quinta-feira, 21 de fevereiro de 2013

Shopping no Alemão vai oferecer 6 mil empregos

21/02/2013 - O Dia, Pablo Vallejos

Moradores da região serão contratados para trabalhar no centro comercial que abre ainda este ano. Microempreendedores da comunidade vão ocupar 60% das lojas

Seis mil vagas de empregos serão abertas com a construção do Favela Shopping, no Complexo do Alemão. O oficialização ocorreu ontem durante a criação da FHolding, responsável por tocar o empreendimento em parceria com o grupo UAI. O shopping deve ser inaugurado ainda este ano na comunidade pacificada. As seis mil oportunidades serão destinadas a moradores da região. A maioria das lojas vai acolher microempreendedores locais.
A ideia é aproveitar a explosão de consumo da Classe C que mora em favelas no país. Com isso, haverá geração de emprego e renda na comunidade. O investimento de cerca de R$ 20 milhões terá 500 lojas, sendo 60% ocupados por comerciantes do Alemão.
Todo o trabalho de manutenção, segurança, limpeza e de venda nas lojas será feito por moradores da região que serão contratados. O presidente da rede UAI, Elias Tergilene, espera a liberação do espaço pelo governo para implantar o shopping.
À ESPERA DE LIBERAÇÃO
"Assim que tivermos a liberação pelo governo do Rio da área onde ficará o shopping, iniciamos as obras e, em seis meses, inauguramos", afirmou Tergilene. Segundo ele, os moradores da favela terão prioridade na contratação para o empreendimento, que serão a força de trabalho formal de todos os cargos do empreendimento. Além disso, camelôs do Complexo do Alemão também terão vez como lojista no centro comercial.
"Tudo será feito pelos próprios moradores", diz o empresário. A intenção é gerar emprego e renda para os 49% de jovens que vivem em favelas brasileiras que preferem não dizer onde moram em entrevistas de emprego, segundo o Instituto Data Popular.
O shopping contará com apoio da Caixa Econômica, que pretende instalar agência no local. Será possível ter acesso a microcréditos para os empresários e mais emprego para moradores.
QUALIFICAÇÃO JÁ
Entre os parceiros da FHolding, o Favela Data também vai abrir novas oportunidades para a comunidade. Segundo Renato Meirelles, que está à frente do instituto de pesquisa, a iniciativa vai contar com um time de profissionais capaz de qualificar moradores do Alemão em finanças pessoais e economia para trabalhar no Favela Data.
CONSUMO É A PALAVRA
Nos dados do instituto, a Classe C está mais representativa no consumo de todo o país. São 12 milhões de pessoas morando em comunidades, com maior concentração em São Paulo e Rio de Janeiro. Shoppings como o do Alemão serão focados em um público que consome R$ 56 bi por ano.

BR-493: uma estrada federal com um buraco a cada 38 metros

20/02/2013 - O Globo

Motoristas sofrem com precariedade da via que liga Manilha a Magé

ELENILCE BOTTARI

Caminho acidentado. Um dos muitos buracos ao longo da BR-493: em 2008, foi fechado um acordo para a duplicação da pista, mas a obra nunca aconteceu Custódio Coimbra / O Globo
RIO

São 25 quilômetros de uma estrada estreita (cerca de dez metros, somando os dois sentidos de tráfego e os acostamentos), marcada por grandes desníveis, sem iluminação e com sinalização precária. Além disso, como O GLOBO constatou na quarta-feira da semana passada, havia 665 buracos ao longo da via uma média de um a cada 38 metros. Apesar do cenário de abandono, ela está longe de ser um caminho da roça qualquer. Trata-se da BR-493 (que liga Manilha, em Itaboraí, a Santa Guilhermina, em Magé), por onde são transportados 70% dos alimentos que abastecem o Rio. Na estrada, passam diariamente 18 mil veículos, 60% deles caminhões. A rodovia é também o principal acesso da Região Metropolitana e do Sul do estado ao Norte Fluminense e a grande parte do Nordeste do país.

O próprio Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit) reconhece que a estrada não comporta mais tamanha carga: são mais de 150 mil toneladas por dia sobre a pista. Numa parceria fechada em 2008 entre o governo do estado e a União, dentro das obras do Arco Metropolitano, caberia ao Dnit realizar a duplicação da BR-493. No entanto, após quatro anos sem nenhum quilômetro construído, o consórcio foi desfeito. Isso aconteceu depois de denúncias envolvendo a Construtora Delta, que fazia pare do consórcio contratado para obra, orçada na época em R$ 950 milhões.

Nova licitação sai no dia 28

Uma nova licitação está agendada para o fim do mês.

No próximo dia 28, vão ser abertas as propostas da nova licitação, que será em regime diferenciado de contratação (RDC). Agora, a empresa que ganhar a licitação faz o projeto e executa a obra. Isso dará mais agilidade ao trabalho explicou o diretor regional do Dnit, Arnaldo Pinho.

Ele disse que, enquanto a duplicação não chega, o paliativo encontrado foi a contratação de uma empresa de conservação. Em outubro passado, começaram as obras de recuperação do asfalto, orçadas em R$ 7,6 milhões. A conclusão está prevista para 2014.

Se não fossem essas obras, a situação estaria muito pior. Não mexemos no acostamento, mas um longo trecho das faixas de rolamento do lado de Manilha já não tem buracos. Estamos com cerca de 60% de obras realizadas, mas, com as chuvas fortes que caíram e com o volume de veículos, pode ser que tenham surgido novos buracos disse Arnaldo, acrescentando que o problema mais grave no momento é no lado de Magé.

Segundo ele, a rodovia tem 60 anos e vem sofrendo com o crescimento cada vez maior do volume de veículos, por causa da construção do Complexo Petroquímico do Rio (Comperj, empreendimento em Itaboraí), do movimento no Porto de Itaguaí e do próprio desenvolvimento do estado:

A duplicação deverá ser suficiente para resolver o problema de fluidez no trânsito.

Sem aviso para quebra-molas

Os acidentes são constantes, principalmente na região de Magé. Moradores costumam chamar a estrada de rodovia da morte.

À noite, não se vê nada, mas se ouvem muitas freadas e batidas. Volta e meia, tem gente morta contou José das Graças, de 62 anos, há 57 vivendo às margens da BR-493, no quilômetro 21.

Ele conta que não falta trabalho para mecânicos da região:

Não tem nenhuma marca indicando os quebra-molas. Por isso, depois de cada quebra-molas, tem sempre um buraco, por causa do impacto dos carros sobre a pista.

As poucas placas de sinalização somem atrás do mato alto. É o que acontece, por exemplo, com a placa que alerta para o estreitamento da via no trecho sobre o Rio Iriri, em Magé.

É brabo. A gente paga pedágio (R$ 12,50) por uma coisa dessa. Os buracos estão sempre quebrando o meu carro protestou o motorista Cláudio Silva.

Segundo moradores, a situação se agravou a partir de 2002, quando a Ponte Rio-Niterói foi fechada ao transporte de cargas, transferindo esse fluxo de veículos pesados para a Magé-Manilha (também conhecida como Estrada do Contorno da Baía de Guanabara).

O valor de cada bairro-irmão do Rio

17/02/2013 - O Globo, Karine Tavares

Leblon se distancia de Ipanema. Humaitá bate Botafogo. E Leme supera Copa

As principais vias se tocam. As praias se unem. E, para os mais desavisados, só um ponto de referência lhes mostra de que lado estão... se Ipanema ou Leblon, Copacabana ou Leme, Botafogo ou Humaitá. Mas, se nas ruas, os bairros-irmãos se confundem, os preços dos imóveis, de um lado ou outro, podem variar muito.
Até setembro do ano passado, por exemplo, Ipanema e Leblon tinham valor de metro quadrado tão próximos que se poderia até falar em empate técnico. Mas, desde outubro, o Leblon, que já tem o metro quadrado mais caro do país segundo o índice FipeZap, tem se distanciado dos preços do vizinho. Hoje, a diferença chega a 14,4%: com o valor médio do Leblon a R$ 20.495, e o de Ipanema a R$ 17.907. Já o Humaitá é 11,3% mais caro que Botafogo, e o Leme ultrapassa Copacabana em 4,95%.
Os dados são de pesquisa do Secovi-Rio e traçam o comportamento de valores entre alguns dos principais bairros-irmãos da Zona Sul, vizinhanças que, além de coladas geograficamente, têm gabaritos parecidos, prédios similares e uma ocupação que se deu mais ou menos ao mesmo tempo. Ainda assim, por motivos dos mais diferentes, um lado acabou se valorizando mais que o outro.
No caso da dupla Leblon e Ipanema, o que o mercado diz é que a alta de preços no bairro em que mora o governador Sérgio Cabral veio a reboque da copacabanização do bairro da musa de Tom e Vinícius. Quanto mais Ipanema ganhava gente e casas comerciais, mais o Leblon ganhava visibilidade. E valor.
A variação do custo do metro quadrado de janeiro de 2010 para cá, por exemplo, mostra preços mais altos no Leblon em 30 de 37 meses pesquisados.
- Até 2008, a Vieira Souto era a área mais nobre do Rio. Mas a Delfim Moreira tomou seu lugar, e o Leblon ganhou a ponta. É o que tem a maior demanda de imóveis, talvez por seus restaurantes e comércio mais sofisticados - diz Leonardo Schneider, vice-presidente do Secovi-Rio, lembrando que a ocupação de Ipanema é um pouco mais antiga.
Esse é, aliás, um dos fatores para entender a evolução do mercado imobiliário carioca. Como lembra a professora Margareth Pereira, da pós-graduação em urbanismo da UFRJ.
- Na virada do século XIX para o XX, com a construção dos túneis Velho e Novo, se deu o início da ocupação de Leme e Copacabana por uma classe mais abastada que, até então, vivia em Botafogo. A partir dos anos 30, com a modernização da cidade, ela começou a ocupar Ipanema e, nos anos de 1940, o Leblon.
Copacabana e Leme tendem a se tornar um só
Por menor que seja a diferença, quanto mais perto do mar ou da Lagoa, maior a valorização
Hoje, a realidade do Leme, que já foi considerado um nobre recanto, é praticamente igual à de Copacabana. Em janeiro, o Leme registrou um metro quadrado médio de R$ 11.772, e Copacabana, de R$ 11.217. Mas durante o ano passado, essa diferença girou em torno dos 2,84%, apenas. E para Leonardo Schneider, do Secovi-Rio, a tendência é que eles se tornem uma coisa só:
- O Leme perdeu o glamour e deixou de ser o refúgio que era até os anos 1970. Hoje, a área nobre de Copacabana é o posto 6 - diz Schneider, acrescentando que quanto mais próximo aos bairros nobres da Zona Sul, mais caro.
É o que se observa também na comparação entre Humaitá e Botafogo. Enquanto o primeiro está logo ao lado da Lagoa, Botafogo tem ainda áreas consideradas menos nobres como as ruas próximas à praia e à Rua da Passagem, que acabam jogando para baixo seu valor médio: R$ 10.618, em média, em janeiro. Já o Humaitá registrou no mesmo mês um metro quadrado de R$ 11.819.
A diferença de 11,31% foi exatamente a mesma registrada no mês de janeiro do ano passado. Mas ao longo de todo 2012, houve algumas alterações para cima e para baixo variando entre 6,22% e 13,38%, sempre com o Humaitá registrando valores mais altos.
Rubem Vasconcellos, presidente da imobiliária Patrimóvel, acredita que essas diferenças ainda podem diminuir. Afinal, é a velha lei da oferta e da procura que dá as cartas no mercado imobiliário. E seja qual for o bairro da Zona Sul, a oferta continua escassa:
- Antigamente, as pessoas faziam mais diferença entre morar em Botafogo ou Humaitá. Hoje, com a oferta escassa, elas já não se importam tanto. Até porque há ruas em Botafogo, como Dona Mariana e Eduardo Guinle, que são melhores do que boa parte do Humaitá.
As ruas citadas são algumas das que abrigaram os grandes palacetes que fizeram de Botafogo, assim como do Humaitá dos primeiros anos do século XX, a casa da burguesia carioca. Uma de suas vantagens era de terem passado em sua porta as principais linhas de bonde da cidade. Situação que começaria a mudar, de um lado e outro do túnel, a partir dos anos 1930, com o aparecimento do concreto armado e dos elevadores que fizeram surgir os primeiros prédios entre Botafogo e Copacabana.
Ipanema era, então, protegida pela legislação que, até o fim da década de 1970, só permitia ali construções com até quatro pavimentos.

Niterói cada vez mais valorizada

17/02/2012 - O Fluminense, Bruno Uchôa

Metro quadrado da cidade é o 3º mais caro do País apoiado no aumento da renda. Aliado a isso, o Produto Interno Bruto (PIB) do município cresceu 59% em 4 anos

Aumento de renda e ótima qualidade de vida fizeram Niterói se destacar e atingir a terceira colocação entre as cidades com os imóveis mais valorizados do País, segundo levantamento da Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe). De acordo com índice, o metro quadrado no município está valendo em média R$ 6.477, abaixo apenas de São Paulo (R$ 6.922) e do Rio de Janeiro (R$ 8.711). De acordo com o estudo, o metro quadrado de Niterói também foi o que mais valorizou no último mês, com elevação de 5,4%.
O Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) de Niterói, que é o maior do estado e o terceiro do País, é apontado por especialistas como um dos principais responsáveis pela valorização da cidade. A qualidade de vida se tornou uma marca da cidade. Aliado a isso, o Produto Interno Bruto (PIB) do município cresceu 59% entre os anos de 2005 e 2009.
"A cidade tem uma qualidade de vida impecável, uma das cinco melhores em todo o País. Então todo mundo quer morar aqui e não quer sair. Também houve nos últimos anos um aumento de renda significativo da população que elevou a capacidade de compra dos próprios moradores", avaliou o diretor da Associação das Empresas do Mercado imobiliário (Ademi Niterói), Naum Ryfer.
De acordo com ele, outro fator também contribuiu para que o metro quadrado da cidade se valorizasse tanto a ponto de rivalizar com as duas principais capitais do País.
"A cidade é compacta. Há poucos locais disponíveis para construção devido à legislação rígida em relação ao gabarito dos prédios. Em muitos bairros, a construção não podem ter muitos andares", ressaltou Ryfer.
O diretor da Ademi Niterói lembrou ainda que entre 85% e 90% dos imóveis vendidos são para moradores ou famílias da própria cidade. Dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), apesar da valorização, apontam que a cidade não atraiu uma quantidade grande de novos moradores. O crescimento populacional de Niterói foi de apenas 6% entre 2000 e 2009.
"Esse percentual corresponde ao aumento vegetativo (mortes contra nascimentos). Ou seja, não houve aumento populacional na cidade. O que aconteceu é que os próprios filhos dos moradores estão crescendo, se casando e comprando a casa própria na cidade. Os moradores do Rio não vieram para Niterói", analisou Ryfer.
O índice da Fipe contabilizou os preços em 16 cidades: Niterói, São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Brasília, Recife, Fortaleza e Salvador, Porto Alegre, Curitiba, Florianópolis, Vitória, Vila Velha, Santo André, São Bernardo do Campo, São Caetano do Sul e Niterói.
Tadeu Generoso, gerente de vendas da Carvas, também lembra os investimentos que a Região Leste Fluminense está recebendo.
"O Comperj (Complexo Petroquímico do Estado do Rio de Janeiro) também influenciou muito. Os trabalhadores mais qualificados do polo vão morar em Niterói", antecipa Generoso.
Além de todos estes fatores, de acordo com o diretor da Grupo Imóveis, José Fernando Nunes, a configuração da cidade a torna também mais atraente.
"Niterói está perto do Rio e de São Paulo. Se a pessoa quer um clima de serra opta por Pendotiba. Se preferir morar em um local mais parecido com a Região dos Lagos, vai para a Região Oceânica. Já se prefere o estilo das grandes cidades, com muito movimento, pode ir para Icaraí", destaca Nunes.
Charitas é o bairro mais valorizado de Niterói, de acordo com o levantamento. O metro quadrado vale R$ 8.210 e valorizou mais de 15% nos últimos 12 meses. Em segundo lugar aparece Boa Viagem, com R$ 8.038. O bairro valorizou mais de 25%.
"Boa Viagem tradicionalmente é muito valorizado. Já Charitas é um fenômeno recente. São condomínios modernos e novos em um bairro muito pequeno e com poucos terrenos disponíveis para construção", constata o gerente de vendas da Carvas.
Sobre o bairro mais valorizado, Naum Ryfer acrescenta que só é permitida a construção de empreendimentos com, no máximo, seis pavimentos, o que reduz a oferta e valoriza ainda mais o metro quadrado.
"É a lei da oferta e procura que age em Charitas. Todo mundo quer morar lá e vão querer comprar de qualquer jeito", destaca.
Na terceira colocação entre os mais valorizados está o vizinho São Francisco, cujo metro quadrado vale R$ 7.735. Já o tradicional bairro de Icaraí tem o quarto metro quadrado mais caro, custando R$ 7.226. Gerente da Tempo Imóveis, Licinio Magalhães destaca os novos edifícios do bairro.
"Estrategicamente, os lançamentos estão muito bem localizados e isso os valorizou e deixou o bairro mais bonito. Por tabela, elevou os preços dos usados também."

sexta-feira, 8 de fevereiro de 2013

Restrições no Elevado do Joá começam já na segunda-feira

11/12/2012 - O Globo

Caminhões serão banidos e limite de velocidade para ônibus e automóveis cairá de 80 para 60km/h Riscos acabam com as obras

Técnicos da Coppe sugerem a substituição total das pistas Pablo Jacob / O Globo

Com sinais de degradação estrutural, apontados por um estudo da Coordenação dos Programas de Pós-Graduação em Engenharia (Coppe) da UFRJ, o Elevado do Joá vai passar por uma ampla reforma em 2013. Embora as obras só devam começar daqui a, no mínimo, 15 dias, duas medidas vão ser tomadas pela prefeitura, já na segunda-feira: o limite de velocidade nas pistas, atualmente de 80 km/h, passará para 60km/h. Além disso, a circulação de caminhões será totalmente proibida, em qualquer horário do dia ou da noite, durante 12 meses. Atualmente, é proibida a circulação de veículos de carga das 6h às 10h e das 17h às 20h, nos dias úteis. As duas mudanças haviam sido recomendadas pela Coppe para evitar a sobrecarga do viaduto.

Segundo o prefeito Eduardo Paes, técnicos da Secretaria municipal de Obras e consultores externos se reuniram, ao longo da semana passada, sobre os problemas apontados pela Coppe e decidiram por uma série de intervenções no Elevado do Joá. Elas serão feitas para aliviar o peso suportado pelas estruturas de concreto que sustentam as pistas e as vigas do viaduto. Conhecidas como dentes Gerber, essas estruturas estão com sinais de corrosão e, em alguns casos, com o concreto rachado. Ao todo, o Elevado do Joá conta com 1.996 dentes, sendo que a Coppe vistoriou 840 (42,1%). Cerca de 10% das estruturas inspecionadas estavam comprometidas.

Pelo projeto da prefeitura, embaixo dos dentes Gerber serão instaladas vigas metálicas em todos os pórticos. Apoiadas em macacos tóricos, que serão instalados, por sua vez, em cima de estruturas de aço chamadas consoles, elas vão passar a suportar o peso do elevado, junto dos consoles, no lugar dos dentes. Com isso, os riscos de acidentes no Joá, desaparecem, segundo Paes.

Os técnicos vêm se unindo desde a semana passada. Eles não determinaram, não pediram que fechasse o elevado. Se fosse necessário fechar o elevado, eu fecharia. Segundo eles, o risco de cair o elevado é igual a cair este prédio aqui tranquilizou Paes.

Riscos acabam com as obras

Segundo o engenheiro João Casagrande, um dos que prestaram consultoria à prefeitura no caso do Elevado do Joá, as intervenções terminam com qualquer risco:

Os pórticos, os pilares e as fundações foram reformados ao longo de 2012 e estão ok. Quando as vigas metálicas e consoles forem instalados, acaba o problema no Joá. É uma solução definitiva. Os pilares que precisaram ser recuperados já foram, a prefeitura vai poder se preocupar com outra coisa.

As obras para instalar as vigas e consoles devem começar ainda este ano. O primeiro tabuleiro que sofrerá as intervenções será o inferior. Como as vigas vão ficar entre o viaduto e a rocha, não deverá haver alterações no trânsito. A previsão é que essas obras durem cerca de seis meses. No tabuleiro superior, quando as vigas forem instaladas, elas vão diminuir o pé-direito das pistas sentido Barra-Zona Sul, e haverá alterações, ainda não definidas, no trânsito. Como as vigas medem cerca de 60cm de altura, o vão entre os tabuleiros passará a ser de quatro metros. Segundo o secretário municipal de Obras, Alexandre Pinto, isso não afetará a passagem dos ônibus, que medem 3,5 metros de altura. Numa segunda etapa da obra, para que o pé-direito volte ao original, serão feitas vigas de concreto e, então, retiradas as metálicas. A estimativa é que as obras custem cerca de R$ 7 milhões.

Ampliação do Joá deve ser licitada em 2013

As intervenções emergenciais não vão atrapalhar os planos de Eduardo Paes de aumentar a capacidade da ligação Zona Sul-Barra. O projeto executivo para o túnel que será criado, paralelo ao Elevado do Joá, deve ficar pronto em fevereiro.

Ao longo do ano que vem, licitamos o túnel. Uma obra não comprometerá a outra diz Eduardo Paes.

O engenheiro Eduardo de Miranda Batista, que coordenou o estudo da Coppe e afirmou, semana passada, que a solução definitiva seria reconstruir praticamente todo o elevado, disse ontem que a solução que será adotada pela prefeitura resolve o problema do Joá.

Esse sistema funciona. Vai adiantar e durar muito tempo. A retirada da carga dos dentes dará segurança. Já foram feitas muitas intervenções no viaduto, os pilares com corrosão foram feitos este ano. Mas vai ter problema de novo até 2016 se a manutenção não for permanente.

Segundo a prefeitura, com as vigas e consoles, a manutenção será mais fácil, já que as estruturas ficarão visíveis, o que não acontece com os dentes.

Oito guardas vão orientar trânsito

Na segunda-feira estará implantada a sinalização vertical indicando aos motoristas as novas restrições e o novo limite de velocidade. Oito agentes da prefeitura, entre guardas municipais e controladores da CET-Rio, orientarão os motoristas e impedirão que os caminhões acessem o elevado, tanto pela Barra da Tijuca quanto por São Conrado. Serão instalados painéis de mensagens reforçando a proibição.

Como rota alternativa para os caminhões, a prefeitura recomenda principalmente a Linha Amarela, existindo a alternativa também da Estrada do Joá. Para controlar a velocidade no elevado, serão instalados pardais, mas ainda não há data definida.

Câmara do Rio autoriza repasse para construção de VLT

11/12/2012 - Extra

A Câmara do Rio aprovou, nesta terça-feira (11), o pedido da prefeitura para repassar dinheiro à empresa que será responsável pela implantação do Veículo Leve Sobre Trilhos (VLT), que circulará no Centro e Região Portuária. O placar foi de 29 votos a sete.

Vereadores de oposição reclamaram que o Executivo não especificou o valor do repasse e as regras da futura parceria público-privada. Há apenas, no anexo da proposta, uma portaria do Ministério das Cidades, que liberou R$ 2,4 bilhões para as obras do VLT e do BRT Transbrasil, corredor expresso de ônibus entre Deodoro e o Aeroporto Santos Dumont.

"Infelizmente a prefeitura não se comportou como se deve comportar o poder Executivo. E não nos encaminhou informações básicas, mínimas para que a gente possa saber o tamanho do empréstimo. Não dá para votar no escuro", disse Andrea Gouvêa Vieira (PSDB).

quinta-feira, 7 de fevereiro de 2013

Às compras

07/02/2012 - O Globo

O Estado do Rio ganhará, até o fim de 2014, seis novos shoppings. Três deles ficarão na capital, informa a Abrasce. Ano passado, 27 malls entraram em operação no país. O setor recebeu, em média, 398 milhões de visitantes por mês e vendeu 10,65% mais que em 2011. Foram R$ 119,5 bilhões em vendas. Para 2013, a associação prevê expansão de 12%. Hoje, só a Região Sudeste conta com 255 empreendimentos.

quarta-feira, 6 de fevereiro de 2013

Linha 4 e futuro Autódromo são destaques de 2012

17/12/2012 - Governo RJ, Marcelle Colbert

Comandados pela Secretaria da Casa Civil, projetos receberam investimentos

Avanços nas obras da Linha 4 do metrô, projeto de construção do novo Autódromo Internacional do Rio de Janeiro e melhorias na qualidade de vida da população, com implantação de novas tecnologias e através de ações sociais, estão entre as conquistas da Secretaria da Casa Civil e seus órgãos vinculados em 2012. Uma das mais importantes intervenções comandadas pela pasta foi a Linha 4, que ganhou reforço com a compra do Tatuzão.

A Linha 4, que ligará a Barra da Tijuca a Ipanema e beneficiará mais de 300 mil pessoas por dia a partir de 2016, contará com um equipamento importante para perfurar túneis do metrô de Ipanema à Gávea, sem explosões. O Tunnel Boring Machine (TBM), batizado de Tatuzão, foi entregue este ano na fábrica Herrenknecht - Tunnelling Systems, na Alemanha, e deve chegar ao Brasil em 2013.

– Este é um importante momento para o Rio de Janeiro porque demos um salto nesse grandioso projeto para a cidade, que é a Linha 4. Essa máquina foi construída com uma tecnologia muito avançada, capaz de perfurar dois tipos diferentes de solo: rocha e areia. Graças ao equipamento, será possível escavar todos os túneis do metrô na Zona Sul sem abrir buracos ao longo das ruas. Eles serão construídos por baixo das vias sem impacto na superfície – afirmou o secretário-chefe da Casa Civil, Regis Fichtner.

Este ano, o projeto para transformar o Maracanã em um grande complexo esportivo e de entretenimento deu mais um passo. O Governo do Estado convocou uma audiência pública para discutir o modelo de concessão. O contrato terá
duração de 35 anos.

Detran: super posto será inaugurado em 2013

Ano que vem, o Detran inaugura a primeira Unidade Referência de Serviços (URSD), na Estrada das Canárias. O órgão também adotou medidas para aperfeiçoar seu atendimento e implementou a política de meritocracia. Em 2012, o Proderj (Centro de Tecnologia da Informação e Comunicação do Estado do Rio) ajudou na implementação da telemedicina, projeto realizado nas Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) 24 horas.

Ações sociais melhoram qualidade de vida em comunidades

A ação social em comunidades do Rio também está entre os mais importantes projetos da Secretaria da Casa Civil. Através do Trabalho Social do PAC (Programa de Aceleração do Crescimento), do Escritório de Gerenciamento de Projetos (EGP – Rio), foram realizados programas para assegurar o desenvolvimento socioeconômico, entre eles a realocação de famílias que viviam em locais de risco em condomínios do PAC.

Na Rocinha, o Estado lançou o Plano de Desenvolvimento Sustentável, estudo que guia as ações em educação e infraestrutura na comunidade. O Trabalho Social promoveu ainda outras ações em comunidades como Manguinhos, Alemão e Pavão-Pavãozinho e Cantagalo.

– Queremos usar esse plano de metas como um instrumento para a construção de políticas públicas efetivas, que atendam as demandas reais e específicas da população – disse a coordenadora do Trabalho Social do PAC, Maria Gabriela Bessa, destacando que são realizadas iniciativas em setores como saúde, educação, cultura, esporte, lazer, saneamento ambiental e trabalho e renda.

No Alemão, o Trabalho Social do Estado começou a apoiar, este ano, a reciclagem de óleo vegetal. Além disso, o PAC Social trabalha com a capacitação de moradores de comunidades do Rio, como os cursos de pizzaiolo, no Pavão-Pavãozinho e Cantagalo, e o de móveis de madeira, na Rocinha.

Papo na esquina

05/02/2013 - O Globo, Ancelmo Gois

O empresário Eike Batista promete que, diferentemente dos outros condomínios da Barra, o seu terá botequim na esquina, barbearia, sapataria, enfim, um ambiente de rua igual ao dos bairros comuns.

Cesar Park Ipanema será transformado em Sofitel

09/01/2013 - Valor Econômico, Paola de Moura

A rede francesa de hotéis Accor bateu o martelo e vai mesmo trocar a bandeira do hotel Caesar Park de Ipanema para sua marca cinco estrelas Sofitel. A empresa planeja investir US$ 20 milhões para modificar o empreendimento e colocá-lo nos padrões da rede cinco estrelas.
O Caesar Park de Ipanema foi adquirido do grupo espanhol Posadas em outubro do ano passado junto com outros 13 empreendimentos do grupo no Brasil e 16 no América Latina. A Accor pagou ao todo US$ 275 milhões.
Além do novo Sofitel Ipanema, o grupo francês estuda ainda modificar as marcas dos outros empreendimentos comprados do Posadas. Os de cinco estrelas deverão receber bandeiras como Sofitel, Sofitel Legend, Sofitel So, Pullman ou MGallery. Já os Caesar Business, hotéis de padrão mediano, devem ficar com as bandeiras Mercure e Novotel.
Segundo o grupo Accor, apesar da marca Caesar Park ser famosa no Brasil e também na América Latina, suas próprias bandeiras são mais reconhecidas no mundo como um todo.
Com a mudança, a rede Accor garante a manutenção da marca Sofitel no Rio caso perca a disputa que tem com o grupo BHG, braço hoteleiro da GP Investimentos e dono da marca Golden Tulip, pelo atual hotel no Posto 6, em Copacabana. Em setembro de 2010, a BHG comprou da Veplan Engenharia, empresa que estava em processo de recuperação judicial desde 2006, o prédio onde está instalado o Sofitel de Copacabana, por R$ 170 milhões. A Accor entrou com uma ação alegando ter o direito de preferência, por já ser locatária do imóvel, e depositou judicialmente a mesma quantia. A última decisão ocorreu em maio deste ano, quando a 4ª Câmara Cível do TJ-RJ concedeu ao BHG o direito de aquisição do imóvel. A Accor recorreu.
O Sofitel foi o primeiro hotel do grupo Accor no Rio. A rede aluga o prédio há mais de 15 anos com um contrato que só vence em 2021.

Quiosques: concessionária vai investir R$ 30 milhões

13/12/2012 - O Globo

Até julho de 2013, deverão ser inauguradas 64 novas unidades

RIO O projeto de modernização dos quiosques e dos postos de salvamento da orla de Copacabana vai receber R$ 30 milhões de investimentos da concessionária Orla Rio até meados de 2013. De acordo com João Marcello Barreto, vice-presidente da empresa responsável pelos 309 equipamentos da orla do Leme até a Prainha , assim como já ocorreu nos postos 5 e 9, haverá uma ampla reforma. Até a Copa das Confederações, em julho de 2013, deverão ser inauguradas 64 unidades entre Leme e Copacabana. Até o momento, nesse trecho, há 38 quiosques em funcionamento e oito em construção. Os demais equipamentos devem começar a ser erguidos a partir de janeiro.

Os antigos postos de salvamento eram da década de 70. Estamos fazendo um retrofit. A estrutura tem aparência igual, mas foram feitas modernizações tanto na parte superior, que é usada pelo bombeiro, quanto no banheiro aberto ao público no térreo explicou João Marcello.

Entre as modificações, a parte superior do posto de salvamento ganhará uma escada voltada para o mar. A ideia é facilitar o trabalho feito pelo guarda-vidas. No térreo, o banheiro feminino terá mais quatro sanitários. O já existente será adaptado para cadeirante. O masculino receberá mais um sanitário e três mictórios. Haverá ainda uma área reservada com cabine para banho, duchas com vista para o mar e um guarda-volumes.

Além da reforma dos postos de salvamento, uma outra novidade, que deverá ser vista na praia a partir do próximo dia 26, nos postos 2 e 4 que estão em obras , é a implantação de banheiros químicos. Serão 20 unidades em cada um dos postos, com acesso gratuito à população. A intenção é que os banheiros fiquem abertos até o dia 2 de janeiro.

No último sábado, O GLOBO mostrou que, dez anos após o prazo final para a Orla Rio entregar, modernizados, 309 quiosques, o carioca ainda precisa driblar, às vésperas de mais um verão, tapumes de obras intermináveis. A novela que envolve a renovação dos quiosques se arrasta desde 1999. O prazo inicial de conclusão das intervenções era abril de 2002. No primeiro termo aditivo ao contrato, o prazo foi esticado para 2007. Agora, conforme estabelece termo assinado há dois anos, não há qualquer menção a prazos. O caso virou objeto de ação do Ministério Público estadual. O promotor Rogério Pacheco, da 7ª Tutela Coletiva de Defesa da Cidadania, pediu à Justiça, em caráter liminar, a conclusão de todas as obras em um ano.

Ações na Justiça

De acordo com João Marcello Barreto, a demora na modernização dos quiosques e postos ocorreu por mais de seis anos devido a decisões judiciais em processos movidos contra o município e a Orla Rio, o que levou o poder concedente a assinar os termos aditivos ao contrato de concessão. Quanto à ação proposta pelo Ministério Público, ainda segundo a concessionária, a Orla Rio e o município alegam a inexistência de prejuízos aos cofres públicos. Desde o ano 2000, a empresa já teria investido mais de R$ 46 milhões na orla de Copacabana.

A história do Rio agora disponível na palma da mão

23/01/2013 - O Globo, Waleska Borges

Alguns dos principais pontos turísticos do Rio terão um atrativo a mais para seus visitantes. Conforme mostrou na segunda-feira o "RJ-TV", da TV Globo, o turista poderá apontar o seu smartphone ou tablet para um mosaico na calçada e ter informações em tempo real sobre o local. A tecnologia usada no mosaico é o QR code, um código de barras em duas dimensões que pode ser lido por telefones celulares e tablets. Os códigos foram entalhados em pedra portuguesa. O projeto tecnológico da Secretaria municipal de Conservação e Serviços Públicos, em parceria com Grupo Máquina PR e a agência de design e tecnologia digital Zóio, vai ser instalado em 30 pontos turísticos da cidade até o fim do ano.

Os dois primeiros QR code dos pontos turísticos serão inaugurados nesta sexta-feira, no Arpoador. Até março, outras três placas nas calçadas vão estar disponíveis na Pedra do Leme, Praia de São Conrado e Mirante do Leblon. Na cidade, o projeto foi batizado de QR Rio.

De acordo com o secretário municipal de Conservação, Marcos Belchior, a proposta é disseminar conhecimento e cultura sobre as belezas cariocas. A ideia, presente em monumentos de Portugal, está sendo implantada pela primeira vez no Brasil. Entre pontos turísticos estão: o Arcos da Lapa, a Praça Paris, a Vista Chinesa, o Jardim Botânico e a Praça Tiradentes. O QR code é uma tecnologia semelhante à utilizada nos códigos de barras, mas com potencial de armazenamento de informações maior. Após decodificado por um leitor, disponível na grande maioria das câmeras de smartphones e tablets, o sistema redireciona o acesso à informação publicada em um site.

- Também poderemos usar o QR Code divulgando eventos do calendário da cidade como a Jornada Mundial da Juventude e a Copa das Confederações. Estamos integrando tecnologia com conservação. É uma nova porta aberta para população - disse Belchior.

Ainda conforme o secretário, o projeto foi implantado através de uma parceria público privada e não teve custos aos cofres municipais:

- Vamos esperar para ver como a população vai responder ao projeto. Caso seja aprovado, poderá ser estendido para toda cidade. Temos um grande potencial de utilização desta ferramenta. Cerca de dois milhões de visitantes de outros países desembarcaram no Rio em 2012.

As duas primeiras placas de QR code do Arpoador foram instaladas na segunda-feira. Na tela do seu celular ou tablet, o turista tem a visualização de informações online sobre o local. O visitante será avisado, entre outros detalhes, que o Arpoador é considerado a praia do surf: "Com cerca de 500 metros de extensão a praia reúne ondas fortes, além de uma iluminação noturna especial, o que favorece a prática noturna do esporte".

Tecnologia e tradição

O turista será informado ainda que o Arpoador reúne turistas e moradores para assistirem ao pôr do sol. Uma curiosidade, também destacada a quem acessar o QR code, é que o ponto foi batizado com o nome de Arpoador porque, no passado, era comum naquela região a caça - por meio do arpão - de baleias que vinham do sul em busca de águas quentes.

O mestre Gedião Jorge Azevedo, que se especializou no trabalho artesanal com calceteiros portugueses e participou de obras como a calçada com as notas de Noel Rosa, em Vila Isabel, disse que está feliz em participar do projeto:

- Foi muito trabalhoso, mas valeu a pena ver essa arte em mosaico pronta. O QR code junta tecnologia com a tradição das pedras portuguesas nas calçadas do Rio de Janeiro.

Parque Olímpico começa a tomar forma

05/02/2013 - O Estado de São Paulo

As instalações do Parque Olímpico, considerado o "coração" dos Jogos do Rio, em 2016, começaram a tomar forma. A Empresa Olímpica Municipal (EOM), órgão da prefeitura responsável pela Olimpíada, divulgou nesta segunda as primeiras imagens de como será o Centro Aquático, com capacidade para 18 mil pessoas, que vai receber as provas de natação e nado sincronizado. No Parque Aquático Maria Lenk, também na região do Parque Olímpico, serão disputados saltos ornamentais e polo aquático.

Para receber as provas de natação em 2016, o Maria Lenk, construído ao custo de R$ 60 milhões para o Pan de 2007, teria de ser reformado. Mesmo agora, com somente duas modalidades, o Parque Aquático ainda terá de passar por "adaptações", segundo a EOM, além de ganhar uma nova piscina de aquecimento. A prefeitura vai arcar com os custos, ainda não definidos.

Ao todo, o Parque Olímpico vai receber as disputas de 15 modalidades olímpicas e nove paralímpicas. O consórcio Rio Mais venceu a licitação de R$ 1,375 bilhão (pagos pela prefeitura) para construção e manutenção (por 15 anos) da infraestrutura do Parque e de parte das instalações esportivas: três pavilhões, que depois dos Jogos serão transformados no Centro Olímpico de Treinamento.

A construção das demais arenas será financiada pela União e executada pela prefeitura. Os vencedores (já anunciados) das concorrências para elaboração dos projetos básico e executivo vão receber R$ 10,25 milhões para o Centro de Tênis; R$ 5,2 milhões para o novo velódromo (o antigo, construído para o Pan, será doado ao Ministério do Esporte e levado para outra cidade); R$ 8,35 milhões para o Centro Aquático e R$ 7,24 milhões para a Arena de Handebol. As licitações para as construções serão lançadas no 2º trimestre de 2013. As obras devem começar no 2º semestre.

domingo, 3 de fevereiro de 2013

Comlurb instala 120 papeleiras verdes em áreas de lazer

14/11/2012 - Agência Rio

A Comlurb começa a instalar 120 papeleiras verdes em diversas áreas de lazer da cidade. A Floresta da Tijuca recebeu, nos pontos de maior fluxo de pessoas, 50 desses equipamentos, enquanto a Praça Paris e o Passeio Público já contam com 16 papeleiras cada um; a Cinelândia com 18 unidades e a Lapa com duas.
As papeleiras são feitas de polietileno verde, plástico produzido a partir do etanol de cana de açúcar, o que ajuda a reduzir em até 85% a emissão de gases poluentes na atmosfera.

As novas papeleiras apresentam um desenho mais moderno, com pequena abertura na frente, para evitar que o depósito de resíduos pesados e de grande volume a danifiquem.

Para outras gerações

12/12/2012 - Jornal do Commercio

O prefeito Eduardo Paes decreta o tombamento de bares e botequins das décadas de 1950 e 1960, em toda a cidade, como Patrimônio Cultural Carioca. A lista completa será publicada na edição de hoje do Diário Oficial. Só em Copacabana são quatro endereços - Cervantes, Pavão Azul, Adega Pérola e BipBip. A proposta é incentivar a permanência do comércio tradicional e manter a história do Rio. Apenas pequenos reparos serão autorizados nas instalações. A meta é manter o clima vintage para funcionários e clientes.

Demolição de rampa muda paisagem na Perimetral

11/12/2012 - O Globo

Retirada da pista de descida para a Rodrigues Alves, interditada há 2 anos, faz parte da revitalização do Porto

Quem passou na segunda-feira pelo Elevado da Perimetral, nas imediações da Praça Mauá, já pôde acompanhar a demolição de uma das rampas de descida para a Avenida Rodrigues Alves, como parte das obras de revitalização do Porto. O trecho, que estava interditado há cerca de dois anos, servia para quem vinha pela Perimetral, sentido Praça Mauá.
Atualmente, operários fazem a retirada das muretas e o chamado esquartejamento do concreto. Todo o serviço, que ainda não tem data para ser concluído, é feito sem alterações no trânsito. Segundo a Companhia de Desenvolvimento Urbano da Região do Porto (Cdurp), a retirada da rampa serve como teste operacional para os guindastes que vão trabalhar na demolição da Perimetral. Em breve, serão iniciados os trabalhos de derrubada da rampa de acesso ao elevado, localizada na altura da sede da Polícia Federal.
A principal obra de demolição na região, a derrubada do elevado, estava prevista para o início de 2014. Mas foi antecipada para abril do próximo ano, devido à conclusão de parte das obras da futura Avenida Binário, via alternativa com 3,5km de extensão que está sendo construída no Porto. O primeiro trecho da Perimetral a ser posto abaixo será a pista sentido Aterro do Flamengo, entre a Rodoviária Novo Rio e a Rua Cordeiro da Graça, em frente ao Armazém 16 do Cais do Porto.
A concessionária Porto Novo começou em outubro a perfurar o túnel do Binário, a partir da Praça Mauá. Ele ligará a Rua Primeiro de Março à antiga Via Trilhos, uma das ruas ociosas do Porto, passando por baixo do Morro de São Bento e da Praça Mauá. Além da Avenida Binário, as obras de revitalização preveem a construção da via expressa, com cerca de 1,6 quilômetro. Ela ocupará grande parte das avenidas Rodrigues Alves e Rio de Janeiro até o Armazém 8 e terá três faixas em cada sentido.

Hotel no Aterro

24/01/2013 - O Globo

O prédio da Varig, ao lado do Santos Dumont, vai virar hotel Sheraton, quatro estrelas, com 300 apartamentos e centro de convenções para 700 pessoas. Foi comprado pelo mesmo grupo do Hotel Paineiras e do AquaRio, na Zona Portuária.

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Recuperação estrutural do viaduto do Joá sobe de R$ 7 milhões para R$ 70 milhões

30/01/2013 - O Globo

Sinais de degradação do elevado tinham sido apontados por um estudo da Coppe/UFRJ

Luiz Ernesto Magalhães

Péssimo estado de conservação do viaduto do Joá. Foto de 04/12/2012 Pablo Jacob / O Globo
RIO - Em vez de R$ 7 milhões, como anunciado pela prefeitura em dezembro passado, as obras de reforço estrutural no Elevado do Joá custarão R$ 70 milhões, ou seja dez vezes mais. Foi o próprio prefeito Eduardo Paes que informou na terça-feira, na Rádio CBN, o novo valor das intervenções, pouco depois de aprovar proposta apresentada pela Secretaria municipal de Obras. Os sinais de degradação do elevado tinham sido apontados por um estudo da Coordenação dos Programas de Pós-Graduação em Engenharia (Coppe/UFRJ). O trabalho já começou na parte inferior do viaduto (pista Barra-São Conrado) e, segundo o coordenador-geral de projetos da Secretaria de Obras, João Luiz Reis, será intensificado a partir da próxima semana. A reforma será feita simultaneamente nos dois níveis: no inferior, durante as 24 horas do dia, sem necessidade de interromper o tráfego; e, no superior, de quinta a domingo, de 23h às 5h, com interdição do trânsito. O esquema de circulação está sendo detalhado pela CET-Rio.

É um custo elevadíssimo. São R$ 70 milhões que acabei de autorizar para realizar a obra em toda a sua plenitude, para acabar com qualquer risco, com qualquer problema no Elevado do Joá. Já vínhamos fazendo intervenções há algum tempo. Agora, são intervenções definitivas, pesadas, para acabar com essa história de que o elevado corre risco de cair. Você resolve todos os problemas. Estávamos fechando o projeto executivo, e acabamos de ter essa notícia, que não foi a mais agradável do meu dia, mas é fundamental para dar segurança à população disse o prefeito à CBN.

Mais tarde, ao GLOBO, Paes complementou:

Não vou deixar de fazer o que os meus técnicos dizem que é importante. Estou indo à plenitude. O Elevado do Joá vai ficar zerado, novo.

Dois túneis também terão reparos

Paes e Reis dizem que houve um mal-entendido, quando da divulgação da obra em dezembro. Segundo o coordenador de projetos, o custo seria R$ 7 milhões se o município optasse por fazer a recuperação estrutural de 23 dentes Gerber (que fazem a transferência da carga das vigas para os pórticos) que estão em pior situação. Após estudos, os técnicos da Secretaria de Obras decidiram abandonar esse projeto, optando por uma solução mais cara. Em vez de reforçar os dentes Gerber, em cada nível do elevado (tabuleiro) serão instaladas 128 vigas metálicas em todos os pórticos. Só de aço especial, essas vigas terão 1.641 toneladas. As novas vigas ficarão sob os dentes Gerber, apoiadas em macacos tóricos que, por sua vez, estarão sobre estruturas de concreto chamadas consoles.

Os dentes Gerber deixarão de ter função estrutural com a obra. Os consoles vão receber as cargas das vigas, que serão descarregadas nos pórticos. Os pórticos, por sua vez, vão descarregar nas fundações explicou Reis.

Mas a reforma, realizada pelo consórcio formado pelas empresas Concrejato e Geomecânica, irá além da recuperação estrutural. A prefeitura decidiu incluir no projeto a reforma dos guarda-rodas (barreiras laterais de concreto) do viaduto. Serão recuperados ainda os chamados pergolados (vigas na entrada e na saída) dos túneis de São Conrado e do Joá, sentido Barra-São Conrado. As paredes laterais, as vigas e as lajes desses dois túneis também terão obras.

Vamos ter um elevado e túneis novos. Com as obras que serão executadas e a manutenção rotineira, o Joá não precisará de reforço estrutural por 20 anos, 30 anos disse Reis.

Para garantir a estabilidade estrutural do Elevado do Joá, a prefeitura adotou medidas emergenciais em dezembro passado. A CET-Rio vetou a circulação de caminhões na via. A velocidade máxima também foi alterada, passando de 80 para 60 quilômetros por hora. Essas recomendações constavam do estudo da Coppe.

As intervenções emergenciais não vão atrapalhar os planos de Paes de criar duas faixas, independentes e paralelas às existentes, no sentido Barra, com a construção de dois túneis. O projeto executivo será apresentado em fevereiro.

Ex-secretário defende construção de nova via

Para o ex-secretário municipal de Transportes Márcio Queiroz, que participou da construção do elevado, a alternativa proposta pela prefeitura é uma boa solução. Mas ele defende a construção de uma nova via ligando a Barra à Zona Sul para comportar o aumento de tráfego:

Os dentes Gerber eram uma técnica muito adotada na época da construção. O problema é que se partia do princípio que a estrutura teria um programa de conservação permanente, o que nem sempre ocorreu. O ideal é que se invista, por ano, em manutenção, de 3% a 5% do que foi gasto na obra.

Já o presidente da Câmara Comunitária da Barra, Delair Dumbrosck, vê a obra com desconfiança, diante do histórico de problemas estruturais do Joá. Para ele, a prioridade deveria ser a construção de um novo acesso, como recomendou o estudo elaborado pela Coppe.

A construção de um novo elevado, segundo João Luiz Reis, custaria R$ 300 milhões.

Obra parada do estado vira lixão a céu aberto na Rocinha

01/02/2013 - O Globo

Escola de culinária em Botafogo também não saiu do papel

Ruben Berta

Obra parada do Plano Inclinado, no local conhecido como Roupa Suja, na Rocinha Marcelo Piu / O Globo

RIO - O que há em comum entre uma estrutura de concreto abandonada, cercada de lixo por todos os lados, na Favela da Rocinha, e um prédio sem uso, em Botafogo, com um vigia 24 horas na porta, para evitar que ele seja invadido por moradores de rua? Seja por questões técnicas ou burocráticas, ambos são obras anunciadas pelo governo estadual que, perdidas entre atrasos, parecem caminhar para se transformar em lendas urbanas. A primeira deveria ser um plano inclinado para integrar a comunidade, cuja previsão de entrega inicial era junho de 2010. A segunda, uma filial inédita no país da escola de culinária Le Cordon Bleu com direito a cursos gratuitos para a população cuja inauguração chegou a ser programada para abril de 2012. A previsão agora é para o segundo semestre de 2014.

A estrutura do plano inclinado da Rocinha chegou a ser mostrada pelo GLOBO em novembro passado. De lá para cá, houve pelo menos uma mudança: a quantidade de lixo no local, que fica logo acima da boca do Túnel Zuzu Angel, aumentou. Entre sacos plásticos, há pedaços de TVs, geladeiras, sofás e ventiladores. A Comlurb diz que faz a coleta manual, por falta de acesso com máquinas. As vigas que sustentam as estruturas estão enferrujadas. A Secretaria estadual de Obras não dá mais prazo para a conclusão. O edital de licitação das obras do complemento do PAC 1 Rocinha está em análise no TCE (Tribunal de Contas do Estado). O plano inclinado está incluído, informou.

A mesma Rocinha tem uma outra grande obra que parece caminhar, a passos lentos, para o grupo das lendas: o projeto de instalação de ecolimites, barreiras contra o crescimento desordenado, que abrangeria ainda a comunidade da Chácara do Céu, com remanejamento de ocupações irregulares. Previsão inicial de conclusão: julho de 2010. Até agora, continua em andamento, segundo o estado, graças a problemas em desapropriações.

Tanto a escola de culinária Le Cordon Bleu quanto o projeto dos ecolimites da Rocinha fazem parte de uma lista de 45 obras e projetos levantados pelo GLOBO em Diários Oficiais de janeiro que tiveram seus prazos contratuais interrompidos, através de despachos da Empresa de Obras Públicas (Emop), até o próximo dia 31 de março por indisponibilidade de créditos orçamentários. Na prática, isso poderia significar mais paralisação. Mas o órgão garante que trata-se de algo de praxe, um procedimento gerencial, parte das medidas legais adotadas por órgãos públicos a cada virada de exercício financeiro.

Na lista dos 45 projetos, porém, há pelo menos dois em atraso, além da escola Le Cordon Bleu e dos ecolimites. A elaboração dos projetos do PAC 2 da Rocinha e da Mangueira deveria ter sido concluída em janeiro. O primeiro, segundo a Secretaria de Obras, está em fase de desenvolvimento, e o segundo, em análise na Caixa.

Sobre a Le Cordon Bleu, na Rua da Passagem, em Botafogo, a Secretaria de Ciência e Tecnologia disse que alguns detalhes técnicos em relação às obras e aos equipamentos atrasaram o cronograma. As obras devem começar em agosto, para a conclusão em 2014.

Rio anuncia licitação para construção de estações da Transcarioca

11/12/2012 - Agência Rio

A Secretaria Municipal de Obras do Rio informou nesta terça-feira (11) que vai licitar, no próximo dia 15, o projeto de construção e implantação das 43 estações – 36 simples e sete duplas – do corredor expresso Transcarioca. A via está em construção pela SMO desde março de 2011 e vai ligar a Barra da Tijuca ao Aeroporto Internacional (Galeão).

As intervenções seguem até dezembro de 2013 e o investimento previsto para a implantação das estações dos BRTs (ônibus articulados) é de R$ 121 milhões. O cronograma de instalação será definido após a definição da empresa vencedora da concorrência.

Criado em Curitiba e exportado para diversas cidades, tais como Bogotá, Pequim e Johanesburgo, o BRT consiste num sistema de transporte público com ônibus articulados que circulam em vias segregadas e por isso operam em velocidade maior do que uma linha de ônibus comum.

O embarque de passageiros se dá em estações com plataformas compatíveis com o piso dos veículos, reduzindo o tempo de embarque. Os bilhetes são vendidos antecipadamente.

Via Dutra

24/01/2013 - O Globo

A Baixada ganhará mais um shopping. Ficará na Via Dutra, altura de Queimados. Projeto de R$ 240 milhões da Portfólio Asset, terá 260 lojas, cinema, academia e supermercado, em 40 mil metros quadrados de área locável. Fica pronto em 2015.

Apartamento nas alturas

01/02/2013 - Folha de São Paulo

O Rio de Janeiro foi a décima cidade mais cara do mundo para se locar, no ano passado, um apartamento de alto padrão com três quartos, segundo pesquisa da Eca International, especializada em gestão de expatriação.

Em 2011, o Rio havia ficado em 12º lugar. São Paulo não apareceu no ranking das 20 com os maiores aluguéis.

Caracas foi a mais cara do continente americano, tendo ultrapassado Nova York.

Os preços na cidade subiram cerca de 30% no ano passado devido à falta de imóveis adequados e à crescente indústria do petróleo, de acordo com a consultoria.

Na Europa, Moscou é a cidade com os maiores preços. O aumento da população expatriada e a oferta reduzida de apartamentos elevaram as taxas de aluguéis nos últimos três anos.

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Macaé ganha projeto imobiliário milionário

31/01/2013 - Jornal do Commercio, Fábio Teixeira

Construtora já vendeu 700 das 1828 unidades habitacionais do empreendimento em menos de dois meses. Valor Geral de Vendas (VGV) é de R$ 385 milhões

Antes mesmo de completar dois meses do início das vendas, um dos principais projetos imobiliários de Macaé, na Região Norte Fluminense, já tem mais de um terço das unidades comercializadas. De acordo com o diretor presidente da Calper, Ricardo Ranauro, 700 das 1.828 unidades do Nexus Hotel e Residences já foram negociadas. O Valor Geral de Vendas (VGV) total do empreendimento é de cerca de R$ 385 milhões. "Ao longo do ano esperamos vender o restante das unidades. Talvez nos próximos seis meses", disse o executivo.
O projeto de quatro torres alinhadas formando um "x", com um hotel no centro, ficará próximo ao Parque de Tubos, local onde está situada a central da Petrobras no município do norte fluminense. Os dois primeiros edifícios e empreendimento hoteleiro, com 336 quartos, ficarão prontos em novembro de 2016, informa Ranauro.
De acordo com o executivo, a empresa previa inicialmente apenas uma torre e o hotel, mas a velocidade das vendas motivou a ampliação do projeto. Dois edifícios terão298 unidades habitacionais (UHs), enquanto os outras dois terão 448 UHs. O condomínio terá ainda um centro de convenções, sala de eventos, áreas de lazer e para construção de 27 lojas de conveniência. De acordo com Ranauro, o trabalho tem sido intenso para coordenar as obras com a chegada da infraestrutura ao local. A cidade tem crescido em ritmo explosivo desde a descoberta de petróleo na camada do pré-sal. No local estão empresas como BP, Shell, Repsol e Texaco, além da Petrobras.
Por duas décadas o urbanismo da cidade foi uma colcha de retalhos", afirma o executivo. Ranauro explica, por exemplo, que será necessária a construção de uma subestação para levar energia ao local. Como o transporte público ainda não passa pela região, o condomínio também terá um esquema com ônibus particulares. "Temos que trabalhar de mãos dadas com o governo municipal para que tudo chegue ao mesmo tempo ao local", diz, acrescentando que o custo da subestação está previsto no valor do investimento.
Valorização
Para Ranauro, o mercado imobiliário na região está se modificando. Antes do boom causado pela indústria de petróleo, as empresas focavam atender apenas aos trabalhadores do setor petrolífero que atuavam em campos maduros. Com a descoberta do pré-sal, o horizonte para investimentos se ampliou.
"O mercado está se planejando para os próximos 100 anos", diz o executivo. Sua previsão é de que o metro quadrado de Macaé - hoje em torno de R$ 5,5 mil - continue subindo nas próximas três décadas.

Os preços piraram

31/01/2013 - O Globo

Um apartamentos de quarto e sala com 45m², no Minhocão, na Gávea - um dos endereços mais barulhentos da cidade - está custando R$ 450 mil.

Extra, Extra Extra!,

31/01/2013 - O Globo

Estão a pleno vapor as obras de construção da Cidade Olímpica, na Barra da Tijuca.
A ideia é já pôr os apartamentos dos atletas à venda no segundo semestre de 2013.