domingo, 29 de junho de 2014

Vias são liberadas após implosão da Perimetral

Os 162 moradores do entorno devem deixar o local duas horas antes da operação

RODRIGO BERTOLUCCI
LUIZA BARRO

23/11/13 - O Globo

Avenida Rodrigues Alves é fechada entre a Rodoviária Novo Rio e a Rua Silvino Montenegro para a implosão da Perimetral. Márcia Foletto / Agência O Globo

RIO - As vias que estavam interditadas para a implosão do Elevado da Perimetral foram liberadas ao tráfego às 8h15 deste domingo. O trânsito é normal na região. Permanecem bloqueadas as vias que já ficam interditadas, normalmente, nos fins de semana: Viaduto 31 de Março, sentido Santo Cristo, a partir do acesso para a Avenida Presidente Vargas, e o trecho da Avenida Professor Pereira Reis, entre a Via Binário do Porto e a Avenida Cidade de Lima.
As interdições começaram às 23h de sábado com o bloqueio do Elevado 31 de Março, no sentido Santo Cristo (trecho a partir da saída da Presidente Vargas). Por volta das 00h45m, a Avenida Professor Pereira Reis também foi fechada, na altura da Rua Cidade de Lima, por onde o tráfego de veículos é desviado. Todas as interdições têm previsão de liberação às 8h.
Acompanhe o trânsito em tempo real
Saiba as vias que foram liberadas às 8h15:
- Avenida Rodrigues Alves, altura da Binário II;
- Avenida Francisco Bicalho, altura da Rua Comandante Garcia Pires;
- Rua da União, altura da Rua Santo Cristo;
- Rua Rivadávia Correia, altura da Via Binário;
- Avenida Francisco Bicalho, altura da Avenida Rodrigues Alves (frente da Rodoviária);
- Avenida Francisco Bicalho, altura da Via Binário II;
- Rua da Gamboa, altura da Rua Pedro Ernesto;
- Avenida Rio Branco, altura da Rua Dom Gerado;
- agulha da Av Rodrigues Alves, altura do Píer Mauá;
- Rua Visconde de Inhaúma, altura da Avenida Rio Branco;
- Avenida Venezuela, altura da Rua Edgard Godilho;
- Elevado da Perimetral, altura do Gasômetro, nos dois sentidos;
- Avenida Rodrigues Alves, altura da Avenida Rio de Janeiro;
- Avenida Rodrigues Alves, sentido Avenida Brasil, na altura da Avenida Barão de Tefé;
- Avenida Rodrigues Alves, nos dois sentidos, altura da Rua Sousa e Silva;
- Rua Sousa e Silva, altura da Avenida Venezuela;
- Rua Antonio Lage, altura da Avenida Venezuela;
- Rua Silvino Montenegro, altura da Avenida Venezuela;
- Rua Rivadávia Correia, altura da Rua da Gamboa;
- Rua da Gamboa, altura da Rua da União;
- Rua da Gamboa, altura do sentido Centro da Via Binário;
- Rua Santo Cristo, altura da Via Binário;
- Rua Equador, altura da Avenida Professor Pereira Reis;
- Via Trilhos, altura da Avenida Professor Pereira Reis;
- Avenida Rodrigues Alves, nos dois sentidos, altura da Rua Cordeiro da Graça;
- Avenida Rodrigues Alves, nos dois sentidos, altura da Rua Cordeiro da Graça;
- Rua Equador, altura da Rua Cordeiro da Graça; Via Trilhos, altura da Cordeiro da Graça;
- Avenida Rodrigues Alves, sentido Avenida Brasil, na agulha da Polícia Federal;
- Elevado da Perimetral, sentido Aterro, altura da Praça Mauá;
- Elevado da Perimetral, na alça de acesso à Avenida Presidente Vargas;
- Viaduto do Gasômetro, altura da descida da Via Binário, sentido Centro.
Aos moradores do entorno:
As 162 pessoas que ocupam os 56 imóveis no entorno começaram a retornar para seus estabelecimentos ou residências. Elas tiveram de sair às 5h e foram encaminhadas, em grupos, a pontos de encontro durante o procedimento.
A Defesa Civil recomenda que todos fechem portas e janelas, desliguem a chave geral de energia da residência, fechem o registro do botijão de gás e retirem os animais de estimação dos domicílios. Logo após a implosão será iniciada a limpeza do entorno e, às 8h, todas as famílias poderão voltar aos seus domicílios.

quinta-feira, 26 de junho de 2014

Ciclovia será inaugurada na Zona Oeste do Rio em 30 dias

25/06/2014 - O Dia - RJ

Rio - Daqui a um mês será possível pedalar por três dos principais parques naturais da Zona Oeste sem desviar da rota. Dia 25 de julho, ficam prontos os 14 quilômetros da ciclovia que vai interligar os parques municipais Marapendi (na Barra), Chico Mendes (no Recreio) e da Prainha. No Chico Mendes, a ciclofaixa se conectará a duas estações do corredor BRT Transoeste: Benvindo de Novaes e Gilka Machado. A obra, que começou em fevereiro, custou R$ 900 mil e complementará a ciclovia já existente nas orlas de Barra e Recreio.

Responsável pela construção, a Secretaria Municipal de Meio Ambiente informou que ainda não há estimativa de quantas pessoas utilizarão a via, mas que uma pesquisa será realizada após a conclusão das obras para detalhar aspectos quantitativos, sociais e ambientais do empreendimento.

 "Além da opção de lazer que surge com a oportunidade do passeio, atraindo até mesmo o turismo ecológico, a ligação com o BRT tem o objetivo de fazer com que, no dia a dia, os moradores da região usem cada vez mais as bicicletas como transporte alimentador para chegar ao transporte de massa. O carro deve ficar na garagem", disse o subsecretário da pasta Altamirando Moraes.

"Também temos a possibilidade de incrementar o potencial econômico dos parques com essa nova ligação. Estamos elaborando um estudo de manejo que ficará pronto até o fim de 2015 envolvendo todos os 10 parques municipais. O carioca ainda não é um frequentador assíduo dos parques, diferentemente do europeu. Estamos nos empenhando para mudar essa cultura", completou. A ciclovia passará pelas avenidas Estado da Guanabara, Balthazar da Silveira, Professor Hermes de Lima, Gláucio Gil, Gilka Machado, Jarbas de Carvalho e Estrada Benvindo de Novaes.

Prefeitura estuda permitir bicicletas nos ônibus BRTs

Moradora de Guaratiba, Daniele Alves, de 23 anos, costuma pedalar na orla do Recreio. A publicitária se empolgou com a nova possibilidade de passeio.

"Acho ótimo! Mas seria bom se liberassem para entrar com a bicicleta nos ônibus BRTs, pelo menos nos fins de semana. Assim eu poderia usar a bicicleta para ir à estação (Ilha de Guaratiba) e depois pedalar nos parques. Atualmente tenho que botar a bicicleta no carro para ir pedalar no Recreio", disse.

Procurada pelo DIA, a Secretaria Municipal de Transportes informou que estuda a possibilidade de permitir o transporte de bicicletas nos veículos do BRT, nos fins de semana, como já ocorre no metrô.

terça-feira, 24 de junho de 2014

Obra do barulho no Joá

24/06/2014 - O Globo, Luiz Ernesto Magalhães

Os motoristas que se deslocam entre a Barra da Tijuca e a Zona Sul do Rio pelo Elevado do Joá passarão a conviver, nos próximos meses, com obras que poderão afetar o trânsito na região. As intervenções no Joá têm que estar prontas até os Jogos Olímpicos de 2016. Nas próximas semanas, a Companhia de Engenharia do Tráfego (CET-Rio) concluirá estudos para atenuar o impacto dos trabalhos e reduzir possíveis congestionamentos. De antemão, no entanto, já se sabe que, devido à construção de novas pistas no tabuleiro superior, o elevado precisará ser interditado uma vez por dia, por cerca de 15 minutos, para detonações em rocha com uso de dinamite.

Os preparativos começaram na última sexta-feira, com a instalação dos canteiros. As detonações serão para a abertura de dois novos túneis - um com 250 e outro com 400 metros de extensão. Elas devem começar no fim de agosto ou nos primeiros dias de setembro. O presidente da Geo-Rio, Márcio Machado, explicou que será adotada uma série de medidas preventivas antes do início das explosões.

- Vamos convocar os moradores de cerca de 300 casas da Joatinga para uma reunião e apresentar os detalhes da obra. Explicaremos que todos os imóveis passarão por inspeções cautelares, para se documentar em que estado se encontram antes das detonações. Isso permitirá detectar qualquer anormalidade causada por elas - informou o presidente da Geo-Rio.

DETONAÇÕES DEVEM OCORRER À TARDE

Ele lembrou que as inspeções preventivas são comuns em obras de escavações de túneis. A prefeitura, por exemplo, monitora os prédios no entorno do novo túnel do projeto Porto Maravilha. A mesma medida é tomada em Ipanema pelo consórcio responsável pelas obras da Linha 4 do metrô. Segundo Machado, o melhor horário para as detonações ainda será combinado com a CET-Rio. No entanto, a tendência é que ocorram no início da tarde, quando o volume de carros em circulação é menor.

Nessa fase, técnicos da Geo-Rio também pretendem intensificar as inspeções preventivas na parte rochosa do Joá, durante as interdições de rotina feitas semanalmente de madrugada no elevado. A operação é conhecida como "bate choco": com ferramentas apropriadas, os especialistas batem na rocha para tentar localizar eventuais pedras soltas que possam cair nas pistas quando estão abertas.

Machado acrescentou que, na maior parte do tempo, as obras não vão interferir no trânsito, porque operários vão trabalhar fora dos limites das pistas existentes, por onde também circularão os caminhões. Além disso, boa parte dos resíduos das escavações e detonações será reaproveitada na própria obra, reduzindo a movimentação de veículos de carga.

O presidente da Sociedade dos Amigos da Joatinga, Gilberto Almeida, disse que ainda não foi informado sobre as detonações previstas na obra. Ele lembrou que a Joatinga é uma área muito sensível e que as casas ficam em encostas:

- Existem muitas rochas soltas nas encostas próximo às casas. Já alertamos, inclusive, a Defesa Civil para isso. É preciso que qualquer detonação seja feita com cuidado - disse Gilberto.

A ampliação do Joá está orçada em R$ 457,9 milhões e será realizada com financiamento do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). O anúncio do empréstimo foi feito pela presidente Dilma Rousseff no dia 1º deste mês, quando ela esteve no Rio para inaugurar as obras do BRT Transcarioca. Com a ampliação, o Joá ganhará duas pistas paralelas às existentes, com cinco quilômetros de extensão (somados viadutos e túneis) cada uma, no tabuleiro superior (sentido São Conrado-Barra).

Se houver necessidade, essas pistas poderão ser operadas como reversíveis. Durante as Olimpíadas, porém, elas deverão ser usadas exclusivamente para a circulação da chamada "família olímpica" - atletas, técnicos, árbitros e dirigentes esportivos - entre a Barra da Tijuca e a Zona Sul.

As obras serão realizadas das imediações da Igreja de São Conrado, na altura da Rua Embaixador Gabriel Landa, até a Avenida Ministro Ivan Lins, na altura da Ponte Velha. Canteiros de antigas intervenções serão reaproveitados. Três imóveis na Praia do Pepê já estão sendo desapropriados pela prefeitura para a realização das obras. Os trabalhos vão durar dois anos, e a previsão é que sejam concluídos às vésperas das Olimpíadas - que acontecerão em agosto. Em março, porém, a prefeitura havia previsto que todos os serviços estariam concluídos até dezembro de 2015.

CICLOVIA TAMBÉM SERÁ CONSTRUÍDA

O projeto prevê ainda uma ciclovia contígua às faixas de rolamento do elevado, do lado do mar. Ela será interligada a outra via para bicicletas, ao longo da Avenida Niemeyer - os preparativos para essa obra também começaram na última sexta-feira. Com as duas ciclovias concluídas, será possível ir de bicicleta do Centro ao Recreio dos Bandeirantes, atravessando toda a ola da Zona Sul. No caso dessa obra, não haverá necessidade de interdições no trânsito.

- Durante boa parte das obras, os trabalhos serão imperceptíveis para os usuários da Niemeyer, porque as escavações em rocha serão feitas diretamente no costão - disse Machado.

Antes da opção de fazer na rocha duas novas pistas para o Elevado do Joá, alternativas foram estudadas. Uma delas, que chegou a ser apresentada ao Comitê Olímpico Internacional (COI) em 2012, consistia na construção de uma terceira faixa também no tabuleiro superior, com o alargamento dos túneis já existentes. A estimativa era que as obras poderiam ficar até mais baratas. Mas havia um inconveniente: os serviços só poderiam ser executados durante a madrugada, para não prejudicar o trânsito.




Enviado por Samsung Mobile

Projeto de extensão do BRT Transoeste até o Jardim Oceânico, na Barra, sofre alterações

Ônibus usarão faixa já existente para preservar canteiro central da Avenida das Américas

POR LUIZ ERNESTO MAGALHÃES

23/06/2014 - O Globo

Ônibus do BRT Transoeste Foto: Rafael Andrade / O Globo
Ônibus do BRT Transoeste Foto: Rafael Andrade / O Globo

RIO - Uma obra que ganhará velocidade nos próximos meses, no Rio, é a expansão do BRT Transoeste até o Jardim Oceânico. O canteiro já foi instalado, mas o projeto para implantar sete estações a partir do Terminal Alvorada sofreu alterações de última hora, a pedido da Câmara Comunitária da Barra. O canteiro central da Avenida das Américas não será mais reduzido para a construção das pistas exclusivas. No acordo com a prefeitura, ficou acertado que uma das três faixas das pistas centrais já existentes em cada sentido será adaptada para receber os ônibus articulados do corredor expresso. A perda será compensada com a construção de novas faixas, eliminando-se parte dos canteiros laterais. O Transoeste liga hoje os bairros de Santa Cruz e Campo Grande ao Terminal Alvorada, na Barra.

— A mudança fará diferença para a população. Esses canteiros (centrais), além de serem uma referência à história do bairro, são largos e contam com um grande número de árvores, que será preservado — afirmou o presidente da Câmara Comunitária da Barra, Delair Dumbrosck.

NOVA LOCALIZAÇÃO PARA TERMINAL

O prefeito Eduardo Paes negocia com o governo do estado outra mudança no projeto, sugerida pelos moradores. O terminal do BRT no Jardim Oceânico, atualmente previsto nas imediações do shopping Città América, pode ser deslocado para um ponto em cima da estação do metrô local. Pelo plano original, os passageiros do BRT no Jardim Oceânico teriam que percorrer uma longa passagem subterrânea até chegar à estação. Com a mudança, o terminal ficaria a poucos metros da entrada do metrô.

O Consórcio Rio Barra, responsável pelas obras da Linha 4 do metrô, confirmou apenas que estuda a mudança.

Read more: http://oglobo.globo.com/rio/projeto-de-extensao-do-brt-transoeste-ate-jardim-oceanico-na-barra-sofre-alteracoes-12988006#ixzz35YWn4CaS

Antigas oficinas de trem vão ganhar vida nova

22/06/2014 - O Globo

No final do século XIX, a Estrada de Ferro Dom Pedro II vivia um momento de plena expansão. Para dar conta do aumento do fluxo de passageiros e de cargas na ferrovia, foram criadas novas estações e, consequentemente, a companhia precisou construir uma nova oficina para reparos e construção dos vagões, trens e equipamentos necessários à operação ferroviária. 

O terreno escolhido foi o da Fazenda Engenho de Dentro, no Engenho Novo, na Freguesia de Inhaúma, que, depois de pouco mais de um ano de obras, passou a sediar o principal complexo de Oficinas de Locomoção, inaugurado oficialmente em dezembro de 1871. Erguida para atender a quatro mil quilômetros de vias, setecentas locomotivas e cinco mil carros de passageiros e vagões, em 1881, a rede de oficinas era considerada a mais importante da América Latina e servia também a outros estados.

Quem anda hoje pela região, no entanto, custa a acreditar neste passado efervescente ligado à ferrovia. Atualmente, o que se vê no entorno, além do Estádio João Havelange, o Engenhão, e da estação de trem, é um bairro com comércio decadente, casas com fachadas descascadas e velhos galpões abandonados. Pois será justamente nesse espaço que a prefeitura irá construir uma nova área de lazer para os moradores da Zona Norte, a Praça do Trem.

ÁREA DE CONVIVÊNCIA: 40 MIL METROS QUADRADOS

A ideia é revitalizar as construções do passado para dar ao local uma unidade. A grande área de convivência, com cerca de 40 mil metros quadrados, será construída ao lado do estádio (feito em parte do terreno das antigas oficinas ferroviárias). E o projeto utilizará justamente os galpões - hoje símbolo do abandono - como ponto de atração dos moradores para a praça. Prevista para ser inaugurada em 2015, a obra da nova praça incluirá, ainda, paisagismo, instalação de um mobiliário urbano, reparos de drenagem e reforma das calçadas, ao custo de R$ 35,8 milhões. A nova Praça do Trem faz parte de um conjunto de intervenções maior que, até 2016, irá entregar à população o Passeio Olímpico Engenhão, um total de 50,4 mil metros quadrados de reformas.

- Vamos revitalizar toda aquela área, melhorando ambientação na entrada do Engenhão junto à linha férrea. Hoje você só tem lá uma passarela e o que a gente quer é abrir aquilo ali para a população, para que as pessoas circulem. Vamos retirar os muros que barram a visão dos galpões, derrubando algumas paredes para criar uma grande praça de convivência. Para isso, vamos reformar os galpões: três serão restaurados e dois, que não têm relevância histórica, serão totalmente desmontados e refeitos - explica o secretário municipal de obras, Alexandre Pinto.

Durante as Olimpíadas, os cinco galpões serão usados como área de acesso ao estádio e de suporte ao equipamento olímpico. Depois do evento esportivo, a prefeitura ainda estuda como as estruturas serão utilizadas. O galpão de alvenaria pode transformar-se num centro cultural ou num museu. Já os galpões de metal, que perderão as paredes, continuarão vazados, sendo usados como grandes zonas de sombreamento na praça. Haverá uma arborização especial, garante a prefeitura, para tornar o espaço - hoje um quadrado de concreto - mais convidativo aos moradores.

- São obras que não foram feitas na época do Pan (Jogos Pan-americanos). Agora, vamos aproveitar o investimento olímpico para recuperar esses galpões. Achamos que vai ser um legado cultural importante para o bairro. São construções que estão fechadas há muitos anos. Ainda vamos avaliar no que eles serão transformados depois - diz o presidente do Instituto Rio Patrimônio, Washington Fajardo. - O trabalho é, antes de tudo, de urbanização, de revitalização do patrimônio de fato. Aquela quadra no passado abrigava importantes prédios da rede ferroviária. Pereira Passos, antes de ser prefeito, quando foi diretor da rede, teve escritório num daqueles galpões de alvenaria.

Uma das novidades vai agradar aos moradores do subúrbio que atualmente se arriscam correndo em volta do Engenhão: as calçadas serão alargadas, permitindo a construção de uma faixa para prática de esporte ao redor do estádio, inclusive ciclovia.

MUSEU E ÁREA PARA PRATICAR ESPORTE

Na vizinhança do estádio do Engenhão, outros dois equipamentos históricos remetem ao passado próspero da antiga ferrovia: a Estação do Engenho de Dentro, do século XIX, cuja arquitetura lembra uma gare europeia, e o Museu do Trem, que reabriu em abril do ano passado depois de seis anos fechado, e funciona nas dependências do galpão de pintura de carros da antiga Estrada de Ferro Pedro II. O prédio e o acervo do Museu do Trem foram tombados pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico (Iphan) em 2011, que inscreveu um projeto de restauração da construção no Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) das Cidades Históricas.

TECNOLOGIA É APOSTA

Segundo o superintendente do Iphan no Rio de Janeiro, Ivo Barreto, a primeira fase da obras, que compreenderá toda a reforma de infraestrutura da construção, orçada em R$ 1,4 milhão, deverá ser licitada até o próximo dia 31 de julho. A segunda fase da obra, que prevê a revitalização do museu propriamente dita, está prevista para ser iniciada em 2015 e finalizada antes do início dos Jogos Olímpicos.

- Teremos primeiro uma grande obra de conservação, com reforma da estrutura do galpão, da parte hidráulica, elétrica e dos telhados e da pintura. Paralelamente, vamos elaborar o projeto museológico e de aproveitamento arquitetônico, ou seja, vamos ver o que expor e como expor - diz Barreto. - O museu foi reaberto com o acervo que ele já tinha, que é muito ligado ao passado. Mas queremos ter uma acervo também voltado para o futuro, usando tecnologia e interatividade. Pensamos em ocupar o espaço externo com uma pequena praça de tecnologia ferroviária - adianta.

A estudante de Direito Maria Luiza Souza, de 32 anos, moradora do Méier, costuma correr três vezes por semana no entorno do Engenhão e lamenta que a área em volta do estádio esteja tão degradada.

- Para começar, quando foi construído o estádio, não previram uma área de caminhada no entorno, como é o Maracanã, e somos obrigados a correr e a pedalar na calçada e em parte da rua. Se ganharmos essa ciclovia, vai ser ótimo para quem pratica esporte nos bairros da redondeza - diz a estudante.

OBRA TRARÁ SEGURANÇA

A dona de casa Ana Maria Lima, de 43 anos, acredita que correr, pedalar ou simplesmente caminhar na área de 50,4 mil metros quadrados, depois que o lugar ganhar calçadas largas e árvores e que todos os galpões forem restaurados, será mais seguro e agradável.

- Eu venho aqui desde que inauguraram o estádio, em 2007, e tenho acompanhado a decadência. Essa área é maravilhosa, com galpões e prédios lindos, que contam a historia do nosso bairro. Hoje, eu corro apesar do cenário horroroso. Se revitalizarem, vai ser ainda melhor praticar esportes aqui - diz Ana Maria.

A obra vai solucionar o problema da falta de áreas de convivência na região do Engenho de Dentro, mas, para se tornar um novo espaço de lazer na cidade (e não apenas para os moradores da Zona Norte), a prefeitura ainda enfrentará um outro importante desafio, de mobilidade: melhorar o acesso ao bairro, que atualmente é feito pela estação de trem ou pela Rua Arquias Cordeiro. Quando o estádio do Engenhão estava em funcionamento, nos dias de show e jogos, as vias do entorno sofriam com engarrafamentos.

sábado, 21 de junho de 2014

Começam obras de duplicação de duas avenidas da Zona Oeste do Rio

21/06/2014 - O Globo

RIO — A pouco mais de dois anos dos Jogos Olímpicos, duas avenidas que darão acesso às principais instalações esportivas e de hospedagem da Rio 2016 entraram enfim em obras: a prefeitura começou a duplicação dos oito quilômetros da Avenida Salvador Allende e do trecho da Avenida Abelardo Bueno em frente ao Parque Olímpico (antigo Autódromo Nelson Piquet). A obra começou pela rótula da Salvador Allende — ela vai abrigar um terminal de ônibus e três viadutos — e nos próximos dias se estenderá para o trecho da avenida em frente ao Riocentro, ao Parque dos Atletas e à futura Vila Olímpica. Segundo o secretário municipal de Obras, Alexandre Pinto, a prefeitura quer adiantar ao máximo os trabalhos nessa região ainda este ano, para amenizar a sobrecarga no trânsito em 2015, quando as obras das instalações olímpicas entrarão num ritmo acelerado:

— Queremos evitar um bolo de intervenções na área em 2015. As construções da Vila e do Parque Olímpico vão movimentar muitos caminhões, e ainda teremos o Rock in Rio na área.

AVENIDAS NÃO TERÃO INTERDIÇÕES

O objetivo da duplicação da Salvador Allende é receber o BRT Transolímpico. A obra inclui um segundo terminal de passageiros no encontro dessa via com a Avenida das Américas, além de sete estações do BRT, que usará as faixas centrais da Salvador Allende em seu trajeto de chegada à Barra. O pacote prevê ainda a construção de 21 pontes no caminho. Estão previstas novas calçadas e ciclovia, além do plantio de 1.500 árvores e 133 mil metros quadrados de grama.

Na duplicação, serão implantadas pistas laterais nas duas avenidas, aumentando de duas para cinco as faixas de rolamento por sentido. Para isso, segundo a secretaria, serão aproveitadas áreas públicas às margens e os canteiros centrais das vias. Não estão previstas desapropriações.

Segundo a prefeitura, não haverá interdições nas avenidas. Ainda para amenizar o impacto, o consórcio responsável pelas obras, orçadas em R$ 514,3 milhões, recebeu a recomendação de dar prioridade à circulação noturna de caminhões. Mesmo assim, o secretário não descarta problemas.

— Grande parte do material pode chegar à noite, mas há insumos, como concreto, que têm que chegar de dia também. Não há como evitar.

Custeada pelo tesouro municipal, a ampliação das avenidas está prevista para ficar pronta em março de 2016, a tempo dos testes de operação e integração dos BRTs Transolímpico, Transcarioca e Transoeste antes dos Jogos.

Também este mês, a Secretaria de Obras começa a construir uma nova avenida dentro da Vila Militar, na Zona Oeste, para fazer a integração do corredor Transolímpico com a estação Deodoro da SuperVia. Com quatro quilômetros de extensão, ela vai margear o ramal de trem, passando por dentro de quartéis do Exército localizados na Avenida Duque de Caxias.

TERMINAL DE DEODORO SERÁ LICITADO

Orçada em R$ 105,6 milhões, a obra será financiada pelo BNDES e deverá durar 18 meses. Além da nova avenida, o pacote inclui a instalação de nove estações do corredor de ônibus, uma delas dentro da Vila Militar. Desse pacote, contudo, não faz parte a construção do terminal de passageiros que fará a integração com a estação de trem. Segundo a Secretaria de Obras, o projeto ainda está sendo detalhado e será alvo de uma licitação separada. A prefeitura não divulgou os custos do terminal.

sexta-feira, 20 de junho de 2014

Megaempreendimento na área do Gasômetro

20/06/2014 - O Globo

O terreno do Gasômetro, uma área de 115 mil m² na região portuária, vai sediar um megaempreendimento multiuso - na linguagem do mercado imobiliário, isso significa uma combinação de centro empresarial, residencial e um pequeno shopping. O terreno, desocupado há dez anos, foi comprado por uma construtora e o projeto já está em andamento



Enviado por Samsung Mobile

quarta-feira, 18 de junho de 2014

Teleférico da Providência passa por últimos testes

18/06/2014 - Agência Brasil

A inauguração do teleférico do Morro da Providência depende apenas da realização de testes nas gôndolas, depois de ter entrado em operação a subestação elétrica que atenderá ao serviço de transporte. As informações foram passadas hoje (18) pela Companhia de Desenvolvimento Urbano da Região do Porto. A empresa explica que os testes já haviam sido feitos, com o sistema alimentado por geradores, e serão repetidos devido à mudança no modo de abastecimento. A troca foi necessária por causa da grande quantidade de energia demandada pelo teleférico.

O serviço deve transportar mil pessoas por hora entre a Cidade do Samba, na Gamboa, e a Central do Brasil, num percurso de 721 metros passando pelo Morro da Providência, onde ficará a Estação Américo Brum. Cada gôndola terá capacidade para transportar dez pessoas.

A inauguração, segundo a companhia, ainda não tem data prevista e depende dos testes e do anúncio do prefeito Eduardo Paes. As gôndolas terão a decoração de desenhos de alunos da Escola Municipal Francisco Benjamin Galotti. As ilustrações terão como tema "A região portuária que eu gosto" e serão usadas também nos panfletos informativos.

De acordo com a companhia, o serviço será operado pela Concessionária Porto Novo, que administra serviços na zona portuária do Rio, e o valor da passagem ainda será divulgado.

Em março, a Agência Brasil visitou o Morro da Providência, e os moradores criticaram a demora na inauguração. Outra reclamação foi a transformação de uma praça na estação do teleférico. Segundo a companhia de desenvolvimento, uma área de lazer está com obras avançadas e contará com campo de futebol, quadra polivalente e uma academia da terceira idade. O local será inaugurado em breve.

De acordo com a prefeitura, a construção do teleférico teve custo de R$ 75 milhões, quase metade dos R$ 163 milhões destinados ao Projeto Morar Carioca na Providência.

Paes sanciona projeto que cria o parque ecológico em terreno da Gávea

18/06/2014 - O Globo, Luiz Ernesto Magalhães

O prefeito Eduardo Paes sancionou, nesta terça-feira, a lei que transforma um terreno de 17 mil metros quadrados na Rua Marquês de São Vicente 104, na Gávea, em parque ecológico. Mas a data efetiva para a abertura do espaço à população está indefinida, pois a área pertencente à rede de supermercados Mundial terá ainda que ser declarada de utilidade pública e desapropriada. O município arcará com as despesas de indenização.

No futuro processo de desapropriação, a prefeitura fará uma avaliação da área para apresentar uma proposta aos proprietários. Se não houver acordo, o pagamento será depositado em juízo. Segundo um dos autores do projeto, o vereador Marcelo Queiroz (PP), um anúncio divulgado ano passado pela internet pedia R$ 80 milhões pela área, apesar de o imóvel ter sido adquirido em 2003 por apenas R$ 13 milhões. Em nota, o Mundial informou desconhecer qualquer tentativa de venda do terreno, não confirmou quanto pagou pelo imóvel ou fez quaisquer estimativas sobre o atual valor do terreno.

O secretário municipal de Meio Ambiente, Carlos Alberto Muniz, disse, nesta terça-feira, que o uso do espaço ainda terá que ser debatido com a população.

- A decisão final, claro, é do prefeito. A tendência é que seja um parque urbano para a população e que também possibilite a conservação ambiental. Mas não há nada fechado ainda. A lei acaba de ser sancionada - disse o secretário sobre o projeto proposto pelos vereadores Queiroz, Eduardão (PSDC), e Carlos Eduardo (Solidariedade).

Queiroz disse que com a medida quis preservar o espaço verde e impedir um maior adensamento do bairro, evitando a ocupação imobiliária do local. Como O GLOBO mostrou no último sábado, os moradores estão divididos em relação ao projeto. O vereador sugere que a prefeitura contrate o Instituto de Arquitetos do Brasil (IAB) e realize um concurso de projetos para escolher aquele que melhor se identifique com a região.

- A preservação do espaço evitou a construção de novos prédios com até nove pavimentos na Gávea, além de ter preservado várias árvores do bairro - acrescentou Queiroz.

OUTROS USOS FORAM DEBATIDOS

Na nota, o Mundial afirma que ainda não foi procurado pela prefeitura ou pela Câmara de Vereadores. Apenas confirmou que comprou a área em 2003 com o objetivo inicial de construir uma filial da rede de supermercados. Posteriormente, apresentou projeto para licenciar um empreendimento imobiliário no local, que seguia todas as regras estabelecidas. A Secretaria municipal de Urbanismo, no entanto, informou que nenhuma licença foi concedida para construção no endereço.

Antes da lei que prevê a transformação da área em parque, outros usos foram debatidos. A Pontifícia Universidade Católica (PUC) cogitou usar o espaço para construir um centro de pesquisas, mas o projeto não vingou. Em 2012, o governo do Estado estudou transformar o terreno em estacionamento provisório da PUC, durante as obras do metrô, mas desistiu. Hoje, o terreno é cercado por tapumes. No local existe apenas o esqueleto de um prédio, que já foi de uma empresa farmacêutica.

Triciclos elétricos poderão ser usados como táxis no município do Rio

Lei formaliza serviço na Ilha de Paquetá, mas ele pode se estender ao restante da cidade

POR LUIZ ERNESTO MAGALHÃES

18/06/2014 - O Globo

 Ednard com passageiros em Paquetá:
Ednard com passageiros em Paquetá: "A lei vem em boa hora"
Foto: Divulgação

RIO — O prefeito Eduardo Paes sancionou, nesta terça-feira, uma lei que libera o uso de triciclos elétricos para prestar serviços de táxi. Autora da proposta, a vereadora Laura Carneiro (PTB) explicou que o objetivo é levar para a formalidade o serviço prestado hoje na Ilha de Paquetá a turistas e moradores. Como a legislação é genérica, porém, abre margem para que a atividade seja exercida em outros pontos da cidade. A Secretaria municipal de Transportes, que regulamentará o serviço, preferiu não se pronunciar nesta terça-feira sobre a nova lei.

— Como é proibida a circulação de carros em Paquetá, os triciclos são usados para deslocamentos na ilha. Mas, por falta de amparo legal, havia dúvidas sobre como o serviço deveria operar. A regulamentação pode criar um novo serviço turístico que atenda a toda a cidade. Em algumas cidades da Alemanha, por exemplo, esse tipo de atividade é um sucesso — disse Laura Carneiro.

O secretário municipal de Meio Ambiente, Carlos Alberto Muniz, disse que ainda vai estudar a nova lei. Caso o serviço se mostre viável, ela acha que a prefeitura poderá estudar a concessão de licenças para a atividade na orla, no Aterro do Flamengo e na Quinta da Boa Vista.

Em Paquetá, onde 36 operadores cobram R$ 5 (uma pessoa), R$ 8 (duas pessoas) e R$ 36 (passeio turístico) nos deslocamentos pela ilha, a sanção da lei foi comemorada:

— Há pouco tempo, tivemos problemas com a polícia. A legalização vem em boa hora — diz Ednard Lima Pereira, representante dos operadores do serviço.


Read more: http://oglobo.globo.com/rio/triciclos-eletricos-poderao-ser-usados-como-taxis-no-municipio-do-rio-12907685#ixzz34zOcxG3W

terça-feira, 17 de junho de 2014

No fim dos anos 20, Plano Agache pretendia organizar o crescimento do Rio

17/06/2014 - O Globo

Urbanista francês planejou áreas de expansão e instalação de infra-estrutura

Na memória dos cariocas, eles não desfruta do mesmo prestígio de Pereira Passos ou Pedro Ernesto. Mas, justiça seja feita: o paulista Antônio Prado Júnior foi o primeiro governante do Rio a patrocinar um plano-diretor para o então Distrito Federal. Sua gestão, entre 16 de novembro de 1926 e 24 de outubro de 1930, foi marcada pela abertura de ruas, calçamento, mudanças de alinhamento, obras de saneamento e construção de escolas.

Filho de uma família tradicional, nomeado pelo amigo e presidente da República Washington Luís, Prado Júnior, que não tinha curso superior, contratou o urbanista francês Alfred Agache para elaborar o Plano de Remodelação, Extensão e Embelezamento da Cidade. O projeto, que ficaria conhecido como Plano Agache, pretendia organizar o crescimento do Rio, determinando áreas de expansão, prevendo a criação de redes de serviço e tratando da instalação da infra-estrutura urbana.

O trabalho do urbanista nunca foi inteiramente aplicado no Rio, embora tenha servido de base para meia dúzia de planos diretores. Ao que tudo indica, Prado Júnior tinha visão de futuro. Basta ver o que escreveu na mensagem 617, enviada ao Conselho Municipal para justificar a contratação de Agache: "Julgo escusado encarecer a necessidade urgente da organização do plano de remodelação do Rio de Janeiro, segundo os princípios desta ciência moderna que é o urbanismo".

PRADO JÚNIOR: Homenagem à beleza

O pai do Plano Agache não pensava apenas na beleza da cidade. Coube ao prefeito Antônio Prado Júnior (na foto, de cartola), entregar a Iolanda Pereira o prêmio principal do Miss Universo, realizado no Rio, em 1930. Iolanda, a primeira brasileira a ser eleita a mais bela do mundo, ganhou uma jóia do prefeito.

Urbanismo. O prefeito Antônio Prado Júnior, que encomendou o plano Agache Arquivo

Instalada a primeira peça da cobertura do Museu do Amanhã, na Zona Portuária

Estrutura, içada por superguindaste nesta segunda-feira, pesa 80 toneladas

POR ISABELA BASTOS

17/06/2014 - O Globo

 Guindaste começa a içar peça de 80 toneladas Foto: Gustavo Miranda / Agência O Globo
Guindaste começa a içar peça de 80 toneladas - Gustavo Miranda / Agência O Globo

RIO — A primeira de 24 superestruturas em aço que farão parte da base do telhado do Museu do Amanhã, na Zona Portuária, começou a ser instalada nesta segunda-feira, numa megaoperação que durou seis horas e deverá continuar por todo o dia de hoje, mobilizando 40 operários e um guindaste gigante. Com 14 metros de altura por 52 de comprimento, a peça pesa 80 toneladas e é a maior que vai compor a cobertura. Uma vez pronto, o telhado terá 350 aletas (espécie de asas) metálicas, que se moverão de acordo com a posição do sol, para captar a iluminação natural.

Forjadas em Portugal e São Paulo pela Martifer, empresa que já trabalhou como fornecedora em outros projetos do arquiteto espanhol Santiago Calatrava, autor da obra do museu, as peças estão sendo pré-montadas e guardadas num depósito em Duque de Caxias, na Baixada Fluminense. O trabalho está sendo feito a partir de 5.300 peças de menor tamanho, que, combinadas e soldadas, funcionam como um imenso quebra-cabeças.

Até agora, segundo o gerente de Produção das obras do museu, Edilson Costa, já estão prontas quatro dessas superestruturas, à espera da hora de seguir para o canteiro de obras. A expectativa é que, na semana que vem, deva ser instalada mais uma dessas peças:

— A base de concreto do museu já está pronta. Do alto, a semelhança é com uma imensa caixa de sapatos sem tampa. As primeiras 12 estruturas serão colocadas apoiadas sobre essas paredes. As outras 12, que virão depois, formarão as extremidades em vão livre do museu. Em cima delas, teremos estruturas intermediárias e, acima de tudo, as aletas.

As peças já serão instaladas na cor definitiva que o museu terá quando estiver pronto: branco gelo. Serão dados retoques apenas nos pontos de solda. A tinta terá reforço anticorrosão, com prazo de validade de pelo menos dez anos. Orçado em R$ 215 milhões, o prédio terá 320 metros de extensão e 50 de largura. A previsão é de entrega no primeiro semestre de 2015.

Read more: http://oglobo.globo.com/rio/instalada-primeira-peca-da-cobertura-do-museu-do-amanha-na-zona-portuaria-12890720#ixzz34trjlAVx

terça-feira, 10 de junho de 2014

Vem aí uma área de lazer subterrânea na Praça XV

FERNANDA PONTES

09/06/2014 - O Globo
 
Uma "praça subterrânea", como definiu o arquiteto João Pedro Beckheuser, vai ser construída no lugar onde hoje fica o terminal da Misericórdia, em frente ao Albamar. O espaço, ao lado da Praça XV, terá vegetação no muro, escadaria em forma de arquibancada e luz natural. 

A área de lazer, veja na foto acima, passará sob a via expressa que cruzará aquele trecho da cidade. "É a nova Praça da Misericórdia que será erguida ali", diz João Pedro. "As pérgulas metálicas vão lembrar aos cariocas que ali funcionou o Mercado Municipal". O projeto é da prefeitura.

Shopping Fashion Mall será vendido

CLEO GUIMARÃES

09/06/2014 - O Globo

 
Em crise e com dificuldades para se reposicionar no mercado - a inauguração do Village Mall, na Barra, estaria atraindo os clientes de outros bairros que frequentavam o shopping em busca de lojas e restaurantes sofisticados -, o Fashion Mall, em São Conrado, está à venda.

A coluna confirmou a informação com um de seus acionistas. Administradora do Fashion Mall, a BR Malls, maior operadora de shopping centers do país, diz, por meio de sua assessoria, que é "uma empresa de capital aberto e não comenta o assunto". 

segunda-feira, 9 de junho de 2014

BarraShopping chega a sua sétima expansão

09/06/2014 - O Globo, Jéssima Lauritzen

"Eu resolvo minha vida no BarraShopping". É assim que Jussara Raris, superintendente do complexo BarraShopping/New York City Center, defende o gigante que cresce junto com a Barra, recebendo cem mil pessoas por dia, de segunda a segunda. Na inauguração, em 1981, eram apenas cem lojas em um único piso; hoje com quatro quilômetros de vitrines e mais de 600 lojas, ele chega à sua sétima expansão. A nova área, um investimento de R$ 243,9 milhões, será aberta ao público nesta terça, a partir das 15h. Foram acrescentados 35 mil m² de área construída, onde estão 55 novas lojas, em três níveis, que vão da portaria A à C, com várias ligações internas.

Entre as marcas internacionais famosas que chegam à expansão, estão a queridinha das adolescentes Forever 21 - que gerou filas constantes e grande rebuliço em sua inauguração surpresa no VillageMall, em março -, GAP, Sephora, Guess, Desigual, Dessange Paris Brasil, Hurley e Nautica, marca americana que abre sua primeira filial na América Latina. O estacionamento subterrâneo, com 628 vagas, é outra novidade.

- A ideia é manter o conceito de ser um shopping completo: 65% dos visitantes são moradores da Barra, e os outros vêm de toda a cidade. O poder de atração se deve também à quantidade de empresas no entorno - diz Jussara, salientando que, no último ano, houve aumento de 3% no número de carros no estacionamento.

A Multiplan, administradora do shopping, prevê a criação de dez mil vagas de empregos diretos e indiretos com as novas operações. O Centro Médico, conta Jussara, será o próximo a passar por ampliação.

Entre as novas opções de alimentação estão Bacio Di Latte, Café Suplicy, Chez Bonbon, Fini, PJ Clarke's, FOM, Starbucks e Mori Sushi Ohta. Este último é um dos restaurantes japoneses de maior sucesso em São Paulo.

O Barra Kids, espaço exclusivo para crianças de até 10 anos, se mudou para a nova área, duplicando seu tamanho. Agora, tem capacidade para 80 crianças e novas atividades: cantinho de leitura, brinquedoteca, cineminha, estações de games (Wii, PS4 e Xbox One), camarim, espaço para artes manuais, pista de automodelismo, minigolfe, sala de videokê, oficina de carro e campo de futebol. O espaço inclui espaço para bebês de até 2 anos, um fraldário e um salão exclusivo para festas de aniversário.

Até o início da semana passada, eram poucas as lojas com acabamento finalizado. A ansiedade entre lojistas e administradores diante de toda a poeira e dos tapumes que ainda cobriam o espaço era grande, mas todos estavam confiantes na entrega da obra para esta terça-feira.

A fachada toda envidraçada da nova área reflete o novo projeto de arquitetura do BarraShopping, que deverá se estender em breve para todo o ce ntro comercial. Mas o principal chamariz serão as grifes que desembarcarão no Rio via expansão. A italiana Zucchi Home Fashion, referência no cenário internacional, principalmente em produtos têxteis para o lar, é uma delas.

Outra novidade é a paulista Spezzato, há 28 anos no mercado, com lojas espalhadas pelo país. Comandada por Andréa Chammas Kurbhi e por sua sobrinha, Roberta Nahas, a marca oferece moda feminina adulta e teen.

- A proposta da Spezzato é vestir a mulher para todas as ocasiões, com um visual moderno e sexy, sem ser vulgar. O BarraShopping tem um público bacana e é muito movimentado; aceitamos o convite (da administração) para vir na hora - conta Andréa, cujas clientes cariocas já reivindicavam uma loja no Rio.

As obras da expansão compreendem ainda a revitalização da fachada nas entradas A e B; a reforma de lojas próximas ao espaço, com novo modelo arquitetônico, e a construção de banheiros e acessos, como escadas rolantes e comuns.

Últimos ajustes para a inauguração

Na decoração da loja predomina a combinação do preto com rosa. Círculos de espelhos no teto e estampas de caveira já dão ideia do ambiente ousado que Daniela Jaffé, à frente da Up2Date ao lado da mãe, Hedy Montenegro, prepara para a abertura de sua segunda loja (a primeira fica no Barra Garden). A marca oferece roupas, bolsas, sapatos e acessórios, explica Daniela, para garantir que a mulher saia pronta da loja seja para uma festa ou um passeio casual.

- É uma mistura de rock com chique. Teremos manequins suspensas, uma delas sentada num bambolê, com um visual sadomasoquista - diz Daniela, salientando que se inspira em lojas londrinas e vasculha blogs de moda. - Botamos luzes de boate nas cabines para a cliente que quiser se sentir em clima de night enquanto escolhe o look.

A estilista Patricia Veiga, dona da loja de sapatos que leva seu nome, quer atender mães e filhas. Depois das unidades em Itaipava e em Ipanema, ela chega à expansão do mall, em parceria com a amiga Ana Beatriz Toth, lançando mais modelos de sapatilhas confeccionadas artesanalmente, o carro-chefe da marca.

Criada em 1998 com o nome de Agilità Girls, a marca LITT', do grupo Agilità, que completa 30 anos, também aproveita a expansão para inaugurar sua loja de varejo na Barra.

Em outro segmento, a papelaria Casa Ribeiro, com 104 anos de existência, também garantiu espaço na área, onde abrirá sua sétima casa.

- Este é o maior shopping do bairro e traz agora uma faceta futurista, mais jovem e moderna. A expectativa é grande - diz Antônio Carlos Barroso, dono do negócio ao lado do filho Júnior, enquanto convida a equipe do GLOBO-Barra a entrar na loja com o pé direito.

quinta-feira, 5 de junho de 2014

BRT Transcarioca registra primeiro acidente

De acordo com consórcio, ciclista bateu em ônibus, na Zona Oeste

04/06/2014 - O Globo


Carroça entra na pista do BRT na altura da Rua Pedro Correia com Avenida Abelardo Bueno, em Jacarepaguá - Gabriel de Paiva / Agência O Globo

RIO — Um ciclista se chocou contra um ônibus do BRT Transcarioca, na noite desta quarta-feira, na estação Recanto das Palmeiras, localizada na Estrada dos Bandeirantes, em Curicica, Zona Oeste da cidade. De acordo com o consórcio que administra o sistema, o ônibus estava parado no local, quando, em uma manobra "infeliz", o cilcista provocou o acidente.

Ainda de acordo com o BRT, ninguém ficou ferido, e apenas o retrovisor do veículo foi danificado. Os intervalos do transporte não foram afetados.

O BRT Transcarioca, que faz a ligação semiexpressa Barra - Aeroporto Internacional Tom Jobim, teve sua viagem inaugural iniciada às 5h02m, no Terminal Alvorada, e durou 90 minutos, mais que os 70 minutos previstos pelo secretário municipal de TRansportes, Alexandre Sansão. No entanto, Sansão acredita que o tempo de viagem ainda pode diminuir porque o BRT circulou em baixa velocidade devido à grande quantidade de pessoas que invadiam a pista ou carros que bloqueavam o cruzamento. O secretário reconheceu que a operação do Transcarioca ainda terá que passar por alguns ajustes. Um deles será colocar um ônibus articulado para operar na estação de Vicente de Carvalho mais cedo, a partir desta quinta-feira. O objetivo é atender os funcionários que trabalham no Internacional e entram às 6h. Nesse caso, um veículo rodaria apenas no percurso Vicente de Carvalho-Galeão.

No primeiro dia de funcionamento da linha, motoristas do BRT Transcarioca ainda tiveram problemas com pedestres e veículos que usam a pista do corredor expresso, a despeito da sinalização e dos fiscais da prefeitura. Em uma das viagens do Galeão até a Barra da Tijuca, O GLOBO chegou a flagrar até uma charrete circulando na via exclusiva, na esquina da Avenida Embaixador Abelardo Bueno com a Rua Senador Pedro Correia, no sentido Taquara. Segundo relatos de funcionários do Consórcio Operacional BRT, já há problemas com o gradeamento da via. Na Maré, moradores romperam a cerca de proteção, e adolescentes usavam como pista de skate um pequeno viaduto de circulação do BRT. No fim da noite, um ciclista se chocou contra um ônibus em Curicica. De acordo com o consórcio, ninguém ficou ferido, e apenas o retrovisor do veículo foi danificado.

Com a invasão da pista, os ônibus circularam com velocidade menor, e as viagens duraram mais que os 70 minutos previstos pela prefeitura inicialmente. A presidente da CET-Rio, Cláudia Secin, reconheceu que existem trechos de operação ainda críticos, como o entorno do Mercadão de Madureira e a Avenida Brás de Pina. A prefeitura está fazendo um mapeamento e pode ampliar o número de pontos de fiscalização. Atualmente, existem cerca de 68 equipamentos de monitoramento de invasão de faixas e avanço de sinal.

— Nós temos 300 pontos de monitoramento com agentes de trânsito. São 200 da CET-Rio e cem da Guarda Municipal, que vamos manter 24h por dia durante todo o tempo de operação, porque essa é uma linha do BRT que passa por áreas da cidade bastante urbanizadas — disse ela.

Read more: http://oglobo.globo.com/rio/brt-transcarioca-registra-primeiro-acidente-12724036#ixzz33lKuZAj3

quarta-feira, 4 de junho de 2014

Obras de mobilidade urbana no Rio terão financiamento de R$ 2,7 bi do BNDES

03/06/2014 - Agência Brasil

O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) anunciou hoje (3) a aprovação de empréstimo no valor de R$ 2,7 bilhões para obras de melhoria na infraestrutura de mobilidade urbana do  município do Rio de Janeiro.

Os recursos representam 88% dos investimentos totais, de acordo com a assessoria de imprensa do banco. Os projetos englobam  parte do Bus Rapid Train (BRT) Transoeste, o corredor expresso Transolímpica, a ligação BRT Transolímpica-BRT Transbrasil e a duplicação do elevado das Bandeiras.

Também estão incluídas obras nos locais onde serão disputadas provas nas Olimpíadas de 2016, entre as quais o entorno do Parque Olímpico, a Ciclovia Niemeyer, a extensão da Via Expressa do Porto Maravilha e o entorno do estádio Engenhão.

Segundo o BNDES, a estimativa é que, com as obras, sejam criados cerca de 17 mil empregos diretos e indiretos.

BNDES aprova R$ 2,7 bilhões para projetos de mobilidade urbana no Rio de Janeiro

04/06/2014 - Portal Fator Brasil

O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) aprovou financiamento de R$ 2,7 bilhões ao município do Rio de Janeiro para melhorias na infraestrutura de mobilidade urbana. Os recursos representam 88% do total a ser investido nos projetos, que compreendem o lote zero do BRT Transoeste, a Via Expressa Transolímpica, a ligação BRT Transolímpica-BRT Transbrasil, entorno do Parque Olímpico, duplicação do Elevado das Bandeiras, Ciclovia Niemeyer, extensão da Via Expressa do Porto Maravilha e entorno do Engenhão.

O lote zero do BRT Transoeste prevê a implantação de um corredor exclusivo para ônibus articulados entre o Terminal Alvorada e o Jardim Oceânico, na Barra da Tijuca, com 6,4 km de extensão. Serão construídas sete estações (Barra Shopping, Città/Downtown, Parque das Rosas, Ricardo Marinho, Riviera, Freeway e Porto dos Cabritos), duas pontes sobre o Canal de Marapendi e um viaduto sobre a Rua Armando Lombardi.

O projeto, no qual serão investido aproximadamente R$ 95 milhões, permitirá a integração do BRT Transoeste, que hoje liga Santa Cruz e Campo Grande ao Terminal Alvorada, na Barra, com a estação de metrô da linha 4, que está sendo construída no Jardim Oceânico, possibilitando que a cidade tenha, pela primeira vez, um transporte de passageiros de massa ligando o Centro dos bairros da Barra e do Recreio.

Transolímpica – Com 13 km de extensão e um investimento de cerca de R$ 1,1 bilhão, a Via Expressa Transolímpica ligará a Avenida Brasil, no entroncamento com a Avenida da Equitação, no bairro de Magalhães Bastos, à Estrada dos Bandeirantes, no seu encontro com a Avenida Salvador Allende, no bairro de Curicica. Cruzando os bairros de Camorim, Curicica, Taquara, Jardim Sulacap, Magalhães Bastos e Vila Militar, a via será uma alternativa à Linha Amarela na ligação da Baixada Fluminense e regiões próximas à Avenida Brasil com a Barra.

Parte da via terá faixas exclusivas para ônibus do sistema BRT, com sete estações. O projeto inclui a construção de 26 viadutos e pontes, a maior delas com 220 metros de extensão, e dois túneis que somam 1,5 km, na Serra do Engenho Velho, que faz parte do maciço da Pedra Branca.

Já o projeto de ligação entre os BRTs Transolímpica e Transbrasil terá 3 km de extensão, em duas pistas de pavimento rígido, com duas estações. Estão previstas obras de drenagem, sinalização, iluminação, urbanização, paisagismo e um viaduto com 250 metros de extensão. Serão investidos R$ 100,5 milhões na obra.

No entorno do Parque Olímpico, a Avenida Salvador Allende e parte da Avenida Embaixador Abelardo Bueno, na Barra, serão duplicadas, permitindo a extensão do BRT Transolímpica até a Avenida das Américas e a adequação urbanística no entorno dos locais que serão utilizados durante as Olimpíadas e Paralimpíadas de 2016. As intervenções contemplam drenagem, pavimentação, iluminação, ciclovia e urbanização, além de obras-de-arte especiais (três viadutos e 21 pontes). Os investimentos previstos são de R$ 581 milhões.

Elevado das Bandeiras– O projeto de duplicação consiste na implantação de via paralela ao Elevado das Bandeiras e aos túneis de São Conrado e do Joá, além da construção, por todo o percurso, da Ciclovia Niemeyer, que fará a interligação entre as ciclovias já existentes dos bairros de São Conrado e da Barra.

A nova via, na qual serão investidos R$ 489 milhões, terá 4,46 km de extensão, enquanto a ciclovia, que será construída ao longo da via já existente, para ficar mais próxima ao mar, terá 3,1 km e receberá investimentos de R$ 35 milhões. Porto Maravilha – Com investimentos de R$ 592 milhões, as obras de prolongamento da Via Expressa do Porto abrangem a construção da extensão do túnel, o poço de serviço, a requalificação e ampliação do Mergulhão da Praça XV e a complementação da remoção do elevado da Perimetral.

Conforme previsto no novo traçado da Via Expressa, o túnel será estendido até encontrar o Mergulhão. O traçado volta à superfície aproveitando a rampa de subida do Mergulhão e segue no nível do mar até o encontro com o Aterro do Flamengo. Entorno do Engenhão – O projeto a ser financiado pelo BNDES prevê a revitalização de diversos logradouros no entorno do Estádio Olímpico João Havelange, no Engenho de Dentro, com obras de pavimentação e drenagem, reparos na rede de iluminação pública, execução e recuperação de calçadas e construção de rampas de acessibilidade. Está prevista a abertura de uma nova rua de acesso ao estádio para os veículos vindos da Linha Amarela.

Com investimento total de R$ 123 milhões, as intervenções compreendem ainda a restauração dos galpões da oficina de trens da antiga Rede Ferroviária Federal (RFFSA), para melhorar o acesso à Estação Engenho de Dentro da Supervia, e a construção de uma área adjacente ao estádio destinada ao estacionamento dos caminhões de geração de TV, com segurança reforçada e sistema independente de geração de energia.

Geração de empregos– Durante a execução das obras, estima-se que sejam criados cerca de 17 mil postos de trabalho diretos e indiretos, sendo 10 mil na Transolímpica, 2 mil no BRT Transoeste, 1.290 no entorno do Parque Olímpico, 1.200 na duplicação do Elevado das Bandeiras, 1 mil na ligação entre os BRTs Transolímpica e Transbrasil, 1 mil no entorno do Engenhão, 545 no prolongamento da Via Expressa do Porto e 100 na ciclovia.