quinta-feira, 28 de agosto de 2014

Prefeitura do Rio e Museu Histórico Nacional anunciam cessão de terreno para expansão

Junto à área cedida pelo governo do estado, será construído prédio anexo onde funcionarão pesquisa, biblioteca e arquivo

POR BRENO SALVADOR

21/08/2014 - O Globo

Interior do Museu Histórico Nacional à época de sua última modernização e restauração, em 2006 Foto: Marco Antônio Teixeira / Agência O Globo
Interior do Museu Histórico Nacional à época de sua última modernização e restauração, em 2006 Foto: Marco Antônio Teixeira / Agência O Globo

RIO — De olho no centenário do Museu Histórico Nacional, em 2022, a prefeitura do Rio de Janeiro anuncia nesta quinta-feira a cessão de um terreno, visando à expansão da instituição. O MHN contará agora com uma área que se soma ao do antigo Detran (cedido pelo estado do Rio em 2013), onde será construído um prédio anexo dedicado à pesquisa, biblioteca e acervo. O acordo foi assinado na tarde desta quinta-feira, com a presença da ministra da Cultura, Marta Suplicy, o prefeito do Rio, Eduardo Paes, e representantes tanto do museu quanto do ministério da Cultura.

Segundo informações divulgadas pelo MinC, o futuro anexo do MHN, que se estenderá por terrenos na avenida General Justo, no Centro, abrigará as áreas museográfica e administrativa, a biblioteca e o arquivo histórico. Com isso, a área possibilitará "a implantação de um centro de referência em conservação e restauração, de um auditório de maior capacidade, de aumento das áreas de serviços ao público, além de novos espaços de exposição", de acordo com o projeto.

O novo anexo ocupa um espaço antes usado pela Comlurb. Em novembro do ano passado, o governo do estado do Rio já havia cedido ao MHN um terreno ao lado da instituição, ocupado anteriormente pelo Detran. Atualmente, o museu ocupa uma área de 20 mil metros quadrados. Com os acréscimos dos novos espaços, o museu projeta um aumento de 3,3 mil metros quadrados.

— O Museu Histórico Nacional é um dos mais importantes do país, além do primeiro museu oficial do Brasil. Além de informativo, é muito lúdico. É uma delícia. É muito importante este acréscimo, já que ficar apenas com o terreno do antigo Detran traria um projeto capenga — avaliou a ministra Marta Suplicy, que brincou com o fato de que o projeto ainda está em fase de estudos preliminares. — Até 2022, tem que estar pronto. Acho razoável (risos), mas queremos tê-lo pronto antes. No Brasil, tudo é muito difícil e burocrático.

Eduardo Paes e Marta Suplicy assinam o acordo de cessão do terreno antes utilizado pela Comlurb - Gustavo Serrate Maia / Ministério da Cultura
Pelo lado do prefeito carioca, o grande diferencial na nova guinada foi saber aproveitar o fim do viaduto da Perimetral.

— Minha prioridade, enquanto prefeito, sempre foi o centro da cidade. O Rio foi fundado aqui (onde o museu é localizado, próximo à Praça XV). Este conjunto arquitetônico do museu é fantástico, e ele se insere em um conjunto de espaços culturais que podem ter o trajeto feito a pé — ponderou Paes, que considera que o Centro "estava morto". — O museu será a entrada da nova beira-mar, sem a degradação que nos acostumamos a ver. O Rio é rico em aparatos culturais e o museu precisava desta valorização.

Por sua vez, a diretora do MHN, Vera Lúcia Tostes, disse que o novo anúncio não impedirá o museu de celebrar o 450º aniversário do Rio, em 2015, e estará "totalmente pronto" antes do centenário do local (e bicentenário da Independência).

— Estamos concretizando um sonho antigo. Antes, só tínhamos previsões com o terreno cedido pelo estado do Rio. Agora poderemos finalmente entrar em fase de licitação — comemorou a diretora, que garantiu que o local continuará aberto enquanto as obras estiverem em curso. — Da última vez que fizemos um processo de recuperação (entre 2004 e 2006), não fechamos. Desta vez será o mesmo. Não queremos passar uma imagem de museu que não funciona. Tivemos um ano difícil (com greves em museus geridos pelo MinC), mas seguimos firmes e fortes.

A atual biblioteca do MHN dispõe de mais de 57 mil títulos, entre eles títulos dos séculos XVI, XVII e XVIII. Com um dos mais vastos acervos do Brasil, o museu é o primeiro dedicado à História do Brasil. Fundado em 1922, sob o governo de Epitácio Pessoa, o local foi fundado em homenagem ao centenário da Independência e abriga exposições dedicadas à natureza e à humanidade. Além disso, expõe mais de 300 mil objetos do período imperial e a maior coleção de moedas e selos postais do país.

Eduardo Paes também divulgou que, na semana que vem, será formalizado o projeto de transformar um terreno da Biblioteca Nacional na região portuária, originalmente planejado com depósito, em uma área de visitação. Apesar de Paes e Marta não informarem mais detalhes, eles afirmaram que o projeto inclui uma nova biblioteca e maior espaço para divisão do acervo.

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domingo, 17 de agosto de 2014

Empreendimentos em Itaipava vão contra a qualidade de vida, meio ambiente e mobilidade urbana

17/08/2014 - Diário de Petrópolis

A quantidade de novos empreendimentos na região de Itaipava é alarmante e vem crescendo com o passar do tempo. Reflexo disso é o trânsito, já constante nos acessos ao distrito, além do verde que vem sumindo gradativamente. O biólogo José Washington Aguiar, também pós-graduado em Ciências Ambientais, chama a atenção para o perigo de permitir que o local receba um grande número de prédios sem que haja um planejamento que priorize a qualidade de vida na região.

- Em relação aos empreendimentos imobiliários, eles estão acabando com o verde, que era a essência do lugar. Algumas destas áreas são até de encostas. Isso mexe com a qualidade de vida, não só de quem mora, quanto de quem vai para lá. Como vai ser isso daqui a cinco anos? Itaipava não comporta e nem foi feita para isso, alerta.

Segundo o biólogo, esse desmatamento afeta diretamente na população, que vai sentir aos poucos esse sufocamento, além de perder muito em meio ambiente, pois uma vez que se extermina a flora, a fauna – natural da região – vai sumindo também. Ele ainda ressalta os problemas de mobilidade urbana.

- Se com os empreendimentos que já tem, o trânsito é complicado, imagina com mais residências, mais pessoas e mais carros. Quanto tempo vai levar para uma pessoa sair de Itaipava para trabalhar em Petrópolis? Hoje em dia, um fim de semana qualquer, já é desgastante ficar no trânsito. Se multiplicar o número de pessoas e continuar com aquele acesso restrito a uma pista, não terá condições de passar por lá. Vai chegar um momento em que as pessoas terão que deixar o carro em Corrêas e seguir a pé, pois não dará para entrar mais em Itaipava, reclama.

O fato da região, que sempre foi conhecida por ser pacata e tranquila, estar crescendo a passos largos, tem sido discussão também para os empresários e associações de moradores. No início deste mês, uma reunião entre líderes de importantes instituições ligadas ao turismo e membros do governo municipal, teve como objetivo a discussão de temas ligados à mobilidade urbana em Itaipava e arredores, a fim de encontrar possíveis soluções.

Na ocasião, cerca de 60 pessoas estiveram presentes, dentre elas, a presidente da Fundação de Cultura e Turismo, Thaís Ferreira; a diretora de Turismo, Evany Noel; o presidente da CPTrans, Gilmar Oliveira; e o representante da Secretaria de Planejamento e Desenvolvimento Econômico, Orlindo Pozzato. De acordo com o Petrópolis Convention & Visitors Bureau, uma série de problemas pontuais, que atrapalham o acesso à Itaipava, bem como tantos outros que interferem na mobilidade urbana de seus arredores, estão sendo pautados para que a prefeitura possa intervir em cada um deles a curto prazo.

Segundo a prefeitura, na ocasião já foram apresentadas, diante das reivindicações, soluções de curto, médio e longo prazo, todos na área da mobilidade urbana em Itaipava, além do projeto do Corredor do Turismo. Durante a apresentação do projeto, o presidente da CPTrans explica que intervenções já estão em andamento.

- Já iniciamos algumas intervenções para a melhoria do trânsito de Itaipava, como a ativação do semáforo na altura de Bonsucesso e a criação da terceira faixa e retificações na rotatória na altura do Bramil. Agora estamos estudando outras soluções para melhorar o fluxo entre o Parque Municipal Prefeito Paulo Rattes e o Shopping Estação Itaipava – disse Gilmar.

A Secretaria de Planejamento também apresentou o trabalho de revisão dos projetos para a Estrada União e Indústria, desenvolvidos pelo Dnit, com o objetivo de solucionar os problemas de trânsito nos distritos.

Associações de Moradores também se posiciona

Ainda em maio deste ano, cerca de 50 associações de moradores, bem como entidades e organizações não governamentais, ligadas a Itaipava e arredores, se reuniram para consolidar o "Movimento Distrito de Petrópolis", através da assinatura de um Termo de Cooperação. De acordo com a Novamosanta, encontros entre os cooperados incluem diversos debates e trazem os problemas da localidade à tona, em busca de soluções adequadas.

Os seis eixos principais, trabalhados a partir de divisões por grupos responsáveis são: respeito às condições de vida da população dos distritos; plano de desenvolvimento sustentável da região; programa de desenvolvimento da infraestrutura de água, saneamento, energia e comunicação; programa imediato de melhoramento da mobilidade urbana; compromisso de licenciamento de obras mediante avaliação de impacto ambiental, social e de reais condições de infraestrutura, e a destinação de recursos para atendimento à região, compatíveis com as necessidades e a contribuição tributária dos distritos.

De acordo com a documentação que foi apresentada este mês à prefeitura, algumas reivindicações são baseadas na "visível degradação das condições de vida, no processo de crescimento desordenado, na tolerância à ocupação do território em áreas de risco e na grande influência de grupos de interesses descomprometidos com o futuro da região", entre outras. Os tópicos listados com requerimento de ação imediata por parte da prefeitura foram: legislação sobre licença de impacto sobre a vizinhança, negociação sobre melhorias na Estrada União e Indústria, corredor de turismo (projeto do Petrópolis Convention & Visitors Bureau – PC&VB), reformulação do plano de saneamento básico e reformulação de critérios para licenciamento de grandes empreendimentos.

Novamosanta aponta falta de infraestrutura

De acordo com a Associação de Moradores e Amigos de Santa Mônica –(Novamosanta), existem hoje projetos de melhoramentos para o sistema viário dos distritos de forma a reduzir os engarrafamentos que a todos atinge. Tanto representantes da sociedade civil, da PMP como o DNIT têm proposições que devem ser discutidas e que certamente trarão uma melhora significativa nas condições de tráfego dos distritos. O problema é que as vias principais dos distritos estão sob a administração do DNIT (União Indústria, BR 495), Concer (BR 040) e DER-RJ (RJ 117) e essas entidades estão distanciadas dos problemas locais.

Ainda segundo o representante da associação, Roberto Penna Chaves, a prefeitura não quer se envolver nessas administrações por falta de recursos de pessoal e financeiros.

- Fica a PMP encarregada das antigas estradas de fazenda, que compõem o sistema viário secundário dos distritos. Essas vias secundárias são na sua maioria estreitas, sem calçadas e com as margens ocupadas, executadas com fina camada de asfalto de vida curta. Um projeto de expansão do sistema irá requerer, certamente, despesas vultosas de indenizações de moradias, o que dificulta enormemente a viabilização de um projeto, diz o representante.

Ele continua com a observação de que o problema é complexo e requer uma autoridade que possa coordenar essas entidades num projeto único visando a melhoria do escoamento do tráfego.

- A mídia terá um papel muito importante no sentido de ajudar a sociedade civil na pressão sobre as autoridades públicas para solucionar essa questão. Portanto não há planejamento adequado em vista da problemática acima descrita. Várias reclamações têm sido direcionadas à CPTrans, através de e-mails, e do COMUTRAN com nenhum efeito prático, reclama.

Questionado sobre o aumento no número de empreendimentos na localidade, o representante da Novamosanta é taxativo ao apontar a falta de infraestrutura para abrigar os inúmeros imóveis que vão surgindo.

- O trânsito dos distritos sofre com a expansão imobiliária acentuada que vem ocorrendo, sem a correspondente melhoria no sistema viário. Diz-se comumente que esse problema está ocorrendo no mundo inteiro devido, também, à produção de veículos. Sabemos disso, mas, nos distritos de Petrópolis o problema é gravíssimo, pois, de um lado temos a expansão de veículos, a expansão imobiliária e por outro lado temos a falta de coordenação e recursos para a melhoria e os condicionantes técnicos para implantação da infra-estrutura viária, ressalta.

Roberto ainda finaliza dizendo que a expansão imobiliária deve ser paralisada até que haja uma reavaliação da disponibilidade de infraestrura (viária, água, esgoto etc.). Para ele, essa é uma das bandeiras do Movimento Distritos de Petrópolis recém constituído.

- Finalmente temos que considerar que a falta de escoamento adequado na entrada e saída dos eventos no Parque de Exposição trazem desconforto considerável á população e comércio local devido á usual superlotação dos mesmos, conclui.

Entramos em contato com o Instituto Estadual do Ambiente, para saber os impactos que estão sendo verificados ao longo dos últimos anos, bem como se há riscos de degradação do mesmo, mas até o final desta edição, não obtivemos respostas.

sábado, 16 de agosto de 2014

Terreno do Gasômetro vai ser ocupado por prédios residenciais, comerciais, hotéis e shoppings

Área de 116 mil metros quadrados em São Cristóvão é a de maior potencial construtivo na região, segundo a prefeitura

POR SIMONE CANDIDA

16/08/2014 - O Globo


O terreno em São Cristóvão que abrigará o empreendimento: são 116 mil metros quadrados - Domingos Peixoto / Agência O Globo

RIO — Referência histórica e arquitetônica da cidade, o Gasômetro, em São Cristóvão, será em breve apenas lembrança e apelido do Viaduto Capitão Sérgio de Carvalho, que fica ao lado. No rastro do programa de revitalização da Zona Portuária, o novo eixo de desenvolvimento da cidade desenha um novo destino para a área: a partir de segunda-feira, parte do terreno começa a ser desocupada pelos funcionários da CEG, para a construção de um conjunto de empreendimentos imobiliários, com prédios residenciais e comerciais, além de shoppings e hotéis.

O projeto, ainda na fase de detalhamento, será desenvolvido pela construtora RJZ Cyrela, que assinou um contrato com o Fundo de Investimento Imobiliário Porto Maravilha, administrado pela Caixa Econômica Federal (CEF), proprietária do terreno. Os envolvidos na negociação da área ainda não revelam cifras.

ÁREA TEM POUCAS RESIDÊNCIAS E LOJAS

Segundo a prefeitura, o terreno — de 116 mil metros quadrados, situado próximo à Avenida Francisco Bicalho — é o de maior potencial construtivo na região. Ali poderão ser erguidos prédios de até 50 andares. A legislação, no entanto, prevê que apenas 50% do terreno poderá ser ocupado por edificações. O novo empreendimento, na Avenida Pedro II, próximo à Rodoviária Novo Rio, está incluído no Projeto Porto Maravilha, de revitalização da região.

Na vizinhança, hoje o que se veem são pouquíssimas residências, algumas lojas de venda de peças de automóveis e um quartel do Exército. O terreno foi comprado pela prefeitura em 2012, por R$ 220 milhões, e revendido à CEF pelo mesmo valor, numa negociação prevista nas operações da Companhia Municipal de Desenvolvimento Urbano do Porto (Cdurp).

Segundo a construtora, a área tem um potencial construtivo de aproximadamente 450 mil metros quadrados, e o projeto será desenvolvido em várias fases. Só para se ter uma ideia do que é possível construir ali, o bairro Cidade Jardim, que ainda está sendo feito pela RJZ Cyrela, na Barra da Tijuca, tem 512 mil metros quadrados construídos. No empreendimento da Barra, há quatro condomínios residenciais (com 4.078 unidades), além de escolas, áreas de lazer com quadras esportivas, praças e comércio.

— Ainda estamos fazendo contatos com todos os órgãos envolvidos, para liberação do empreendimento. Será uma investimento a longo prazo. Teremos, por exemplo, que analisar todos os impactos e, inclusive, calcular o período necessário para descontaminação do terreno. — explica Rogerio Zylbersztajn, vice-presidente da RJZ Cyrela, que ficou seis meses negociando o projeto com a Caixa Econômica Federal.

CEG VAI CONTINUAR OCUPANDO 10% DO TERRENO

Segundo a gerente-executiva de Fundos Para o Setor Imobiliário da CEF, Laiza Fabiola Martins Santa Rosa, o projeto deverá ser executado gradativamente, nos próximos dez anos. A previsão, diz Laiza, é que as obras comecem em meados de 2015.

— Estamos fazendo o estudo físico do terreno e analisando a melhor ideia, num trabalho conjunto com a construtora. Do total do terreno, 99 mil metros quadrados serão usados nesse empreendimento. Poderemos ter shopping, complexos imobiliários com residência e comércio e o que mais o mercado demandar — disse a gerente-executiva.

De acordo com a CEF, o terreno foi cedido em permuta à construtora, que terá que pagar ao fundo um percentual da venda de cada unidade do empreendimento. O valor não foi revelado pelo fundo administrado pela Caixa Econômica.

— A desocupação da área começou a ser feita pela CEG em 2013. A empresa, no entanto, continuará ocupando uma pequena fração do terreno — disse a gerente da CEF.

A partir de segunda-feira, cerca de 300 funcionários das áreas corporativas da CEG começarão a deixar as salas da sede da empresa em São Cristóvão, para ocupar três andares do Rio Office Tower, na Avenida Presidente Vargas, no Centro. Somente funcionários das áreas operativas, cerca de 400, permanecerão na antiga sede, numa área de 13.700 metros quadrados — pouco mais de 10% do terreno.

INÍCIO DA OPERAÇÃO FOI EM 1911

Inaugurado em junho de 1911 pelo grupo belga Societé Anonyme du Gaz do Rio de Janeiro (SAG), o Gasômetro surgiu como parte da nova fábrica de gás de São Cristóvão, na entrada do Canal do Mangue. Em 1915, ele foi considerado o maior do mundo, com capacidade de fornecer 90 mil metros cúbicos de gás por dia. Naquele tempo, a empresa fornecia o produto a cerca de 25 mil consumidores.

Em 1968, durante o governo Costa de Silva, foi denunciado um plano de atentado contra o Gasômetro. Militares teriam planejado explodir a área, considerada de segurança máxima, para colocar a culpa nos comunistas. O suposto plano não teria ido adiante porque o capitão Sérgio Ribeiro Miranda de Carvalho, conhecido como Sérgio Macaco, teria se recusado a cumprir a missão.

Os três tanques da fábrica de gás de São Cristóvão serviam para o armazenamento de gás manufaturado. E tinham capacidade de guardar 235 mil metros cúbicos.

Na década de 80, a fábrica de São Cristóvão abrigou três tanques de gás natural, dois de nafta e uma usina de transformação. Foi a maior e a mais importante unidade do gênero no Rio de Janeiro.

Com o processo de substituição do gás manufaturado pelo gás natural, que fica guardado dentro dos próprios dutos, os tanques deixaram de ser usados. Em 2006, eles começaram a ser desativados. Apenas um deles ficou de pé, mas apenas para manter a memória do local.

A área total da empresa, que tem cerca de 116 mil metros quadrados, ainda guarda prédios da antiga fábrica. Lá dentro, construções de tijolinhos, que lembram a arquitetura de uma vila operária, dividem espaço com edificações mais modernas. Ao todo, o terreno tem cerca de 20 prédios.

Além da unidade de São Cristóvão, a CEG já teve outros gasômetros no Rio de Janeiro: na Cidade Nova, em Botafogo, no Leblon, no Engenho Novo e na Fazenda Modelo.

*Colaborou André Miranda de Souz

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sexta-feira, 15 de agosto de 2014

Longa espera por melhorias

15/08/2014 - O Dia - RJ

Terminal que concentra linhas de ônibus para a Baixada Fluminense, o Américo Fontenelle, ao lado da Central do Brasil, deveria ser uma rodoviária climatizada, com painéis de LED para informar chegadas e partidas e ainda dispor de um shopping e estacionamento. As melhorias foram anunciadas quando a Companhia de Desenvolvimento Rodoviário e Terminais do Estado do Rio de Janeiro (Coderte) concedeu o terminal, por 25 anos, em licitação, para a Rio Terminais, em maio de 2012. Na época, a nova concessionária prometeu que iria demolir a estrutura antiga e construir novo prédio, uma obra que começaria "em breve" e duraria 24 meses.

Mais de dois anos depois, no entanto, a reforma nem começou. A concessionária alega que depende ainda de desapropriações de terrenos no entorno, que seriam de responsabilidade da Coderte, para construir o novo terminal, o centro comercial e o estacionamento.

Além disso, a Rio Terminais acrescenta que espera definições sobre futuras estações do Veículo Leve sobre Trilhos (VLT) e do BRT Transbrasil para fazer a reforma do local. A prefeitura, no entanto, contesta a informação e ressalta que o traçado do VLT já está pronto e que o projeto do Transbrasil não interfere nas obras.

Os passageiros, que aguardam por ônibus em longas filas, em pé, dizem não ter visto melhorias no conforto desde a privatização. "Não há um lugar para sentarmos enquanto o ônibus não vem. Faz falta", diz a telefonista Ana Gracinda de Castro, de 50 anos, que aguarda o 196 C para Guapimirim.

A Rio Terminais afirma que o local já recebeu reforma das plataformas, nova pintura, cobertura ampliada e equipes de segurança e limpeza.

Entre as exigências da Coderte na concessão, sem prazo para implantação, estavam ainda bilheterias e banheiros, que nunca foram instaladas.

quinta-feira, 14 de agosto de 2014

Obras de ampliação do Elevado do Joá só devem ser concluídas em março de 2016

Deque na Barra da Tijuca será reduzido para a construção de duas pistas em direção ao Jardim Oceânico

POR LUIZ ERNESTO MAGALHÃES

14/08/2014 - O Globo


Ilustração mostra como deve ficar o Elevado do Joá no fim das obras - Divulgação

RIO — As obras de ampliação do Joá que estão em andamento vão mudar a paisagem da entrada da Barra, às margens da Lagoa da Tijuca. O deque localizado no lado ímpar da Avenida Ministro Ivan Lins será bastante reduzido, para permitir a construção de duas novas pistas em direção ao Jardim Oceânico e alterações no traçado do retorno sob a ponte da Joatinga. A previsão é que as intervenções terminem até 15 de março de 2016, como parte do pacote de obras de mobilidade para as Olimpíadas.

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— Aquela área estava sendo subutilizada pela população. A obra manterá uma passagem para pedestres, mas bem menor. Foi a melhor solução técnica que encontramos. Nós descartamos uma ampliação da pista no sentido São Conrado, porque isso exigiria uma série de desapropriações. Com essa opção, apenas três imóveis na Joatinga serão desapropriados e demolidos para a construção das pistas do novo viaduto, paralelo ao Elevado das Bandeiras — explicou o presidente da Geo-Rio, Márcio Machado.

Apesar de as novas pistas serem construídas paralelamente às que existem hoje, a concepção estrutural apresenta diferenças. Os pilares de sustentação são menos largos, porque terão de suportar peso menor do que o Elevado do Joá atual, que conta com pistas em dois níveis.

'Foi a melhor solução técnica que encontramos. Nós descartamos uma ampliação da pista no sentido São Conrado, porque exigiria desapropriações.'
- MÁRCIO MACHADO
Presidente da Geo-Rio
Márcio Machado acrescentou que, em São Conrado, as obras também não vão se limitar à ampliação da estrutura:

— Vamos aproveitar as obras para reorganizar as agulhas de retorno existentes na Lagoa-Barra. Com a redução do tamanho dos canteiros, será possível implantar faixas de aceleração e desaceleração separadas do trânsito principal, reduzindo o risco de congestionamentos — explicou Machado.

Ainda em São Conrado, algumas intervenções também farão com que operários retornem a áreas que só foram visitadas na época da construção da via, na década de 70. Antes da embocadura do novo túnel, será necessário fazer serviços de contenção de encostas. O custo das obras é de R$ 457,9 milhões, incluindo a abertura de dois túneis.

O Elevado do Joá já passou por obras de recuperação estrutural de cargas dos apoios da via. O serviço incluiu a instalação de novas vigas metálicas de sustentação do peso, antes suportado por dentes de Gerber que estavam deteriorados, segundo estudos da Coppe. A obra concluída em abril exigiu um investimento de cerca de R$ 66,5 milhões.

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quarta-feira, 13 de agosto de 2014

Com apenas 22 lojas abertas, Cobal do Leblon aposta em licitação para sair da crise financeira

Área, que chegou a ter mais de 80 lojas, foi referência em hortifrutigranjeiros e endereço de bares famosos da MPB

POR ELENILCE BOTTARI

13/08/2014 - O Globo


Nos últimos quatro anos, 23 lojas fechadas em ações de reintegração de posse: dos contratos em vigor, um terço está na Justiça - Márcia Foletto / Agência O Globo

RIO — Quem atravessa os longos corredores da Cobal do Leblon percebe o esvaziamento desse hortomercado que, por mais de duas décadas, foi um dos maiores redutos da boemia carioca, ponto de encontro de moradores e já teve mais de 80 estabelecimentos funcionando. Hoje, são apenas 22 abertos. Por todos os lados, é possível ver boxes fechados onde antes havia peixarias, hortifrutigranjeiros, floristas e restaurantes. Só nos últimos quatro anos, 23 lojas foram fechadas em ações de reintegração de posse e devolvidas à Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), administradora de todas unidades no país da extinta Companhia Brasileira de Alimentos (Cobal). Dos contratos ainda em vigor, um terço está em briga na Justiça, por falta de pagamento.

A inadimplência é tamanha que a arrecadação anual de R$ 4 milhões nas duas unidades (Leblon e Humaitá) mal cobre as despesas com a manutenção dos dois galpões, segundo dados da Conab. Esmagados pela concorrência de quatro supermercados no bairro e pela falta de recursos para investimentos, lojistas e a direção da Conab apostam suas últimas fichas na realização de uma nova licitação para a locação de lojas como forma de revitalizar os 7.356 metros quadrados daquela unidade no coração do Leblon.

ENTRAVES JURÍDICOS E ADMINISTRATIVOS

Mas o projeto ainda esbarra em entraves jurídicos e administrativos. Antes de fazer qualquer intervenção na área, são necessárias reformas na construção, tombada em 2011 pelo prefeito Eduardo Paes. Além disso, a Conab enfrenta outra pendenga administrativa: tanto o imóvel do Leblon como a unidade do Humaitá são frutos de uma permuta realizada em 1971 pelo então presidente da República, general Emílio Garrastazu Médici, e o governo do estado. O processo administrativo, no entanto, nunca chegou ao fim.

— Já tivemos duas reuniões com a Casa Civil do governo do Rio e nesta quarta (hoje) teremos outra. Estamos tentando resolver esse processo ainda este ano. É claro que isso não inviabiliza a reforma, mas atrapalharia uma parceria com a iniciativa privada. Além disso, iremos apresentar esta semana o esboço do projeto de reforma do galpão do Leblon ao Conselho Municipal de Proteção ao Patrimônio — explicou o diretor Administrativo e Financeiro da Conab, Lineu Olímpio de Souza.

A ideia é que ainda neste ano ou no início de 2015 a companhia abra licitação para a locação de lojas. Mas o projeto de uso do espaço ainda não está fechado.

— Estamos fazendo pesquisas com a comunidade, ouvindo a prefeitura e o estado para buscar uma solução de uso mais adequado, para ajudar a manter as lojas, mas também atender às novas necessidades — explicou Lineu, que afirma que todas as unidades do país sofreram perdas com o crescimento das redes de supermercados.

ENDEREÇO DE BARES FAMOSOS

Inaugurada em 1972, com 128 unidades (entre lojas e boxes) e 14 salas distribuídas em 3.250 metros quadrados de área edificada e 2.362 de estacionamento, a Cobal do Leblon foi durante muito tempo uma referência em hortifrutigranjeiros para o bairro e endereço de bares famosos da MPB, como o Arataca, onde o maestro Tom Jobim marcava presença nas rodas de samba e MPB com artistas do bairro. Hoje, no entanto, apenas 22 empresas continuam no local. Para sobreviver, muitos mudaram de ramo, como o comerciante Gil Pirozzi, que em 1977 tinha um boxe de frutas e hoje é dono da Delly Gil, uma delicatessen que ocupa o espaço de sete lojas.

— Aqui vivia cheio, mas foi esvaziando. Sou um dos que conseguiram crescer porque mudei para um produto de melhor preço — disse Gil, que aposta na licitação para renovar o espaço. — Temos 15 mil moradores no Selva de Pedra, aqui do lado. Precisamos criar atrativos para que voltem a frequentar a Cobal.

FRAMBOESA DO CHILE PARA PRINCESA

Um dos remanescentes da época áurea, há 40 anos o comerciante Ari Sérgio Muniz de Carvalho vende frutas e legumes. Ele diz que só permanece no local por causa dos clientes tradicionais e da fama de conseguir qualquer produto:

— Há uns dez anos, uma princesa veio ao Brasil e queria um tipo de framboesa. Descobri que era uma fruta típica do Chile. Liguei para lá e consegui trazer a mercadoria para ela. Acredito que a licitação vai revitalizar o comércio.

A arquiteta Soraya Hirsch, há dois meses na administração da Conab Leblon, está fazendo pequenas obras:

— Com a reintegração de posse de algumas lojas, pintamos fachadas e iniciamos reparos. Estamos estudando modificações para padronizar as futuras locações, com setores de hortifrútis, pets, restaurantes.

Pioneira, a Cobal do Humaitá foi inaugurada em 1971, com 10.771 metros quadrados, sendo 6.877 edificados e 3.842 de estacionamento. Ali , há três quiosques, 97 boxes, 84 lojas e sete salas. Mesmo tendo grande movimento como polo gastronômico, enfrenta problemas com a inadimplência e a falta de manutenção. Os lojistas pediram uma reunião com o governador Luiz Fernando Pezão para tentar encontrar soluções.

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segunda-feira, 11 de agosto de 2014

Tráfego pesado no caminho para a Região dos Lagos

11/08/2014 - O Globo

RIO - Era início da noite de uma sexta-feira e a fotógrafa Elisangela Cunha tentava justificar, pelo telefone, seu atraso. Ela seguia de ônibus em direção a Iguaba Grande, na Região dos Lagos, para registrar imagens de uma festa de 15 anos. Saiu da Rodoviária Novo Rio às 16h, quatro horas antes do compromisso, já prevendo engarrafamentos na estrada. Só não contava com o caos no Trevo de Manilha, em Itaboraí. Às 20h, Elisangela ainda estava na altura de São Gonçalo da BR-101. Isso porque, há pouco mais de um mês, veículos de carga, que até então não passavam por ali devido à restrição de tráfego na Ponte Rio-Niterói, começaram a circular a qualquer hora do dia ou da noite no local para acessar a BR-493 (Magé-Manilha), onde o tráfego aumentou aproximadamente 30%, segundo o Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes ( DNIT).

O resultado é um nó no trânsito do Trevo de Manilha, confluência da BR-493, da BR-101 e da RJ-104 (ligação Niterói-Manilha via Tribobó). Com o fluxo intenso de caminhões, congestionamentos se tornaram constantes a qualquer hora do dia. E, nas sextas-feiras, o que era complicado se tornou caótico.

Contratada para trabalhar numa festa com início previsto para as 20h30m, Elisangela lamentou profundamente o que aconteceu naquela sexta-feira:

— O ônibus estava previsto para chegar em Iguaba às 18h. Ou seja, eu estaria no local da festa duas horas e meia antes de seu início. Como não consegui cumprir o combinado, tive de devolver o pagamento e posso ser processada.

O presidente da Cedae, Wagner Victer, ficou preso no mesmo congestionamento.

— Está impossível ir para a Região dos Lagos. Saí às 17h30m do Rio e, às 21h, ainda estava em Manilha. Nem no carnaval foi assim — disse Victer.

O caos não foi só naquela sexta-feira. Diariamente, principalmente nos horários de rush, motoristas gastam, em média, uma hora e meia para percorrer dois quilômetros na área do Trevo de Manilha.

— Ontem, desci de um ônibus e segui meu caminho a pé, percorrendo um trecho de aproximadamente dois quilômetros. Assim, cheguei mais rapidamente em casa. Na véspera, foram quase duas horas só para cruzar o Trevo de Manilha. Se agora está assim, imagine como será no verão — reclamou Mário Silva da Cruz, que mora na região.

A receita da confusão no Trevo de Manilha não tem segredo: basta pegar motoristas que seguem pela BR-101 em direção à Região dos Lagos e somar carros saídos de Niterói pela RJ-104 e várias "pitadas'' de caminhões entrando na BR-493, uma rodovia estreita, de mão dupla e cheia de quebra-molas. Isso tudo, acrescido dos ônibus que transportam os 28 mil funcionários do Complexo Petroquímico de Itaboraí (Comperj), resulta em quilômetros de congestionamentos, que se estendem até a Ponte Rio-Niterói. Motoristas e passageiros também reclamam das obras de manutenção feitas durante o dia (e não à noite) na BR-101, o que ajuda a agravar os engarrafamentos.

— Era a gota d'água que faltava para transbordar o copo — avalia Delmo Pinho, subsecretário estadual de Transportes. — O trevo está com uma demanda maior que sua capacidade. Eu já havia dado um alerta sobre essa situação há sete anos, num seminário sobre o Arco Metropolitano.

A BR-493, que liga Magé a Itaboraí, não está preparada para receber tantos caminhões. Na estrada de 24 quilômetros, o volume de tráfego aumentou 30%. Pela manhã, o fluxo maior de veículos pesados segue em direção ao Arco Metropolitano, no sentido Magé. À tarde, o congestionamento se forma no sentido contrário.

Autoridades da Região dos Lagos estão preocupadas com as consequências que os congestionamentos no Trevo de Manilha podem causar ao turismo.

— Se não encontrarem uma solução imediata para o Trevo de Manilha, a Região dos Lagos vai quebrar. Vivemos do turismo. São necessárias medidas urgentes — afirmou o secretário de Desenvolvimento de Cabo Frio, Valdemir Mendes.

O secretário estadual de Turismo, Claudio Magnavita, anunciou que se reunirá com representantes da Agentransp (agência estadual de transportes), do Departamento de Estradas de Rodagem (DER) e da prefeitura de Itaboraí para estabelecer uma ação imediata que possa normalizar o fluxo para a Região dos Lagos.

— Esse foi um problema inesperado, causado pelo sucesso repentino do Arco Metropolitano. Quando as obras necessárias foram concluídas, o arco será muito positivo para o turismo, pois vai facilitar a ligação rodoviária do Norte ao Sul do estado sem passar pelo Grande Rio — disse Magnavita.

BR-493 terá duplicação, mas prazo para conclusão é de três anos

Polícia Rodoviária Federal informa que faz ações para melhorar fluidez e evitar assaltos

RIO - A solução para os problemas do Trevo de Manilha pode não chegar tão cedo. Segundo o DNIT, responsável pela conservação na BR-493, existe um contrato para obras de duplicação e restauração da rodovia, mas o prazo para conclusão dos serviços é de 36 meses. Operários só deverão começar a trabalhar em setembro. De acordo com o órgão, já foi instalado um canteiro de obras para melhorias no entroncamento da BR-493 com a BR-101.

Segundo a concessionária Autopista Fluminense, que administra a BR-101, o volume de tráfego na rodovia chega a 40 mil veículos por dia e tende a crescer após a conclusão total do Arco Metropolitano e das obras de implantação do Comperj. A empresa, que também espera um crescimento demográfico na região de Itaboraí, afirmou que mantém equipes atuando no Trevo de Manilha em dias de maior movimento.

A Polícia Rodoviária Federal informou que tem colocado em prática ações para tentar melhorar a fluidez do trânsito no Trevo de Manilha. Um outro objetivo dessa iniciativa é evitar assaltos a motoristas que ficam horas parados. Além disso, inspetores tentam impedir infrações de trânsito, especialmente o tráfego pelo acostamento. Entre os meses de janeiro e agosto deste ano, foram emitidas 4.778 multas entre os quilômetros 290 e 300 (acesso ao Trevo de Manilha) da BR-101 e no trecho inicial da BR-493.

O Ministério Público Federal informou que, apesar dos protestos de motoristas, sua ação, por enquanto, está concentrada no acompanhamento do contrato de concessão da BR-101, que não envolve a BR-493. Sobre a falta de um plano de contingência que pudesse alertar usuários sobre os congestionamentos no Trevo de Manilha, a Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) argumentou que "para os usuários da BR-101 serem informados sobre o ocorrido na BR-493 é necessário um monitoramento da referida rodovia pelo órgão responsável". A agência informou ainda que está "à disposição para viabilizar, junto à concessionária, a utilização de tais informações de forma a melhorar a fluidez no local" e que já autorizou a elaboração de estudos específicos na BR-101 para melhorar o tráfeg

Governo do Rio vai criar órgão para promover a integração de políticas urbanas

11/08/2014 - O Globo

RIO - Para a próxima década exista e previsão de se dobrar o número de indústrias e empresas de logística (que cuidam do transporte e armazenamento das mercadorias) no Grande Rio. A questão para os urbanistas é saber como decidir quais as áreas são mais adequadas para receber estes novos empreendimentos numa região densamente urbanizada. Os caminhos serão indicados pela Câmara Metropolitana de Integração Governamental (CIG), que será criada em 11 de agosto por meio de decreto a ser editado pelo governador Luiz Fernando Pezão.

O governador e os prefeitos da Região Metropolitana vão formar a CIG, que terá um Grupo Executivo formado por técnicos da Subsecretaria estadual de Urbanismo. Além de já iniciar os trabalhos de integração, serão feitos estudos que vão resultar na criação de um organismo que pode se assemelhar à antiga Fundação para o Desenvolvimento da Região Metropolitana (Fundrem), extinta em 1989. O projeto do novo órgão será levado à Alerj pelo futuro governador do estado, em janeiro do ano que vem.

O novo órgão metropolitano vai ter como foco mobilidade urbana, segurança, saneamento básico, uso do solo, saúde e educação. O objetivo, sobretudo em áreas como mobilidade e segurança, é promover políticas integradas e não mais setoriais e desarticuladas como acontece atualmente. O Grupo Executivo de Gestão Metropolitana será dirigido pelo atual Subsecretário estadual de Urbanismo, Vicente Loureiro, e funcionará inicialmente apenas com técnicos do Estado. Ele defende a necessidade de se discutir um novo modelo de metrópole para o Rio de Janeiro, em virtude das transformações sofridas pela região ao longo das últimas décadas, além das que estão em curso, como aquelas provocadas pelo Arco Metropolitano:

- A Região Metropolitana do Rio precisa de um modelo definido por um plano estratégico que expresse o futuro que ela deseja . Não dá mais para adiar a criação de um órgão que planeje o Grande Rio como um todo. Existem assuntos de interesse comum, como é o caso da segurança e mobilidade, temas tipicamente de dimensão metropolitana. A CIG será um organismo de transição para que o próximo governador, com a aprovação da Alerj, tenha um instrumento para desenhar um novo modelo de metrópole - explicou Loureiro.

O governador Luiz Fernando Pezão disse que o novo órgão representa também uma tentativa de equilíbrio de recursos e políticas públicas:

- O desafio atual das metrópoles é saber partilhar poder.

PREFEITOS PRECISAM COLABORAR COM A CIG, DIZ ECONOMISTA

Economista especializado em planejamento de transportes, Marcos Poggi é favorável à criação da CIG, mas alertou que a maior dificuldade para se conseguir sucesso é ter à disposição prefeitos para trabalharem em sintonia com o governo do estado. Por isso, segundo ele, não foi brilhante o resultado da Agência Metropolitana de Transportes, criada no governo Marcelo Alencar:

- Em geral, os prefeitos colaboram enquanto as medidas são do seu interesse político. Mas a criação da CIG é louvável. O atual estágio do processo de urbanização do país está a impor a instituição de um modelo eficaz de governança metropolitana. Entre outras razões, porque as regiões metropolitanas englobam áreas municipais conturbadas. Quem vai à Pavuna pode, ao atravessar uma rua, sem saber, estar com um pé no município do Rio e, o outro, em São João de Meriti - comentou o economista.

No decreto que cria a CIG, o governador destaca que é imprescindível construir um modelo de governança metropolitana participativa, eficiente e moderna, com a participação das forças políticas, do empresariado e da sociedade. Também será estruturada a captação de recursos externos, de fontes nacionais e internacionais e, com financiamento do Banco Mundial, será contratada consultoria especializada para elaborar o Plano Estratégico da Região Metropolitana.

- É preciso desenhar qual tipo de metrópole queremos. Há 40 anos, Madureira era um dos mais importantes centros de comércio e serviços da região, um grande arrecadador de ICMS. Hoje, a Barra da Tijuca, que nem existia naquela época, contribui mais que ela na arrecadação de ICMS do Rio. São Gonçalo tinha tantas indústrias que era conhecida como a Manchester Fluminense, há tempos deixou de ser. Estas mudanças aconteceram sem qualquer planejamento prévio, o que é desaconselhável – observa Loureiro.

Motoristas enfrentam primeiro dia útil do BRS da Rua São Clemente

Desembarque de alunos dos colégios da via deverá ser feito nas ruas transversais

POR MAÍSA CAPOBIANGO

11/08/2014 - O Globo


Pontos de ônibus da Rua São Clemente estão sinalizados com o número do BRS correspondente - Agência O Globo / Maísa Capobiango

RIO - Se passar pela Rua São Clemente, em Botafogo, durante a semana, já costumava ser complicado, os motoristas devem se preparar para enfrentar o trânsito um pouco pior nesta segunda-feira. É que será o primeiro dia útil depois da implantação do sistema BRS na via e, a partir de agora, o desembarque de alunos em colégios da região — são pelo menos três — só poderá acontecer nas ruas transversais, como Dona Mariana, da Matriz, Conde de Irajá e Martins Ferreira.

Mesmo com a movimentação tranquila, as dúvidas dos usuários continuaram a surgir neste domingo, segundo dia de funcionamento do BRS da São Clemente.

— Fui para o ponto de costume tentar pegar o 170 e lá descobri que teria que andar mais duas quadras. Durante a semana, quando tivermos que pegar o ônibus com pressa para ir para o trabalho, essas mudanças certamente vão causar um transtorno maior — diz a assistente de gerente Andrea da Silva Peçanha.

A manicure Marcela Alves também teve dificuldade ao embarcar. Em busca de um BRS 3, ela conseguiu se localizar só após consultar o mapa fixado na parte de trás do vidro do ponto de ônibus.

— Até nos acostumarmos com essas mudanças, vai levar um tempo. O jeito vai ser sair mais cedo de casa.

Usuários devem ficar atentos quanto ao BRS 1, que inclui linhas BRS 1A (136,154 e 155); e BRS 1B (143, 157, 161, 170, 172, 173, 178 e 2014). No folheto informativo distribuído pelos agentes não é feita a divisão entre A e B. As paradas das outras linhas são facilmente identificáveis no folheto.

IRREGULARIDADES SERÃO MULTADAS

De acordo com a Secretaria municipal de Transportes, a faixa da direita da São Clemente passa a ser exclusiva para coletivos de segunda a sexta-feira, das 6h às 21h, e aos sábados, das 6h às 14h. Os carros sem permissão para circular na faixa serão multados. Táxis com passageiros poderão trafegar na faixa exclusiva, mas sem realizar embarque e desembarque. Estacionar no lado esquerdo da rua só será possível em horários estabelecidos. E somente os veículos regulamentados para transporte escolar, além dos carros de pessoas com necessidades especiais, poderão embarcar e desembarcar passageiros. O novo corredor vai ordenar 33 linhas municipais e sete intermunicipais, além de 20 linhas que circulam pela Praia de Botafogo. O limite de velocidade é de 40 Km/h.

TRECHO DA AVENIDA BRASIL ESTÁ INTERDITADO

Esta segunda-feira também é o primeiro dia útil de interdições em algumas vias de São Cristóvão, na Zona Norte. Desde o último sábado, a Rua Ricardo Machado, entre as ruas General Almério de Moura e Francisco Palheta, passou a ficar interditada ao tráfego de veículos.

A via ficará fechada por um período de 90 dias para dar continuidade as obras de construção da adutora que ligará o Reservatório do Pedregulho, em São Cristóvão, ao Reservatório do Morro do Pinto, na Região Portuária. Por conta disso, parte da pista lateral da Avenida Brasil entre as ruas Santos Lima e a Rua São Cristóvão também está interditada, o que dificulta ainda mais o trânsito neste início de manhã. Veículos que seguem no sentido Centro pela Rua Monsenhor Manoel Gomes devem continuar o trajeto pela Rua Benedito Ottoni e Rua São Cristóvão.

— Hoje é o verdadeiro teste. O trânsito está um pouco pior por ser o primeiro dia útil com a interdição e os motoristas ainda estão se acostumando com a mudança — explicou Joaquim Diniz, diretor operacional da CET-Rio, em entrevista ao Bom Dia Rio, pedindo que a população dê prioridade ao transporte público, e que moradores de Niterói e São Gonçalo utilizem as barcas.

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segunda-feira, 4 de agosto de 2014

Prefeitura do Rio estuda duas opções para reduzir engarrafamentos

03/08/2014 - O Dia - RJ

Rio - Até o fim do mês, a prefeitura vai bater o martelo sobre o futuro do trânsito na região central do Rio durante a implementação do Veículo Leve sobre Trilhos. Duas opções estão sendo estudadas: proibir totalmente a circulação de carros em algumas ruas da área das obras ou implementar o rodízio de veículos — como já ocorre em São Paulo — no Centro e Zona Portuária. Esta última é considerada a mais provável por técnicos ligados à Secretaria Municipal de Transportes.

Há ainda a possibilidade de que nenhuma restrição seja adotada e que os engarrafamentos sejam intensificados com a instalação dos trilhos do bonde moderno, que vai durar até o início de 2016.

Independentemente da opção adotada, o fato é que a ideia de ter que deixar o carro em casa provoca uma certa irritação em muitos cariocas. Entretanto, especialistas ouvidos pelo DIA defendem que medidas para restringir a circulação de carros são necessárias para dar mais espaço ao transporte público.

"Os carros já se transformaram em vício. Então, para reduzir o número de veículos nas regiões centrais não basta só investir em transporte público de qualidade. É preciso restringir o uso do automóvel, sim", afirma Nazareno Stanislau Affonso, mestre em mobilidade e urbanismo e coordenador nacional do Movimento pela Democratização do Transporte (MDT).

Segundo o especialista, a experiência de São Paulo com o rodízio, desde 1997, mostra que a população acaba aceitando bem a medida. "Quase 70% dos paulistas aprovam o rodízio segundo pesquisas", lembrou.

O superintendente da Associação Nacional do Transporte Público (ANTP), Luiz Carlos Néspoli, explica que os cariocas usam mais o transporte público do que os paulistanos, mas ainda assim é favorável ao rodízio na cidade também. "No Rio, 75% dos deslocamentos motorizados são por meio do transporte público. Em São Paulo, o percentual é de 51%", conta.

Néspoli explica que o rodízio nos moldes de São Paulo (proibição de placas com dois determinados dígitos no final por dia útil), reduz o fluxo de carros em 20%, mas, a longo prazo, perde um pouco do efeito, com famílias comprando mais carros para ter placas diferentes. Ele defende que é a medida mais fácil de ser aplicada para reduzir o número de carros nas ruas, pois a alternativa seria o pedágio urbano, que tem um controle mais complexo.

Rio Branco será ponto crítico

A prefeitura não confirma a área exata e nem quando o rodízio de carros pode ser aplicado, mas o andamento das obras de instalação dos trilhos do VLT dão as pistas. Segundo a Companhia de Desenvolvimento Urbano da Região Portuária (Cdurp), todas as frentes de obras serão iniciadas até dezembro, o que significa que as interdições viárias serão ampliadas neste período. O presidente da Cdurp, Alberto Silva, conta que as áreas mais críticas serão o entorno da Rio Branco, Sete de Setembro e Zona Portuária.

"Na Presidente Vargas, os trilhos vão apenas cruzar a avenida. Podemos trabalhar durante a noite e fechar os buracos com chapas durante o dia. Atrapalha, mas não fecha o trânsito todo", explica.

Em relação à Rio Branco, ele diz que é possível colocar os trilhos com a interdição de apenas algumas faixas, mas a decisão sobre a interdição é da Secretaria de Transportes. Procurada, a prefeitura não comentou o assunto.

Ao volante, opiniões estão divididas

Apesar de ter o apoio de especialistas em mobilidade, a medida está longe de ser unanimidade entre os motoristas que passam pelo Centro. O executivo Marcelo Gomes, de 28, é um dos críticos ao rodízio de carros.

"Sou totalmente contra. Fica impossível vir ao Centro, sem carro, de forma rápida. O transporte público é lotado e , no caso dos ônibus, demoram demais."

Para o motorista William Pimentel, de 42, quem podia deixar o carro em casa, já fez desde o início das obras no Centro. "A pessoa vem de carro para o Centro porque não tem outro jeito. Ninguém paga um estacionamento daqui à toa."

Já o colega de profissão Edmilson Silva, de 46 anos, apoia a iniciativa. "Há bastante restrição para carga e descarga enquanto para tráfego de carros de passeio nenhuma. O motorista particular sequer se preocupa em usar o carro com consciência. É muito comum ver automóveis com apenas um ocupante", avalia.

Ao dirigir pela Presidente Vargas, Walmir Proença diz perceber que não há mais como escapar da medida. "Sou a favor. O Rio está um caos".

Marcos Vinicius Quintão, de 34, discorda. "Ridículo. Não tem ônibus para quem trabalha até tarde e quem chega cedo, vem em transporte lotado", queixou-se.

Preços dos imóveis no entorno do corredor do BRT Transcarioca devem subir entre 15% e 20% até o fim do ano

03/08/2014 - Extra - RJ

Quem mora num raio de um quilômetro ou leva dez minutos de caminhada até uma estação do BRT Transcarioca pode esperar. Até o fim do ano, o valor de seu imóvel deverá se valorizar entre 15% e 20%.

— Estamos acompanhando pelo Sindicato da Habitação do Rio (Secovi Rio), até porque o BRT começou a rodar agora. Mas, com certeza, haverá um aumento nos preços dos imóveis — afirma Leonardo Schneider, vice-presidente do Secovi Rio.

Na comparação dos valores médios do metro quadrado de apartamentos de um a quatro quartos para a venda, os bairros no entorno do BRT tiveram uma alta significativa entre julho de 2013 e julho de 1014. É o caso, principalmente, de Vicente de Carvalho (16,8%), Olaria (14,6%) e Ilha do Governador (13,8%), onde a valorização dos imóveis representou mais do que o dobro da média na cidade (6,4%):

— Esses bairros são o miolo da Zona Norte, onde sair e entrar é complicado. Quando se reduz o tempo de viagem, a procura e os preços de imóveis são afetados. O anúncio da implantação e a construção influenciaram a alta generalizada — afirma Leonardo.

Para Claudio Hermolin, vice-presidente da Associação dos Dirigentes de Empresas do Mercado Imobiliário (Ademi), o investimento em mobilidade dará retorno positivo aos moradores, assim que todas as estações estiverem prontas e interligadas com o metrô:

— Historicamente percebemos a valorização de imóveis acima da média quando estão perto de estações de metrô e de BRT. Vira um benefício para o morador porque ele tem mais acessos ao bairro. Agora é um bom momento para comprar imóvel nessas regiões.

O auxiliar de depósito Antonio dos Santos, de 29 anos, diz que a vida ficou mais prática:

— O lado bom é que os BRTs são mais rápidos do que os ônibus comuns, porque não pegam engarrafamento. E eles levam a lugares mais distantes. Antes, tínhamos que pegar mais de um ônibus.

Síndica do Residencial Vicente de Carvalho, a corretora Sônia de Oliveira, de 45 anos, aposta na valorização de seu imóvel até o fim das obras:

— Hoje, ele já está em R$ 290 mil, mas, quando tudo estiver pronto, deve passar de R$ 300 mil.

sábado, 2 de agosto de 2014

BRS da Rua Voluntários da Pátria é inaugurado neste sábado (2)

02/08/2014 - O Globo

Novo corredor preferencial para ônibus vai operar entre a esquina da Rua Humaitá até a Praça Nicarágua, na Praia de Botafogo

POR ELAINE NEVES

BRS na Rua Voluntários da Pátria, em Botafogo, começa a operar - Eduardo Naddar / Agência O Globo
RIO - Começou a operar na manhã deste sábado o BRS da Rua Voluntários da Pátria, em Botafogo, na Zona Sul do Rio. O novo corredor preferencial para ônibus vai funcionar entre a esquina da Rua Humaitá até a Praça Nicarágua, na Praia de Botafogo (pista externa). O horário de operação da faixa exclusiva é o mesmo adotado nos outros corredores já implantados: de segunda a sexta-feira, das 6h às 21h; e, aos sábados, das 6h às 14h. Quem trafega na região, deve ficar atento, pois quem não respeitar a regra, pode ser multado. A fiscalização eletrônica já começa a operar neste sábado. A Cet-Rio está no local e orienta os motoristas na região.

Com três quilômetros de extensão, o BRS terá apenas uma faixa, já que a via é estreita. De acordo com a Secretaria Municipal de Transportes (SMTR), o BRS da Rua Voluntários da Pátria vai ordenar 39 linhas que circulam pela via e mais 33 que passam somente pela Praia de Botafogo. Todas as linhas foram agrupadas em pontos específicos com numeração de 1 até 3.

No total, serão 13 pontos de parada, com abrigos e totens, distribuídos ao longo do percurso do novo corredor. Com o novo corredor, a cidade passa a contar com 47,3 quilômetros de faixas preferenciais para coletivos. Segundo a CET-Rio, a redução do tempo de viagem nos BRS já implantados é de cerca de 20%. O próximo BRS a ser inaugurado será o da Rua São Clemente, também em Botafogo, no próximo dia 09.

Ainda de acordo com a SMTR, os ônibus não podem trafegar fora dos corredores e parar em pontos que não correspondem ao seu BRS. Já os taxistas, só poderão fazer o uso da faixa da direita somente quando estiverem com passageiros. Além disso, o embarque e desembarque deverão ser feitos no lado esquerdo. Só será permitido a circulação dos veículos particulares, apenas para entrar em uma rua transversal ou acessar uma garagem.

LINHAS QUE PASSAM NA RUA VOLUNTÁRIOS DA PÁTRIA:

BRS1

136 Rodoviária-Copacabana (via Leopoldina) (circular)

143 Central-Gávea (via Jóquei/Praia do Flamengo)

154 Ipanema-Central

155 Ipanema-Central (via Túnel Santa Bárbara)

157 Gávea-Central (via Lagoa e Leblon)

162 Lapa-Leblon (via Copacabana) (circular)

170 Rodoviária-Gávea (circular)

172 Central-São Conrado (via Jóquei/Túnel Santa Bárbara)

173 Rodoviária-Leblon (via Túnel Santa Bárbara) (circular)

178 São Conrado-Rodoviária (via Central)

2014 Gávea-Praça Mauá

BRS2

131 Vidigal-Praça XV (via Jóquei/Praia do Flamengo)

409 Saens Peña-Jardim Botânico (Horto)

410 Praça Saens Peña-Gávea

416 Saens Peña-Jardim Botânico (Horto) (via Túnel Rebouças) (rápido)

425 Grajaú-Real Grandeza (via Túnel Santa Bárbara) (circular)

435 Grajaú-Gávea (via Túnel Santa Bárbara)

438 Vila Isabel-Leblon (via Jóquei) (circular)

439 Vila Isabel-Leblon (via Túnel Rebouças/Jóquei) (circular)

440 Caju-Copacabana (via Túnel Rebouças/Túnel Velho) (circular)

463 São Cristóvão-Copacabana (via Túnel Rebouças/Túnel Velho)(circular)

512 Urca-Leblon (via Copacabana) (circular)

513 Botafogo-Urca

538 Rocinha-Leme (via Estrada da Gávea/Jóquei) (circular)

574 Glória-Leblon (via Copacabana) (circular)

584 Cosme Velho-Leblon (via Copacabana) (circular)

BRS3

309 Alvorada-Central (via Botafogo/Av. Lúcio Costa)

316 Recreio dos Bandeirantes-Central (via Botafogo/Av. Lúcio Costa)

317 Central-Alvorada (via Túnel Santa Bárbara) (circular)

548 Alvorada-Metrô Botafogo (via Av. das Américas/Jóquei)

957 Maré-Alvorada (via Botafogo/Av. Lúcio Costa)

BRS Intermunicipal

721D Alcântara-Botafogo

750D Charitas-Gávea (via Túnel Santa Bárbara)

751D Charitas-Gávea (via Túnel Santa Bárbara)

775D Charitas-Gávea (via Lapa/Praia de Botafogo)

1750D Charitas-Gávea (via Túnel Santa Bárbara)

1775D Charitas-Gávea (via Lapa/Praia de Botafogo)

2750D Charitas-Gávea (via Túnel Santa Bárbara)

3721D Alcântara-Botafogo


LINHAS QUE PASSAM SOMENTE NA PRAIA DE BOTAFOGO:

BRS1

107 Urca-Central

119 Copacabana-Candelária (circular)

126 Rodoviária-Copacabana (via Túnel Santa Bárbara) (circular)

129 Rodoviária-Praia de Botafogo (via Túnel Santa Bárbara) (circular)

161 Lapa-Leblon (via Jóquei) (circular)

190 Rodoviária-Leme (circular)

BRS2

420 Vila Isabel-Praia de Botafogo (via Túnel Santa Bárbara) (circular)

421 Vila Isabel-Prado Júnior (circular)

423 Grajaú-Real Grandeza (circular)

426 Usina-Jardim de Alah (via Túnel Santa Bárbara)

432 Vila Isabel-Gávea (via Túnel Santa Bárbara) (circular)

433 Vila Isabel-Leblon (via Copacabana) (circular)

434 Grajaú-Leblon (circular)

444* Maré-Copacabana (via Túnel Santa Bárbara) (circular)

445* Morro do Alemão-Copacabana (via Túnel Santa Bárbara) (circular)

464 Maracanã-Leblon

472 Triagem-Leme (via Praça XV)

569 Largo do Machado-Leblon (via Jóquei) (circular)

573 Glória-Leblon (via Jóquei) (circular)

583 Cosme Velho-Leblon (via Jóquei) (circular)

BRS3

354 Cidade de Deus-Praça XV

402 Engenho da Rainha-Gávea

404 Cordovil-Leblon (via Avenida Brasil)

456 NorteShopping-General Osório (via Túnel Santa Bárbara)

457 Abolição-General Osório (via Túnel Santa Bárbara)

459 Abolição-Praia de Botafogo (via Túnel Santa Bárbara) (circular)

483 Penha-Copacabana (circular)

485 Penha-General Osório (via Túnel Santa Bárbara)

486 Fundão-General Osório

2018 Aeroporto Internacional do RJ-Alvorada

BRS Intermunicipal

740D Charitas-Ipanema

741D Charitas-Ipanema

2740D Charitas-Ipanema

*Linhas com horários especiais de circulação.

sexta-feira, 1 de agosto de 2014

Serviço Parador e Expresso do Transcarioca será ampliado neste sábado

01/08/2014 - RJ Notícias


A Prefeitura do Rio, por meio da Secretaria Municipal de Transportes (SMTR), e Consórcio BRT ampliam neste sábado (2/08), em duas horas, o serviço Alvorada – Madureira (Terminal Paulo da Portela). As estações IPASE, Praça Seca, Capitão Menezes, Pinto Teles, Campinho e Paulo da Portela (que faz integração com o trem) funcionarão das 9h às 16h. O BRT Transcarioca, que já transporta 70 mil pessoas por dia, opera com três serviços: Galeão – Alvorada (Semi-direto), Madureira – Alvorada (Expresso), Madureira – Alvorada (Parador). Vale ressaltar que o serviço Tanque – Alvorada parador e expresso permanecem funcionando nos mesmos horários.

A Transcarioca, que liga a Barra da Tijuca à Ilha do Governador (Aeroporto do Galeão), é o primeiro corredor de alta capacidade no sentido transversal da cidade e reduzirá em 60% o tempo de viagem por ônibus no trecho. São 39 quilômetros de extensão, com 10 viadutos (sendo um estaiado), nove pontes (duas estaiadas), três mergulhões, 47 estações e cinco terminais, passando por 27 bairros como Curicica, Taquara, Tanque, Praça Seca, Campinho, Madureira, Vaz Lobo, Vicente de Carvalho, Vila da Penha, Penha, Olaria e Ramos.

Segundo corredor exclusivo de ônibus, a Transcarioca vai transportar 320 mil passageiros por dia e fazer integração com a Estação de Metrô Vicente de Carvalho, estações de trem de Madureira e Olaria e com a Transoeste (no Terminal Alvorada). Futuramente haverá ainda pontos de integração com a Transolímpica e a Transbrasil.

Horário de funcionamento do BRT Transcarioca:

Galeão – Alvorada (Semi-direto)

Horário de funcionamento: 24h

Estações: Terminal Alvorada, Vicente de Carvalho, que integra com o metrô, Galeão – Tom Jobim 2 e Galeão – Tom Jobim 1.

Tanque – Alvorada (Expresso)

Horário de funcionamento: das 5h às 23h, de segunda a sábado

Estações: Terminal Alvorada, Rio 2, Santa Efigênia, Taquara e Tanque.

** Este serviço fará extensão de 9h às 16h para as Estações Ipase, Praça Seca, Capitão Menezes, Pinto Teles, Campinho e Terminal Paulo da Portela, em Madureira.

Tanque – Alvorada (Parador)

Horário de funcionamento: 24h

Estações: Terminal Alvorada, Lourenço Jorge, Aeroporto Jacarepaguá, Via Parque, Centro Metropolitano, Hospital Sarah, Rio2, Pedro Correia, Curicica, Praça do Bandolim, Arroio Pavuna, Vila Sapê, Recanto das Palmeiras, Divina Providência, Merck, André Rocha, Taquara, Aracy Cabral e Tanque.

** Este serviço fará extensão de 9h às 16h para as Estações Ipase, Praça Seca, Capitão Menezes, Pinto Teles, Campinho e Terminal Paulo da Portela, em Madureira.