inclui ampliação do Mergulhão da Praça Quinze

O Mergulhão da Praça Quinze passará por obras de ampliação, subindo de quatro para seis faixas de rolamento, e perderá os pontos de ônibus. Também deixara de ter as escadas e rampas de pedestres. As mudanças fazem parte de um pacote de reestruturação viária que a prefeitura pretende implantar a partir do segundo semestre do ano que vem. O túnel ganhará ainda uma extensão de 400 metros, na direção da Praça Barão de Ladário, no Centro, para permitir sua interligação com a galeria subterrânea da chamada Via Expressa, que começa a ser construída no sábado na Zona Portuária, dentro do projeto Porto Maravilha. Com 2.010 metros de extensão, a galeria subterrânea do porto aproveitará parte do traçado da Avenida Rodrigues Alves e será perfurada a partir de um canteiro de obras na Rua Sacadura Cabral.
A abertura do túnel da Via Expressa exigirá detonações diárias de rocha dentro do canteiro, sempre às 6h. Por segurança, as ruas Sacadura Cabral, Edgard Gordilho e Coelho e Castro, a Avenida Venezuela e o Largo de São Francisco da Prainha serão interditados por dez minutos para o procedimento. A concessionária Porto Novo, responsável pelas obras, destacará 33 operadores e controladores de tráfego para orientar motoristas e pedestres. A operação especial terá apoio de oito veículos de serviço, entre carros, motos e reboques.
- O horário foi escolhido em função do menor impacto para o trânsito da área e também porque na vizinhança do canteiro há uma escola municipal. O funcionamento da escola não pode ser afetado - explica José Renato Ponte, presidente da concessionária.
Já as obras no Mergulhão da Praça Quinze deverão ser licitadas até o final do ano. E a previsão é que fiquem prontas até dezembro de 2015. Além de ampliar a passagem, a empresa que ganhar a concorrência terá ainda que demolir o trecho do Elevado da Perimetral entre o Primeiro Distrito Naval e Aeroporto Santos Dumont. O orçamento da obra não está fechado. Mas essa intervenção viária será feita à parte dos gastos do Porto Maravilha, uma vez que estão fora da área de concessão da parceria público-privada (PPP) do projeto de revitalização da Zona Portuária, o Porto Maravilha.
Depois de prontos, o túnel da Via Expressa e o novo mergulhão comporão uma única galeria de 3.450 metros de extensão, como noticiou Ancelmo Gois em sua coluna no GLOBO. Ela será maior que o túnel da Covanca, na Linha Amarela, o mais extenso do Rio, com 2.187 metros - o Rebouças tem 2,8 mil metros, mas é dividido em duas galerias.


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