segunda-feira, 30 de dezembro de 2013

Cyrela e Caixa negociam área no gasômetro

28/12/2013 - Valor Econômico, Renata Batista

A Caixa Econômica Federal (CEF) negocia com a incorporadora Cyrela Brazil Realty um projeto para o terreno do antigo gasômetro, na Zona Portuária do Rio, segundo o Valor apurou com fontes próximas às negociações. Trata-se de uma área de 115 mil metros quadrados, há quase uma década sem uso, aportada pela prefeitura no fundo criado pela CEF para financiar a revitalização da região.
Procurada, a Cyrela não confirmou a negociação. A Caixa, por meio de sua assessoria de imprensa, informou que não comentaria o assunto, "pois se encontra em período de confidencialidade".
No mercado, porém, circula a informação de que o projeto final deve ter área construída de 850 mil metros quadrados, dividida entre um shopping e edifícios comerciais e residenciais de até 50 andares. Com isso, o empreendimento teria 60% de uso comercial e 40%, residencial. A negociação do terreno estaria sendo feita por permuta entre a CEF e a incorporadora. A Companhia Estadual de Gás (CEG), antiga usuária do terreno, também ficaria com parte da área.
Paralelamente, a CEF teria conduzido negociações com grupo formado pela Related Brasil, pela operadora de shopping centers Westfield, pela a BNCorp e a holding de investimentos do grupo Bueno Netto. Procurada pelo Valor, a Related confirmou o interesse no terreno, mas disse que as conversas não evoluíram.
A definição do futuro do terreno do gasômetro é considerada chave para a evolução do projeto do novo porto do Rio, principalmente para atrair projetos residenciais. A expectativa é que a construção de um shopping no local amenize a carência de comércio na região.
A atração de empreendimentos residenciais para a região enfrenta, porém, outros entraves. Os Certificados de Potencial Adicional de Construção (Cepacs), emitidos pela prefeitura e comprados integralmente pela CEF por cerca de R$ 545, estariam sendo avaliados em cerca de R$ 2 mil, o que elevaria o custo do metro quadrado para R$ 10 mil, incompatível com a demanda esperada para a região, de imóveis mais simples para classe média baixa.
Comprados pela CEF para financiar as obras do porto, havia expectativa que os Cepacs fossem revendidos ao mercado como forma de ampliar o Índice de Aproveitamento do Terreno (IAT). A CEF fez apenas um leilão de Cepacs por R$ 1.200 e, posteriormente, teria adotado a estratégia de permuta com as incorporadoras.

Dez andares em troca do gasômetro

26/10/2013 - O Globo, Negócios & Cia

Uma operação inédita de permuta vai viabilizar o pagamento da Prefeitura do Rio à União, pela cessão do terreno do Gasômetro ao projeto de revitalização da Zona Portuária. A Cdurp, empresa responsável pelo Porto Maravilha, licitou esta semana três terrenos na região, com 46 mil metros quadrados de potencial de construção. Para levar os terrenos, a JPL, vencedora da concorrência, construirá um prédio de dez andares e 22 mil m², nos arredores do IML. O edifício abrigará instalações do governo federal. Por contrato, terá de estar pronto em 42 meses. "A construtora fica com os terrenos da prefeitura e paga construindo o prédio para a União", explica Sérgio Lopes, da Cdurp.

Nos três terrenos, a JLP terá de erguer, ao menos, um projeto residencial. O valor geral de vendas beira R$ 600 milhões.

R$226 MILHÕES
DEZ ANDARES EM TROCA DO GASÔMETRO
Foi o valor de venda do terreno do Gasômetro à Cdurp pelo governo federal. A área de 113 mil metros quadrados foi repassada ao fundo imobiliário da Caixa para revitalização do Porto do Rio.

Prefeitura confirma interdição da Rodrigues Alves no dia 14

04/11/2013 - O Globo

Via terá que ficar bloqueada para a remoção dos escombros da Perimetral

Primeiro dia util do fechamento da perimetral, transito lento na Avenida Rodrigues Alves Pablo Jacob / Agência O Globo

RIO - Depois do fechamento da Perimetral e da abertura das vias Binário do Porto e Binário II, a próxima mudança na circulação na Zona Portuária será o bloqueio da Avenida Rodrigues Alves. A Secretaria municipal de Transporte confirma a interdição da via para as 23 horas do próximo dia 14. O órgão não informou quanto tempo a Rodrigues Alves ficará interditada, após a implosão de um trecho da Perimetral, alegando que o esquema ainda será divulgado.

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A Rodrigues Alves terá que ficar bloqueada para a remoção dos escombros da Perimetral. Inicialmente, a intenção da prefeitura era implodir o trecho do elevado entre a Rodoviária Novo Rio e a Rua Silvino Montenegro, mas poderá haver mudanças. A Avenida Rodrigues Alves será totalmente revitalizada e transformada, até 2016, em uma via expressa sem sinais de trânsito ou pontos de ônibus.

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domingo, 29 de dezembro de 2013

Paes anuncia interdição total da Perimetral em janeiro

28/12/2013 - Portal Terra

Cirilo Junior
 
O Elevado da Perimetral, que foi parcialmente implodido no mês passado, será totalmente fechado a partir de 25 de janeiro, anunciou nesta sexta-feira (27/12) o prefeito do Rio de Janeiro, Eduardo Paes (PMDB). A via, importante ligação entre o centro do Rio e acessos à avenida Brasil e ponte Rio-Niterói, deixará de existir como parte do projeto de revitalização da zona portuária da cidade. Juntamente com a interdição da Perimetral, será bloqueado o trânsito do Mergulhão da Praça XV.

A área responsável pela coordenação de trânsito da prefeitura do Rio ainda não fechou completamente o esquema que será utilizado no centro da cidade para escoar o trânsito que passava pela Perimetral e pelo Mergulhão. Uma das hipóteses estudadas, segundo Paes, é que a avenida Rio Branco, no trecho entre a Praça Mauá e a avenida Presidente Vargas, passe a ter o trânsito em mão dupla, e liberado apenas para ônibus e táxis.

"Estamos finalizando os estudos, e vamos anunciar tudo de forma detalhada no início de janeiro. Para mim, o trecho mais crítico da Perimetral já foi fechado", afirmou Paes, durante almoço com jornalistas, no Palácio da Cidade, em Botafogo, zona sul do Rio.

O trecho da Perimetral que segue até a Praça XV não será implodido, e sim, derrubado aos poucos. A parte próxima à rodoviária do Rio, por ora, tem planejamento para ser implodida. Paes, no entanto, revelou que avalia mudar essa pretensão, e optar pela demolição feita por partes.

Durante o encontro, Eduardo Paes confirmou que a tarifa de táxi da cidade vai ser aumentada em janeiro. Ele não precisou quanto mais caro vai ficar para quem anda de táxi no Rio. Sobre um possível aumento das passagens de ônibus, Paes silenciou, e reafirmou que o estudo que definirá se a tarifa irá subir está a cargo do Tribunal de Contas do Município (TCM). Ele garantiu não ter recebido o resultado dessa avaliação, e evitou estipular um prazo de entrega.

Prefeito lembra polêmicas de 2013

O prefeito fez uma avaliação de 2013, e lembrou da conturbada época dos protestos de rua, e também da greve dos professores da rede municipal de ensino. Ele admitiu que a paralisação dos profissionais de ensino foi um dos acontecimentos que mais o preocupou. Sobre os protestos, disse que passou a evitar circular em locais públicos, como restaurantes e teatros, diante do clima de animosidade na metade do ano.

Paes recordou também uma passagem polêmica este ano. Em maio, o prefeito agrediu o músico Bernardo Botikay, conhecido como Botika, que o xingara em um restaurante do Rio. O político disse ter ficado mais reservado desde então, passando a evitar se expor em locais públicos.

"Certamente aprendi depois daquilo. Passei a me segurar mais, e a não circular tanto por aí. Em determinados aspectos, devemos não nos expor tanto", comentou.

quarta-feira, 25 de dezembro de 2013

Ponte estaiada da Barra da Tijuca é inaugurada com bênção de Dom Orani Tempesta

24/12/2013 - O Globo

Após cerimônia do arcebispo, a nova via foi aberta ao tráfego

Inicialmente, apenas carros de passeio terão acesso

RAFAEL GALDO

Veículos circulam pela ponte estaiada que foi inaugurada nesta terça-feira na Barra da Tijuca Foto: Cezar Loureiro / Agência O Globo
Veículos circulam pela ponte estaiada que foi inaugurada nesta terça-feira na Barra da Tijuca Foto: Cezar Loureiro / Agência O Globo

RIO - A circulação de ônibus no BRT Transcarioca (que ligará a Barra ao Aeroporto Internacional do Tom Jobim) ficou mesmo para 2014. No entanto, um trecho das obras do corredor — uma ponte estaiada — foi inaugurado nesta terça-feira pelo prefeito Eduardo Paes, como uma aposta para melhorar o trânsito de quem vem da Linha Amarela e da região de Jacarepaguá em direção à Barra da Tijuca. A estrutura, que recebeu o nome do cardeal dom Eugenio Sales, ganhou a bênção, durante a cerimônia, do arcebisbo do Rio, dom Orani Tempesta. Depois da cerimônia, a via foi aberta ao tráfego, eliminando um sinal de trânsito no entroncamento da Avenida Ayrton Senna com a Embaixador Abelardo Bueno e pondo fim a um dos principais gargalos no fluxo de veículos da região.

Obra será concluída em 2014

Segundo a Secretaria municipal de Obras, 85% das intervenções para a construção do corredor Transcarioca estão concluídas. O BRT entrará em operação no primeiro semestre de 2014. De acordo com o prefeito Eduardo Paes, a via será inaugurada em etapas ao longo dos primeiros meses do ano. O trecho entre Barra e Taquara será o primeiro a entrar em operação.

— A Transcarioca é um passeio por esta cidade de contrastes — disse o prefeito, fazendo uma referência ao trajeto do novo BRT, que passa por bairros de classe média, como a Barra da Tijuca, e outros mais pobres da Zona Oeste e do subúrbio.

A nova ponte estaiada pode ser usada por motoristas de carros particulares que seguem no sentido Linha Amarela/Cidade de Deus para a Barra. No caso dos ônibus de BRT, os veículos usarão a ponte tanto no sentido Barra quanto em direção a Jacarepaguá. Com 209 metros de extensão e sustentada por 56 cabos de aço, a ponte terá iluminação cênica. São 184 postes com lâmpadas LED, com filtros que permitem alterar as cores em datas especiais. Nesta semana de Natal, por exemplo, as cores serão o vermelho e verde.

A técnica é semelhante à usada na iluminação do Cristo Redentor, que eventualmente tem suas cores alteradas. Segundo o secretário municipal de Obras, Alexandre Pinto, a construção da ponte custou R$ 120 milhões. Ele garantiu que será possível entregar todas as obras do BRT Transcarioca antes da Copa do Mundo, em junho de 2014.

Além da ponte estaiada, o prefeito inaugurou as obras de ampliação e modernização do Terminal Alvorada, que será um dos pontos finais da Transcarioca e no qual já opera o BRT Transoeste (da Barra a Santa Cruz e Campo Grande). Quando a Transcarioca entrar em operação, será ali a integração dos dois corredores.

Leia mais sobre esse assunto em http://oglobo.globo.com/rio/ponte-estaiada-da-barra-da-tijuca-inaugurada-com-bencao-de-dom-orani-tempesta-11147052#ixzz2oX6lWr3Q 

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segunda-feira, 23 de dezembro de 2013

Niemeyer

18/12/2013 - O Globo, Negócios & Cia

A Prefeitura de Maricá recebeu a versão final do complexo turístico desenhado por Oscar Niemeyer para a cidade. É assinada pelo bisneto do arquiteto, Paulo Sérgio Niemeyer. Terá aquário, torre panorâmica, centro de pesquisas, restaurante e outras facilidades, numa área de 63.400m².0 edital de licitação do projeto sai no fim de janeiro.


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sexta-feira, 20 de dezembro de 2013

Tratamento de poluição hídrica da Baía de Guanabara começa em dezembro

29/11/2013 - Agência Rio

A Unidade de Tratamento de Rio (UTR) Rio Irajá, em Cordovil, Zona Norte do Rio, deverá começar a operar em um mês, tratando 12%b da poluição hídrica que deságua na Baía de Guanabara. A unidade passou por um teste de funcionamento nesta quinta-feira (28). A UTR Pavuna-Meriti deve iniciar o funcionamento em janeiro de 2014.

O Governo do Estado espera que com essas duas UTRs em funcionamento, cerca de 1/3 da poluição hídrica que chega à baía seja tratada, contribuindo para a meta de despoluir 80% das águas da Baía de Guanabara até 2016, que faz parte do Caderno de Encargos das Olimpíadas do Rio.

A UTR do Rio Irajá terá capacidade de tratamento de 1.750 litros de esgoto por segundo e a unidade Pavuna, de 5.200 litros por segundo. Até a realização das Olimpíadas do Rio, está prevista a implantação de um total de seis Unidades de Tratamento de Rio ao redor da Baía de Guanabara.

A unidade do Rio Irajá funcionará 24h por dia e contará com uma ecobarreira de metal para remover o lixo flutuante. Além disso, a UTR do Rio Irajá suportará a grande vazão de água em períodos de chuvas.

"O processo de limpeza da água do rio é realizado através da aplicação de um produto coagulante que sofre um turbilhamento para receber um polímero floculante, com a finalidade de engrossar as partículas. Logo após, são injetadas microbolhas de ar atmosférico que oxigenam o rio, formando uma camada de lodo na superfície da água, que é removida de forma mecânica e encaminhada para aterros sanitários ou encapsulada em geobags, sacos de desidratação que funcionam como alternativa econômica para contenção de sólidos", explicou a bióloga Raquel Goudart.

Na vistoria realida na quinta-feira, o diretor técnico da DT Engenharia, Procópio Netto, explicou que o projeto de implantação das UTRs é complementar às ações de saneamento realizadas nos municípios do entorno da baía.

"Escolhemos o Rio Irajá por ser um curso hídrico que recebe uma grande quantidade de esgoto, equivalente à metade da vazão do rio. Costumamos ouvir que as UTRs são soluções paliativas, mas, na verdade, a UTR acelera o saneamento ambiental e impede a proliferação da poluição difusa, como as fezes de cachorros e outros resíduos, que chega aos rios através das galerias de águas pluviais e representa cerca de 30% de sua poluição hídrica", explicou Netto.

VF

quarta-feira, 18 de dezembro de 2013

Perimetral vai ao chão em cinco segundos: 'O sol vai surgir e nunca mais sai da Rodrigues Alves'

24/11/2013 - O Globo

As 232 vigas de aço, que pesam mais de cinco mil toneladas, caíram inteiras sobre pneus

FERNANDA PONTES
SELMA SCHMIDT

Imagem aérea mostra nuvem de poeira após implosão Beth Santos / Divulgação Prefeitura do Rio de Janeiro

RIO — Sob chuva fina, o trecho central do Elevado da Perimetral foi ao chão, às 7h deste domingo, com o uso de 1.200 quilos de explosivos. A implosão permitirá o avanço das obras de infraestrutura e do novo sistema de mobilidade urbana da região, que inclui a Via Expressa – que ligará o Aterro do Flamengo à Avenida Brasil e Ponte Rio-Niterói, substituindo a Perimetral.

— O sol vai surgir e nunca mais sai da Rodrigues Alves. Ainda tem muito para acontecer em janeiro e fevereiro. Vamos até 2016 fazendo muitas transformações — disse o prefeito Eduardo Paes, que acrescentou que o Elevado da Perimetral era um exemplo do que não se deve fazer nas cidades.

Os explosivos foram detonados pelo próprio prefeito sob aplausos de engenheiros, secretários, o vice-governador Luiz Fernando Pezão, funcionários e convidados da prefeitura que assistiram a implosão de cima da Perimetral, na altura da Rua Cordeiro da Graça. O prefeito, que chegou acompanhado do filho Bernardo, avaliou que o Centro é a base da degradação do Rio. E recuperá-lo, é enfrentar os problemas da cidade:

— A História do Rio é curiosa. Ele foi se desenvolvendo à medida que se degradava, para o Oeste. O Centro é base da degradação. Recuparar o Centro é enfrentar os problemas da cidade. É uma transformação importante por isso. Achamos que vão ter cerca de 100 mil pessoas residindo na região. Hoje há, no máximo, 20 mil. A gente quer misturar isso. Estamos lançando duas mil unidades da Minha Casa, Minha Vida, recuparerando o Morro da Providencia, a primeira favela do Rio. Tudo começa aqui. Enfim, é um lugar muito especial.
Paes frisou ainda que o carro não é "muito querido neste projeto" para o Centro:
— A gente está criando alternativas viárias importantes, mas mais do que isso, é prioridade o transporte de alta capacidade. O VLT já está sendo feito, teremos um BRT chegando, as melhorias da Supervia e do Metrô. As melhorias estão chegando ao Centro do Rio. Vamos enfrentar dificuldade, um período mais difícil. Pedimos aos cariocas que usem transporte público. O carro não é muito querido neste projeto. A gente prioriza as pessoas, o caminhar pelas calçadas.
Fumaça toma conta da região
Após a implosão, que ocorreu em cinco segundos, uma nuvem de poeira tomou conta da paisagem da Zona Portuária. A previsão da prefeitura do Rio é que todo o entulho chegue a 2 metros de altura e demore em torno de dois meses para ser retirado. Foram implodidos 31 pilares de sustentação dos 1.050 metros da Perimetral, entre a Avenida Professor Pereira Reis e a Rua Silvino Montenegro. A queda das 5.104 toneladas de aço, além das 14 de concreto, foi amortecida por 2 mil pneus preenchidos com areia e posicionados embaixo do viaduto. A detonação foi precedida por cinco sirenes, que começaram a tocar às 6h30m e foram até 6h59m.
Os pilares foram derrubados em sequência, uma coluna atrás da outra, formando uma espécie de onda. As vigas de aço, que pesam mais de cinco mil toneladas, caíram sobre pneus, e os oito mil metros cúbicos de concreto e asfalto se fragmentaram à medida que se chocaram com estacas de ferro instaladas embaixo do viaduto.

Derrubada do restante da Perimetral terá três métodos

24/11/2013 - O Globo

Mais um trecho será implodido, e o resto, demolido ou desmontado

Elevado ainda tem 4.790 metros em pé

Cronograma das ações será detalhado ao longo da semana

SELMA SCHMIDT

Perimettral: ainda restam quase cinco quilômetros a serem derrubados - Divulgação / Beth Santos

RIO - Além dos 1.050 metros de elevado derrubados neste domingo entre a Avenida Professor Pereira Reis e a Rua Silvino Montenegro, outro trecho de 730 metros terá destino semelhante: a implosão dos pilares. Segundo o engenheiro José Renato Ponte, presidente da concessionária Porto Novo (contratada pela prefeitura para executar obras e serviços de revitalização da região), também serão implodidos os pilares do viaduto entre a Professor Pereira Reis e o Terminal Rodoviário Novo Rio. A cena será a mesma: as vigas de aço cairão inteiras sobre pneus, e o concreto vai se fragmentar à medida que se choque com estacas de ferro postas sob o viaduto.

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Inicialmente, cogitou-se implodir esses 1.780 metros da Perimetral de uma única vez. Diante da possibilidade de agravar ainda mais os transtornos ao trânsito na Zona Portuária, a prefeitura decidiu fazer a implosão do trecho em duas fases.

Ao todo, o bota-abaixo contemplará 4.790 metros do elevado. Mas 3.010 deles não serão implodidos, e a razão é técnica. Entre a Rua Silvino Montenegro e a Praça Mauá (na altura do píer), por exemplo, há pórticos muito próximos às edificações, de modo que se optará pelo desmonte tradicional de vigas e concreto, a fim de evitar danos a imóveis.

Já a partir da Praça Mauá, e até as imediações do Aeroporto Santos Dumont, a estrutura da Perimetral é inteiriça, em concreto, sem vigas. Além disso, nesse ponto o elevado está numa região onde se localizam bens tombados e de grande valor histórico e arquitetônico, como o Mosteiro de São Bento — o que impossibilita a implosão nos moldes da feita ontem. Esse trecho será demolido mecanicamente.

As datas das novas operações de derrubada ainda não foram marcadas. O prefeito Eduardo Paes, porém, prometeu divulgá-las em breve:

— Esta semana devemos divulgar o novo calendário de derrubada da Perimetral e de interdições no entorno do elevado.

Entre Copa e Ipanema

21/11/2013 - Jornal do Commercio, Marcia Peltier

Recém-lançado no Rio, o Best Western Plus Arpoador, que será o primeiro hotel fashion da cidade quando for inaugurado em 2015, tem tudo para ser, também, "bem mulherzinha", nas palavras da própria estilista Gloria Coelho, que irá desenhar móveis e assinará a decoração. O hotel terá um andar só para mulheres, que poderão fazer check in e check out no quarto. Além disso, colocará à disposição de todos os hóspedes modernas e elegantes bicicletas pretas.

terça-feira, 17 de dezembro de 2013

Dez andares em troca do gasômetro

26/10/2013 - O Globo, Negócios & Cia

Uma operação inédita de permuta vai viabilizar o pagamento da Prefeitura do Rio à União, pela cessão do terreno do Gasômetro ao projeto de revitalização da Zona Portuária. A Cdurp, empresa responsável pelo Porto Maravilha, licitou esta semana três terrenos na região, com 46 mil metros quadrados de potencial de construção. Para levar os terrenos, a JPL, vencedora da concorrência, construirá um prédio de dez andares e 22 mil m², nos arredores do IML. O edifício abrigará instalações do governo federal. Por contrato, terá de estar pronto em 42 meses. "A construtora fica com os terrenos da prefeitura e paga construindo o prédio para a União", explica Sérgio Lopes, da Cdurp.

Nos três terrenos, a JLP terá de erguer, ao menos, um projeto residencial. O valor geral de vendas beira R$ 600 milhões.

R$226 MILHÕES
DEZ ANDARES EM TROCA DO GASÔMETRO
Foi o valor de venda do terreno do Gasômetro à Cdurp pelo governo federal. A área de 113 mil metros quadrados foi repassada ao fundo imobiliário da Caixa para revitalização do Porto do Rio.

segunda-feira, 16 de dezembro de 2013

FGV inaugura conjunto projetado por Niemeyer, em Botafogo

16/12/2013 - O Globo

Projeto foi idealizado pelo arquiteto em 1944, mas sofreu derrotas na Justiça
Conjunto arquitetônico conta com prédio de 19 andares e centro cultural com auditório para mil pessoas

EMANUEL ALENCAR 

ATorre Oscar Niemeyer, em Botafogo, que deve começar a receber os primeiros escritórios em janeiro Pedro_Kirilos / Agência O Globo

RIO — Idealizado por Oscar Niemeyer e alvo de inúmeros questionamentos judiciais, um imponente projeto da Fundação Getulio Vargas (FGV) foi enfim inaugurado nesta segunda-feira. Com 19 andares em frente à enseada da Baía de Guanabara, a Torre Oscar Niemeyer deve começar a receber os primeiros escritórios em janeiro. Em área contígua, o centro cultural — ainda não batizado — terá três pavimentos que serão divididos em auditórios; uma biblioteca; salas de exposição e uma grande área para estudo, com wi-fi e computadores. O conjunto arquitetônico é a primeira obra de Niemeyer inaugurada após sua morte, em 5 de dezembro de 2012. O investimento total da construção foi de R$ 210 milhões, dos quais 60% foram custeados pela Caixa Econômica Federal — o restante ficou a cargo da FGV.

Com as linhas curvilíneas características de Niemeyer, o centro cultural ainda passa por obras e deverá estar aberto ao público definitivamente em maio. Antes disso, porém, os cariocas poderão visitar a nova sala de cultura. De acordo com o presidente da FGV, Carlos Ivan Simonsen Leal, o centro receberá a exposição contando a história do Prêmio Nobel, que esteve em cartaz no Centro Cultural Fiesp, em São Paulo.
— Levamos mais de dez anos para conseguirmos a liberação para as obras. Foram incontáveis as alegações contrárias ao projeto: diziam que ia impactar o trânsito, afetar o ambiente, provocar uma barreira de circulação de ar. Quem for conhecer o projeto verá, ao contrário, que a ventilação, o dinamismo e a harmonia com o entorno são características do conjunto — destaca Simonsen Leal.

O centro cultural será um espaço multiuso, tem capacidade para receber espetáculos com público de até mil pessoas. Os eventos gratuitos serão a base da programação. Não se trata, porém, de um centro para locação. A programação terá que passar pela anuência da FGV. A arte no local não está restrita às linhas do mestre da arquitetura e tampouco ao Centro Cultural. Haverá uma mostra permanente com obras de artistas consagrados como Adriana Barreto, Iole de Freitas e Maria Lynch. As peças foram escolhidas de modo a interagir com a arquitetura do espaço, compondo o ambiente de forma harmoniosa.

A Torre Niemeyer está erguida em um terreno de oito mil metros quadrados, ao lado do atual edifício da fundação, também uma obra de Niemeyer. A maior parte dos andares do prédio será destinada a escritórios corporativos. Terá um pavimento comum, com restaurante para uso exclusivo do prédio e salas para reuniões e eventos, com varanda coberta.

A fim de quitar o financiamento do imóvel, feito junto à Caixa, a FGV vai alugar a maior parte dos andares da Torre Niemeyer a grandes empresas.

— Os recursos provenientes da locação serão utilizados para o pagamento dos custos do financiamento e para a produção de bens públicos — diz o vice-presidente da FGV, Sergio Quintella.

Leia mais sobre esse assunto em http://oglobo.globo.com/rio/fgv-inaugura-conjunto-projetado-por-niemeyer-em-botafogo-11085507#ixzz2ngIurngm 

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quarta-feira, 11 de dezembro de 2013

Secretaria descarta risco de acidentes em acesso à Binário

29/10/2013 - O Globo

Teste mostra que 2 ônibus podem fazer curva juntos sem problema

LUDMILLA LIMA

Agentes orientam motoristas, no sábado, para futuro fechamento da Perimetral Márcia Foletto / Agência O Globo

RIO - Depois de teste feito no fim de semana, a Secretaria municipal de Transportes negou nessa segunda-feira haver qualquer risco de a curva na saída do Elevado do Gasômetro, na alça de acesso à nova Via Binário do Porto, provocar acidente ou um gargalo no trânsito. O secretário Carlos Roberto Osorio afirmou que dois ônibus, mesmo os frescões, podem passar ao mesmo tempo pelo ponto, que tem duas faixas de 3,5 metros de largura cada.

Segundo Osorio, o teste feito no domingo ou seja, com trânsito reduzido provou não haver possibilidade de o tráfego ficar afunilado no acesso devido à largura da alça. O Elevado da Perimetral será fechado ao trânsito na noite do próximo sábado, com o trânsito desviado para a Binário.

Não temos nenhuma dúvida em relação ao projeto (do acesso) disse o secretário. O local não é apertado e tem uma medida, de 3,5 metros (por faixa), adequada. Fizemos os testes, e os ônibus vão circular pela alça da Binário sem problemas.

Osorio rechaçou também qualquer chance de batidas na curva da alça (não existe nenhum perigo) e afirmou que, durante a semana, nos horários de rush, o risco ainda é menor que aos domingos:

Não faz a menor diferença a passagem pela alça durante a semana. O fluxo faz com que os veículos circulem mais devagar. Não existe a menor preocupação quanto à passagem dos ônibus por ali.

Na segunda de manhã, o trânsito já complicado na Zona Portuária, por causa das obras que vêm sendo feitas na região, ficou ainda pior por causa de duas manifestações. Trabalhadores de um estaleiro saíram do Caju e seguiram até o Centro, ocupando as avenidas Brasil, Francisco Bicalho, Presidente Vargas e Rio Branco. Já em frente à Rodoviária Novo Rio, cerca de 40 pessoas de um grupo autointitulado Frente Independente Popular (FIP), com a presença de alguns professores, fecharam a Avenida Rodrigues Alves por cerca de meia hora.

Recreio

07/12/2013 - O Globo, Negócios & Cia

A SIG Engenharia vai lançar complexo residencial e hoteleiro na Praia do Pontal, no Recreio, no segundo semestre de 2014. Ocupará 13 mil m². A construtora vai investir, de cara, R$ 200 milhões.
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Niterói: cidade possui metro quadrado a R$ 6,9 mil

08/12/2013 - O Fluminense, Prisca Fontes

Niterói ocupa o quarto lugar no ranking nacional de preço do metro quadrado. Com custo médio de R$ 6,9 mil, a cidade fica atrás apenas do Rio de Janeiro (R$ 9.812), Brasília (R$ 8.660) e São Paulo (R$ 7.730). As informações são da Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe), que pesquisou 16 municípios brasileiros.

O valor do metro quadrado niteroiense subiu 8,5% apenas esse ano. Na comparação com os últimos 12 meses, a alta foi de 9,4%. Só em novembro, os preços ficaram 1,4% mais caros, enquanto em outubro o índice foi de 0,5%.

Vicente Maciel Filho, diretor da construtora Fernandes Maciel revela que os bairros mais valorizados de Niterói são Icaraí (especialmente a região entre a Avenida Roberto Silveira e a Praia) e Charitas, onde o metro quadrado pode chegar a R$ 10 mil.

"São bairros onde há muita procura e poucos terrenos disponíveis. Essa situação se repete em diversos pontos da cidade: a ausência de terrenos está impactando o valor do metro quadrado porque aumenta o custo inicial do empreendimento", esclarece.

Ele ressalta que os clientes são exigentes quanto aos padrões de acabamento, acústica, acessibilidade e estéticos, entre outros, procurando imóveis que são praticamente de luxo.

Maciel diz que, apesar da alta, as vendas continuam aquecidas, especialmente pela ampla oferta de crédito imobiliário oferecida pelos bancos.

O diretor de negócios da construtora João Fortes, Jorge Rucas, destaca que Niterói pode ser considerada a capital do interior do Rio. Ele aponta que a cidade passou pela mesma transformação que o Rio de Janeiro em relação a tamanho de mercado, seguindo as devidas proporções.

"É uma cidade com demanda reprimida e com poder de compra bastante elevado. Niterói passou por uma transformação urbana e arquitetônica que é produto de aumento real da renda, via prosperidade nos negócios, associado à juros mais baixos e financiamento farto. A cidade está no topo da lista de aumento de renda entre todos os municípios do estado", afirma.

Para ele, entre os fatores que atraem novos moradores, estão a presença do campus da Universidade Federal Fluminense, que está ampliando sua oferta de cursos, atraindo estudantes de todo o estado; o aquecimento da indústria naval, histórico de moradia para funcionários públicos; e um forte setor de serviços.

"Todos esses elementos fazem crescer ainda mais a demanda por moradia, valorizando o metro quadrado", explica.

Pesquisa - O coordenador do estudo, Eduardo Zylberstajn, explica que o levantamento é feito com base no preço do metro quadrado anunciado na internet. As cidades são escolhidas de acordo com sua relevância para o cenário nacional - o que explica o grande número de capitais e grandes cidades. A representatividade do maior número de regiões do País e a disponibilidade dos dados na internet também são fatores que influem no estudo.

"O valor do metro quadrado está relacionando à renda dos habitantes e sabemos que Niterói está acima da média nacional no quesito renda per capita. Por estar próxima ao Rio, a cidade acompanha o aquecimento do mercado imobiliário", esclarece Zylberstajn.

Naum Ryfer, diretor da Pinto de Almeida, concorda e destaca que a população de Niterói teve apenas um pequeno crescimento vegetativo nos últimos cinco anos, enquanto o aumento do seu poder aquisitivo foi muito expressivo.

"O crescimento de nossa renda per capta é de tal ordem que enquanto ocupamos a 7ª posição de IDH entre mais de 5 mil cidades brasileiras, na mesma pesquisa do IBGE, ocupamos a segunda posição em renda per capta. Nossa população é muito homogênea e sem disparidade. Podemos dizer que Niterói é uma cidade basicamente de classe A, B e C. Certamente este aumento expressivo de riqueza se reflete na valorização do metro quadrado de moradias em Niterói", conclui.

Preço subiu 1,3% em todo o País - De acordo com o índice Fipe, o preço médio anunciado para venda do metro quadrado aumentou 1,3%, em novembro, em todo o País. O índice é o mesmo de outubro.

Considerando os últimos doze meses, a alta do metro quadrado chegou a 13,8% em termos nominais. O valor também está 7,9% acima da inflação esperada para o período, medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), divulgado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Florianópolis, em Santa Catarina, e Belo Horizonte, em Minas Gerais, tiveram as maiores altas em novembro, subindo 2,3% e 2,2%, respectivamente. Os menores aumentos foram observados em Salvador, na Bahia (+0,1%), Porto Alegre, no Rio Grande do Sul (+0,7%), e São Bernardo do Campo, em São Paulo (+0,7%).

O ritmo de elevação dos preços diminuiu em Belo Horizonte e Curitiba, no Paraná, com aumentos de 2,2% e 2,1% respectivamente, enquanto em outubro elas haviam sido de 3,7% e 3,5%.

Em São Paulo a variação foi de +1,3% e no Rio de Janeiro, de +1,2%.

O estudo também revela que, na cidade do Rio, os bairros mais valorizados são Leblon, com custo de R$ 21.853 por metro quadrado; Ipanema, registrando R$ 19.546; Lagoa com 16.683; Gávea com R$ 15.891 e o Jardim Botânico, com metro quadrado a R$ 15.426.

Os bairros com menor custo estão localizados na Zona Norte: Vaz Lobo (R$ 2.843) Marechal Hermes (R$ 2.838), Benfica (R$ 2.775), Guadalupe (R$ 2.556) e Pavuna (R$ 2.148).

quinta-feira, 5 de dezembro de 2013

Cyrela e Caixa negociam área no gasômetro

28/11/2013 - Valor Econômico, Renata Batista

A Caixa Econômica Federal (CEF) negocia com a incorporadora Cyrela Brazil Realty um projeto para o terreno do antigo gasômetro, na Zona Portuária do Rio, segundo o Valor apurou com fontes próximas às negociações. Trata-se de uma área de 115 mil metros quadrados, há quase uma década sem uso, aportada pela prefeitura no fundo criado pela CEF para financiar a revitalização da região.
Procurada, a Cyrela não confirmou a negociação. A Caixa, por meio de sua assessoria de imprensa, informou que não comentaria o assunto, "pois se encontra em período de confidencialidade".
No mercado, porém, circula a informação de que o projeto final deve ter área construída de 850 mil metros quadrados, dividida entre um shopping e edifícios comerciais e residenciais de até 50 andares. Com isso, o empreendimento teria 60% de uso comercial e 40%, residencial. A negociação do terreno estaria sendo feita por permuta entre a CEF e a incorporadora. A Companhia Estadual de Gás (CEG), antiga usuária do terreno, também ficaria com parte da área.
Paralelamente, a CEF teria conduzido negociações com grupo formado pela Related Brasil, pela operadora de shopping centers Westfield, pela a BNCorp e a holding de investimentos do grupo Bueno Netto. Procurada pelo Valor, a Related confirmou o interesse no terreno, mas disse que as conversas não evoluíram.
A definição do futuro do terreno do gasômetro é considerada chave para a evolução do projeto do novo porto do Rio, principalmente para atrair projetos residenciais. A expectativa é que a construção de um shopping no local amenize a carência de comércio na região.
A atração de empreendimentos residenciais para a região enfrenta, porém, outros entraves. Os Certificados de Potencial Adicional de Construção (Cepacs), emitidos pela prefeitura e comprados integralmente pela CEF por cerca de R$ 545, estariam sendo avaliados em cerca de R$ 2 mil, o que elevaria o custo do metro quadrado para R$ 10 mil, incompatível com a demanda esperada para a região, de imóveis mais simples para classe média baixa.
Comprados pela CEF para financiar as obras do porto, havia expectativa que os Cepacs fossem revendidos ao mercado como forma de ampliar o Índice de Aproveitamento do Terreno (IAT). A CEF fez apenas um leilão de Cepacs por R$ 1.200 e, posteriormente, teria adotado a estratégia de permuta com as incorporadoras.

Rio terá R$ 1,2 bilhão para investir no transporte

04/12/2013 - O Globo

O Banco Mundial aprovou nesta terça-feira um empréstimo de US$ 500 milhões (cerca de R$ 1,2 bilhão) para o Estado do Rio desenvolver políticas para melhorar a integração dos diferentes meios de transporte da Região Metropolitana. Segundo nota da secretaria estadual de Fazenda, os recursos serão liberados em uma parcela e investidos em uma agenda de melhoria dos serviços públicos do Governo estadual, principalmente no setor de mobilidade urbana, "para o qual será desenvolvido um plano de integração regional voltado para ônibus, trens, metro, barcas e teleféricos". Ainda segundo a secretaria, a ação permitirá a ampliação do alcance desses modais e beneficiará mais de 11 milhões de pessoas.

O projeto prevê, ainda, a implantação de serviços de monitoramento on line da operação dos diferentes modais. Essas informações serão repassadas simultaneamente aos usuários, gerenciadores e gestores, permitindo o melhor controle e gestão da operação. Com a maior integração dos meios de transporte, como trens e ônibus, haverá ainda a possibilidade de abertura de novas frentes de emprego, tendo em vista que 55% das vagas abertas estão na capital, enquanto que a maioria das famílias de baixa renda se encontra na periferia.

De acordo com o Banco Mundial, o Programa de Aperfeiçoamento da Gestão Pública para Oferta de Serviços no Rio de Janeiro também apoiará a melhoria do planejamento e da supervisão dos gastos públicos, além de um programa especial para expandir o acesso das mulheres às oportunidades sociais e econômicas (a fim de reduzir a violência doméstica e de gênero, usando a infraestrutura de transporte para oferecer serviços sociais de apoio às mulheres). Outro objetivo é contribuir para o aumento do uso de bicicletas e melhorar a segurança nas vias dedicadas a esse meio de transporte.

O empréstimo tem vencimento final de 26 anos e dez anos de carência. Participaram da cerimônia a diretora do Banco Mundial Deborah Wetzel , o governador Sérgio Cabral, o secretário de Estado de Fazenda Renato Villela, a subsecretária de Finanças Rebeca Villagra.









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Modernização dos quiosques de Copacabana atrasa mais uma vez

05/12/2013 - O Globo

Entrega ficará para o período da Copa do Mundo

RENATA LEITE

Turistas tiram fotos perto de um dos quiosques que já foram renovados em Copacabana: na orla que inclui ainda o Leme, 46 unidades já passaram por obras, mas 18 continuam com a sua configuração antiga Marcelo Carnaval / Agência O Globo
RIO - Ainda não será neste verão que cariocas e turistas vão se ver livres dos tapumes instalados no calçadão de Copacabana e Leme. Isso porque a empresa Orla Rio ainda está distante de concluir a modernização dos quiosques dos dois bairros, trabalho que se arrasta por mais de uma década. Os não mais tão novos equipamentos inaugurados no período já até apresentam sinais do tempo, como ferrugem e vidros quebrados. A concessionária chegou a prometer, em maio, finalizar o trabalho na região em outubro.

O prazo mais uma vez não foi cumprido, como aconteceu outras vezes. Das 64 unidades da região, 18 continuam com design antigo, quadrado e de madeira, convivendo lado a lado com 46 assinados pelo escritório Índio da Costa. Quem caminha pelo calçadão esbarra hoje em quatro frentes de obras. Outras cinco devem ser abertas a partir de janeiro, após a festa de réveillon, para que, enfim, esse trecho da orla esteja inteiramente repaginado a tempo da Copa do Mundo, em junho.

Desde a assinatura do contrato entre a Orla Rio e a prefeitura, em 1999, foram construídos em média três quiosques a cada 12 meses. O vice-presidente da concessionária, João Marcello Barreto, culpa a morosidade da Justiça e dos órgão responsáveis por conceder licenças para as intervenções pela lentidão na renovação dos equipamentos. Segundo ele, de junho a agosto, a empresa não foi autorizada a abrir novas frentes de obras por conta da Jornada Mundial da Juventude. Isso teria impedido a conclusão da troca dos quiosques de Copacabana e Leme até outubro.

Em setembro, a licença ambiental exigida para a empreitada venceu e um novo documento teve que ser emitido. Sua publicação no Diário Oficial ocorreu na última segunda-feira. Dois dos quatro canteiros de obras atualmente envoltos por tapumes estão com os trabalhos parados desde que operários encontraram uma tubulação de gás antiga.

A CEG já esteve lá e verificou que a tubulação está desativada, permitindo sua remoção. O maquinário deve chegar nesses dois pontos nesta sexta-feira (amanhã), e as intervenções recomeçam na segunda. Desde o início do contrato, já enfrentamos centenas de processos, desde ações civis públicas questionando a concessão até ações de quiosqueiros que se negavam a entregar os equipamentos. Só conseguimos começar a construir em 2005. Entre as unidades previstas no contrato, continuamos sem a posse de fato de duas delas, que continuam em briga judicial justificou Barreto.

Foram concedidos à Orla Rio todos os quiosques do Leme, de Copacabana, do Arpoador, de Ipanema e do Leblon, com exceção do Baixo Bebê, que é tombado. Também passaram para a administração da empresa as unidades de São Conrado, Barra e Recreio, ficando de fora as localizadas na Reserva. A Praia da Macumba também foi excluída da concessão, mas a Orla Rio ainda conta com as duas unidades da Prainha. Ao todo, são 609 quiosques, que serão reformados, segundo Barreto, seguindo uma mesma identidade visual, mas contando com acabamentos ligeiramente diferentes.

Troca de gestão preocupa quiosqueiros

Ainda de acordo com Barreto, a expectativa da empresa é conseguir a autorização para iniciar as obras nos demais bairros até o segundo semestre do ano que vem. Até o momento, ele diz que a Orla Rio investiu R$ 66 milhões na modernização. Outros R$ 8,8 milhões estão sendo aplicados nas obras em andamento. Faltariam R$ 14 milhões para completar a repaginação das unidades de Copacabana e Leme.

Quiosqueiros que ainda atuam nas unidades antigas aguardam a finalização do processo com um misto de ansiedade e preocupação. A expectativa é pelo aumento da infraestrutura do quiosque, já que a configuração mais moderna conta com banheiros e cozinha ampla no subsolo. O temor, no entanto, é pela troca da gestão das unidades.

A taxa mensal cobrada é alta e, muitas vezes, as unidades acabam nas mãos de empresas maiores. O quiosqueiro antigo acaba tendo que deixar o negócio contou Marcos Antônio dos Santos, funcionário há sete anos de um dos quiosques localizados na altura da Avenida Princesa Isabel.

Realmente, não faltam grifes conhecidas entre os parceiros da Orla Rio. Investiram nas unidades redondas de vidro o Chopp Brahma, a creperia Chez Michou e o restaurante de massas Trattoria Sapori DItalia.

No dia 16, vamos inaugurar um quiosque do Espeto Carioca na orla. É uma franquia de sucesso nas zonas Norte e Oeste e que abriu uma unidade na Região Portuária recentemente, mas ainda não tinha ponto na Zona Sul contou Barreto.

Nem todos os quiosqueiros à frente dos novos equipamentos, no entanto, estão completamente satisfeitos. Há queixas quanto à agilidade na manutenção dos equipamentos que ficam sob responsabilidade da Orla Rio. Os telhados apresentam ferrugem e bolhas na pintura, e vidros que delimitam a entrada do banheiro estão, muitas vezes, quebrados. Barreto alega que a manutenção é feita por 28 funcionários de diversas especialidades, sediados no Leme. Eles fazem serviços preventivos e atendem a chamados dos quiosqueiros.

Outra queixa diz respeito aos elevadores destinados a cadeirantes presentes em duas unidades. O equipamento permanece desligado porque não tem cobertura contra chuvas. Barreto informou que já encaminhou à prefeitura um pedido de autorização para instalar uma cúpula de vidro nesses locais.

Ele prefere não estimar quanto tempo levará a renovação de todos os quiosques, já que o cronograma depende de órgãos da prefeitura, do Iphan e Inepac. O contrato que um dia teve como prazo final o ano de 2002, hoje, após termos aditivos, se estende até 2030.

quarta-feira, 4 de dezembro de 2013

Novo prédio de Niemeyer está sendo erguido na Cidade Nova

01/12/2013 - O Globo, Simone Candida e Paula Autran

Se fosse em outros carnavais, a notícia seria que o camarote da Brahma iria ficar bem maior. Mas o prédio que cresce e aparece por trás das arquibancadas na altura do antigo setor 2 do Sambódromo já não pertence à Ambev desde pouco tempo depois de o terreno ter sido negociado com a prefeitura como contrapartida para a ampliação da passarela do samba, há cerca de três anos.

Ali, onde ficava a histórica fábrica da cervejaria, toma forma o edifício concebido por Oscar Niemeyer e desenvolvido pelo escritório do arquiteto Ruy Rezende, que será alugado para uma ou mais empresas quando ficar pronto, no fim de 2014. Ocupando uma área útil de 85 metros quadrados, com 80 metros de altura (serão vinte andares, sendo três subsolos), trata-se de um investimento de R$ 400 milhões que tem tudo para ser a apoteose da Cidade Nova, uma região que enfim parece ter decolado e ganha cada vez mais empreendimentos.

- A Cidade Nova como um todo está sofrendo uma transformação muito grande, de uns cinco anos para cá. E, nos últimos dois anos, houve um boom. São 200 mil metros quadrados de área útil por ali. O bom disso é que essas empresas estão mudando a cara da região - diz Luiz Constantino, diretor de desenvolvimento e engenharia da Hemisfério Sul Investimentos (HSI), dona do prédio, batizado de REC Sapucaí, muito mais do que um camarote privilegiado no carnaval, até porque suas janelas, de vidros de alta performance, não foram feitas para ficar abertas. - Somos gestores de um fundo de investimentos voltado para o mercado imobiliário. Para obter receita, alugaremos o espaço. Estamos focando em grandes ocupantes. Existem duas grandes empresas interessadas. Se por algum motivo não fecharmos com elas, podemos picar o prédio em empresas menores. Nós o capacitamos com serviços de infraestrutura, auditório, restaurantes, galeria de serviços... Mas ainda é cedo para saber quem vai se instalar lá.

Para cumprir o prazo de entrega, cerca de 900 operários da construtora Hochtief batem ponto no local diariamente. Até a noite, quando 150 deles mantêm o canteiro de obras funcionando. A partir de março, serão 1.300.

- É um megaprojeto de Niemeyer. Tudo que é dele é mega. Só o volume de concreto previsto para a obra é 120 mil metros cúbicos, o que equivale ao necessário para erguer uma usina nuclear como a de Angra. O normal seria entre 1/4 e 1/5 disso. O material está sendo utilizado em lajes, fundações, pilares... - conta Pedro Keleti, superintendente de Negócios da Hochtief. - É uma fachada típica de Niemeyer. Lembra muito os prédios de Brasília, só que modernizado e adequado ao uso corporativo. No subsolo, que tem tem 45 metros de profundidade, ficarão garagens e área técnica.

À frente da empreitada, Ruy Rezende conta que foi preciso fazer algumas alterações no projeto, como em escadas e elevadores para as 12 mil pessoas pessoas que vão trabalhar por lá diariamente, mais uma população circulante de três a cinco mil pessoas por dia. As alterações foram aprovadas pelo escritório de Oscar Niemeyer.

- A Ambev contratou o Oscar porque o projeto do Sambódromo era dele. Nada mais óbvio para integrar a área. Aprovado o projeto, a empresa o vendeu para a HSI. E já estava no contrato a previsão de que seria chamado outro escritório para tocá-lo, até pela nossa expertise em prédios corporativos. Respeitamos o design e a biometria do projeto. Só propusemos mudanças que consideramos necessárias para adaptá-lo. Tinha previsão de marquise, por exemplo, mas não havia pilares. Fizemos a proposta da marquise - explica Ruy. - Com um prédio desse porte, o entorno se revigora.

Para o presidente do Instituto Rio Patrimônio da Humanidade, Washington Fajardo, o fato de o empreendimento da HSI ser o primeiro comercial de grande porte na região é sinal de que desta vez a Avenida Presidente Vargas e seu entorno estão realmente desencantando:

- Aquela região, que tem muito potencial pela localização, foi muito mexida, desde a própria construção da Presidente Vargas, em 1945, passando pelas obras do metrô, que não teve a preocupação de fazer intervenções urbanas. Além disso, aquela área é cheia de terrenos da União, do estado e da prefeitura, que têm ritmo de desenvolvimento diferente do mercado normal. Até agora, o que se via ali eram novos prédios como os da Cedae, do Centro de Operações da prefeitura, da Petrobras e do Operador do Sistema Elétrico. Agora parece que vai!

Tratamento de poluição hídrica da Baía de Guanabara começa em dezembro

29/11/2013 - Agência Rio

A Unidade de Tratamento de Rio (UTR) Rio Irajá, em Cordovil, Zona Norte do Rio, deverá começar a operar em um mês, tratando 12%b da poluição hídrica que deságua na Baía de Guanabara. A unidade passou por um teste de funcionamento nesta quinta-feira (28). A UTR Pavuna-Meriti deve iniciar o funcionamento em janeiro de 2014.

O Governo do Estado espera que com essas duas UTRs em funcionamento, cerca de 1/3 da poluição hídrica que chega à baía seja tratada, contribuindo para a meta de despoluir 80% das águas da Baía de Guanabara até 2016, que faz parte do Caderno de Encargos das Olimpíadas do Rio.

A UTR do Rio Irajá terá capacidade de tratamento de 1.750 litros de esgoto por segundo e a unidade Pavuna, de 5.200 litros por segundo. Até a realização das Olimpíadas do Rio, está prevista a implantação de um total de seis Unidades de Tratamento de Rio ao redor da Baía de Guanabara.

A unidade do Rio Irajá funcionará 24h por dia e contará com uma ecobarreira de metal para remover o lixo flutuante. Além disso, a UTR do Rio Irajá suportará a grande vazão de água em períodos de chuvas.

"O processo de limpeza da água do rio é realizado através da aplicação de um produto coagulante que sofre um turbilhamento para receber um polímero floculante, com a finalidade de engrossar as partículas. Logo após, são injetadas microbolhas de ar atmosférico que oxigenam o rio, formando uma camada de lodo na superfície da água, que é removida de forma mecânica e encaminhada para aterros sanitários ou encapsulada em geobags, sacos de desidratação que funcionam como alternativa econômica para contenção de sólidos", explicou a bióloga Raquel Goudart.

Na vistoria realida na quinta-feira, o diretor técnico da DT Engenharia, Procópio Netto, explicou que o projeto de implantação das UTRs é complementar às ações de saneamento realizadas nos municípios do entorno da baía.

"Escolhemos o Rio Irajá por ser um curso hídrico que recebe uma grande quantidade de esgoto, equivalente à metade da vazão do rio. Costumamos ouvir que as UTRs são soluções paliativas, mas, na verdade, a UTR acelera o saneamento ambiental e impede a proliferação da poluição difusa, como as fezes de cachorros e outros resíduos, que chega aos rios através das galerias de águas pluviais e representa cerca de 30% de sua poluição hídrica", explicou Netto.

VF

Maricá: a cidade fluminense dos bairros planejados

01/12/2013 - O Fluminense, Prisca Fontes

Mercado de loteamentos está aquecido com os bairros planejados. Valorização de terrenos chega a 70% em menos de dois anos. Região tem potencial para implantação de novos bairros

A grande quantidade de loteamentos em Maricá está rendendo ao local um novo apelido: a cidade fluminense dos bairros planejados. Além de belezas naturais e proximidade com as principais cidades do estado, como Niterói e o Rio de Janeiro, a região tem forte potencial para a implantação de novos bairros e empreendimentos, impulsionada pela proximidade do Complexo Petroquímico do Estado do Rio de Janeiro (Comperj). De acordo com especialistas do setor, o investimento em um lote na cidade pode ter valorização de 70% em menos de dois anos.

Em geral, as construtoras são responsáveis pelas estruturas do empreendimento como a portaria, o clube e praças, e os clientes adquirem um lote e constroem suas casas dentro de um padrão construtivo estabelecido pela empresa.

Marcelo Puntel, diretor de desenvolvimento urbano da RJZ Cyrela destaca que Maricá recebeu alguns lançamentos nos últimos anos e todos tiveram boa absorção pelo mercado. Ele informa que a procura por esse tipo de produto é grande.

"Além de possuir belas praias ao redor e uma linda lagoa, tem acesso fácil e é uma região estratégica: além do Porto, localizado na praia de Ponta Negra, que está nos planos do Governo, tem acesso facilitado tanto para Itaboraí, onde será desenvolvido o Comperj, quanto para Niterói e Rio de Janeiro. É uma boa opção para morar e tem grande potencial de desenvolvimento", aponta.

Apostando nesse mercado, a RJZ Cyrela está lançando o empreendimento Landscape Maricá, com 391.085,38 metros quadrados. O loteamento será entregue com toda infraestrutura pronta, como pavimentação, estação de tratamento de esgoto exclusiva para o empreendimento, um clube exclusivo aos proprietários de lotes, entre outros. O Landscape também está localizado ao lado do futuro shopping da cidade.

"O Landscape Maricá possui um projeto urbanístico baseado na manutenção da área verde original. São lotes, vegetação, alamedas largas e arborizadas, trilhas ecológicas e infraestrutura totalmente integrados. Os lotes não são colados no muro, para maior privacidade e beleza", explica.

O investimento em cada lote é em torno de R$ 143 mil, com tamanho médio de 410 metros quadrados. No entanto, o preço mínimo de lote é a partir de R$ 129 mil, com 15% de sinal e financiamento até 100 vezes após a obra. A menor parcela mensal é de R$ 761. Serão 390 lotes residenciais e 2 comerciais de cerca de 7 mil metros quadrados.

Outra empresa que aposta na região é a Alphaville, que já investiu mais de R$ 34 milhões no local. O gerente regional comercial da empresa, Francisco Gerótica, destaca que os lotes da primeira fase do Terras Alphaville Maricá foram vendidos em apenas cinco horas.

"Os lotes tiveram uma valorização de 70% em pouco mais de um ano, o que comprova a boa oportunidade de negócio que o empreendimento representa", aponta.

A empresa se prepara para lançar o Terras Alphaville Maricá 2, onde serão ofertados aproximadamente 200 lotes, com preço médio de R$ 104 mil, cada. Francisco Gerótica ressalta que o projeto será entregue com um clube exclusivo, de mais de 13 mil metros e além disso, o loteamento possui uma área verde de cerca de 351 mil metros quadrados.

Cuidados - O advogado especialista em direito imobiliário Accacio Barrozo, sócio-fundador da Accacio Monteiro Barrozo Assessoria Jurídica, afirma que, apesar de uma excelente opção para muitas famílias brasileiras, alguns cuidados são necessários antes de investir em um lote.

"Em termos de investimento, um terreno dentro de loteamento não é algo que se alugue, igual a um apartamento. Além disso, o prazo para a conclusão do loteamento pode se arrastar, atrasando todo o planejamento", aponta.

Ele recomenda que o interessado conheça o lote antes de adquiri-lo, verifique a solidez da empreendedora do terreno e a qualidade da infraestrutura implantada e confirme, na Prefeitura, se o loteamento está aprovado e está de acordo com as exigências municipais, e se não está localizado em área de preservação ambiental.

domingo, 1 de dezembro de 2013

Novo prédio de Niemeyer está sendo erguido na Cidade Nova

01/12/2013 - O Globo

Se fosse em outros carnavais, a notícia seria que o camarote da Brahma iria ficar bem maior. Mas o prédio que cresce e aparece por trás das arquibancadas na altura do antigo setor 2 do Sambódromo já não pertence à Ambev desde pouco tempo depois de o terreno ter sido negociado com a prefeitura como contrapartida para a ampliação da passarela do samba, há cerca de três anos.

 Edifício terá área útil de 85 metros quadrados, com 80 metros de altura (20 andares, sendo 3 subsolos) Foto: Terceiro / Divulgação
Edifício terá área útil de 85 metros quadrados, com 80 metros de altura (20 andares, sendo 3 subsolos)
TERCEIRO / DIVULGAÇÃO

Ali, onde ficava a histórica fábrica da cervejaria, toma forma o edifício concebido por Oscar Niemeyer e desenvolvido pelo escritório do arquiteto Ruy Rezende, que será alugado para uma ou mais empresas quando ficar pronto, no fim de 2014. Ocupando uma área útil de 85 metros quadrados, com 80 metros de altura (serão vinte andares, sendo três subsolos), trata-se de um investimento de R$ 400 milhões que tem tudo para ser a apoteose da Cidade Nova, uma região que enfim parece ter decolado e ganha cada vez mais empreendimentos.

— A Cidade Nova como um todo está sofrendo uma transformação muito grande, de uns cinco anos para cá. E, nos últimos dois anos, houve um boom. São 200 mil metros quadrados de área útil por ali. O bom disso é que essas empresas estão mudando a cara da região — diz Luiz Constantino, diretor de desenvolvimento e engenharia da Hemisfério Sul Investimentos (HSI), dona do prédio, batizado de REC Sapucaí, muito mais do que um camarote privilegiado no carnaval, até porque suas janelas, de vidros de alta performance, não foram feitas para ficar abertas. — Somos gestores de um fundo de investimentos voltado para o mercado imobiliário. Para obter receita, alugaremos o espaço. Estamos focando em grandes ocupantes. Existem duas grandes empresas interessadas. Se por algum motivo não fecharmos com elas, podemos picar o prédio em empresas menores. Nós o capacitamos com serviços de infraestrutura, auditório, restaurantes, galeria de serviços... Mas ainda é cedo para saber quem vai se instalar lá.

— É um megaprojeto de Niemeyer. Tudo que é dele é mega. Só o volume de concreto previsto para a obra é 120 mil metros cúbicos, o que equivale ao necessário para erguer uma usina nuclear como a de Angra. O normal seria entre 1/4 e 1/5 disso. O material está sendo utilizado em lajes, fundações, pilares... — conta Pedro Keleti, superintendente de Negócios da Hochtief. — É uma fachada típica de Niemeyer. Lembra muito os prédios de Brasília, só que modernizado e adequado ao uso corporativo. No subsolo, que tem tem 45 metros de profundidade, ficarão garagens e área técnica.

À frente da empreitada, Ruy Rezende conta que foi preciso fazer algumas alterações no projeto, como em escadas e elevadores para as 12 mil pessoas pessoas que vão trabalhar por lá diariamente, mais uma população circulante de três a cinco mil pessoas por dia. As alterações foram aprovadas pelo escritório de Oscar Niemeyer.

— A Ambev contratou o Oscar porque o projeto do Sambódromo era dele. Nada mais óbvio para integrar a área. Aprovado o projeto, a empresa o vendeu para a HSI. E já estava no contrato a previsão de que seria chamado outro escritório para tocá-lo, até pela nossa expertise em prédios corporativos. Respeitamos o design e a biometria do projeto. Só propusemos mudanças que consideramos necessárias para adaptá-lo. Tinha previsão de marquise, por exemplo, mas não havia pilares. Fizemos a proposta da marquise — explica Ruy. — Com um prédio desse porte, o entorno se revigora.

Para o presidente do Instituto Rio Patrimônio da Humanidade, Washington Fajardo, o fato de o empreendimento da HSI ser o primeiro comercial de grande porte na região é sinal de que desta vez a Avenida Presidente Vargas e seu entorno estão realmente desencantando:

— Aquela região, que tem muito potencial pela localização, foi muito mexida, desde a própria construção da Presidente Vargas, em 1945, passando pelas obras do metrô, que não teve a preocupação de fazer intervenções urbanas. Além disso, aquela área é cheia de terrenos da União, do estado e da prefeitura, que têm ritmo de desenvolvimento diferente do mercado normal. Até agora, o que se via ali eram novos prédios como os da Cedae, do Centro de Operações da prefeitura, da Petrobras e do Operador do Sistema Elétrico. Agora parece que vai!

Leia mais sobre esse assunto em http://oglobo.globo.com/rio/novo-predio-de-niemeyer-esta-sendo-erguido-na-cidade-nova-1-10934186#ixzz2mEV6iUeY 
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